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Notícias Março
29/03/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL promove curso para trainees no ONS

Entre os dias 10 e 13 de abril próximos, o Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ) promoverá um curso para trainees no Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O curso contará com palestras do coordenador do Grupo, Nivalde de Castro, além dos pesquisadores Rubens Rosental, Lorrane Câmara, Guilherme Dantas, Mauricio Moszkowicz, Lucca Zambonni, Roberto Brandão e Paola Dorado. Serão abordados temas como “Fundamentação teórica do SEB sob o prisma da economia da energia”, “Características e Perspectivas da Matriz Elétrica Brasileira”, “Comercialização de energia e Padrão de Financiamento do setor elétrico brasileiro”, dentre outros. (GESEL-IE-UFRJ – 29.03.2017) 

2 GESEL: tese sobre insolvência de distribuidoras de energia elétrica

Nesta quarta-feira, 29/03/2017, no prédio do COPPEAD-UFRJ, Rodrigo Scalzer, pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), defende sua tese de doutorado intitulada “Insolvência empresarial: um estudo sobre as distribuidoras de energia elétrica brasileiras”. Orientada pelo Prof. Adriano Rodrigues (também integrante do GESEL), a tese apresenta três estudos que contribuem com as demandas da Aneel ao demonstrar quais indicadores financeiros e operacionais possuem a melhor capacidade de antecipar a situação de insolvência e/ou dificuldade econômico-financeira. A pesquisa de Scalzer foi realizada no âmbito do Projeto de P&D Aneel "Índice de Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras de Energia Elétrica", desenvolvido pelo GESEL em parceria com a CPFL Energia. (GESEL-IE-UFRJ – 29.03.2017) 

3 Aneel explica comportamento de sobe e desce da conta de luz

Nos últimos anos, o consumidor viu a conta de luz ter um comportamento difícil de compreender. Em 2013, ela caiu 20%. Dois anos depois, subiu 50% e, no ano passado, caiu 10%. Para este ano, a tendência é de redução, mas de menor intensidade. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, explica que a tarifa de energia é composta de vários itens, como a cesta básica. Um exemplo: a queda do preço do arroz e do açúcar pode ser anulada pelo aumento do custo do feijão e do café. A mesma coisa acontece com a conta de luz. “Como o valor de cada item muitas vezes varia para cima ou para baixo, o mesmo acontece com a tarifa final”, explica Rufino. O diretor-geral destacou que, embora a tarifa tenha oscilado muito nos últimos cinco anos, num horizonte maior, de dez anos, é possível perceber que ela teve comportamento muito próximo de dois dos principais indexadores que medem inflação, o IPCA e IGP-M. “Não há uma explosão tarifária. É claro que há uma oscilação.” (O Estado de São Paulo – 28.03.2017) 

4 GESEL: carga tributária explica o alto custo das tarifas 

Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) da UFRJ, Nivalde de Castro, a carga tributária explica o alto custo das tarifas. “Com quase todo o País conectado, a melhor maneira de cobrar imposto é sobre a energia. É como o imposto do sal no passado”, afirmou. (O Estado de São Paulo – 28.03.2017) 

5 Aneel arquiva projeto de pesquisa para aprimorar modelo do setor elétrico

A diretoria da Aneel decidiu em reunião nesta terça-feira não levar adiante um projeto que previa utilizar recursos que as elétricas precisam destinar a pesquisa e desenvolvimento para contratar um estudo sobre o aprimoramento do modelo do setor elétrico. O diretor José Jurhosa, relator do processo na Aneel, disse que o projeto teria custo elevado, de entre 20 milhões e 30 milhões de reais, e ao mesmo tempo enfrentaria dificuldade para produzir resultados relevantes no prazo de duração pretendido, de 18 meses. A proposta de realizar os estudos havia sido levada à agência por associações que representam investidores do setor elétrico, como a Abradee, que reúne empresas de distribuição e seria a entidade coordenadora e executora do projeto caso ele fosse levado adiante. A ideia dos defensores do estudo era que ele seria um meio de atualizar o atual modelo regulatório do setor elétrico para suportar inovações e desafios atuais e futuros. Mas a Aneel entendeu que não seria correto direcionar recursos destinados a pesquisa para a contratação do levantamento e decidiu encerrar o processo referente ao projeto, que vinha tramitando na agência desde meados do ano passado. "Se o Executivo, de fato, reconhecer a necessidade de aprimorar/reestruturar o atual modelo, deveria fazê-lo com recursos orçamentários e via contratação de consultoria", disse Jurhosa. O diretor afirmou ainda que o estudo seria abrangente demais, o que poderia prejudicar as conclusões e sua aplicação. "Não se sabe para qual problema se busca a solução, e nem o momento em que tal solução deve ser implementada", resumiu. (Reuters – 28.03.2017) 

6 Aneel manda devolver R$ 1 bi a consumidores

A Aneel determinou ontem a devolução de R$ 1 bilhão aos consumidores devido ao erro no cálculo das tarifas de 2016. A cobrança indevida estava relacionada à cobertura do custo de operação da usina nuclear de Angra 3, envolvida em caso de corrupção com as maiores empreiteiras do país e com previsão de ser concluída após 2019. O diretor da Aneel, André Pepitone, disse que o erro não chegou a gerar repasses para a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pelo empreendimento. Segundo ele, os valores permaneceram com o total de 90 distribuidoras - entre concessionárias e permissionárias - que fizeram a cobrança indevida, via Encargo de Energia de Reserva (EER). A devolução deverá ser feita de uma só vez, com descontos de até 20% na fatura de abril. No mês seguinte, as tarifas devem retornar ao patamar atual. O valor cobrado será atualizado pela taxa Selic. O recolhimento dos valores foi autorizado pela Aneel nos reajustes tarifários de 2016, apesar dos conhecidos problemas de execução das obras em Angra 3 e das dificuldades de implementação do projeto. No ano passado, enquanto as distribuidoras recolhiam o encargo, a usina ganhava destaque no noticiário nacional com o caso de corrupção que levou executivos da Eletronuclear à prisão. A decisão de corrigir o erro nas contas de luz e devolver os valores aos consumidores foi tomada em reunião da diretoria. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

7 Diretor da Aneel diz que chegou à informar à Angra 3 sobre riscos de cobranças do custo de operação da usina

Em entrevista, Andé Pepitone, diretor da Aneel, disse que a CCEE chegou a informar, em carta enviada à agência reguladora em agosto de 2015, sobre o risco de realizar a cobrança do encargo no momento em que a usina já confirmava o adiamento do cronograma de obras. O alerta, no entanto, foi desconsiderado na aprovação dos reajustes tarifários. "Não houve má-fé. Atribuo isso à complexidade que envolve a movimentação de R$ 150 bilhões nos processos tarifários realizados a cada ano", afirmou Pepitone. O conjunto de sete distribuidoras (Celpe, Celba, Cosern, CPFL Jaguari, CPFL Paulista, Energisa Borborema e Energia Sergipe) terá que reduzir as tarifas entre 15% e 20%. Outro grupo de 22 distribuidoras reduzirá em abril as tarifas entre 10% e 15%. Outras 29 companhias reduzirão as tarifas entre 5% e 10%. O último grupo, de 32 empresas, deverão oferecer descontos de zero a 5% nas contas e luz. Ao mencionar o efeito da decisão sobre grandes companhias, Pepitone afirmou que a Eletropaulo cortará de 12,44% em abril para os clientes residenciais. No caso da Light, a queda será de 5,35% também para clientes de baixa tensão. Os consumidores da Cemig terão corte de 10,61%. Em Brasília, a CEB terá que reduzir a tarifa em 5,92%. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, também reconheceu o erro no cálculo das tarifas de 2016. "Vamos padronizar uma mensagem na conta de energia para que todos compreendam o que está acontecendo", afirmou. Já o diretor da Aneel Tiago Correia ressaltou que o valor precisa ser devolvido pela agência para preservar a credibilidade do órgão regulador. Até a semana passada, a Aneel estimava que o valor recolhido indevidamente era da ordem de R$ 1,8 bilhão. A previsão caiu para cerca de R$ 1 bilhão, pois nem todas distribuidoras chegaram a arrecadar o valor ao longo dos 12 meses do ciclo tarifário de 2016. (Valor Econômico – 29.03.2017)

8 Transmissoras vão recolher R$ 17,8 milhões em cotas do Proinfa 

A Aneel fixou nesta segunda-feira, 27 de março, as contas de custeio referentes ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica para o mês de maio de 2017 relativas as transmissoras. De um total de R$ 17.877.125,90, a Eletronorte vai recolher a maior cota, de R$ 7.025.182,54. Em seguida veio a Chesf, com R$ 3.456.346,91. As concessionárias terão até o dia 10 de abril para recolher os valores para a Eletrobras. A Aneel também fixou as cotas de janeiro deste ano da Conta de Desenvolvimento Energético para as transmissoras. O total arrecadado vai ser de R$ 27.975.720,42. A Cemig vai recolher a maior cota, de R$ 8.418.688,32 e a menor ficou com a Itatim, de R$ 197,64. As transmissoras devem recolher as cotas até o dia 30 de março. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)


9 STJ revoga liminar que mantinha hidrelétrica de São Simão com Cemig

O ministro Mauro Campbell, do STJ, revogou ontem (28) à noite a liminar que havia concedido no começo do mês e que mantinha a estatal mineira Cemig como titular da concessão da hidrelétrica de São Simão nas bases originais do contrato. Em sua decisão, Campbell, que é o relator do processo da companhia no STJ, citou a decisão proferida na semana passada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, que revogou a liminar semelhante que mantinha a Cemig titular da hidrelétrica de Jaguara. A Cemig questiona na Justiça a devolução das concessões das hidrelétricas São Simão, Jaguara e Miranda, depois de ter rejeitado os termos impostos pela Medida Provisória (MP) 579, de 2012, para renovação antecipada dessas concessões no regime de cotas de garantia e potência. Segundo a estatal, os três contratos têm cláusulas que garantem a renovação automática das concessões por 20 anos. Desde então, a Cemig têm operado as usinas com liminares. Com isso, a energia de Jaguara, por exemplo, chegou a ficar descontratada por um certo período, e foi liquidada no mercado de curto prazo, em um momento em que os preços estavam consideravelmente elevados. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

10 Revisão da receita de transmissoras entra em audiência pública 

A proposta de revisão da Receita Anual Permitida dos contratos de concessão de 24 empresas com instalações de transmissão licitadas em 2007, 2011 e 2012 propõe índices de correção da RAP que variam de 1,35% a -17,62%. O processo conduzido pela Aneel ficará em audiência pública de 30 de março a 15 de maio, e os índices finais entrarão em vigor em 1º de julho de 2017. A revisão será aplicada a Jauru Transmissora de Energia, Poços de Caldas Transmissora de Energia, Ribeirão Preto Transmissora de Energia , Interligação Elétrica de Minas Gerais, Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, Empresa de Transmissão do Espírito Santo, Serra Paracatu Transmissora de Energia, ATE IV – São Mateus Transmissora de Energia, ATE V – Londrina Transmissora de Energia, ATE VI – Campos Novos Transmissora de Energia, Transmissora de Energia Sul Brasil, Interligação Elétrica Garanhuns, Costa Oeste Transmissora de Energia, Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita, Transnorte Energia, Transmissora Sul Brasileira de Energia, Empresa de Transmissão Serrana, Caiuá Transmissora de Energia, Marumbi Transmissora de Energia, SE Narandiba, Luziânia-Niquelândia Transmissora, Integração Maranhense Transmissora de Energia, Matrinchã Transmissora de Energia, Guaraciaba Transmissora de Energia, Centrais Elétricas do Norte do Brasil e Furnas Centrais Elétricas. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)

11 Aneel autoriza operação comercial de eólica da Atlantic

A Aneel autorizou a operação comercial de seis unidades geradoras do parque eólico Aura Mangueira XV, de propriedade da Atlantic Energias Renováveis, totalizando 18 MW, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. Também autorizou a operação de oito máquinas do parque eólico Ventos de Anto Augusto VI, de propriedade do Salus Fundo de Investimento em Participações, totalizando 20,7 MW, no município de Simões, no Piauí. A agência ainda permitiu a operação da Central Geradora Hidrelétrica Cabeça de Pato (700 kW), em Turvo, no Paraná. A informação é do Diário Oficial da União da última segunda-feira, 27 de março. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)

12 Eólicas são autorizadas a participar do MCSD de Energia Nova de abril

A Aneel autorizou a participação de usinas eólicas com energia negociadas no leilao A-5 de 2013 no processamento de abril do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits de Energia Nova para a redução permanente dos contratos. Com a decisão, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica deverá estender o prazo de declaração dos geradores na modalidade MCSDEN A4+, desde que ele não ultrapasse a data de realização do Leilão A-5 ou do processamento que ocorrer após o Leilão A-1. A autorização foi aprovada pela diretoria da agência ao analisar pedido da Associação Brasileira de Energia Eólica. O leilão A-5 teve a contratação de energia de 119 projetos de geração com 3.507 MW de potência instalada para início de suprimento a partir de 1º de maio de 2018. Desse total, 2.337,8MW são de projetos de fonte eólica localizados nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)

13 Térmica na Bahia tem aval par começar operação comercial

A Aneel liberou na última terça-feira, 28 de março, o começo da operação comercial das unidades geradoras UG1 e UG2 da UTE PCT Canário I. A usina fica localizada na cidade de Catu, na Bahia. Cada turbina tem potência de 0,26 MW, totalizando 0,52 MW. (Agência CanalEnergia – 29.03.2017)

 

14 CCEE: liquidação do MCSD de fevereiro envolveu R$ 85,4 mi

A CCEE concluiu a liquidação financeira dos termos de cessão dos contratos regulados decorrentes do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits relativa ao mês de fevereiro de 2017. A operação envolveu R$ 85.446.763,96 e contou com 100% de adimplência; 54 agentes de distribuição participaram da liquidação, sendo 24 devedores e 30 credores. O MCSD entrou em operação na CCEE em 2005 para permitir às distribuidoras ajustar as diferenças nos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado, exclusivamente decorrentes de energia existente, em três situações: perda de grandes consumidores, quando estes passam a ser livres; acréscimo aos contratos celebrados antes de 16 de março de 2004; ou por outros desvios de mercado. As cessões são transferências contratuais de energia do CCEAR de um distribuidor, que possui sobra de energia, para outro, que possui déficit. Estas transações implicam formalização de Termos de Cessão e um controle das transferências contratuais por parte dos agentes vendedores, que solicitaram à CCEE a centralização da apuração e liquidação destas operações. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)

 

Empresas

1 Eletrobras volta ao lucro em 2016, mas resultado ainda exige cautela

Após quatro anos seguidos de prejuízos, que provocaram uma perda acumulada de R$ 30,5 bi, a Eletrobras fechou 2016 com lucro líquido de R$ 3,426 bi. As demonstrações financeiras indicam o chamado "turning point" da companhia, evidenciado pelo presidente Wilson Ferreira Jr. em seu comentário sobre os números do ano passado, mas o resultado inspira cuidados principalmente por dois motivos: as indenizações por investimentos não depreciados em ativos de transmissão e eventuais impactos das ações da Operação Lava-Jato. O principal impacto positivo para o resultado em 2016 foi o reconhecimento contábil referente à indenização de investimentos feitos e não depreciados em ativos antigos de transmissão cuja concessão foi renovada pela Medida Provisória 579/2012. Esse fator teve um efeito líquido, descontados os impostos, de R$ 18,876 bi. Sem a contabilização das indenizações, a Eletrobras teria registrado prejuízo no ano passado. A receita líquida, que subiu 86% e somou R$ 60,7 bi em 2016 devido ao aumento da receita de retorno de investimentos em transmissão, teria ficado praticamente estável na comparação com a do ano anterior. O pagamento dessas indenizações, porém, foi questionado por duas ações judiciais recentemente, sendo uma delas de autoria da Abrace. As ações não questionam o pagamento, mas a origem dos recursos. O governo determinou que as indenizações serão pagas pelos consumidores por meio da tarifa ao longo dos próximos oito anos. Os processos alegam que os recursos deveriam sair da União. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

 

2 Redução da alavancagem é ponto fundamental para o desempenho da Eletrobras em 2017

Em nota explicativa, a Eletrobras disse que não há expectativa de novos impactos significativos como resultado de investigações de irregularidades e atos de corrupção. A estatal, porém, admitiu que poderão ser reconhecidos ajustes adicionais, caso surjam novos fatos apurados. A redução da alavancagem medida pela relação entre a dívida líquida e o resultado Ebitda é outro ponto fundamental para o desempenho da companhia em 2017, assim como o plano de venda de ativos, cujo objetivo é atingir R$ 4,6 bi. No fim do ano passado, a alavancagem da companhia era de 6,7 vezes, abaixo das 8,7 vezes do fim de setembro, mas ainda longe da meta de 4 vezes até o fim de 2017. "A Eletrobras estabelecerá um programa de desinvestimentos em SPES, de forma a atingir a relação Dívida Líquida/Ebitda gerencial em menos de quatro vezes até o fim de 2017", afirmou Ferreira Junior em seus comentários sobre os resultados do ano passado. Em nota, ele resumiu o ano de 2016 como um "turning point", uma reviravolta na história da companhia, que completa 55 anos em 2017. No ano passado, as ações ordinárias da Eletrobras tiveram valorização de 296%, e as preferenciais ganharam 148%. Apesar da melhora visível na situação da companhia, a estatal ainda tem muitos desafios a superar. No quarto trimestre de 2016, a Eletrobras teve prejuízo líquido de R$ 6,2 bilhões, 39% inferior à perda líquida de R$ 10,3 bi apurada nos últimos três meses de 2015. A receita operacional líquida subiu 56% no período, para R$ 12,3 bi. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 4,783 bilhões, 44% inferior à perda do ano anterior. (Valor Econômico – 29.03.2017)

 

3 Eletrobras: prejuízo das empresas de distribuição de energia causa impacto negativo

Enquanto a contabilização das indenizações foi o principal fator positivo das demonstrações de 2016, a Eletrobras citou também alguns impactos negativos, como o prejuízo de R$ 6,985 bilhões das empresas de distribuição de energia. A perda foi 28,3% superior a de 2015. Desconsiderando a Celg D, que foi privatizada no ano passado e adquirida pela italiana Enel, o resultado seria pior. A concessionária foi a única a ter lucro em 2016, de R$ 60 mi. Em 2015, a Celg-D teve prejuízo de R$ 1,020 bi. Os resultados do ano passado também foram pressionados por provisões referentes ao "impairment" (baixa contábil pela avaliação do valor recuperável dos ativos) e contrato oneroso da usina nuclear de Angra 3, nos montantes de R$ 2,8 bi e R$ 1,35 bi, respectivamente; provisões para contingências, no valor de R$ 3,994 bilhões, com destaques para o empréstimo compulsório e outros impairments, além de Angra 3, no valor de R$ 2,691 bi; e uma provisão de R$ 1,479 bi para perdas em investimentos. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

 

4 KPMG: ênfase na Eletronuclear e na Amazonas GT por perdas contínuas 

As demonstrações foram aprovadas pela auditoria independente KPMG, mas as perdas contínuas em algumas controladas e coligadas, como a Eletronuclear e a Amazonas Geração e Transmissão (Amazonas GT), foram motivo para uma ênfase, por terem apresentado perdas contínuas em suas operações, capital de giro negativo e passivo a descoberto. Também foram citadas algumas coligadas, como Belo Monte Transmissora de Energia, ESBR Participações (concessionária da hidrelétrica de Jirau) e a Norte Energia (concessionária de Belo Monte). Todas tinham capital de giro negativo relevante no fim de 2016. A KPMG destacou também a situação das distribuidoras de energia da Eletrobras. "A continuidade operacional das controladas e coligadas mencionadas acima depende da manutenção do suporte financeiro por parte de terceiros, da companhia ou de demais acionistas", disse a auditoria na ênfase. (Valor Econômico – 29.03.2017)

 

5 Mercado reage mal ao balanço da Eletrobras

O mercado acionário reagiu mal ao balanço da Eletrobras. As ações ordinárias tiveram queda de 3,61% ontem, a R$ 17,34. No ano, já acumulam baixa de 23,9%. As preferenciais caíram 1,14% ontem, a R$ 21,70, chegando a uma perda de 16,1% desde o início do ano. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

 

6 Fundo CCC pagou R$3,7 bi a mais à Eletrobras Amazonas

A Aneel calculou que a distribuidora Amazonas Energia, da Eletrobras, recebeu cerca de 3,7 bilhões de reais a mais em recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) entre 2009 e 2016, segundo nota técnica concluída nesta terça-feira pelo órgão regulador. De acordo com a Aneel, que promoveu uma fiscalização nos gastos da CCC, um fundo do setor elétrico que destina recursos para custear o funcionamento de termelétricas, a Eletrobras e a Amazonas Energia serão notificadas e terão 15 dias para se manifestar. Após esse prazo, a área técnica da Aneel pode inclusive exigir a devolução do dinheiro por parte da Eletrobras, uma vez que a estatal é a gestora dos fundos da CCC, informou a agência. Os valores são atualizados pelo IPCA até fevereiro de 2017. A Amazonas Energia recebe o equivalente a 70 por cento dos recursos da CCC, que é abastecida com um encargo cobrado nas contas de luz, para subsidiar a geração de energia em regiões do país que ainda não estão conectadas ao sistema elétrico, os chamados sistema isolados, localizados principalmente na região Norte. (Reuters – 28.03.2017) 

 

7 Transmissoras da Eletrobras deverão entrar em leilões somente em 2018

O plano de concessões do segmento de transmissão elaborado pelo governo federal deverá continuar sentindo falta das subsidiárias da Eletrobras por mais um ano. A tendência é de que as empresas Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf possam retomar sua atuação nos certames apenas em 2018, quando os passivos que as empresas possuem atualmente estejam equacionados. E dessas quatro empresas, a primeira a estar apta às disputas é a Eletronorte. De acordo com o diretor de transmissão da Eletrobras, José Antônio Muniz Lopes, disse que no ano que vem as empresas poderão estar prontas para entrar nas disputas novamente. “Eu acredito que em 2017 ainda não [disputar leilão de transmissão], mas espero que em 2018 tudo esteja reorganizado, já tenhamos eliminado os principais passivos e aí sim. Além disso, esperamos começar a receber a RBSE e, com a garantia que teremos recursos, poderemos voltar. Em 2018 já teremos condições de retomar nossa participação, até porque o Brasil está precisando”, comentou ele à Agência CanalEnergia, após o evento oficial de posse de Luiz Fernando Vianna na diretoria brasileira de Itaipu. De todas, a avaliação de Muniz é de que a Eletronorte será a primeira a resolver as pendências que levam a Aneel a declarar as subsidiárias inaptas ao leilão de transmissão. Já a Chesf é reconhecidamente a que detém mais problemas. Mas, comentou Muniz, todas têm questões como a Eletrosul que possui um grande programa de transmissão no sul e que no momento negocia a venda de ativos com uma empresa chinesa. Por sua vez, relatou o executivo, Furnas apresenta atrasos em SPEs onde é minoritária. A estimativa de no ano que vem poder entrar nos leilões é observada para todas as subsidiárias. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

8 Light avalia realizar oferta pública primária de ações

A elétrica Light considera a possibilidade de realizar uma oferta pública primária de ações no Brasil, com esforços restritos de distribuição, e no exterior, para investidores nos Estados Unidos. Segundo a Light, a oferta "poderá ter ainda uma parcela secundária com a eventual participação de acionistas da companhia". A companhia ressaltou, no entanto, que a operação "está sujeita às condições do mercado de capitais brasileiro e internacional, às aprovações regulatórias aplicáveis e às aprovações societárias da companhia e de acionistas vendedores". A Light é controlada pela mineira Cemig, que tem passado por uma reestruturação com o objetivo de reduzir dívidas. A Reuters publicou na semana passada que a Cemig pretende reduzir sua fatia na Light com a venda de ações da companhia no mercado. (Reuters – 28.03.2017)

 

9 Lucro da Celesc cai 81% no quarto trimestre

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) registrou um lucro líquido de R$ 19,5 mi no quarto trimestre de 2016, o que representa uma queda de 80,8% em relação ao mesmo período de 2015. A receita operacional líquida (que exclui a receita de construção) recuou 15,3%, passando de R$ 1,8 bi para R$ 1,5 bi. O Ebtida teve queda de 56,9%, para R$ 173,2 mi. Os resultados foram impactados pelo reconhecimento de R$ 225 mi relativo à exposição considerada voluntária de 2014 e pela queda na receita de fornecimento, uma vez que em 2016 prevaleceram as bandeiras tarifárias verde e amarela, com custo reduzido para o consumidor. A energia distribuída pela Celesc Distribuição — considerando o mercado livre e o cativo — somaram 5.556 GWh, aumento de 1,7%, com destaque para a classe residencial, que registrou alta de 0,2%. Já a classe industrial retraiu 29,9%. (Valor Econômico – 28.03.2017)

 

10 Copel: Lucro líquido soma R$ 958 mi em 2016, em queda de 19,6%

A estatal paranaense Copel apurou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 958,6 mi em 2016, queda de 19,6% em relação ao resultado de 2015. A receita da companhia caiu 12,3%, para R$ 13,1 bi. Segundo a companhia, isso refletiu o decréscimo de R$ 515,4 mi na receita de fornecimento de energia elétrica, devido à retração de 7,1% no mercado cativo da distribuidora, pela saída de consumidores para o mercado livre e pela conjuntura econômica desfavorável, e também pela redução média de 12,87% na tarifa aplicada desde junho do ano passado. O faturamento também foi pressionado pela redução de R$ 1,03 bi com suprimento de energia, pelo menor preço de energia no mercado à vista e em função do não despacho da termelétrica de Araucária. Por outro lado, houve o acréscimo de R$ 1,58 bi na receita de disponibilidade da rede elétrica, devido ao reconhecimento contábil das indenizações por ativos antigos de transmissão, além do resultado do 4º ciclo de revisão tarifária. O resultado Ebitda da companhia caiu 1,7% no ano passado, para R$ 2,7 bi. (Valor Econômico – 28.03.2017) 

 

11 Expectativa de indenização faz Chesf ter lucro de R$ 3,9 bi em 2016

A Chesf, subsidiária do grupo Eletrobras, registrou lucro de R$ 3,9 bilhões em 2016. Esse resultado é decorrente do reconhecimento dos valores homologados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) relativos aos ativos de transmissão das instalações denominados de Rede Básica do Sistema Existente – RBSE, não amortizados ou depreciados, até 31 de dezembro de 2012, conforme previsto na Lei nº 12.783/2013. Os valores homologados não representam a imediata entrada de recursos financeiros no caixa da companhia. De acordo com a Portaria MME nº 120/2016, o efetivo recebimento dos valores homologados se dará em forma de receitas mensais, recebíveis em oito anos, a partir de julho deste ano. No ano de 2016, a Chesf investiu em empreendimentos próprios e em sociedade R$ 1,6 bilhão. Os investimentos corporativos para a expansão e modernização da companhia foram de R$ 681,4 milhões - R$ 97,4 milhões em geração de energia; R$ 551,9 milhões em obras do sistema de transmissão e R$ 32,1 milhões em outros custos de infraestrutura. Por meio de Sociedades de Propósito Específico (SPE), a Chesf investiu R$ 895,7 milhões em participações em empreendimentos, ajudando a agregar ao Sistema Interligado Nacional (SIN), 3.194,9 MW de potência instalada, sendo 2.963,75 MW de usinas hidroelétricas e 231,15 MW de parques eólicos, além de 166 km de linhas de transmissão. Como reflexo das participações societárias da companhia em SPE de geração e transmissão de energia elétrica, destaca-se a melhora do resultado desses investimentos, que atingiu, no ano, o montante positivo de R$ 489,7 milhões, contra o resultado, também positivo, de R$ 7,4 milhões apresentado em 2015. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017)

 

12 S&P rebaixa perfil de crédito da Neonergia de bb+ para bb

A agência de avaliação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou o perfil de crédito individual da Neoenergia, conhecido pela sigla em inglês SACP, de “bb+” para “bb”. No entanto, a S&P reafirmou a nota de crédito corporativo de longo prazo "BB" na escala global e "brAA-" na escala nacional Brasil da companhia e suas subsidiárias. A perspectiva dos ratings de crédito corporativo permanece negativa. Segundo a S&P, a revisão do SACP considera que as métricas de crédito da Neoenergia ficarão mais pressionadas, com o resultado da dívida mais alta para financiar o plano de investimentos. "Esperamos que as métricas de crédito da Neoenergia se enfraqueçam além de nossas expectativas anteriores como resultado de seus consideráveis investimentos, enquanto as condições macroeconômicas seguem desafiadoras no país." A expectativa é que a empresa invista aproximadamente R$ 3,4 bilhões em 2017 e em torno de R$ 2,5 bilhões nos anos posteriores após a conclusão de seus projetos de geração. A Neoenergia possui grandes vencimentos de principal de dívida – de aproximadamente R$ 3,9 bilhões em 2017 e de R$ 3,6 bilhões em 2018. Entretanto, de acordo com S&P, o grupo tem flexibilidade financeira adequada com acesso aprovado aos mercados de capitais e bancário, incluindo financiamento de longo prazo a taxas atraentes de bancos de desenvolvimento, entre eles BNDES. Em 2016, a Neoenergia apresentou um índice de dívida sobre Ebitda de 3,6x e de geração interna de caixa (FFO) sobre dívida de 20%. No ano passado, a empresa foi capaz de cumprir com suas cláusulas contratuais restritivas (covenants), os quais incluem um patamar máximo de dívida sobre Ebitda de 4,0x, medido trimestralmente. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

13 S&P: distribuidoras de energia são vulneráveis ao enfraquecimento da economia

Para a S&P, as distribuidoras de energia elétrica são vulneráveis ao enfraquecimento da economia porque isso provoca queda no consumo de eletricidade, levando a sobras de contratos e aumento da inadimplência por parte dos clientes finais. Além de investir em geração de energia, o grupo Neoenergia controla as distribuidoras Coelba (Bahia), Celpe (Pernambuco) e Cosern (Rio Grande do Norte). O segmento de distribuição contribuiu para 75% da geração de caixa (Ebitda) de 2016. A perspectiva negativa espelha os ratings de crédito soberano do Brasil em moeda estrangeira. "Em nossa visão, o setor de energia elétrico brasileiro é altamente regulado, especialmente os segmentos de distribuição e transmissão, porque o órgão regulador, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), determina as tarifas. Acreditamos que a Neoenergia, como outras entidades de serviços de utilidade pública reguladas no Brasil, pode estar sujeita à interferência governamental em um cenário hipotético de default soberano, incluindo congelamento de tarifas, o que poderia prejudicar a geração de fluxo de caixa da empresa." (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

14 Programa da Schneider alia capacitação e empreendedorismo

A Schneider Electric lançou uma nova fase do seu Programa de Acesso à Energia. O programa combina capacitação em eletricidade, sistemas fotovoltaicos e empreendedorismo com a oferta de soluções solares de iluminação e eletrificação coletiva. A nova fase foi lançada nos estados do Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Tocantins e conta com uma novidade: uma bancada didática exclusiva toda equipada com as soluções fotovoltaicas que funcionam fora da rede elétrica da Schneider, desenvolvida em parceria com o Senai Alagoas. De acordo com Fabiana Galvão, líder do Programa de Acesso à Energia da Schneider Electric, o objetivo é que os alunos aprendam na prática, com as tecnologias mais avançadas que existem hoje no mercado. Para ela, eles estarão melhor preparados para fazer a manutenção das tecnologias solares eventualmente instaladas em suas comunidades, o que contribui para a sustentabilidade das soluções. A bancada foi construída pelo Senai Alagoas e é a primeira do tipo no país. Segundo Welton Barbosa, da Coordenação de Tecnologia da regional alagoana do Senai, o estado foi escolhido para receber a nova fase do Programa porque já se destaca nacionalmente em outras iniciativas desenvolvidas em parceria com a Schneider. Os primeiros a utilizarem a bancada didática foram os alunos de comunidades no Maranhão. As próximas unidades do Senai que irão receber a bancada da Schneider são a da Paraíba, de Pernambuco e também de Tocantins. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

15 CPFL escolhe Credit Suisse para avaliar ações antes do fechar o capital

Acionistas da CPFL Energia, decidiram nesta segunda-feira (27), por maioria dos votos, a escolha do Credit Suisse como a empresa responsável pela avaliação do valor das ações da companhia. A empresa se prepara para deixar a Bolsa, através de uma oferta pública de aquisição das ações em circulação. A decisão foi tomada depois da compra da CPFL Energia pela chinesa State Grid. Após a operação, a State Grid ficou com 54,64% de participação societária da companhia brasileira, mas não participou da escolha do agente especializado, já que será a compradora das ações. A aquisição envolveu 556.164.817 ações ordinárias a um preço de R$ 25,51 por ação, o que totalizou R$ 14,19 bilhões. Além disso, a State Grid pagou R$ 12,20 por ação pela CPFL Renováveis, o que correspondeu a um total de R$ 3,17 bilhões. (Brasil Energia – 28.03.2017) 

 

16 CPFL Renováveis recebe certificado de green bonds

A CPFL Renováveis recebeu a certificação internacional da Climate Bonds Initiative reconhecendo a emissão de R$ 200 milhões em debêntures, feita em 2016, como green bond. A CPFL Renováveis é a primeira empresa da América do Sul a emitir green bond (título verde) com certificação internacional e a primeira do setor a emitir um título certificado. O green bond é um título de dívida que exige que os recursos captados sejam aplicados em projetos ambientalmente sustentáveis. Há investidores no exterior que só aplicam nesse tipo de instrumento. A emissão de bonds é uma forma de captar recursos em moeda estrangeira. A Climate Bonds Initiative é uma organização internacional sem fins lucrativos. É a única organização no mundo que trabalha exclusivamente para promover investimentos em larga escala na economia de baixo carbono. Segundo a CPFL, a debênture foi emitida em 2016 e os recursos foram utilizados para a construção dos projetos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, com 231 MW de capacidade instalada, localizados no Rio Grande do Norte. O Santander foi o banco estruturador da emissão. A SITAWI forneceu parecer favorável quanto ao desempenho ambiental dos projetos financiados com os recursos do green bond, enquanto a VigeoEiris realizou a verificação da emissão conforme os critérios da Climate Bonds Initiative. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

17 Light vai captar R$ 100 mi com emissão de debêntures

O Conselho de Administração da Light Energia aprovou na semana passada a captação de recursos de curto prazo no valor de até R$ 100 milhões, através de Cédula de Crédito Bancário (CCB), com o Banco Santander, seguida de emissão de debêntures no mercado de capitais. Os recursos serão utilizados para reforço de capital de giro para operações ordinárias da companhia. A CCB é um título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor da instituição financeira, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de uma segunda operação de crédito de qualquer modalidade, neste caso, por meio da emissão de debêntures. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

18 Furnas quer ampliar faturamento com serviços especializados

Subsidiária da Eletrobras, Furnas - que registrou R$ 19,8 bi de receita operacional líquida em 2016 - pretende ampliar o faturamento com prestação de serviços especializados ao setor elétrico. Em nota, a companhia informou que o faturamento com esse tipo de serviço totalizou R$ 150 mi entre 2011 e 2016. Entre os serviços estão consultoria; realização de estudos; planejamento, supervisão e fiscalização de obras; e desenvolvimento de tecnologias associadas à transmissão de energia, sistemas de controle, supervisão digital e telecomunicações. Mais antiga do que a própria holding Eletrobras, Furnas completa 60 anos em 2017. A Eletrobras, por sua vez, fará 55 anos de atividade em 2017. (Valor Econômico – 28.03.2017) 

 

19 Engie abre inscrições de prêmio de inovação para startups

A Engie abriu na última segunda-feira (27/3) as inscrições para o prêmio Engie Brasil de Inovação. A premiação, que neste ano tem como tema Cidades do Amanhã, é aberta a empresas (startups) e empreendedores brasileiros que apresentem soluções inovadoras ligadas ao mercado de energia. O projeto vencedor poderá se tornar parceiro da Engie para ser desenvolvido no país. O ganhador será conhecido no Engie Brasil Innovation Day 2017, que acontece no dia 1º/6 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento é gratuito e será aberto ao púbico. O projeto selecionado participará do evento internacional de inovação, o Engie Innovation Week 2017, que será realizado em Paris. As passagens e hospedagens do gerente do projeto vencedor e mais um membro da sua equipe serão custeadas pela companhia. As inscrições para o prêmio estão abertas até 7/5. O regulamento e o formulário para cadastrar os projetos estão disponíveis no site. Os temas elegíveis para participar do prêmio são os seguintes: geração descentralizada de energia; mobilidade urbana sustentável; eficiência energética; smart grid; e iluminação pública. (Brasil Energia – 28.03.2017) 

 

20 Sexto leilão de energia de Belo Monte para mercado livre ocorre nesta quinta

A Norte Energia promoverá na próxima quinta-feira (30/03), às 15 horas, o sexto leilão de energia de Belo Monte voltado para o mercado livre. Serão ofertados dois produtos, um no submercado Norte e outro no Sudeste/CO, para o período de março deste ano. As habilitações para a concorrência deverão ser realizadas até o dia 29, às 18 horas. O critério para ganhar os contratos de suprimento será o ágio oferecido pelos consumidores sobre o PLD para cada submercado. (Brasil Energia – 28.03.2017) 

 

 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Números dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Nordeste recuaram 0,1% e operam com 21,7% da sua capacidade. De acordo com dados do ONS referentes ao último dia 27 de março, a energia armazenada é de 11.623 MWmês e a energia natural afluente é de 2.308 MWm. Esse valor corresponde a 24% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A hidrelétrica de Sobradinho está com 15,44% da sua capacidade. No submercado Sudeste/Centro-Oeste, os níveis estão em 41,5%, mantendo-se inalterados na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 84.477 MWmês e a ENA é de 42.249 MWm, que equivale a 61% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Furnas está operando com 45,78% da sua capacidade, enquanto a de Itumbiara está com 23,28%. A região Norte também manteve o mesmo índice do dia anterior, de 63,7%. A energia armazenada é de 9.582 MWmês e a ENA é de 14.379 MWm, que é 52% da MLT. A usina de Tucuruí opera com volume de 99,46%. Na região Sul, os níveis estão em 45,6%, diminuindo 0,5% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 9.103 MWmês e a ENA chega a 3.677 MWm, que é o mesmo que 87% da MLT. A hidrelétrica de Barra Grande está com 28,88%. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

2 Volume fraco de chuvas pode elevar preço da energia a partir de maio

O agravamento da crise hidrológica do sistema elétrico pode antecipar para o primeiro semestre a configuração da bandeira tarifária vermelha, que inclui um custo extra de R$ 3 por 100kWh, para bancar o acionamento de termelétricas de custo mais elevado. A maioria dos especialistas do setor já esperava a bandeira vermelha para o segundo semestre, no auge do período seco, mas o volume de chuvas mais fracos, somado à implantação de um mecanismo de aversão a risco mais rigoroso, pode elevar o preço da energia a partir de maio. "Não enxergamos risco de desabastecimento, mas o PLD vai refletir esse período úmido [de novembro a abril] que foi bem ruim. Daí prevemos bandeira amarela no mínimo e há grande chance de haver [bandeira] vermelha a partir de maio", afirmou Gustavo Arfux, sócio-diretor do grupo Compass. Fábio Cuberos, gerente de Regulação do grupo Safira Energia. Segundo dados do ONS, o nível dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do país, está em 41,5%. O número é mais de 16 pontos percentuais inferior em relação a mesma data do ano passado, de 57,7%, no fim do penúltimo mês do período úmido. (Valor Econômico – 29.03.2017)

3 Compass Energia prevê PLD de R$ 318/MWh

Devido à determinação pela Aneel de redução da vazão de operação de Sobradinho, na Bahia - de 800 m³/s para 700 m³/s até o fim do ano e à piora das condições climáticas, o grupo Compass Energia, especializado em comercialização, prevê um PLD de R$ 318/MWh na próxima semana. Se os novos parâmetros de aversão a risco já estivessem em vigor, o valor seria de R$ 432/MWh, o que poderia acionar a bandeira tarifária vermelha. Pelas regras das bandeiras tarifárias, se a o custo de operação da termelétrica mais cara prevista para ser acionada pelo ONS for superior a 422,56/MWh, a bandeira passa a ser vermelha. (Valor Econômico – 29.03.2017) 


Meio Ambiente

1 Calculadora que constrói cenários no setor de energia ganha versão brasileira

O Brasil já tem a sua versão da Calculadora 2050, ferramenta que projeta cenários aliando energia limpa e controle de emissões. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (28) em evento na sede da Empresa de Pesquisa Energética, no Rio de Janeiro – a estatal trabalhou desde o ano passado na formatação da calculadora brasileira destinada à construção de cenários para o setor de energia, com apoio da Embaixada Britânica no país. Lançada pelo Reino Unido em 2015 no âmbito das discussões que resultaram no Acordo de Paris e adaptada em mais de vinte países, a Calculadora 2050 foi criada para dar suporte ao desenvolvimento econômico mundial, levando em conta a preocupação com o impacto causado pelas mudanças climáticas. No contexto brasileiro, a ideia é que a solução simule cenários e aponte variáveis para a evolução da matriz energética. "A calculadora não vai responder a tudo, e nem poderia, mas é um instrumento importante no trabalho que nós desenvolvemos aqui na EPE", destacou o presidente da empresa estatal, Luiz Augusto Barroso. Além dele, a abertura do evento contou ainda com as presenças do cônsul-geral adjunto britânico no Rio, Karl Bruce-Jaja, e da representante Ministério de Negócios e Energia da Grã-Bretanha, Laura Aylett. Entre as funcionalidades, a calculadora projeta diferentes cenários de emissões de gases de efeito estufa e de energia no que seria a projeção de uma matriz energética sustentável para as próximas décadas. Além da EPE, a construção da Calculadora 2050 no Brasil contou com a contribuição da Coppe/UFRJ. (Agência CanalEnergia – 28.03.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Gerdau inicia fabricação de peças para setor eólico com grupos japoneses

A Gerdau inaugurou ontem, em sua usina de aço especial de Pindamonhangaba (SP), o empreendimento conjunto Gerdau Summit, com controle dividido com as japonesas Sumitomo Corporation e Japan Steel Works (JSW). O objetivo da joint venture será, principalmente, fornecer peças para a geração de energia eólica. O grupo Gerdau terá possibilidade de suprir peças para quase todo o processo de montagem de parques eólicos, disse Guilherme Gerdau Johannpeter, vicepresidente de aços especiais da siderúrgica gaúcha. O capital social da empresa será dividido em 59% para a Gerdau, 39% da Sumitomo e 2% para a JSW. Serão investidos R$ 280 milhões até 2020 para a aquisição de máquinas e equipamentos da operação, financiados pela Sumitomo. Parte da produção já atribuída ao empreendimento começou em Pindamonhangaba e algumas peças estão sendo vendidas aos setores sucroalcooleiro e mineral. A ideia da nova companhia, disse Johannpeter, é aproveitar a capacidade financeira e a rede comercial da Sumitomo e o conhecimento tecnológico da JSW. "A indústria eólica será fundamental para mudança da matriz energética e queremos participar da mudança", afirmou. "A previsão é de construção de 350 parques eólicos até 2020. Com a Gerdau Summit, devemos criar 100 novos empregos em Pindamonhangaba." Serão eixos para aerogeradores, anéis de rolamento por parte da joint venture, mais o vergalhão que é fabricado em várias unidades da Gerdau, bem como as chapas grossas que a empresa começou a produzir na usina de Ouro Branco (MG) no ano passado. "É uma oferta completa para as torres. Nossa expectativa é de adição do sistema para até 20 gigawatts [GW] em 2020, hoje temos apenas 8", afirmou Johannpeter. (Valor Econômico – 29.03.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Consumo de gás natural cai 20,8% em janeiro, segundo associação

O consumo de gás natural, no Brasil, caiu 20,8% em janeiro, ante igual período do ano passado. De acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), foram vendidos, no mês retrasado, 53,869 milhões de metros cúbicos diários (m3/dia). No setor industrial, o principal segmento do mercado, a queda foi de 2,5%, para 24,406 milhões de m3/dia. Já as termelétricas consumiram 16,365 milhões de m3/dia, o que representa uma retração de 41%. Nos postos de gás natural veicular, por outro lado, houve crescimento de 11,08%, para 5,125 milhões de m3/dia. Outro segmento que fechou em alta foi o residencial (+12,7%), que consumiu 810 mil m3/dia. No setor comercial, contudo, as vendas caíram 2,48%, para 669 mil m/dia. (Valor Econômico – 29.03.2017)

 

2 Desembolsos do BNDES para eletricidade e gás caem 55%

Os desembolsos do BNDES para os setores de eletricidade e gás caíram 55% em 2016, na comparação com 2015. Foram destinados R$ 9,8 bilhões para o setor no ano passado, contra R$ 22,2 bilhões no ano anterior. Em 2016, o banco anunciou uma nova política geral, segundo a qual deve passar a priorizar projetos com alto impacto socioambiental. Isso significou melhores condições para energia solar e eficiência energética e a descontinuidade do apoio a projetos de geração a carvão. Nos dois primeiros meses de 2017, por sinal, o BNDES desembolsou R$ 1,745 bilhão, mais do que R$ 1,237 em janeiro e fevereiro do ano passado. (Brasil Energia – 28.03.2017) 

 

3 Governo do Brasil começa a negociar petróleo do pré-sal a partir de setembro

A estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), responsável por representar os interesses do governo federal nos contratos de Partilha, prevê iniciar a comercialização do óleo e do gás da União, extraídos do pré-sal, em setembro, afirmou à Reuters nesta terça-feira o presidente da companhia, Ibsen Flores. Dessa forma, o governo poderá finalmente se beneficiar dos recursos extraídos do pré-sal, sob regime de Partilha, após publicação na última sexta-feira de uma resolução que detalha o papel da estatal previsto na lei de sua criação. Será a primeira vez na história do Brasil que o governo irá comercializar óleo e gás. Os recursos adquiridos a partir da venda dos produtos serão depositados diretamente na conta do Tesouro Nacional. (Reuters – 28.03.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Governo deve optar por reonerar folha e corte acima de R$ 30 bi

Sem muito espaço político para grandes aumentos de tributos, o governo deve ter seu maior ganho de receita tributária por meio da reoneração da folha de pagamentos. A medida deve gerar aos cofres algo próximo de R$ 8 bilhões e o governo deve ainda ter algum aumento mais pontual de tributo de forma a levar o contingenciamento de gastos para um pouco acima de R$ 30 bilhões, apurou o Valor Pro, serviço de notícias em tempo real do Valor. Depois de considerar a possibilidade de anunciar ainda hoje o corte de gastos, o governo resolveu deixar para amanhã à tarde o anúncio. Os técnicos ainda aguardam análise da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre quanto efetivamente entrarão nos cofres por meio do resgate de precatórios não sacados, cujo estoque mapeado é de R$ 8,6 bilhões. Os técnicos temem que não consigam recuperar todo volume neste ano, ou seja, o governo teria que contar com menos receita por essa rubrica. Outro fator que levou ao adiamento é que uma das usinas em análise pelo STJ ainda não teve decisão pela devolução à União. Esses fatores podem acabar mudando um pouco o tamanho do corte. (Valor Econômico – 28.03.2017)

 

2 Juro futuro curto volta a cair com investidores de olho no Copom

Antes da divulgação do corte do Orçamento, investidores do mercado de renda fixa tornaram a concentrar as negociações nos próximos passos do Banco Central na política monetária. Os contratos de DI com vencimento em julho de 2017, janeiro de 2018 e janeiro de 2019 foram os mais negociados nesta terçafeira, dois pregões antes da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), para o qual se tem expectativa de que endosse o cenário de aceleração do ritmo da taxa básica. Nesta quarta-feira, os dados do setor de serviços referentes a janeiro concentram as atenções. As posições tomadas pelos investidores indica praticamente 100% de probabilidade de corte de 1 ponto percentual da meta Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril. Os contratos embutem taxa básica de 9% ao fim do ano. As taxas de DI de curtíssimo prazo sofreram pressão de venda ao longo do dia após notícia de que a Aneel decidiu corrigir as tarifas de todas as distribuidoras de energia em abril para que as empresas devolvam cerca de R$ 900 milhões cobrados a mais nas contas de luz ao longo do ano passado. A decisão foi tomada nesta manhã, e há risco de abatimento também em maio. (Valor Econômico – 28.03.2017)

 

3 Caixa já liberou R$ 5 bi das contas inativas do FGTS, diz presidente 

A Caixa Econômica Federal já liberou mais de R$ 5 bilhões das contas inativas do FGTS, afirmou nesta terça-feira o presidente do banco, Gilberto Occhi. Com a liberação, a instituição atendeu a mais de 3 milhões de brasileiros até o momento, disse o executivo a jornalistas. Ele comentou também que existe a expectativa de que o processo de queda da taxa Selic eleve as captações da poupança, fonte relevante para o funding da instituição financeira. A poupança da Caixa, principal fonte de recursos para o financiamento imobiliário, tinha saldo de R$ 252,4 bilhões no fim de 2016, o que representa um aumento de 4,1% em 12 meses. Segundo Occhi, o banco tem buscado melhorar o uso do capital para os investimentos do governo e da área de habitação. (Valor Econômico – 28.03.2017) 



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