NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Agosto
16/08/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Artigo GESEL: “Os desafios associados à difusão da Geração Distribuída de pequeno porte”

No artigo “Os desafios associados à difusão da Geração Distribuída de pequeno porte”, publicado no site Brasil Energia, Nivalde de Castro e Lorrane Câmara abordam os impactos negativos da difusão da GD sobre o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras de energia elétrica, em função da inadequação do arcabouço regulatório vigente. Os autores chamam atenção para o efeito cost-shifting que decorre desse processo, onerando os consumidores “sem painel” e gerando ineficiência alocativa, tal como já é verificado nos casos da Itália e da Califórnia. Castro e Câmara concluem que “para que esses efeitos positivos e negativos sejam equilibrados, determinando neutralidade da difusão da GD, o marco e diretrizes regulatórias e os modelos de negócios do setor elétrico devem passar por um amplo processo de ajustes e reformulações”. O artigo está atrelado ao tema desenvolvido na dissertação de Lorrane Câmara, que discute os impactos da difusão da geração distribuída sobre o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras de energia elétrica, considerando a análise dos casos da Itália e da Califórnia. Ambos, artigo e dissertação, se enquadram no âmbito do projeto de P&D realizado em parceria com a Energisa, “Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.08.2017)

2 Artigo de Luís Henrique Ferreira Pinto (CPFL Energia): “A nova era das distribuidoras de energia 2.0”

Em artigo publicado no site da CPFL Energia, Luís Henrique Ferreira Pinto, vice-presidente de Operações Reguladas da empresa trata de um novo contexto no Setor Elétrico, relacionado ao Acordo Climático de Paris para reduzir as emissões de gás carbônico e às inovações tecnológicas, que abrirá novas fronteiras de negócios e exigirá mudanças no comportamento das empresas, reguladores, fornecedores e clientes. Segundo o autor, “O futuro é promissor para as empresas do setor elétrico, que criarão mais valor a partir de novos modelos de negócios a serem criados com as inovações que ganham corpo”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.08.2017)

3 Artigo de Victor Candido: “Luigi Zingales: Empresas, dinheiro e influência política”

Em artigo publicado pelo Brazil Journal, Victor Candido, mestrando em economia pela UnB, expõe as ideias contidas no paper, 'Towards a Political Theory of the Firm’, de Luigi Zingales (professor da Universidade de Chicago), para falar da compra de influência política de determinadas empresas para se manter no mercado: a captura mútua do Estado pelo empresário, e do empresário pelo Estado. Para Candido, uma das soluções, no Brasil, seria “fortalecer a governança das agência reguladoras, um enorme gargalo para o investimento. Presidentes e diretores de agências reguladoras ainda são cargos preenchidos via indicação política quando deveriam ser ocupados por pessoas com notório saber na área, com diretorias de mandato fixo, não coincidentes, e com salários de mercado.” Segundo Candido, “a grande contribuição do paper de Zingales é mostrar que existem diversos incentivos para que as empresas desviem recursos produtivos em busca de influência política. (...) Porém, instituições regulatórias saudáveis e independentes, um governo transparente e cidadãos bem informados são condições necessárias para manter uma sociedade capitalista operando de forma saudável”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.08.2017)

4 Dissertação GESEL: “O impacto do controle de território sobre o furto de energia elétrica: o caso do Rio de Janeiro” 

Nesta quinta-feira, 17/08, acontece a defesa da dissertação de mestrado do pesquisador do GESEL Lucas Merenfeld, intitulada “O impacto do controle de território sobre o furto de energia elétrica: o caso do Rio de Janeiro”. O trabalho, realizado no âmbito do Projeto de P&D da Aneel “Aspectos regulatórios relacionados a perdas não técnicas em Áreas com Severas Restrições Operativas” – desenvolvido pelo GESEL em parceria com a concessionária carioca Light –, realiza um estudo econométrico para avaliar o impacto dos grupos criminosos (facções e milícias) e das UPPs sobre o furto de energia elétrica da empresa Light no município do Rio de Janeiro. Estima-se também o efeito das diferentes trocas de poder para entender melhor a dinâmica do problema em questão. A defesa será na sala 227 do Instituto de Economia da UFRJ – Campus da Praia Vermelha. (GESEL-IE-UFRJ – 15.08.2017) 

5 Aneel: MME está a cargo de rever o valor das indenizações às transmissoras

O comando da Aneel considera que a eventual decisão de rever o valor das indenizações em favor das transmissoras - e suas atualizações - estará a cargo do MME. O diretor-geral da agência, Romeu Rufino, lembrou ontem que o mecanismo do cálculo, que elevou de repente a dívida dos consumidores de energia de R$ 24 bilhões para R$ 62 bilhões, foi definido pela Portaria Ministerial 120, de 2016. Anteontem (14/8), a Abrace acusou a Aneel de ter municiado o ministério com as informações técnicas para definir o cálculo do ressarcimento. O custo começa a ser repassado às contas de luz a partir deste mês. A entidade estima um impacto mensal de R$ 900 milhões. Rufino admitiu que houve "interação institucional" com o ministério, mas destacou que o órgão atuou no sentido de resolver rapidamente a indefinição sobre o pagamento das indenizações. "Eu, particularmente, defendi que se definisse logo. Quanto mais o tempo passava, maior seria o passivo". A Abrace já obteve uma vitória parcial na Justiça que resultou no abatimento de R$ 9 bilhões sobre o valor total. O segmento conta com a dedicação de dois ex-diretores da Aneel para levar adiante a estratégia de barrar uma parte ainda maior dos repasses: Edvaldo Santana, presidente da entidade, e Julião Coelho, advogado contratado para atuar no caso. Romeu disse que a Aneel somente responderá às críticas relacionadas aos laudos de ativos usados para calcular as indenizações. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

6 Governo admite que separação de lastro e energia pode não destravar financiamento

A proposta de adotar contratos de lastro e de energia como produtos separados nos leilões de geração, contida no desenho do novo modelo regulatório para o setor elétrico, pode não destravar o acesso a financiamento aos empreendedores, um dos pontos considerados mais críticos pelo mercado. O risco é reconhecido pelo próprio governo – autor da ideia e fiador das mudanças institucionais do mercado de energia –, em um novo conjunto de “perguntas e respostas” disponibilizado pelo MME na área virtual da consulta pública sobre o aprimoramento do marco legal do setor. O documento reforça que a separação de lastro e energia não resolve a questão da financiabilidade, e sim “organiza” os produtos garantia física e contrato de energia em negociações desvinculadas. Logo após, admite que a comercialização separada e descoordenada destes produtos pode, em um primeiro momento, “não contribuir para o sucesso da financiabilidade da expansão da geração, caso não existam mercados organizados de contratos de energia como ‘facilitadores’ de liquidez e solvabilidade para a negociá-los”. A intenção é que a separação dos contratos ocorra apenas quando da existência de mercados maduros. Em relação a possíveis dificuldades de acesso a crédito pelos investidores, o governo fala em comercializar concomitantemente, para o ACR, um “pacote” contendo lastro e contratos de energia, isso nos primeiros leilões de expansão sob as novas regras. Neste caso, ambos os produtos (lastro e energia) seriam contratados ao mesmo tempo, ainda que com precificação separada pelos geradores. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

7 CPFL sugere leilão único para usina e transmissão

Grandes usinas de geração de energia deveriam ser leiloadas no futuro em conjunto com os projetos de transmissão que garantirão o escoamento de sua produção, de maneira que um mesmo investidor fique responsável por ambas as obras. Essa é uma das propostas da CPFL Energia para o futuro do setor elétrico. O presidente da companhia, André Dorf, lembrou que atualmente um concessionário de geração fica sujeito ao risco estrutural relacionado ao andamento do projeto de transmissão, já que, normalmente a usina é leiloada antes da linha de transmissão. "O empreendedor fica sujeito ao leilão de transmissão, e não sabe quem vai ganhar", comentou. A proposta deve ser apresentada pela CPFL Energia na consulta pública elaborada pelo Ministério de Minas e Energia e que discute o aprimoramento das regras do setor elétrico. (Correio Popular [Estadão Conteúdo] – 26.07.2017)

8 Abraceel: Associação propõe abertura integral do mercado de energia em 2024 

A Abraceel propõe a abertura integral do mercado de energia a partir de 2024. A sugestão está contida na contribuição que a instituição deverá entregar hoje ao MME, no âmbito da consulta pública aberta para discutir a proposta de reforma do setor elétrico. "Não vemos nenhum problema, lembrando que isso só ocorreria em sete anos", afirmou Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. A proposta do governo colocada em consulta pública prevê a abertura gradual do mercado livre até 2028, porém apenas para consumidores atendidos em alta tensão e que possuam demanda superior a 75kW. "Precisamos de uma abertura mais rápida do que a proposta pelo ministério. O próprio ministério reconhece que essa abertura é conservadora", diz Medeiros. Segundo ele, pela proposta do governo, apenas 24 mil unidades consumidoras, de um total de 182,6 mil que formam o grupo de alta tensão, estarão elegíveis a migrar para o mercado livre até 2028. Com isso, o potencial de migração de energia é de apenas 4.338 MW médios, de 63.500 MW médios de todo o mercado brasileiro. Em documento divulgado ontem (15/8), o MME considera acelerar a abertura do ACL, "caso a financiabilidade da expansão da geração esteja evoluindo de forma satisfatória". (Valor Econômico – 16.08.2017)


9 Prazo de universalização do acesso à energia no Maranhão é prorrogado

A Aneel propôs a prorrogação por dois anos do prazo para a universalização do acesso à energia elétrica na zona rural de 94 municípios do Maranhão. A área de concessão explorada pela Cemar tem 119 municípios com conclusão do processo prevista para 2017, com investimento previsto de 431,7 milhões. A distribuidora solicitou a prorrogação para 2020, com o aumento do número de novas ligações previsto para cada ano, mas a Aneel considerou razoável alterar o prazo para 2019. O pedido inclui a retirada de 44 municípios da condição de universalizados, com a qual a área técnica da agência não concorda. A última revisão do Plano de Universalização da área rural da Cemar estabeleceu 2017 como ano limite para que todas as comunidades rurais do estado sejam atendidas pela concessionária. A meta era de 42.015 ligações entre 2015 e 2018, mas um levantamento cadastral concluído em maio pela distribuidora teria indicado a existência de 48.858 domicílios sem energia elétrica no estado. A empresa alega que as obras para atendimento a esses consumidores envolvem 14 mil km rede, a um custo total estimado em R$ 692 milhões. A alteração do prazo ficará em audiência pública de 17 de agosto a 2 de outubro. Os interessados podem enviar contribuições para o e-mailap042_2017@aneel.gov.br, ou para o endereço da Aneel. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: conta de luz pode cair com venda de ativos, diz consultoria

O governo publicou uma proposta de mudanças no setor de energia que prevê que um terço dos valores obtidos com os desinvestimentos da estatal sejam destinados ao CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Ela serve para subsidiar usuários de baixa renda e expandir a rede, e é financiada em parte pelas tarifas dos consumidores. Com a injeção de recursos, as contas de luz podem vir sem a CDE por dois anos, estima a Thymos. Isso equivaleria a uma redução de 11,7% sobre as tarifas residenciais pelo período. "Estima-se que o bônus de outorga da privatização vai gerar cerca de R$ 55 bilhões. Se um terço for destinado à CDE, pode haver desconto ao redor de 11,7% nas contas de luz", afirma Ricardo Savoya, diretor da Thymos. Na proposta do governo, que está aberta a contribuições até quinta (17), o pagamento da outorga se dá em prazo dilatado, dizem técnicos do Ministério de Minas e Energia, o que reduz o desconto calculado pela consultoria. Outro fator pode contribuir para a diminuir a tarifa: o valor da CDE rateado entre os consumidores está em queda, segundo dados da Aneel. Neste ano, são R$ 13,9 bilhões, o que representa uma redução de 24% em relação a 2016. A consequência foram reduções que variaram de 0,04%, para clientes residenciais do Norte e Nordeste, até 3,45%, para grandes consumidores do Sul e Sudeste. Procurada, a Eletrobras respondeu em nota que não fará comentários a respeito da proposta em consulta pública. (Folha de São Paulo – 16.08.2017) 

 

2 Cemig: Aécio recorre a Temer para evitar perda de concessões de usinas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai pedir ao presidente Michel Temer que encontre uma saída para evitar que a Cemig perca a concessão de quatro usinas hidrelétricas. O tucano tem encontro marcado com o presidente nesta terça-feira, 15, no Palácio do Planalto, para discutir o assunto. A intenção do governo é leiloar as usinas de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande no mês que vem e, com isso, arrecadar cerca de R$ 11 bilhões. A estatal mineira, no entanto, tenta paralisar o processo por discordar dos termos impostos para o fim de suas concessões. As quatro usinas que vão a leilão envolvem contratos que venceram entre agosto de 2013 e fevereiro de 2017. A concessionária mineira não aceitou prorrogar os contratos nas condições definidas por meio de medida provisória de 2012, na gestão de Dilma Rousseff, e decidiu entrar na Justiça para tentar renovar suas concessões com base em regras anteriores. Uma ação neste sentido está pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Aécio tem sido o principal fiador da permanência do PSDB na base aliada de Temer. Mesmo afastado da presidência do partido, o senador mineiro conseguiu contornar a divisão na legenda e evitou o desembarque após o acirramento da crise política. (O Estado de São Paulo – 16.08.2017)

 

3 RGE Sul: investimentos de R$ 1,3 milhão em município do RS

Com a economia baseada na agropecuária, Formigueiro é um município gaúcho em desenvolvimento que vem recebendo atenção da RGE Sul, que destinou recursos da ordem de R$ 1,3 milhão em obras fundamentais para o sistema de fornecimento de energia na região. Entre as principais ações estão a troca de 236 postes de madeira por concreto e a construção de 15,1 quilômetros de rede nova, com implantação de condutores mais robustos e de maior capacidade. Mais de 2.500 clientes da distribuidora na região serão beneficiados com obras na rede elétrica que proporcionam maior qualidade e confiabilidade no fornecimento de energia. A companhia informou que todos os dias mais de 30 profissionais entre técnicos e eletricistas trabalham na execução dos serviços. As melhorias na infraestrutura elétrica são importantes para o crescimento econômico da região, melhorando a qualidade do fornecimento. Serão investidos pela concessionária, até 2019, cerca de R$ 1 bilhão em melhorias e expansão do sistema elétrico. Somente nos últimos dois anos foram aplicados R$ 539 milhões em obras de manutenção e expansão da rede. Até o final deste ano a previsão é de que uma série de obras seja concluída e a qualidade no fornecimento de energia seja ainda mais perceptível para os 1,3 milhão de clientes da distribuidora presente em 118 municípios gaúchos. (Agência CanalEnergia – 16.08.2017) 

 

4 RGE Sul: investimentos de mais de R$ 2 milhões em Caçapava do Sul 

Nos últimos anos, a expansão econômica da mineração no município gaúcho de Caçapava do Sul tem registrado um aumento na demanda por energia elétrica. A RGE Sul, atenta a situação, informa que vem trabalhando para acompanhar a necessidade da região. Na última sexta-feira, 11 de agosto, foram anunciados investimentos da ordem de R$ 2,05 milhões a serem aplicados na ampliação das redes de distribuição da cidade. A distribuidora do Grupo CPFL vai instalar 240 postes, sendo 145 substituições de madeira por concreto e/ou compósito, e construídos 16,5 Km de rede nova, com a substituição de equipamentos situados ao longo deste trecho. Esta obra na rede de distribuição de energia elétrica complementa a ampliação do setor 13,8 kV da Subestação de Caçapava do Sul. Durante as ações, que envolvem mais de 90 profissionais, haverá a necessidade de desligamentos pontuais da rede ao longo dos próximos meses. “Essas melhorias beneficiam mais de 7.300 clientes da área urbana de Caçapava do Sul, incluindo as mineradoras da Estrada dos Maciel”, afirmou o Consultor de Negócios da RGE Sul, Gederson Donaduzzi. A previsão é que as obras sejam concluídas em outubro. Quanto aos recursos destinados a melhorias na rede, os investimentos da concessionária, até 2019, alcançarão a marca de R$ 1 bilhão. Somente nos últimos dois anos a companhia aplicou R$ 539 milhões em obras de manutenção e expansão da rede. Até o final deste ano uma série de obras será concluída e a qualidade no fornecimento de energia será ainda mais perceptível para os 1,3 milhão de clientes da distribuidora presente em 118 municípios gaúchos. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017)

 

5 Saesa: empresa está preparada para enfrentar GSF no segundo semestre

Prevendo um regime hidrológico difícil no segundo semestre, a Santo Antônio Energia conta com a descontratação no MCSD Energia Nova de 370 MW med para cobrir a exposição ao GSF. De acordo com Nilmar Sisto Foletto, diretor de relações com Investidores da Santo Antônio Energia, a operadora da usina do rio Madeira tem ainda outros 90 MW med sem contratos que poderão ser usados caso o regime hidrológico seja mais severo. “Nas nossas contas, isso é suficiente para ela não ter gastos com liquidação na CCEE”, afirma. No fim de 2015, foi feita uma repactuação do risco hidrológico que a deixou com 7% do risco assegurado o que este ano trouxe uma economia de R$125 milhões. Fortemente impactada pelos custos operacionais, que a levou a um prejuízo de R$ 480 milhões no primeiro semestre, a usina gerou 10.022 GWh no período. Outro aspecto ressaltado por Foletto na teleconferência foi a alta do PLD médio, que no semestre ficou em R$ 228,9/ MWh, bastante acima dos R$ 48,4/ MWh registrados no primeiro semestre de 2016. “Está o triplo do valor, o que tem impactado as geradoras de energia elétrica”, avisa. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

6 CEEE GT: 2º trimestre do ano fecha com queda de 92% no lucro líquido

A Companhia Estadual de Energia Elétrica Geração e Transmissão encerrou o segundo trimestre do ano registrando um lucro líquido consolidado de R$ 52,1 milhões, resultado 92,1% inferior ao verificado no mesmo período do ano passado, quando o lucro chegou a R$ 666,2 milhões. No corte semestral, a queda no lucro entre 2016 e 2017 foi de 84,4%, chegando a R$ 109,5 milhões entre janeiro e junho deste ano. De acordo com as informações financeira trimestrais da concessionária, divulgadas nesta terça-feira (15), as despesas operacionais cresceram no segundo trimestre de 2017 frente ao de 2016, passando de R$ 8 milhões para R$ 18 milhões. Da mesma forma, o resultado financeiro, que no trimestre do ano anterior fechou positivo em R$ 33,1 milhões, no período de abril a junho deste ano ficou negativo em R$ 6,1 milhões. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

7 Omega Geração: prejuízo de R$ 14,4 milhões no primeiro semestre

A Omega Geração teve prejuízo de R$ 14,4 milhões no primeiro semestre do ano. No mesmo semestre de 2016, houve lucro no valor de R$ 12,5 milhões. A empresa divulgou na última segunda-feira, 14 de agosto, seus resultados financeiros. A receita líquida teve um aumento de 85,8%, indo para R$ 136 milhões. O Ebitda da geradora em seis meses é de R$ 39,6 milhões, o que ostra um recuo de 20,5% na comparação com o primeiro semestre de 2016. A geração de energia registrou um crescimento de 17,2% no semestre, ficando em 333,2 GWh. Ela opera ativos eólicos e Pequenas Centrais Hidrelétricas. A Capacidade Instalada Bruta da Omega Geração está em 255,4 MW. Ela registrou um aumento de capacidade de 69,6% em junho e a expectativa é de 216% de crescimento anual até dezembro. De acordo com a empresa, o lucro líquido e Ebitda mostraram queda devido à baixa incidência de vento na região do Complexo Delta e à incorporação de Delta 2 e Serra das Agulhas apenas no final do mês de junho. A expectativa é de volumes de geração e energia comercializada superiores durante os meses de alta incidência de vento ao longo do segundo semestre. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

8 EDP São Paulo: R$ 60 mi são destinados a melhorias no Vale do Paraíba e no Litoral Norte

A EDP São Paulo tem investido de forma contínua na rede de distribuição energética de sua área de concessão. Apenas no primeiro semestre de 2017 foram aplicados cerca de R$ 60 milhões em melhorias no Vale do Paraíba e Litoral Norte, valor 19% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Nos 28 municípios atendidos pela concessionária em São Paulo, R$ 161,9 milhões foram investidos no período, valor 69% superior ao ano anterior, o que corrobora a preocupação da distribuidora com a qualidade dos serviços prestados, como afirma o diretor-geral, Marney Antunes. “Todos os anos, investimos massivamente em nosso sistema para garantir maior robustez e confiabilidade. O objetivo é a excelência, oferecer o melhor serviço possível aos consumidores, sempre buscando o aprimoramento da qualidade”. Neste primeiro semestre de 2017, a linha de distribuição de alta tensão que liga Aparecida a Guaratinguetá continuou em obras aceleradas. Ao todo serão 10,5 km de linhas entre as cidades, com R$ 3 milhões de investimentos. A ligação reforçará o sistema entre estes municípios, dando mais segurança na expansão e desenvolvimento do fundo do Vale do Paraíba. Outros R$ 52 milhões foram destinados a modernização do sistema de distribuição no Vale do Paraíba e Litoral Norte, com a substituição de 101 quilômetros de redes convencionais pela tecnologia compacta e, ainda, 51 quilômetros de redes protegidas, que, além de reduzirem a poluição visual, sofrem menos interferências externas, como galhos de árvore e outros objetos projetados à fiação, sobretudo em dias de chuva. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017)

 

9 Coelba: BA registra em 7 meses 532 interrupções de fornecimento de energia elétrica provocadas por pipas

Entre os meses de janeiro a julho de 2017, 532 desligamentos da rede elétrica provocados por pipas foram contabilizados em toda a Bahia, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Companhia de Eletricidade do Estado (Coelba). Em todo o ano passado, foram registradas 1.204 interrupções pelo mesmo motivo. Em Salvador e região metropolitana, a empresa disse ter registrado este ano, de janeiro a julho, 121 desligamentos provocados por pipa. Os bairros de Plataforma, da Paz, Boca do Rio, Periperi, Lobato e Itapuã são os com maior índice de ocorrências desse tipo. Uma das ocorrências mais graves ocorreu em março, quando cerca de quatro mil clientes ficaram sem energia elétrica nos bairros do Caji e Itinga, em Lauro de Freitas, por cerca de uma hora, devido a um curto-circuito provocado por uma pipa que ficou enroscada em uma linha de transmissão. As cidades de Tanhaçu, no sudoeste baiano, e Ilhéus e Itabuna, na região sul, aparecem no topo da lista com o maior número de casos no interior. De janeiro a julho de 2017, Tanhaçu registrou 42 casos, Ilhéus 36 e Itabuna 32. O bairro de Malhado, em Ilhéus, registrou sozinho 47 ocorrências no ano de 2016. Em Itabuna já foram registradas 39 ocorrências de interrupção de energia por causa de pipa na rede elétrica, nos meses de janeiro a julho de 2017. O maior número de casos foi no Centro, com 7 registros e mais de 35 mil consumidores afetados. (G1 – 15.08.2017)

 

10 Copel: início de enchimento do reservatório da UHE Colíder é confirmado

A Copel divulgou na última segunda-feira (14/8) que obteve autorização para iniciar o enchimento do reservatório da hidrelétrica Colíder, instalada no Rio Teles Pires, em Nova Canaã do Norte (MT). De acordo com a empresa, a represagem começará nos próximos dias e a previsão é de que a hidrelétrica comece a gerar energia em abril do ano que vem. A companhia também apontou que a expectativa é de que em aproximadamente quatro meses o reservatório atinja o nível máximo previsto em projeto, ocupando uma área de 182,8 km², abrangendo áreas dos municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. As obras civis do empreendimento, como a casa de força, a barragem e o vertedouro já estão prontas. A montagem das unidades geradoras de energia – conjuntos de turbinas e geradores – e demais equipamentos necessários à operação da planta estão em andamento. (Brasil Energia – 15.08.2017) 

 

11 Copel: operação de linha entre SP e PR é iniciada

A Copel começou a operar a nova linha de transmissão entre Assis (SP) e Londrina (PR). A concessão da linha foi conquistada pela Copel no leilão realizado pela Aneel em 2014, com empreendimentos que ampliam a capacidade de intercâmbio de energia entre as regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste. Com 123 km de extensão, a rede opera em 500 mil kV e passa por sete municípios paranaenses: Londrina, Assaí, Jataizinho, Uraí, Cornélio Procópio, Leópolis e Santa Mariana, e pelos municípios paulistas de Cândido Mota e Assis. A obra, que demandou investimentos de R$ 150 milhões, reforça a integração do sistema elétrico entre as regiões Sul e Sudeste, e visa aumentar a qualidade do fornecimento de energia para a região norte do Paraná, segundo a empresa. (Brasil Energia – 15.08.2017)

 

12 Elektro: Aneel dá aval para instalação de terminais de vídeo atendimento

A Elektro foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica a implantar projeto piloto de instalação de terminais de vídeo atendimento nos municípios de Rio Claro e Mogi Mirim, estado de São Paulo. O projeto terá duração até 31 de dezembro de 2018. Rio Claro tem 87.847 unidades consumidoras e Mogi Mirim 38.098 unidades. As duas cidades estão a uma distância de 17,5 km uma da outra, e contam com um posto de atendimento presencial que funciona oito horas por dia. O atendimento em terminais eletrônicos vai complementar esse serviço. Por meio da vídeo chamada, o consumidor entrará em contato com um atendente da Central de Relacionamento com Clientes da distribuidora em Campinas. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

13 Consumidores da Celesc (SC) terão novas tarifas a partir de 22/8

Os consumidores residenciais (classe B1) atendidos pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) terão reajuste de 7,93% nas tarifas a partir de 22/8/17. A decisão foi tomada hoje (15/8) em reunião da Pública Diretoria da ANEEL. A empresa atende 2,8 milhões de unidades consumidoras localizadas em 258 municípios catarinenses. Confira os percentuais definidos para cada grupo de consumo: Alta tensão em média – (7,77%); Baixa tensão em média – (7,9%); Média (Baixa e Alta tensão) – (7,85%). (Aneel – 15.08.2017) 

 

14 Consumidores da ELFSM (ES) terão novas tarifas a partir de 22/8

A Diretoria da ANEEL aprovou nesta terça-feira (15/8), durante Reunião Pública, reajuste nas tarifas da Empresa Luz e Força Santa Maria S.A (ELFSM), que atende 432.968 unidades consumidoras em 11 municípios do Espírito Santo. Os novos valores entram em vigor a partir de 22/8/17. Os consumidores residenciais (classe B1) atendidos pela empresa terão reajuste de 17,07%. Confira os percentuais definidos para cada grupo de consumo: Alta tensão em média – (10,91%); Baixa tensão em média – (18,35%); Média (Baixa e Alta tensão) – (16,48%). (Aneel – 15.08.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste sofreram alteração negativa de 0,3% nos níveis em comparação com o dia anterior e se encontram com 35,3% da capacidade, segundo dados do ONS referentes ao último dia 14 de agosto. A energia armazenada é de 71.823 MW mês e a ENA é de 16.038 MW med, que equivale a 78% da MLT. Furnas registra 32,7% da capacidade. No Sul do país houve recuo de 0,2% e os reservatórios estão operando com 62,2% da capacidade. A energia armazenada é de 12.507 MW mês e ENA é de 7.051 MW med, que corresponde a 38% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 98,72%. Na região Nordeste, a diminuição foi de 0,1% e os reservatórios estão com 14,1% da capacidade. A energia armazenada é de 7.286 MW mês e a ENA é de 1.144 MW med, que equivale a 28% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Sobradinho está com 9,09% da capacidade. Por fim na região Norte, o recuo foi de 0,3% e os reservatórios operam com 56,3% da capacidade. A energia armazenada na região é de 8.472 MW mês e a ENA é 1.565 MW med, que é o mesmo que 61% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 88,39% de capacidade. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

2 Mercado Livre se preocupa com oferta de Fonte Incentivada para 2018

Os participantes do mercado livre de energia, que responde atualmente por 30% do consumo total do país, estão preocupados com a falta de oferta disponível na categoria "incentivada” para 2018. Em estudo concluído na última semana, a CCEE indicou um déficit de cerca de 11 MW médios de energia "incentivada" para 2018. O problema ainda pode se agravar com o ritmo de migrações de consumidores para o mercado livre. Quase a totalidade desses novos consumidores do ambiente livre é formada por empresas de pequeno porte, os chamados consumidores "especiais". A CCEE, porém, diz ser possível reverter esse quadro, por meio de mecanismos criados pelo governo para reduzir a sobreoferta das distribuidoras, no mercado regulado, liberando um volume de incentivada maior para ser negociado no mercado livre. Esses mecanismos, concluiu a CCEE, possibilitaram uma sobra de 496 MW médios de energia incentivada para este ano. Segundo Erick Azevedo, diretor da comercializadora FDR Energia, o spread, diferença de preço cobrada pela energia incentivada, em relação a energia convencional, saiu do patamar médio de R$ 20 a R$ 30 por MWh para R$ 60 por MWh. (Valor Econômico – 16.08.2017)

3 Abraceel: Reforma do setor é oportunidade para resolver problemas do ACL

Segundo Gustavo Arfux, sócio-diretor da Compass, especializada em comercialização de energia, o estresse em relação à oferta de energia incentivada encarece o produto e afeta a competitividade do mercado livre, em relação ao regulado. "Isso vai tirando parte da economia [de gastos com energia das empresas ao migrarem para o mercado livre]" diz o executivo. Arfux lembrou que os mecanismos adotados pelo governo para reduzir a sobreoferta no mercado regulado têm aliviado o problema por permitir a "migração" desse bloco de energia para o ambiente livre. "Ainda assim [o balanço entre oferta e demanda] continua bastante estressado". A opinião é compartilhada por Debora Mota, gerente de gestão de clientes do grupo Delta Energia. O spread alto, explica, reduz a migração para o mercado livre, já que o consumidor especial tem a obrigação de comprar a energia incentivada. "Isso dificulta cada vez mais novas ondas de migração", disse. A comercializadora Safira Energia prevê um início de 2018 "bem justo" em termos de oferta de energia incentivada, segundo afirmou Lucas Rodrigues, analista de mercado da empresa. "Os spreads entre incentivada e convencional devem voltar a subir, muito provavelmente", afirma. De acordo com o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, uma oportunidade de resolver o problema está na reforma do setor elétrico, em discussão no MME. A entidade defende que a medida provisória que tratará da reforma, prevista para ser publicada determine que seja eliminada de imediato a categoria de "energia incentivada". (Valor Econômico – 16.08.2017) 

4 Governo avalia problemas na oferta de Incentivada como “situação de mercado” e não pretender intervir

Segundo uma fonte da equipe energética de Michel Temer, porém, o governo não deverá intervir para resolver o problema de oferta de energia Incentiva, por entender que se trata de uma situação de mercado. Ela explicou que algumas comercializadoras já negociaram contratos de venda de energia incentivada, mas ainda precisam comprar essa energia para fechar a conta. "Muita gente vendeu [energia incentivada] sem lastro. Tomou o risco, foi comprar e não achou". De acordo com o índice de "atratividade do mercado livre para fontes limpas de energia", desenvolvido pela FDR Energia e voltado para o preço da energia "incentivada", o número em julho ficou em 0,533, ligeiramente inferior a junho (0,535). Quanto mais próximo de 1 mais atrativo é o mercado livre para o consumidor especial em relação ao ambiente regulado. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Energia eólica: microgeração está próxima da competitividade

O custo do microgerador eólico está próximo de oferecer vantagem econômica para o consumidor industrial, de acordo com o diretor de Novas Energias da Weg, João Paulo da Silva. "Precisamos baixar o custo em mais cerca de R$ 200 mil, para oferecer ao consumidor industrial um retorno de investimento adequado para o seu modelo de negócio, em até seis anos", comenta. Desde o ano passado, a empresa conseguiu reduzir o custo do equipamento, que é uma tecnologia da NPS e pode ser licenciado para produção local no país, de R$ 1,5 milhão para R$ 1,2 milhão. No caso de microgeradores eólicos para projetos distribuídos, o foco em geral são consumidores maiores. Isto porque o tamanho "micro" é relativo. O modelo de 100 kW em questão é montado em torre de 36 metros, com 26 metros de rotor. Outra oportunidade de aplicação, aponta Silva, é o atendimento a sistemas isolados. No Brasil, estão instalados atualmente 52 sistemas de microgeração eólica, que somam 10 MW de capacidade. É uma participação ainda pequena perto do total de 13.338 sistemas instalados no país, com 152,8 MW de capacidade, a maior parte da fonte solar fotovoltaica. (Brasil Energia – 15.08.2017) 

2 Omega Geração: complexo eólico Delta 3 deve entrar em operação total até o fim do mês

A Omega Geração deve colocar em operação comercial até o fim do mês todas as unidades do complexo eólico Delta 3 (MA). Localizado nas cidades de Paulino Neves e Barreirinhas, ele tem capacidade instalada de 220,8 MW e foi viabilizado nos leilões de reserva e A-3 de 2015. Em teleconferência com analistas realizada nesta terça-feira, 15 de agosto, o diretor-presidente da empresa, Antonio Bastos, lembrou que no fim do segundo trimestre 20% dos aerogeradores já estavam operando no modo comercial. “É um ativo que vai nos propiciar um crescimento relevante até o fim do ano. Com esse ativo incorporado, vamos chegar a quase 500 MW”, afirmou. Atualmente, a Omega tem ativos de geração que somam 255,4 MW, entre eólicas e PCHs. Essa foi a primeira divulgação de resultados da empresa após a Oferta Pública de Ações realizada em julho deste ano. A Omega Geração atua exclusivamente na produção e comercialização de energia, sem se envolver no desenvolvimento e implantação de ativos. A empresa está com incorporações e aquisições em andamento, já previstas na oferta pública. No momento, uma está em fase final de due diligence, que deve ir até setembro. Após essa etapa, será a vez do aval de órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Até o fim do ano a operação deverá estar concluída. Já uma outra aquisição deve ser concluída em 2018. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017)

 

Gás e Termelétricas

1 Comissão de Minas e Energia discute sobre o programa Gás para Crescer

Comissão de Minas e Energia discute nesta manhã medidas para fomentar a produção e o consumo de gás natural. Está sendo realizada uma audiência pública para avaliar o programa Gás para Crescer, do MME, que busca promover a entrada de novos agentes no mercado de gás brasileiro. A realização da audiência atende a um pedido do deputado Marcus Vicente (PP-ES). Estão confirmadas as presenças do Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do MME, Márcio Felix; do especialista em Regulação da Superintendência de Comercialização de Petróleo, seus Derivados e Gás Natural da ANP, Marco Antonio Fidelis; do gerente-executivo de Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa Lima e Silva; do coordenador do Fórum das Associações Empresariais Pró-Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, Lucien Belmonte; do diretor-fundador do CBIE, Adriano Pires; e do secretário-executivo de Gás Natural do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Luiz Costamilan. (Agência Câmara – 16.08.2017)

 

2 Copel: É importante que o governo considere o despacho térmico na base

O presidente da Copel, Antonio Guetter, propôs às autoridades do setor elétrico que as termelétricas fossem despachadas constantemente, assim como é feito com a matriz hidrelétrica. Essa mudança no modelo de operação do sistema facilitaria as negociações de fornecimento de gás com a Petrobras, uma vez que a petroleira teria previsibilidade sobre o volume de gás que seria utilizado em um dado período. No modelo atual, as térmicas só são despachadas quando são chamadas pelo ONS. O tema está sendo discutido com a Aneel e com MME. “Temos discutido com a Aneel e com o ministério de considerar as termelétricas na base. O governo só considera as hidrelétricas na base, então dá uma incerteza no despacho das termelétricas”, disse o executivo em reunião com investidores nesta terça-feira, 15 de agosto, em São Paulo. “É importante que o MME considere o despacho térmico na base. Não vamos despachar só as térmicas quanto faltar água no reservatório, precisamos despachar as térmicas para manter o reservatório cheio”, defendeu Guetter, argumentando que o despacho térmico na base dará mais conforto para contratos de gás de longo prazo. A Copel trabalha com a expectativa de retomar a operação da termelétrica de Araucária ainda no final de agosto. A empresa negocia um contrato de gás natural com a Petrobras que vai permitir a termelétrica de Araucária operar com um CVU abaixo de R$ 400/MWh. Como a expectativa de PLD alto nos próximos dois meses, a empresa espera adicionar receita de geração com o despacho da térmica. (Agência CanalEnergia – 15.08.2017) 

 

3 CVU para Térmica Araguaia é aprovado

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou o Custo Variável Unitário, visando o ressarcimento da UTE Araguaia. Os valores de CVU foram fixados em R$ 814,78/MWh e serão aplicados no processo de contabilização a partir do mês de julho de 2017. A decisão foi publicada no despacho Nº 4.163, na edição da última segunda-feira, 14 de agosto, do Diário Oficial da União. (Agência CanalEnergia – 16.08.2017) 

 

4 Petroleiras apostam no mercado brasileiro de GNL

Num momento em que a Petrobras começa a reduzir sua participação no setor de gás, as grandes produtoras mundiais de gás natural estão de olho em oportunidades de negócios no país. A lista inclui empresas como a própria BP, a francesa Total e as norte-americanas ExxonMobil e Delfin LNG. Entre as companhias que miram o mercado brasileiro, há interessadas em entrar no país exclusivamente como fornecedoras de GNL, mas também empresas interessadas em se tornar sócias estratégicas de projetos integrados de geração de energia. Este é o caso da BP, segundo o presidente da Prumo, José Magela Bernardes, a companhia de logística está em negociações para que a petroleira britânica entre como sócia da Gás Natural Açu (GNA). Embora num modelo de negócio diferente, a Total é outra multinacional do setor que aposta na importação de GNL para geração de energia. No final do ano passado, a francesa fechou uma parceria com a Petrobras para compartilhar o uso do terminal da Bahia, de 14 milhões de m³/dia, e comprou 50% das usinas baianas Rômulo de Almeida e Celso Furtado. Já a Delfin LNG, joint venture recém-formada pela americana Delfin e pela norueguesa Golar, pretende investir entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões no primeiro projeto de liquefação de gás natural offshore dos Estados Unidos, que exportará o "shale gas" dos EUA, e busca potenciais clientes no Brasil. Este é o caso também da ExxonMobil, que fechou no ano passado um acordo para fornecer GNL à termelétrica Porto de Sergipe, sob responsabilidade da Golar LNG e a GenPower. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

 

5 Petrobrás aumenta preço do GLP e Sindigás mostra preocupação

A Petrobras anunciou nesta terça-feira alta de 7,2 % em média no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em embalagens acima de 13 quilos, a partir de quarta-feira, o que foi considerado "preocupante" pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás). Em nota nesta terça-feira, a Petrobras afirmou que o ajuste do produto, destinado ao uso comercial e industrial, é explicado, principalmente, pela variação das cotações nos mercados internacionais desde a última revisão de preços. A Petrobras ressaltou ainda que os preços de GLP destinado ao uso residencial, o chamado gás de cozinha, comercializado pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilos, não foram objeto deste reajuste nesta terça-feira. Em nota, o Sindigás afirmou que, com o aumento de preços, o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 quilos ficará 39,9 % acima da paridade de importação. "O aumento do GLP para embalagens que atendem o comércio e a indústria é preocupante, pois afasta ainda mais o preço interno dos valores praticados no mercado internacional, impactando justamente setores que precisam reduzir custos", disse o Sindigás. (Reuters – 15.08.2017)

 

 

Economia Brasileira

1 Governo confirma meta de déficit de R$ 159 bi em 2017 e 2018

Com mais de uma hora de atraso, o governo anunciou que a meta de déficit primário de 2017 e 2018 será de R$ 159 bilhões. O anúncio foi feito pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo de Oliveira (Planejamento). Antes, a meta para 2017 era de R$ 139 bilhões e para 2018 de R$ 129 bilhões. Os ministros anunciam ainda outras medidas para corte de despesa, como redução de cargos públicos, congelamento de reajuste para comissionados, redução do salário inicial para funcionários públicos e aumento da contribuição previdenciária para servidores. Meirelles anunciou ainda medidas para elevar receita em R$ 14,5 bilhões em 2018, como a antecipação da tributação de fundos de investimentos exclusivos, que poderá render R$ 6 bilhões aos cofres públicos. O ministro da Fazenda lembrou que a meta definida para 2017 e 2018 é a mesma que o resultado incorrido em 2016. “A meta era R$ 170 bilhões, o efetivado foi R$ 159 bilhões”, disse Meirelles. Meirelles afirmou que a alteração da meta fiscal não é resultado de um aumento das despesas, mas por redução das receitas. Apesar das projeções feitas pelo governo não terem se confirmado, Meirelles destacou que as previsões da equipe econômica eram sólidas e baseadas nas projeções daquele momento. Ele ressaltou ainda que o governo está realizando cortes de despesas. “Estamos fazendo cortes importantes, mas não certamente os cortes que atingiriam as despesas obrigatórias, definidas pela Constituição.” (Valor Econômico – 15.08.2017)

 

2 Após mudar meta, Dyogo prevê descontingenciar de R$ 8 bi a R$ 10 bi

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que, após aprovada a revisão da meta de primário pelo Congresso Nacional, o governo deverá descontingenciar algo entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões do orçamento para atender as necessidades mais urgentes de órgãos públicos. “Temos vários órgãos que estão operando no limite financeiro e necessitam de complementação [orçamentária]”, disse Dyogo. “Estimamos que, após aprovação da alteração da meta, teremos possibilidade de atender entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões de descontingenciamento e vamos aguardar a evolução da arrecadação até o fim do ano”, destacou o ministro. Ele reforçou que há uma série de riscos que precisam ser observados para tratar da liberação de recursos pelo governo. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que os cortes no orçamento estão sendo feitos “no limite da responsabilidade fiscal”, visando a manter os serviços essenciais, sem elevação de impostos. (Valor Econômico – 15.08.2017)

 

3 Governo sinaliza aceitar flexibilização do Refis 

O governo sinalizou aceitar uma nova flexibilização na medida provisória do Refis. A posição formal do Ministério da Fazenda será divulgada apenas nesta quarta-feira para os deputados, mas, em reunião na noite dessa terça-feira com parlamentares, o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), sinalizou com as concessões. Segundo Moura relatou aos deputados, a flexibilização é no campo das dívidas consideradas de “baixo valor”. Na proposta original do governo, seriam os débitos menores que R$ 15 milhões com a União. O relator da MP, deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), ampliou para R$ 150 milhões. A versão sinalizada pelo governo é de R$ 60 milhões. Para essas dívidas, a entrada sugerida pela MP é de 7,5% do valor consolidado, considerando juros e multa. Cardoso reduziu esse percentual para 2,5%. A intenção do governo é deixar em 5%, de acordo com relatos. Esse valor teria que ser pago ainda em 2017 e o resto, já com abatimento dos encargos legais, seria parcelado em até 175 vezes a partir de janeiro. Sobre o desconto na multa e juros, as opções sinalizadas variariam de até 90% para o pagamento à vista, 80% no parcelamento em 145 meses e 60% em até 175 meses (10 anos). O relator sugeriu abater até 99% dos encargos no pagamento à vista e 85% no mais alongado. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

 

4 Renda ajuda e oferta e demanda andam mais próximas

Um olhar conjunto dos dados do varejo e da indústria sinaliza uma recuperação mais consistente da economia. Ao contrário do que aconteceu em meados do ano passado, em 2017 os principais indicadores de atividade do país, medidos pelo IBGE, mostram trajetórias semelhantes, um movimento que pode ter sido ajudado pelo aumento real da renda. Os números divulgados ontem pelo IBGE na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) podem levar a uma revisão, para cima, das projeções para o PIB do trimestre e do ano. Talvez eles não tirem o segundo trimestre do vermelho, mas devem aproximá-lo do zero a zero na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O volume de vendas do comércio varejista ampliado cresceu expressivos 2,5% em junho sobre maio, resultado que fez o segundo trimestre terminar com alta de 1,7% sobre o primeiro. Foi quase o dobro do ritmo da indústria, que ficou em 0,85%, considerando os setores extrativista e de transformação. Olhando só o segmento de transformação, o ritmo é mais próximo, pois o crescimento é de 1,4%. Apesar dessa diferença, oferta e demanda estão andando muito mais próximas neste ano do que se observou em 2016. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

 

5 Consulta ao BNDES supera R$ 10 bi pelo 3º mês seguido

O desempenho de julho do BNDES mostra que os desembolsos da instituição continuam a cair frente ao ano passado, mas as consultas permanecem acima dos R$ 10 bilhões pelo terceiro mês seguido e maiores que em igual mês de 2016 pela segunda vez consecutiva. Consideradas um termômetro da demanda das empresas por recursos para investimento, as consultas em julho atingiram R$ 10,275 bilhões, 0,27% acima dos R$ 10,247 bilhões de junho e 1,25% a mais que em julho do ano passado. Mesmo sem variação expressiva na média, é possível perceber alguns destaques positivos entre os setores, nos pedidos de financiamento junto ao banco. Na indústria, as consultas somaram R$ 3,734 bilhões em julho deste ano, 58,7% acima de junho (R$ 2,352 bilhões), embora ainda 5,94% abaixo de julho de 2016, quando atingiram R$ 3,970 bilhões. Na infraestrutura, as consultas subiram 89,5% em julho, para R$ 3,154 bilhões, ante R$ 1,664 bilhão de junho. Na comparação com julho de 2016, quando atingiram R$ 3,417 bilhões, as consultas mostraram recuo de 7,69%. (Valor Econômico – 16.08.2017) 

 

6 Volume de serviços sobe 1,3% em junho, aponta IBGE

O volume de serviços prestados no país cresceu 1,3% em junho, na comparação a maio, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na manhã desta quarta-feira pelo IBGE. O resulto ficou muito acima do registrado em maio, quando o setor havia crescido 0,5% pela série com o ajuste sazonal, revisado de uma alta de 0,1%. Conforme a pesquisa do IBGE, o volume de serviços recuou 3% em junho deste ano, na comparação ao mesmo mês de 2016. Essa queda havia sido menos intensa em maio, quando a baixa foi de 1,9%. No acumulado em 12 meses, o setor registrou queda de 4,7% no volume. Nos seis primeiros meses do ano, o recuo foi de 4,1% frente ao mesmo período de 2016. A receita nominal do setor, por sua vez, subiu 1% em junho, se comparada à do mês imediatamente anterior, após o ajuste sazonal. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, houve alta de 3,2%. (Valor Econômico – 16.08.2017)

 

7 IGP-10 cai 0,17% em agosto e tem baixa de 1,69% em 12 meses 

Impulsionada pela alta do minério de ferro, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 0,17% em agosto. Embora seja a quinta deflação seguida do indicador, a queda foi menor do que aquela apurada em julho, de 0,84%. Com o resultado, o IGP-10 acumula baixa de 2,41% no ano e de 1,69% em 12 meses, conforme dados da FGV. Maior peso na composição do indicador cheio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,42% em agosto, seguindo decréscimo de 1,32% um mês antes. Foi pressionado, especialmente, pelo conjunto de matérias-primas brutas, que subiram 0,72% no oitavo mês de 2017, deixando a deflação de 2,26% registrada em julho. No recorte por origem dos produtos, os bens agropecuários saíram de recuo de 2,52% para decréscimo de 1,56% e os bens industriais passaram de queda de 0,90% para redução de 0,04%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou mudança de rumo, subindo 0,34% em agosto. Um mês antes, apresentou decréscimo de 0,17%. A gasolina, turbinada com a alta do PIS/Cofins, e a energia elétrica, encarecida pela bandeira tarifária vermelha aparecem entre as maiores pressões, como já identificado em outros indicadores de preços. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto elevação de 0,27%, seguindo acréscimo de 0,62% um mês antes. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou a mesma variação do mês anterior, de 0,10% de avanço. O índice que representa o custo da mão de obra, por sua vez, teve acréscimo de 0,40%. (Valor Econômico – 16.08.2017)



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