NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Outubro
17/10/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 IDEC: transparência deve ser prioridade da Aneel

Em contribuição à consulta pública que definirá a Agenda Regulatória da Aneel, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) sugeriu que o órgão priorize a transparência entre as empresas do setor e os consumidores. Na visão do instituto, sem informações claras, como o valor de impostos e subsídios não é possível prestar um bom serviço ao consumidor final. O órgão sugeriu que se torne obrigatória a divulgação de um relatório com dados como números de pedidos de indenização por danos e sua região geográfica, para que os usuários saibam se o aparelho queimou devido a uma falha na rede, e solicitem o ressarcimento. O Idec defende ainda que haja maior incentivo à geração de energia renovável pelos consumidores. Além disso, o Instituto reforçou a importância de aprimorar a Resolução Normativa nº 581/2013, que permite que as concessionárias ofereçam serviços não relacionados à prestação de energia, como seguros. Segundo a norma, a cobrança só pode ser feita caso haja a autorização do consumidor, porém, segundo o Idec, nem sempre isso acontece. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

2 MME: debate sobre inovações no sistema energético brasileiro

A Comissão de Minas e Energia promove nesta quarta-feira (18) o seminário “Revolução tecnológica no sistema de geração e distribuição de energia elétrica no Brasil”. O evento será realizado a pedido do deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR). O seminário tem a proposta de levar ao conhecimento do público novas e revolucionárias tecnologias nas áreas de armazenamento de energia elétrica e de eficiência de motores na geração de energia. Serão realizados debates com especialistas com vistas à formulação de novas políticas públicas para o setor. “A incorporação desses avanços ao setor elétrico brasileiro, de modo a beneficiar o consumidor final e favorecer o surgimento de novas cadeias produtivas no País, exigirá o engajamento do Congresso Nacional para realizar alterações no ordenamento jurídico brasileiro que permitam os ajustes requeridos na política energética e no planejamento setorial”, afirma Jhonatan de Jesus. Confira a programação do seminário aqui. (Agência Câmara – 16.10.2017) 

 

Empresas

1 Divergências no projeto de privatização da Eletrobras

O processo de privatização da Eletrobrás mal começou, mas já cria polêmica no governo. Um dos pontos de maior discórdia na definição do modelo de venda é como repassar à estatal um terço dos recursos arrecadados com o processo. Para o MME, uma parte deveria ficar com a Eletrobrás, como um aporte. Já para o Ministério da Fazenda, como a Eletrobrás é de economia mista, isso significa transferência de riqueza aos acionistas privados. Por isso, a área econômica avalia que esses recursos devem ser revertidos em aumento da participação acionária da União na Eletrobrás. Ainda que haja aumento imediato da participação acionária da União na companhia, a Fazenda entende que isso pode ser revertido em uma etapa posterior, na emissão de ações pela companhia. No caso, o governo não subscreveria a oferta. O objetivo é a União deixar o controle do grupo, que passaria a ter um controle pulverizado. (O Estado de São Paulo – 17.10.2017) 

 

2 Redução dos ativos da União na Eletrobras

Na privatização da empresa, a União, que hoje detém 63% das ações, reduziria essa participação para cerca de 40%. O processo deve ser consolidado na emissão de ações da Eletrobrás, por meio do qual os recursos para pagar a outorga à União serão captados. A ideia original do MME prevê que a privatização da empresa e de suas usinas e subsidiárias seja uma opção, não uma imposição do governo. Para deixar isso claro, no dia em que essa decisão for referendada em assembleia-geral de acionistas, a União não vai votar. Por ser uma opção, na avaliação de uma fonte do MME, é preciso incentivar a empresa a aceitar essa proposta. Esse incentivo se daria na forma de um “prêmio” que compense os riscos assumidos pela Eletrobrás para atuar sob um novo modelo. (O Estado de São Paulo – 17.10.2017)

 

3 State Grid e Eletrobras: 1º linhão de Belo Monte previsto para dezembro

A chinesa State Grid e a estatal Eletrobras recuperaram atrasos na construção de uma enorme linha de transmissão de energia que levará do Norte ao Sudeste a produção da hidrelétrica de Belo Monte, e a obra deverá ser totalmente concluída em dezembro, ante uma entrega em fevereiro prevista em contrato. A entrada em operação comercial do chamado “linhão”, com mais de 2.000 km em extensão, é vista como fundamental por autoridades brasileiras, uma vez que a falta de capacidade para levar a energia de Belo Monte ao sistema elétrico já impede a usina no rio Xingu de ligar turbinas adicionais. A limitação ainda acontece justamente em um momento de alta nos custos da eletricidade no Brasil devido ao baixo nível nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia do país. “A gente está para finalizar agora em outubro... para novembro ser testes e a entrada em operação comercial em dezembro. Vamos conseguir antecipar em relação à data do contrato. A gente estava prevendo entrar na véspera do Natal, e agora nossa data é 12 de dezembro”, disse à Reuters o diretor de Meio Ambiente da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), Newton Zerbini. A BMTE, empresa criada por State Grid e Eletrobras para construir o linhão, também já pediu à Aneel autorização para antecipar a conclusão das obras. No início de setembro, ainda havia temores de um atraso da linha devido a protestos que paralisavam os trabalhos, mas os problemas diminuíram após uma aprovação do governo federal para que a Força Nacional de Segurança apoiasse a construção. (Reuters – 16.10.2017) 

 

4 ‘Efeito Abengoa e Isolux’ atinge a Brascopper, fabricante nacional de LTs

A crise das gigantes espanholas Abengoa e Isolux, que deixaram de realizar projetos de transmissão no país, reforçou os problemas de uma outra empresa do setor, que enfrenta uma profunda dificuldade financeira. A falência agora é uma ameaça também para a maior fabricante 100% brasileira de cabos de alta tensão, a Brascopper. A empresa tenta evitar o fechamento de suas portas por meio de um processo de recuperação judicial, situação em que se encontram também Abengoa e Isolux. A Brascopper tem dívida acumulada de R$ 126 milhões, com 1.014 credores. A derrocada da companhia fundada em 1984, em Ribeirão Preto (SP), é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a frustração de grandes leilões de transmissão ocorridos nos últimos anos, a quebra das empresas espanholas, a crise financeira do País e a queda no preço do alumínio, tudo isso ocorrido nos últimos quatro anos. O cenário é muito diferente do que a empresa imaginava até 2011, quando, depois de realizar um investimento de cerca de R$ 70 milhões, colocou em funcionamento a sua terceira fábrica em São Luís – a companhia tem ainda uma unidade em Três Lagoas (MS). O objetivo era se preparar para entregar cabos de alta tensão para grandes projetos do setor que estavam em andamento ou planejados para o País, caso dos linhões de Belo Monte, que ficariam a cargo da Abengoa. A espanhola assumiria 2 mil quilômetros desse empreendimento e, de olho nessa demanda, a Brascooper fechou um contrato para fornecer 1,7 mil km de cabos para a companhia. A linha da Abengoa, porém, não saiu e os pedidos por cabo não se concretizaram. O faturamento da empresa, que beirou R$ 600 milhões em 2011, despencou para R$ 270 milhões no ano passado. (O Estado de São Paulo – 17.10.2017)

 

5 EXM Partners: Chineses são os principais interessados em ativos da Brascopper

Segundo Wendel Caleffi, sócio da EXM Partners, consultoria que foi contratada pela Brascopper para tentar sua recuperação judicial e que tem falado em nome da fabricante, a única saída encontrada para tentar salvar a empresa foi a venda de sua unidade no Maranhão. A expectativa é de que o negócio seja fechado em 90 dias. “Fizemos um diagnóstico da situação e concluímos que a cobertura da empresa e o pagamento de sua dívida passaram a depender da venda de ativos”, diz Caleffi. “Quando se está em recuperação judicial, a disponibilidade de capital de giro é nenhuma. Não se tem acesso a credito. A fábrica está avaliada em pouco mais de R$ 100 milhões. Já há interessados, inclusive de outros países”. Na lista dos grandes nomes de produção de cabos estão as multinacionais Alubar, General Cable, Nexans e Prysmian. Entre os interessados na fábrica da empresa, afirma Caleffi, estão investidores chineses, os quais têm vencido a maior parte de leilões de linhas de transmissão realizados pelo governo nos dois últimos anos. De 2015 para cá, o governo busca saídas para interligar grandes usinas do País, por conta de projetos das espanholas Abengoa e Isolux, que não saíram do papel. Os projetos da primeira já foram alvos de declaração de caducidade pelo governo. No caso da Isolux, algumas linhas já foram, inclusive, relicitadas pela Aneel. (O Estado de São Paulo – 17.10.2017) 

 

6 Cade: Conselho aprova compra de 51% da Intensa pela Equatorial

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra de 51% da Integração Transmissora de Energia (Intensa) pela Equatorial Energia. O negócio foi concluído por cerca de R$ 273 milhões, conforme anunciado em agosto, e teve o sinal verde da autoridade antitruste publicado nesta segunda-feira no DOU. Antes do negócio, a participação de 51% pertencia a FIP Brasil Energia. (Valor Econômico – 16.10.2017) 

 

7 Equatorial Energia pede cancelamento de pedido para emissão de R$400 mi em debêntures

A Equatorial Energia solicitou à CVM que cancele o pedido para a emissão de 400 milhões de reais em debêntures simples, não conversíveis, devido às “condições de mercado desfavoráveis”, informou a empresa nesta terça-feira. “Os pedidos de reserva e ordens de investimento formalizados até a presente data serão cancelados com o deferimento do pedido de cancelamento pela CVM”, disse a empresa em comunicado. A operação de captação de recursos estava sendo coordenada pelos bancos Itaú BBA (líder), BB Investimentos, Bradesco BBI e J.Safra e pela corretora XP Investimentos. (Reuters – 17.10.2017) 

 

8 Furnas: nova etapa de modernização da SE Grajaú concluída

A Furnas concluiu mais uma etapa das obras de substituição da subestação de Grajaú, a fim de melhorar a confiabilidade e qualidade do fornecimento de energia elétrica para a cidade do Rio de Janeiro. Nesta etapa, foram energizados o terceiro banco de transformadores 500/138 kV e as linhas de interligação 138 kV Grajaú – Terminal Sul – circuito 2 e circuito 4. “Entre os benefícios da mudança estão o reforço no suprimento de energia para o sistema que abastece a cidade do Rio de Janeiro, além de uma redução nos gastos da companhia, com reposição de peças.”, destaca Victor Hugo Goes Ricco, Superintendente de Empreendimentos de Transmissão. Até o momento, Furnas investiu cerca de R$ 158 milhões de um total de R$ 197 milhões estimados para este projeto. Já foi finalizada cerca de 80% da obra e a conclusão está prevista para o mês de dezembro de 2017. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017)

 

9 Multas aplicadas à Coelba, Cepisa e Chesf são revisadas

A diretoria da ANEEL aceitou recurso interposto pela Coelba para, no mérito, aplicar penalidades de advertência e multa no valor total de R$ 7,22 milhões à concessionária, segundo despacho publicado no DOU da última sexta-feira, 13 de outubro. Após vários recursos interpostos pela Coelba, a ANEEL entendeu que algumas das penalidades poderiam ser convertidas em advertência por não terem prejudicado os consumidores ou auferidas vantagem a empresa. Outras penalidades tiveram a dosimetria reduzida. A Aneel também decidiu reduzir para R$ 855,1 mil o valor da multa aplicada contra à Cepisa, em decorrência de transgressões constatadas pela fiscalização na qualidade de seu atendimento comercial. Algumas delas tiveram a dosimetria reduzia após o recurso interposto pela Cepisa. A Chesf, porém, obteve a multa mantida em R$ 3,05 milhões. A empresa entrou com recursos pedindo revisão da dosimetria das multas. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017)

 

10 Aprovados projetos da Janaúba

Já a Janaúba Transmissora teve acatado como projeto prioritário o plano de transmissão de energia elétrica relativo ao Lote 17 do leilão nº 13/2015 da Aneel – 2ª etapa, compreendendo a linha de transmissão pirapora 2 – janaúba 3, em 500 kv, circuito simples, entre outras linhas que percorrerão os estados da Bahia e Minas Gerais. O mês e ano previstos para conclusão do projeto é fevereiro de 2022. O Ministério também autorizou como prioritários os projetos de transmissão de energia de lotes da Interligação Elétrica Paraguaçu e da Interligação Elétrica Aimorés, ambos com previsão de término das obras para fevereiro de 2022. O primeiro é o Lote 3 do Leilão nº 13/2015 da ANEEL – 2ª etapa, compreendendo a linha de transmissão Poções III – Padre Paraíso 2, em 500 kV, entre outras linhas que perpassam cidades da Bahia e Minas Gerais. O outro respectivamente corresponde ao Lote 4 do Leilão nº 13/2015 da Aneel – 2ª etapa, com a linha de transmissão Padre Paraíso 2 – Governador Valadares 6, em 500 kv, além de outras linhas que passarão por quinze municípios de Minas Gerais. (Agência CanalEnergia – 17.10.2017) 

 

11 Projetos da Taesa aprovados como prioritários

O MME aprovou nesta segunda-feira, 16 de outubro, como prioritário, dois projetos de titularidade da Taesa. O primeiro é sobre reforços em instalações de transmissão de energia elétrica da subestação Gurupi bem como a adequação de módulos de infraestrutura das redes e linhas de transmissão nos municípios de Minaçu (GO) e Gurupi (TO). A previsão de conclusão é para outubro de 2019. O outro projeto da empresa também é relativo a reforços em instalações de transmissão de energia elétrica, mas compreendendo a subestação Miracema, localizada nos municípios de Miracema do Tocantins e Gurupi (TO). A data de término do projeto está estipulada para março de 2020 e com a aprovação, será possível a emissão de debêntures de infraestrutura. (Agência CanalEnergia – 17.10.2017)

 

12 GE: otimismo no leilão das LTs

A fornecedora de equipamentos está otimista para o leilão de LTs que deve ser realizado até o fim do ano. O diretor da unidade de Transformadores de Energia, César Amaral, acredita que haverá lotes médios, que levarão a disputa tanto de grandes construtores quando dos médios. A fábrica de Canoas que tem capacidade de 16.500 MVA/ano e 260 colaboradores, atende a projetos em corrente contínua e alternada e é demandada pelo mercado nacional e internacional. No momento, há muitos projetos de exportação devido à queda de demanda dos últimos anos. Colômbia e Coréia do Sul são alguns dos países com pedidos. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

 

13 GE: preparação para Internet das Coisas nas LTs

De olho nos movimentos tecnológicos, a GE se prepara para a adoção da Internet das Coisas nos equipamentos de transmissão de energia. De acordo com César Amaral, diretor da unidade de Transformadores de Energia da GE Power, o movimento de IoT é irreversível. Segundo o executivo, não é possível prever em quanto tempo a IoT vai chegar em todo o setor, mas ele deixa claro que de certa forma o processo já está em curso. Transformadores já são dotados de sensores para aferirem índices essenciais na operação. “Falta interligar isso na internet das coisas e ter acesso online 100% do tempo”. Há uma intensa pesquisa para se avaliar o impacto desses investimentos e os seus custos, segundo Amaral A empresa já vem se colocando na vanguarda do tema. A empresa tem uma espécie de “gêmeo digital” em que o equipamento tem um equivalente digital que registra e avalia as solicitações ao longo da vida útil para que as intervenções sejam feitas no momento certo. Ele pode dizer qual o status da operação e em quanto tempo ele pode vir a apresentar algum tipo de problema. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

 

 

Leilões

1 Vencedoras do leilão de usinas da Cemig são habilitadas

A Comissão Especial da Licitação da Aneel publicou despacho no DOU desta segunda-feira, 16 de outubro, confirmando a habilitação de duas proponentes vencedoras do leilão 01/2017, conhecido como o leilão de usinas da Cemig. Foram habilitadas as empresas Spic Pacific Energy, que arrematou a hidrelétrica São Simão (GO/MG-1.710 MW) por R$ 7,1 bilhões; e a Enel Brasil, que levou a UHE Volta Grande por R$ 1,4 bilhão. O leilão foi realizado no dia 27 de setembro, em São Paulo. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste diminuíram em 0,2% os níveis em relação ao dia anterior e se encontram com 20,7% da capacidade, segundo dados do ONS relativos ao último domingo, 15 de outubro. A energia armazenada está em 42.156 MW mês e a energia afluente em 69% da MLT. A usina de Furnas trabalha com 14,82% da capacidade e São Simão, com 18,45%. No submercado Nordeste houve diminuição de 0,1% e os reservatórios operam com 7,8% da capacidade. A energia armazenada ficou em 4.029 MW mês no dia e a energia afluente está em 18% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. Sobradinho opera com 3,93% da capacidade. No Sul do país os reservatórios aumentaram 1,6% para 43,1% da capacidade. A energia armazenada no dia ficou em 8.665 MW mês e a energia afluente está em 62% da MLT. A usina de Passo Fundo opera com 81,29% da capacidade. Já no Norte do país os níveis recuaram em 0,2%, deixando os reservatórios com 25,7% da capacidade. A energia armazenada chegou a 3.862 MW mês e a ENA ficou em 50% da MLT. A hidrelétrica Tucuruí se encontra com 39,44% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

2 Consultoria Wood Mackenzie: Demanda global por óleo desacelera

A demanda global por óleo crescerá menos entre este ano e 2035 do que nos últimos 20 anos, de acordo com a Wood Mackenzie. De acordo com a consultoria, as mudanças no consumo global do energético são estruturais e demandam atenção da indústria. “A indústria do petróleo tem razão em se preocupar e precisa planejar mudanças e desafios futuros”, afirmou a consultoria. Atualmente, dos 96 milhões de barris/dia consumidos globalmente, grande parte, cerca de 60 milhões de barris/dia, são demandados pela indústria de transportes. No entanto, avanços tecnológicos, tanto pelo lado da eficiência quanto no desenvolvimento de veículos híbridos e elétricos, afetarão a demanda por combustíveis. Nos países desenvolvidos, já em 2020 a queda será estrutural, sendo que até 2035 o volume consumido deverá cair 4 milhões de barris/dia em relação ao atual. O impacto virá principalmente de políticas governamentais e do aumento do uso de veículos elétricos. Já nos países em desenvolvimento, a demanda poderá crescer em até 16 milhões de barris/dia até 2035, como reflexo do aumento nos níveis de renda e do crescimento da classe média, o que impactará o setor de combustíveis. Ainda assim, na própria década de 2030, o aumento do consumo nestes países vai desacelerar. “Uma contínua queda na demanda por óleo na geração elétrica vai compensar os aumentos modestos de outros setores, deixando o consumo estável até 2035”, concluiu a WoodMackenzie. (Brasil Energia – 16.10.2017)

3 Aneel: Custo médio da energia no ACR será de R$ 213/MWh para 2018

A Aneel definiu em R$ 213/MWh o valor do custo médio da energia e potência comercializadas pelos agentes de distribuição no ACR para o ano de 2018. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira, 13 de outubro. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

4 State Grid e Eletrobras preveem entregar linhão de 2 mil km de Belo Monte em dezembro

A chinesa State Grid e a estatal Eletrobras recuperaram atrasos na construção de uma enorme linha de transmissão de energia que levará a produção da hidrelétrica de Belo Monte do Norte ao Sudeste. A obra deverá ser totalmente concluída em dezembro, 10 meses após o prazo de entrega previsto em contrato, disse o diretor de Meio Ambiente da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), Newton Zerbini. A entrada em operação comercial do chamado "linhão", com mais de 2 mil quilômetros em extensão, é vista como fundamental por autoridades brasileiras. A falta de capacidade para levar a energia de Belo Monte ao sistema elétrico já impede a usina no rio Xingu de ligar turbinas adicionais. A limitação acontece justamente em um momento de alta nos custos da eletricidade no Brasil devido ao baixo nível nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia do país. "A gente está para finalizar agora em outubro... para novembro ser testes e a entrada em operação comercial em dezembro. Vamos conseguir antecipar em relação à data do contrato. A gente estava prevendo entrar na véspera do Natal, e agora nossa data é 12 de dezembro", disse à Reuters o diretor de Meio Ambiente da BMTE, Newton Zerbini. A BMTE, empresa criada por State Grid e Eletrobras para construir o linhão, também já pediu à Aneel autorização para antecipar a conclusão das obras. (G1 – 16.10.2017) 

5 BMTE: Ibama vai fazer vistoria na construção do Linhão de Belo Monte

O diretor de Meio Ambiente da BMTE afirmou ainda que equipes do órgão ambiental federal Ibama estarão no canteiro de obras da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE) nesta semana para fazer uma fiscalização relacionada à emissão da licença de operação do empreendimento do Linhão de Belo Monte, necessária para o início de seu funcionamento. A vistoria está agendada para acontecer entre 16 e 22 de outubro. "Nossa expectativa é receber a licença no final de novembro, início de dezembro", disse à Reuters o diretor de Meio Ambiente da BMTE, Newton Zerbini. Procurado, o Ibama não respondeu a um pedido de comentário. A hidrelétrica, que já está parcialmente em operação, deverá ser uma das maiores do mundo quando concluída, o que hoje é previsto para meados de 2020. A usina é orçada em mais de R$ 35 bilhões. (G1 – 16.10.2017) 

 

Meio Ambiente

1 Comissão de Minas e Energia incentiva o investimento em veículos sustentável

A Comissão de Minas e Energia aprovou proposta que permite a empresas deduzir do Imposto de Renda 150% do valor investido em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de veículos híbridos movidos a gás e energia elétrica. O incentivo valerá para empresas tributadas pelo lucro real até 2020. A dedução deverá observar o limite de 60% do total das despesas dedutíveis e não poderá exceder a 4% do Imposto de Renda devido. Relator, o deputado Augusto Carvalho (SD-DF) defendeu a medida, prevista no substitutivo aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. O texto original prevê que a dedução beneficie investimentos em pesquisa com veículos, de passageiros ou carga, movidos a gás. O substitutivo apresentado na Comissão de Desenvolvimento Econômico pelo deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), no entanto, ampliou a proposta para beneficiar veículos híbridos. Carvalho considerou a mudança uma importante contribuição para evitar as causas do aquecimento global. Pelo texto aprovado, o reconhecimento do incentivo fiscal dependerá de prévia habilitação de projeto junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do atendimento das condições fixadas pela Receita Federal. (Agência Câmara – 16.10.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Furnas: investimento de R$ 5 mi no primeiro túnel de vento brasileiro

Furnas está investindo R$ 5 milhões na construção do primeiro túnel de vento do país voltado exclusivamente para avaliar os efeitos do movimento do ar nos sistemas de geração de energia eólica. De acordo com a empresa, os estudos desenvolvidos na instalação devem ajudar a aumentar a produção de energia da fonte, resultando em ganhos financeiros de mais de 30%. O túnel será instalado no Centro Tecnológico de Furnas em Aparecida de Goiânia (GO) e deve contribuir não só para o desenvolvimento da geração eólica como também para as pesquisas de integração da fonte com as hidrelétricas da estatal. A previsão é que o túnel esteja em funcionamento em 2018. A instalação, que faz parte do programa de P&D da companhia, também pode contribuir com avanço tecnológico nas estruturas, fundações e pontos de reforço nas torres de linhas de transmissão. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

2 Absolar: criação de programa nacional para desenvolvimento de energia fotovoltaica é recomendada

A Absolar apresentará para o ministro Fernando Bezerra Coelho Filho, na próxima terça-feira (17/10), uma proposta de programa nacional para desenvolvimento da fonte solar no Brasil. “A fonte solar fotovoltaica atravessa forte expansão no mundo, porém enfrentou obstáculos no Brasil nos últimos dez anos, que prejudicaram seu crescimento, deixando o país com 15 anos de atraso no desenvolvimento do setor” comenta o presidente executivo da associação, Rodrigo Sauaia. As recomendações da Absolar foram organizadas em ações para o desenvolvimento do mercado (segmentos de geração centralizada e geração distribuída) e da cadeia produtiva do setor. Incluem temas como a contratação anual de 2 GW de usinas centralizadas e uma meta nacional de 1 milhão de telhados solares fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural, além da criação de linhas de financiamento competitivas para pessoas físicas e uma política industrial para reduzir preços de equipamentos nacionais aos consumidores. “Com um programa objetivo e eficaz para desenvolver este setor, o país poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos do planeta ao longo de poucos anos”, aponta Sauaia. (Brasil Energia – 16.10.2017)

3 Absolar: estudo conclui que a utilização de solar no lugar de térmicas resultaria em economia de R$ 2 bi

O Brasil poderia ter economizado R$ 2 bi na conta de energia elétrica entre janeiro de 2013 e maio de 2017, caso tivesse adotado uma inserção planejada da fonte solar no período. Esta é a conclusão de estudado encomendado pela Absolar e coordenado pela Engenho Consultoria, que demonstrou alívio na operação do subsistema elétrico da região Nordeste, com redução significativa na geração térmica e na emissão de gases do efeito estufa do setor elétrico (entre 15,4 milhões de toneladas e 17,9 milhões de toneladas), em linha com os objetivos do país para cumprir com o Acordo de Paris. O estudo olha para um cenário em que as térmicas mais caras, despachadas fora da ordem de mérito econômico, foram acionadas para assegurar o suprimento do país, com a crise hídrica que afetou a geração mais barata das hidrelétricas, especialmente no Nordeste. Foram considerados de dados reais do histórico de geração de energia elétrica do país, publicadas pelo ONS. Recentemente, a operação dessas térmicas voltou a ser autorizada, levando o país a estabelecer, pela primeira vez, a bandeira vermelha nível 2, maior nível previsto no sistema que repassa para os consumidores o custo adicional das distribuidoras com a energia dessas usinas mais caras. Nesse contexto, o estudo da Absolar aponta a oportunidade de diversificar a matriz elétrica brasileira com a expansão de novas fontes renováveis, especialmente com a solar fotovoltaica, capaz de produzir mais energia elétrica justamente em períodos de pouca chuva. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

4 Goiás Solar: 200 dias com mais de 300 projetos viabilizados

Gerido pela Secretaria Estadual de Cidades e Meio Ambiente, o Programa Goiás Solar comemora 200 dias com resultados expressivos. De acordo com a superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura, Danúsia Arantes, já foram viabilizados por meio do Programa, em todo o estado, mais de 300 projetos de instalação de placas solares fotovoltaicas em residências, comércios, propriedades rurais, órgãos públicos e indústrias. Junto à implementação do Programa Goiás Solar, a Agência Goiana de Habitação lançou o Programa Casa Solar, que já entregou, desde o início deste ano, 189 unidades habitacionais de interesse social com o sistema fotovoltaico, sendo 149 casas populares em Pirenópolis e 40 em Alto Paraíso de Goiás. Segundo a superintendente, a geração fotovoltaica e a doação de lâmpadas LED proporcionam, nas moradias populares, uma economia significativa. De acordo com ela, nos estudos feitos pela Agehab, o consumo médio cai de 145 kWh mensais para cerca de 21,9 kWh mensais por moradia. Isso significa uma redução aproximada de 70%. A economia energética equivale evitar a emissão de 73,53 kg CO2 anuais por habitação na atmosfera. Os municípios de Palmeiras de Goiás e Caçu já se preparam para a construção de mais 740 e 260 unidades, respectivamente, que estão em fase de cadastro para iniciar as etapas estabelecidas pelo Programa. O Goiás Solar propõe alianças estratégicas entre estado, universidades, municípios, empresas, instituições financeiras e sociedade civil organizada. Desde seu lançamento, o Goiás Solar tem conseguido promover o crescimento e capacidade instalada para geração centralizada e distribuída de energia solar; reduzir a carga tributária; articular a oferta de linhas de financiamento com prazos e juros competitivos; simplificar o processo de licenciamento; interceder junto às concessionárias para a simplificação e agilidade dos processos de habilitação dos empreendimentos e estimular a criação e desenvolvimento de empresas inovadoras, a partir de fontes renováveis. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017) 

5 Indra: plataforma de rede que integra GD

A Indra lançou uma plataforma de controle de rede voltada para distribuidoras de energia que incorpora ferramentas de gestão para agregar pontos de consumo que contam com geração distribuída. A plataforma, denominada Active Grid Management (AGM), pode reduzir em até 20% as perdas na rede de distribuição e em mais de 10% as incidências e o tempo de restabelecimento, afirma a empresa em comunicado. Segundo a empresa, a plataforma permite avaliação de riscos de operação, reagindo automaticamente para evitar danos, sem a necessidade de esperar por análises centrais e ordens de serviço. A plataforma está sendo desenvolvida em projetos-piloto em países da Europa, América Latina, Ásia e Oceania. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Retomada da UTE Araucária autorizada

A Aneel autorizou a retomada da operação da UTE Araucária (484 MW, PR), nesta segunda-feira (16/10). Despacho publicado no DOU define que a Copel poderá colocar em funcionamento as unidades geradoras 1, 2 e 3, até o próximo dia 30/11. De acordo com a agência reguladora, essa operação pôde ser aprovada graças ao acordo da empresa paranaense - detentora de 51% da usina - com a Petrobras, para o fornecimento de 2,190 milhões de m³/dia de gás para o empreendimento, na modalidade take or pay. (Brasil Energia – 16.10.2017)

 

2 Engie Brasil Energia moderniza processos do complexo termelétrico Jorge Lacerda

A Engie Brasil Energia recorreu ao monitoramento remoto para elevar a produtividade e modernizar processos do complexo termelétrico Jorge Lacerda, ao mesmo tempo que a empresa decidiu se desfazer de ativos a carvão mineral, como parte de sua estratégia global de geração renovável. O complexo tem unidades que possuem mais de 50 anos de atividade e já utilizava sistema Scada, mas decidiu uniformizar e atualizar os sistemas em todas as unidades geradoras das três usinas. Para isso, a Engie recorreu à Elipse, que adotou o sistema E3 nas três usinas. “Há a possibilidade de executá-lo a 600 km de distância com canais de comunicação para casos em que há essa necessidade”, completa Rodrigo Gressler, consultor da Elipse. Com a atualização, o complexo passou a atuar com dez licenças do E3, acessados via quatro salas de comando. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

 

3 Plano de expansão da oferta de gás no Paraná

O Paraná deverá ter três novas termelétricas - UTE Litoral, UEGA 2 e UTE Sul - totalizando capacidade instalada de 1,5 mil MW e a construção de 300 quilômetros de gasodutos. Essa infraestrutura está prevista no plano de expansão da oferta de gás natural, cujo protocolo de intenções foi assinado nesta segunda-feira (16/10) entre a Copel, a Shell e o governo do estado. A previsão preliminar é que os estudos para a implantação se dê ao longo de 2018 e as usinas possam entrar nos leilões no ano seguinte. Com a assinatura do documento, as duas empresas vão discutir os termos do acordo de parceria, que terá também a participação da Compagas. A petrolífera anglo-holandesa foi a vencedora da chamada pública 06/2015 aberta pela Copel e que ficou vigente por dois anos. Por meio dela, a companhia buscou um parceiro que tivesse interesse em elaborar estudos para chegar a um plano de negócios para importar, produzir, explorar, comercializar e transportar gás no Paraná. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

 

4 Gás natural comprimido como solução para o município de Costa Verde (RJ)

A Ceg levará abastecimento de gás natural para Mangaratiba, no litoral sul do Rio de Janeiro, por meio de uma estação de gás natural comprimido (GNC). Em um primeiro momento, serão atendidas 1 mil unidades residenciais e comerciais, mas a empresa tem planos para construir uma estação maior com capacidade para atender 1,5 mil clientes nos próximos três anos. O GNC foi a alternativa encontrada pela distribuidora para antecipar a chegada do combustível a cidades fluminenses onde não existem rede de dutos. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

 

5 Após 50 dias parada, Angra 1 volta à operar

A usina nuclear de Angra 1 (640 MW), no Rio de Janeiro, voltou a produzir energia na último domingo, 14 de outubro. Em nota, a Eletronuclear explicou que a duração da parada foi maior do que o usual devido à troca dos transformadores principais, que conectam Angra 1 às linhas de transmissão. Outros destaques foram os reparos na turbina de alta pressão, a troca das cunhas do gerador elétrico principal e uma revisão na bomba de água de circulação do reator. (Agência CanalEnergia – 16.10.2017)

 

 

Grandes Consumidores

1 Caesb: Companhia aposta em diminuir custos e aumentar segurança energética

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, a Caesb, está apostando na autogeração para aumentar sua segurança energética e diminuir um pouco os altos gastos que a empresa pública tem com eletricidade – em 2016 a Caesb desembolsou R$ 125,6 milhões para pagar os 298 GWh consumidos para tratar e distribuir água, coletar e tratar o esgoto da capital federal e manter as atividades administrativas. De acordo com o gerente de gestão energética da Caesb, Humberto Belina, a companhia trabalha no momento com três projetos de autogeração para atender de 5% a 6% da sua demanda energética, com operação prevista para até 2020. O primeiro deles é uma usina solar fotovoltaica de 700 kWp, que será instalada no telhado da sede administrativa, envolvendo R$ 3,4 milhões e suportando 54% da demanda energética da sede administrativa. O segundo projeto é uma central geradora hidrelétrica, que aproveitará os esgotos tratados de duas estações, a ETE Melchior e a ETE Samambaia, em uma miniusina de 300 a 400 kW de potência instalada, para atender 44% da demanda energética da ETE Melchior. Já o terceiro, em fase de contratação de projeto, será na maior estação de tratamento de esgotos de Brasília, a ETE Brasília Sul, que trata 1,5 m³/s de esgotos. Lá serão aproveitados 15 mil m³/dia de biogás gerados por biodisgestores de lodo para um motogerador com potência instalada de 1,4 MW. A previsão é de redução de 50% da conta de energia, aproximadamente R$ 500 mil, com payback de seis anos. (Brasil Energia – 16.10.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 IBGE: “Não é possível afirmar que há retomada no setor de serviços”

O desempenho negativo do setor de serviços do país em agosto, quando recuou 1% em volume frente a julho, acompanhou o comportamento de outros segmentos da economia, como varejo e indústria, avalia Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Segundo ele, o nível de recuperação da economia não seria ainda suficiente para puxar a retomada de atividades com maior peso no setor de serviços, como informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, e de transporte. “Não está se verificando uma retomada em nível mais constante da atividade econômica que possa puxar o setor de serviços”, disse Saldanha. “Não podemos afirmar que existe recuperação no setor.” Saldanha aponta que o ramo de serviços prestados às famílias não vai puxar sozinho a recuperação do setor, uma vez que tem peso pequeno no total do setor, de apenas 8,1%. Portanto, a recuperação dependerá da volta da demanda por empresas e pelos próprios governos. Além dos serviços, indústria e comércio tiveram desempenho negativo em agosto. Conforme divulgado pelo IBGE nos últimos dias, a produção da indústria recuou 0,8% frente a julho e as vendas do varejo cederam 0,5% na mesma comparação. Saldanha disse que o tombo de 2,4% do volume de serviços prestados no país no confronto com o ano anterior foi parcialmente influenciado por uma base de comparação mais alta de agosto de 2016, quando foram realizados os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. (Valor Econômico – 17.10.2017)

 

2 Renda de 18,7 milhões fica abaixo do mínimo, com alta de 2,75 milhões de pessoas

O número de pessoas que ganham menos de um salário mínimo aumentou em 2,75 milhões nos últimos dois anos e atingiu 18,7 milhões de pessoas. No segundo trimestre deste ano, a proporção de pessoas com renda inferior ao mínimo nacional - de R$ 937 em 2017 - estava em 20,7% do total de empregados, acima dos 17,7% do mesmo período de 2015. O levantamento foi realizado pela LCA Consultores nos microdados da Pnad Contínua e considera o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos. Para especialistas, o resultado reflete o processo de precarização do emprego durante o período de recessão no país. Cosmo Donato, economista da LCA e autor do levantamento, diz que mais pessoas estão dispostas a receber menos que o salário mínimo para continuar no mercado de trabalho. Trata-se de desdobramento das perspectivas ruins de obtenção de emprego e também da perda do poder aquisitivo enfrentada pelas famílias brasileiras ao longo de dois anos de crise. Dados do IBGE mostram que o número de pessoas empregadas no setor privado formal ficou 7,2% menor de junho de 2015 a junho deste ano - 2,6 milhões de pessoas a menos. No período, o total de trabalhadores sem carteira cresceu 6%, em 556 mil pessoas. Os trabalhadores por conta própria (autônomos, como camelôs e manicures) cresceram em 443 mil, alta de 2%. "O salário mínimo continuou crescendo em termos reais por conta da legislação e da queda da inflação em queda e muita gente na informalidade não conseguiu acompanhar o salário mínimo [diante da crise]", disse João Sabóia, professor do IE/UFRJ, para quem o reajuste no início do ano está por trás dos picos de pessoas que recebem menos que o mínimo nos primeiros trimestres. (Valor Econômico – 17.10.2017)

 

3 FGV: Inflação pelo IPC-S ganha força em 4 capitais na 2ª prévia de outubro 

Todas as sete capitais registraram inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na segunda prévia de outubro, apontou a FGV. A taxa mais alta foi a de Belo Horizonte, de 0,47%, vindo de um aumento de 0,36% na abertura do mês. No Rio de Janeiro, o IPC-S mudou de direção - saiu de queda de 0,10% na primeira leitura de outubro para alta de 0,08% na apuração seguinte. Tiveram altas mais expressivas Brasília (0,19% para 0,29%), Porto Alegre (0,02% para 0,36%) e São Paulo (0,20% para 0,37%). Houve suavização no ritmo de aumento do IPC-S entre a primeira e a segunda medição de outubro em Salvador (0,28% para 0,11%) e Recife (0,34% para 0,26%). No geral, o IPC-S subiu 0,28% na segunda leitura de outubro, após elevação de 0,14% no início do mês. (Valor Econômico – 17.10.2017) 

 

4 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial abriu o pregão do dia 16 sendo negociado a R$3,1614 e fechou o dia a R$3,1720 — variação de +0,34%. Hoje (17), começou sendo negociado a R$3,1723 — variação de +0,01% em relação ao fechamento do dia útil anterior — e segue uma leve tendência de estabilidade, sendo negociado às 11h00 no valor de R$3,1712, variando -0,03% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 16.10.2017 e 17.10.2017) 

 

 

Internacional

1 Paraguai: Especialista estima que em 2034 não haverá envio de excedente de energia para o Brasil

O Paraguai deixará de enviar seu excedente de energia para o mercado brasileiro em 2034, de acordo com o Sr. Juan José Encina, presidente do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), na unidade Paraguai. O técnico aponta que o pico mais alto da "cessão paraguaia" ocorreu em 2000, com entrega no mercado brasileiro de mais de 40.000 GWh, picos que foram colocados abaixo do dos 40,000 GWh nos últimos 16 anos. A curva que reflete o uso do Brasil da energia paraguaia em Itaipu tende a cair do ano que vem, para cair para "0" em 2034, de acordo com o estudo do especialista. Até 2020, de acordo com o trabalho de referência, o montante cedido pelo Paraguai para o Brasil cairá para 30.000 GWh e 25.000 entre 2022 e 2024. Entre 2026 e 2028 cairá para 20,000 GWh. Lembre-se de que, em 13 de agosto de 2023, expira o prazo de meio século para rever o Anexo C do Tratado de Yacyretá. (ABC Color - Paraguai - 16.10.2017) 

 

2 Colômbia: demanda por energia cresceu 1,6% em relação ao mês anterior

Pelo sexto mês consecutivo, houve um aumento na demanda de energia na Colômbia. Em setembro, apresentou um aumento de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2016, conforme relatado pela XM, operadora do SIN e administradora do Mercado de Energia do Colômbia. A operadora assegurou que, embora em agosto o consumo de energia perdeu ritmo mas não diminuiu, o que assegurou crescimento pelo sexto mês consecutivo. De acordo com o relatório, no consumo residencial e nas pequenas empresas, houve um aumento de 2,2% e, na demanda do mercado não regulamentado - indústria e comércio -, um aumento de 0,6%. Foi apontado que a área onde o maior crescimento ocorreu em relação a setembro de 2016 foi de 5,6% em Tolima, Huila e Caquetá. (Carteira - Colômbia - 13.10.2017) 

 

3 EUA surpreende com aumento de investimentos em energia renovável

Sete projetos gigantescos de energia eólica, incluindo um no estado americano de Oklahoma, rico em petróleo, provocaram um surpreendente aumento nos investimentos em energia renovável no terceiro trimestre. O financiamento ao setor de energia limpa aumentou 40 % em relação ao ano anterior, para US$ 66,9 bilhões, no período de três meses finalizado em setembro, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance. O investimento cresceu 2 % nos nove primeiros meses do ano e caminha para fechar o ano “perto ou pouco acima” dos US$ 287,5 bilhões registrados em 2016, informou a BNEF. Os números destacam o quarto aumento trimestral consecutivo para o setor, no qual a queda dos custos para o desenvolvimento de parques eólicos e solares levou à construção de uma capacidade maior por menos dinheiro. A American Electric Power apoiou o projeto Wind Catcher da Invenergy em Oklahoma, de US$ 4,5 bilhões, que, segundo a distribuidora de energia, economizará US$ 7 bilhões para os clientes ao longo de mais de duas décadas com a oferta de uma eletricidade mais barata que as fontes existentes. A divisão por país mostrou avanços nas maiores economias. O investimento global da China em energias renováveis e em energia limpa cresceu 35 %, para US$ 23,8 bilhões. Os EUA avançaram 45 %, para US$ 14,8 bilhões, a Europa 43 %, para US$ 11,6 bilhões, e o Brasil 32 %, para US$ 1,7 bilhão. O investimento caiu 32 % no Japão, para US$ 2,2 bilhões, e 49 % na Índia, para US$ 1,1 bilhão. (Ambiente Energia – 16.10.2017)

 

4 Noruega pretende cortar incentivos sobre carros elétricos 

O governo da Noruega anunciou que pretende cortar os incentivos sobre carros elétricos. A intenção é aplicar taxas que elevariam o preço do segmento, que fez o país ser reconhecido como paraíso dos automóveis movidos a energia elétrica. A medida, chamada pela imprensa norueguesa de “Taxa Tesla”, vai afetar principalmente os carros com mais de duas toneladas, o que incluiria o Tesla Model X e Model S. De acordo com a proposta de orçamento para 2018, o governo norueguês pretende mudar a isenção para as taxas de registro de veículos e descontar na taxação das companhias automotivas. Com a “Taxa Tesla”, os preços dos automóveis poderão sofrer reajuste. O Tesla Model X, por exemplo, teria alta de 70 mil coroas norueguesas (aproximadamente R$ 28 mil). Segundo a proposta, porém, “carros elétricos continuarão levando vantagem nos preços em relação aos veículos movidos a combustíveis fósseis”. Em 2016, 29% dos registros de novos veículos eram de carros elétricos ou híbridos, dando ao país o mais alto índice deste tipo de combustível no mundo. Os noruegueses deixaram para trás a Holanda, com 6,4%, e a Suécia, com 3,4%. Com os incentivos, as vendas da Tesla tiveram um crescimento de 90% nos primeiros meses de 2017. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o volume subiu de 2.500 veículos comercializados para 4.717. O MMA do país nórdico afirmou que os automóveis elétricos utilizam as estradas da mesma forma que os carros comuns. (O Estado de São Paulo – 16.10.2017)

 



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