NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Março
21/03/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Pesquisadora do GESEL apresenta seminário na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal

No último dia 13 de março, a pesquisadora do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), Thereza Aquino, apresentou um seminário na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal, com o tema “Mudança de Paradigma do Sistema Elétrico Brasileiro e Papel das Energias Complementares”. Aquino, que atualmente faz seu pós-doutorado na Universidade do Porto, atendeu a um convite feito originalmente ao coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, pela professora da UTAD Margarida Liberato. O objetivo do encontro foi estabelecer contato entre as instituições, trocando informações sobre pesquisas realizadas, numa perspectiva de possível colaboração futura. Para ter acesso aos slides da apresentação, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 21.03.2017) 

2 Justiça suspende licença da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia

O MPF e o Ministério Público de Rondônia (MP/RO) conseguiram, nesta segunda-feira, a suspensão da licença ambiental da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. A decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) veio por meio de um recurso apresentado pelos órgãos. Caso a decisão seja descumprida a pena aplicada será de R$ 50 mil diários. O desembargador federal Souza Prudente determinou que a empresa Santo Antônio Energia S/A apresente, em 60 dias, três projetos: de reativação do percurso da linha da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) até Santo Antônio, de construção e implantação de um Centro de Memória dos Trabalhadores da EFMM, e de reativação do Cemitério das Locomotivas. A empresa que administra a hidrelétrica deve começar as obras em 90 dias, com contratação de pessoal, estudos arqueológicos, armazenamento de materiais encontrados, consulta a órgãos públicos e à sociedade, proteção de áreas e aquisição de materiais. A decisão do magistrado ainda estabelece medidas que órgãos públicos devem tomar: o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deve fiscalizar a elaboração dos projetos e fiscalizar as obras. A União deve suspender imediatamente o contrato de cessão de uso gratuito entre o governo federal e Porto Velho, retomando a administração do Complexo da EFMM. O município de Porto Velho terá que retirar todas as famílias que estão localizadas próximas aos trilhos da EFMM. Município, estado e União estão obrigados, pela decisão, a acompanhar a execução dos projetos. No recurso encaminhado ao TRF1, MPF e MP/RO comprovaram que há excessiva demora na revitalização da linha férrea da Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), que é uma das condicionantes de compensação pela construção da usina hidrelétrica. Os órgãos apontaram que o início da reativação da EFMM deveria ter começado em 2009, pois era uma das condicionantes da licença ambiental concedida em 2011. O TRF1 já expediu ofícios comunicando sobre a decisão ao Ibama, à Advocacia-Geral da União, ao Iphan, à Justiça Federal em Rondônia, à Advocacia-Geral do Estado de Rondônia, à Advocacia-Geral do Município de Porto Velho e à empresa Santo Antônio Energia S/A. (O Globo – 20.03.2017) 

3 Nota da suspensão da hidrelétrica de Santo Antônio

A íntegra da resposta da Santo Antônio Energia sobre a liminar que suspende a licença da hidrelétrica de Santo Antônio: "A Santo Antônio informa que os Projetos aos quais referida Decisão Liminar faz menção já foram devidamente elaborados e entregues aos órgãos públicos competentes. Além disso, as obras previstas em tais Projetos ainda não estão em condições de serem iniciadas, pois (i) estão pendentes definições dos órgãos públicos quanto aos locais que abrigariam as obras a serem feitas e (ii) as obras dependem de prévia remoção dos moradores locais, medida de responsabilidade da Prefeitura de Porto Velho ainda não implementada. Essas informações serão devidamente comprovadas pela SAE no processo judicial, por meio de recurso que será interposto pela Santo Antônio para reforma de referida decisão. Por fim, é importante esclarecer que a Decisão Liminar não suspendeu a renovação do licenciamento ambiental da Usina Santo Antônio. A Decisão Liminar apenas indica que a renovação deveria ser suspensa pelo IBAMA se a Santo Antônio falhasse em comprovar o início das medidas a serem tomadas para preservação do patrimônio histórico/cultural relacionado à Estrada de Ferro Madeira Mamoré.O IBAMA, porém, está acompanhando os trabalhos já realizados pela Santo Antônio para cumprimento desta obrigação e está plenamente ciente de que eles tiveram início há muito tempo atrás e de que estão em curso tratativas entre Santo Antônio e os órgãos públicos envolvidos nos trabalhos, especialmente o IPHAN responsável pela fiscalização do cumprimento da referida condicionante." (O Globo – 20.03.2017)

4 Duração dos cortes de energia cai 15% em 2016 

A Aneel registrou em 2016 queda de 15% na duração média das interrupções de fornecimento de energia na comparação com o ano anterior, para 15,82 horas. Com isso, o sistema de distribuição ficou disponível 99,82% do tempo. Segundo a agência, a marca representa o melhor desempenho das distribuidoras desde 2008, quando foi apurado DEC de 16,65 horas. Em 2015, a Aneel apurou duração média de 18,60 horas. A Aneel atribui a melhora do desempenho a medidas como novas regras de qualidade nos contratos de concessão, adoção de planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam pior desempenho e a introdução do mecanismo de compensação financeira ao consumidor. A frequência de interrupções também apresentou queda em 2016, frente a 2015, com 8,87 vezes contra 9,86 vezes, respectivamente. O valor total de compensações pagas ao consumidor, por consequência, apresentou queda de 13,5%, para R$ 568,33 mi. (Brasil Energia – 20.03.2017) 

5 Aneel: as melhores e piores distribuidoras

A Aneel dividiu as distribuidoras em dois grupos: as que atendem até 400 mil unidades consumidoras (menor porte), e as que atendem número acima desta marca (grande porte). Considerando as empresas de menor porte, as melhores foram Força e Luz João Cesa, Energisa Borborema e DME Distribuição. A que apresentou maior evolução foi a Chesp e as três piores são Forcel, Boa Vista Energia e CEA. No caso da Forcel, que atende à cidade de Coronel Vívida, o motivo da lanterna no ranking foi a ausência de certificação ISO válida para a apuração dos indicadores. Entre as grandes, as melhores foram a Cemar, a Enel Distribuição Ceará e a Energisa Paraíba. A empresa com maior evolução nos indicadores foi a Energisa Mato Grosso. Já as de pior desempenho foram Celg Distribuição, Enel Distribuição Rio e AES Eletropaulo. As com maior retrocesso nos números foram Amazonas Energia e CPFL Piratininga. (Brasil Energia – 20.03.2017) 

6 Brasil quer iniciar discussões sobre a energia de Itaipu e não esperar até 2023

O novo diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Vianna, expressou sua intenção de iniciar negociações com o Paraguai, logo que possível, sobre os modelos de comercialização de energia e operação da usina, não esperando até 2023. A nova diretoria do lado brasileiro estará atuando a partir desta terça-feira, 21. No ano de 2023 está previsto o vencimento das condições estabelecidas no Anexo C do Tratado de Itaipu que rege as bases financeiras e de prestação de serviço da eletricidade da empresa binacional. Também nesse ano será reembolsado a dívida assumida pela entidade para a construção da usina hidrelétrica. Em declarações, Vianna observou que a definição do modelo de comercialização da energia de Itaipu é essencial para o Brasil, que agora utiliza a quantidade de energia produzida e não consumida pela parte paraguaia da planta. De acordo com Viana, outro aspecto que está relacionado ao tratado se refere à operação da hidrelétrica. "Nós temos uma planta única. Na sala de comando nós temos operadores paraguaios e brasileiros. A manutenção é realizada por operadores de ambos os países. Não está escrito em nenhum lugar como será feito após 2023", disse ele. O Diretor brasileiro também destacou que o serviço da dívida para a construção de Itaipu terminará este ano, o que deve reduzir o custo da energia para os dois países. (ABC Color – Paraguai – 19.03.2017) 

7 CI analisa projeto que destina 10% da Cide para transporte de massa

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) deve analisar, nesta terça-feira (21), o PLS 475/2012, que torna obrigatório o envio anual de relatório de atividades da Aneel ao Congresso Nacional, e o PLS 379/2008, que cria incentivos à exploração e implantação de centrais de geração de energia a partir de fonte eólica. As duas propostas receberam parecer pela prejudicialidade e pela rejeição, respectivamente. (Agência Senado – 20.03.2017)

8 Portabilidade da conta de luz é discutida em Congresso Nacional 

Está em análise na Câmara projeto que cria a portabilidade da conta de luz. Na avaliação de Augusto Carvalho, do Solidariedade do Distrito Federal, a proposta vai ajudar a acabar com o monopólio das concessionárias, já que os consumidores poderão escolher diretamente o fornecedor da energia, e não mais a distribuidora de cada estado. (Agência Câmara – 20.03.2017)


9 Ataque cibernético é tema de projeto de P&D para o setor elétrico

Ao passo que a tecnologia avança no segmento de empresas de serviço público no Brasil, aumenta a necessidade de se estabelecer a padronização do protocolo de segurança contra ataques cibernéticos. A organização sem fins lucrativos UTC América Latina vem há três anos alertando para a necessidade de um maior controle e de implantação de segurança para proteger os sistemas de comunicação dessas empresas. De acordo com a entidade, no Brasil não existem estatísticas oficiais, mas muito "gatos" em redes elétricas ou mesmo a contaminação de abastecimento de água podem ter sido originados por ataques. O UTC tem pleiteado que exista uma política pública para que se tenha a padronização dessas medidas como se adotou em outras regiões do mundo, como nos Estados Unidos, onde essa iniciativa partiu justamente do setor elétrico. Recentemente, eles conseguiram o apoio da Aneel para um projeto que destine um percentual do investimento obrigatório das empresas em P&D para segurança cibernética. Mas segundo o presidente da UTC AL, Dymitr Wajsman, ainda não há um padrão oficializado. "Cada um faz o que acha mais seguro para si. Como não há requisitos obrigatórios, o que vemos são empresas subsidiarias de estrangeiras que já possuem um sistema evoluído implantado localmente", definiu. No Brasil, continuou, a entidade está há um ano trabalhando pra produzir um projeto justamente por meio de um P&D da Aneel, para criar pelo menos os procedimentos básicos de controle e de segurança que sejam obrigatórios. Nesse sentido, ainda não se tem regra definida, mas a paranaense Copel se mostrou favorável a liderar a implantação de um sistema desses. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras chama 170 prefeituras do PI para negociar débito de R$ 30 mi

A Eletrobras Distribuição Piauí negocia até a próxima quarta-feira (22) um débito de R$ 30,9 mi com 170 prefeituras municipais. Os gestores que não regularizarem suas pendências terão o fornecimento de energia cortado nos prédios administrativos, apenas os serviços essenciais como saúde e educação são poupados. Até esta segunda-feira, 61 prefeitos procuraram o atendimento da Eletrobras para realizar a negociação e cerca de 50% da dívida do segmento público municipal já foi negociada. “Foi estabelecido um cronograma de atendimento junto a APPM (Associação Piauiense de Municípios), convidamos as prefeitos em horários agendados para não ter transtorno. Aqueles que não apareceram e não remarcaram o atendimento, estão sujeitos ao corte do fornecimento de energia”, disse Márcia Daniella, gerente de grandes consumidores da Eletrobras Piauí. Devido à inadimplência das prefeituras, em 2016, a Eletrobras Piauí realizou 1.456 suspensões do fornecimento de energia elétrica em prédios de órgãos públicos municipais em todo o Estado. A campanha da empresa prevê condições especiais para viabilizar a negociação, com parcelamento dos débitos no limite máximo de 180 meses. O valor da parcela é definido pelo Sistema de Gestão Comercial, de modo a não ultrapassar 30% da última fatura de consumo regular do agrupamento do município. “Algumas prefeituras pediram simulação e ficaram de dar resposta. Se não der para atender a todos, eles têm que nos que procurar para uma negociação. Até o momento a receptividade tem sido positiva, embora alguns tenham ficado assustados com o tamanho da dívida. Apesar disso, viram na negociação a possibilidade de ficar adimplente. Alguns, com débitos elevados, pediram mais flexibilidade, mas não foi possível”, contou. (G1 – 20.03.2017) 

 

2 Cade aprova compra da Greenergy pela Brookfield

O Conselho Admistrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição da Greenergy Fuels pela Brookfield, segundo publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20/3). A Greenergy é uma trader de combustíveis, exportadora de etanol e importadora de óleo diesel, biodiesel, bioetanol e solventes. A companhia é sediada no Reino Unido. A canadense comprou o controle da Greenergy, incluindo as operações no país, e a aquisição por aqui ainda dependia da aprovação do Cade. Os valores não foram divulgados. (Brasil Energia – 20.03.2017)

 

3 Eletrobras Distribuição Piauí consegue reduzir para R$ 7,9 milhões multa por erro em base de cálculo de revisão tarifária

A Aneel aceitou o recurso interposto após aplicação de multa de R$ 10.824.717,76 na Eletrobras Distribuição Piauí em decorrência de fiscalização da Base de Remuneração Regulatória da Concessionária no 3o Ciclo de Revisões Tarifárias. A multa foi reduzida para R$7.910.267,83. Foram constatados atraso no atendimento de informações à fiscalização, apresentação de quadros resumos com cálculos equivocados, aplicação equivocada das taxas de depreciação, erro em baixas de ativos, cálculos equivocados e erro de classificação. A agência reconsiderou e converteu em advertência multas aplicadas por não conformidades e cancelou outras não conformidades. (Agência CanalEnergia - 20.03.2017) 

 

4 Falhas na apuração de indicadores de continuidade dão multa de R$ 2,3 mi para Amazonas Energia 

A Aneel não aceitou o recurso interposto pela Eletrobras Amazonas Energia (AM) e manteve multa de R$ 2.342.485,42 aplicada após falhas na apuração dos indicadores de continuidade individuais e coletivos no ano de 2013. De acordo com a agência, em agosto de 2014 foi realizada fiscalização, que levou a penalidades pela constatação de erros no encaminhamento dos dados e à fiscalização e à incorreta apuração dos indicadores de continuidade coletivos e individuais. A distribuidora pedia a caducidade da autuação, uma vez que os prazos entre a manifestação prévia e a lavratura do Auto de Infração eram superiores a 45 dias, o que foi negado pela Aneel. Para a Amazonas Energia, a execução do recálculo dos indicadores de todos os conjuntos de consumidores apresentados para a agência também motivaria a anulação da penalidade. Na visão da agência, isso também não se sustentou, uma vez que a correção da irregularidade não anula a infração nem retira do regulador a possibilidade de multar o agente infrator. (Agência CanalEnergia - 20.03.2017)

 

5 Pedro Aurélio Teixeira: Aneel suspende Tecneira dos leilões por dois anos

A Aneel decidiu aplicar à Tecneira Embuaca Geração e Comercialização de Energia, a pena de suspensão por dois anos do direito de contratar ou participar de licitações promovidas pela agência. A punição vem na esteira da revogação da outorga da EOL Cataventos Embuaca. Essa eólica da Tecneira foi comercializada no leilão A-5 de 2011, tem 12 MW e fica localizada na cidade de Trairi, no Ceará. De acordo com a Aneel, a decisão de revogar a outorga da eólica veio abril de 2016, quando ela também decidiu pela instauração de um processo punitivo por descumprimento às condições e por aplicar multa de 10% do investimento declarado para a Empresa de Pesquisa Energética. A outorga estava sendo questionada devido a problemas com o fornecedor de aerogeradores, a Impsa, que entrou em processo de falência e não entregou os equipamentos. A defesa da Tecneira alegou que ela manteve a agência informada de todos as ocorrências sobre o caso, buscando soluções para os problemas encontrados. Segundo a empresa, a falência da Impsa fugiu ao seu controle, tornando a construção da usina economicamente inviável. Embora a Aneel tenha decidido não aplicar a multa de 10% do investimento nem tornar a empresa inidônea, a não implantação da eólica não ficou em branco. Para a Aneel, o fato de outras empresas na mesma situação da Tecneira terem conseguido uma solução a deixavam passível de ser punida com a suspensão. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 

 

6 Cemig inaugura agência com atendimento modernizado

A Agência Você, inaugurada na última sexta-feira, 17 de março, em Belo Horizonte (MG), vai mudar a maneira com que o consumidor busca o atendimento de concessionárias de serviços públicos. Concebida e instalada de forma experimental com recursos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, é a primeira do país no setor a oferecer formas de interação exclusivas e inovadoras, especialmente para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O atendimento pode ser feito inteiramente de forma autônoma pelo consumidor. No entanto, se preferir, atendentes estarão prontos para orientar os clientes sobre todos os recursos da agência, e o cliente poderá ainda conversar com um representante da Empresa por meio da ferramenta videoconferência. As tecnologias e os equipamento da agência têm know-how nacional e foram produzidos no Brasil. A agência foi desenvolvida após três anos de pesquisas e envolveu investimento de R$ 5 mi e vai melhorar o atendimento de todo o público. Para os clientes cadeirantes, a nova unidade de atendimento disponibiliza uma área exclusiva, com local físico sinalizado. Para as pessoas com deficiência visual, há um mapa em braile logo na entrada, além de piso tátil para guiá-los até o local de atendimento, após a retirada da senha. As pesquisas elaboradas durante o P&D que originou a Agência Você estão sendo utilizadas pela Cemig para implementação de novos conceitos de atendimento em outros canais de atendimento, como o atendimento no Portal da Companhia, aplicativo para smartphones e autoatendimento. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 

 

7 ACS fornecerá sistema de monitoramento para programa de eficiência em prédios públicos

A ACS vai fornecer ferramenta de monitoramento energético para 20 edifícios selecionados para participar de projeto de eficiência energética em prédios públicos no país. A empresa paulista foi escolhida por licitação. O sistema será responsável pela coleta, armazenamento, disponibilização e processamento dos dados de energia dos edifícios que participam do projeto. Os prédios estão localizados em diversas partes do país. O programa foi lançado em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD-BR), Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Mudanças Climáticas e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). (Brasil Energia – 20.03.2017) 

 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Norte estão operando com 62,9% da sua capacidade, subindo 0,4% na comparação com o dia anterior. De acordo com dados do NOS referentes ao último dia 19 de março, a energia armazenada é de 9.457 MW mês e a energia natural afluente é de 15.315 MWm, que é o mesmo que 57% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A hidrelétrica de Tucuruí está com 99,38% da sua capacidade. No Nordeste, os níveis registraram aumento de 0,2% em relação ao dia anterior e estão com 21,6%. A energia armazenada na região é de 11.165 MW mês e a ENA é de 3.478 MWm, que equivale a 27% da MLT. A usina de Sobradinho está com volume de 14,99%. No submercado Sudeste/ Centro-Oeste, os níveis estão em 41,3%, também crescendo 0,2%. A energia armazenada é de 83.983 MW mês e a ENA é de 43.421 MWm. Esse valor corresponde a 62% da MLT. A usina de Furnas opera com 46,08% da capacidade e a de Nova Ponte, com 30,88%. No Sul, o aumento de 0,3% nos reservatórios deixou o nível em 48,8%. A energia armazenada é de 9.740 MW mês. A ENA é de 5.726 MWm, que equivale a 99% da MLT. A usina de Passo Fundo registra volume de 64,71%. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 


Energias Renováveis

1 Queiroz Galvão avança em geração eólica

Queiroz Galvão Energia (QGE) prevê concluir no segundo semestre a implantação do complexo eólico de Caldeirão I, no Piauí, de cerca de 200 MW de capacidade instalada. Com a conclusão do projeto, a carteira de eólicas em operação da companhia chegará a aproximadamente 600 MW. "[...]Caldeirão I provavelmente vai estar entrando de forma plena no segundo semestre", disse o diretor técnico da QGE, Roberto Di Nardo. A QGE também tem o projeto de Caldeirão II, cujas partes civil e elétrica já foram concluídas. Para otimizar a operação dos seus complexos eólicos, a companhia está introduzindo um sistema "RMS", programa de gerenciamento centralizado das usinas, que será operado remotamente a partir do centro de operação integrado da empresa em Fortaleza (CE). "Temos parques com rendimento muito bom. O que queremos é melhorar a disponibilidade desses parques, ter mais máquinas funcionando por mais tempo", disse o executivo. Segundo ele, a nova tecnologia vai indicar quais máquinas de quais parques estão operando com melhor ou pior desempenho. Dessa forma, a empresa terá uma espécie de "benchmark" da melhor máquina de todo o seu parque gerador, para tentar replicar nas outras. Segundo o diretor de consultoria em utilities da CGI Brasil, Marco Afonso, a utilização do RMS será cada vez mais frequente no Brasil, devido ao amadurecimento do setor no país. De acordo com a CGI, os principais objetivos da tecnologia são a diminuição do tempo e melhor controle de parada dos aerogeradores; análise do desempenho e eficiência das máquinas; e redução do tempo médio de reparação por aerogerador. (Valor Econômico – 21.03.2017) 

2 Microgeração ultrapassa 100 MW

A microgeração distribuída no Brasil ultrapassou os 100 MW de capacidade, de acordo com dados da Aneel. Ao todo, são 8.998 usinas com até 5 MW de capacidade (1 MW, no caso de fonte hídrica) instaladas no Brasil, com potência total de 101 MW, segundo informações disponíveis nesta segunda-feira (20/03). Enquanto 99% dos sistemas usam a fonte solar para geração, apenas 67% dos 101 MW de capacidade são de energia fotovoltaica. De acordo com estimativa da Absolar, esses sistemas correspondem a investimentos de R$ 540 mi. Segundo o presidente da Absolar, Dr. Rodrigo Sauaia, o potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica, já parcialmente mapeado pela EPE, representa mais de 164 GW considerando apenas os telhados de residências. “Isso significa que, se aproveitarmos os telhados de residências brasileiras com geração distribuída solar fotovoltaica, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país”, comenta Sauaia. Dentre as unidades consumidoras beneficiadas por sistemas solares fotovoltaicos a maior parcela é de residências, que representam 77,5% do total, seguida de comércios (17%), indústrias (2,2%), consumidores rurais (1,8%) e consumidores do poder público, incluindo iluminação e serviço público (1,5% no total). (Brasil Energia – 20.03.2017)

3 BNDES e energia sustentável

A BNDESPar escolheu a Vinci Partners para ser o gestor de um fundo de energia sustentável. O fundo terá participação máxima de 50% da BNDESPar, com patrimônio de R$ 500 mi e prazo de 15 anos. Ele está inserido dentro do contexto da Climate Bonds Initiative no Brasil, instituição sem fins lucrativos que busca incentivar a criação de instrumentos financeiros de apoio a soluções para o desafio das mudanças climáticas. Agora, BNDESPar e Vinci iniciarão o processo de estruturação do fundo, discussão de regulamento e de oferta de quotas. O produto deverá ser lançado no segundo semestre. O fundo investirá em debêntures incentivadas de projetos de infraestrutura, que têm isenção para pessoa física e estrangeiros, com ênfase em ativos relacionados a uma economia de baixo carbono. (Valor Econômico – 21.03.2017) 

4 Produção de biogás no Brasil cresce 30% em um ano

Segundo dados da Aneel, a produção de biogás para geração de energia elétrica atingiu a marca de 118,6 MW de energia instalada em fevereiro de 2017, saltando de 0,0572% no início de 2016 para os atuais 0,0741% da matriz elétrica brasileira. O crescimento percentual foi de quase 30% em um ano, sendo o biogás uma das fontes de energia que mais cresceram no Brasil. No total, são 15 usinas operam em aterros a partir de resíduos sólidos urbanos, 11 usinas que operam com de resíduos animais e três usinas a partir de fontes agroindustriais. Alessandro Gardermann, vice-presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano, destaca que o motivo do incremento foi a entrada de grandes projetos em operação. O maior deles foi o Aterro de Caieiras, em São Paulo, que adicionou 29,547 MW de energia ao sistema. Outro destaque foi o da empresa Raízen, o primeiro projeto a ganhar um leilão de energia com a fonte biogás. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 

5 Produção de biogás tende a continuar em expansão no país

Alessandro Gardermann, vice-presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano, acredita que nos próximos anos, o crescimento do biogás na matriz elétrica vai continuar com o mesmo vigor, já que importantes projetos estão em fase final de implantação e devem ser conectados nos próximos dias, como a CS Bioenergia, que vai utilizar lodo de esgoto para geração de energia elétrica. Na avaliação da secretária-executiva da associação, Camila Agner D'Aquino, o avanço do biogás é consequência direta do maior conhecimento envolvendo tecnologias de produção de biogás e seus usos finais. De acordo com ela, a associação defende que é viável que o Brasil alcance uma produção diária de 10,7 milhões de m³/dia até 2025. O que representa 13% do volume atualmente desperdiçado de biometano. A bioeletricidade tem cada vez mais ganhando protagonismo no setor energético em boa medida pelo incremento do biogás. Segundo dados do Boletim Mensal de Energia divulgado pelo MME, em 2016, a bioeletricidade passou a ser a segunda fonte de geração mais importante na Oferta Interna de Energia Elétrica no país, superando o gás natural. (Agência CanalEnergia – 20.03.2017) 

6 Supermercados de SC terão financiamento para energia solar

A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) lançou no início do mês o projeto Supermercados Solares, a fim de facilitar o financiamento para a instalação de sistemas fotovoltaicos em edifícios do setor. A instituição assinou acordo com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e com a Engie Solar de modo que os supermercados associados da entidade poderão financiar a compra de equipamentos e sistemas para as redes de lojas. Segundo a Acats, a energia elétrica representa o segundo maior gasto do setor e o projeto tem como objetivo promover a redução de custos operacionais dos varejistas. Os supermercadistas terão acesso a condições especiais de financiamento, com análises mais ágeis, promete o BRDE, acrescentando que dependendo do porte da empresa, o financiamento poderá chegar a 100% do valor do investimento, com prazo de amortização de 20 anos. As linhas de financiamento são repasses feitos pelo BNDES, em linhas como Finame e BNDES Automático, e o percentual do financiamento depende do faturamento do varejista. Pequenas e médias empresas, com receita de até R$ 300 mi, podem ter condições especiais de financiamento. (Brasil Energia – 20.03.2017) 

7 Vestas se dispõe a fazer ponte entre fundos de investimento e projetos eólicos

Enquanto os leilões para contratar novos projetos eólicos não voltam – embora permaneçam como uma pauta constante do setor – a fabricante de aerogeradores Vestas permanece buscando formas de se manter competitiva para disputar futuros novos contratos. Os preparativos passam inclusive, de acordo com o CEO da companhia no Brasil, Rogério Zampronha, pela catalisação de fundos de investimentos interessados em apoiar, com participações societárias ou operações financeiras, novos projetos no Brasil. “Estamos fazendo a ponte. Até pela própria natureza da empresa, temos um trânsito muito bom com fundos escandinavos voltados para projetos sustentáveis, uma aliança grande e certa facilidade”, diz o executivo. Além disso, para competir pelos novos contratos que devem surgir de futuros leilões, em um ambiente no qual há bastante capacidade ociosa na indústria, a companhia tem realizado investimentos em P&D para diminuir o custo da energia para os seus clientes. A ideia é buscar o máximo de produtividade possível da máquina, o que a Vestas garante em contrato. Mas, Zampronha alerta, não se trata necessariamente de queda no custo do equipamento. “O investidor, quando tem uma maturidade elevada, consegue entender quando uma postura muito agressiva de um fornecedor pode representar riscos. Estamos em um momento em que outras "Impsas" [fabricante argentina que entrou em recuperação judicial em 2015, descumprindo contratos de fornecimento] podem vira acontecer. Então cabe a o investidor entender quem estará aí nos próximos 20 anos”, comenta. (Brasil Energia – 20.03.2017) 

8 Piauí alcança marca de 1 GW eólico

O Piauí é o quinto estado brasileiro a alcançar a marca de 1 GW eólico instalado, feito ocorrido em março, com a entrada em operação e em testes de três parques eólicos que somam 66,7 MW de capacidade instalada, informou a Abeeólica nesta segunda-feira. Os dados divulgados pela Abeeólica apontam para 1.011,5 MW de 37 parques no estado, sendo 902,7 MW em operação comercial e 108,8 MW em teste. O Rio Grande do Norte ainda é o estado com maior número de parques (125) e com maior capacidade instalada total, com 3.419,6 MW. O estado é seguido pela Bahia, com 73 parques que somam 1.897,8 MW. O Ceará tem a terceira colocação, com 1.690,1 MW de 68 parques, enquanto o Rio Grande do Sul é o quarto estado, com 1.713,4 MW de 73 parques. (Brasil Energia – 20.03.2017) 

9 Fundos miram ativos de energia eólica no Brasil, diz Abeeólica

Diversos fundos de investimento têm buscado ativos para aquisição em energia eólica no Brasil mesmo em um momento em que a longa crise econômica do país começa a afetar o setor, que viu no final do ano passado um leilão que contrataria novos projetos ser repentinamente cancelado em meio a uma queda na demanda por eletricidade. A presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum, disse à Reuters que esse momento de menores perspectivas para a contratação de novas usinas tem gerado forte movimentação no mercado de fusões e aquisições de empreendimentos já em operação. A executiva avalia que entre empresas que podem aparecer na ponta compradora estão a gestora canadense Brookfield e companhias de energia renovável administradas por fundos, como Cubico Sustainable Investments, Omega Energia, Rio Energy e Atlantic Renováveis. (Reuters – 20.03.2017) 

10 Abeeólica comenta sobre potenciais investidores no Brasil

"Os fundos [Cubico Sustainable Investments, Omega Energia, Rio Energy e Atlantic Renováveis] e essas empresas [Brookfield, por exemplo] estão todos em uma posição de querer comprar, de ver oportunidade. Todos estão olhando... em 2016 ficou no ensaio, e agora em 2017 estou sentindo uma efetivação (dos negócios)", disse a presidente da Abeeólica, Elbia Gannoum. A Cubico tem como sócios fundos de pensão canadenses, enquanto a Ômega Energia é gerida pela brasileira Tarpon Investimentos e pelo norte-americano Warburg Pincus. A Rio Energy está ligada ao fundo Denham Capital, enquanto a Atlantic tem por trás a gestora britânica Actis. Procurada, a Brookfield disse que não vai comentar. As outras empresas não responderam imediatamente. Elbia disse que outros fundos que ainda não têm presença em energia eólica no Brasil também avaliam negócios no setor. "O mercado está entrando em uma fase 'compre Brasil', e nesse pacote o setor de energia eólica é um dos primeiros, por ser renovável e ter bons retornos, bons projetos", apontou a dirigente da Abeeólica. (Reuters – 20.03.2017) 

11 Abeeólica fala sobre demanda por leilões

Para Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica, a bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica, acionada agora em março, seria um sinal de que o sistema elétrico ainda precisa contratar mais energia para garantir o suprimento. Acionada pela Aneel em cenários de menor oferta de energia, a bandeira tarifária amarela eleva os custos de cada kilowatt-hora utilizado pelos consumidores. O governo federal tem dito que uma decisão sobre a possibilidade de um novo leilão de energia deverá ser tomada após a realização de estudos sobre a oferta e a demanda por eletricidade. De acordo com Elbia, havia forte interesse de empresas associadas à Abeeólica em participar de uma licitação no setor. A dirigente disse que as empresas tinham cerca de 2 gigawatts prontos para disputar o leilão cancelado em 2016, o que representaria ao menos cerca de 10 bilhões de reais em investimentos. (Reuters – 20.03.2017) 

12 Presidente da Abeeólica também fala sobre ancelamentos de projetos no setor

O governo brasileiro tem avaliado também a possibilidade de um leilão inovador, que permitiria que investidores desistam de projetos contratados nos últimos anos devido à atual sobreoferta de eletricidade. Mas para a Abeeólica, a participação de empresas do setor eólico no eventual leilão de descontratação não seria muito elevada, e se concentraria em companhias que enfrentaram problemas financeiros ou com fornecedores. Elbia Gannoum, presidente da associação, acredita que a estatal Furnas, da Eletrobras, a Renova Energia, controlada pela Cemig, e a portuguesa Tecneira estão entre os investidores eólicos que poderão tentar devolver projetos. "Desses desenvolvedores de eólicas que podem participar, grande parte é por conta da Impsa", disse. Furnas, Renova e Tecneira não responderam imediatamente a pedidos de comentário. (Reuters – 20.03.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Abdan promove em abril cursos sobre setor nuclear em parceria com WNU

A Associação Brasileira de Desenvolvimento das Atividades Nucleares fechou uma parceria com a World Nuclear University para promover cursos gratuitos de curta duração no Brasil sobre o setor nuclear. A primeira edição acontecerá no próximo dia 3 de abril, na sede da Nuclep, em Itaguaí (RJ), e a segunda será em São Paulo (SP), no dia 5 de abril, no Ipen. Os cursos, que têm limite de 50 participantes em cada edição, vão abordar os principais assuntos da área nuclear, como as tecnologias avançadas de reatores, a capacidade brasileira de produção de combustível, os critérios internacionais de segurança do setor, a estruturação de projetos nucleares, e o futuro da energia nuclear pelo mundo, dentre outros temas relevantes, além de contarem com visitas técnicas. No Rio, o foco da visita técnica será a fábrica de combustível nuclear da INB, em Resende, com data marcada para 4 de abril, enquanto que em São Paulo o destino serão as instalações nucleares do IPEN, no dia 6 de abril. De acordo com o vice-presidente da Abdan, Fernando Henning, que está envolvido na organização dos cursos, um dos objetivos é atingir também o público profissional mais jovem, que está querendo se atualizar sobre os aspectos principais de energia nuclear em alto nível. Os cursos contarão com a participação de grandes nomes do segmento, como Antonio Müller e Celso Cunha, da Abdan, Patrícia Wieland, da WNU, João Carlos Tupinambá, da INB, Liberal Zanelatto, da Nuclep, e Wison Calvo, do Ipen, dentre outros representantes de peso do setor. As aulas são voltadas a profissionais da área nuclear; membros de centros de pesquisa; representantes de departamentos governamentais relacionados a ciência, tecnologia, energia e meio ambiente; funcionários de órgãos reguladores e ambientais; e executivos da cadeia de fornecimentos do segmento; além de estudantes universitários e membros do setor acadêmico. (Agência CanalEnergia – 21.03.2017)

 

 

Economia Brasileira

1 Mercado agora vê dois cortes seguidos de 1 ponto na taxa Selic

Os analistas do mercado financeiro acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, fará dois cortes de um ponto percentual na taxa Selic nas reuniões de abril e de junho. Eles continuam a esperar que o juro termine 2017 em 9% ao ano, mas o que mudou agora é a velocidade com que o BC deve chegar a esse número. Até a semana anterior, a expectativa era de que houvesse três cortes de 0,75 ponto, um de 0,50 ponto e dois de 0,25 ponto. Assim, a taxa cairia dos atuais 12,25% para 9%, encerrando o ciclo de corte em dezembro, para depois retomá-lo em meados de 2018. Agora, a previsão é de dois cortes de 1 ponto, dois de 0,50 ponto e um de 0,25 ponto, encerrando o ciclo de cortes em outubro, para retomá-lo em janeiro do próximo ano. Ao fim de 2018, a Selic chegaria a 8,50%, segundo o Focus. (Valor Econômico – 20.03.2017)

 

2 Governo já estuda receitas para cumprir meta de 2018

Além do contingenciamento que será definido até amanhã, o governo já trabalha do lado das receitas para cumprir a meta fiscal de 2018. Por ora, a meta é apenas indicativa e está em R$ 66 bilhões de déficit primário para o setor público - saldo negativo de R$ 79 bilhões para o governo central, R$ 3 bilhões para estatais e superávit de R$ 16 bilhões para Estados e municípios. Esses números constam do cenário apresentado quando foi fixada a meta de déficit de R$ 143,1 bilhões para o setor público em 2017. A avaliação é que o número indicativo de déficit de 2018 é ambicioso e demandará esforço maior do lado das receitas. Nesse sentido, o cardápio de alta de tributos ou reversão de desonerações em discussão para atenuar o corte de despesas neste ano também é avaliado considerando a necessidade de um saldo fiscal negativo bem menor no ano que vem. (Valor Econômico – 21.03.2017)

 

3 Corte "real" no gasto é a prioridade, diz Mansueto 

A dois dias da divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, que acontece amanhã, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, reafirmou que a prioridade do governo é cortar gastos. Questionado se o valor a ser contingenciado no Orçamento deste ano seria forte, Mansueto respondeu que será um número "real", sem considerar receitas "incertas". Na semana passada, o Valor informou que a deficiência, contabilizada por uma fonte da equipe econômica poderia ir aos R$ 65 bilhões, no pior cenário. Além do corte, segundo este interlocutor, o governo também estuda mais de 20 opções de ajustes nos impostos, com eventuais elevações. (Valor Econômico – 21.03.2017) 

 

4 Mansueto: Governo apresentará em breve proposta de mudanças no PIS

O governo apresentará “em poucos dias”, uma proposta para mudanças no PIS. Segundo ele, esta é uma demanda dos empresários, junto com uma proposta de reforma tributária. “Os empresários pressionaram o governo na última reunião do Conselho de Desenvolvimento para que entreguemos uma reforma tributária. Nosso sistema tributário é muito complexo. E temos que reduzir burocracia para pagamento de impostos. O governo vai apresentar em poucos dias mudanças do PIS a pedido dos empresários. Tudo isso será discutido”, afirmou durante discurso na cerimônia de posse do novo conselho de administração da Amcham Brasil. Ele falou após uma palestra do presidente Michel Temer. (Valor Econômico – 20.03.2017) 

 

5 Juros futuros fecham perto da estabilidade sob efeito de temas locais

As taxas de DI experimentaram algum alívio durante a tarde desta segunda-feira, o que as tirou das máximas intradiárias alcançadas pela manhã. No fim do dia, os juros futuros ficaram perto da estabilidade. Parte desse movimento foi ditada pelo dólar, que acelerou a queda depois das 15h, atingindo mínimas em um mês, em torno de R$ 3,06. Ainda assim, o viés de baixa não foi suficiente para consolidar recuo de taxas no mercado de juros, diante da escalada de receios em torno de questões domésticas. Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2021 subia a 9,980% ao ano, contra 9,970% no ajuste anterior. Na máxima, esse DI foi a 10,040%. O DI janeiro de 2018 - que reflete apostas para a Selic ao longo de 2017 - tinha taxa de 10,000%, ante 10,010% do ajuste de sexta-feira e pico hoje de 10,025%. A curva de juros indica 71% de probabilidade de corte de 1 ponto percentual da Selic em abril, mesmo percentual de sexta-feira. (Valor Econômico – 20.03.2017) 

 

6 Demanda das empresas por crédito cai 6,4% em fevereiro, aponta Serasa

A demanda das empresas por crédito caiu 6,4% em fevereiro, ante janeiro, e recuou 5% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo estimativa da Serasa Experian. No primeiro bimestre, a demanda cresce 0,5% sobre o mesmo período em 2016. Nas micro e pequenas empresas, a queda da demanda por crédito foi de 6,7% em fevereiro, ante janeiro. Nas médias empresas houve queda de 0,8% e, nas grandes, o recuo foi de 0,7%. No acumulado do ano até fevereiro, a demanda por crédito das médias empresas caiu 8,6% e das grandes empresas 8,7%. Somente nas micro e pequenas empresas a procura por crédito subiu no primeiro bimestre: 1% contra o mesmo período de 2016. Na análise por setor, todos registraram queda na demanda por crédito em fevereiro, ante janeiro. Na indústria, o recuo foi de 4,7%, no comércio, a queda atingiu 4,1% e, no setor de serviços, a procura caiu 9%. No ano, a demanda das empresas por crédito caiu 2,4% na indústria e 2,2% no comércio. Já no setor de serviços subiu 4% em relação ao primeiro bimestre do ano passado. (Valor Econômico – 20.03.2017)

 

7 Dólar ontem e hoje 

Hoje, às 10:42 dólar é cotado na casa de R$ 3,06. Ontem, dólar caiu 0,93%, a R$ 3,0708 - menor patamar para um encerramento desde 23 de fevereiro (R$ 3,0570). (Valor Econômico – 20.03.2017 e 21.03.2017) 


 

Internacional

1 Irena aponta ser possível reduzir as emissões a zero até 2060

A Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena, na sigla em inglês) indicou que as emissões de CO2 podem ser reduzidas entre 70% até 2050 e 100% até 2060 com uma perspectiva econômica positiva. Essa estimativa foi lançada nesta segunda-feira, 20 de março, durante o evento Berlin Energy Transition Dialogue, na capital alemã, por meio do estudo Perspectivas para uma transição energética: as necessidades de investimentos para uma transição de baixo carbono, que apresentou casos em que o aumento dos aportes em energia renovável e eficiência energética em países do G20 e outros podem alcançar a redução de emissões necessárias para conter a elevação da temperatura a não mais do que os 2º Celsius e evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas. O desafio é grande, os investimentos necessários adicionalmente somam US$ 29 trilhões até 2050. Esse número, explicou a entidade, apesar de ser substancial, representa uma parcela de 0,4 do PIB global nesse período. Além disso, a análise macroeconômica da Irena aponta que esses aportes criarão um estímulo que junto a outras políticas poderão elevar o PIB global em até 0,8% em 2050, gerar novos empregos no setor renovável mais do que a perda de posições com a indústria de combustíveis fósseis, e ainda, desenvolver o bem estar humano com os benefícios ambientais causados. (Agência CanalEnergia - 20.03.2017) 

 

2 Serão necessárias 80% de geração advinda de fontes renováveis para alcançarmos a descarbonização, diz relatório da Agencia Internacional de Energias Renováveis (Irena)

O relatório da Irena aponta que em 2015 foram emitidos 32 Gt de CO2 e que esse volume poderá recuar continuamente a 9,5 Gt até 2050 como forma de limitar a elevação da temperatura mundial na comparação com o período pre-industrial. Atualmente a energia renovável responde por 24% da capacidade de geração e 16% de todo o fornecimento de energia primária. Para alcançar a descarbonização serão necessários 80% de geração de energia advindas dessas fontes e 65% de todo o fornecimento primário no mundo. As renováveis precisam ainda representar a maior parte da geração de energia em 2050, tendo como base a contínua e rápida expansão de capacidade, principalmente da combinação entre a eólica e a solar para substituir as fontes convencionais. Além disso, veículos elétricos também devem ser predominantes nesse cenário, bem como ações de eficiência energética, biocombustiveis líquidos e edificações mais eficientes devem apresentar alto crescimento, seja por meio de renovações ou novas construções. Contudo, ressalta que são necessários esforços por meio de adoção de políticas públicas para que se possa redesenhar os mercados de energia no mundo. Sinais de preços robustos e a precificação do carbono podem ajudar a promover um grande campo quando complementado por outras medidas. (Agência CanalEnergia - 20.03.2017) 

 

3 ONU: uso eficiente dos recursos naturais pode injetar US$ 2 tri na economia global até 2050

O uso mais inteligente e eficiente dos recursos naturais do mundo pode injetar US$ 2 trilhões na economia global até 2050, compensando em boa parte os custos de ações e programas contra as mudanças climáticas. A estimativa é da ONU e consta no relatório "Eficiência de Recursos: Potencial e Implicações Econômicas". O documento aponta que, enquanto o investimento ações climáticas causaria uma queda de 3,7% no PIB global per capita até 2050, o uso mais sustentável de recursos naturais e energias renováveis não apenas cobriria o custo de manter o aquecimento global abaixo dos 2º Celsius como também adicionaria US$ 2 trilhões na economia global até 2050. Encomendado em 2015, o relatório foi divulgado em Berlim durante reunião do G20. Erik Solheim, chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), citando a pesquisa feita pelo Painel de Recursos Internacionais da ONU, chamou a projeção de investimento de US$ 2 trilhões na economia de "ganha-ganha ambiental". Segundo ele, a previsão é que a população global, que deverá crescer 28% até a metade do século, utilizará 71% a mais de recursos per capita até 2050. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa e minerais – como areia e outros componentes – aumentará de 85 para 186 bilhões de toneladas por ano até 2050. "Usando melhor os dons naturais do planeta, injetaremos mais dinheiro na economia para criar empregos e melhorar os meios de subsistência", ressaltou Solheim. "Ao mesmo tempo, vamos criar os fundos necessários para financiar uma ação climática ambiciosa", acrescentou. O relatório analisou quatro caminhos que os países poderiam assumir nas próximas três décadas, desde o cenário-padrão até a projeção em que são adotadas políticas climáticas ambiciosas, com melhorias e eficiência no uso dos recursos. Além dos benefícios econômicos, a análise ilustra que a eficiência reduziria o uso de recursos globais em cerca de 28% em 2050, na comparação com tendências atuais. (Agência CanalEnergia - 20.03.2017)




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