NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Maio
26/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 FASE divulga nota defendendo permanência do ministro Fernando Coelho Filho

O Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE) divulgou nesta quinta-feira, 25 de maio, nota em que defende a permanência do ministro Fernando Coelho Filho no MME. A nota assinada em nome de 20 associações representando os segmentos de geração, transmissão, distribuição, comercialização e consumo, afirma que a descontinuidade “repercutiria gravemente na tentativa do setor – estratégico para a economia brasileira – recuperar sua pujança e oferecer aos brasileiros energia de forma sustentável a preços compatíveis com nossas necessidades e disponibilidade de recursos naturais, com respeito à segurança jurídica, à estabilidade regulatória e à garantia de suprimento”. (GESEL-IE-UFRJ – 26.05.2017) 

2 FASE: Solução para o MCP deverá atrasar, avalia presidente do Fórum

O presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), Mário Menel, acredita que a instabilidade política que o Brasil vem passando deverá atrasar a solução para o impasse acerca da liquidação financeira do MCP que vem se arrastando desde o inicio de 2016 e acumula R$ 1,6 bilhão até o momento. O motivo é que deve haver uma mudança da lei, conforme apontou outras associações como a Única e a Cogen, e por esse motivo é necessária a avaliação do Congresso Nacional. “Em minha opinião, a solução para o mercado livre tem que passar pelo Congresso Nacional, pois precisa modificar a lei. Agora, existem atenuantes, a Aneel vem regulando o aspecto da lei do ACR que é a geração fora da ordem de mérito e isso minimiza, reduz o problema do GSF mas não acaba com ele. A solução definitiva precisa do Congresso. Devemos ver um delay na solução, pois não há clima para convocar uma MP nesse momento”, afirmou o executivo em entrevista. Apesar dessa avaliação, Menel lembra que é necessário que se estabeleça uma solução para o tema de forma urgente. Isso porque quanto mais se adia o enfrentamento mais os valores vão se acumulando e a probabilidade de que tenhamos sucesso na negociação é reduzida. Ao mesmo tempo – e no sentido contrário – esse passivo vai aumentar e o mercado corre o risco de travar. Ainda mais com a perspectiva do déficit de geração hídrica que temos para esse ano na casa de 81%, mais elevado que o do ano de 2015, no pico da crise recente. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

3 FASE: Solução para o MRE é discutida em reunião periódica com CCEE

Mário Menel, presidente do Fórum das Associações do Setor Elétrico (FASE), também esteve na reunião periódica de associações com a CCEE realizada no dia 23 de maio. E ressaltou que as discussões acerca da proposta apresentaram ainda um outro aspecto positivo que é o de se ter uma solução para o MRE. Que o desenho apresentado pode trazer uma solução não somente para o passado – que refere-se aos valores em aberto – e para o futuro. “Isso é importante porque daqui a um ano, ao persistir essa condição, estaremos discutindo essa mesma situação que vivemos atualmente”, ressaltou. Além disso, voltou a lembrar que as mudanças no MRE são necessárias em decorrência do novo perfil da matriz elétrica nacional, que já não é apenas hidrotérmica e que temos cada vez mais novas fontes aumentando sua participação na geração de energia e, assim, deslocando a fonte hídrica, o que traz mais riscos, de modo que a mudança precisa ser estrutural, não apenas pontual. Ainda assim, Menel comentou que as resoluções que dependem apenas da agência reguladora e do MME podem ser tocadas sim, mesmo com a instabilidade e turbulência que devem ser momentâneas e fazem parte do jogo político. O cenário exige que se trabalhe no dia a dia do setor até que as coisas voltem à normalidade. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

4 CCEE: Câmara avalia falta de recurso em fundos do setor elétrico 

Fundos do setor elétrico que são abastecidos por encargos cobrados nas tarifas de energia e direcionam recursos para custear subsídios e políticas públicas, além de empréstimos emergenciais para elétricas, estão sem verba suficiente para cumprir todos compromissos previstos neste ano. A avaliação é da CCEE, que substituiu a Eletrobras na gestão desses fundos a partir de maio e fez o alerta em carta enviada à Aneel. Um dos motivos por trás da falta de verbas é a proliferação de ações judiciais movidas por indústrias para evitar pagar parte do encargo CDE, que abastece um fundo de mesmo nome. "A previsão é de condições financeiras negativas para o próprio mês de maio e para o restante dos meses do ano", disse a Câmara à Aneel. Outro fundo setorial, a RGR, também abastecida com um encargo, apresenta "entradas (previstas) inferiores às saídas", ainda de acordo com a CCEE. A RGR tem bancado empréstimos para distribuidoras de energia deficitárias que serão privatizadas, a maior parte delas da Eletrobras. Já a CCC está com saldo atual "insuficiente para arcar com os reembolsos do mês". O fundo custeia a geração termelétrica em regiões isoladas no Norte do país, mas não tem mais receita própria e depende de transferências da CDE e da RGR. Procurada, a CCEE confirmou as informações e disse que "a cota faturada sofreu impacto por liminares judiciais e compensações a agentes". (Reuters – 25.05.2017) 

5 Aneel aprova plano para prestação de serviço de distribuidoras designadas

A Aneel votou no dia 23 de maio, em reunião pública, a aprovação dos Planos de Prestação Temporária do Serviço das Distribuidoras Designadas. Os objetivos dessa designação são adequar o serviço prestado ao consumidor e definir a contratação de nova concessionária por meio de licitação. Para o monitoramento adequado dos planos são necessários cumprimento de alguns indicadores, entre eles: adimplência setorial, perdas de energia elétrica, custos operacionais e Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - interna (DECi) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - interna (FECi). (Aneel – 25.05.2017) 

6 Aneel: audiência sobre recarga dos veículos elétricos não deve ter um caráter de definição de tarifa

A Audiência Pública para a recarga dos veículos elétricos aberta esta semana pela Aneel não deve ter um caráter de definição de tarifa e sim de deixar claro como será a prestação desse serviço. De acordo com Reive Barros, diretor da Aneel, a intenção é que o mercado de recarga se desenvolva sem fortes interferências ou algum tipo de subsídio cruzado. “A regulamentação tem que ao mesmo tempo dar sinalização adequada e estimular o desenvolvimento de novos negócios”, afirma o diretor. A audiência deve discutir pontos como a remuneração do ponto de recarga, abordando o retorno dos investimentos feitos pelo empreendedor. “A infraestrutura para o ponto de recarga é que deve ser remunerada”, lembra Barros. A princípio, o custo de energia seria o mesmo. Ele deixa claro que a recarga vai ser a prestação de um serviço e que os pontos deverão estabelecer conexões de comunicação com a distribuidora de energia local e a Aneel, para o monitoramento. Barros garante que as regras para a recarga devem ser definidas ainda este ano, após o prosseguimento dos trâmites da AP. Outro aspecto salientado pelo diretor da Aneel, que também é o relator da audiência pública, é que a iniciativa de ter um ponto de recarga não ficará restrita a nenhum tipo de agente, com qualquer um podendo fazer a sua rede de pontos. Cogitava-se que a recarga ficaria na mão das distribuidoras. Elas poderão fazer isso, mas montadoras ou outros empreendedores também. “Não estamos querendo criar reserva de mercado, como entregar para as distribuidoras. Queremos que o mercado se desenvolva”, avisa Barros. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

 

Empresas

1 Eletropaulo: previsão de sobrecontratação de energia menor em 2017 e 2018

A Eletropaulo reduziu as projeções de sobrecontratação de energia neste e no próximo ano, refletindo as ações empreendidas para mitigar o problema, como negociações bilaterais e participação nas rodadas do mecanismo de compensação de sobras e déficits (MCSD) de energia nova. Com isso, a sobrecontratação prevista para 2017 caiu de 105,9% para 105,8%. Para 2018, a projeção recuou de 107,5% para 104,8%, dentro do limite regulatório. As distribuidoras são remuneradas por até 105% da energia contratada. O que excede esse montante representa um prejuízo para a companhia. A Eletropaulo, porém, considera que a sobrecontratação acima de 105% é “involuntária”, e será repassada às tarifas nos processos de reajuste. A companhia está discutindo isso com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (Valor Econômico – 25.05.2017) 

 

2 Engie: transferência de Jirau é iniciada

Holding contrata Itaú BBA para assessoria financeira no repasse para Engie Brasil Energia. A Engie deu início ao processo de transferência da participação de 40% na hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, para a Engie Brasil Energia, informou a companhia nesta quinta-feira (25/5). A controladora da antiga Tractebel contratou o Itaú BBA para prestar serviços de assessoria financeira. Além da participação, a Engie pretende transferir a participação integral na comercializadora Geramamoré para a Engie Brasil Energia. (Brasil Energia – 25.05.2017)

 

3 CPFL Energia: Negócio em transmissão baseia-se em sinergias operacionais

A CPFL Energia estreou em 2017 no mercado de transmissão ao participar, pela primeira vez, do leilão realizado pela Aneel no dia 24/4. Ao todo, a companhia demonstrou interesse em três lotes no certame com empreendimentos em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, porém sem sucesso em nenhum deles. “Nós temos uma estratégia pra transmissão muito especifica. Buscamos linhas que tragam uma sinergia operacional”, explicou o presidente da CPFL, Andre Dorf, na semana passada, durante o Enase. O presidente da companhia disse ainda que a CPFL Energia vai avaliar a participação no leilão das usinas operadas pela Cemig (Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande), e que serão colocadas à venda pelo governo em setembro, após um estudo sobre o assunto. As usinas devem resultar num bônus total de outorga mínimo de R$ 11 bilhões. Ainda de acordo com Dorf, não está na agenda da companhia uma possível compra da AES Eletropaulo. O valor de mercado da empresa paulista gira na casa dos R$ 3,3 bilhões. No final do ano passado, a AES Brasil realizou uma reestruturação societária, na qual a AES Eletropaulo deixava de ser controlada pela Brasiliana, e ficava sob o comando da própria holding e do BNDESPar. (Brasil Energia – 25.05.2017) 

 

4 Aneel isenta empresas da Enerfin de responsabilidades com obras de usinas eólicas 

A diretoria da Aneel isentou cinco empresas da Enerfin de responsabilidade pelo comprometimento do cronograma de obras das usinas eólicas Cabo Verde, Cabo Verde 2, Cabo Verde 3, Cabo Verde 4, Cabo Verde 5, Granja Vargas 1, Granja Vargas 2 e Granja Vargas 3, no RS. Com a decisão, as geradoras ficam livres de penalidades pela revogação das outorgas das usinas e pela rescisão dos contratos negociados no leilão A-5 de 2011 e de energia de reserva de 2013. Não haverá também execução das garantias de fiel cumprimento depositadas pelo empreendedor. Os parques eólicos das empresas Ventos de Cabo Verde Energia I, II e III, e Ventos de Granja Vargas Energia I e II enfrentaram dificuldades de implantação que levaram à revogação das autorizações em setembro do ano passado. A agência deu prazo até aquele mês para que as geradoras resolvessem amigavelmente os contratos firmados com as distribuidoras, dentro do Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits de Energia Nova. Em sua decisão, a Aneel reconheceu que a empresa foi prejudicada ao ter as outorgas suspensas pelo MME, o que alterou o ponto de conexão da subestação Osório para a subestação Viamão. Segundo a agência, “não existe [hoje] ponto de conexão disponível para o Complexo Eólico Cabo Verde – Granja Vargas, e sequer existem perspectivas no horizonte até 03/2019.” A Aneel também destacou os esforços da Enerfin para tornar viáveis as linhas de conexão necessárias ao escoamento de energia das usinas, inclusive com participação em chamada publica da Eletrosul para eventual parceria na implantação de uma linha de 203 kV, arrematada pela estatal em leilão de 2014. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatório pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 24/05, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste subiram 0,2% e operam com volume de 43%. A energia armazenada da região é de 87.420 MWmês e a ENA é de 55.235 MWm, que equivale a 88% MLT. Furnas registra volume de 40,9%. No Nordeste não houve alteração e os níveis estão com 20,2% da capacidade. A energia armazenada é de 10.454 MWmês e ENA é de 1.546 MWm, que corresponde a 22% da MLT. A usina de Sobradinho está com 13,62% da capacidade. Na região Norte também não houveram mudanças e os níveis estão com 65,5%. A energia armazenada é de 9.857 MWmês e a ENA é de 5.973 MWm, que é o mesmo que 45% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,92% de capacidade. Já no Sul a elevação foi de 1,8% nos níveis e os reservatórios se apresentam com 54,6% da capacidade. A energia armazenada é de 10.982 MWmês e a ENA é de 20.618 MWm, que equivale a 89% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 99,77%. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

2 PLD deve cair pela metade devido a chuvas

O enorme volume de chuvas das últimas semanas ajudou a inverter o cenário de preços de energia de junho. A expectativa é de que o PLD, que vinha acima de R$ 400/MWh durante todo o mês de maio, caia para menos da metade. Especialistas preveem que a bandeira tarifária para junho deixará a cor vermelha, podendo ficar amarela ou até mesmo verde. Apesar de o ONS ter dito que esperava a manutenção da bandeira vermelha até novembro, a mudança de patamar em junho deve refletir a ocorrência de um volume de chuvas acima da média nas últimas semanas de maio, que influenciaram a previsão para a primeira semana do mês, quando é definida a cor da bandeira. Cálculos preliminares da comercializadora de energia Ecom Energia indicam um PLD na faixa de R$ 140/MWh na próxima semana. O presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos, prevê um PLD abaixo de R$ 150/MWh para a primeira semana de junho. Caso as projeções de Vlavianos e Caminada se concretizem, a tendência é que a Aneel acione a bandeira verde para junho, sem cobrança adicional para os consumidores. (Valor Econômico – 26.05.2017)

3 A previsão de chuva nos SE/CO e Sul

A previsão de chuvas para os subsistemas Sudeste/Centro¬Oeste e Sul em junho está, respectivamente, 10% e 47% acima da média histórica para este mês. Já na primeira semana de junho -e é isso que está pressionando os preços-, as projeções do ONS indicam chuvas 16% acima da média no Sudeste e 116% no Sul. As duas projeções deverão forçar para baixo os valores de CMO e o PLD. Com isso, esses valores podem ficar abaixo de R$ 422,56 MWh, que configura a bandeira tarifária amarela, ou até inferiores a R$ 211/MWh. Apenas a queda do PLD não significa automaticamente o acionamento da bandeira verde ou amarela. A Aneel define a bandeira com base no CVU da última termelétrica do sistema ser despachada pelo ONS. Em geral, esse valor é muito próximo do PLD do mês. (Valor Econômico – 26.05.2017) 

4 Delta Energia diz que a queda do PLD depende de quantas termelétrica a ONS despachar

De acordo com Reinaldo Ribas, gerente de gestão de clientes da Delta Energia, "o preço está bem no liminar da bandeira verde e da amarela". Vai depender do ONS, e de quantas termelétricas vai despachar para garantir o abastecimento em todo o país, inclusive no Nordeste, onde o cenário continua de escassez hídrica. "No Nordeste, a situação de seca não é de hoje e não tem perspectiva de melhora", disse o gerente de regulação do Grupo Safira, Fábio Cuberos. Segundo ele, por enquanto, o intercâmbio entre regiões está sendo suficiente para suprir o abastecimento. Além disso, não se sabe ainda como ficarão os reservatórios das usinas em todo o país até o fim do período seco. "A ocorrência das chuvas terá um reflexo grande no preço, mas, em armazenamento dos reservatórios e nas condições físicas do sistema, não afeta tanto", disse Gustavo Arfux, sócio-diretor do Grupo Compass. (Valor Econômico – 26.05.2017) 

5 Queda de 5,7% na carga do SIN em abril

O ONS registrou uma queda de 5,7% na carga de energia do SIN em abril, quando comparado com o mesmo mês anterior. Segundo o ONS, ocorrências como temperaturas mais amenas nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul e menor número de dias úteis em decorrência de feriados e a greve geral impactaram a demanda de energia no país. Descontando os fatores fortuitos e não econômicos sobre a carga, a queda seria de 1,7% entre um mês e outro. Com relação ao mês de março, a carga registra variação negativa de 6,8% e no acumulado de 12 meses, o SIN tem aumento de carga de 0,6%. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

6 Apenas a carga do SIN no Nordeste teve alta em abril

No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, houve queda de 7,1% na carga de energia em abril sobre igual mês anterior. A variação ajustada da carga ficou negativa em 2,5%. Em comparação a março, a carga do subsistema apresenta queda de 6,9% e no acumulado de 12 meses, de 0,4%. Na região Sul, a carga verificada caiu 8,4% em relação a abril do ano passado. Ajustando a carga, com a retirada dos fatores fortuitos, a queda fica menor, em 2,8%. Quando comparada a março, a carga caiu 11,4% na região e em 12 meses, há alta de 1,5%. A carga da região Nordeste, por sua vez, registrou leve alta de 0,4% em comparação a abril de 2016. A região foi afetada mais pelo menor número de dias úteis, quando retirador esse fator, a carga sobe 2,1%. Comparada a março, a carga do Nordeste cai 3,9%; e, no acumulado de 12 meses, a variação positiva é de 3,1%. A carga da região Norte teve variação negativa de 1,7% em abril na comparação com o mesmo mês anterior. A carga ajustada apresentou também variação negativa de 1,1%. Com relação a março, verifica-se uma variação negativa de 2% e no acumulado de 12 meses, alta de 0,5%. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

7 Itaipu manterá vertedouro aberto até domingo

Itaipu decidiu adiar o fechamento do vertedouro, previsto inicialmente para a última quarta-feira, 24 de maio, para o próximo domingo, 28. O reservatório da usina continua com a capacidade máxima. As comportas estão abertas desde a madrugada do último domingo, dia 21. Nos últimos dois dias, o volume de água no local chegou a 6 mil m³/s, o equivalente a um pouco mais de quatro vezes à vazão média das Cataratas do Iguaçu, no Rio Iguaçu, de 1,2 mil m³/s. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Atlas Renewables: painéis solares são importados para projetos

A Atlas Renewables deve importar painéis solares para equipar os projetos de energia solar de 220 MW que adquiriu da SunEdison no Brasil. Embora ainda não tenha definido o fornecedor dos equipamentos, já decidiu que não contará com o financiamento do BNDES, que exige a compra de painéis fabricados localmente como contrapartida. As informações são de Sérgio Brandão, diretor de energia da Actis, gestora de fundos de investimento que controla a Atlas Renewables, sediada no Chile. A previsão é que os projetos sejam entregues até o final de 2018. A empresa conseguiu adiar o prazo para entrega da energia dos parques São Pedro II e IV para julho de 2018. Inicialmente, a obrigação era de entrada em operação em agosto deste ano. As demais usinas, Juazeiro Solar I, II, III e IV, negociadas no segundo LER de 2015, devem entrar em operação até novembro do ano que vem, pelo contrato assinado. Todos os projetos estão localizados na Bahia. (Brasil Energia – 25.05.2017) 

2 Actis: fundo de U$ 3 bi é investimento estratégico

O investimento nas usinas faz parte de uma nova safra de fundos controlados pela Actis. Em março, a companhia encerrou a captação de cotistas para o Fundo Energia 4, que levantou US$ 3 bi para investir em ativos de energia, principalmente renováveis, em países emergentes. De acordo com Brandão, o Brasil é o maior destino dos investimentos de fundos geridos pela Actis, que também investe em países como Índia, México, Chile e no continente Africano. “É o posicionamento estratégico. São mercados com crescimento mais vistoso, com retornos maiores, apesar de os riscos também serem. (...) São fundos domiciliados na Inglaterra e os cotistas estão espalhados pelo mundo, como investidores institucionais e fundos soberanos”, comenta Brandão. (Brasil Energia – 25.05.2017)

3 Energia solar: fonte puxa aumento de importações no Tecon Salvador

A energia solar impulsionou a movimentação de produtos importados no Terminal de Contêineres do Porto de Salvador, informou nesta quinta-feira (25/5) a Wilson Sons, operadora do empreendimento. As importações totais no terminal tiveram aumento de 27% no período janeiro-abril deste ano, na comparação anual. Segundo o grupo Wilson Sons, o segmento solar apresentou crescimento recorde de mais de 300% nos quatro primeiros meses do ano, frente a igual período de 2016, com movimentação de 3.762 TEUs (unidade de medida de contêineres padrão). Os equipamentos são destinados a parques solares localizados no próprio estado da Bahia e no Rio Grande do Norte. O porto também registrou retomada do crescimento de cargas do setor automotivo, com alta de 11%. Os segmentos de fertilizantes (+68%), plásticos e derivados (+22%), químicos e petroquímicos (+20%) e polímeros (+18%), também apresentaram expansão de cargas movimentadas pelo terminal. (Brasil Energia – 2505.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 UTE Mauá III: liberada para operação em teste

A UTE Mauá III recebeu autorização para operação em teste das unidades geradoras UG1 de 189,55 MW de capacidade instalada, a partir de 1º de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta quinta-feira, 25 de maio. A usina, que pertence a Eletrobras Amazonas GT, fica localizada Manaus (AM). (Agência CanalEnergia – 25.05.2017)

 

 

Grandes Consumidores

1 Votorantim S.A.: resultado vai de lucro para prejuízo no 1º tri

A Votorantim S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 546 mi no primeiro trimestre deste ano, segundo balanço publicado nesta quinta-feira (25) pelo grupo. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 144 mi. A empresa, uma S.A. de capital fechado com investidores de sua dívida, revelou ainda que a receita líquida caiu 6% na comparação anual, totalizando R$ 5,85 bi. Os grandes motivos foram a piora tanto de vendas quanto de preços da divisão de cimentos e a base de comparação forte, porque em 2016 a operação de níquel ainda estava ligada ao grupo. O fortalecimento do real ante o dólar no período e o menor volume comercializado ajudaram nesses cortes. Com isso, o Ebitda ajustado para eliminar eventos não recorrentes (o único divulgado pela empresa) caiu 28%, para R$ 625 mi. A margem, no período de um ano, foi de 14% para 11%. Outros itens também pesaram sobre o resultado no trimestre. O efeito (sem conseqüência no caixa) de energia do leilão da qual participou em 2014, com valor marcado a mercado, gerou R$ 212 mi em perdas e as provisões para não recuperabilidade de ativos em aços longos levou mais R$ 130 mi. Em março, a dívida líquida da Votorantim terminou em R$ 15,83 bi, 8% a mais do que em dezembro, última marcação. Já a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda subiu pelo terceiro trimestre consecutivo, fechando em 3,9 vezes. (Valor Econômico – 25.05.2017) 

 

Economia Brasileira

1 Crise política não muda em nada cumprimento de meta, afirma Tesouro

A crise política que atingiu diretamente o presidente Michel Temer não altera em nada a expectativa para o cumprimento da meta fiscal de 2017, disse há pouco a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi. A meta fiscal deste ano é de déficit primário de R$ 139 bilhões. A secretária ressaltou que o papel do governo continha sendo o de trazer as informações mais fidedignas possíveis sobre as contas públicas para que os tomadores de decisão possam agir. “Temos uma meta para o ano. Temos completa condição de seu cumprimento”, disse Ana Paula. Ela ressaltou que o governo está trabalhando para reduzir o contingenciamento do Orçamento da União. Nesta semana, o governo federal resolveu liberar R$ 3,146 bilhões em gastos federais no exercício de 2017. Com isso, o contingenciamento do Orçamento caiu de R$ 42,1 bilhões para R$ 39 bilhões. A secretária afirmou ainda que a “política econômica continua na sua trajetória” e os órgãos públicos realizam um “esforço contundente” para ajustar suas contas públicas. (Valor Econômico – 25.05.2017)

 

2 Superávit primário do governo central é o melhor para abril em 3 anos

O governo central – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou superávit primário de R$ 12,570 bilhões em abril. Em igual mês de 2016, as contas do governo central haviam ficado positivas em R$ 9,822 bilhões. O resultado do mês passado foi o melhor em três anos para meses de abril. A secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, destacou que fatores sazonais afetaram o desempenho das contas públicas no mês passado, como o recolhimento mais intenso de IRPF e de royalties de petróleo. “Eles explicam em grande medida resultado obtido em abril, juntamente com cenário de controle de despesas”, disse a secretária. Ela observou que, quando há receitas adicionais de imposto de renda, há transferências para Estados e municípios, o que trará reflexos também sobre o resultado das contas públicas de maio, que será divulgado no próximo mês. Segundo os números do Tesouro Nacional, o resultado de abril é reflexo de um superávit primário de R$ 24,778 bilhões do Tesouro Nacional, de um déficit de R$ 215 milhões do Banco Central e de um déficit de R$ 11,993 bilhões na Previdência Social. A meta de déficit primário do governo central para este ano é de R$ 139 bilhões. Já em maio o Tesouro afirmou que provavelmente haverá déficit primário. (Valor Econômico – 25.05.2017)

 

3 Dívida bruta do setor público bate recorde e fica em 71,7% do PIB 

A dívida bruta dos governos no Brasil avançou de R$ 4,527 trilhões em março para R$ 4,547 trilhões em abril, segundo dados do BC. Em relação ao PIB, a dívida subiu de 71,5% para 71,7%, novo recorde na série iniciada em 2006. A previsão do BC era de alta para 72,4%. Para 2017, a projeção é de que corresponda a 76,2% do PIB. Entre os fatores condicionantes, destacam¬se as emissões de dívida e pagamento de juros que contribuíram com 0,3 ponto percentual. Já o desempenho positivo do PIB tirou 0,1 ponto percentual da dívida/PIB. Em abril, as operações compromissadas da autoridade monetária para regular a liquidez do sistema financeiro contribuíram para a elevação da dívida, já que foram colocados títulos no mercado. Como proporção do PIB, o saldo dessas operações saiu de 17,2% para 17,3%. Em valores nominais, elas passaram de R$ 1,087 trilhão para R$ 1,096 trilhão. De acordo com a autoridade monetária, a dívida subiu 1,5 ponto percentual no ano, sendo que a incorporação de juros somou 2,2 pontos e a desvalorização do dólar somou outro 0,3 ponto, enquanto o crescimento do PIB tirou 0,6 ponto e o ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa descontou 0,1 ponto. (Valor Econômico – 26.05.2017) 

 

4 CNI: Atividade e emprego continuam a cair no setor de construção

O nível de atividade e de emprego continuaram a cair na construção civil em abril, de acordo com sondagem mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ociosidade do setor segue muito alta. De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 2 e 12 de maio, com 621 empresas, o indicador de atividade saiu de 44,5 pontos em março para 43,3 pontos em abril e o índice de número de empregados foi de 41,7 pontos para 42,3 pontos. Leituras abaixo de 50 pontos indicam queda. A indústria da construção segue com alta capacidade ociosa. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) manteve-se em 56% na passagem de março para abril, mas permanece baixa, 7 pontos percentuais inferior à média histórica para o mês. “O cenário da indústria da construção permanece difícil. Os indicadores continuam apontando queda, o nível de utilização da capacidade operacional tem se mantido baixo e a atividade segue abaixo do usual”, afirma a CNI no relatório da sondagem divulgado nesta quinta-feira. (Valor Econômico – 25.05.2017) 

 

5 Arrecadação total soma R$ 118 bi em abril, alta real de 2,27%

A Receita Federal registrou uma arrecadação total de R$ 118,047 bilhões em abril, o que em termos reais representa uma alta de 2,27% na comparação com o resultado no mesmo mês de 2016. Sem correção inflacionária, a receita em abril teve alta de 6,45% na comparação com abril de 2016 – quando a arrecadação somou R$ 110,895 bilhões. Considerando somente os recolhimentos administrados pela Receita, houve recuo de 1,30% em termos reais em abril, ante o mesmo mês de 2016, para R$ 112,469 bilhões. Em termos nominais, a variação foi positiva em 2,73%. Já a receita própria de outros órgãos federais foi de R$ 5,578 bilhões em abril, alta em termos reais de 278,30% na comparação com abril de 2016. Em termos nominais, as receitas próprias de outros órgãos subiram 293,75% em abril, em relação ao quarto mês de 2016. (Valor Econômico – 25.05.2017) 

 

6 FMI considera 'cedo' para avaliar impacto de delação

O porta¬voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gerry Rice, afirmou que é muito cedo para avaliar as implicações da crise política causadas pela delação dos empresários Wesley e Joesley Batista, da JBS, sobre a economia. Segundo ele, a instituição fará uma nova avaliação sobre os impactos da crise envolvendo o presidente Michel Temer com novos prognósticos para o PIB. "É muito cedo para verificar as implicações potenciais para os acontecimentos políticos no Brasil e os efeitos na economia e no andamento das reformas", disse Rice em resposta ao Valor. "Nós continuamos a monitorar a situação e esperamos estar prontos para apresentar mais informações", completou ele. Rice explicou que uma nova avaliação sobre a economia brasileira será feita em julho, quando o Fundo divulgar um relatório sobre o país. Em abril, durante a reunião de primavera do FMI, a expectativa era a de que o PIB do Brasil atingisse 0,2% neste ano e 1,7%, em 2018. Mas essa estimativa levava em conta a possibilidade de aprovação da reforma da Previdência num curto prazo. "O Brasil construiu resistência ao longo do tempo e provou ter instrumentos para lidar com volatilidade do mercado e preservar a para instabilidade financeira", ressaltou Rice. "Mas é muito cedo para falar sobre as implicações dos acontecimentos recentes. (Valor Econômico – 26.05.2017)

 

7 FVG: Confiança do comércio estabiliza após 5 altas 

Após cinco altas consecutivas, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 0,5 ponto entre abril e maio, para 88,6 pontos informou ontem a FGV. Na comparação com maio de 2016, houve alta de 14,6 pontos. Para o superintendente de Estatísticas Públicas do Ibre-FGV, Aloisio Campelo Junior, por ser muito próximo a zero o recuo pode ser interpretado como ajuste do índice. Com uma ressalva. Na Sondagem do Comércio, pesquisa do qual o Icom é indicador-síntese, também foi detectada melhora na intenção de contratação dos empresários do varejo restrito ¬que pode não prosseguir em junho, com o acirramento da crise política. A queda da confiança em maio ocorreu em seis dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada por piora no Índice de Expectativas (IE), um dos dois subindicadores componentes do Icom, que mostrou recuo de 1,0 ponto no mês, para 94,8 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) ficou estável em 82,9 pontos. Mesmo com queda no indicador de confiança, os resultados da sondagem indicavam algum tipo de melhora no humor do empresariado do setor, em maio. De acordo com Campelo, no varejo ampliado, o saldo entre respostas negativas e positivas para a intenção de contratar mais ou menos nos próximos meses diminuiu de 3,9 pontos para 1 ponto entre abril e maio ¬ mas, no varejo restrito, o saldo subiu 4 pontos e 4,6 pontos. O superintendente admitiu que o cenário mudou com a piora da crise política. (Valor Econômico – 26.05.2017) 


8 IPC-Fipe desacelera alta para 0,11% na terceira medição de maio

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) desacelerou de 0,30% para 0,11% da segunda para a terceira quadrissemana deste mês. O resultado foi influenciado por uma queda mais marcada nos gastos com habitação e por uma alta menos acentuada nas despesas com alimentos e transportes. O grupo habitação saiu de queda de 0,29% para recuo de 0,43% no período e retirou 0,13 ponto percentual da inflação da terceira quadrissemana. A alta do grupo alimentação abrandou de 0,58% para 0,25% e a dos transportes, de 0,82% para 0,54%. Houve desaceleração ainda em despesas pessoais, de 0,30% para 0,23%; e educação, de 0,08% para 0,06%. Vestuário repetiu a taxa de 0,07% da quadrissemana de anterior. (Valor Econômico – 26.05.2017) 

 

9 Índice de Preços ao Produtor registra baixa de 0,12% em abril

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 0,12% em abril, invertendo a direção registrada um mês antes, de alta de 0,06% (dado revisado), segundo o IBGE. Em abril de 2016, o indicador havia recuado 0,34%. O IPP mede a variação dos preços dos produtos na porta de fábrica, sem impostos e fretes, na indústria de transformação e extrativa. Em relação a março, os preços de 13 das 24 atividades industriais investigadas tiveram alta. De janeiro a abril, o índice teve baixa de 0,20%. Em 12 meses, porém, acumulou alta de 3,05%. No conjunto da indústria de transformação, os preços caíram 0,19% em abril, após recuo de 0,06% em março. Já no conjunto da indústria extrativa, houve alta de 1,72%, ante crescimento de 3,44% um mês antes. Entre as categorias econômicas, em abril, houve recuo de 0,29% em bens intermediários e alta de 0,09% em bens de capital e em bens de consumo, sendo que bens de consumo duráveis aumentaram 0,43% e os bens de consumo semiduráveis e não duráveis mantiveram¬se praticamente estáveis. (Valor Econômico – 26.05.2017) 

 

10 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 10h08, o dólar comercial recuava 0,53%, a R$ 3,2652, depois de cair até a mínima de R$ 3,2567. O contrato futuro para junho, por sua vez, perdia 0,29%, a R$ 3,2700. Ontem, o dólar comercial subiu 0,11%, a R$ 3,2825, após bater R$ 3,2982. (Valor Econômico – 25.05.2017 e 26.05.2017) 

 

 

Internacional

1 Ministro de Energia do Chile: “Energia e integração Chile-Argentina”

Em artigo de opinião publicado no Jornal El Mercurio, Andrés Rebolledo, Ministro de Energia do Chile, aponta a importância da integração entre seu país e a Argentina para assegurar o abastecimento seguro e eficiente e o fortalecimento da futura integração energética com o Mercosul. Segundo o autor os avanços experimentados no âmbito energético revelam o excelente momento para fortalecer as relações Chile – Argentina. Ele conclui que ambos os países tem a forte vontade de fortalecer a integração bilateral, convencidos de que a conjunção dos esforços é o caminho para melhorar o crescimento econômico e favorecer o progresso social. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.05.2017)

 

2 Argentina contará com 11% da produção de energia vinda das centrais nucleares

A construção da quarta e da quinta central nuclear que será construía a partir de 2018 na Argentina elevará em 11% o aporte da energia nuclear ao sistema elétrico, que atualmente é de 4%. O diretor do Centro de Desenvolvimento e Assistência Tecnológica, Fabian Ruoco disse que “com essas duas centrais nucleares o objetivo é baixar 40% a geração elétrica baseada no uso de combustíveis fosseis. Hoje na Argentina estamos com 66% desta geração e a energia nuclear combinadas com outras opções permitira chegar à meta de em duas décadas”. (El Inversor Energético – Argentina – 25.05.2017) 

 

3 Bolívia: Governo boliviano pediu rescisão de contrato de construção da UHE Miguillas

Na terça-feira passada o Governo boliviano solicitou da empresa espanhola Corsán Corviam a rescisão de contrato devido aos trabalhos feitos sem justificativa e, já na sexta-feira, ele começou o processo de rescisão e implementação de garantias bancárias. Ainda que o valor atual da UHE seja de 117 milhões de dólares, o valor inicialmente aplicado, e passível de recuperação, é de 20 milhões de dólares. 80 milhões de dólares foram entregues para a Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE, em espanhol) como antecipação e 9,68 milhões de dólares pelo avanço das obras, como informou Alarcón no último 12 de abril em uma declaração no periódico El Deber. O custo total do empreendimento era de 497 milhões de dólares e o contrato com Corsán Corviam foi firmado em 2015. O local da usina, que deveria ser entregue em 2019, era nos municípios de Quime y Cajuata, província Inquisivi do departamento de La Paz. A geração total seria de 203 MW, de acordo com os dados da ENDE. (Página SIETE – Bolívia – 25.04.2017)

 

4 Paraguai anuncia acordo de venda de energia de Acaray para o Brasil 

Os diretores paraguaios e brasileiros da Itaipu, James Spalding e Luiz Fernando Vianna reuniram-se com o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e anunciaram avanço nas negociações sobre a possibilidade de vender a energia de Acaray a empresa brasileira Copel. Na próxima reunião, prevista para 5 de junho em Curitiba, os diretores, presidente e o responsável pela Copel, irão definir o preço e a quantidade da energia que será comercializada. (ABC Color – Paraguai – 26.05.2017)

 

5 Peru: Arequipa tem potencial para gerar energia solar

Majes, La Joya e Ocoña, na região de Arequipa, no Peru são as localidades cujo potencial solar para a geração de energia elétrica é superior ao resto do país peruano. Durante o ano, desfrutam de 320 a 330 dias de sol em sua área. Por cada m² de área que recebe radiação solar se pode gerar 5.3 KWh. A diretora do projeto de Gestão do Cambio Climático, Pia Zevallos, indicou que as metas para Arequipa em 2030 é que tenha 30% de sua energia do tipo renovável não convencional. (La Republica – Peru – 25.05.2017) 

 


6 Bloomberg: Carros elétricos vão ser mais baratos que carros a gasolina

A Bloomberg prevê que, às poupanças com manutenção e “combustível”, os veículos elétricos possam juntar um novo argumento: o preço. Uma pesquisa levada a cabo pelo departamento de Finanças e Novas Energias da agência aponta para que o preço de aquisição dos veículos elétricos se irá em breve alinhar com o dos veículos com motor térmico, devendo passar a ser inferior a partir de 2025 no mercado europeu e dos EUA. A justificação que a Bloomberg dá para esta previsão é a continuada descida do preço das baterias, componente ao qual se deve, atualmente, cerca de metade do preço dos veículos elétricos. A agência londrina prevê que os preços deste componente deverão baixar cerca de 77% até 2030, o que levará o PVP dos veículos elétricos a ser inferior do que o dos modelos com motor de combustão de gasolina. (Econômico – Portugal – 25.05.2017) 

7 Enel: Moody’s: êxito no plano estratégico e disciplina de capital reforçam perfil de crédito da empresa

Relatório da Moody’s aponta que o crescimento robusto idealizado no plano de estratégia 2017-2019 aliado à disciplina de capital são positivos e suportam o perfil de crédito da Enel. O documento diz que essas ações compensam qualquer efeito negativo no crescimento dos lucros em relação à deterioração em qualquer linha de negócio ou região. De acordo com o relatório, a expectativa da Moody’s é que a empresa italiana amplie os avanços alcançados até o momento com a entrega de seu Plano Estratégico 2017-19. O plano visa reduzir custos em 9%, para € 10,6 bi até 2019, impulsionar o investimento em redes e renováveis na América Latina e simplificar participações e vender ativos. A amplitude das operações do grupo e os progressos já alcançados na sua carteira de investimentos atenuam os riscos para a taxa de crescimento anual composta de 5% no Ebitda almejado no plano. Estes riscos incluem atrasos na instalação de 6.7GW de energias renováveis, possíveis insuficiências no crescimento da América Latina, ganhos inferiores aos esperados em Itália devido ao aumento da concorrência ou da intervenção política e um progresso mais lento do que o esperado em termos de eficiência operacional. A Moody’s estima que os fluxos de caixa operacionais e os recursos de venda de ativos da Enel vão financiar a maior parte dos pagamentos de capital e dividendos. Ela estima que a dívida da empresa aumentará apenas ligeiramente ao longo do período do plano e espera que os ratings de crédito do fornecedor de energia italiana se estabilizem. (Agência CanalEnergia – 25.05.2017)



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