NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Março
22/03/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: disciplina de graduação é oferecida no primeiro semestre

E está sendo ministrada neste semestre pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ) a disciplina de graduação “Economia Industrial e Tecnológica – Desenvolvimento do Setor de Energia Elétrica”. O programa do curso conta com os seguintes temas: 1 – Energia, Meio Ambiente e Desenvolvimento (1 aula); 2 – Desafios do Setor Energético Mundial (2 aulas); 3 – Características Técnicas e Econômicas do SE (2 aulas); 4 – Modelos Regulatórios e as Reformas do SE ( 2 aulas); 5 – Perspectivas do Setor Elétrico Mundial (2 aulas); 6 – Redes Inteligentes; 7 – Mobilidade Elétrica; 8 – Características do SEB (1 aula); 9 - Evolução Histórica do SEB (3 aulas); 10 – Paradigma Operativo do SEB (2 aulas); 11 – Ambientes de Contratação e Padrão de Financiamento (3 aulas); 12 – perspectivas do SEB (2 aulas). (GESEL-IE-UFRJ – 22.03.2017) 

2 Audiência pública debate hidrelétrica e mineração no sudeste do Pará

Moradores do sudeste do Pará participam, nesta terça-feira (21), de uma audiência pública que debate os impactos da construção da hidrelétrica Belo Monte nas comunidades da Volta Grande do Xingu. Prevista para 9h da manhã, a audiência começou pouco depois das dez com a presença de representantes de órgãos do governo e das populações afetadas. Até 12h30 a Norte Energia, responsável pela usina, não havia mandado representante. Segundo o MPF, as comunidades locais estão abandonadas pela empresa. Em vistoria realizada em 2016, o órgão constatou que a transformação do ambiente pela barragem tirou o sustento dos ribeirinhos que dependiam do rio. Procurada pelo G1, a norte não se manifestou sobre estas alegações. Mineração - Além da diminiução da vazão do rio Xingu na região da Volta Grande, a audiência também irá debater os possíveis impactos do projeto de mineração da empresa Belo Sun em Senador José Porfírio, cuja licença para extração de ouro foi concedida pelo governo em fevereiro de 2017. De acordo com o MPF, a autorização foi concedida sem que existam estudos sobre as consequências ambientais deste projeto. Segundo o governo do Pará, foram três anos de análises para a liberação desta licença, e a expectativa é que o projeto gere 2.100 empregos diretos na fase de implantação, e 526 na fase de operação. (G1 – 21.03.2017) 

3 Senadora Ângela Portela pede que governo conclua o Linhão de Tucuruí

A senadora Ângela Portela (PT-RR) lamentou, nesta terça-feira (21), que o governo federal se omita e não dê prosseguimento às obras para concluir o Linhão de Tucuruí, que vai interligar seu estado ao sistema elétrico nacional. Segundo ela, os entraves burocráticos entre Funai e Ibama já tinham sido superados, mas, a partir daí, nada foi feito. Ângela acrescentou que os investimentos no setor elétrico, anunciados pelo governo no início deste mês, não contemplaram Roraima, o que deixará o estado dependente de termelétricas e da energia produzida na Venezuela. Concluir o Linhão já não é mais uma questão de urgência. Trata-se da reparação de uma injustiça histórica contra uma das 27 unidades da federação que, assim como as outras, têm o direito ao desenvolvimento econômico e ao desenvolvimento social — afirmou. (Agência Senado – 21.03.2017) 

4 Diretor da Aneel destaca evolução dos indicadores de qualidade 

O diretor-geral da Aneel Romeu Rufino atribuiu a evolução significativa dos indicadores que medem a duração (DEC) e a frequência (FEC) das interrupções no fornecimento de energia em 2015 e 2016 a um conjunto de ações realizado nos últimos dois anos, com destaque para o plano de resultados exigidos das 16 distribuidoras com os piores índices de qualidade. “Fizemos um acompanhamento mais rigoroso, uma cobrança para que as empresas melhorassem seus processos. Isso foi bem sucedido”, avaliou Rufino, durante a reunião semanal da diretoria da Aneel. Balanço divulgado pela agência reguladora mostra redução de 15% no tempo médio de duração dos desligamentos, que passou de 18,60 horas para algo em torno de 15,82 horas. Com melhora mais discreta, o número de interrupções passou de 9,86 vezes em média no ano de 2015 para uma média de 8,87 vezes em 2016. O diretor lembrou que as novas cláusulas com as metas de qualidade dos contratos de concessão também foram determinantes para isso, e que o nível do DEC é o melhor dos últimos nove anos. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

5 Governo institui Comitê Gestor de Informações Energéticas

Foi sancionada nesta terça-feira, 21 de março, pelo presidente da república Michel Temer a instituição do Comitê Gestor de Informações Energéticas. Sua criação vem de resolução do Conselho Nacional de Política Energética. O conselho terá cunho permanente e vai ter como objetivo garantir a integração, coerência, qualidade e tempestividade de informações e estatísticas energéticas necessárias para a formulação de políticas públicas. De acordo com o despacho assinado pelo presidente e pelo Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o CGIE vai ter que desenvolver atividades de articulação de órgãos e entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais; a regulamentação dos processos de levantamento e tratamento de dados; a manutenção e atualização de bases de dados no ministério; e a revisão, quando for preciso, de práticas, critérios e metodologias com vistas ao aperfeiçoamento das informações e estatísticas de dados. O CGIE vai ter a presença de representantes, titulares e suplentes que serão indicados por órgãos e entidades do setor. Do MME, a representação vem da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; da Secretaria de Energia Elétrica, da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral e da Secretaria de Planejamento de Desenvolvimento Energético, que vai coordenar o comitê. Além do MME, a Empresa de Pesquisa Energética, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; a Aneel; o Departamento Nacional da Produção Mineral e o Operador Nacional do Sistema Elétrico também vão participar. O conselho vai ter a prerrogativa de poder convidar especialistas e associações do setor para participar das reuniões. As despesas com os membros do CGIE deverão ser custeadas pelos seus devidos órgãos de origem. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

6 Governo vai promover revisão da política de subsídios para fontes renováveis de energia

O governo federal planeja uma revisão na política de subsídios adotada atualmente para incentivo às fontes renováveis de energia, em especial eólica e solar. O objetivo do plano, ainda em gestação no MME, é criar um modelo de desonere o preço de contratação dessas fontes a partir de uma redução do peso dos subsídios hoje inseridos no custo final da energia. Entre as rubricas que serão reanalisadas na discussão a ser tocada na esfera federal está a tarifa especial destinada ao segmento de consumo de baixa renda e a Conta de Desenvolvimento Energético. De acordo com o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, a intenção do governo é iniciar as discussões em breve com agentes do setor elétrico, entre associações e investidores. Só após a costura em conjunto de um novo desenho no tocante à contratação dessas fontes renováveis é que o governo deve partir para promover alterações legais no arcabouço regulatório vigente. O executivo do Ministério trata o tema como prioridade entre as atribuições que o governo terá ao longo do ano de 2017 no setor de energia elétrica. "Essa agenda é positiva e é de futuro. A discussão não pode ser feita como uma ameaça às empresas, como algo que venha para quebrar direitos ou afetar contratos. É importante que haja um amadurecimento nas propostas, para só então partirmos para algo concreto", disse Pedrosa em conversa com jornalistas após participar do UK Energy 2017, evento promovido nesta terça-feira, 21 de março, no Rio, pela Câmara Britânica de Comércio no Brasil. "A ideia é recuperar a lógica econômica, incentivando as energias renováveis de forma sustentável, sem artificialismo", frisou. A preocupação do governo passa principalmente pela troca de subsídios entre classes e setores de consumo, provocando distorções no preço para determinadas faixas em detrimento do que é cobrado para outras – o que, no geral, pode provocar destruição de valor para a economia. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

7 MME discute subsídios e a aplicação de recursos

Cálculos aproximados do MME apontam que, atualmente, o total de subsídios pagos no setor entre seus diversos atores, incluindo os impostos incidentes, somam R$ 30 bi, volume de recurso que representa cerca de 1/3 do PIB do setor de mineração. O secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa ressalta que, embora alguns dos subsídios aplicados ao setor elétrico sejam importantes por atenderem parcelas carentes da população e a determinadas regiões hoje isoladas do SIN, o governo vai repensar essas necessidades com base na eficiência. Ele cita o caso de Boa Vista, capital de Roraima, que registrou 41 blecautes durante o ano de 2016 mesmo tendo "custado" ao país cerca de R$ 1,3 bi na operação das usinas termelétricas locais. "O custo de uma linha de transmissão interligando a cidade ao SIN seria igual", exemplifica. O debate em torno da reorganização da política de subsídios vai passar, segundo o secretário do MME, pela Empresa de Pesquisa Energética e pela Secretaria de Planejamento Energético do Ministério. Pedrosa ressalta que o modelo de contratação adotado até aqui para as renováveis, com leilões para o mercado regulado, foi importante para a sedimentação da indústria de renováveis ao garantir contratos de longo prazo corrigidos pela inflação. O momento, no entanto, é outro. A ausência de linhas de crédito baratas do BNDES é uma das dificuldades. "De forma resumida, nossa intenção é reordenar a lógica desse mercado sob o ponto de vista dos consumidores. O que se quer é comprar energia renovável pelo preço efetivo que ela representa, sem nada artificial. Hoje o preço é separado em dois pedaços: o subsídio, que é pago por um conjunto de consumidores; e o preço da fonte em si. Nós precisamos discutir uma agenda moderna que contemple o custo dessa renovável pelo preço real. Como remunerar o investidor adequadamente e como cobrar o preço correto, com redução nos subsídios? Essa é a questão", salientou Pedrosa. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)

8 Central eólica no CE com 29,7 MW de capacidade é liberada para operação 

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início de operação comercial onze unidades geradoras eólicas da usina EOL Estrela, localizada no município de Trairi, no Ceará. As unidades, com 2,7 MW de potência instalada cada uma, totalizam uma capacidade de 29,7 MW. De acordo com despacho publicado na edição desta segunda-feira (20) do Diário Oficial da União, a liberação para a empresa Central Eólica Trairi II Ltda. é válida desde o último sábado (18). A Aneel também liberou para operação duas unidades da CGH João Franco, situada na cidade de Campestre (MG), ambas somando 660 kW de capacidade. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)


9 PCH no RS já pode operar em teste - Aneel libera 1,4 MW da PCH Buricá

A Aneel autorizou na última terça-feira, 21 de março, o início da operação em teste das unidades geradoras UG1 e UG2 da PCH Buricá. Cada turbina tem 700kW, somando 1,4 MW de potência liberada. A usina fica nas cidades de Independência e Inhacorá, no Rio Grande do Sul. (Agência CanalEnergia – 22.03.2017) 

 

Empresas

1 Secretário executivo do Ministério de Minas e Energia comenta sobre intenções de privatizações na Eletrobrás

O secretário executivo do MME, Pedro Pedrosa, falou sobre a intenção da Eletrobras de privatizar ainda este ano as distribuidoras de energia do Piauí (Cepisa), Alagoas (Ceal), Acre (Eletroacre), Rondônia (Ceron), Roraima (Boa Vista Energia) e Amazonas (Amazonas Distribuidora). Pedrosa disse que o governo estuda a possibilidade de leiloar as concessionárias em blocos com mais de uma distribuidora, para aproveitar as potenciais sinergias entre as concessões. "A modelagem é o que vai sugerir [o modelo de privatização]. Pode ser que a gente faça um modelo que permita ofertas combinadas. Podemos desenvolver um leilão que capture isso, se o mercado entender que há valor na compra em bloco", afirmou o secretário. Ele ressalvou que a modelagem ainda não está definida, mas antecipou que o governo estuda formas de estimular os investimentos na melhoria da qualidade dos serviços nas áreas de concessão envolvidas. Segundo ele, uma das alternativas avaliadas é instituir a revisão tarifária no segundo ano de concessão - normalmente o ciclo de revisões tarifárias é a cada quatro anos. O objetivo, explica Pedrosa, é que as tarifas já reflitam, desde o início da concessão, a remuneração aos investimentos futuros. Outra possibilidade em estudo é converter as multas por não cumprimento de metas de qualidade no serviço em investimentos na melhoria do suprimento aos clientes. Pedrosa afirmou, ainda, que mantém a intenção de relicitar este ano as usinas da Cemig - que trava com o governo uma disputa na Justiça pelo direito de permanecer com a concessão das hidrelétricas de São Simão, Jaguara e Miranda, desde que a empresa se recusou a renovar os contratos pelas bases impostas na Medida Provisória P 579, em 2012. (Valor Econômico – 22.03.2017) 

 

2 Gestora de recursos da Vinci Partners passa a deter 10% da elétrica CEB

A gestora de recursos Vinci Equities, da Vinci Partners, alcançou uma participação de 10,19% no capital da elétrica Companhia Energética de Brasília (CEB), responsável pela distribuição de energia na capital e com ativos em geração, segundo comunicado da empresa nesta terça-feira. Em correspondência enviada à CEB, a Vinci disse que atingiu a participação na companhia por meio de compras de ações ao longo de 2017 por fundos por ela geridos. Segundo a Vinci, as aquisições realizadas "não objetivam alterar a composição ou a estrutura administrativa da companhia", e enquadram-se nas políticas de investimento dos fundos geridos pela empresa. O governo do Distrito Federal é controlador da CEB com 80,2% das ações, segundo informações do site da companhia. (Reuters – 21.03.2017)

 

3 Aneel: melhor desempenho das distribuidoras desde 2008

Segundo a Aneel, as melhores colocadas no ranking de qualidade [de distribuidoras de energia] foram a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), seguida da Companhia Energética do Ceará (Coelce) e da Energisa Paraíba (EPB). A distribuidora que mais evoluiu em 2016 foi a Energisa Mato Grosso (EMT) com um avanço de 16 posições em comparação ao ano de 2015. Em 2016, das 8.760 horas do ano, os consumidores ficaram 15,82 horas em média sem energia, uma redução de 15% ao valor registrado em 2015, segundo a Aneel. É o melhor desempenho das distribuidoras desde 2008, saindo em 2015 de 18,60 horas, em média, de duração de interrupção de energia (DEC) para 15,82 horas ao ano, informou a agência. De acordo com a Aneel, o avanço é resultado de ações com as novas regras de qualidade nos contratos de concessão, a adoção de planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam pior desempenho e a compensação financeira ao consumidor. A frequência (FEC) no número de interrupções se manteve em trajetória decrescente, com queda média de 9,86 vezes em 2015, para 8,87 vezes em 2016. O valor de compensações pagas ao consumidor, em consonância com a melhoria no serviço, caiu de R$ 656,89 mi, em 2015, para R$ 568,33 mi em 2016. (G1 – 22.03.2017) 

 

4 Cemig realiza mutirão contra fraudes em Belo Horizonte 

A Cemig realizou mais um mutirão contra irregularidades nas medições de energia, além de suspensões do fornecimento de energia por inadimplência em Belo Horizonte. Desta vez, o local inspecionado foi a Avenida Alberto Cintra, no bairro União, um importante polo de bares e restaurantes da capital mineira. Nessa operação, foram realizadas 20 inspeções nos padrões de energia. Além disso, foram realizados aproximadamente 600 cortes por inadimplência na região, com previsão de recuperação de R$ 300 mil. O mutirão ocorreu na última sexta-feira 17 de março. Marco Antônio de Almeida, gerente de Gestão e Controle da Medição e das Perdas Comerciais da Distribuição da Cemig, destaca o papel dos mutirões da empresa para identificar as fraudes e reduzir os prejuízos causados por essa prática lesiva. De acordo com ele, a empresa acompanha o consumo dos mais de 8 mi de clientes no estado e está fazendo esses mutirões em todos os 774 municípios de Minas Gerais. Além disso, Almeida destaca que a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% menor se não houvesse ligações irregulares e clandestinas. Desde o segundo semestre do ano passado, a Cemig tem intensificado a atuação contra as ligações irregulares e clandestinas em toda a sua área de concessão. No interior, somente neste ano, a Cemig já realizou operações em Governador Valadares, Uberlândia, Montes Claros, dentre outras. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)

 

5 Receita inicial da UHE Volta Grande será de R$ 20 mi

A Receita Anual de Geração inicial da usina hidrelétrica Volta Grande válida para o período de 24 de fevereiro a 30 de junho de 2017, ou até a entrada de um novo concessionário, será de R$ 20 mi. O valor homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta terça-feira, 21 de março, será pago a Cemig Geração e Transmissão como remuneração pela operação temporária da usina. A UHE Volta Grande também foi incluída no regime de cotas.Antiga concessionária da usina, a Cemig GT foi designada no início de março para a prestação temporária do serviço de geração após o vencimento do contrato de concessão no último dia 23 de fevereiro. A RAG Inicial considera o Custo de Gestão dos Ativos de Geração, os encargos de uso e conexão, a receita adicional para remuneração de investimentos em melhorias de pequeno e grande porte, investimentos em bens não reversíveis, Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica, custos dos programas de P&D e eventuais ajustes. Além dos itens que compõem a RAG, a Cemig terá direito ao ressarcimento de custos relativos a PIS/Cofins e à Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos. Esses repasses não integram a receita da geradora. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

 

6 Alupar faz oferta de ações para participar de leilão de energia

De olho no leilão de transmissão de energia, a Alupar vai realizar uma oferta de ações com esforços restritos que pode movimentar cerca de R$ 700 mi. No dia 24 de abril, a Aneel vai leiloar 7.400 km em linhas que vão demandar R$ 13,1 bi em investimentos. Os recursos vão abastecer o caixa da Alupar, que pretende ganhar novas concessões, comprar participações adicionais de projetos nos quais já invista e adquirir novos empreendimentos no setor, segundo comunicado. A Alupar vai oferecer aos investidores por meio de uma oferta restrita 39,5 mi de ações ordinárias e 71,9 mi de papéis preferenciais, volume que pode ser acrescido em até 15%. A Alupar tem como segundo maior acionista o FI-FGTS com 14,05%. O fundo entrou na companhia em 2009. Os controladores afirmaram em documentos entregues à CVM que não vão participar do aumento de capital. No ano passado, por meio de um aumento de capital privado, eles colocaram R$ 350 milhões na Alupar. Não há menção ao papel do FI-FGTS. Questionada pela reportagem sobre o interesse do fundo em participar da oferta, a Caixa disse que não iria se manifestar. A companhia surgiu a partir de uma reorganização de ativos do grupo Alusa. Outra parte do conglomerado, a Alumini Engenharia entrou em recuperação judicial e foi declarada inidônea pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e pela CGU neste mês. A Alumimi é investigada na Operação Lava-Jato, acusada de pagamento de propina. Relatório interno da Petrobras diz que a empresa teria recebido valor 272% maior que o orçamento inicial para executar a obra da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ontem, as units da Alupar encerraram o pregão com valorização de 0,16%, cotadas a R$ 19,31. A venda dos papéis da companhia de energia será coordenada por Santander, Itaú BBA, BTG Pactual, J.P. Morgan, Bradesco BBI. Neste ano, as ofertas de ações registradas - CCR, Lojas Americanas, Movida e Hermes Pardini - já movimentaram R$ 7,9 bi. Somadas as ofertas que estão na fila em breve - Alupar, Azul e Log CP -, o volume deste ano chega a cerca de R$ 11 bi, superando as transações que aconteceram no ano passado. Em 2016, as ofertas de ações somaram R$ 10,7 bi. (Valor Econômico – 22.03.2017) 

 

7 Tecnologia é a nova revolução industrial do setor elétrico, apontam CEOs

A evolução da tecnologia, que alcançou setores como o industrial e a aviação, está desembarcando agora no setor elétrico. A importância desse item para as empresas é tão relevante que pode ser classificado como uma nova revolução, equivalente à descoberta da agricultura ou à revolução industrial. Essa mudança é disruptiva para o modelo e ajudará a produzir energia de forma mais eficiente e pode auxiliar na obtenção de uma matriz energética mais limpa e confiável. Na avaliação do CEO da GE no Brasil, Gilberto Peralta, essa era da digitalização dos processos no setor elétrico é irreversível e tende a ganhar mais importância com o tempo. “Essa é uma revolução tão importante quanto a industrial, nós estamos nesse mercado há 120 anos fabricando equipamentos para diversos segmentos e seremos líderes também na plataforma digital onde fizemos investimentos nesse que será o futuro”, disse ele em evento transmitido via YouTube. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

 

8 Presidente da Eletrobras reafirma papel da tecnologia no setor

A GE foi a anfitriã das discussões que ocorreram em seu Centro de Pesquisas no Rio de Janeiro [para a discussão da era digital no setor elétrico]. Nessa ocasião, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, concordou que a tecnologia traz muitos benefícios. Inclusive, um deles versa sobre o melhor uso dos recursos disponíveis. “Teremos no futuro mais eficiência e a tecnologia vai ajudar o país sim, com certeza conseguiremos fazer mais com menos”, definiu. “Para isso, precisamos dos sinais corretos. Não há dúvidas sobre os benefícios, mas também precisamos da regulação, para que os consumidores possam tomar as melhores decisões”, apontou ele. O executivo da Eletrobras disse que o aumento da presença da tecnologia no país poderá levar a uma rede mais confiável. Isso porque com essa automatização é possível um maior controle dos momentos de parada para manutenção de equipamentos em geração, por exemplo. “Com essa automatização podemos fazer com que os equipamentos elétricos durem mais e os processos de manutenção sejam mais assertivos, pois a prioridade será pela manutenção preditiva que é muito mais barato que a corretiva, o que aumenta a vida útil do equipamento”, acrescentou. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)

 

9 CEO da Neoernergia também ressalta a importância tecnologia

Solange Almeida, CEO da Neoenergia, que tem ramificações em todas as frentes do setor elétrico, é taxativa ao afirmar que não tem dúvidas de que a tecnologia veio para ficar no setor elétrico. Em sua opinião, contudo, para que essa evolução seja mais presente é necessários que haja o estímulo ao investimento. “As distribuidoras são empresas de capital intensivo e precisamos viabilizar os aportes por meio do repasse e de tarifa. O medidor inteligente, por exemplo, é caro, precisamos evoluir para que o futuro seja economicamente viável para o país”, afirmou a executiva no evento. Os desafios, disse, são enormes e com essa onda digital é possível agregar mais valor ao setor elétrico. Ainda mais que é possível trazer para a tomada de decisão de uso da energia o consumidor. Hoje, contou já é possível a interação com o cliente por meio do celular, como o recebimento da conta ou acompanhamento do consumo, mas que em breve será possível acompanhar em tempo real essa demanda, tudo com base na conectividade via Internet das Coisas. E as possibilidades são grandes, já que não se usa atualmente nem 5% dos dados que o setor gera atualmente. “Há muito a fazer em relação aos dados. Na hora que usarmos melhor essas informações, no final, teremos o uso da energia mais eficiente, operação da rede mais otimizada e menores custos”, comentou. Entre os pontos que a Neoenergia destacou estão a tarifa horo-sazonal como um sinalizador de econômico, diferentemente do esquema flat que é o atual. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)

 

10 CEO da Votorantim Energia também comenta sobre a era digital

Nesse sentido de mudanças tecnológicas, o CFO da Votorantim Energia, Raul Cadena, comentou que o trabalho também mudará. Na usina do futuro o setor demandará não mais analistas de dados ou de gestor de operação e sim cientistas que se utilizarão dessas informações para indicar na hora certa o momento de uma manutenção preditiva, levando em conta todo o cenário de tarifas, demanda e necessidade do ativo parar na hora certa. “O setor industrial em geral já tem um planejamento mais detalhado e essa tecnologia está chegando ao setor elétrico, não tem como parar essa evolução e com certeza daqui a cinco anos tudo como conhecemos hoje será diferente”, sinalizou. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

 

11 Consumidores da CPFL Sul Paulista (SP) terão redução nas tarifas a partir de amanhã (22/3)

A diretoria da ANEEL aprovou hoje (21/3), em reunião pública, redução nas tarifas da Companhia Sul Paulista de Energia (CPFL Sul Paulista). Os novos percentuais entram em vigor a partir de amanhã 22/3. A empresa atende 84 mil unidades consumidoras localizadas nos municípios paulistas de Itapetininga, São Miguel Arcanjo, Guareí, Sarapuí e Alambari. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores. Consumidores residenciais – B1: -2,87% (redução). Consumidores cativos - Alta Tensão em média (indústrias): -6,21% (redução); Baixa Tensão em média: -3,05% (redução); Efeito Médio para o consumidor: -4,15% (redução). (Aneel – 21.03.2017)

 

12 CPFL Jaguari terá novas tarifas a partir de 22/3/17

Aprovado hoje (21/3) durante Reunião Pública da Diretoria reajuste tarifária da Companhia Jaguari de Energia (CPFL Jaguari) que atende 40.204 unidades consumidoras localizadas em dois municípios de São Paulo: Jaguariúna e Pedreira. Para os consumidores residenciais (Classe B1) a redução será de -5,37%. Os novos valores serão aplicados a partir de 22/3/17. Confira os percentuais por classe de tensão. Alta Tensão em média (indústrias): -10,09% (negativo); Baixa Tensão em média: -5,31% (negativo); Média (Baixa Tensão e Alta Tensão): -8,42% (negativo). (Aneel – 21.03.2017) 

 

13 Aprovada redução nas tarifas da CPFL Leste Paulista (SP)

A diretoria da ANEEL aprovou hoje (21/3), em reunião pública, redução nas tarifas da Companhia Leste Paulista de Energia (CPFL Leste Paulista). Os novos percentuais entram em vigor a partir de amanhã 22/3. A empresa atende 57 mil unidades consumidoras localizadas nos municípios paulistas de São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Divinolândia, Casa Branca, Itobi, Tapiratiba e Caconde. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores. Consumidores residenciais – B1: -1,09% (redução). Consumidores cativos - Alta Tensão em média (indústrias): -8,33% (redução); Baixa Tensão em média: -1,15% (redução); Efeito Médio para o consumidor: -3,28% (redução). (Aneel – 21.03.2017) 

 

14 Consumidores da CPFL Santa Cruz terão novas tarifas a partir de 22/3/17

A ANEEL aprovou hoje (21/3), durante Reunião Pública de Diretoria, o reajuste tarifário da Companhia Luz e Força Santa Cruz – CPFL Santa Cruz. Para os consumidores residenciais (Classe B1) haverá redução de -10,58% nas tarifas. Os novos valores serão aplicados a partir de 22/3/17 para 207.212 unidades consumidoras localizadas em 24 municípios de São Paulo e em três municípios do Paraná. Confira os percentuais por classe de tensão. Alta Tensão em média (indústrias): -10,03% (negativo); Baixa Tensão em média: -10,52% (negativo); Média (Baixa Tensão e Alta Tensão): -10,37% (negativo). (Aneel – 21.03.2017) 

 

15 ANEEL aprova redução nas tarifas da CPFL Mococa

Os consumidores residenciais (B1) da Companhia Luz e Força de Mococa – CPFL Mococa terão redução nas tarifas de -1,81% a partir de 22/3/17. A medida foi tomada hoje (21/3) durante Reunião Pública da Diretoria. A concessionária atende 46.330 unidades consumidoras localizadas no município de Mococa (SP) e três municípios de Minas Gerais. Confira os percentuais por classe de tensão. Alta Tensão em média (indústrias): -5,68% (negativo); Baixa Tensão em média: -1,24% (negativo); Média (Baixa Tensão e Alta Tensão): -2,56% (negativo). (Aneel – 21.03.2017) 

 

16 GE Grid Solutions fecha o ano de 2016 com nove projetos energizados

A GE Grid Solutions, subdivisão da GE Energy Connections, fechou o ano de 2016 com um total de nove projetos energizados no Brasil, somando 13 subestações. Os contratos firmados pela empresa no ano passado envolvem cerca de 25 km de linhas de transmissão e 3.000 MVA de energia na rede elétrica do país, o suficiente para o abastecimento de uma cidade de mais de 6 milhões de habitantes. Entre os projetos energizados estão a usina de Tucuruí, no Pará; o Complexo Eólico Ventos do Araripe, no Piauí; e a subestação Lagoa Nova II, no Rio Grande do Norte. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

 

17 CEO da Nordex renuncia após reduzir previsão de receitas

A fabricante alemã de aerogeradores Nordex vem dando sinais de que passa por momentos turbulentos. O último deles foi a renúncia do CEO Lars Bondo Krogsgaard, que será substituído pelo antigo presidente da Acciona Wind Power e atual chefe de operações Jose Luis Blanco. O anúncio ocorre após a companhia ter reduzido, em fevereiro, suas previsões de receita para 2017 e 2018, por conta de expectativas reduzidas de negócios em determinados mercados. As receitas da companhia cresceram 56,6% entre 2015 e 2016, mas a Nordex prevê uma contínua pressão sobre os preços dos equipamentos. (Brasil Energia – 21.03.2017) 

 

18 Acciona Windpower é processada

A Acciona Windpower Brasil, controladora da Nordex, foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte a responder por débitos trabalhistas não honrados pela empresa contratada para construir 101 torres de concreto, a COATE-Concreto. A companhia já tinha sido condenada a pagar os débitos de sua contratada pela 2ª Vara do Trabalho de Mossoró, mas recorreu, entendendo que não era responsável pelas obrigações trabalhistas. Contudo, o desembargador José Barbosa Filho, relator do processo na Primeira Turma, afirmou que a Acciona possui, dentre seus objetos sociais, "execução de obras de construção civil". "Assim, a Acciona Windpower, por também ser construtora, não está isenta da responsabilidade subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pela COATE, de acordo com a própria OJ nº 191", destacou o relator. A Orientação Jurisprudencial nº 191 da SDI-1 do TST diz que "o contrato de empreitada de construção civil entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade" nas obrigações trabalhistas, "salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora". (Brasil Energia – 21.03.2017) 

 

Leilões

1 Governo trabalha com leilão de usinas da Cemig

O governo não trabalha com cenários de manutenção das concessões das hidrelétricas da Cemig que estão sob ação judicial. O MME considera irreversível a realização do leilão das três usinas da companhia sob disputa, além de Volta Grande. As quatro usinas totalizam 2.922 MW de capacidade instalada. Segundo o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, o governo não mantém conversas com a Cemig sobre as usinas, mesmo após a sinalização da companhia de que pretende entrar em acordo para manter as concessões sob seu próprio portfólio. "Não há negociações com a Cemig", disse Pedrosa, após participar de evento do IBP, no Rio de Janeiro, acrescentando que os recursos oriundos da venda das usinas já estão previstos no Orçamento do governo. Jaguara, São Simão e Miranda estão sob discussão judicial porque a Cemig entende que as concessões das usinas ainda poderiam ser renovadas por mais 20 anos, conforme era previsto no marco legal antes da MP 579, que vigorou em 2012. No STF, a Cemig ainda aguarda a decisão do mérito das ações, mas perdeu desde as instâncias inferiores até o STJ, mas mandados de segurança garantem a manutenção das concessões com a Cemig até o julgamento dos respectivos méritos. Pedrosa ressaltou ainda que mesmo a venda de participação das usinas, como sinalizado pela mineira, demandaria mudanças na Constituição estadual, o que teria que ser feito num prazo superior ao estimado para a relicitação das hidrelétricas. (Brasil Energia – 22.03.2017) 

 

2 Consultorias já trabalham em modelagem de leilão de distribuidoras

A Eletrobras deve ter até agosto o resultado da avaliação, bem como o modelo do leilão das distribuidoras, de modo que ele ocorra no quarto trimestre deste ano, disse o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr. A empresa já contra com duas empresas que estão realizando estudos de valuation, bem como a melhor modelagem do leilão. As consultorias foram contratadas, com gestão do BNDES, em meados de fevereiro e elas têm prazo em torno de 135 dias para realizar os estudos. "Eu não tenho dúvidas de que vai ser um leilão bem sucedido", disse Ferreira, na última terça-feira (21/3). De acordo com o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, o leilão das distribuidoras não tem a intenção de arrecadar recursos, mas sim melhorar a qualidade do atendimento. "Há muita melhoria para ser incorporada na prestação do serviço", avalia Ferreira. E neste caso, adiciona o executivo, a privatização favorece a Eletrobras, que tem uma dificuldade maior de gestão - compras, por exemplo, dependem de realização de licitações nos moldes da lei 8.666/93. "Oitenta por cento da distribuição estão nas mãos de empresas privadas", aponta Wilson. Nessa linha, Pedrosa conta que os contratos de concessão estão sendo preparados para que os operadores possam realizar o grande volume de investimentos necessários. (Brasil Energia – 22.03.2017)

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste operam com volume de 41,4%, registrando um aumento de 0,1% na comparação com o dia anterior. Dados do NOS referentes ao último dia 20 de março mostram que a energia armazenada é de 84.195 MW mês e a energia natural afluente é de 45.217 MWm, que é o mesmo que 62% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Furnas está com volume de 46,14%. No Nordeste, a subida de 0,1% deixou os níveis da região com volume de 21,7%. A energia armazenada é de 11.223 MW mês e a ENA é de 3.299 MWm, que equivale a 27% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 15,16% da sua capacidade. No Sul, onde o volume dos reservatórios chega a 48,5%, houve recuo de 0,3% em relação ao dia anterior. A energia armazenada é de 9.681 MW mês e a ENA aferida é de 5.422 MWm. Esse valor corresponde a 98% da MLT. A usina de Barra Grande está com volume de 31,09%. Na região Norte, os níveis subiram 0,4% e deixaram os reservatórios com 63,3% de volume armazenado. A energia armazenada é de 9.516 MW mês e ENA é de 15.433 MWm, que é o mesmo que 56% da MLT. A usina de Tucuruí opera com 99,77% da sua capacidade. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

2 Cientistas preveem déficit hídrico de 40% até 2030

O alerta vem de todas as partes. Segundo estimativa da ONU, a escassez de água afeta mais de 1,2 bilhão de pessoas no mundo e reverter o quadro é chave no combate à pobreza. Há volume suficiente para atender às necessidades, mas isso requer alteração drástica na forma como o recurso fornecido pela natureza é usado, administrado e destinado. Tarefa nada fácil, a contar pelas projeções dos cientistas: se nada mudar, o planeta enfrentará déficit hídrico de 40% até 2030, resultante do aquecimento global e do crescimento da população e da economia. Na indústria, a demanda deve crescer 400% em três décadas, e assim, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, as crises de oferta consistirão nas maiores ameaças aos negócios, já percebidas hoje como fator mais impactante do que os desastres naturais. Se antes as empresas restringiam a questão à área operacional, vendo o recurso hídrico como um insumo igual aos outros para fazer a fábrica funcionar, hoje já ampliam o olhar para fora dos muros. Agropecuária, mineração, indústria, geração de energia e abastecimento público são os mais vulneráveis. (Valor Econômico – 22.03.2017)


Meio Ambiente

1 Santo Antônio Energia afirma estar em dia com condicionantes ambientais

A Santo Antônio Energia informou em comunicado ao mercado nesta terça-feira, 21 de março, que a decisão liminar proferida pelo TRF-1 na última segunda-feira, 20 de março, pedia que no prazo de 60 dias, apresentasse determinados projetos relacionados à condicionante nº 2.34, “b”, da Licença de Operação da UHE, que dizem respeito, sobretudo, à preservação do patrimônio histórico vinculado à Estrada de Ferro Madeira Mamoré. A decisão liminar determinou, ainda, que as obras previstas em tais projetos tenham início em 90 dias. A decisão do TRF-1 suspendeu a licença ambiental da UHE Santo Antônio (RO - 3.568 MW). De acordo com a Saesa, esses projetos que a liminar menciona já foram elaborados e entregues aos órgãos públicos competentes, bem como todas as condicionantes do licenciamento ambiental estão sendo integralmente cumpridas pela empresa. Ainda segundo a Santo Antônio Energia, as obras previstas nesses projetos ainda não estão em condições de serem iniciadas, porque estão pendentes definições dos órgãos públicos quanto aos locais que abrigariam as obras que vão ser feitas. As obras dependem também de prévia remoção dos moradores locais, medida de responsabilidade da prefeitura de Porto Velho ainda não implementada. A operadora da hidrelétrica promete comprovar essas informações em recurso judicial que será interposto. No fim do comunicado ao mercado, a Santo Antônio ressalta que a decisão não suspendeu a licença de operação da usina, que continua operando com as suas 50 unidades geradoras. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

2 Engie prepara novas emissões de créditos de carbono

A Engie prepara a emissão de novos créditos de carbono para projetos menores de energia renovável, após ter realizado a maior operação do tipo no ano passado, para a UHE Jirau. A empresa desenvolveu e apresentou às nações Unidas uma proposta, que foi aceita, para criar o Programa de Promoção de Energias Renováveis, que facilita a inclusão de novos projetos no cadastro a um custo 60% menor do que custaria registrar os projetos de forma isolada. O projeto eólico Santa Monica de 97,2 MW, no Ceará, já foi incluído nesse programa. “Um aspecto diferenciado desse programa MDL é o fato que o ele foi registrado com a intenção de migrar para o novo mecanismo de mercado que está sendo estabelecido no contexto do acordo de Paris, assim que essas regras sejam disponíveis”, disse o vice-presidente de Mercados de Carbono da Engie Brasil, Philipp Hauser. Atualmente, o mecanismo de comercialização dos créditos está de acordo com o Protocolo de Kyoto, sem representar um mercado especialmente atrativo. Mas a expectativa é de que o novo mecanismo que surgirá a partir do Acordo de Paris, bem como as novas metas de redução estabelecidas, reaqueçam o mercado. A Engie segue apostando nessa percepção. (Brasil Energia – 21.03.2017)

 

Energias Renováveis

1 Importação de combustível ganha destaque na Raízen

A mudança na política de preços da Petrobras vai pautar a estratégia das empresas de distribuição de combustíveis daqui para a frente e capacidade de "trading" e infraestrutura logística ganham ainda mais relevância para o negócio, de acordo com o presidente da Raízen, Luis Henrique Guimarães "A importação passa a ser parte do fornecimento e não mais uma operação oportunista que buscava gerar valor na arbitragem. Agora, o risco adicional é a volatilidade dos preços da Petrobras no mercado interno", afirmou. Ao mesmo tempo, as compras externas tanto de gasolina e diesel como de etanol serão inevitáveis nos próximos anos, na avaliação do executivo da Raízen, já que não há perspectivas de investimentos em aumento de capacidade produtiva por parte da estatal no Brasil. "O Brasil vai ter que importar, não vai ter saída", sustentou Guimarães, citando um investimento de R$ 200 mi da companhia em um terminal de armazenamento de líquidos no porto de Itaqui, no Maranhão, para receber combustíveis do exterior. (Valor Econômico – 22.03.2017) 

2 Raízen comenta sobre a adaptação ao mercado

Uma vez que a dinâmica de mercado mudou, a Raízen também reforçou seu time de trading. "As importações agora são parte do dia a dia, parte da estratégia de suprimento, e o Brasil finalmente volta a praticar preços com lógica econômica", disse Luis Henrique Guimarães, presidente da Raízen Energia. Para o braço sucroalcooleiro da joint venture, a nova política de preços da Petrobras trouxe, até o momento, apenas benefícios. Desde que a estatal passou a atrelar os preços da gasolina que vende no mercado interno às oscilações do petróleo no mercado internacional, os preços do combustível nos postos seguiram trajetória de alta, o que elevou o preço médio do produto no ano passado e favoreceu a elevação de preços do etanol hidratado (abastecido diretamente nos tanques). "Isso [a política de preços da Petrobras] fez com que o preço médio do etanol na safra 2016/17 fosse melhor que na safra anterior, porque tirou o teto do produto", afirmou Guimarães. Em geral, os preços do etanol hidratado ficam próximo de 70% do valor da gasolina, patamar em que os dois combustíveis são igualmente competitivos, conforme parâmetro mais aceito no mercado. O executivo reconheceu, porém, que ao referenciar os preços internos no mercado externos, "tem coisa boa e coisa ruim", já que o setor sucroalcooleiro se torna suscetível à fortes quedas do petróleo. (Valor Econômico – 22.03.2017)

3 Presidente da Raízen reafirma prioridade em açúcar

Luis Henrique Guimarães, presidente da Raízen reforçou que, na ordem de prioridade de produção, a Raízen Energia segue com foco em açúcar. "A ordem [de prioridade] é açúcar, etanol industrial, [etanol] anidro e depois [etanol] hidratado. Queremos estar menos sujeitos ao preço do barril e a políticas de preço da Petrobras", justificou. Além disso, o presidente da Raízen ressaltou que o açúcar continua oferecendo prêmio em relação ao etanol mesmo depois da queda dos preços do adoçante nos últimos meses, o que mantém a tendência mais "açucareira" para a safra 2017/18, que começa oficialmente em 1º de abril. (Valor Econômico – 22.03.2017) 

4 Usina Bom Retiro será reaberta após dois anos parada

A Raízen Energia vai reabrir a Usina Bom Retiro, em Capivari (SP), que está sem operar há dois anos, para processar a chamada "cana energia" - uma espécie mais fibrosa que a cana-de-açúcar convencional. A unidade funcionará de junho até setembro ou outubro, que é o período em que a "cana energia" está em seu período fisiológico ideal de maturação. A meta é processar 400 mil toneladas de "cana energia" nesta temporada, afirmou João Alberto Abreu, vice-presidente de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen Energia, a jornalistas, durante evento da Cosan. A unidade tem capacidade instalada para moer 1,2 mi de toneladas de cana por safra e teve suas atividades suspensas em 2015 por falta de cana-de-açúcar após uma longa estiagem. A reativação da unidade, porém, tem caráter experimental. A matéria-prima foi plantada em parceria com a empresa de biotecnologia Vignis, que desenvolveu a variedade de "cana energia". O executivo também afirmou que a Raízen Energia pode decidir neste ano ampliar a capacidade instalada de sua unidade de etanol celulósico (produzido a partir de biomassa), a Usina Costa Pinto, em Piracicaba, ou construir uma nova usina baseada nessa tecnologia, se a atividade da atual unidade apresentar um bom desempenho. A meta da Raízen Energia para a produção de etanol celulósico na safra 2017/18 é de 15 mi de litros a 20 mi de litros. Se a companhia conseguir atingir esse objetivo, conseguirá ampliar de forma significativa sua produção em relação à safra que está terminando, em que a produção ficou em 7,1 mi de litros de etanol celulósico. Porém, ainda estará aquém da capacidade instalada, de 40 mi de litros. (Valor Econômico – 22.03.2017) 

5 Potencial de biometano em SP corresponde a quase metade da demanda de gás natural no estado

O estado de São Paulo tem potencial de produzir biometano em uma quantidade que corresponde a 46% da demanda por gás natural, segundo um mapeamento realizado por instituições de pesquisa e ensino. O potencial estimado é de 8.781 GWh/ano de eletricidade com biogás, e pode produzir 321.700 m³/hora de biometano, segundo resultados preliminares do mapeamento de produção feito pela Fapesp em parceria com a Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI). Usinas de etanol e aterros sanitários podem ser as principais fontes de produção de biogás e biometano. No primeiro caso, o potencial pode ser obtido por meio da vinhaça, que é gerada na proporção de até 12 litros por 1 litro de etanol. "Considerando-se a safra 2015/2016, os pesquisadores estimaram ser possível produzir 302.848 m³/hora de biogás e 151,424 m³/hora de biometano, com potencial de geração de energia de 4.133 GWh/ano", disseram as instituições em comunicado. Os aterros sanitários possuem potencial de 276.191 m³/hora de biogás e 138.096 m³/hora de biometano, equivalente a 3.769 GWh/ano. Outras possíveis fontes: Os aterros sanitários poderiam produzir 276.191 m³/hora de biogás e 138.096 m³/hora de biometano, o que equivaleria a um potencial de geração de energia de 3.769 GWh/ano. Já a produção por resíduos animais seria de 15.155 m³/hora e de 7.580 m³/hora de biometano, com 208 GWh/ano de eletricidade. (Brasil Energia – 21.03.2017) 

6 Biomassa cresce 35% em janeiro

A geração a biomassa teve crescimento de 35% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, com geração de 752 MW médios, ante 556 MW médios, respectivamente, informou a CCEE. A capacidade instalada da fonte apresentou crescimento de 13%, passando de 11 GW para 12,5 GW no período. O bagaço de cana ainda lidera a fonte mais utilizada como biomassa, mas o licor negro, resíduo da produção de papel e celulose, foi responsável por 36% da geração, ou 270 MW médios em janeiro. A expansão foi notada por causa da entrada em operação de novas unidades de papel e celulose. Na CCEE, 263 usinas estavam cadastradas na CCEE, contra 240 unidades de um ano antes. (Brasil Energia – 21.03.2017) 

7 Digital Wind Farm proporcionou 20% de aumento de eficiência em parque eólico, afirma GE

A ferramenta Wind Digital Farm que a GE lançou na edição de 2015 do Brazil WindPower, evento realizado no Rio de Janeiro, tem conseguido aumentar a eficiência de parques eólicos no Nordeste em 20%. Essa é a estimativa revelada pela multinacional norte-americana durante o evento transmitido via internet A Energia na Era Digital, que a companhia capitaneou de seu Centro de Pesquisas na Ilha do Fundão, na capital fluminense. De acordo com o CEO da GE Brasil, Gilberto Peralta, o avanço da tecnologia e da internet das coisas tem permitido, cada vez mais, que haja um controle e acompanhamento mais detalhado da operação de equipamentos do setor elétrico. No caso dessa ferramenta aplicada à geração de energia eólica as informações são obtidas por meio de sensores instalados nas máquinas onde, entre outros dados, são analisados por meio de softwares a velocidade do vento, direção do vento e o vortex causado pelas máquinas. “O sistema busca um melhor posicionamento das máquinas para um melhor resultado em termos de geração, a máquina autoajusta ao processo”, comentou. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

8 Eletrobras comenta de integração no parque eólico em evento

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, lembrou que a internet das coisas ajuda o sistema não somente na operação de um parque isoladamente. Esse fluxo de informações proporciona maior agilidade a uma rede como a do Brasil que possui uma grande extensão territorial, cerca de 250 grandes UHEs. E ainda, uma estrutura interligada, que por isso precisa de monitoramento constante em termos de manutenção e capacidade de responder de forma rápida a necessidades de urgência, como reconfigurar o sistema de transmissão, o que traz maior confiabilidade para atender a demanda. “Se eu perder uma linha de transmissão de uma usina como Itaipu, que tem uma participação importante em termos de abastecimento, o sistema consegue se reconfigurar para minimizar essa perda”, lembrou ele. O executivo comentou que episódios de desligamentos, os chamados apagões, como o de 1999 dificilmente ocorreriam hoje em dia em função do avanço pelo qual o setor passou deste então. A internet das coisas é vista ainda como uma fonte de informações que pode gerar muitos benefícios para o setor elétrico quando combinada com a tecnologia. Novamente, no foco está a perspectiva de se ter uma operação e manutenção de forma preditiva que segundo estimativas de Peralta, é cerca de 70% mais barato que a corretiva, fator que além de baixar custos, ajuda no planejamento. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Licitação global pode definir sócio para a Eletrobrás em Angra 3

O governo pretende realizar em 2018 uma licitação internacional para atrair um sócio para a Eletrobras em Angra 3 e, assim, viabilizar a retomada das obras de construção da usina nuclear, suspensas desde 2015 por falta de pagamento a fornecedores e indícios de fraudes nos contratos de bens e serviços. A expectativa é que o empreendimento fique pronto entre 2023 e 2024, disse ontem o secretário- executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa. Segundo ele, a Eletrobras deve apresentar em abril, ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), um estudo sobre a retomada do projeto, cuja execução física gira em torno dos 60%. "Gostaríamos muito que houvesse um processo competitivo para isso. Trazer um parceiro privado, internacional, que aportasse recursos", afirmou Pedrosa, que cita o interesse de empresas chinesas e russas no projeto. O secretário admite que a conclusão de Angra 3 exigirá investimentos de "valor muito significativo", mas que a estatal já sinalizou o interesse de continuar as obras. "O custo de não concluir a obra, para a Eletrobras, é maior que o custo de concluir. Como concluir e como fazer o reequilíbrio [financeiro econômico] da obra, esse é o grande desafio", disse Pedrosa. (Valor Econômico – 22.03.2017)



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