NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Maio
30/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: Nelson Hubner e Hermes Chipp dão aula no curso para CCEE

Na próxima quarta-feira, dia 30 de maio, acontecerá aula ministrada por Nelson Hubner e Hermes Chipp no âmbito do curso realisado pelo GESEL na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A exposição de Hubner terá como tema geral a Regulação do Setor Elétrico. Ele falará sobre temas como a função da Regulação no Setor Elétrico, o papel da ANEEL, o custo de serviço remuneração, os princípios gerais da regulamentação por incentivos, os pontos fracos e fortes da abordagem tradicional, e a descrição geral de processos evolutivos do marco regulatório do Brasil e em países selecionados – como Inglaterra, EUA, Colômbia e México. Já Operação do Sistema Elétrico Brasileiro. Já Chipp abordará a Operação do Sistema Elétrico Brasileiro. Ele analisará os objetivos e características de funcionamento do ONS e sua relação com os diferentes agentes externos: além de fazer uma apresentação geral dos Procedimentos de Rede e seus objetivos. (GESEL-IE-UFRJ – 29.05.2017) 

2 MME: Pedrosa reforça discurso não intervencionista e destaca que modelo de formação de preços será coerente e transparente

O secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, disse no dia 29 de maio, que o aperfeiçoamento do modelo de formação de preços é prioridade, mas o governo não pretende ceder à tentação de adotar soluções intervencionistas para resolver a questão da volatilidade do PLD. “Estamos desafiados a aperfeiçoar, mas vamos fazer isso com previsibilidade e cumprindo as regras”, afirmou, após participar de seminário sobre a Lei das Estatais no TCU. “Nosso discurso sempre foi: nós não seremos intervencionistas. Lá atrás, houve uma pressão gigantesca, por exemplo, para despachar termelétricas quando o sistema não as chamava, e isso criaria um grande encargo para o consumidor. E nós entendemos que devíamos cumprir a regra, e cumprimos. Agora de novo, quando a regra levou à redução do preço, nós vamos manter a coerência e vamos cumprir a regra”, destacou o secretário. Para Pedrosa, mudanças no modelo de formação de preço tem de ser feitas com transparência e previsibilidade, e é por isso que regras de governança desse processo de aperfeiçoamento foram aprovadas no CNPE. A lógica é que não é possível aprovar mudanças a cada momento, trazendo uma incerteza gigantesca para o mercado, afirma o secretário. “A solução está sendo discutida. Nós todos temos que discutir vários mecanismos para aperfeiçoar o modelo de formação de preços. Primeiro, porque ele naturalmente precisaria de aperfeiçoamentos. Segundo, porque a natureza de operação do setor elétrico mudou”, explicou Pedrosa, ao lembrar que o setor hoje é muito mais complexo do que na época em que o modelo foi desenvolvido. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

3 Audiência da Câmara tem como tema a portabilidade da conta de luz

A Comissão de Minas e Energia vai discutir no dia 31 de maio o projeto que cria a portabilidade da conta de luz (PL 1917/15). Em um primeiro momento, a proposta reduz as exigências para que os grandes consumidores, em geral indústrias, comprem energia livremente. Mas a ideia é abrir gradualmente esse mercado para que, a partir de 2022, o consumidor comum também possa escolher de quem comprar energia. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor e, agora, aguarda parecer do relator na Comissão de Minas e Energia, deputado Fabio Garcia (PSB-MT). Garcia, que pediu a realização do debate, ressalta que a portabilidade da conta de luz já é realidade nas grandes economias do mundo. “Apesar de o mercado livre existir desde 1995, a liberdade de escolha pelo fornecedor de energia elétrica é restrita aos grandes consumidores”, lembra o deputado. Ele calcula ainda que a diferença do preço do MWh pago pelas grandes indústrias e pelo mercado cativo pode chegar a 40%. “Nos últimos 12 anos, os consumidores do mercado livre brasileiro economizaram cerca de R$ 27 bilhões na conta de luz.” (Agência Câmara - 29.05.2017) 

4 Senadora denuncia quedas de energia constantes em Roraima 

A senadora Angela Portela (PDT-RR) denunciou as constantes quedas de energia elétrica registradas em Roraima e, especificamente, no município de Normandia, no nordeste do estado. A cidade chegou a ficar às escuras por três horas neste final de semana, disse a senadora, sendo este o 12º apagão em dez dias. Ao cobrar medidas urgentes do governo federal, Angela Portela relatou que a instabilidade tem prejudicado moradores e, principalmente, os comerciantes, que são obrigados a arcar com as perdas decorrentes da falta de energia. - Roraima precisa de uma resposta, e ela precisa vir por meio da continuidade da construção do Linhão de Tucuruí, que vai interligar o nosso estado ao SIN - disse a senadora. (Agência Senado – 29.05.2017) 

5 Cotas da CDE de março são definidas em R$ 40,6 mi

Dezessete transmissoras de energia elétrica deveriam recolher até 30 de maio cerca de R$ 40,6 milhões a título de pagamento da CDE do mês de março. Contudo, parte desse valor está impedido de ser cobrado por decisão judicial que beneficia consumidores e autoprodutores associados à Abrace. Das 17 transmissoras, nove companhias são impactadas pela decisão judicial. São elas: Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, ambas do grupo Eletrobras, além de Cemig, Copel, Cteep, CEEE e Serra da Mesa Transmissora de Energia (SMTE), informou a Superintendência de Gestão Tarifária da Aneel, em despacho publicado no DOU do dia 29 de maio. A Aneel determinou que “ONS que não inclua na apuração mensal de maio/2017 os encargos setoriais a serem pagos pelas unidades consumidoras alcançadas pelos efeitos da decisão de antecipação de tutela de que trata o Processo Judicial nº 0028882-30.2016.4.01.3400/2ª Vara Federal”, diz o despacho n° 1.451. A Aneel também fixou as cotas de custeio referentes ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, para o mês de julho de 2017, relativos às concessionárias do serviço público de transmissão de energia elétrica que atendam consumidor livre e/ou autoprodutor com unidade de consumo conectada às instalações da Rede Básica do SIN. O valor soma R$ 21,4 milhões, que deverá ser recolhido por 17 concessionárias de transmissão. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

6 Abraceel divulga carta de apoio ao ministro Coelho Filho

A Abraceel divulgou no dia 29 de maio, carta de apoio ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. A Abraceel manifestou “apoio à continuidade do processo de reforma do setor de energia em curso no País”, “em face das incertezas da grave crise política”. A Abraceel lembrou o trabalho realizado pelo ministro e a equipe técnica do MME, que implantou uma “gestão profissional nas empresas vinculadas à Pasta e vem liderando mudanças no modelo comercial do setor elétrico e, por meio do programa Gás para Crescer, no setor de gás natural”. Para a associação, “as mudanças em curso resgatam a lógica econômica e estimulam a concorrência em favor dos consumidores”. Na carta, a Abraceel ressalta a gestão pautada pelo “permanente diálogo com o setor produtivo e em princípios como a transparência, respeito aos contratos, eficiência, meritocracia e estímulo à competição, fundamentais para a competitividade da economia, atração de investimento e a geração de empregos e renda no País”. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

7 Artigo de Claudio J. D. Sales e Richard Hochstetler: “A tributação das subvenções”

Em artigo publicado no site Valor Econômico, Claudio J. D. Sales e Richard Hochstetler, do Instituto Acende Brasil, falam sobre as subsídios no setor de energia elétrica. Segundo os autores “na maioria dos casos, as subvenções são financiadas por encargos setoriais embutidos na conta de energia elétrica”. Eles afirmam que “é importante ter em mente que o efeito prático da tributação das subvenções invariavelmente será a elevação da tributação e, por consequência, das tarifas de energia elétrica.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 29.05.2017)

 

Empresas

1 Futuro das Elétricas: empresas do setor serão protagonistas nas casas digitais

Entra em cena a casa do futuro. Além dos painéis de energia solar no telhado e uma bomba que fornece água aquecida, um carro elétrico está na rua, plugado em um ponto de recarga. Quando a bateria estiver recarregada, um aplicativo vai sugerir a você que libere parte da eletricidade para uso na residência quando você precisar mais disso. O aplicativo também detecta que o ambiente está muito quente e pergunta se você quer que o calor seja reduzido; aponta também que o aquecedor do chuveiro não está trabalhando de maneira eficiente e se oferece para encontrar um técnico. Essa é a visão da Engie, a empresa francesa de serviços públicos que acredita que as empresas de energia deixarão de ser fornecedoras passivas de eletricidade e gás, para gerenciar de maneira ativa os lares dos seus clientes. Numa época em que os formuladores de políticas do Reino Unido tentam combater o que descrevem como contas de energia "caras demais" e os donos de residências estão interessados em gerar sua própria eletricidade via painéis de energia solar, grupos de serviços públicos estão tendo que se diversificar para proteger seus lucros. Wilfrid Petrie, chefe das operações da Engie no Reino Unido, compara a transformação à do setor de telecomunicações. "O valor não está tanto na linha fixa em si, e sim como você a usa da melhor maneira possível", disse ele recentemente no lançamento de um serviço residencial de energia no Reino Unido. (Valor Econômico – 30.05.2017) 

 

2 Futuro das Elétricas: lucro principal poderá não vir mais do serviço de fornecimento de energia

O fornecimento de energia essencial deverá se tornar uma atividade de baixas margens de lucro, com o valor agregado de serviços de apoio. A Centrica, controladora da British Gas, há muito possui serviços consideráveis que oferecem produtos como reparos de "boilers". Nos últimos anos, a empresa vem desenvolvendo outros serviços em torno da ideia da "casa conectada", em que dispositivos digitais como termostatos inteligentes ajudam os moradores a gerenciar melhor o uso de energia. Ela desenvolveu o termostato inteligente "Hive", que permite aos usuários controlar o aquecimento e a água quente por meio de seus telefones celulares. Por uma taxa mensal extra, os assinantes podem ter uma série de produtos que incluem plugues inteligentes que podem ser ligados ou desligados à distância, via celular, e sensores de movimento que os alerta se uma janela ou porta está aberta. "As margens de todos esses serviços são muito maiores [que as do fornecimento de energia], afirma Iain Conn, executivo-chefe da Centrica. "O fornecimento de energia não é um negócio de altas margens. No ano passado, tivemos uma margem de 52 libras sobre as contas de energia, que no nosso caso chegam em média a 1.044 libras. "Os serviços em pacotes serão parte do futuro? Sem dúvida." Novas companhias de energia estão entrando no mercado. A Ovo Energy comprou este ano a Corgi HomePlan, uma companhia que oferece serviços como manutenção de "boilers". Outras, como a First Utility, entraram na área de banda larga. Os grandes grupos de tecnologia também estão se movimentando. Um concorrente do termostato "Hive" da British Gas é o "Neste" do Google. (Valor Econômico – 30.05.2017)

 

3 Futuro das Elétricas: tecnologia precisará compensar perdas no serviço de distribuição

Alguns analistas ainda precisam ser convencidos de que serviços de apoio [tais como termostatos e sensores inteligentes integrados a uma rede] serão suficientemente lucrativos para compensar a perda de margem no fornecimento de energia, especialmente se restrições aos preços forem introduzidas. No cenário inglês no qual está presente a Centrica, controladora da British Gas, o governo conservador britânico e o Partido Trabalhista, de oposição, já prometeram um teto à tarifa de energia mais básica. "No momento, a monetização disso ainda não está comprovada", afirma Martin Brough, analista de serviços públicos do Deutsche Bank. "A British Gas está na dianteira... com os termostatos Hive e aplicativos, e vem obtendo um retorno muito bom dos clientes. Eles estão gostando. O que não está certo ainda é se eles estão dispostos a pagar por assinaturas mensais." A Centrica já vendeu 90 mil produtos de lar conectado, segundo sua mais recente atualização de negócios, mas essa divisão lançou contra o balanço uma perda operacional de 50 mi de libras no ano passado. A empresa ainda está no "modo startup", afirma Deepa Venkateswaran, analista da Bernstein. "Esse negócio deverá se beneficiar no futuro, sim, mas será um negócio de 300 mi, 500 mi de libras? Duvido." Conn admite que essas partes novas das empresas ainda são relativamente pequenas, mas diz que elas vão "crescer rapidamente". (Valor Econômico – 30.05.2017) 

 

4 Futuro das Elétricas: empresas precisaram evoluir e se adaptar 

Julian Critchlow, um sócio da Bain & Company, observa que no futuro imediato, pelo menos, a maioria das empresas de serviços públicos precisará ganhar dinheiro com o fornecimento básico de energia -e continuará fazendo isso. Enquanto mais residências continuarem "saindo da grade" com seus próprios painéis de energia solar e baterias que podem armazenar excesso de eletricidade, o fornecimento de energia continuará sendo a principal atividade dessas empresas. Ele acredita que as empresas provavelmente terão de cortar radicalmente seus custos para proteger as margens de lucro sob qualquer teto aos preços. As empresas de serviços públicos vêm alertando que um teto poderá afetar os investimentos em áreas como a de tecnologia. "Enquanto não tivermos baterias... continuarei conectado à rede e continuarei tendo um consumo relativamente significativo - principalmente se eu tiver um carro elétrico -, e alguém terá de fornecer isso", afirma Critchlow. As empresas de serviços públicos já partiram para a diversificação antes - para áreas como a de serviços financeiros-, mas acabaram recuando, lembra Critchlow. "Essas ondas de pensamento surgem no setor a cada década", afirma ele. "O negócio de fornecimento de energia está morto? Acho que não, mas ele terá que evoluir. (Valor Econômico – 30.05.2017)

 

5 RGE Sul: construção da Subestação Arroio do Meio é iniciada

A RGE Sul deu início à construção da Subestação Arroio do Meio, uma das principais obras do Plano de Investimentos em 2017. A Subestação ampliará a oferta de energia para os municípios de Roca Sales, Encantado, Imigrante, Colinas, Arroio do Meio e Lajeado, beneficiando diretamente 12 mil clientes. A nova subestação terá aumento de 25 MVA (megavoltampère) de disponibilidade de energia elétrica e representa um investimento de R$ 10,6 m. A etapa inicial da obra envolveu a limpeza do terreno, medições topográficas e terraplanagem. A etapa seguinte, que já se encontra em andamento, é a construção de obras civis, como casa de controle, muros e pórticos. Em um terceiro momento, será instalado o transformador e demais equipamentos elétricos. O novo empreendimento contemplará também a construção de 7 alimentadores (circuitos de média tensão) com a expansão de 15,7 Km de rede. A previsão é que a Subestação Arroio do Meio esteja operando no fim deste ano. Esses novos circuitos alimentadores vão trazer uma maior flexibilidade operativa ao sistema, conforme o crescimento da demanda na região, contribuindo na redução do tempo de restabelecimento em casos de interrupção. O maior beneficiado é o cliente, que passa a ser atendido por uma subestação com estrutura e equipamentos de última geração. O aumento da oferta de energia elétrica permitirá ao consumidor ampliar seus negócios ou investir em novos, gerando desenvolvimento econômico e social para a região. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

6 Copel Energia: comercializadora quer terminar 2017 com 500 MW med em contratos

Completando um ano de atuação, a Copel Energia quer chegar até o fim de 2017 com uma carteira de 70 clientes e comercializando 500 MW med. Franklin Miguel, diretor da comercializadora, mostra-se animado com a performance obtida nesse início e os números alcançados. “Há um ano partimos de 2 MW med, hoje estamos com 63 MW med e daqui a seis ou sete meses almejamos chegar nos 450 MW med ou 500 MW med. Tivemos uma avaliação bastante positiva”, afirma. De acordo com o diretor da comercializadora, a prestação de assessoria para clientes no mercado livre surpreendeu, uma vez que o grupo Copel ainda não prestava esse tipo de serviço. Atuando no Paraná, a forte migração para o ambiente livre de clientes da distribuidora do grupo tem feito com que a procura pela comercializadora aumente. Sem ter uma preferência de perfil na busca por clientes, Miguel conta que no primeiro momento, a Copel Energia era naturalmente procurada pelos consumidores que faziam a migração, ao saberem que o grupo tinha uma comercializadora. Segundo ele, agora já há uma abordagem direta com esses potenciais clientes, de modo que optem pela comercializadora. Considerada uma das pioneiras em contratos no mercado livre, a decisão de criar uma comercializadora veio devido a intensidade no crescimento das migrações de clientes especiais. Foi necessária uma comercializadora para atender esses clientes. Antes a venda de energia era feita pela geradora do grupo. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

7 Copel Energia: a tendência para o ano que vem é de comercialização de energia convencional

Para a comercializadora Copel Energia, em 2016 e 2017, a energia incentivada foi bastante negociada, já que muitos clientes que estavam migrando para o ambiente de contratação livre eram da categoria especial, que só podem comprar energia renovável. Essa tendência não deve se repetir em 2018, quando a maior parte da energia comercializada passa a ser do tipo convencional. “A gente tem na carteira bastante energia convencional. Em 2017 a maior parte é incentivada, mas em 2018 muda esse perfil”, aponta Franklin Miguel, diretor da companhia. Para Miguel, existe a exigência de alguns clientes por este tipo de energia, mas por outro lado isso não se mostra relevante para uma parcela dos consumidores. Mesmo com a expressiva baixa no Preço de Liquidação das Diferenças nessa semana, causada pela forte hidrologia em algumas cabeceiras, a previsão do diretor é de que ele deve subir até o fim do ano. Para Miguel, as chuvas não serão suficientes para encher os reservatórios e deixar os preços mais baixos. “Nossa expectativa é de hidrologia abaixo da média histórica. O viés [do preço] é de subida até o fim do ano”, avisa. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

8 Enel: companhia se mantém em índices de sustentabilidade Euronext Vigeo

O Grupo Enel foi confirmado na edição de junho de 2017 dos índices Euronext Vigeo – World 120 index, que nomeiam duas vezes por ano as 120 empresas mais sustentáveis e com maior capitalização de mercado em flutuação livre na Europa, na América do Norte e na região Ásia-Pacífico, a partir de dados do primeiro semestre de 2017. O grupo foi incluído em todos os três índices desde a criação da premiação, há cinco anos, mantendo sua posição nos regionais Euronext Vigeo – Eurozone 120 e Europe 120, relativos a zona europeia. Os índices Euronext Vigeo Eiris reconhecem os esforços de grandes empresas que colocam o desenvolvimento sustentável como ponto central da agenda de negócios. A Vigeo Eiris compila os apontamentos e analisa cerca de 330 indicadores para cada empresa, com base em 38 critérios, incluindo: respeito pelo meio ambiente; engajamento com os direitos humanos e reconhecimento do capital humano das empresas; relações com stakeholders; governança corporativa e ética empresarial; integridade nas políticas de influência e esforços para combater a corrupção; e prevenção do desperdício social e ambiental na cadeia de fornecimento e subcontratação. Os critérios para inclusão nos índices são atualizados a cada seis meses, com o objetivo de garantir que as credenciais de sustentabilidade das empresas listadas sejam constantemente testadas de acordo com as últimas tendências e desenvolvimentos globais. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017)

 

9 Enel Ceará: CA empresa indica Roberto Zanchi para Presidência da companhia

O Conselho de Administração da Enel Ceará (antiga Coelce) indicou, em reunião realizada na última sexta-feira (26), o nome de Roberto Zanchi para ocupar o cargo de diretor-presidente da companhia. Em comunicado ao mercado, a empresa esclarece que a eleição e posse definitiva de Zanchi à frente da distribuidora cearense estão condicionadas à obtenção da autorização de concomitância de cargos, a ser emitida pelo Ministério de Trabalho e Emprego. Até então, o comando da Enel Ceará continuará a ser ocupado por Abel Alves Rochinha. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017)

 

10 CGH Padovani: liberada para operação comercial

A CGH Padovani recebeu autorização comercial para liberar as unidades geradoras UG1 de 285 kW e UG2 de 126 kW, totalizando 411 kW de capacidade instalada. A usina fica no município de São Pedro do Iguaçu, Estado do Paraná, de acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira, 26 de maio. Já as usinas EOL Aura Mirim VI e UTE WD tiveram a autorização para operação em teste a partir de 26 de maio. A EOL Aura Mirim VI teve as unidades geradoras UG1 a UG3, de 3 MW cada, totalizando 9 MW de capacidade instalada liberadas. A localização é no município de Santa Vitória do Palmar, Estado do Rio Grande do Sul. A UTE WD teve liberadas suas unidades geradoras UG1 de 2 MW, e UG2 de 16 MW e UG3 de 30 MW. A usina, que soma 48 MW, fica em João Pinheiro, Estado de Minas Gerais. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

11 Alupar: contratos de 2 pequenas centrais hidrelétricas são cancelados

A Alupar Investimentos obteve a rescisão dos contratos de venda de energia de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), na rodada mais recente do mecanismo de compensação de sobras e déficits (MCSD), que teve o resultado divulgado nesta segunda-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Foi cancelado o contrato de venda de energia da PCH Verde 08, obtido pela companhia no leilão de energia nova em junho de 2013, promovido pela Aneel, e com validade a partir de janeiro de 2018. O valor da energia negociada no leilão foi de R$ 130 por megawatt-hora (MWh). Localizada em Goiás, a PCH Verde 08 tem potência instalada de 30 MW. Também foi rescindido o contrato da PCH Água Limpa (23 MW, MG), resultado do leilão Aneel outubro de 2013, com validade a partir de maio de 2018. O valor da energia negociada no leilão foi de R$ 138 por MWh. (Valor Econômico – 29.05.2017)

 

12 MME: Pequena Central Hidrelétrica é enquadrada no Reidi

O Ministério de Minas e Energia autorizou nesta segunda-feira, 29 de maio, o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura da Pequena Central Hidrelétrica Rincão, composto por duas Unidades Geradoras de 5 MW, totalizando 10 MW de capacidade instalada. A usina está localizada no município de Entre-Ijuís, Estado do Rio Grande do Sul, e o período de execução de 1º de março de 2017 até fevereiro de 2020. O projeto vai demandar investimentos de R$ 52,8 milhões sem a incidência de impostos. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

13 EDP: Dia Mundial da Energia Elétrica é comemorado com dicas sobre economia em Mogi

Nesta segunda-feira (29) comemora-se o Dia Mundial da Energia Elétrica. Com a chegada do inverno, os gastos aumentam. E essa história tem vilão: o chuveiro. Mas tem jeito de diminuir o consumo e evitar dores de cabeça na hora de pagar a conta. E é no inverno que mais se gasta energia elétrica segundo a EDP São Paulo. Os aparelhos que gastam mais energia estão em um ranking. Os cinco primeiros da lista são: chuveiro, torneira elétrica, aquecedor de ambiente, secadora de roupas, forno a resistência. “O chuveiro é realmente o grande vilão, principalmente dependendo da quantidade de pessoas que utilizam. Se tem um só chuveiro, se é complementar de energia solar, pode representar de 30 a 40% da fatura de energia”, detalhou Marcos Scarpa, o relações institucionais da EDP São Paulo. Por isso, nesta época, a concessionária divulga dicas de economia. Entre elas estão: evite deixar o aquecedor muito tempo ligado; confira se a borracha da porta da geladeira está em bom estado, porque às vezes ela não fecha direito; não use a parte de trás do refrigerador para secar algumas peças; quanto ao ferro, passe a maior quantidade possível de roupas de uma vez só; se for comprar um aparelho novo, veja se ele tem o Selo Procel, que significa que consome menos energia e contribui com o meio ambiente. “Basicamente é iluminação, aproveitar o máximo a iluminação natural. Geladeira, evitar alimentos quentes. Ferro elétrico não deve ser utilizado diariamente. Passar as roupas mais finas no começo e deixar as mais grossas para o final.” (G1 – 29.05.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 28/05, os reservatórios do Sul do país tiveram uma elevação de 4,5% nos níveis e os reservatórios se apresentam com 63,6% da capacidade. A energia armazenada é de 12.774 MWmês e a ENA é de 37.367 MWm, que equivale a 105% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 97,55%. Na região Nordeste houve diminuição de 0,1% nos níveis de capacidade, que operam com volume de 19,9%. A energia armazenada da região é de 10.333 MWmês e a ENA é de 1.530 MWm, que equivale a 21% da MLT. A usina de Sobradinho está com 13,4% da capacidade. No Sudeste/Centro-Oeste houve aumento de 0,1% e os níveis estão com 43,3% da capacidade. A energia armazenada é de 88.040 MWmês e ENA é de 45.864 MWm, que corresponde a 91% da MLT. Furnas registra volume de 41,41%. Na região Norte houve aumento de 0,1% e os níveis estão com 65,4%. A energia armazenada é de 9.833 MWmês e a ENA é de 4.877 MWm, que é o mesmo que 44% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,69% de capacidade. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

2 Aumento a previsão de ENA para junho

Houve aumento na previsão de ENAs para junho em todos os submercados, permanecendo, inclusive, acima da média histórica para o mês no Sudeste, com 110% contra 101% verificado em maio, e no Sul, com 147% da média histórica. Apesar de ainda abaixo da MLT, as afluências estão mais otimistas no Nordeste subindo de 22% em maio para 40% da média em junho e no Norte, passando de 61% para 65% em junho. (Brasil Energia – 29.05.2017)

3 PLD de maio deve ser recalculado, aponta CCEE

Os PLD deverão ter recalculados seus valores para a segunda, terceira e quarta semanas de maio, segundo documento da CCEE. Em carta enviada à Aneel, a câmara disse que encontrou erros e que seria preciso republicar os números para algumas semanas porque a diferença entre os PLDs originais e o cálculo revisado é superior a 10% do valor mínimo definido para o PLD, conforme estabelecido na legislação que regula as revisões de preços. Segundo a carta, as diferenças de preços após a republicação deverão ficar na casa dos R$ 5/MWh para a segunda semana, dos R$ 7 para a terceira e entre R$ 4 e R$ 8 para a quarta semana. (Reuters – 29.05.2017) 

4 PLD médio para o ano deve ficar abaixo dos R$ 300/MWh

O PLD médio de 2017 deva ficar na faixa entre R$ 200/MWh e R$ 300/MWh, em todo o país devido a melhora no cenário hidrológico, segundo a CCEE. No Sudeste/Centro-Oeste, principal submercado do SIN, o PLD médio anual projetado é de R$ 263/MWh. Em maio, a CCEE projetava um PLD na casa de R$ 354/MWh ao longo do ano, com queda para em torno de R$ 264/MWh em novembro. A análise do comportamento dos reservatórios do sistema indica que houve recuperação dos níveis no Sudeste e no Sul, mesmo ao longo de maio, mês que caracteriza o início do período seco no país. A consequência desse comportamento no PLD é que o preço fechou em R$ 407/MWh no Sudeste e no Sul, ficando em R$ 413/MWh no Nordeste. O preço médio do Norte foi de R$ 170/MWh uma vez que nas primeiras semanas de maio estava fixado no valor mínimo para o ano. (Brasil Energia – 29.05.2017) 

5 PLD como janela de oportunidade, segundo GV Energy

O PLD ficou muito sensível ao nível do armazenamento semanal com os novos parâmetros do CVaR e isso explica a queda de preço de 75% na média nos submercados Sudeste, Sul e Norte ao passar de R$ 471,16/MWh para R$ 118,77/MWh na primeira semana de junho. Segundo Pedro Machado, sócio-diretor da GV Energy, desde terça-feira da semana passada começou uma grande liquidação no mercado de energia, com os preços reduzindo em R$ 100/MWh tanto para energia convencional quanto incentivada para todo o ano de 2017. “Este modelo está muito sensível, onde qualquer chuva realizada acaba gerando uma reversão de expectativas, inundando a sinalização de preço para baixo”, disse o especialista. Machado disse que essa queda de preço está sendo tratada pela consultoria como uma “janela de oportunidade” para quem está exposto e precisa fechar posição no mercado. “Quem está ganhando de alguma forma são aquelas geradoras que estavam expostas ao GSF”, completou. Para Machado, da GV, o momento político não permite uma mudança do modelo de formação de preço no curto prazo. Além disso, a redução do PLD interessa a grande parte do mercado, na medida em que a bandeira tarifária deixa de impactar no mercado cativo e contribui para desacelerar o rombo do mercado de curto prazo com o GSF. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

6 Para Abrace há problema na implementação dos paramentos de aversão ao risco

Para Edvaldo Santana, presidente da Abrace, é provável que exista algum problema na implementação dos parâmetros de aversão ao risco. “O PLD ficou muito sensível ao nível de armazenamento da semana, o que é razoável para sinalizar com rapidez a escassez. Porém, quando os estoques indicam situações críticas, jamais uma melhoria quase insignificante pode resultar em mudanças desproporcionais nos custos marginais”, publicou em sua rede social. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017)

7 Mercado foi pego de surpresa co queda de PLD, segundo Matrix Energy

A diretora de Regulação da Matrix Energy Trading, Josiani Napolitano, disse que o mercado foi pego de surpresa com essa queda tão significativa do preço do PLD. “A gente estava enxergando uma chuva nesses dias, mas não com o volume que foi”, contou. Como o modelo não estava esperando tanta chuva (porque estamos no período seco), ele acabou replicando isso para o futuro. A executiva explicou que, embora a chuva tenha sido muito forte, isso foi concentrado apenas nas bacias do rio Tietê e Paranapanema. “Acho que esse tipo de anomalia positiva não deveria influenciar para frente, porque a gente sabe que isso aconteceu de forma isolada e que provavelmente não vai se repetir”, disse Napolitano. “Temos que reavaliar o quanto antes esse modelo de preço, porque realmente não faz sentido”, completou. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

8 Aperfeiçoamento do modelo de operação deve ocorrer só em 2019

Mudanças relacionadas às previsões de vazão e seu impacto sobre a política de operação e formação de preços só estarão disponíveis para aplicação a partir de 2019, segundo previsão do ONS. “Antes disso é praticamente impossível. Não conseguiríamos nada que ficasse pronto em julho de 17 para entrar em 18”, explica o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. A razão para isso é a determinação do CNPE de que qualquer modificação nas regras em vigor seja estabelecida seis meses antes da entrada em vigor dos novos procedimentos. Esse prazo inclui as etapas de desenvolvimento, teste e homologação. “Nós temos um dilema, que é atualizar rápido, mas atualizar dando a informação com antecedência ao mercado, para que todos os agentes percebam o impacto. Por força de equacionar este dilema, no ano passado o CNPE estabeleceu uma antecedência com relação a qualquer tipo de alteração metodológica”, afirma Barata. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

9 A volatilidade climática acaba impondo as variações do PLD, segundo Barata

Segundo Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do ONS, a espera de seis meses para o aperfeiçoamento do modelo de operação permite maior transparência às decisões. “Todos sabem com antecedência o que vai acontecer e todos são capazes de refazer o que aconteceu”, afirma, ao destacar que o ONS dá total visibilidade aos modelos e aos dados utilizados, seja para o PMO, seja, em consequência, para o cálculo do PLD. O executivo lembra que a volatilidade climática, que acaba impondo as variações do PLD, é um dado físico. “O que nós estamos buscando é um aprimoramento para que os modelos fiquem menos nervosos a essa variações climáticas que nós temos. Nós viemos de um período de estiagem bastante grande e, nas ultimas semanas, tem chovido com muita intensidade. E essas chuvas acabam repercutindo imediatamente nos modelos”, explica Barata. Ele destaca que a situação é agravada pelo crescimento de fontes intermitentes de geração de energia como a eólica, que tem participação considerável na matriz elétrica. A oscilação dessas fontes é uma das variáveis que a revisão dos modelos terá de considerar. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Renováveis: investidores estrangeiros continuam de olho no setor

O setor de energias renováveis ainda tem grande espaço para consolidações, e os investidores estrangeiros devem ser protagonistas nesse movimento, de acordo com Gustavo Miranda, executivo da área de fusões e aquisições do Banco Santander, que participou ontem de um workshop sobre a fonte eólica realizado pela Casa dos Ventos. "É natural que o perfil dos investidores mude e é natural também que os empreendedores estrangeiros tenham participação relevante em leilões", disse Miranda. Segundo ele, a atividade de fusões e aquisições no setor ganhou muita força no segundo semestre do ano passado, mas a tendência é desacelerar agora, refletindo, em parte, o cenário político incerto. "Você tem muita atividade no mercado de fusões e aquisições, mas o que falta são leilões, que possam dar expectativa de crescimento para o setor", disse Miranda. Ainda que no curto prazo a ausência de leilões ajude a impulsionar negócios em torno de ativos existentes, sem novos negócios, o setor passa a carecer de "dinamismo", explicou. Enquanto os leilões não voltam a acontecer, os investidores de longo prazo devem continuar olhando para os ativos no mercado. Segundo Miranda, os estrangeiros têm a vantagem do custo de capital menor. “Há capital para vir e de longo prazo que quer entrar no setor. Precisamos de regras claras e um caminho para baixar o custo de capital. São raros os países com investimentos em escala e retorno interessante e que estão protegidos de inflação, não há muitos assim pelo mundo. O Brasil é um país com escala para atrair investimentos”, definiu. (Valor Econômico – 30.05.2017 e Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

2 Renováveis: setor está um pouco mais complicado para investidores nacionais

"Para os nacionais, levantar capital é uma dificuldade grande. Há um certo 'heroísmo' em fazer M&A [sigla em inglês para fusões e aquisições], levantar capital em um país que tem incertezas de câmbio por exemplo", afirma Gustavo Miranda, executivo da área de fusões e aquisições do Banco Santander . Uma empresa local que continua crescendo é a própria Casa dos Ventos. "Nosso negócio é minimizar as incertezas", disse Mário Araripe, fundador e presidente da companhia. A Casa dos Ventos cresceu como uma desenvolvedora de projetos de energia eólica, que são vendidos para que a empresa possa se capitalizar. A última transação de venda aconteceu há duas semanas, quando a Casa dos Ventos vendeu dois complexos eólicos que somam 346 MW para a Echoenergia, da gestora britânica Actis. A expertise ainda está com as empresas locais, mas a tendência é que o capital venha cada vez mais de fora do país, segundo Miranda, do Santander. "Há interesse grande de fundos no setor. Os da América de Norte de infraestrutura, por exemplo, mas eles, com raras exceções, são minoritários nos projetos, não gostam de empreender todos os riscos. A dificuldade deles em geral é em encontrar os parceiros ideais", disse Miranda. De acordo com ele, as empresas europeias, por já terem maior tradição de investir no Brasil, devem ganhar cada vez mais espaço. "Empresas como Engie, EDF, Enel, são grupos grandes e capitalizados, que conseguem atrair capital. É natural que eles comecem a ter uma participação mais ativa nos leilões do que os 'players' nacionais", afirmou. (Valor Econômico – 30.05.2017)

3 Setor Eólico: indústria nacional quer expandir atuação e se tornar hub exportador

A indústria nacional dedicada à energia eólica esta em busca de uma nova forma de atuação, a de colocar a capacidade instalada local como um polo exportador, principalmente para a America do Sul e Caribe. Um dos motivadores para esse movimento é a dificuldade em se ter os 2 GW anuais de demanda para a manutenção da indústria local e a busca por manter-se atualizado tecnologicamente ante os equipamentos que são encontrados em outros países, resultado dos investimentos de fabricantes que investem em seu desenvolvimento. Segundo a avaliação da presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Élbia Gannoum, o Brasil apresentou um plano de nacionalização ambicioso e implementou-o com competência para cumprir as metas no tempo em que foram estabelecidos esses marcos. Mas, a questão agora que enfrenta é a volatilidade de demanda. Por isso que o setor precisa minimizar as variações e buscar novos mercados quando se pensa no fornecedor de aerogeradores. “Do lado de quem compra essas máquinas é importante que as empresas estejam prontas para fornecer a tecnologia mais recente e uma política de nacionalização como a nossa tende a ter um bloqueio de desenvolvimento por fechar o mercado nacional”, comentou a executiva em um workshop que a Casa dos Ventos promoveu em São Paulo. A entidade, comentou, formou um grupo de trabalho no sentido de buscar alternativas para o produto nacional ganhar competitividade e nesse caminho a adoção do PPA em dólar poderia trazer benefícios importantes para a cadeia. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

4 ABEEólica: Questão cambial não é mais um empecilho para a exportação

Hoje, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, representante do segmento, os fabricantes [de aerogeradores] não veem mais como uma barreira a questão cambial desde que haja um processo de transição para que se adaptem. Com o PPA em dólar abre-se uma janela de oportunidade de importação de alguns componentes para serem montados localmente e com vistas a uma política de apoio à exportação. Dessa forma, poderia ser alcançada maior competitividade e o país tornar-se o hub de exportação em função de toda a cadeia que existe por aqui com as seis fabricantes que somam 4 GW de capacidade de produção anual. Élbia Gannoum, presidente executiva da associação, lembrou que a política dolarizar passou ao largo do setor por conta desse processo de nacionalização da indústria eólica. Contudo, o BNDES não tem mais os recursos que teve no passado e que a atuação dos últimos 14 anos em termos de incentivar os investimentos não deverá se repetir. Por isso, os investidores tem que buscar no exterior esses recursos e aí vem a importância dessa ideia de ter o PPA em dólar. E ainda, da parte dos produtores, a maior competitividade vem da redução do custo Brasil. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

5 Casa dos Ventos: ‘“Precisamos ver se vale a pena restringir o conteúdo nacional’

De acordo com o patriarca da família e fundador da Casa dos Ventos, Mário Araripe, hoje as máquinas nacionais estão em um degrau tecnológico mais abaixo do que o estado da arte que se encontra no exterior em função desse fechamento nacional, que associado à baixa demanda por equipamentos. Esse fato leva as fabricantes a postergarem os investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. “Precisamos ver se vale a pena restringir o conteúdo nacional. A evolução tecnológica é grande e, cada vez mais rápido, os aerogeradores estão sendo aperfeiçoados. No Brasil as máquinas ofertadas estão em degrau tecnológico menor por não ter a escala que tínhamos alguns anos atrás. Assim, há uma janela de oportunidade de desenvolver a eólica a colocar o PPA em dólar como Chile e Argentina e ter acesso ao que está sendo produzido no mundo”, afirmou o executivo. Araripe destacou que a companhia já analisou mais de 50 máquinas para uma mesma área e relatou que é possível obter ganhos de produtividade de até 10%, o que ajudaria a baratear a energia. Élbia Gannoum, da ABEEólica, disse que a avaliação de que adotar uma parcela do PPA atrelado ao dólar já não é mais um tema que preocupa economistas, inclusive alguns ligados ao Plano Real e que afastavam a indexação como forma de proteção da moeda nacional. Mas ainda assim, admite e necessário que se realize encontros com BNDES, Ministério da Fazenda e de Minas e Energia para mudar essa situação. Por isso, em um leilão de reserva que se espera para meados do segundo semestre não seria possível de implementar a novidade, mas que para um eventual A-5 em dezembro seria possível. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

6 Casa dos Ventos: projetos solares para futuros leilões são preparados

A Casa dos Ventos está com um pipeline de 6,8 GW que são elegíveis para disputar leilões de energia em 2017. A empresa vem investindo ainda em novas estações solarimétricas visando ampliar o seu espectro de investimentos no futuro com projetos híbridos assim que a demanda por novos projetos voltar ao país. Esse volume ainda faz parte da campanha de prospecção da empresa iniciada ainda em 2007, um ano após o seu fundador, Mário Araripe, ter vendido a montadora Troller para a Ford. Conforme afirmou o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, a empresa deverá começar a reter alguns dos projetos que estão em desenvolvimento, um posicionamento que representa uma mudança na postura da companhia que nos últimos anos começou a implantar projetos ao invés de apenas desenvolver e negociar com outras empresas do setor. A meta da Casa dos Ventos é de ter de 2 GW a 3 GW em seu portfólio. Ele contou em apresentação sobre a companhia nesta segunda-feira, 29 de maio, que a companhia desenvolveu no total 5,5 GW em projetos que levou à cerca de 25% de toda a capacidade negociada em leilões no país até hoje. Segundo as medições da empresa, o fator de capacidade desses projetos está na casa de 50% ou mais que isso. Esse índice, relatou, é mais elevado que a média nacional em decorrência do trabalho que a empresa veio desenvolvendo com um número maior de torres em uma região em comparação com o mínimo necessário para se habilitar a um leilão, o que reduziu a variável incerteza do recurso vento em uma determinada região. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

7 Casa dos Ventos: ‘com a troca do executivo chefe do BNDES as mudanças deverão ser mais adequadas ao mercado’

Atualmente a Casa dos Ventos possui 358 MW em projetos em construção no Complexo Eólico Ventos do Araripe III que está localizado na divisa entre os estados de Pernambuco e Piauí. O projeto conta com 93% de conclusão. E o fato de ainda não ter recebido o empréstimo de longo prazo do BNDES foi alvo de crítica por parte do presidente da empresa, Mário Araripe. Agora com a troca do executivo chefe da instituição de fomento as mudanças deverão ser mais adequadas ao mercado. Ele não se mostrou contrário à política que vinha sendo implantada pela ex-presidente Maria Silvia Bastos, mas disse que a forma como se deu essa transição não foi acertada, foi muito rápida. Em sua opinião, o mercado merece mais cuidado ao se tratar de mudanças e citou o exemplo dentro de casa que mesmo com quase a totalidade de execução do projeto ainda não recebeu o empréstimo. Na avaliação do executivo do Santander para Corporate Finance em energia, Gustavo Miranda, ainda é cedo para se falar do fator BNDES como um todo. Comentou apenas que essa é uma das variáveis de risco de se investir no setor elétrico no Brasil e de Infraestrutura como um todo. Élbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, concorda com Araripe quanto à velocidade de implantação das mudanças que vinham sendo colocadas pela agora ex-presidente do banco. Contudo, avaliou que essas alterações para o médio e longo prazo são ações adequadas. “Com o novo presidente, a tendência é de que o BNDES será mais flexível, uma primeira conversa que tive mostra que deverá manter a política e, dentro de uma margem de manobra, atenderá mais os empresários”, disse. (Agência CanalEnergia – 29.05.2017) 

8 Energia solar: geração impulsiona ENGIE em SC

A ENGIE Solar, de Florianópolis, é uma das líderes no mercado brasileiro de energia solar. Fundada em 2016, a empresa triplicou o número de colaboradores em apenas um ano, saltando de 30 para 90 e faturou, em 2016, R$ 3 mi. Para este ano, a previsão é um salto para R$ 40 mi. Rodolfo Souza Pinto, diretor-presidente da empresa, explica os fatores que contribuíram para esse crescimento, mesmo em tempos de crise econômica. “Primeiro, estamos vivendo o que podemos chamar de ‘início da era da energia solar’. Apesar de ainda não ser muito natural o uso desta tecnologia, estamos vivendo, sim, uma importante alteração da nossa matriz energética. Além disso, temos profissionais bem treinados, oferecemos preços acessíveis e buscamos parcerias e oportunidades que possibilitem nossa expansão”. Rodolfo afirma que o estado tem avançado no uso da energia solar. “Santa Catarina está na vanguarda da energia solar, sendo o segundo estado do país em número de instalações per capita. Atualmente, são cerca de 550 sistemas fotovoltaicos instalados no estado e a estimativa é que esse número se aproxime de 2000 ainda neste ano, um crescimento de 300%. De acordo com o diretor-presidente, em aproximadamente seis anos é possível recuperar o investimento inicial feito à vista por um consumidor para a captação de energia solar em sua residência, sendo que depois isso, é cobrada somente uma tarifa para a distribuidora. As iniciativas com a Celesc e outros parceiros também vão na direção de tornar a solar mais acessível para todos”, explica. Rodolfo Souza Pinto atenta que, dependendo das características físicas de um imóvel residencial, a energia solar é capaz de suprir 100% de suas necessidades. (G1 – 29.05.2017) 

9 Tek Energy: painel solar alemão deve chegar no mercado ainda esse ano

A Tek Energy, sediada em Balneário Camboriú, aposta na tecnologia para tornar a energia solar acessível para todos. A empresa está trazendo para o Brasil um painel fotovoltaico, semelhante à pele de vidro, que pode ser utilizado na fachada de edifícios, como um revestimento. A tecnologia alemã deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. “Estamos trazendo ao Brasil uma alternativa para a geração de energia sustentável que pode ser facilmente adaptada ao projeto arquitetônico como acabamento ou revestimento nos edifícios. Com certeza será uma tecnologia que pode revolucionar o mercado da construção civil. Além disso, no que diz respeito à geração de energia, o painel é altamente resistente ao calor e a perdas pelas condições climáticas como tempo nublado e úmido, por exemplo. É indicado para as diferentes regiões do Brasil”, explica o diretor de marketing, Douglas Salgado. O equipamento pode ser instalado em terrenos, embarcações, nos telhados de residências, indústrias, comércios e na fachada de edifícios. A tecnologia inovadora possui uma película fina feita de Telureto de Cádmio (CdTe), um substrato que, comparado ao silício, possui média de eficiência melhor para o clima brasileiro.“[O vidro] pode ser usado em uma parede cega ou no fosso de elevadores, por exemplo. Nesses locais, é comum que empresas e indústrias utilizem outros materiais como placas de ACM ou vidro para o acabamento. No entanto, esse investimento não apresenta benefícios, em termos de sustentabilidade. Já essa nova tecnologia, além de servir como elemento de design em projetos arquitetônicos, gera economia, pois é capaz de produzir a energia que pode ser injetada na rede elétrica e convertida em créditos na fatura”, relata. (G1 – 29.05.2017) 

10 EOL Ventos de Santo Estevão I: liberada para operação em teste

A EOL Ventos de Santo Estevão I recebeu autorização para operação em teste das unidades UG1 e UG3 a UG8, de 2,3 MW cada, totalizando 16,1 MW de capacidade instalada, a partir de 27 de maio de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, 26 de maio. A usina fica localizada no município de Araripina, Estado do Pernambuco. (Agência CanalEnergia – 30.05.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Statoil elogia medidas do programa “Gás para Crescer”

A Statoil acredita que uma das medidas mais importantes do programa “Gás para Crescer” é a facilitação do acesso aos gasoduto, UPGNs e terminais de regaseificação. Durante apresentação no IGRC, na última sexta-feira, Jan Karlsen, vice-presidente de Marketing da companhia norueguesa, afirmou que a mudança facilitará o acesso dos consumidores aos novos produtores no país. Karlsen também destacou a sinalização do MME de aumentar a geração elétrica a gás no país, medida que considera importante para os campos associados, e defendeu a necessidade de tornar a tributação mais previsível e harmônica, facilitando os contratos. “É necessário discutir as taxas gerais, para evitar surpresas que possam fazer o gás deixar de ser competitivo”, afirmou Karlsen. Atualmente, a companhia opera no país dois ativos com uma parcela importante de gás no desenvolvimento, as áreas de Pão de Açúcar, no bloco BM-C-33 da Bacia de Campos, e Carcará, no bloco BM-S-8 da Bacia de Santos. No momento, o governo brasileiro está redesenhando o mercado de gás natural por meio do programa Gás para Crescer. Um comitê técnico já apresentou 10 propostas de aperfeiçoamento do marco legal do energético, que serão encaminhadas ao governo federal. Posteriormente, as propostas seguirão para apreciação no Congresso Nacional e passarão por consulta pública. (Brasil Energia – 29.05.2017)

 

2 Alesp cria frente parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento do Gás Natural

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) lançou na última quinta-feira a Frente Parlamentar de Apoio ao Desenvolvimento do Gás Natural, que terá como objetivo incentivar, através de representantes de órgãos governamentais e sociedade civil, a criação de um ambiente que estimule investimentos, disponibilidade em grande escala e expansão da utilização do gás natural. A frente será presidida pelo deputado João Caramez (PSDB). O objetivo da iniciativa é debater "os grandes gargalos" do setor e criar grupos de trabalho para discutir temas como a legislação do estado, datada de 1960 e considerada muito antiga; a viabilização do uso pela indústria, e estímulos para a população usar o combustível em substituição aos botijões de gás, bem como aspectos tributários. (Brasil Energia – 29.05.2017) Petrobras tem pretensão de desenvolver pesquisas no segmento de biogás fazendo novas parcerias A Petrobras pretende fechar novas parcerias com outras companhias para desenvolver pesquisas no segmento de biogás. De acordo com a gerente do centro de pesquisas da companhia (Cenpes), Raquel Coutinho, no momento os principais parceiros da companhia no segmento são as universidades. “Estamos buscando tecnologias para biogás. Nossa maneira de trabalhar nestas tecnologias, que não estão no nosso ‘core business’, é trabalhar com outros grupos”, afirmou Coutinho durante apresentação no IGRC, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. A executiva defendeu a necessidade de maior integração entre universidades e companhias, de modo a facilitar a aplicação prática das inovações. “O Brasil é um país em desenvolvimento, a universidade ainda está desenvolvendo um olho para a indústria. Quando juntamos forças com a academia e com outros parceiros, com a mesmo estratégia, fica mais fácil ter resultados”, explicou Raquel. Atualmente, a Petrobras tem uma parceria com a Gás Verde para compra de biogás purificado do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. O produto é usado na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). (Brasil Energia – 29.05.2017)



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