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Notícias Maio
22/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Em evento do setor elétrico, executivos afirmam quadro de incerteza no setor

O Enase, evento do setor elétrico realizado esta semana, foi realizado no Rio de Janeiro em um hotel cinco estrelas. Análises, propostas, debates e sinais foram a tônica do primeiro dia do evento. Coelho encabeçou uma comitiva que tinha entre os integrantes os secretários Paulo Pedrosa, Fábio Alves e Eduardo Azevedo. Os diretores da Aneel Romeu Rufino, José Juhrosa e André Pepitone também foram, além do presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso, o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, e o presidente do conselho de administração da CCEE, Rui Altieri. Houve um Fórum de CEOs, com nomes como André Dorf (CPFL Energia), Ítalo Freitas (AES Tietê) e Luiz Fernando Vianna (Itaipu Binacional), debatendo questões do modelo setorial. A crise política que vinha sendo mantida sob controle nos últimos dias e que explodiu na Presidência da República teve como reflexo uma sensação de banho de água fria sobre o setor elétrico. O segmento é um dos que vinham indicando a recuperação da economia, com discretas, mas constantes elevações da demanda de energia, mesmo que ainda sofresse os efeitos da MP 579, de 2012 e da crise hídrica que não está totalmente sanada. O ponto central das discussões era o fato de que o governo dialogaria com o setor antes de editar uma MP com as propostas de mudanças, o que forçaria um rito de aprovação pelo Congresso Nacional. O fato agora, é que todas as discussões parecem perder o sentido enquanto não houver clareza do que vai acontecer no campo político, em caso de queda ou renúncia de Temer. (Brasil Energia – 19.05.2017) 

2 Política: Vencedor de leilão diz que risco do país ficou “incalculável”

O risco país ficou imensurável após as delações de Joesley Batista, dono do Grupo JBS, colocarem o presidente Michel Temer na mira da Lava Jato na semana do dia 15 de maio. Essa foi a avaliação de Gilberto Caviglia, diretor de Novos Negócios da construtora Cesbe. A empresa foi uma das vencedoras do leilão de LT’s realizado no dia 24 de abril, estreando como investidora nesse segmento. O executivo Paulo Talamini, diretor Comercial da Cesbe, concorda que uma mudança na atual equipe de governo poderia ser desastrosa para a economia brasileira. “Mas se for seguida a Constituição, tenho esperança de que os rumos que vinham sendo tomados vão ser mantidos.” Com as investigações nas operações de empréstimos do BNDES, Talamini acredita que com uma maior vigilância sobre as operações do banco, a liberação de empréstimos ficará mais restrita. “Vemos obras contratadas, com licenças, que não foram iniciadas por falta de financiamento.” O executivo destaca que independente do financiamento do BNDES, a companhia tem capacidade de construir o projeto com recursos próprios, mas reconhece que o financiamento do banco contribui para melhorar a viabilidade do empreendimento. Apesar da turbulência política, a empresa afirmou que pretende continuar investindo no setor de infraestrutura no Brasil. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

3 Aprovada proposta que permite que concessionárias comprem energia de PCHs

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados, aprovou proposta que permite a concessionárias de energia elétrica comprar energia de PCHs. A ideia é que a aquisição corresponda a no mínimo 5% do volume de energia que a empresa injeta no sistema. Pela versão original do projeto de lei (PL 6136/13) do deputado Fernando Francischini (SD-PR), tanto a compra quanto o percentual mínimo eram obrigatórios. Mas, o relator, deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), optou por deixar a medida facultativa. “A obrigatoriedade poderá resultar em uma demanda por PCHs em áreas onde já se tem o suprimento energético necessário ou poderá alterar a atual distribuição existente em áreas em que está sistematizada a distribuição”, argumentou. A legislação atual já faculta às distribuidoras de energia a contratarem 10% de sua carga por meio do sistema de geração distribuída, independentemente da capacidade instalada da central hidrelétrica. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 19.05.2017) 

4 CGH liberada para operação comercial 

A CGH Engenheiro Bernardo Figueiredo recebeu autorização para operação comercial da unidade geradora UG3, de 1,25 MW de capacidade instalada, desde o dia 19 de maio de 2017, segundo despacho publicado pela Aneel na última sexta-feira, 19. A usina fica localizada no município de Pedreira, Estado de São Paulo. Já UTE São José recebeu autorização para operar em teste as unidades geradoras UG1 a UG160, totalizando 50 MW de capacidade instalada. A localidade do empreendimento é em Manaus – AM. (Agência CanalEnergia – 22.05.2017) 

5 Água Quente e Covó: PCHs são enquadradas no Reidi

O Ministério de Minas e Energia autorizou na última quarta-feira, 17 de maio, o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura da CGH Água Quente. A usina fica localizada no município de Sapezal, Estado do Mato Grosso. Com 3 MW de capacidade, ela será implantada de 1º de janeiro de 2017 a 1º de janeiro de 2019, demandando investimentos de R$ 14 milhões sem a incidência de impostos. O MME também enquadrou ao Reidi a PCH Covó. A usina fica no município de Mangueirinha, Paraná, e vai ter duas unidades geradoras, sendo duas de 2,5 MW, totalizando 5 MW de capacidade instalada. Com investimentos na ordem de R$ 21,7 milhões, sem impostos, seu período de implantação vai de agosto de 2016 até janeiro de 2019. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

6 IX CITENEL e V SEENEL ocorrerão de 2 a 4 de agosto em João Pessoa

O CITENEL e SEENEL são eventos bianuais realizados pela Aneel para apresentação e discussão de resultados alcançados nos projetos de P&D e de Eficiência Energética (EE) das empresas do setor elétrico brasileiro. O GESEL participará dos eventos. De forma inédita, a edição de 2017 do CITENEL e SEENEL trará uma “Mostra de exibição de produtos” que demonstram as realizações dos Programas de P&D e EE regulados pela Aneel, em formas diversas, desde demonstração presencial até exibição de protótipos, passando por simuladores, maquetes, vídeos, mostra fotográfica, multimídia, dentre outros. A Mostra exibirá 174 produtos e resultados tangíveis dos projetos de P&D e EE, em área própria, compondo um acervo técnico de resultados dos Programas regulados pela Aneel, executados pelas empresas do setor elétrico e passíveis de desenvolvimentos futuros e de inserção no mercado e na indústria, além da formação de competências nas universidades e nas próprias empresas. O IX CITENEL e V SEENEL ocorrerão de 2 a 4 de agosto de 2017 no Centro de Convenções de João Pessoa e terão como tema central “Inovação e Integração: Respostas Locais a Barreiras Globais”. A edição de 2017 terá a coordenação local do grupo Energisa. (GESEL-IE-UFRJ – 22.05.2017 e Aneel – 19.05.2017) 

7 XII SIMPASE acontecerá em agosto

Durante os dias 14 a 17 de agosto, acontecerá o XII SIMPASE – Simpósio de Automação de Sistemas Elétricos. O evento ocorrerá no Rio, sendo um fórum interessante para troca de experiências nos temas relativos à automação de sistemas elétricos. Já o Brasil Offshore é o único evento que se realiza dentro da principal Bacia de Exploração de Petróleo e Gás do Brasil e consiste no primeiro grande encontro da indústria no primeiro semestre, que acontecerá em Macaé – RJ, entre os dias 20 a 23 de agosto. (Agência CanalEnergia –22.05.2017)

8 Artigo de Adriano Pires (CBIE): “Mais Brasil e menos Brasília” 

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, trata da atual regulação do setor energético e o comprometimento da segurança energética, sendo a segurança comprometida principalmente por mudanças climáticas e a crescente construção de usinas a fio d’água. Segundo o autor, “nos últimos anos, com a construção unicamente de usinas hidrelétricas a fio d’água e com a ampliação da participação das energias renováveis em nossa matriz energética, o fornecimento elétrico tornou-se cada vez mais dependente das condições climáticas e as hidrelétricas perderam a capacidade de regularização do sistema elétrico”. Ele conclui que “o Brasil precisa, com urgência, adotar as novas tecnologias e processos que já estão sendo utilizados em diferentes países com total sucesso. Não é possível que não consigamos estabelecer modelos que, por exemplo, incentivem a geração de energia com o lixo. Precisamos construir regulações que incentivem a modernidade e a eficiência e que deem mais poder aos Estados e municípios”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 22.05.2017)


Empresas

1 Eletropaulo: entrada no Novo Mercado é repensada

A Eletropaulo pode repensar a migração para o Novo Mercado caso o exercício do direito de retirada leve a um consumo elevado do caixa, segundo avaliação do Citi, em relatório enviado a clientes. No processo de migração para o segmento de maior nível de governança da B3 (antiga BM&FBovespa), haverá a conversão das ações preferenciais para ordinárias, na razão de uma para uma. Pelas regras do mercado, os minoritários têm um direito de retirada, que é a opção de vender suas ações para a própria companhia nesse processo. Os minoritários podem optar pelo valor das ações no mercado (R$ 13,31 na sexta-feira) ou pelo valor patrimonial (R$ 12,20, segundo o Citi). Na semana passada, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) definiu que o cálculo do valor do patrimônio líquido que servirá de base para o pagamento do direito de retirada deve incluir a reserva especial de ágio registrada em 31 de dezembro de 2016 no balanço patrimonial da Eletropaulo. A companhia pretende recorrer da decisão. O problema é que isso eleva significativamente o valor do preço por ação com base no patrimônio líquido, o que pode incentivar acionistas minoritários a exercer o direito de retirada - o que iria drenar o caixa da empresa. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

 

2 Eletropaulo: migração de nível na B3 envolveria R$ 671 mi a mais

Para a Eletrobras avançar no nível de governança da B3, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) definiu que o cálculo do valor do patrimônio líquido servirá de base para o pagamento do direito de retirada e deve incluir a reserva especial de ágio registrada em 31 de dezembro de 2016 no balanço patrimonial da Eletropaulo. Pelas contas do Citi, a inclusão das reservas, que somam R$ 671 milhões, eleva o preço por ação com base no patrimônio líquido em R$ 4, para R$ 16,20. Esse seria o preço de recesso a ser pago para os acionistas preferenciais que rejeitarem o negócio ou se absterem de votar ou estiverem ausentes da assembleia que examina a entrada no Novo Mercado. "Precificação é chave para completar a conversão das ações", avalia o analista Marcelo Britto, no relatório. "Os minoritários enfrentam um dilema porque para a conversão das ações acontecer, uma porção relevante dos acionistas preferenciais não pode optar pela retirada." Assim, a ação deve ser negociada a um desconto do seu valor patrimonial devido às incertezas quanto à conclusão do negócio. Em nota, a Eletropaulo disse ao Valor que continua comprometida com a migração para o Novo Mercado, pois a iniciativa está alinhada à sua estratégia de criação de valor da companhia. "O entendimento da empresa continua sendo no sentido de que a reserva de ágio não deve fazer parte da base de cálculo do valor do reembolso no direito de recesso, e apresentará recurso ao colegiado da CVM." (Valor Econômico – 22.05.2017)

 

3 Light e Cemig: problema financeiro atrasa hidrelétrica, diz CMSE

A hidrelétrica de Itaocara, cuja concessão foi atribuída às elétricas Cemig e Light, deverá sofrer um atraso de até 10 meses, devido a "problemas financeiros" que atrapalharam o início das obras, segundo documento do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne autoridades do setor de energia. A usina de 150 megawatts na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, com investimento estimado em cerca de 745 milhões de reais, deve iniciar a produção de energia apenas em meados de março de 2021, ante previsão anterior de início da geração em 2020. O CMSE estima que os problemas na usina, que teve "atraso no início das obras", deverão postergar o cronograma estimado anteriormente em 10 meses para a primeira turbina do empreendimento e em 8 meses para a segunda máquina. Procurada, a Light disse que não vai comentar. A Cemig não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No ano passado, as empresas tentaram vender a hidrelétrica para a francesa EDF, e chegaram a fechar um acordo de exclusividade de negociações com a empresa, mas não houve acordo. Em fevereiro deste ano, a Light disse que seguia em busca de compradores para o empreendimento. (Reuters – 19.05.2017) 

 

4 Eletrosul: turbulência não deve impedir Shanghai de assumir projeto 

Os chineses da Shanghai Electric estão a uma assinatura de fechar efetivamente o acordo com a Eletrosul, subsidiária da Eletrobras, para assumir as obras de um projeto de transmissão de energia no Rio Grande do Sul orçado em R$ 3,3 bi. O termo de compromisso da transferência já recebeu vistos de ambas as partes e agora a estatal brasileira espera o crivo final asiático. O acordo final pode ser hoje (19). Embora a mais nova crise política tenha colocado em compasso de espera diversas negociações de fusão e aquisição em andamento, o acordo entre Shanghai e Eletrosul, não haverá retrocesso. O raciocínio é que para quem já fez todos os passos de due dilligence e está assumindo uma concessão de 30 anos, a crise não atrapalha muito. Os chineses, inclusive, já teriam precificado o risco de turbulências políticas e econômicas no País. Não é para menos, desde que começou a analisar o ativo, no primeiro semestre do ano passado, os chineses já viram o impeachment de Dilma Rousseff, o recrudescimento da crise econômica e três mudanças na presidência da Eletrosul. O projeto em questão é composto por 2.169 km de linhas de transmissão e 21 subestações, sendo 8 novas e 13 ampliações de instalações existentes. A Shanghai deve assumir 100% do projeto durante sua fase de obras, e a Eletrosul poderá atuar como prestadora de serviços para a chinesa. O termo de compromisso acertado prevê que quando o empreendimento estiver em operação, a Eletrosul terá prioridade para adquirir até 25% da concessionária. (O Estado de São Paulo – 19.05.2017)

 

5 Itaipu: Royalties não vão acabar em 2023, diz Vianna

Os royalties de Itaipu não vão acabar em 2023, quando será revisado o tratado assinado entre Brasil e Paraguai. Segundo o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, o que poderá mudar, dependendo das negociações entre os governos dos dois países, é a forma do cálculo do valor desse repasse. “Portanto, os prefeitos dos municípios beneficiados não precisam temer essa possibilidade”, explica Vianna. Com isso, mesmo após 2023, Itaipu seguirá compensando financeiramente os dois países pela utilização do potencial hidráulico do rio Paraná para a produção de energia elétrica. O recurso representa uma das principais fontes de receita dos municípios beneficiados pela compensação. Cada país está estudando os cenários possíveis para o pós-2023, quando a usina estará amortizada. De acordo com o diretor-geral brasileiro, os estudos para a renegociação do Anexo C (bases financeiras do Tratado de Itaipu), que expira em 2023, quando finda o pagamento da dívida contraída para a construção da usina, estão entre os temas estratégicos da binacional para os próximos anos. Fazem parte dessa agenda também a renovação tecnológica da usina e a continuidade das ações sociais, ambientais e de desenvolvimento sustentável implementadas pela Itaipu na região. Em Yacyretá, usina paraguaio-argentina, construída com base jurídica semelhante à da Itaipu, o anexo C acaba de ser renegociado. A compensação referente ao território inundado, equivalente aos royalties de Itaipu, foi mantida. (Agência CanalEnergia – 22.05.2017) 

 

6 Belo Monte: Tabocas conclui lançamento de cabos no primeiro bipolo

A brasileira Tabocas comemorou em 17 de maio uma marca histórica no Brasil, foi a primeira empresa especializada no país a terminar um trecho de uma linha de transmissão de 800 kV de corrente contínua em toda a América Latina. A empresa concluiu o lançamento dos cabos do trecho 3 do primeiro bipolo que ligará a UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW ) ao sudeste do país. Em mais 10 dias deverá ocorrer o mesmo com o trecho 4 que também está sob sua responsabilidade. Logo após, a empresa inicia os trabalhos de um novo contrato com a Belo Monte Transmissora de Energia: a Tabocas ficou com cerca de metade do trecho 2, dividindo assim essa parcela do projeto com a chinesa Sepco1, que apesentou dificuldades em concluir sua parte da obra. Nos cálculos do presidente da Tabocas, Caio Barra, com essa etapa da obra vencida a companhia alcançou 99% das atividades. Entre os destaques que a empresa deu para a obra estão a travessia do rio Araguaia, que possui cerca de 880 metros de largura e a antecipação da conclusão em quatro meses.“Agora faltam apenas os arremates finais como o grampeamento dos cabos e instalação dos acessórios e sinalização para que esteja liberada para a energização”, comentou o executivo. “Mais 10 dias terminaremos o lançamento no trecho 4 somando 526 quilômetros de linhas e então partiremos para ajudar a Sepco1 no trecho 2, para o qual fomos contratados pela BMTE”, revelou ele. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

 

7 Belo Monte: Novo trecho de Tabocas

O novo trecho [de linha de transmissão] em que a Tabocas entrará é formado por mais 120 quilômetros de extensão que levará cerca de 5 mil toneladas em torres [e ligará a UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW ) ao sudeste do país]. “Nosso acordo e para que possamos terminar mais esse trecho até o mês de outubro. Ao encerrarmos essa obra, caso a Sepco1 não tenha terminado o trecho 1 do projeto, a tendência é de que entremos ali também para que a transmissora consiga completar a obra até o final do ano”, apontou do presidente companhia, Caio Barra em entrevista à Agência CanalEnergia. Além desses trechos em parceria com a chinesa, a Tabocas já está se preparando para assumir as parcelas do segundo bipolo da usina de Belo Monte, circuito esse que vai até Nova Iguaçu (RJ). A expectativa é de que a licença seja liberada no mês que vem para que sejam iniciadas as obras. Barra destacou que cabe à companhia que dirige a construção de 750 quilômetros de linhas divididos em três trechos de 250 quilômetros. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

 

8 Smart Grids: desafio é oferecer tecnologia segura e com custo viável

As invasões na rede está no topo da lista de preocupação dos agentes que investem em automação das redes elétricas, disse Gardner Vieira, presidente da Silver Spring Brasil. A empresa é responsável pela implantação do programa de automação da rede de distribuição da CPFL Energia. É inegável que tecnologia vai conectar muitas coisas, trazendo grandes benefícios para a sociedade. O setor elétrico não escapará dessa tendência. Muitas empresas já estão investindo em tecnologias para tornar as redes elétricas mais “inteligentes”. Esse termo é utilizado para expressar a capacidade de troca de informações permitidas com os equipamentos conectados à internet. Contudo, uma preocupação de quem atua nesse segmento é tornar essas tecnologias economicamente viáveis, porém sem sacrificar os investimentos em segurança. Na última sexta-feira, 12 de maio, muitas empresas e instituições foram surpreendidas por um ciberataque de escala mundial. Estima-se que 74 países foram afetados, inclusive o Brasil. Esse tipo de ataque cibernético é cada vez mais preocupante diante do potencial dano que uma invasão a sistemas críticos, como o setor de energia elétrica, pode causar. “Hoje, com essas tecnologias se comunicando, é possível apagar uma cidade”, observou o executivo da Silver Spring Networks, uma das maiores empresas do mundo em tecnologia de smart grid. (Agência CanalEnergia –19.05.2017)

 

9 Silver Spring Brasil: a tecnologia veio para ficar no setor elétrico

Para o presidente da presidente da Silver Spring Brasil, Gardner Vieira, “A adoção de tecnologia é inevitável, tanto para área de energia quanto para de cidades inteligentes. Todo mundo carece dos melhores serviços, só que isso tem que ser feito de forma estudada, robusta e viável, para que no final aquilo traga só benefícios, e que os prejuízos não ocorram com ações de hackers.” Segundo Vieira, a preocupação com a segurança da rede está no topo das listas de seus clientes. “Implantamos essas soluções a oito anos e nunca tivemos um caso de invasão”, garantiu. As tecnologias de cidades inteligentes atraem cidadãos, empresas e oportunidades econômicas que melhoram a qualidade de vida de todos, ao mesmo tempo que tornam mais eficientes as operações de uma cidade. Estas novas aplicações se baseiam numa moderna infraestrutura de rede, que permite conexões contínuas com novas classes de dispositivos inteligentes, para uma melhor tomada de decisão. No Brasil, distribuidoras de energia e municípios tem apostado nessas novas tecnologias para tornar as redes elétricas mais automatizadas e conectadas. Nos dias 22 e 24 de maio, acontece em Curitiba o Smart City Business America Congress & Expo 2017. O evento reunirá gestores municipais, CEOs e gerentes de grandes empresas de serviços públicos, especialistas em inovação, engenheiros e pesquisadores para discutir as Smart Cities. (Agência CanalEnergia –19.05.2017)

 

 

Leilões

1 Leilão de Energia dos Sistemas Isolados alcança deságio médio de 28,22% na última sexta-feira

A Aneel, por meio da Comissão Especial de Licitação, realizou nesta sexta-feira (19/5) a Sessão Pública da segunda etapa do LG nº 02/2016. O certame que ocorreu na sede da Agência em Brasília destinou-se à aquisição de energia elétrica e potência associada nos Sistemas Isolados, para atendimento a mercados da concessionária Eletrobras Distribuição Amazonas. Os deságios variaram entre 20% e 43,4%, com média de 28,22% - o que representa uma economia de R$ 5,3 bilhões para os consumidores. O certame visa o atendimento de 55 localidades do interior do Amazonas. A potência total a ser instalada é de 297 MW e a energia requerida é de 1,1 milhão de MWh/ano. O valor de investimento estimado é da ordem de R$ 982.4 milhões. (Aneel – 19.05.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 18/05, os reservatórios do Sul apresentaram aumento de 0,3%, operando com volume de 43,3. A energia armazenada da região é de 8.704 MWmês e ENA é de 6.186 MWm, que equivale a 53% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 91,53%. A região Norte teve recuo de 0,1% e os níveis estão com 65,5% da capacidade. A energia armazenada é de 9.854 MWmês e ENA é de 6.569 MWm, que corresponde a 46% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,85% de capacidade. No Nordeste os níveis mantiveram-se e a capacidade ficou em 20,6%. A energia armazenada é de 10.651 MWmês e a ENA é de 1.582 MWm, que é o mesmo que 23% da MLT. A usina de Sobradinho está com 14,17% da capacidade. Na região Sudeste/Centro-Oeste também não houve alterações na comparação com o dia anterior e os reservatórios se apresentam com 41,3% da capacidade. A energia armazenada é de 83.966 MWmês e a ENA é de 31.025 MWm, que equivale a 80% da MLT. Furnas registra volume de 40,29%. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

2 Itaipu abre vertedouro devido às fortes chuvas na região do reservatório

A Itaipu Binacional informou que foi aberto seu vertedouro na madrugada deste domingo, dia 21 de maio. Segundo a empresa, o vertedouro deve continuar aberto até quarta-feira, dia 24. A Itaipu Binacional explicou que a abertura do vertedouro se deve às chuvas registradas na região do reservatório. De acordo com a empresa, o vertimento de água por volta das 12h30 era de 1.414 m³/s, o equivalente à vazão média, em período de cheia, das Cataratas do Iguaçu. A usina de Itaipu opera normalmente na cota 219,70 m acima do nível do mar. A variação normal oscila entre 218,30 a 220,30 m. Acima desse valor, geralmente são abertas as comportas do vertedouro para liberar a água. A geração da usina se mantém alta para um domingo segundo a Itaipu, com geração entre 10,1 mil MW. Segundo dados da empresa, Itaipu já produziu até às 13h deste domingo desde o início do ano, 37.896.021 mi de MWh. Em igual período do ano passado, o montante foi de 40.102.198 MWh, o melhor ano operacional da usina, quando Itaipu superou 100 mi de MWh e bateu recorde mundial de 103 mi de MWh. (O Globo – 21.05.2017)

3 ONS: previsão de carga em maio aumenta para 1,8%

A carga de energia do SIN do Brasil deverá fechar maio com avanço de 1,8% ante o mesmo mês do ano passado, disse o ONS nesta sexta-feira, ampliando previsão anterior que apontava para alta de 1,6%. O órgão ainda manteve praticamente inalteradas as projeções de chuvas na área das hidrelétricas do Sudeste do país neste mês, vistas em 83% da média histórica, ante 82% na semana anterior, segundo relatório do ONS. (Reuters – 19.05.2017) 

4 Geração de energia elétrica cresce devido às usinas hidráulicas de grande porte

A geração de energia elétrica, em março, registrou um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado, ao passar de 64.123 MWm para 65.348 MWm, segundo dados da CCEE. O aumento registrado tem grande impacto do desempenho das usinas hidráulicas de grande porte, que geraram 49.606 MWm, computando um crescimento de 3,4% frente aos 47.966 MWm de 2016. A fonte hidráulica, já computando as pequenas centrais hidrelétricas, foi responsável por 80% da geração em março. A produção térmica alcançou 16%, enquanto as usinas eólicas produziram 4% de toda energia do sistema. Já em termos de capacidade instalada, os números apontam que as usinas hidrelétricas fecharam março com 107.334 MW. Em seguida as térmicas, com 35.571 MW, eólica, com 10.450 MW, e o conjunto das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) com 5.242 MW de capacidade. (Brasil Energia – 19.05.2017) 

5 Geração de energia não sofreu alteração em maio

A geração de energia, por sua vez, não sofreu variação em maio. As usinas produziram 61.183 MWm em maio, montante praticamente idêntico aos 61.159 MWm produzidos em 2016. O índice incorpora a queda (-4,1%) na geração de usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, além do aumento na produção de usinas térmicas (+13,6%) e eólicas (+16%). A CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, em maio, o equivalente a 75,2% de suas garantias físicas, ou 40.569 MWm em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi praticamente o mesmo, ou seja, de 75,1%. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

6 Consumo de energia caiu 0,3% comparado a 2016

A CCEE divulgou um balanço sobre o consumo e a geração de energia do país considerando dados coletados entre os dias 1º e 16 de maio. O consumo no SIN somou 58.407 MWmed, índice 0,3% abaixo do consumo registrado no mesmo período de 2016. Segundo a CCEE, houve queda de 5,3% no Ambiente de Contratação Regulado (ACR). Sem o efeito das migrações, o consumo seria 1% superior ao mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Livre (ACL), o consumo cresceu 14,8%, índice que já considera a adesão de novas cargas oriundas do mercado cativo. Caso esse movimento fosse desconsiderado, haveria queda de 4% no consumo. Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (96,7%), serviços (81%) e telecomunicações (75%), números também influenciados pela migração dos consumidores para o mercado livre. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

7 PLD aumenta nos subsistemas

O PLD para o período entre 20 e 26 de maio foi fixado em R$ 471,16/MWh em todos os submercados. O preço no Norte saiu de R$ 145,62/MWh e alcançou o patamar dos demais, uma vez que os limites de intercâmbio referentes ao envio de energia por este submercado deixaram de ser atingidos. As afluências previstas para o Sistema, em maio, permanecem em 71% da MLT, ainda abaixo da média em todos os submercados. No entanto, a previsão está mais otimista no Sudeste, de 82% para 83% e no Sul, de 68% para 73% da MLT. A expectativa de ENAs permanece a mesma da última semana no Nordeste, com previsão de 22% e no Norte, de 63%. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 


Meio Ambiente

1 UBS: custo de manutenção de carro elétrico se aproxima do tradicional

O custo de ter um carro elétrico será semelhante ao de um veículo tradicional com motor de combustão já a partir de 2018 na Europa, o que levará o público a adotar esses modelos mais cedo do que era previsto, de acordo com análise do banco UBS sobre o Chevrolet Bolt. O banco previu um "ponto de inflexão para a demanda" por veículos acionados por bateria depois de desmontar um Bolt, o primeiro veículo elétrico de longe alcance dirigido ao mercado de massa, para examinar seus componentes e determinar seu custo real de produção. A estimativa é que fabricar um Bolt custa US$ 28,7 mil (R$ 93 mil), significativamente menos que o esperado, e que seu motor elétrico só contém três partes móveis, ante 113 do de um Volkswagen Golf. Isso se traduz em custos anuais de manutenção mais baixos, no valor de US$ 255 (R$ 829) para o Bolt, ante US$ 610 (R$ 1.982) para um Golf, segundo o cálculo do UBS. O custo total de propriedade, que incorpora combustível e outros gastos associados à operação de um veículo, vai ser equivalente ao de um veículo com propulsão convencional já a partir do ano que vem na Europa, e o ponto de paridade será atingido em 2023 na China e em 2025 nos Estados Unidos, de acordo com as projeções do banco. "As pessoas se concentram no preço de venda, mas subestimam as diferenças no custo operacional do veículo", disse Patrick Hummel, analista de veículos do UBS que comandou a pesquisa. "A demanda provavelmente será maior do que a que estávamos antecipando." (Folha de São Paulo – 21.05.2017) 

2 UBS: venda mundial de veículos elétricos deve aumentar

O Banco UBS elevou suas projeções para a venda mundial de veículos elétricos em 50%, prevendo que 14% dos veículos vendidos no planeta em 2025 terão motores elétricos e que na Europa será de um terço do total. No momento, as vendas de carros elétricos e híbridos são de menos de 1% do total de veículos vendidos no planeta, em razão do custo elevado e da relativa indisponibilidade de infraestrutura de recarga. Giles Normand, diretor de veículos elétricos da Renault, fabricante do elétrico Zoe, disse que a tecnologia elétrica "avançou muito mais rápido que o esperado", ainda que tenha afirmado que sua previsão quanto ao momento de paridade de custo seja 2020. O Bolt é vendido por US$ 37 mil e, de acordo com sua publicidade, tem autonomia de 383 quilômetros sem recarga, o que faz dele o primeiro elétrico de longo alcance no mercado capaz de competir em termos de preço com os veículos a combustão. Antes de 2020, a maioria das grandes montadoras lançará modelos de capacidade semelhante, entre os quais o Model 3 da Tesla, que sai ainda neste ano. O UBS estima que a General Motors venderá o Bolt com prejuízo de US$ 7.400 por unidade, inicialmente, em larga medida em razão dos custos de distribuição. Mas a montadora pode atingir margem de lucro de 5% com o modelo em 2025, devido aos ganhos de escala e avanços na tecnologia de baterias. A GM não se pronunciou. (Folha de São Paulo – 21.05.2017)

 

Energias Renováveis

1 Renova cancela contrato de energia eólica

A Renova Energia cancelou permanentemente 188,2 megawatts (MW) médios em contratos de energia eólica na rodada mais recente do mecanismo de compensação de sobras e déficits (MSCD), que teve o resultado preliminar anunciado na sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo a companhia, o resultado da operação é um passo significativo, pois reduz a necessidade de investimentos no médio prazo e mitiga os riscos financeiros e regulatórios decorrentes do atraso na entrega dos parques eólicos. Com o cancelamento, a capacidade contratada da companhia em 2020 saiu de 1.979,3 MW médios para 1.605,9 MW médios, redução de 19%. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

2 Eólicas Ventos de São Vicente são enquadradas como projeto prioritário

As Eólicas Ventos de São Vicente 8 e 9 foram enquadradas como projeto prioritário pelo Ministério de Minas e Energia. As duas usinas geradoras tem capacidade instalada de 29,4 MW. Com a aprovação, será possível a emissão de debêntures de infraestrutura. As unidades estão localizadas no município de Curral Novo do Piauí – PI e o começo das operações está previsto para acontecer ao longo de 2017. Também houve a classificação de um projeto de distribuição de energia elétrica da Energisa no estado do Mato Grosso. (Agência CanalEnergia –19.05.2017)

3 Eólicas e Solares: liberadas para operação em teste

As usinas fotovoltaicas Lapa 2 e 3 receberam autorização para operação em teste das suas unidades geradoras UG1 a UG32, de 937,5 kW cada, totalizando 30 MW de capacidade instalada, desde o dia 18 de maio de 2017, segundo despacho publicado pela Aneel na última quinta-feira, 18. A usina fica localizada no município de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. A CGH Uvaiá também recebeu autorização para operar em teste a unidade geradora UG1, de 1 MW e UG2, de 1,8 MW, totalizando 2,8 MW de capacidade instalada. A usina fica no município de Itá, em Santa Catarina. Outra usina aprovada foi a EOL Ventos de Santa Edwiges, que teve as unidades geradoras UG1 a UG11, de 2,7 MW cada uma, totalizando 29,7 MW de capacidade instalada liberadas para operação em teste. A localização do empreendimento é no município de Caldeirão Grande do Piauí, Estado do Piauí. Na mesma cidade, a EOL Ventos de Santa Fátima também teve sua operação em teste liberada. São 11 unidades geradoras que no total somam 29,7 MW de capacidade instalada. Já a EOL Ventos de Santo Estevão II recebeu autorização para operação comercial a partir de 18 de maio das unidades geradoras UG1 a UG6, de 2,3 MW cada, totalizando 13,8 MW de capacidade instalada. A usina fica localizada no município Araripina, no Estado de Pernambuco. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

4 Chesf: desligamento em SE afeta LTs e eólicas no RN

O desligamento automático às 16h28 min do último dia 18 de maio, da transformação 230/69 kV da SE Mossoró II, de propriedade da Chesf, das LTs Mossoró II/ Barnabuiu C.2 e das eólicas Carcará II (156 MW) e Areia Branca (14 MW) levou a interrupção de 146 MW de carga da Cosern, no estado do Rio Grande do Norte. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a causa ainda está sendo identificada. A normalização do sistema começou logo em seguida à ocorrência, com a transferência de 3 MW para a SE Icó. Às 16h53 min foi iniciada a normalização dos equipamentos, sendo concluída às 17h09min, com exceção das LTs Mossoró III/ Areia Branca, que voltou às 17h35min e da Mossoró II/ Carcará II, que voltou às 22h12 min. às 16h58min começou o restabelecimento do restante das cargas, que terminou às 17h03min. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

5 BB: Banco do Brasil vai criar linhas de crédito de R$ 1 bilhão para usinas a biomassa

O Banco do Brasil (BB) informou que disponibilizará R$ 1 bilhão em crédito para financiamento de usinas a biomassa voltadas a produção de energia elétrica na região Oeste do Paraná. O Programa Agro Energia foi lançado no dia 18 de maio, em solenidade no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Voltado ao biogás, o programa conta com a parceria da Itaipu Binacional e do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), entre outros. As linhas de crédito serão usadas para a instalação dos biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica. Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade. Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos. O valor investido na região vai depender dos projetos que chegarem ao BB. A criação da linha de crédito do banco tem origem em uma demanda levantada pela Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa Oeste em Desenvolvimento, do qual Itaipu e CBIogás fazem parte. “Vimos que o principal gargalo era a falta de um financiamento para tocar os projetos.” explica o diretor-presidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. De acordo com ele, a região Oeste do Paraná tem um enorme potencial na área de agroenergia. “Já existe, aqui na região, um elo produtivo identificado e mapeado. O trabalho que a Itaipu e o CBIogás vêm fazendo facilita nosso acesso aos produtores de forma mais organizada”, resume o diretor de Agronegócios do BB, Marco Túlio Moraes da Costa. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

6 ANP irá autorizar a adição de biometano de aterros e ETEs na rede de gás canalizados

Até o início de julho será publicada no Diário Oficial da União resolução da ANP que permitirá a injeção na rede de gás canalizado de biometano oriundo de aterros sanitários e de biodigestão de lodo de estação de tratamento de esgoto (ETEs). A proposta de resolução passou por consulta pública, finalizada em 9 de maio, e passará por audiência pública em 1º de junho, quando os interessados poderão novamente propor sugestões. A medida incentivará projetos na área, visto que até o momento uma resolução da própria ANP, de número 8, de 30 de janeiro de 2015, limitava a adição de biometano na rede apenas aos agrossilvopastoris e comerciais. Os de origem de aterros ou ETEs só podem ser utilizados em frotas cativas como GNV ou em dutos dedicados e não em instalações residenciais e comerciais. A nova resolução, porém deve estabelecer a obrigatoriedade de análise de risco conduzida por equipe multidisciplinar e a avaliação de profissional de saúde pública para assegurar que o processo de purificação (que transforma o biogás em biometano) de fato remove os contaminantes presentes no biogás de aterros e gerado do esgoto. (Brasil Energia – 19.05.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Encontro para negociar acordo de gás natural é cancelado

Os governadores dos estados que integram o Codesul, mais São Paulo e Minas Gerais, deveriam se reunir em Florianópolis nesta próxima segunda-feira com o ministro de Petróleo e Gás da Bolivia, Luiz Alberto Sanchez Fernandez, e os comitês técnicos de gás e uréia formados na esteira do memorando de entendimento assinado dia 5 passado na Bolivia para negociar um novo acordo de suprimento de gás a partir de 2020. Mas o encontro foi cancelado no sábado. A decisão foi tomada por conta da mobilização dos governadores diante da crise política brasileira e da possibilidade de renúncia do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, na segunda-feira. Neste sábado, o PSB anunciou o rompimento com o governo de Michel Temer. Porém, a situação do ministro ainda é indefinida, segundo o presidente do partido, Carlos Siqueira. Os mercados dos quatro estados do Sul supridos 100% pelo gás boliviano mais as parcelas dos mercados paulista e mineiro também supridas pelo país vizinho somam uma cobiçada demanda de 14 milhões de m³/dia com estimativa de crescimento acelerado. Disputas envolvendo a Petrobras e as distribuidoras levaram as concessionárias dos estados do Sul a se unirem com outras de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso para buscar maior diversidade no suprimento. Além das negociações diretas em aberto entre empresas brasileiras e a YPFB, alguns desses estados já foram considerados por importadores como alternativas para a instalação de GNL importado competitivo frente ao gás offshore brasileiro ou mesmo ao gás boliviano importado pela Petrobras. (Brasil Energia – 19.05.2017)

 

2 MME vai discutir indícios de formação de cartel no mercado de gás brasileiro

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados promove audiência pública no dia 24 de maio para analisar os indícios de formação de cartel no mercado de gás no Brasil. Autor do requerimento para o debate, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) quer avaliar as implicações de uma resolução do fim do ano passado da ANP (ANP 51, 30/11/16), que estabelece novas regras para a revenda de gás. O objetivo é verificar se a norma vai comprometer o abastecimento nacional de gás, a liberdade de revenda do produto e a segurança dos consumidores brasileiros. Domingos Sávio afirmou que recebeu denúncias dos próprios revendedores, que precisam ser investigadas. "Quem de fato controla o mercado são pouquíssimas empresas, que são as chamadas distribuidoras. Há indícios fortes de que elas fazem acordos para definir de quem será o mercado em determinada cidade e até num estado inteiro. Ela fica como única dona daquele mercado, imagine! Ali, o consumidor final só tem possibilidade de comprar de um único que acaba colocando o preço que quer não só para o consumidor final, mas também sacrificando o revendedor, que está lá na ponta, o pequeno comerciante, aquele que faz o trabalho fundamental de fazer com que o bujão de gás chegue no consumidor final." (Agência Câmara – 19.05.2017) 

 

3 J&F ofereceu pequena parte lucro de termelétrica a Temer em troca de ajuda no Cade

A J&F pediu a interferência do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver uma disputa sobre fornecimento de gás natural com a Petrobras e viabilizar a operação da termelétrica de Cuiabá. Em troca, Joesley teria oferecido 5% do lucro obtido com a geração de energia na usina para o presidente Michel Temer, e Loures teria aceitado a troca. A termelétrica em questão foi adquirida pela J&F em 2015 do Grupo AEI. O ativo pertence ao portfólio da Âmbar Energia, empresa elétrica da holding J&F. O problema da operação da usina é o conflito com a Petrobras no fornecimento de gás, que se encontra em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Em um encontro com Loures gravado por Joesley, este pediu a intervenção dele no Cade, alegando que a Petrobras monopoliza o gás e inviabiliza o negócio. Joesley explicou ao deputado que não consegue operar a termelétrica pois, quando o preço da energia sobre e fica acima do custo do gás, a Petrobras não disponibiliza o insumo. Em nota, o Cade esclareceu que a EPE, controladora da termelétrica, protocolou no Cade uma denúncia contra a Petrobras em setembro de 2015, alegando que a estatal estaria se recusando a fornecer gás à termelétrica, ou exigindo condições de venda discriminatórias. A área técnica da superintendência-geral do Cade recomendou a instauração de um procedimento preparatório e, posteriormente, de um inquérito administrativo. O Cade disse ainda que não houve, até agora, qualquer parecer ou decisão em favor da EPE, e que o caso é conduzido sem favorecimentos. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

 

4 Aneel aprova CVU para UTE Araguaia

A Aneel aprovou o CVU no valor de R$ 909,98/MWh visando o ressarcimento dos custos variáveis da Eletronorte pela geração da UTE Araguaia. O valor será aplicado no processo de contabilização do mês de abril de 2017 na CCEE. A decisão foi publicada no despacho nº 4.163, na edição da última quinta-feira, 18 de maio, do Diário Oficial da União. Outro provimento solicitado e aceito pela Aneel refere-se a UTE Termopernambuco, que terá seu CVU em R$ 101,23/MWh. O valor será aplicado no processo de contabilização do mês de abril de 2017 na CCEE. (Agência CanalEnergia –19.05.2017) 

 

Economia Brasileira

1 Juro futuro devolve parte da alta de quinta, com maior volume em 2 anos

Em meio ao maior volume em pelo menos dois anos, as taxas de juros futuros negociadas na BM&F tiveram firme queda nesta sexta-feira, num claro ajuste à disparada da véspera. Mas os patamares de preços ainda estão muito mais elevados que no começo da semana, o que sinaliza a percepção de risco latente da parte de agentes financeiros. A diferença entre os DIs janeiro de 2021 e janeiro de 2019, por exemplo, chegou a marcar 1,11 ponto percentual hoje, acima até mesmo da taxa de 0,98 ponto alcançada na caótica sessão de ontem. A inclinação entre os DIs janeiro de 2019 e janeiro de 2018 chegou a registrar leve queda, para 0,3 ponto (0,335 ponto ontem), mas seguiu em terreno positivo. É um sinal de que o mercado coloca em xeque a intensidade do ciclo de afrouxamento monetário. Não por acaso, o DI janeiro de 2019 - que reflete apostas para as decisões do Copom de hoje até o fim de 2018 - é o mais negociado do dia, com mais de 1 milhão de contratos transacionados, recorde para esse vencimento. Em todo o mercado, mais de 4,25 milhões de contratos já trocaram de mãos, maior volume desde pelo menos junho de 2015. O mercado se mostra dividido entre redução de 0,75 ponto percentual e 1 ponto da Selic no próximo dia 31. Dias atrás, a probabilidade de corte de mais de 1 ponto era de mais de 70%. (Valor Econômico – 19.05.2017)

 

2 Crise política põe em risco aportes de R$ 60,5 bi em infraestrutura

A crise política deflagrada após as denúncias contra o presidente Michel Temer pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, pode ameaçar investimentos privados de R$ 60,5 bilhões no setor de infraestrutura este ano. O número é uma projeção da Inter.B Consultoria, que já prevê a suspensão de grandes investimentos por parte das empresas, sobretudo em áreas ligadas a concessões públicas, como aeroportos, portos, energia elétrica e saneamento, entre outros. Somente entre a última quarta-feira, quando o jornal “O Globo” revelou as denúncias, e sexta-feira, investidores estrangeiros já suspenderam negociações que estavam em andamento na área de fusões e aquisições. Segundo Marcelo Gomes, diretor-geral da Alvarez & Marsal, consultoria especializada em gestão de empresas, foram dois adiamentos que somam mais de R$ 2 bilhões entre aportes e investimentos: um na área de energia e concessão de rodovias, e outro no segmento de varejo. O presidente de uma empresa que atua na área de infraestrutura, com a forte oscilação do dólar e do mercado de ações, as equipes estão em reuniões para “reorganizar o orçamento”, traçando cenários de maior instabilidade. No dia seguinte às denúncias, o dólar avançou mais de 8%, na maior alta desde a maxidesvalorização, em 1999. (Valor Econômico – 21.05.2017)

 

3 Especialistas calculam queda real de 1,4% na receita administrada em abril 

A receita administrada decepcionou em abril ao cair 1,4% em termos reais, na comparação com o mesmo mês de 2016, de acordo com cálculos feitos pelos economistas do Ibre/FGV, José Roberto Afonso e Vilma Pinto, com base nos dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) e que foram antecipados ao Valor. Considerando as receitas totais, houve crescimento real de 2,2% ante o ano passado, basicamente por conta do aumento do preço do petróleo, que puxou a alta dos royalties e participações pagos ao governo. Neste ano, as receitas de royalties e participações têm dado uma ajuda maior às contas do governo. O dado decepcionante da arrecadação de abril estava dificultando a definição de um eventual novo corte de gastos. Segundo fontes do governo, no quadrimestre, houve frustração da ordem de R$ 6 bilhões nas receitas administradas previstas para o período, embora parte disso tenha sido compensando pelas demais receitas arrecadadas. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

 

4 Agronegócio ainda beneficia PIB ao longo do ano

O desempenho do setor agropecuário será o principal responsável pelo crescimento esperado para o PIB do primeiro trimestre deste ano, mas as boas notícias vindas do campo não devem ficar restritas a esses três meses iniciais. A expectativa de analistas é que fatores como o clima e a baixa base de comparação em relação a 2016 continuem dando frutos até dezembro, fazendo com que a produção agrícola cresça, na pior das estimativas até agora, 6%. Mesmo a crise institucional deflagrada no fim da semana passada, com as denúncias contra o presidente Michel Temer, não devem atrapalhar o dinanismo do setor. Na avaliação de alguns analistas, o real um pouco mais desvalorizado, pode até ajudar. "A agropecuária vai dar uma pancada no PIB", diz José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro consultoria. O carro-chefe dessa recuperação devem ser os grãos. O IBGE estima que a produção desses itens será 26,2% maior este ano na comparação com 2016, chegando a 233,1 milhões de toneladas. Esse crescimento é quase tão grande quanto as 56 milhões de toneladas de soja produzidas anualmente na Argentina, destaca Nelson Rocha Augusto, presidente do Banco Ribeirão Preto (BRP). Mesmo com tamanha magnitude, é consenso entre analistas que alcançar esse número é algo factível. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

 

5 Crise política afetará arrecadação e ameaça meta fiscal

A turbulência política provocada pela delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista, aumentou o desafio fiscal do governo. Se já estava difícil atingir a meta de déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017, agora isso fica ainda mais complicado. O maior problema deste ano é conseguir a arrecadação necessária para a realização da meta, avaliam técnicos do governo e economistas, já que a crise política pode frear a recuperação da economia e dificultar a obtenção de receitas por meio das concessões. Ontem, o presidente Michel Temer assinou medida provisória (MP) que cria um programa de parcelamento para empresas com dívidas não tributárias. Segundo integrantes da equipe econômica, a medida deve resultar numa arrecadação extra de R$ 3,5 bilhões, recursos que vão entrar no segundo relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que será publicado na segunda-feira. Isso deve ajudar o governo a liberar parte dos R$ 42,1 bilhões das despesas que foram contingenciadas no Orçamento de 2017. O novo Refis permitirá que os contribuintes parcelem débitos junto a autarquias, a fundações públicas federais e à Procuradoria-Geral Federal. (Valor Econômico – 22.05.2017) 

 

6 Instabilidade vai frear retomada, aponta Ibre/FGV

O novo momento de instabilidade política coloca em viés de baixa a estimativa já pouco otimista doIbre-FGV de crescimento da economia neste ano, de 0,4%. Mesmo sem o impacto da delação da JBS, a projeção para o PIB do segundo trimestre já era de queda, de 0,1%, aponta o Boletim Macro do Ibre deste mês. A avaliação da instituição é que a retomada da economia já se desenhava mais lenta que o esperado, com desempenho frustrante da indústria e da construção civil. Diante do cenário atual de incerteza, os investimentos podem ser particularmente prejudicados e o risco de PIB negativo não está descartado. O impacto depende da duração dessa crise, diz a coordenadora técnica da publicação, Silvia Matos. "Mas aquela visão de uma recuperação mais rápida, com ajuda maior dos investimentos, isso realmente fica por terra". O segundo semestre, ela ressalta, era o período do qual se esperava desempenho melhor da economia, que já poderia sentir os efeitos positivos da queda dos juros e da estabilização do mercado de trabalho. "Parece difícil que a situação se resolva rapidamente, por isso estamos mais pessimistas", diz. (Valor Econômico – 22.05.2017)



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