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Notícias Maio
31/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: palestra “Impactos dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”

Acontece nesta quinta-feira, dia 01/06 às 18h, a palestra “Impactos dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”, ministrada pelo Professor titular da Coppe/UFRJ e Pesquisador Associado do Gesel/UFRJ, Djalma M. Falcão. O evento será no Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124 – Centro, Rio de Janeiro). A entrada é franca e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail divisoes-tecnicas@clubedeengenharia.org.br (GESEL-IE-UFRJ – 31.05.2017) 

2 Aneel estuda ajustes para conter oscilações das cores das bandeiras tarifárias

O sistema de bandeiras tarifárias deverá sofrer mudanças a partir de 2018. Os ajustes estudados pela Aneel serão feitos para conter as fortes oscilações nas cores das bandeiras em casos de alteração momentânea das condições meteorológicas. O diretor geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que o sistema de bandeiras tarifárias pode estar agora diante de uma situação que será evitada no futuro. Na semana passada, a agência reguladora anunciou que a cor da bandeira, indicada em maio, deixará de ser vermelha e passará a ser verde, em junho. Rufino reconheceu que a indicação de bandeira verde nas contas de luz do próximo mês pode não ser uma tendência para os meses seguintes. Para ele, as fortes chuvas no fim de maio nas regiões Sul e Sudeste, que motivaram a mudança na cor da bandeira, não resultaram em recuperação expressiva dos reservatórios das grandes usinas hidrelétricas que fornecem energia mais barata ao sistema. Na avaliação do diretor da Aneel, o critério de escolha da bandeira permite que a cor amarela ou vermelha já retorne à fatura do consumidor em julho. "É preciso verificar três variáveis importantes: o volume de chuvas, mais ainda o nível do armazenamento dos reservatórios, pensando no médio prazo, e a carga [consumo]", afirmou Rufino após reunião da diretoria. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

3 TCU revoga instrução que regrava revisão de tarifas

O plenário do TCU aprovou instrução normativa que revoga as atribuições de fiscalização das taxas de energia elétrica pela Corte de Contas, previstas anteriormente na IN 43/2002. A decisão foi tomada devido ao baixo risco apresentado no atual processo de revisão tarifária realizado pela Aneel. O normativo considerou também a necessidade de o tribunal ser seletivo na escolha dos objetos a serem fiscalizados. A IN foi expedida na sessão plenária de 17 de maio e já se encontra publicada. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

4 Aneel: Consulta pública vai discutir solução para problemas nos modelos do ONS 

A Aneel abriu Consulta Pública no dia 30 de maio, pelo prazo de 15 dias, para propor uma solução em torno de um problema que atinge diretamente os critérios inseridos nos modelos de planejamento e de programação da operação utilizados pelo ONS. A questão, apontada pelo ONS em abril deste ano, decorre da forma de se considerar, na modelagem do planejamento energético, usinas despachadas ou programadas centralizadamente, mas que não são simuladas individualmente. Na nota técnica objeto da Consulta, a Aneel relata que o problema foi levantado por ONS e CCEE quando da atualização de dados para o Programa Mensal de Operação de maio. Na ocasião, ambas as instituições identificaram que os valores de geração considerados para a composição da carga global e da oferta não simulável individualmente estavam compatíveis para 1.298 usinas, mas não para um conjunto de 8 empreendimentos. Ao apontar a necessidade de ajuste, a Aneel diz que a falha pode atingir outras plantas. As usinas despachadas centralizadamente, mas não simuladas individualmente, são UTE Veracel (BA), UTE Siderúrgica Tubarão (ES), UTE CSP (CE), EOL Praia Formosa (CE), EOL Icaraizinho (CE), UTE Caçu (GO), U-50 / RNEST (PE) e UTE Klabin Puma (PR). A incompatibilidade surge porque, para a composição da carga global considerada nos modelos, o ONS utiliza a geração bruta das usinas, enquanto que, para a oferta não simulada, é levada em conta a geração líquida disponibilizada ao SIN. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

5 Aneel: consulta também pretende esclarecer questões conceituais sobre a operação

A solução proposta à Aneel pelo ONS e ratificada pela CCEE, no intuito de compatibilizar esses dois insumos nos oitos empreendimentos de geração onde as falhas foram identificadas, seria a de utilizar a geração verificada bruta para a composição da oferta não simulável individualmente, ao invés da geração líquida. Essa proposta de solução, se validada, vai implicar na revisão da Resolução Normativa nº 440/2011 da agência reguladora, cujo texto estabelece que deve ser considerada a geração líquida disponibilizada ao SIN de cada usina participante desse procedimento. Além de discutir a própria solução apresentada por ONS e CCEE, a Aneel pretende, por meio da Consulta Pública, esclarecer questões conceituais sobre o tema, entre elas se os dados de medição bruta utilizados na proposta são adequados. A agência pergunta ainda se o próprio conceito da REN nº 440/2011, de se utilizar a medição líquida para todas as usinas não simuladas individualmente, é ou não adequado. “Há prejuízo em se considerar uma carga específica para os modelos de otimização e outras para demais estudos conduzidos pelo ONS?”, questiona a Aneel na nota técnica. No dia 30 de maio, por meio de um despacho publicado na edição do DOU, a Aneel determinou que, enquanto o processo da Consulta Pública não estiver concluído e a solução para o problema não for ratificada pelo órgão regulador, o ONS deverá efetuar a compatibilização entre oferta e carga para essas oito usinas nos modelos de planejamento e de operação, via abatimento de carga bruta. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

6 Senado abre votação para proposta que barra cobranças de serviços na conta de luz

O Senado Federal aceita votos, até 4 de agosto, para tornar a proposta que barra cobranças adicionais na conta de luz em Sugestão Legislativa. A votação está disponível no portal e-Cidadania e espera atingir 20 mil votos, podendo virar lei. A medida é apoiada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Clauber Leite, consultor de energia do Idec, defende que nenhuma cobrança de seguros ou planos, que não tenham sido solicitados pelo cliente, seja incluída na fatura. Segundo ele, algumas concessionárias se aproveitam que nem todos os consumidores verificam as informações na conta e que o prazo para restituição geralmente é inferior ao de quitação do débito, obrigando o pagamento para que o serviço não seja interrompido. O especialista ressalta que o cliente pode pedir restituição de qualquer cobrança não reconhecida. “Sempre que o cliente for cobrado de surpresa, sem seu consentimento, ele pode e deve pedir devolução do valor pago, que deve ser devolvido em dobro. O problema é que nem todas as pessoas verificam a conta de luz e esses abusos passam despercebidos.” Desde 2013, segundo a Resolução nº 581 da Aneel, serviços extras, além dos relativos à energia, podem ser cobrado na conta de luz. A ideia da nova legislação é que, se não for comprovado o aceite prévio do consumidor, essas cobranças não sejam realizadas e se já estiverem faturadas deverão ser suspensas. A proposta também pretende impedir a veiculação de anúncios nas faturas de energia elétrica. (O Globo – 30.05.2017) 

7 Artigo de Diogo Lisbona Romeiro: “A revolução da blockchain e seus desdobramentos para a geração distribuída”

Em artigo publicado no jornal Brasil Energia, Diogo Lisbona Romeiro, doutorando do Instituto de Economia da UFRJ e Pesquisador do Grupo de Economia da Energia trata da possibilidade da utilização da blockchain (BC) na Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e suas consequências para o setor elétrico. Segundo o autor, “Arranjos estruturados sob BC, IoT e compartilhamento de ativos podem deslanchar a geração distribuída de eletricidade (GD), impulsionada pela penetração da solar fotovoltaica (PV)”. Ele conclui que “Com os ganhos [advindos das novas tecnologias] que se anunciam pela integração, conectividade e compartilhamento entre todos os elos e agentes da cadeia, o gerenciamento das diferentes possibilidades e combinações de oferta, consumo e armazenamento pode tornar a “rota off-grid” uma ficção científica ultrapassada”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 31.05.2017)

8 MME: dois planos de distribuição são aprovados como projeto prioritário 

O Ministério de Minas e Energia aprovou como projeto prioritário os projetos de distribuição de energia elétrica de titularidade das empresas Energisa Tocantins e Vale Paranapanema. Com a aprovação, será possível a emissão de debêntures de infraestrutura. (Agência CanalEnergia – 31.05.2017)


9 MME: lote D do leilão 01/2014 é aprovado como projeto prioritário

O Ministério de Minas e Energia aprovou como projeto prioritário o Lote D do Leilão nº 001/2014. O empreendimento, que foi arrematado pela Odoyá Transmissora de Energia S.A, compreende um complexo de linhas de transmissão que percorrem 12 municípios baianos. Com a aprovação, será possível a emissão de debêntures de infraestrutura. O início de operação está previsto para 5 de abril de 2018. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: Venda de distribuidoras da estatal vai pagar dívida com fundo RGR

A Aneel autorizou no dia 30 de maio o uso do valor de venda das distribuidoras da Eletrobras para abater parte da dívida bilionária do grupo com o fundo Reserva Geral de Reversão (RGR). Mesmo se a transferência de controle das subsidiárias não resultar no ganho financeiro esperado, parte do passivo com o fundo - correspondente ao valor histórico de R$ 506,7 milhões - será perdoado. A dívida total com o fundo foi estimada inicialmente pela Aneel em pouco mais de R$ 2 bilhões, sem atualização ou cobrança de juros. A maior parte do valor apurado, estimado em R$ 1,9 bilhão, se referia à parcela de amortização de financiamentos não transferidos pela Eletrobras à RGR entre 1998 e 2011. Com a decisão de ontem, a estatal continua obrigada a devolver R$ 1,4 bilhão desse montante. Outros R$ 506,7 milhões poderão ser cobertos com o ganho na privatização das distribuidoras. Esse dinheiro teria sido usado na década de 90 para assumir o controle das concessionárias que pertenciam aos governos estaduais. O depósito na RGR deverá ser feito em até 30 dias após o pagamento do valor dos lances vencedores do leilão. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

 

2 Eletrobras: Divida será parcelada em quase 10 anos

A regra de reembolso à Reserva Geral de Reversão (RGR) permitiu que a dívida remanescente de R$ 1,4 bilhão seja quitada em parcelas mensais no período de julho de 2017 a dezembro de 2026. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explicou que se o valor de venda das distribuidoras for além dos R$ 506,7 milhões, sem atualização, a Eletrobras pagará ao fundo essa mesma quantia e ficará com o excedente. Se esse valor não for alcançado, a RGR assume o prejuízo na mesma proporção. "É evidente que é prejudicial ao fundo, porque o prejuízo fica com a RGR e a possibilidade de lucro com a Eletrobras", comentou. Por diversas vezes, o comando da Aneel fez críticas à atuação da Eletrobras como gestora dos fundos do setor. Rufino ressaltou que havia um conflito de interesse que chegou ao fim neste mês, quando a CCEE assumiu essa atribuição. "Há uma grande expectativa de que esses fundos sejam melhor geridos do que foram até agora", afirmou. (Valor Econômico – 31.05.2017)

 

3 Aneel critica decisão do governo de ‘aliviar’ a Eletrobras

Mesmo dando aval às novas condições para que a Eletrobras quite os débitos [referentes a um fundo do setor elétrico chamado de Reserva Geral de Reversão (RGR)], o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, criticou a concessão de “certas benesses” à empresa, com autorização do governo, após o uso indevido dos recursos: — Aqui está uma triste história desse fundo setorial. Há uma mudança muito constante nas regras do fundo, e sempre de alguma maneira para prejudicá-lo. As condições do pagamento dos débitos preveem parcelamento mensal até dezembro de 2026, com início em julho. Os valores ainda passarão por correção monetária, tanto no caso do parcelamento até 2026, quanto nos recursos a serem devolvidos após privatização das distribuidoras. O valor final deverá ser calculado pela Eletrobras e apresentado à Aneel em 15 dias. O fundo Reserva Geral de Reversão foi criado para ser uma conta para indenizar investimentos não amortizados em fins de concessões do setor elétrico. Esse fundo, no entanto, passou a ser usado para diversos outros fins. Neste ano, a gestão de fundos setoriais como a RGR passou a ser responsabilidade da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). (O Globo – 30.05.2017) 

 

4 Eletrobras: estatal entra na Justiça contra Petrobras por combustível para usina 

A Eletrobras entrou em disputa judicial contra a Petrobras para conseguir iniciar os testes da termelétrica Mauá 3, no Amazonas, um empreendimento orçado em R$ 1,7 bi que deve começar a operar em junho, mas que ainda não conseguiu fechar um contrato para a compra de gás devido a dívidas bilionárias da elétrica com a petroleira. A Petrobras vinha reiterando que não fornecerá combustível para a usina em função das dívidas da unidade da Eletrobras no Amazonas em outros contratos, mas a estatal foi obrigada por decisão liminar a fornecer o combustível para testes na térmica. "Em cumprimento a uma decisão judicial, a Petrobras está disponibilizando gás natural para fins de comissionamento e testes da usina... Contudo, a empresa segue adotando medidas administrativas e judiciais em prol dos seus interesses e de seus investidores", disse a Petrobras em nota à Reuters. A Petrobras registrou em seu balanço do primeiro trimestre um total de R$ 9,8 bilhões em contas a receber junto a empresas do Grupo Eletrobras, dos quais R$ 8,2 bilhões referentes à Eletrobras Amazonas. A Aneel autorizou na semana passada o início dos testes da primeira máquina de Mauá 3 a partir de 1° de junho. A turbina tem 190 MW, de um total de 591 MW que a usina terá quando concluída. A Petrobras ressaltou, no entanto, que a decisão judicial obriga o fornecimento "somente para comissionamento e testes" da termelétrica, e não para sua operação em definitivo. (Folha de São Paulo – 30.05.2017)

 

5 Eletrobras: Petrobras não desistirá de cobrar a dívida da distribuidora

A Eletrobras disse que seguirá buscando "cobrança e recebimento dos débitos acumulados relativos ao fornecimento de gás natural para a Eletrobras e suas subsidiárias". A Reuters já havia publicado em fevereiro que a Petrobras vetou o fornecimento à usina de Mauá 3 devido à inadimplência da unidade da elétrica no Amazonas e outras subsidiárias da estatal em outros contratos. Questionada sobre a disputa com a Petrobras, a Eletrobras Amazonas disse em nota que "as tratativas estão sendo conduzidas nas esferas judicial e administrativa" e que "irá manifestar-se em momento oportuno". Desde o final do ano passado o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., tem dito que a negociação das dívidas com a Petrobras é uma prioridade para a companhia e que o assunto tem sido tratado diretamente com o CEO da petroleira, Pedro Parente. A Eletrobras tem prometido privatizar todas suas subsidiárias de distribuição de eletricidade até o final do ano, incluindo a Amazonas Energia, e uma solução para as dívidas com a Petrobras é vista como essencial para garantir a viabilidade da venda da empresa. Um acerto para os débitos também seria positivo para a Petrobras, que tem buscado ganhar eficiência em suas operações e reduzir dívidas. (Folha de São Paulo – 30.05.2017) 

 

6 Revisão tarifária da Energisa Paraíba é debatida em audiência

Aberta audiência pública para discutir o aprimoramento da Quarta Revisão Tarifária Periódica da Energisa Paraíba (EPB), a vigorar a partir de 28/8/2017. A audiência será de 31/5/2017 a 10/7/2017 e haverá sessão presencial para debater o assunto em 8/6 na cidade de João Pessoa (PB). Os valores submetidos à audiência pela ANEEL consistem em uma proposta preliminar de 13,42% na conta dos consumidores residenciais (B1) da EPB. Para as indústrias, a proposta é de 14,55%. Após a análise das contribuições, os índices finais serão deliberados em Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Agência. A audiência também discutirá a qualidade do serviço e os limites dos indicadores de continuidade DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) dos conjuntos da EPB estipulados para o período de 2018 a 2021. (Aneel – 30.05.2017) 

 

7 Cteep: indenização passa de R$ 3,9 bi para R$ 4,1 bi

O valor da indenização a ser paga à Cteep pelos bens ainda não amortizados da Rede Básica Existente foi corrigido de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,1 bilhões, em valores de dezembro de 2012. A alteração foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta terça-feira, 30 de maio. A alteração no valor foi feita após a avaliação de pedido apresentado pela transmissora, que contestou valores não considerados pela Aneel ao analisar o laudo de avaliação. O pagamento da indenização será feito a partir de julho em parcelas mensais pelos próximos oito anos. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

 

8 CPFL Piratininga: R$3,5 mi investidos em rede elétrica

A CPFL Piratininga investiu mais de R$ 3,5 mi no sistema elétrico da Baixada Santista nesse primeiro trimestre de 2017. Essas aplicações tornaram o sistema na região mais robusto, seguro e confiável, melhorando o nível de conforto e segurança para os 625,3 mil clientes atendidos pela distribuidora na região. Para o presidente da companhia, Carlos Zamboni Neto, a realização desses investimentos demonstra o compromisso da distribuidora com a excelência em serviços junto aos clientes e na manutenção da confiabilidade de seus sistemas. “As obras realizadas trazem mais qualidade ao sistema elétrico. A continuidade no fornecimento de energia revela o papel da distribuidora em manter uma infraestrutura preparada, para responder às necessidades de crescimento e desenvolvimento da cidade”, afirma Zamboni. Do total investido nos municípios da região, cerca de R$1,3 mi projetos voltados ao atendimento ao cliente, com a ampliação da extensão das redes elétricas e instalação de medidores para clientes residenciais, comerciais e industriais, dando suporte para o crescimento de mercado. Outros R$1,24 mi foram aplicados em manutenção e na melhoria das linhas de distribuição de energia, com foco na rede primária, na substituição de transformadores avariados e instalação de novos equipamentos. Com esses investimentos, a região da Baixada Santista está mais preparada para o aumento futuro da demanda por energia, tanto do parque industrial, quanto das classes comercial e residencial. Em 2016, os investimentos da distribuidora foram de R$48 mi na Baixada Santista. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

 

9 Cemig: R$ 150 mi destinados para reforços e manutenção da rede em 2017

A Cemig prevê, para 2017, investimentos de R$ 151 mi em obras de reforma, reforço e manutenção da rede elétrica, valor 12% superior ao aplicado pela empresa no ano passado. Somente entre janeiro e abril, 15 mil serviços foram executados em toda a área de concessão, que inclui 774 cidades mineiras. Entre os serviços mais comuns, estão a troca de postes e a instalação de fiações e equipamentos mais potentes e modernos. Durante os meses de estiagem, as equipes da Cemig executam os serviços de maior porte. De acordo com o gerente do Centro Integrado da Operação da Distribuição, Carlos José Thiersch, é nesse período que as obras mais complexas são intensificadas e, portanto, é necessário desligar trechos maiores, os chamados desligamentos programados. Segundo ele, se aproveita essa época do ano porque o risco de cancelamento dos serviços programados tem menor probabilidade de ocorrer, já que as chuvas são escassas e, portanto, há menos ocorrências emergenciais. Ainda segundo ele, essas obras também reforçam o sistema elétrico para o período chuvoso, aumentando ainda mais a sua confiabilidade. A Cemig procura realizar as intervenções no sistema sem prejudicar o fornecimento de energia para a população, mas, em alguns casos, por questão de segurança, o desligamento da rede elétrica é necessário. O tempo de duração de uma interrupção programada e seu horário variam. Já quanto à duração, Thiersch informou que depende do tipo de serviço a ser feito, mas uma troca de transformador, por exemplo, envolvendo substituição de poste e cabos, leva cerca de cinco a seis horas, pois o serviço é complexo e exige muito cuidado e atenção. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

 

 

Leilões

1 Edital para descontratação de energia de reserva está em audiência pública

A Aneel aprovou hoje (30/5), em reunião pública, abertura de Audiência Pública (AP) para colher contribuições sobre a proposta de Edital de Mecanismo Competitivo de Descontratação de Energia de Reserva de 2017. A AP receberá contribuições entre 31/05 e 30/06. O Mecanismo deverá ser realizado até 31/08/17 por meio de sistema eletrônico na internet. O processo de descontratação de montantes de energia de reserva deverá observar o limite máximo de energia a ser definido pelo MME, com base em estudos EPE. Os empreendimentos de geração cuja energia tenha sido contratada em Leilão de Energia de Reserva que atendam, cumulativamente, às duas seguintes condições na data de publicação do Edital, serão elegíveis para participação no certame. Primeiro, empreendimentos que façam farte de Contrato de Energia de Reserva vigente e, segundo, que não tenham iniciado operação em teste. As propostas serão aceitas para três Produtos: Eólica (central eólica), Solar (central solar) e Hidro (central hidrelétrica – CGH e PCH). O agente de geração apto a participar do Mecanismo deverá ofertar Lance de Prêmio, em Reais/Megawatt-hora (R$/MWh) para cada empreendimento que deseje descontratar energia. O Lance de Prêmio inicial será estabelecido pelo MME e constará do edital a ser publicado pela ANEEL. (Aneel – 30.05.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referente ao dia 29/05, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste do país estão com os mesmos níveis. O subsistema não sofreu alteração e os reservatórios se apresentam com 43,3% da capacidade. A energia armazenada é de 88.078 MWmês e a ENA é de 43.599 MWm, que equivale a 92% da MLT. Furnas registra volume de 41,46%. A região Sul aumentou 2,7% nos níveis de capacidade, que operam com volume de 66,3%. A energia armazenada da região é de 13.323 MWmês e a ENA é de 43.876 MWm, que equivale a 110% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 97,66%. No Nordeste não houveram alterações e os níveis estão com 19,9% da capacidade. A energia armazenada é de 10.294 MWmês e ENA é de 1.543 MWm, que corresponde a 21% da MLT. A usina de Sobradinho está com 13,29% da capacidade. Por fim, na região Norte também não houveram mudanças e os níveis estão com 65,4%. A energia armazenada é de 9.840 MWmês e a ENA é de 4.830 MWm, que é o mesmo que 44% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,77% de capacidade. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

2 Itaipu: hidrelétrica terá vertimento esporádico a partir desta terça-feira, 30

A partir desta terça-feira, 30, a abertura do vertedouro será aleatória e não mais ininterrupta como ocorre há oito dias na hidrelétrica binacional de Itaipu. A previsão inicial era de que o vertimento constante permanecesse até domingo, 28, mas, em decorrência das chuvas registradas na área de influência do reservatório do Lago de Itaipu, no Rio Paraná, o espetáculo ganhou um dia a mais na última segunda-feira, 29. Na tarde de segunda-feira passavam pelas comportas do vertedouro mais de 1.400 metros cúbicos de água por segundo, o equivalente à vazão média das Cataratas do Iguaçu, no Rio Iguaçu. Com interrupções previstas em alguns momentos do dia, o vertedouro da hidrelétrica, que opera hoje na cota 220,40 metros acima do nível do mar, continuará despejando o excedente hídrico não utilizado para a geração de energia. No final de semana, é bem provável que o “show das águas” volte, sem cortes, para a alegria dos turistas e curiosos. Na segunda-feira, às 14h, a usina de Itaipu já somava 40.006.985 de MWh de produção desde o início do ano, uma das maiores gerações acumuladas no período e que seria suficiente para atender por um mês o consumo do Brasil; e o Paraguai, por dois anos e dez meses. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

3 Rompimento de cabo em subestação deixou Manaus sem energia

O desligamento automático parcial do subsistema I (Mauá III) da rede da Eletrobras Distribuição Amazonas, ocorrido às 22:51 horas da última segunda-feira, 29 de maio, levou a interrupção de 465 MW de cargas de Manaus. Também houve o desligamento de 50 MW das UTE Jaraqui e de 64MW da UTE Tambaqui. O ONS ainda investiga a causa da interrupção. O restabelecimento da carga começou de imediato. Às 22:47 horas, quando cerca de 3.200 MW de carga já tinham sido normalizados, houve novo desligamento parcial da rede de 69 kV da distribuidora, além de 51 MW da UTE Mauá bloco III. Esse novo restabelecimento também começou de imediato e terminou às 00h58min do dia 30 de maio. A usina de Tambaqui foi normalizada às 23h36min e a de Jaraqui às 00h19min do dia 30 de maio. Em comunicado a Eletrobras Distribuição Amazonas informou que o rompimento de um cabo na subestação de Mauá, localizada no Bairro Mauazinho, afetou o fornecimento parte dos bairros de Manaus localizados nas zonas Norte, Leste e Sul. Segundo a distribuidora, às 22h50min, 98% dos clientes já tinham seu fornecimento de energia normalizado, com a conclusão ocorrendo às 23h58min. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Setor eólico: sem leilões, fornecedores alertam para graves crises no setor

As grandes companhias fornecedoras de turbinas eólicas ainda não cogitam sair do Brasil, mas o baixo nível de contratação atual poderá ter efeitos graves em toda a cadeia de produção, que foi desenvolvida a duras penas nos últimos anos. A situação fica pior a partir de 2018, quando a maior parte dos projetos contratados nos leilões de 2014 e 2015 terminam e a capacidade ociosa das fabricantes pode se tornar um sério problema. "Com a baixa demanda no setor eólico e baixa expectativa nos demais, podem ocorrer reduções significantes na produção industrial nacional", disse Rogério Zampronha, presidente da dinamarquesa Vestas no Brasil. O principal desafio está nos fornecedores locais, que se instalaram em locais próximos dos complexos eólicos e investiram no desenvolvimento da expertise necessária no negócio. "As grandes empresas têm mercados e conseguem se segurar. Mas os pequenos não", disse Pablo Mori, diretor da Nordex/Acciona no Brasil. Segundo Mori, levou um tempo até que os fornecedores locais se qualificassem para atender as exigências da indústria, e os danos causados pela falta de projetos novos podem fazer com que muitos deles não tenham escolha que não seja fechar as portas. "Temos uma cadeia de fornecedores muito competente, madura e que investiu muito nos últimos anos para se qualificar a atender a nossa indústria. Isso está em sério risco de se perder, o que não pode acontecer", disse Fernando Real, presidente da Wobben Windpower no Brasil. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

2 Setor eólico: crises poderão afetar até mesmo empresas consolidadas

Segundo o presidente da Wobben Windpower no Brasil, Fernando Real, "seria desastroso deixar uma cadeia competente e madura se desestruturar, gerando ainda mais crise e desemprego", ainda mais quando se leva em conta que a expansão da matriz energética do país deve ser baseada em fontes renováveis. A situação é pior para as empresas menores, mas as grandes fornecedoras também sofrem com a falta de projetos e o crescimento da capacidade ociosa. Se o governo não promover um novo leilão voltado para a fonte eólica neste ano, repetindo o que já aconteceu ano passado, empresas como Wobben Windpower e Nordex/Acciona alertam que serão "muito afetadas" a partir de 2018. Esta última tem capacidade ociosa de 50% neste ano e pode chegar a 75% no ano que vem. A Wobben está operando perto da sua capacidade máxima atualmente, por estar com contratos para entrega de três parques eólicos neste ano. "No entanto, sem leilões no ano passado e sem leilões neste ano, seremos muito afetados a partir de 2018", disse Real. A GE Wind, maior do país no segmento de turbinas eólicas, sofrerá os efeitos negativos da falta de leilões com maior força a partir de 2019, segundo Jean-Claude Robert, líder da companhia para a América Latina. "O impacto negativo será mais forte no fim de 2018 e em 2019. É muito importante que tenhamos um leilão neste ano, para que se possa ter um volume de novos projetos", afirmou. "Somos uma empresa com fundamentos sólidos, e enxergamos o Brasil no longo prazo. A GE vai continuar no país, independentemente da crise que enfrentamos agora", destacou Robert. (Valor Econômico – 31.05.2017)

3 Setor eólico: desaquecimento trará perdas para a economia

Sem leilões, a crise que se aproxima do setor eólico afetará, além da cadeia de fornecedores, os funcionários que se especializaram na área e agora podem ficar sem empregos. A Nordex/Acciona já precisou fazer demissões para adequar seu quadro de funcionários à realidade de contratação das fábricas. Segundo Pablo Mori, diretor da companhia, foram feitos "ajustes" no quadro de pessoal da empresa. A Wobben ainda não fez demissões, que são sempre "a última opção" para a empresa. "Mas sem perspectivas de negócios e leilões à frente, essa é uma dura realidade que poderemos ter que enfrentar", afirmou Fernando Real, presidente da Wobben Windpower no Brasil. Os executivos ouvidos pelo Valor são unânimes na defesa da necessidade de realização de ao menos um leilão ainda neste ano. "Outro fator que aponta para a proximidade de um novo leilão de energia de reserva é o anúncio do leilão de descontratação, previsto para o dia 31 de agosto", disse Rogério Zampronha, presidente da Vestas no país. Ele lembrou que o mecanismo vai contribuir para que o governo possa tirar do planejamento usinas de energia renovável contratadas, mas que não vão sair do papel. "Assim, haverá espaço ¬ e necessidade ¬ para energia nova", disse. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

4 Setor eólico: Brasil sofrerá retração no mercado a partir de 2019, aponta relatório

Aquecido durante anos de forte expansão e grandes investimentos, o mercado de energia eólica no Brasil deverá sofrer uma retração vertiginosa a partir de 2019, em função da queda na demanda por eletricidade e da interrupção dos leilões de contratação de novos projetos. A indicação consta do “Latin America Wind Power Outlook 2017”, relatório anual com análises do mercado eólicos nas Américas do Sul e Central e no Caribe, lançado pela consultoria Make. O estudo cita ainda os impactos do clima político e da instabilidade econômica no revés apontado para o mercado brasileiro dentro de dois anos. O relatório cita que 2016 permaneceu como um bom ano para a indústria de energia eólica no Brasil, com a conexão de mais de 2,5 GW de nova capacidade, superando a marca dos 2,4 GW agregados ao Sistema Interligado Nacional por três anos consecutivos. “Pela primeira vez, desde que a tecnologia começou a concorrer em leilão em 2009, os investidores não conseguiram assinar novos contratos de energia eólica em leilão em 2016”, descreve o texto, para logo após afirmar que, como consequência disso, o mercado brasileiro de energia eólica diminuirá, com novas instalações apresentando menos de metade do tamanho do que tinham, em média, entre os anos de 2014 e 2016. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

5 Setor eólico: contratações vizinhas

O “Latin America Wind Power Outlook 2017” [da empresa de consultoria Make] projeta que a capacidade eólica na região do Cone Sul, América Central e Caribe irá crescer em 47 GW entre 2017 e 2026, com os mercados do México, da Argentina e do Chile compensando o declínio do mercado do Brasil. O México realizou leilões de energia a longo prazo que irão apoiar a meta do país de ter 35% de energia limpa até 2024. Isso ajudou os produtores de energia eólica a assinar novos contratos em 2016 em dois leilões de longo prazo que atribuíram mais de 1,4 GW de capacidade de energia eólica a preços que atingiram até US$ 32/MWh. Chile e Argentina também realizaram leilões no ano passado, concedendo contratos de compra de energia para quase 3,5 GW de capacidade. A Argentina é impulsionada por um objetivo de alcançar 20% de energia renovável e, para suportar o cumprimento, organizou duas primeiras rodadas do seu programa Renovar em 2016. O Chile, por sua vez, conectou um recorde de 498 MW em 2016 e realizou um importante leilão de multi-tecnologia para cobrir sua demanda a longo prazo a partir de 2021. Mercados menores na região, como Colômbia e Peru, estão considerando ajustar suas regras de mercado para permitir que a energia eólica possa competir efetivamente. (Brasil Energia – 30.05.2017 e Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

6 Solar Energy mostra avanço da geração distribuída

O setor de energia fotovoltaica está em plena evolução no país e as franquias despontam nessa área. No ano passado, a resolução 482 [que favorece a instalação de equipamentos de geração distribuída de pequeno porte em residências] foi aprimorada. O processo de registro dos sistemas solares junto às concessionárias de energia, que demorava mais de três meses, caiu para 34 dias. O período para utilização dos créditos de energia para compensação aumentou de 36 para 60 meses. A Aneel também ampliou a possibilidade de geração compartilhada, permitindo a transferência créditos de energia para outras unidades consumidoras. De acordo com a Aneel, o país acumula mais de nove mil instalações de geração distribuída de pequeno porte, sendo mais de 90% projetos fotovoltaicos, seguidos pelos eólicos. Contudo, o desempenho até hoje poderia ter sido melhor, se não fossem os efeitos da crise política e econômica em 2015 e 2016, como a diminuição da capacidade de investimento de potenciais clientes e a retração da oferta de crédito de longo prazo pelas instituições financeiras. "Já há mais recursos disponíveis para pequenos empresários instalarem sistemas de energia solar e 2017 será um ano mais forte para o setor", destaca Hewerton Martins, CEO e um dos fundadores da Solar Energy. Para ganhar capilaridade, a Solar Energy colocou em prática seu plano de franchising em 2015. Já são seis franquias espalhadas pelo país e até o final deste ano a meta é chegar a dez unidades. O investimento inicial médio é de R$ 500 mil, incluindo uma van padronizada, ferramentas, cursos de segurança e uniformes. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

7 Blue Sol: franquias na área de energia solar ganham força

A Blue Sol começou as atividades em 2009, em Ribeirão Preto (SP). Inicialmente, a empresa fazia a importação, distribuição e revenda de equipamentos para sistemas fotovoltaicos. Em 2011, passou a oferecer também cursos para capacitação de mão de obra e atuar no desenvolvimento de projetos e instalações de sistemas de energia solar. No ano passado, a Blue Sol decidiu apostar na expansão por franquias. Até o momento, sete unidades foram comercializadas, sendo que duas já estão funcionando, uma em São José do Rio Preto (SP) e outra no Rio de Janeiro (RJ). Até o final de 2017, a intenção é chegar a um total de 25 unidades. "Queremos crescer de forma padronizada", explica José Renato Colaferro, sócio-diretor da Blue Sol. O investimento inicial na franquia varia de R$ 280 mil a R$ 380 mil, já com o veículo e todo o ferramental. De acordo com ele, a seleção dos futuros franqueados é criteriosa. "Buscamos empreendedores que tenham conhecimento técnico e de gestão, mas que também estejam dispostos a trabalhar na mudança de cultura da população", afirma Colaferro. Ao longo de sua trajetória, a Blue Sol já instalou 670 sistemas de energia solar no país. No ano passado, a empresa faturou R$ 18 milhões, o dobro do registrado no ano anterior. (Valor Econômico – 31.05.2017) 

8 AquaRio: o maior telhado solar do Brasil é inaugurado nesta quarta-feira

Vai ser inaugurado nesta quarta-feira (31), o maior telhado solar instalado em áreas urbanas do Brasil. Ele fica no AquaRio, na Zona Portuária da cidade. Com isso, é possível conseguir uma redução de até 30% do gasto de energia elétrica normal. Foram instalados dois mil painéis numa área de seis mil metros quadrados – o equivalente a um campo de futebol - uma parceria do AquaRio com a empresa Faro Energy. O telhado solar vai gerar 77 mil quilowatts de energia limpa por mês. A eletricidade produzida corresponde ao consumo mensal de 500 residências brasileiras. Isso representa segundo o diretor presidente do AquaRio, Marcelo Szpilman, de 20% a 30% de toda energia consumida mensalmente pelo aquário. “O telhado solar gera sempre energia. No horário de pico chega a 640 kilowatts/pico. Quando amanhece e nos dias nublados a produção de energia é menor. O prédio fica numa posição privilegiada, que recebe energia solar durante todo o dia. No projeto do AquaRio isso já havia sido pensado, não só como programa de economia, mas principalmente de sustentabilidade. Com o telhado solar a gente deixa de produzir 320 toneladas de gás carbônico por ano”, explicou o diretor do AquaRio. (G1 – 31.05.2017) 

9 Energia solar: crescimento da fonte pode atingir novo recorde em 2017

O mercado global de energia solar pode atingir um novo recorde de expansão em 2017, superando a marca de 76,6 GW instalados no mundo em 2016, disse a associação da indústria de energia solar europeia nesta terça-feira, 30 de maio. A expectativa é que o número de novas usinas instaladas supere 80 GW em 2017. “Apesar do gigantesco salto que resultou no crescimento de mais de 50% das instalações solares em 2016, há uma boa chance de que o mercado possa ultrapassar 80 GW in 2017”, disse o CEO da Solar Power Europe, James Watson, em nota à imprensa. Ele destacou a forte redução de custos da geração de energia solar desde 2009, da ordem e 80%, informando que a tecnologia já é mais barata do que as novas usinas a gás, a carvão e nuclear. Segundo o relatório, a capacidade instalada mundial de energia solar totaliza 306,6 GW, incremento de 33% em relação a 2015 (229,9 GW), podendo chegar próximo de 400 GW ao final de 2017. “Nunca antes vimos tanta energia solar instalada em um único ano como em 2016”, comentou Christian Westermeier, presidente da Solar Power Europe. “Pela primeira vez, a energia solar superou a energia eólica em termos de instalações anuais. Isso prova a versatilidade e a crescente relação custo-benefício da fonte”, completou. Para Michael Schmela, consultor executivo da Solar Power Europe e principal autor do relatório Global Market Outlook, se as decisões políticas priorizarem as fontes renováveis, estabelecendo uma política comercial adequada, a demanda por energia solar poderá crescer rapidamente, podendo chegar próximo de 1 TW em 2021. Para ler o Global Market Outlook na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

 

Gás e Termelétricas

1 Aneel: Biogás é uma das fontes de energia que mais avançou no Brasil

Impulsionado por inovações tecnológicas e investimentos na cadeia de valor, o biogás está entre as fontes de energia que mais cresceram no Brasil em 2016. Houve um salto de quase 30% na capacidade instalada, que atingiu 118,6 MW em fevereiro de 2017, segundo a Aneel. Existem hoje 15 usinas operando no país a partir de resíduos sólidos urbanos, 11 com resíduos animais e três com rejeitos da agroindústria. A participação do biogás na matriz elétrica é de apenas 0,0741%. Há, porém, potencial para produzir 78 milhões de m³ diários, equivalentes a 25% da disponibilidade de energia do país, segundo a ABiogás. A organização estima que até 2025 é possível atingir uma produção diária de 10,7 milhões de m³ , 13% do volume que é hoje desperdiçado. Entre os projetos que entraram em operação em 2016, destacam-se as termelétricas Caieiras e Bonfim, ambas no Estado de São Paulo. (Valor Econômico – 31.05.2017)

 

2 Inovações tecnológicas contribuíram para impulsionar uso do Biogás

Uma iniciativa científica relevante concluída este ano foi o projeto Probiogás, firmado em 2013 entre Brasil e Alemanha para testar o aproveitamento energético do biogás em dez ETEs do país. Um acordo de R$ 7,3 milhões, firmado entre a Sabesp e o Instituto Fraunhofer, da Alemanha, resultou em um equipamento que transforma gás de esgoto em biometano. A partir do segundo semestre, o combustível renovável será usado nos 49 veículos da empresa em Franca (SP). Com o aproveitamento do gás, haverá redução anual da emissão de 1,5 milhão de toneladas de dióxido de carbono. Em São José dos Pinhais (PR), a GE Power e a CS Bioenergia produzirão 3 MW de energia térmica e 2,8 MW de eletricidade na ETE Belém, a partir da biodigestão do lodo. A Veolia, transnacional especializada em serviços ambientais, tem tentado vender suas tecnologias para produção de biogás, mas o mercado brasileiro ainda está "engatinhando", constata o diretor de projetos para a América Latina, Yves Besse. Um gargalo é o baixo acesso da população a saneamento: "Quanto mais poluído é o corpo receptor, menor a exigência de qualidade do esgoto tratado e da tecnologia utilizada". (Valor Econômico – 31.05.2017) 

 

3 Consumo de gás natural no Brasil aumenta em março

O consumo brasileiro de gás natural em março cresceu 3,9 % em relação ao mês anterior, para 56,05 milhões de m³/dia, com impulso da demanda industrial, apontaram nesta terça-feira dados da Abegás. Na comparação com março de 2016, entretanto, houve uma retração de 1,9 % no consumo. Segundo a Abegás, o destaque de março foi o avanço de 7,2 % no consumo da indústria ante fevereiro, que segundo a associação aponta para uma recuperação da economia. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a demanda industrial cresceu 8 %. "Novamente o segmento industrial apresenta crescimento no consumo de gás natural, inclusive no comparativo com os resultados de 12 meses atrás. É um movimento que indica uma certa recuperação na economia brasileira", disse o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, em nota. Salomon frisou ainda ver com "entusiasmo e esperança" a decisão do ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho de permanecer no cargo, mesmo com a atual crise política no país e com oposição de seu partido, o PSB, que pediu que ele deixasse o governo após denúncias de corrupção contra o presidente Michel Temer. Os dados da Abegás são resultado de levantamento estatístico junto a concessionárias em 20 Estados, reunindo dados na indústria e nos segmentos residencial, comercial e automotivo, entre outros. (Reuters – 30.05.2017) 

 

4 Arsesp autoriza reajuste de gás encanado

Os clientes da Comgás vão pagar mais caro pelo gás encanado a partir de hoje. O aumento médio para o consumo residencial é de 6,40%. O índice é superior à inflação acumulada nos últimos 12 meses até abril, medida pelo IPCA, que ficou em 4,08%. O reajuste foi autorizado ontem pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de SP). A agência não define um percentual de aumento fixo, mas sim uma faixa de reajuste que varia conforme o consumo de cada residência. A tarifa básica para os clientes residenciais, cobrada dos consumidores independentemente do volume de gás utilizado, vai subir de R$ 8,14 para R$ 8,35. (Folha de São Paulo – 31.05.2017) 

 

5 Justiça Federal nega a nova solicitação de liminar para suspender venda da Liquigás

A Justiça Federal voltou a negar nesta terça-feira um pedido de liminar com o objetivo de suspender a venda da Liquigás pela Petrobras. A venda da subsidiária foi fechada e assinada com a Ultrapar em novembro do ano passado, por R$ 2,7 bilhões, mas ainda não foi concluída. A ação na Justiça Federal é conduzida pela advogada Raquel de Oliveira Sousa, ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que vai recorrer ao STJ. A decisão de hoje foi tomada pela 2ª Turma do TRF-5, em Sergipe, mas ainda não foi publicada. De acordo com Raquel de Oliveira, os desembargadores entenderam que o ideal seria aguardar a decisão de primeira instância, onde o pedido de liminar já havia sido negado. O caso está na 2ª Vara Federal de Sergipe. “[Os desembargadores] consignaram que os fatos apresentados por nós e pela Petrobras eram muito dispares (...) e, portanto, era mais prudente aguardar a instrução do processo em 1ª instância do que conceder uma liminar sem ter a certeza, de fato, se existia um procedimento irregular e lesivo”, afirmou a advogada. "A companhia prosseguirá com o cumprimento das condições precedentes negociadas, com vistas à conclusão da operação", disse a Petrobras em nota. (Brasil Energia – 30.05.2017)

 

6 Após obras de expansão, GásBrasiliano atinge 1.000 km de rede de distribuição de gás

A GasBrasiliano atingiu em maio 1 mil km de rede de distribuição de gás natural canalizado em sua área de concessão, após a execução das obras de expansão entre Ribeirão Preto e Cravinhos. No trecho, foi construído um total de aproximadamente 13,5 km de rede, sendo 11,5 km em aço e 2 km em polietileno. O investimento total na obra foi de aproximadamente R$ 6 milhões. Desde o início das operações, em 2003, a companhia investiu mais de R$ 467 milhões na construção dos 1 mil km de rede e na elaboração de projetos para desenvolvimento do gás natural. Até o final de 2017, serão atendidos 40 municípios, sendo 36 com rede de distribuição e quatro com gás natural comprimido (GNC). (Brasil Energia – 30.05.2017)

 

7 MME quer explicações no Senado sobre decisão da Petrobras de vender campo de gás do Azulão

O Ministério das Minas e Energia será acionado pela Comissão de Infraestrutura do Senado para prestar esclarecimentos sobre a venda, anunciada pela Petrobras, da concessão do campo de gás natural de Azulão, na Bacia Amazônica, com reserva estimada em 4,7 bilhões de metros cúbicos. O requerimento com o pedido de informações foi aprovado pela comissão nesta terça-feira. Para o autor, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que preside a comissão, são necessárias explicações sobre a necessidade de se vender uma concessão com viabilidade econômica comprovada e condição assegurada especialmente após a construção do linhão de transmissão de energia Tucuruí-Macapá-Manaus. De acordo com Braga, o campo de gás fica exatamente embaixo do linhão de Tucuruí para Manaus. Para ele, uma usina termelétrica a gás embaixo desse linhão é praticamente uma mina de ouro, o que o faz questionar a venda do ativo. O senador observou que partiu da própria estatal a iniciativa de informar ao mercado que a transação representa uma oportunidade para desenvolver o negócio perto de infraestrutura existente e de uma linha de transmissão. Anteriormente, observou Braga, a estatal sustentava que, tendo em vista a construção do linhão, a melhor solução para o aproveitamento do gás era a construção de uma usina térmica para venda de energia nos leilões de energia nova. Entre os pontos para esclarecimento, ele questiona se a venda estaria de alguma forma relacionada ao fato de a concessão ter sido alvo da operação Lava Jato por suspeita de superfaturamento no projeto da usina térmica. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

 

Economia Brasileira

1 Brasil pede para se tornar membro da OCDE

O governo brasileiro apresentou à Secretaria Geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) solicitação para iniciar processo de adesão ao órgão, informou ontem à noite o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola. Ele destacou que o Brasil tem participado, sob a coordenação do Itamaraty, de atividades no âmbito da OCDE desde 1994; acompanha regularmente 23 comitês e grupos de trabalho; e já acedeu a 31 dos instrumentos jurídicos acordados pelos membros do grupo. "Desde 2007 o Brasil foi convidado a um engajamento ampliado com a OCDE", disse. O governo brasileiro destacou ainda que a solicitação segue-se à execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. A solicitação brasileira será examinada pelo conselho da OCDE. O governo lançou também, ontem, em parceria com o governo chinês, um fundo de investimento para obras de infraestrutura em território nacional, com aporte de até US$ 20 bilhões. (Valor Econômico – 31.05.2017)

 

2 BNDES: banco será operador preferencial de fundo de US$ 20 bi entre Brasil e China

O BNDES será um dos operadores preferenciais do Fundo de Cooperação Brasil-China, lançado nesta terça-feira, pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento e pelo Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina, durante o Fórum de Investimentos Brasil 2017. A iniciativa permitirá a criação de um mecanismo de classificação de projetos que viabilizará o financiamento de até US$ 20 bi em projetos de investimento exclusivamente no Brasil, que sejam considerados de interesse comum dos dois países. Os setores estabelecidos como prioritários para receber financiamento do fundo são principalmente os ligados à infraestrutura, como logística e energia, mas serão avaliados também projetos em outros setores, como indústria, recursos minerais, agroindústria, novas tecnologias e serviços digitais. Do total, US$ 15 bi serão desembolsados pelo Claifund e outros US$ 5 bi pelas instituições brasileiras que participarão do financiamento dos projetos. O BNDES e a Caixa Econômica Federal serão os operadores preferenciais do fundo de cooperação, embora a participação como financiador seja aberta a outras instituições brasileiras. Diferentemente de outras fontes de financiamento chinesas, o Fundo de Cooperação Brasil-China não condiciona o apoio à participação de companhias ou conteúdo chineses nos projetos. O fundo de cooperação será um acordo entre o Claifund e o governo brasileiro, que funcionará como um mecanismo de triagem de projetos. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017)

 

3 Incerteza política interna puxa juros futuros longos para cima 

Com mais do que o dobro do volume da véspera, o mercado de juros futuros teve uma terça-feira de alta de taxas, reagindo ao noticiário vindo de Brasília. Na linha “um dia após o outro”, o otimismo com a aprovação das reformas cedeu lugar hoje a preocupações quanto ao risco de demora de tramitação dos projetos no Congresso. A reforma trabalhista teve a votação de seu texto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado, mais uma vez adiada. O adiamento reforça preocupações de que o andamento das reformas seja ainda mais lento que o temido, atrasando a retomada da confiança e dos investimentos que fariam o PIB crescer novamente. O texto agora será votado apenas na semana que vem. Mais cedo, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, havia dito a investidores que o texto seria aprovado ainda nesta semana. (Valor Econômico – 30.05.2017)



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