NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Abril
19/04/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: no workshop “Tecnologias Disruptivas de Baixo Carbono: Mobilidade Urbana - Veículos elétricos & Energia – Geração de Energia Elétrica Distribuída (GD) e Redes Elétricas Inteligentes (REI)”

O GESEL participará nesta quinta-feira, dia 20 de abril, do workshop “Tecnologias Disruptivas de Baixo Carbono: Mobilidade Urbana - Veículos elétricos & Energia – Geração de Energia Elétrica Distribuída (GD) e Redes Elétricas Inteligentes (REI)”. O evento, realizado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e pela COPPE-UFRJ, com o apoio do Instituto Clima e Sociedade, será realizado no auditório do Prédio COPPE - Vallourec, Parque Tecnológico da UFRJ (Rua Paulo Emídio Barbosa, 485 1º andar, quadra 8, lote C. Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ), das 14h às 17h. (GESEL-IE-UFRJ – 19.04.2017) 

2 GESEL: reunião com gerente da área de energia do BNDES

Equipe de pesquisadores do GESEL, coordenada pelo Prof. Nivalde de Castro realizou reunião com gerente da área de energia do BNDES, Juliana Coimbra, para conhecer em mais profundidade da metodologia ADT - Áreas de Desenvolvimento Territorial - passível de utilização em projetos hidroelétricos de grande porte. O interesse do GESEL neste conhecimento deve-se à linha de estudos sobre integração elétrica do Brasil e Bolívia que terá como marco a construção de uma hidroelétrica bincional no rio Madeira à montante da UHE de Jirau. (GESEL-IE-UFRJ – 19.04.2017) 

3 GESEL: Crédito privado libera projetos para importar equipamentos

A melhora do cenário macroeconômico e das condições dos LT’s, como rentabilidade e cronograma dos projetos, deve favorecer a contratação de financiamento dos empreendimentos, na avaliação do coordenador do grupo de estudos do setor elétrico (Gesel/UFRJ), professor Nivalde de Castro. Segundo ele, porém, com a movimentação dos investidores em busca de outras alternativas de empréstimos, além do BNDES, aumenta o risco de importação de equipamentos, já que não haverá mais a taxa subsidiada para compra de produtos locais. "O efeito perverso do aumento do custo do financiamento vai ser sobre a cadeia produtiva", afirma. (Valor Econômico – 19.04.2017) 

4 Diretor da Abinee e da Brametal acreditam que risco cambial deve dificultar o aumento de importação 

O diretor de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) da Abinee, Newton Duarte, reconhece o risco de aumento de importação de equipamentos com o aumento de financiamento privado para investimentos em leilão de LT’s, porém ele considera ser pouco provável que investidores optem por essa alternativa devido ao risco de volatilidade cambial e do custo de hedge, que pode comprometer a taxa de retorno do projeto, em um leilão extremamente competitivo. "Na medida em que o BNDES só proporcionará financiamentos a valores de mercado, se o investidor conseguir outros recursos que não o obrigue a comprar no mercado brasileiro, em tese ele estará livre para comprar em outro lugar. Acho pouco provável que investidores que tenham receita em reais de investimentos em transmissão busquem recursos em moeda estrangeira", diz Duarte. Alexandre Schmidt, diretor da Brametal, maior fabricante de torres para LT’s do país, também avalia ser pouco provável que investidores busquem produtos importados devido ao custo logístico e ao risco de o atraso na entrega afetar o cumprimento do cronograma do projeto firmado com o regulador. (Valor Econômico – 19.04.2017) 

5 Aneel indica acordo na disputa pelas indenizações às transmissoras

A Aneel se mostrou favorável a um acordo com transmissores e consumidores de energia sobre as condições de pagamento das indenizações por ativos antigos de transmissão. Ainda não há acerto, porém, sobre o valor correspondente à indenização e qual a fatia da remuneração sobre os investimentos. Ontem, durante reunião ordinária da autarquia, o diretor -geral da Aneel, Romeu Rufino, chegou a dizer que a decisão judicial obtida pela Abrace que reduziu quase a metade das indenizações (R$35 bilhões de um total de R$62 bilhões) foi "robusta" e "bem fundamentada", e apontou que a suspensão do critério de remuneração sobre o custo de capital próprio poderia ser seguida pelo MME para pacificar a questão. Para isso, bastaria editar uma nova portaria. Nas revisões tarifárias aplicadas ontem, a Aneel já excluiu do cálculo uma fatia de R$ 8,9 bilhões, correspondente à remuneração. Para os consumidores, apenas esse valor pode não ser suficiente. (Valor Econômico – 19.04.2017) 

6 Abrace questiona origem do valor de indenizações

A ação judicial obtida pela Abrace não questiona o valor da indenização, mas a origem dos recursos: todos os consumidores, por meio da tarifa. Segundo a associação, dos R$ 62 bilhões, R$ 35,2 bilhões se referem exclusivamente a encargos moratórios pelo atraso no pagamento das indenizações, que deveria ter acontecido em 2013, quando aconteceu, de fato, a renovação das concessões. A Abrace alega que as indenizações não se referem à prestação do serviço público de transmissão. Por isso, não podem ser pagas pela tarifa, mas sim pela União, por meio de recursos do Tesouro. As transmissoras seguem contando com o recebimento integral das indenizações a partir deste ano. A Cteep avalia ter R$ 8,8 bilhões a receber, enquanto a Eletrobras tem R$ 36,5 bilhões a título de ressarcimento. Os valores já foram lançados nos resultados das duas em 2016. (Valor Econômico – 19.04.2017) 

7 Hidrelétricas terão compensação financeira por uso de térmicas e importação

Operadores de hidrelétricas receberão uma compensação financeira pela energia que suas usinas deixam de gerar nos momentos em que são acionadas termelétricas para garantir a segurança do sistema ou quando há importação de energia, segundo decisão da diretoria da Aneel em reunião nesta terça-feira. Os recursos para pagar as hidrelétricas serão cobrados junto aos consumidores por meio de encargos que compõem os custos da energia elétrica, os chamados Encargos de Serviço de Sistema (ESS). A contabilização dos valores a serem recebidos pelos geradores hídricos já entrará em vigor assim que for publicada a decisão da Aneel, enquanto os efeitos financeiros serão sentidos após a agência aprovar uma nova versão das regras de comercialização de energia, contendo o novo mecanismo. As hidrelétricas vinham pedindo ao governo e à Aneel o estabelecimento dessa compensação desde ao menos 2015, quando chuvas abaixo da média exigiram o uso intenso de termelétricas para garantir o abastecimento, o que impactou financeiramente os geradores hídricos. (Reuters – 18.04.2017)

8 Hidrelétricas: Modelo de cálculo de compensação 

O valor a ser recebido pelas hidrelétricas em compensação por cada megawatt-hora não gerado quando houver uso térmico ou importação será a diferença entre o preço da energia no mercado spot no momento em que as usinas deixaram de produzir e um valor definido pela Aneel, o PLDx, que será de 108,07 reais em 2017. Em uma versão anterior da proposta de compensação às usinas hídricas, a Aneel havia proposto um PLDx de 113,62 reais. A Aneel decidiu ainda que as hidrelétricas poderão ser compensadas também quando deixarem de produzir devido ao acionamento de usinas térmicas devido a restrições elétricas no sistema. O ONS deverá informar à agência reguladora em até 60 dias as ocasiões em que o uso de térmicas poderá ser caracterizado como devido a restrições elétricas. (Reuters – 18.04.2017)


9 Aneel aprova metodologia de pagamento referente à geração fora da ordem de mérito (GFOM)

A Aneel aprovou no dia 18 de abril, em reunião pública da diretoria colegiada, a metodologia para pagamento do custo de deslocamento de geração hidrelétrica pela geração termelétrica, decorrente da decisão de geração fora da ordem de mérito (GFOM). O regulamento foi motivado pela Lei 13.360/2016. O regulamento aprovado prevê que o gerador hidrelétrico afetado pela GFOM receba a diferença entre o valor do PLD do mês em que foi deslocado (não gerou) e o valor do PLDx estabelecido para o ano. O PLDx expressa a mediana do histórico dos valores médios mensais do PLD desde 2001, e seu valor para 2017 foi fixado em R$108,07. O valor do PLDx será divulgado anualmente, em janeiro, pela CCEE. O custo do deslocamento da geração hidrelétrica deverá ser considerado no ESS de acordo com a classificação do deslocamento: segurança energética ou restrições elétricas. Os geradores hidrelétricos passam a ter direito de recebimento a partir da data de publicação da resolução no DOU. (Aneel – 18.04.2017) 

10 Distribuidoras são autorizadas a recolher recursos ao Procel 

A Aneel deliberou, no dia 18 de abril, emissão de despacho autorizando as distribuidoras de energia elétrica a recolherem os recursos destinados ao Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O Plano Anual de Aplicação de Recursos Procel PAR/2017 foi elaborado pelo Grupo Coordenador de Conservação de Energia Elétrica (GCCE) com valor estimado em R$ 107,767 milhões, para o período de 12 meses. A Lei 13.280/2016 disciplina a aplicação dos recursos destinados aos programas de eficiência energética e determina que 80% sejam aplicados pelas próprias concessionárias e permissionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica, conforme regulamentos estabelecidos pela ANEEL e 20% sejam destinados ao Procel. O Plano de Aplicação de Recursos do Procel contempla nove projetos alinhados com as necessidades observadas pelo CGCE, a partir das contribuições de parceiros do Programa, no contexto da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima (COP-21), onde o governo assumiu o compromisso de alcançar 10% de ganhos de eficiência no setor elétrico até 2030. Com a aprovação do primeiro Plano em 30/3/2017, o primeiro recolhimento ao Procel deve ser realizado até o dia 10/5/2017, com o valor da obrigação legal referente ao período de 4/5/2016 a 30/3/2017. O último recolhimento do Plano, referente ao mês de abril/2017, deverá ser feito até o dia 10/6/2017. (Aneel – 18.04.2017)

11 Audiência debate RAP de concessionárias de transmissão

A Diretoria da Aneel deliberou no dia 18 de abril a abertura de audiência pública para debater a proposta referente à revisão periódica da Receita Anual Permitida (RAP) dos contratos de concessão relativos a empreendimentos de transmissão de energia elétrica licitados em 2011, com data de revisão a partir de 1º/7/2017. O processo de revisão da RAP refere-se às concessionárias ETN, CHESF, Eletronorte, Furnas, IE pinheiros e LTTE. A proposta de revisão da RAP abrange o recálculo do custo de capital de terceiros, as receitas decorrentes de reforços de transmissão autorizados pela Aneel e as receitas auferidas com outras atividades, denominadas “Outras Receitas”. (Aneel – 18.04.2017)

12 Aneel delibera cronograma de transição da gestão de fundos setoriais

A Diretoria colegiada da ANEEL deliberou no dia 18 de abril o estabelecimento de providências e o calendário para que a Eletrobras e a CCEE promovam a transição da gestão dos fundos setoriais CDE, CCC e RGR. A troca do gestor dos fundos setoriais foi estabelecida na Lei 13.360/2016, que instituiu outras mudanças no regime de formação e utilização dos recursos da CDE, CCC e RGR, e no critério de rateio dos encargos tarifários entre os consumidores de energia. A responsabilidade na gestão dos fundos setoriais foi delimitada e considera que atos ocorridos e informações prestadas durante a gestão da Eletrobras serão avaliados e respondidos pela própria empresa gestora, enquanto que atos ocorridos e informações prestadas durante a gestão da CCEE serão avaliados e respondidos por essa Câmara. Na mesma decisão, o ONS foi autorizado, em caráter excepcional, com eficácia imediata, a adotar os “Procedimentos operacionais para previsão de carga e planejamento da operação dos Sistemas Isolados”. Também foi aberta audiência pública para debater proposta de previsão de carga e planejamento da operação dos Sistemas Isolados pelo ONS. (Aneel – 19.04.2017)

13 Transmissão: novas concessões demandarão R$ 38,8 bi de investimento até 2022, diz EPE

O conjunto de projetos previstos no planejamento da expansão do setor de transmissão deverá demandar R$ 38,8 bi de investimentos até 2022, sendo R$ 25,9 bi em linhas de transmissão e R$ 12,9 bi em subestações. Os números foram divulgados pela EPE e fazem parte do Programa de Expansão da Transmissão (PET). O documento contempla todas as obras de expansão do SIN definidas em estudos de planejamento da EPE concluídos até janeiro de 2017, com vistas a garantir as condições de atendimento aos mercados e os intercâmbios entre as regiões, mas que ainda não foram licitadas ou autorizadas. Considerando as regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há previsão de licitar 21.503 km de linhas e 54 subestações/pátios. Em relação à versão anterior do PET (2016, 2º semestre), foram acrescidas três novas subestações e cerca de 500 km de linhas, com investimentos estimados em R$ 945 mi. Contudo, houve a exclusão de 12 subestações e de 4.600 km de linhas, objeto de licitação nos leilões de transmissão realizados e autorizações, totalizando investimentos da ordem de R$ 8,5 bi. A EPE explicou que optou por não incluir as obras que se encontram em processo de caducidade ou cujo processo foi finalizado recentemente (ex.: obras da Abengoa, Braxenergy e MGF), as quais possivelmente demandarão novo processo de outorga. Junto com o PET, também consta o plano de Expansão de Longo Prazo (PELP), Ciclo 2017 – 1º semestre. As informações estão agrupadas conforme o horizonte de planejamento: constam no capítulo do PET as obras até o ano 2022, enquanto o capítulo do PELP contempla as obras a partir do ano 2023. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017)

14 Fundação Coge: seminário sobre auditoria será promovido em junho

A Fundação Coge promoverá nos dias 28 e 29 de junho a sétima edição do 7º Audite - Seminário Nacional de Auditoria Interna das Empresas do Setor Elétrico no Rio de Janeiro (RJ). Furnas será a anfitriã do evento. O seminário tem por objetivo apresentar, desenvolver e debater com Diretores, Gestores e Profissionais das Empresas do Setor, Órgãos Governamentais, Empresas de Auditoria, Meio Acadêmico e Especialistas, assuntos relacionados à auditoria. Dentre os temas que serão debatidos no Audite estão Auditoria em Sociedades de Propósito Específico, Compliance, Gestão de Riscos e Auditoria Interna, Cyber Security, Governança Corporativa e a Lei das Estatais. As inscrições já estão abertas. (Agência CanalEnergia – 19.04.2017)

15 Artigo de Claudio Sales: “Perdas comerciais e os limites das distribuidoras”

Em artigo publicado no jornal Brasil Energia, Claudio J. D. Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, trata do problema das perdas comerciais das distribuidoras de energia. Segundo o autor, “a grande maioria das distribuidoras de energia elétrica combate os furtos e fraudes com milhões de reais em investimentos. Tal empenho é importante, mas não é suficiente (...). Tal combate requer políticas públicas acertadas e uma conscientização da sociedade quanto aos malefícios dessas práticas que são tratadas com excessiva permissividade”. Ele conclui que “a regulamentação setorial, as barreiras burocráticas de órgãos metrológicos, o ativismo de órgãos de defesa do consumidor e o viés do Poder Judiciário, entre outros, frequentemente favorecem o consumidor infrator ou inadimplente e, às vezes, acabam por criar barreiras intransponíveis para uma ação mais eficaz de coibição dos furtos de energia”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 19.04.2017)

 

 

Empresas

1 EDP Energias do Brasil: Vendas a clientes finais caem 9,6% no 1º tri

A EDP Energias do Brasil registrou queda de 9,6% no volume distribuído a clientes finais no primeiro trimestre deste ano, totalizando 3.561 GWh. Segundo a companhia, a queda refletiu, principalmente, a grande migração de consumidores do mercado cativo para o livre, devido aos preços atrativos praticados neste ambiente de contratação ao longo de 2016. A EDP São Paulo (antiga EDP Bandeirante) apurou queda de 11,1% na energia vendida a consumidores finais, enquanto a EDP Espírito Santo (antiga EDP Escelsa) contabilizou recuo de 7,5% nos primeiros três meses do ano. No total, o segmento residencial teve alta de 0,9% no período, sendo de 1,4% na São Paulo e 0,1% na Espírito Santo. O segmento industrial seguiu com forte queda de 34,6% no trimestre, considerando o consolidado do grupo. Quando considerada também as vendas a consumidores livres e a energia em trânsito (por meio do uso do sistema de distribuição), a EDP registrou alta de 0,2% no total de energia distribuída no primeiro trimestre, sendo um ganho de 1,4% na EDP São Paulo e uma retração de 1,4% na EDP Espírito Santo. O crescimento foi possível devido ao aumento da energia em trânsito consolidada no sistema de distribuição, destinada ao atendimento do consumo de clientes livres, que avançou 19,6%, refletindo justamente as migrações de consumidores do mercado cativo para o livre. (Valor Econômico – 18.04.2017) 

 

2 EDP Energias do Brasil: Dados operacionais no 1° tri

A EDP Energias do Brasil divulgou ainda os dados operacionais de geração de energia no trimestre. O volume total caiu 3,2% no trimestre, para 3.552 GWh. No caso da energia hídrica, a queda foi de 12,4%, para 1.731 GWh, refletindo o efeito da estratégia de sazonalização de contratos, o maior volume de energia vendida da Enerpeixe em janeiro do ano passado, em função do término de um contrato naquele período e pela recontratação no mesmo trimestre em um leilão, e também a venda da Pantanal Energética, que foi concluída em janeiro do ano passado. O volume de energia termelétrica caiu 1,1%, para 1.329 GWh, devido ao maior número de dias do primeiro trimestre de 2016. Em relação à comercialização de energia, o volume cresceu 22,5% entre janeiro e março deste ano, refletindo a maior alocação dos agentes para o segundo semestre de 2017, ocasionando um aumento da demanda no curto prazo para cumprimento dos contratos no trimestre. (Valor Econômico – 18.04.2017)

 

3 Comercializadoras de energia: Ganhos após chuva fraca elevar preços são ampliados, diz Bolt

Empresas que comercializam eletricidade devem conseguir elevar os ganhos neste ano devido a uma disparada nos preços da energia causada por chuvas abaixo da média entre janeiro e este início de abril, disse nesta terça-feira um executivo da comercializadora Bolt Energias. Gerida pelo fundo de investimentos Ático Geração, da Ático Investimentos, a própria Bolt trabalha com a perspectiva de dobrar seu lucro líquido com a comercialização de contratos de energia neste ano ante os cerca de R$ 30 mi de ganhos em 2016. O gestor da Bolt Energias, Gustavo Ayala, disse à Reuters que a empresa e outras comercializadoras se prepararam e guardaram energia para vender entre maio e dezembro, um período para o qual espera-se agora um novo salto nos preços. "Acredito que a maioria do mercado está aproveitando, entre as comercializadoras... uma ou outra pode ter uma visão diferente, e pode estar tendo prejuízo... mas essa estratégia de médio prazo, de maio a dezembro, tenho observado que a maioria das comercializadoras foi vencedora aí, a maioria do mercado está nessa tendência", disse. Os principais clientes neste momento são hidrelétricas que precisam cumprir suas posições no mercado, diante das perspectivas de menor geração por conta do déficit hídrico, que por sua vez está por trás da alta nos preços da eletricidade. (Reuters – 18.04.2017) 

 

4 Enel Rio: Programa de pontuação para incentivar a adimplência dos consumidores é lançado 

Com o Clube de Vantagens, os clientes poderão ter R$10, R$50, R$100 ou R$ 150 de desconto na conta de luz. Para conseguir resgatar o desconto na conta, será necessário acumular o mínimo de 1.333 pontos, equivalente a R$ 10 reais. A validade dos pontos é de doze meses a contar da data da sua aquisição. Os clientes também poderão trocar os pontos por produtos e serviços dos estabelecimentos credenciados, ingressos de cinema, créditos em combustível Shell ou pontos Multiplus e Smiles. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017)

 

5 Eletrobras: Multa de R$ 8 mi por danos morais coletivos, após apagão

Uma multa no valor de R$8.160 mi deve ser paga pela concessionária Eletrobras Amazonas Energia pelo "apagão" ocorrido no dia 31 de março, em Manaus e Região Metropolitana. A decisão foi resultado de uma ação civil pública movida nesta terça-feira (18) por diversos órgãos ligados a defender os direitos do consumidor. O desligamento de dois circuitos do Linhão Tucuruí-Manaus, que gerou apagão na capital, também atingiu os municípios de Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. A interrupção no abastecimento de energia causou também a obstrução no fornecimento de água para toda Manaus. A Manaus Ambiental informou à época que 98% da população da capital foi afetada. A ação movida pelos órgãos de defesa do consumidor também contou com a participação da Secretaria Executiva do Procon Amazonas. Na tarde desta terça-feira (18), representantes do órgão se reuniram para assinar a ação na sede da OAB-AM, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.A multa deve ser paga pela empresa como dano moral coletivo causado a população de Manaus. A secretária do Procon Amazonas, Rosely Fernandes, informou que as multas são aplicadas como caráter pedagógico e servem como instrumento para coibir a má prestação do serviço. Em nota, a Eletrobras Distribuição Amazonas informou que, até o presente momento, não foi notificada sobre o ocorrido. Após a notificação, os dados serão levantados e, em momento oportuno, a Distribuidora se manifestará sobre o assunto. (G1 – 18.04.2017) 

 

6 Valor da base de remuneração da Celpe

A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou o despacho no. 1049 na edição desta terça-feira, 18 de abril, do Diário Oficial da União que traz o valor da base de remuneração da Celpe. De acordo com a agência, esse montante total para fins da 4ª revisão tarifária é de R$ 6.175.963.096,87 como base de remuneração bruta e a base líquida é de R$ 3.474.956.659,98. A taxa de depreciação média é de 3,96% ao ano. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017) 

 

7 Engie: mais R$ 409 milhões em dividendos do exercício de 2016

A geradora de energia Engie informou ao mercado nesta terça-feira, 18 de abril, que pagará R$ 409,6 milhões em dividendos complementares, correspondentes a R$ 0,6275 por ação, proventos adicionais aos dividendos intercalares e juros sobre o capital próprio referentes ao exercício de 2016. O pagamento será realizado no dia 21 de junho, com base nos dados cadastrais existentes no Itaú Unibanco Banco Múltiplo. Assim, o total de proventos do exercício de 2016 superou R$ 1,48 bilhão, equivalente a R$ 2,2786 por ação, correspondendo a 100% do lucro líquido distribuível ajustado. As ações da companhia serão negociadas ex-dividendo a partir de 30 de maio de 2017. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017) 

 

8 BM&FBovespa: Setor de energia elétrica tem valorização discreta em 2017

O setor de energia elétrica teve discreta valorização de mercado na B3, novo nome da BM&FBovespa após a fusão com a Cetip, segundo análise apresentada pela Economática nesta terça-feira (18/4). O segmento, que conta com 37 empresas listadas em bolsa, possui valor total de mercado de R$ 212,042 bi (valor relativo a 17/4), contra R$ 209,896 bi, apurados no último dia de 2016, o que corresponde a uma alta de 1,02%. Já o setor de petróleo e gás teve comportamento inverso no período, com desvalorização de 9,07% no período, segundo a Economática. Enquanto o grupo de sete empresas registrou valor de mercado de R$ 212,272 bi em 31/12, na última segunda-feira, o montante era de R$ 197,557 bi. O segmento de maior valorização na bolsa foi o de construção, com 31,86%, saltando de R$ 16,735 bi para R$ 22,067 bi. O setor possui 19 empresas listadas. Na sequência, o segmento têxtil possui alta de 30,56%, enquanto que as empresas de transportes e serviços, juntas, corresponderam a uma valorização de 24,72%. O setor bancário, em valores absolutos, é o que possui maior valor de mercado. Com 19 empresas listadas, o segmento encerrou o dia de ontem com R$ 612,946 bilhões de valor de mercado, contra R$ 572,413 bi – elevação de 7,08% no período. No total, 283 empresas possuem ações lançadas em bolsa, e no período, a valorização foi de 6,44%, com valor total de mercado de R$ 2,517 tri. Ainda de acordo com a Economática, dos 25 setores avaliados, apenas cinco tiveram queda de valor de mercado. (Brasil Energia – 18.04.2017)

 

9 Neoenergia: Aplicativo permite que clientes de distribuidoras comuniquem interrupções

Os quase 11 milhões de clientes das três distribuidoras do Grupo Neoenergia – Coelba (BA), Celpe (PE) e Cosern (RN) – ganharam na última segunda-feira, 17 de abril, mais um canal de comunicação com as empresas. Por meio do aplicativo gratuito para smartphones os clientes já podem comunicar por celular eventuais interrupções no fornecimento de energia e acessar outros serviços oferecidos pelas três concessionárias. Agora, os clientes podem utilizar o aplicativo para acessar um cardápio de serviços, como solicitar a segunda via da conta, pedir a religação de energia ou consultar o histórico de consumo e de faturas em aberto. A nova ferramenta foi concebida com a finalidade de ampliar a qualidade no atendimento aos clientes das três distribuidoras. Para acessar e baixar o novo aplicativo, o consumidor deve entrar nas lojas de compras disponíveis nos smartphones, buscar “Coelba”, “Celpe” ou “Cosern” e instalar gratuitamente. É preciso realizar um cadastro com número do CPF ou CNPJ, da Conta Contrato e telefone de contato. Os dados cadastrais do cliente irão facilitar a localização da ocorrência, agilizando o tempo de atendimento. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017)

 

10 Pövry: novo presidente assume a partir de maio

A Pövry, empresa consultora de engenharia, terá, a partir de 2/5, Fábio Bellotti da Fonseca como presidente da empresa para a América Latina. Antes de assumir a presidência, Fonseca trabalhava como diretor das áreas de Mineração & Metalurgia, Energia e Infraestrutura, que passaram a operar de forma integrada na área de Processos Industriais e Infraestrutura. Fábio Fonseca substitui Marcelo Cordaro, que se desliga da Pöyry para se dedicar a projetos pessoais após oito anos na empresa. (Brasil Energia – 18.04.2017) 

 

11 Reajuste da Cosern (RN) entra em vigor a partir de 22/4

A Diretoria da Aneel no dia 18 de abril, durante Reunião Pública, o reajuste tarifário anual da Cosern, a vigorar a partir do dia 22/4/17 para 1,3 milhões de unidades consumidoras localizadas no estado do Rio Grande do Norte. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores residenciais da Cosern: Consumidores residenciais (B1) – (3,11%). Consumidores cativos: Baixa tensão em média – (3,08%); Alta tensão em média – (4,07%); Efeito Médio para o consumidor – (3,38%). (Aneel – 18.04.2017)

 

12 Consumidores da Coelba terão novas tarifas a partir de sábado (22/04)

Foi aprovado no dia 18 de abril durante Reunião Pública, reajuste tarifário da COELBA. Os novos percentuais entrarão em vigor no dia 22/4/2017. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores da COELBA: Consumidores residenciais (B1) – (2,82%). Consumidores cativos: Baixa tensão em média – (2,77%); Alta tensão em média – (3,5%); Efeito Médio para o consumidor – (3,0%). (Aneel – 18.04.2017) 

 

13 Reajuste tarifário da Energisa Sergipe é aprovado

A diretoria da Aneel aprovou no dia 18 de abril, em reunião pública, o reajuste tarifário da ESE. Os novos percentuais entram em vigor a partir 22/4. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores: Consumidores residenciais (B1) – (8,16%). Consumidores cativos: Baixa tensão em média – (8,14%); Alta tensão em média – (11,36%); Efeito Médio para o consumidor – (9,29%). (Aneel – 18.04.2017) 

 

14 Consumidores residenciais do Ceará terão redução nas tarifas a partir de 22/4

A diretoria Aneel aprovou no dia 18 de abril, em reunião pública, redução nas tarifas dos consumidores residenciais da Coelce. Os novos percentuais entram em vigor a partir 22/4. Confira os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores: Consumidores residenciais (B1) – (-0,33%) (redução). Consumidores cativos: Baixa tensão em média – (-0,39%) (redução); Alta tensão em média – (1,44%); Efeito Médio para o consumidor – (0,15%). (Aneel – 18.04.2017) 

 

15 Cooperativa de Sergipe tem revisão tarifária aprovada pela ANEEL

A Diretoria da Aneel aprovou no dia 18 de abril, durante reunião pública da diretoria, a segunda revisão tarifária periódica da cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Rural Centro Sul de Sergipe Ltda. (Cercos). Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores: Baixa tensão – (19,93%); Alta tensão – (10,20%); Efeito Médio – (19,58%). (Aneel – 18.04.2017) 

 

 

 

Leilões

1 Governo: leilão de energia para renováveis é previsto para até setembro

O governo federal pretende realizar até setembro um leilão de energia de reserva para contratar novas usinas de fontes renováveis, como eólicas, solares, pequenas hidrelétricas (PCHs) e biomassa, disse à Reuters o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo. Antes disso, até julho, o governo promoverá um inédito leilão de descontratação, que tem como objetivo permitir o cancelamento sem a aplicação de multa rescisória de projetos de geração que enfrentaram problemas nos últimos anos e não saíram do papel. A descontratação, voltada apenas a projetos contratados em leilões de reserva anteriores, visa eliminar parte de um excesso de capacidade no setor elétrico do Brasil, após a recessão levar a demanda a cair por dois anos consecutivos ao mesmo tempo em que o país colocava em operação um volume recorde de novas usinas. Segundo Azevedo, poderão ser cancelados os projetos que oferecerem o pagamento do maior prêmio ao governo, a partir de um valor mínimo para as propostas, que ainda não foi definido. Quem participar da operação de descontratação tem que ficar fora dos próximos dois leilões de energia de reserva, realizado para elevar a segurança do sistema. (Reuters – 18.04.2017) 

 

2 BNDES: Banco não é visto como primeira opção de financiamento para vencedores de leilão

A maioria dos investidores que venceram o último leilão de LT’s, em outubro, o primeiro sob a nova política de financiamento do BNDES para o setor, com empréstimos a taxas de mercado, não pretende contar com recursos do banco estatal para a construção de seus projetos. Com relação ao último leilão, foi apurado que algumas das empresas desenharam a estruturação financeira de seus projetos prevendo utilizar recursos de mercado, complementando com debêntures de infraestrutura, ou ainda vão avaliar o cenário de financiamento. Alguns agentes também se desalavancaram anteriormente para fazer frente aos investimentos ou pretendem acionar suas holdings para obter recursos. Um dos motivos para não contar com recursos do BNDES, segundo executivos, é que as taxas aplicadas pelo banco de fomento, na nova política de financiamento, acabaram ficando mais caras do que outras opções no mercado. "O BNDES saiu de uma linha subsidiada para uma linha a mercado que ficou acima do custo de mercado", afirma um executivo. "As taxas estão muito caras, há outras alternativas", diz o representante de outro vencedor do leilão de outubro. O Pátria, conforme foi apurado, não usará crédito do BNDES para fazer os R$ 2,5 bilhões em investimentos das linhas que arrematou nos leilões de outubro e abril do ano passado. Metade dos recursos necessários serão de capital próprio do fundo. (Valor Econômico – 19.04.2017)

 

3 BNDES: ISA Cteep considera o BNDES como alternativa de financiamento para leilão

Já a ISA Cteep ainda não definiu as condições de financiamento dos investimentos nas linhas do leilão de outubro, mas considera o BNDES para conseguir a contratação dos projetos, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da transmissora, Rinaldo Pecchio. "As condições de financiamento mudaram, mas o BNDES continua sendo uma fonte interessante de financiamento de longo prazo". Outro executivo conta que deve dedicar os primeiros 24 meses nos trabalhos de licenciamento ambiental e de negociação fundiária das linhas, quando são desembolsados apenas 5% do investimento total previstos nos projetos. Após essas etapas, ele avaliará as condições de mercado para decidir se utilizará, ou não, o BNDES. Há uma tendência bastante forte de esses projetos buscarem outras alternativas de financiamento", afirma o chefe de Project Finance do Santander, Diogo Berger. "O mercado de capitais também gosta bastante desse setor [de transmissão] e deve participar com percentual bastante relevante com debêntures de infraestrutura." (Valor Econômico – 19.04.2017) 

 

4 BNDES: Especialista explica decisão de investidores

Segundo Thais Prandini, diretora da consultoria Thymos Energia, a mudança nas condições do BNDES uniformiza as condições de crédito. "Se você para de dar subsídio, as condições de mercado ficam uniformes para todo mundo. Os investidores começam a ter outras alternativas, a criar estruturas mais inteligentes e a buscar financiamentos internacionais", conta. A especialista explica que o mais importante, em sua visão, é que a taxa de rentabilidade (o "Wacc", na sigla em inglês) do leilão esteja compatível com o financiamento mais caro. "Partindo desse princípio, o ponto importante para ter resultado no projeto é conseguir uma linha de crédito um pouco menos cara e conseguir um retorno maior para o investidor." A decisão de investidores de não contar com recursos do BNDES está, de certa forma, de acordo com a intenção do governo de fazer com que o mercado de capitais participe cada vez mais do financiamento de projetos de infraestrutura do país. Por outro lado, há o risco de os investidores não fecharem a equação financeira no prazo esperado e haver um descasamento em relação ao cronograma firmado com a Aneel para a construção das linhas. O fim do empréstimo ponte também é um risco adicional. (Valor Econômico – 19.04.2017) 

 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Índices dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Sul estão operando com volume de 40,1%, diminuindo 0,4% na comparação com o dia anterior. De acordo com dados do ONS referentes ao último dia 18 de abril. A energia armazenada é de 7.999 MWmês e a ENA é de 4.356 MWm, que equivale a 67% da MLT armazenável no mês até o dia. A usina de Barra Grande registra volume de 25,18%. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o recuo de 0,1% deixou os reservatórios com 41,5% da sua capacidade. A energia armazenada é de 84.349 MWmês e a ENA é de 38.520 MWm, que corresponde a 66% da MLT. A usina de Furnas está com 43,09% da sua capacidade e a de Jurumirim, com 66,58%. Em mais um dia sem alterações, o Nordeste opera com 22,3%. A energia armazenada é de 11.554 MWmês e a ENA é de 3.353 MWm, o mesmo que 28% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 16,17%. O Norte teve aumento de 0,2% registrando volume de 65%. A energia armazenada é de 9.780 MWmês e a ENA é de 12.579 MWm, o equivalente a 35% da MLT. A usina de Tucuruí está com 99,23% da sua capacidade. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017) 

2 PLD: Alta seguirá após maio, diz Bolt

O preço spot da energia elétrica, ou PLD, utilizado em negociações de curto prazo com energia, mas com influência sobre contratos mais longos, está em cerca de 356 reais por megawatt-hora, alta de mais de 150% desde o início do ano. Segundo Ayala, o PLD deverá seguir em alta após maio, com "grandes chances" de em alguns meses bater os 533,82 reais -teto estabelecido pela regulação do setor. "Em abril ainda tem uma chuva considerável... depois, vai entrar no período seco... se vier chuva abaixo da média ainda, aí realmente o preço pode chegar no teto facilmente", afirmou Gustavo Ayala, gestor da Bolt Energias. O executivo avalia também que o custo de operação do sistema pode até ultrapassar os 610 reais, ponto que dispara o acionamento da bandeira vermelha nível 2 nas contas de luz, gerando uma cobrança extra de 3,50 reais a cada 100 kwh consumidos para clientes atendidos pelas distribuidoras de energia. As tarifas estão atualmente em bandeira vermelha nível 1, com adicional de 3 reais a cada 100 kwh. A bandeira vermelha não era acionada desde fevereiro de 2016. (Reuters – 18.04.2017)

3 Bolt Energias: forte demanda por compra de energia

Em meio a uma recessão que ainda limita a atividade industrial, a Bolt Energias tem sentido forte demanda por compra de energia principalmente por parte de empresas que são operadoras de hidrelétricas, que cada vez mais temem enfrentar um forte déficit de geração neste ano. Quando produzem menos energia do que venderam em contratos, as usinas hídricas têm que comprar energia de outras fontes para compensar a produção menor. Mas, com os preços em alta, os geradores hídricos têm corrido para evitar ter que repor a energia quando as cotações estiveram mais elevadas, no segundo semestre. "Tem muita demanda para contratos de maio a dezembro... é muito por conta das geradoras hidrelétricas, que querem fazer um hedge para encarar o GSF (nome técnico para o déficit de geração hídrica)", informou Gustavo Ayala, gestor da Bolt Energias. A CCEE estimou no final de maio que o déficit hídrico deverá gerar um impacto financeiro de cerca de R$ 21 bi sobre o mercado de energia elétrica em 2017. (Reuters – 18.04.2017) 


 

Meio Ambiente

1 Belo Monte: Hidrelétrica pode ter que suspender operação comercial

A hidrelétrica de Belo Monte precisará suspender a operação comercial de todas suas unidades geradoras atualmente em funcionamento e ainda ficará impedida de ligar novas máquinas, caso não seja derrubada uma decisão da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que suspendeu no início de abril a licença ambiental de operação da usina. A avaliação é da área de fiscalização de serviços de geração da Aneel, que foi consultada pela AGU sobre os impactos da decisão do TRF-1. A informação consta no memorando da Aneel. No documento com data de 13 de abril, a Aneel afirma que Belo Monte tem atualmente dez máquinas em operação, o que representa 2,7 GW em capacidade instalada, com projeção de que mais 1,8 GW em turbinas adicionais sejam acionadas até o final do ano. Orçada em mais de 30 bilhões de reais, Belo Monte terá 11,2 GW quando estiver concluída, o que está previsto para 2019. Procurado, o Ibama, que emitiu a licença de operação para a usina, disse que ainda não foi notificado sobre a decisão do TRF-1. A Norte Energia, que reúne os sócios de Belo Monte, não respondeu a um pedido de comentário. (Reuters – 18.04.2017) 

2 Belo Monte: Especialistas temem a possível suspensão de operação da hidrelétrica

O especialista em energia do escritório de advocacia Souza Cescon, Roberto Lima, disse que o Ibama e a Norte Energia precisarão recorrer ao STJ caso queiram reverter a decisão do TRF-1. "O curso do processo é longo, para obter uma decisão final, mas pode ser que eles consigam, atuando de forma diligente no STJ, ter uma medida de urgência, uma liminar... isso eles podem talvez conseguir num prazo curto", explicou. O analista de mercado da Safira Energia, Lucas Rodrigues, estima que uma paralisação de Belo Monte nas condições atuais poderia obrigar a Norte Energia a gastar cerca de 300 milhões de reais por mês com a compra de energia no mercado de curto prazo para compensar o que a usina não poderá produzir. "É um impacto considerável para a Norte Energia, um efeito financeiro relevante... Belo Monte tem um compromisso gigantesco de venda de energia no mercado regulado (para as distribuidoras de energia)", disse Rodrigues. (Reuters – 18.04.2017)

 

Energias Renováveis

1 Alto Sertão II: AES Tietê fecha com Renova a compra de complexo eólico

A AES Tietê fechou nesta terça-feira contrato para compra da totalidade das ações da Nova Energia Holding, detentora, por meio da Renova Eólica Participações, do Complexo Eólico Alto Sertão II. O Valor havia antecipado na última quarta-feira (12) que o contrato seria assinado “nos próximos dias”. O preço acordado para a aquisição é de R$ 600 mi, sujeito a ajustes, diz o fato relevante entregue à CVM. O valor também poderá sofrer acréscimo de até R$ 100 mi sob a forma de “earn out”, se o desempenho do Complexo Alto Sertão II, apurado após período de cinco anos contados da data do fechamento da operação, exceder a referência mínima assumida. Além do pagamento do valor de compra, a AES Tietê assumirá a dívida do projeto Alto Sertão II, no valor de R$ 1,15 bi. A geradora esclarece, no comunicado sobre a aquisição, que o valor de R$ 650 mi anunciado em janeiro fazia referência ao preço a ser pago pela aquisição, que embutia um “earn out” projetado de R$ 50 mi. (Valor Econômico – 18.04.2017) 

2 Alto Sertão II: compra do complexo aguarda autorização do Cade

O fechamento da operação de compra do complexo eólico Alto Sertão II pela AES Tietê, por meio da Renova Eólica Participações,ainda está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação pelo Cade, esperada para o terceiro trimestre de 2017. A AES Tietê vai convocar uma assembleia geral extraordinária de acionistas para deliberar sobre a aprovação da operação, sendo conferido aos acionistas dissidentes —detentores de ações desde o fato relevante de 13 de janeiro — o direito de recesso e o reembolso conforme o valor patrimonial das ações. Localizado na Bahia, o Complexo Eólico Alto Sertão II tem capacidade instalada total de 386,1 MW, e energia contratada por 20 anos, por meio do leilão de energia de reserva e leilão de energia nova realizados em 2010 e 2011, cujos contratos expiram em 2033 e 2035, respectivamente. A aquisição está em linha com a estratégia da AES Tietê de, até 2020, compor 50% de seu Ebitda com fontes não hidráulicas, com contratos regulados de compra de energia de longo prazo. (Valor Econômico – 18.04.2017)

3 Início de operação de usinas solares na Bahia pela Enel é autorizado

A Aneel autorizou o início da operação, a partir desta terça-feira, de duas unidades de geração de energia solar no município de Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Segundo despachos da agência publicados hoje no “Diário Oficial da União” (DOU), foi autorizado o funcionamento das usinas Bom Jesus da Lapa I e Bom Jesus da Lapa II, que serão operadas pela Enel Green Power Ban, do grupo italiano Enel. As duas usinas somam 60 megawatts em potência instalada. A Enel Green investe em energia solar e eólica no Brasil, onde possui pequenas hidrelétricas em operação e construção. (Valor Econômico – 18.04.2017) 

4 Nordex/Acciona: acordo com a Atlantic é fechado para entrega de turbinas eólicas

A Nordex/Acciona Windpower fechou contrato com a Atlantic para a entrega de 65 turbinas eólicas AW125/3000, com torres de 120 m de altura, para o projeto Lagoa do Barro, no Piauí. Os sistemas serão entregues e instalados no segundo semestre de 2018. A fabricante com isso alcançará 1,18 GW em equipamentos, sendo 711 MW já entregues e mais 468 MW até 2018. Os valores do contrato não foram revelados. Para atender o projeto, de 195 MW, a Nordex/Acciona instalará a primeira fábrica de torre de concreto para aerogeradores do Piauí. Esta será também a primeira instalação industrial do estado destinada à fabricação de um grande componente para aerogeradores. De acordo com a fabricante, os desenvolvedores do projeto esperam atingir um fator de capacidade média acima de 58%. Os equipamentos da empresa instalados hoje, no Brasil, têm propiciado um índice de disponibilidade superior a 97%, e estão presentes em 50% dos parques de melhor desempenho do país. O Complexo Eólico Lagoa do Barro, operado pela Atlantic é composto por oito parques eólicos, distribuídos em uma área de 2.854 hectares, no sudeste do Piauí. Este é o segundo projeto que a Nordex/Acciona executa em conjunto com a geradora. O primeiro, localizado em Santa Vitória do Palmar (RS), de 207 MW, está em fase final de construção e sua entrega está prevista para este ano. No total a fabricante possui equipamentos em nove parques, distribuídos no Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017)

5 Nordeste: Unidades eólicas e fotovoltaicas iniciarão operação em teste

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para operação em testes, a partir desta terça-feira (18), uma série unidades geradoras de energia eólica e de energia solar, cujas capacidades instaladas somam 66,3 MW. A usina eólica Vila Acre I, no Rio Grande do Norte, teve três unidades autorizadas, cada uma com 2,1 MW de potência. Na Bahia, as fotovoltaicas Bom Jesus da Lapa I e Bom Jesus da Lapa II vão iniciar os testes de 32 unidades cada uma. A potência instalada somada de cada empreendimento totaliza 30 MW. As autorizações constam em despacho publicado no Diário Oficial da União de hoje. A Aneel liberou na última segunda-feira, 17 de abril, o começo da operação em teste 1,5 MW das unidades geradoras UG1 e UG2 da CGH Barra Carneiro. A CGH fica localizada na cidade de Chapecó, no estado de Santa Catarina. Cada turbina liberada tem potência de 750 kW. (Agência CanalEnergia – 18.04.2017) 

6 Exosun: código Finame do BNDES é liberado

O BNDES concedeu à Exosun, que atua na área de soluções para plantas fotovoltaicas, o código Finame para o seguidor (tracker) Exotrack HZ,, o que garante o cumprimento das exigências brasileiras de produção de conteúdo local pela subsidiária da empresa no pais, a Exosun Brasil. As áreas de produção da Exosun no Brasil estão no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. A companhia, hoje, tem uma capacidade de produção anual de 280 MW. A empresa tem foco em usinas centralizadas, estimando que até novembro de 2018, cerca de 2 GW de capacidade estarão em implantação no país, sendo que 92% podem adotar o uso do tracker, e tem verificado alta demanda por centrais de geração distribuída com potência acima de 1 MWp. (Brasil Energia – 18.04.2017) 

 

 

Gás e Termelétricas

1 Comgás enfrenta o desafio de gerar demanda devido sobreoferta de gás na Bacia de Santos

Com atuação próxima a uma das maiores reservas de gás do Brasil no pré-sal, a maior distribuidora de gás natural do país, a Comgás, tem intensificado ações para gerar demanda para um produto que será abundante nos próximos anos e que tem assumido um papel cada vez mais importante na matriz energética brasileira. A Comgás, que atua na Grande São Paulo, está situada por um golpe da sorte perto das grandes reservas de gás da Bacia de Santos, cuja produção já está se desenvolvendo e que deve crescer ainda mais nos próximos anos. Os investimentos da empresa, estimados neste ano entre 450 milhões e 500 milhões de reais, agora incluem uma campanha de marketing estrelada por um renomado chef de cozinha para promover os novos serviços da companhia, que tem um mercado potencial de cerca de 7 milhões de clientes em uma das regiões mais ricas do país. Essa oferta adicional futura proporcionará a intensificação de série de novos usos para o gás, que serão demonstrados na nova campanha de marketing da Comgás "Transformadores Incansáveis", que terá o chef do restaurante Mocotó, Rodrigo Oliveira, como embaixador. Na campanha, a empresa vai mostrar equipamentos que podem ser usados em comércios e residências, como fogões, fritadeiras a gás, geradores de energia, chuveiros com aquecimento a gás, churrasqueiras, piso aquecido, entre outros. (Reuters – 18.04.2017)

 



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