NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Maio
15/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 EPE: Mudança em cotas de energia pode ser neutra para operadores de UHEs

Planos do governo de mudar a forma de venda da energia de hidrelétricas antigas, que tiveram as concessões renovadas em 2013 sob um chamado "regime de cotas", poderão ser neutros para as empresas responsáveis pela operação dessas usinas, sinalizou nesta sexta-feira o presidente da EPE, Luiz Barroso. Em conversa com jornalistas após evento no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, Barroso disse que ainda não há definições sobre o tema, mas adiantou que a ideia não envolveria colocar em leilão a concessão das usinas, a maior parte delas da Eletrobras, mas apenas o direito de venda da eletricidade gerada. "A usina é uma propriedade, tem um contrato de concessão... você pega uma tranche de energia, um contrato de três anos e revende o direito de comercializar aquela energia para um terceiro. Para o gerador é neutro, ele continua recebendo a receita fixa, que é fixa", disse. O presidente da EPE ressaltou, no entanto, que as conversas sobre o tema ainda estão em fase preliminar. Ao comentar as mudanças em estudo, Barroso também negou que exista uma avaliação de que as medidas impactarão as tarifas dos consumidores. "Mexer nas cotas pode elevar a tarifa? Depende, depende muito do risco hidrológico associado e da forma como isso vai ser implementado. Os impactos tarifários podem ocorrer para cima ou para baixo", explicou. (Reuters – 12.05.2017) 

2 Abraceel: A associação vê a prioridade nos créditos da CCEE como questão de justiça

A decisão judicial que dava aos comercializadores prioridade no recebimento de créditos na CCEE, e que foi suspensa no mês passado, é vista como “uma questão de justiça” pela associação que representa as empresas do segmento. Sem a liminar da Abraceel, seus associados voltaram a participar da divisão do prejuízo na liquidação realizada este mês pela CCEE. A decisão protegia os comercializadores do rateio da inadimplência de geradores hidrelétricos que conseguiram limitar na Justiça os efeitos do risco hidrológico. Os impactos do déficit de geração hídrica, que tem sido substituída por energia termelétrica mais cara, levaram outros agentes a tentar se proteger na CCEE. Entre eles, geradores termelétricos, que obtiveram decisões semelhantes, favoráveis ao tratamento prioritário na lista de credores do MCP. “Não temos nada a ver com isso. É uma questão dos geradores contra a geração térmica fora da ordem de mérito”, argumenta o presidente executivo da Abraceel, Reginaldo Medeiros. O executivo informou que a associação já entrou com recurso para restabelecer a liminar, e aguarda decisão do TRF da 1ª Região. Para Medeiros, o desejo da entidade que representa é que as disputas judiciais no setor acabem, para que o mercado possa funcionar normalmente. “O principal é que se restabeleça a plena liquidação na CCEE, porque só há um mercado maduro, crível, transparente ,se houver a plena liquidação e todos recebam os créditos no fim do mês” observa. “Nossa medida foi excepcional. Foi para nos proteger da radicalização dos outros.” (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

3 Entrevista com Andre Dorf (CPFL Energia): “Aproveitaram a oportunidade, mas não foi impulso”

Para o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf, questões políticas interferem menos em investimento de longo prazo no Brasil. O primeiro trimestre de 2017, presenciou, por exemplo, a compra do controle da CPFL Energia pela multinacional chinesa State Grid que, segundo Andre Dorf, não foi “por impulso” e sim o aproveitamento de uma oportunidade. Dorf afirma ainda que a operação de controle acionário ainda não terminou, já que outros R$ 9 bilhões devem ser gastos para que os chineses adquiram a participação dos minoritários da CPFL. O processo já está em andamento. E para os próximos anos, considerando o perfil da State Grid, é de se esperar mais investimentos. Segundo ele, “assim como as grandes multinacionais americanas e europeias, a chinesa acredita que o Brasil vai passar por altos e baixos no cenário político e econômico, mas que, no longo prazo, o mercado é robusto, em crescimento. No longo prazo, este é um mercado em que as grandes empresas precisam estar. Os chineses têm a certeza de que o Brasil é um grande mercado, com potencial.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2017)

4 Entrevista com Mario Menel (Abiape): “Medidas devem tornar ambiente de negócios mais amigável” 

O Brasil precisa de investimentos, mas, para isso, são necessárias medidas que possam tornar o ambiente de negócios mais amigável, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia e do Fórum das Associações do Setor Elétrico, Mário Menel. Ele cita como exemplos de prioridade na discussão de uma agenda do setor a revisão dos modelos de despacho e de formação de preços; a alteração ou a substituição do Mecanismo de Realocação de Energia; a correção na alocação de riscos e de custos setoriais e mudanças no modelo de comercialização. Para Menel, não há alternativa a não ser a discussão pontual de temas que exigem solução de curto prazo. Porém, mesmo nessas situações, é preciso uma rigorosa análise de impacto regulatório e o debate com a sociedade organizada, para não agravar o quadro de disputa judicial “que já atinge níveis próximos do limite tolerável” no setor elétrico. O mesmo princípio vale para a discussão sobre a revisão do modelo setorial. Ela vai exigir um amplo processo de debate e intervenções estruturadas, considerando todos os impactos dessas decisões. Os novos recursos tecnológicos acrescentam desafios ao funcionamento atual do setor e, por isso, “o modelo tem que se antecipar às mudanças tecnológicas que já estão acontecendo.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2017)

5 Entrevista com Carlos Faria (Anace): “Desafio é interromper lógica danosa para o consumidor”

Centro de todas as alternativas que contemplam soluções para os problemas regulatórios do setor elétrico, o consumidor não quer mais pagar o pato sozinho. Carlos Faria, representante da classe, a Associação Nacional dos Consumidores de Energia defende uma nova lógica no mercado de energia, na qual os custos que incorrem sobre a cadeia produtiva sejam melhor diluídos, e não apenas despejados na ponta final. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2017) 

6 Artigo de Claudio Sales: “O setor elétrico, as mudanças climáticas e o acordo de Paris”

Em artigo publicado na Agência Canal Energia, Claudio Sales, do Acende Brasil, trata dos desafios do setor elétrico brasileiro envolvendo as emissões de gases de efeito estufa no acordo de Paris . Segundo o autor, “A análise das contribuições para redução de emissões relacionadas à geração de energia elétrica assumidas pelo Brasil em Paris indica que as propostas reconhecem, mesmo que de forma indireta ou implícita, a tendência recente de redução da participação de hidrelétricas na matriz elétrica brasileira”. Ele conclui que “a participação da geração de eletricidade nas emissões de GEEs do Brasil indica que o setor elétrico possui relevância limitada para a diminuição de emissões do país”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2017)

 

Empresas

1 Eletrobras: prejuízo é revertido para lucro de R$ 1,394 bi no trimestre

A Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) apurou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,394 bi no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo líquido de R$ 3,898 bi de igual período de 2016. As informações foram publicadas na noite desta sexta-feira. Segundo a companhia, esse resultado foi influenciado por 1) Resultado de participações societárias, de R$ 3,211 bi, influenciado, principalmente, pela receita da alienação de ativos (Celg D) no montante de R$ 1,525 bi e pelo efeito da Portaria nº 120, de 20 de abril de 2016, do MME, que estabeleceu as condições de pagamento e remuneração relativa à Rede Básica do Sistema Existente (RBSE); 2) Passivo a descoberto em controladas no montante de R$ 1,173 bi, impacto, principalmente, pelas controladas Amazonas Energia Distribuição, CGTEE e Ceron ; 3) Reversão de Provisões para contingências judiciais, no montante de R$ 2 mi, decorrente, principalmente, de reversão de provisões relativas aos processos judiciais de empréstimo compulsório. A receita operacional líquida somou R$ 8,969 bi no primeiro trimestre deste ano, 32,6% superior aos R$ 6,761 bi de igual intervalo de 2016. A receita de geração cresceu 17,8% entre os dois períodos, para R$ 5,015 bi; a de transmissão mais que dobrou, indo para R$ 2,778 bi (de R$ 1,209 bi no 1º trimestre de 2016) e a de distribuição foi de R$ 2,579 bi, crescimento de 1%. Os custos operacionais foram de R$ 3,417 bi, leve redução (0,8%) sobre os R$ 3,445 bi no primeiro trimestre do ano passado. (Valor Econômico – 13.05.2017) 

 

2 Eletrobras: apesar de lucro líquido, estatal tem resultado financeiro negativo

Mesmo com a reversão do prejuízo e lucro líquido de quase .R$ 1,4 bi, a Eletrobras teve resultado financeiro negativo de R$ 1,338 bi entre janeiro e março deste ano. A queda foi de 0,6% sobre o resultado financeiro negativo de R$ 1,345 bi em igual período de 2016. O Ebitda ficou em R$ 4,429 bi no trimestre inicial de 2017, ante Ebitda negativo de R$ 2,041 bi no mesmo período do ano passado. O volume de energia vendida pelas geradoras da Eletrobras no primeiro trimestres de 2017, de 38,4 mil gigawatts-hora (GWh), recuou 3,3% em relação ao registrado em igual período do ano passado. O destaque positivo foi Furnas, cujo volume de vendas cresceu 29%, para 5,3 mil GWh, enquanto a Chesf registrou a maior queda, de 83%, para 300 GWh. A subsidiária nordestina, porém, teve aumento de 9,4% no volume de energia fornecida em regime de cotas, por meio das usinas que tiveram concessão renovada no âmbito da MP 579/2012, para 12,8 mil GWh. Já as distribuidoras da Eletrobras venderam 3,9 mil GWh, com baixa de 9% em relação a igual trimestre do ano passado. Praticamente todas as distribuidoras do grupo mantiverem o mercado registrado nos primeiros três meses de 2016, com exceção da Amazonas Energia, que teve recuo de 20% no volume de vendas de energia, para 1,2 mil GWh no trimestre inicial do calendário atual. (Valor Econômico – 13.05.2017)

 

3 Eletrobras: distribuidoras têm prejuízo de R$ 1 bi no trimestre

O negócio de distribuição de energia da Eletrobras registrou prejuízo de R$ 1,086 bilhão no primeiro trimestre de 2017. Um ano antes, resultado negativo foi de R$ 1,169 bilhão. Entre as seis distribuidoras do grupo, o pior resultado absoluto foi o da Amazonas Energia, com prejuízo de R$ 708 milhões. O resultado, porém, foi 13,3% melhor que o verificado um ano antes, de R$ 817 milhões. Em termos relativos, o melhor resultado foi o da Cepisa, distribuidora que atua no Piauí, cujo prejuízo recuou de R$ 148 milhões para R$ 92 milhões, na mesma comparação, uma alta de 38%. Por outro lado, o pior desempenho relativo foi o da Ceron, distribuidora que atua em Rondônia, cujo prejuízo cresceu 344%, na mesma comparação, totalizando R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2017. De acordo com o plano de negócios da Eletrobras, para o período 2017-2021, o objetivo da empresa é privatizar as seis distribuidoras do grupo ainda neste ano. (Valor Econômico – 13.05.2017) 

 

4 Renova Energia: prejuízo cai 83% no primeiro trimestre 

A Renova Energia, braço de energias renováveis da Cemig, teve prejuízo líquido de R$ 95,7 milhões no primeiro trimestre, montante 82,6% menor que a perda de R$ 551,5 milhões apurado no mesmo intervalo do ano passado. A receita operacional líquida da companhia subiu 58,6% no trimestre, para R$ 152,3 milhões. Além da alta de receita, o resultado refletiu a redução de 66,6% nas despesas administrativas, devido ao redimensionamento das equipes, além da ausência de baixa contábil por impairment de investimentos. No primeiro trimestre do ano passado, a companhia fez uma baixa de R$ 382,2 milhões. O crescimento da receita foi possível devido ao aumento da geração dos parques eólicos, além da alta de 85,6% na receita de comercialização, devido ao maior volume comercializado no mercado livre, informou a empresa. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 45,8 milhões, ante o resultado negativo de R$ 389,2 milhões apurado no primeiro trimestre de 2016. (Valor Econômico – 12.05.2017)

 

5 Brookfield: compra de fatia na Renova Energia é fechada

A canadense Brookfield Asset Management acertou a compra do controle da Renova Energia, empresa de geração renovável da mineira Cemig e da Light, disse à Reuters nesta sexta-feira uma fonte com conhecimento direto do assunto. O negócio envolverá a aquisição pela Brookfield de toda a participação da Light na Renova, além da injeção de 800 milhões de reais na companhia, o que diluiria parcialmente os demais acionistas. A fonte, que falou sob a condição de anonimato, disse que o acordo define que a Brookfield será responsável pela gestão da Renova e indicará os diretores. "O negócio para vender o controle à Brookfield foi concluído e vai ser aprovado na próxima reunião do Conselho de Administração da Renova e dos controladores", disse a fonte, acrescentando que o encontro do colegiado está previsto para a próxima semana. A Light tem 20,3% da Renova, enquanto a Cemig detém 44,2 por cento. O valor de mercado da Renova é de cerca de 1 bilhão de reais, segundo dados da Thomson Reuters. A fonte não comentou o valor total da aquisição. A Brookfield também pagar mais 120 milhões de dólares à Renova por ações que ela detém na empresa controladora de ativos renováveis TerraForm Global, segundo a fonte. A Brookfield anunciou em março uma transação para a compra de 51 por cento da TerraForm Global por 787 milhões de dólares. Procuradas, Renova, Brookfield, Cemig e Light não responderam imediatamente a pedidos de comentário. (Reuters – 12.05.2017) 

 

6 Enel: busca por mais aquisições em energia no Brasil

A italiana Enel não está interessada em grandes aquisições, mas busca oportunidades para comprar ativos em distribuição de energia elétrica ao redor do mundo, incluindo no Brasil, disse o diretor financeiro da companhia, Alberto De Paoli, nesta sexta-feira. "Estamos interessados em fazer mais aquisições em distribuição no Brasil se as oportunidades surgirem a partir da liberalização do mercado", disse De Paoli à Reuters em entrevista após os resultados do grupo para o primeiro trimestre. Ele disse ainda que os negócios na Argentina e no Brasil estão melhorando e que a companhia pretende continuar a investir na América Latina. O executivo também negou especulações na mídia de que o grupo estaria considerando vender seus negócios no Chile. A Enel está apostando em seus negócios em distribuição e energia renovável para impulsionar o crescimento da companhia, especialmente em mercados emergentes e na América do Norte. "Na Europa, poderíamos estar interessados em comprar ativos de energia renovável de pequeno porte e negócios de varejo", disse De Paoli. A Enel, que se tornou a maior elétrica da Europa no ano passado quando reabsorveu sua unidade de energia renovável, controla a elétrica espanhola Endesa. Segundo reportagens na imprensa, fundos de investimentos poderiam estar interessados em comprar a Endesa, mas De Paoli disse que ela não está à venda. "Estamos felizes com nossos investimentos na Espanha e não temos absolutamente nenhum plano de vender nossa participação", disse ele. (Reuters – 12.05.2017) 

 

7 Light encontra mais roubo de energia na Zona Oeste da cidade

A Light continua em sua batalha contra os roubos de energia em sua rede de distribuição. A companhia, distribuidora em 31 municípios do Estado do Rio, incluindo o Rio, realizou uma operação nesta sexta-feira em Campo Grande, Zona Oeste da cidade. A empresa inspecionou 1.470 locais, dos quais 67%, ou 986 imóveis, continham irregularidades no consumo. Segundo a companhia, durante a operação, uma Agência Móvel da Light prestou serviços comerciais aos moradores e realizou solicitações de pedido de ligação nova, segunda via de conta, análise de contas, vistorias técnicas, parcelamento de débitos, transferência de titularidade, encerramento de contrato, entre outros. A Light adverte que as ligações clandestinas de energia, os famosos “gatos”, sobrecarregam a rede de distribuição e provocam interrupções do fornecimento, além de representar um custo adicional de 17% em média nas tarifas de todos os consumidores que pagam suas contas. Segundo a empresa, o maior número de ocorrências foi registrado justamente nas regiões onde se furta mais energia: Zonas Oeste e Norte, no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. (O Globo – 12.05.2017) 

 

8 Tijoá: lucro de R$ 1,49 milhão para Triunfo

O segmento de energia da Triunfo Participações e Investimentos terminou o primeiro trimestre do ano com lucro de R$ 1,49 milhão, aumentando 41,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa aparece no setor com a Tijoá, aonde ela detém 50,1% de participação. A Tijoá opera a UHE Três Irmãos (SP - 807,5 MW). A receita líquida chegou a R$ 14,7 milhões, crescendo 3,4% em comparação aos primeiros três meses de 2016, de R$ 14,2 milhões. O Ebitda ajustado é de R$ 2,4 milhões, subindo 12,4% no período. Os custos e despesas operacionais, excluindo depreciação e amortização, atingiram R$12,3 milhões no primeiro trimestre do ano, subindo 1,9%. Com a inclusão da depreciação e da amortização, o resultado dos custos e despesas ficariam em R$ 11,7 milhões. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017)

 

9 RGE Sul investe R$ 77 milhões até abril na área de concessão

A RGE Sul (RS) investiu R$ 77 milhões nos primeiros quatro meses do ano para a realização de obras de infraestrutura e expansão em todos municípios de sua área de concessão. Sem exceção, os 118 municípios abastecidos pela rede elétrica da concessionária receberam alguma ação. As atividades fazem parte do planejamento estratégico da companhia e contemplou a troca de 14 mil postes de madeira e 4,3 mil obras de melhoria, manutenção e ampliação da malha, que incluem a troca de transformadores, instalação de religadores e a expansão da rede para novos pontos dos municípios, além do recondutoramento de quilômetros de linhas já existentes. Os postes de madeira foram substituídos por concreto, visto a maior resistência do material às intempéries, bem como a melhor adaptação ao padrão climático do estado. A meta para ano é substituir mais 40 mil postes. Outra parcela do investimento foi destinada a dar mais robustez ao sistema de distribuição e aumentar a qualidade do fornecimento de energia das cidades, incorporando à rede novas tecnologias e equipamentos telecomandados. O presidente da companhia, José Carlos Saciloto Tadiello, destaca a organização estratégica do planejamento: "Todas as obras e ações, como podas, trocas de postes e substituição de transformadores, seguem um cronograma elaborado com muita estratégia para beneficiar o conjunto dos 118 municípios da nossa área de concessão", observou Tadiello. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017)

 

10 Emae: lucro encolhe no trimestre

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) registrou um lucro líquido de R$ 7,49 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O montante é atribuível aos sócios da empresa controladora, base para distribuição de dividendos. A receita líquida da companhia de janeiro a março foi de R$ 50,68 milhões, crescimento de 2,9% sobre igual intervalo em 2016, segundo as demonstrações financeiras divulgadas hoje pela companhia. Na mesma base de comparação, o custo do serviço caiu 5,5%, para R$ 54,84 milhões. O desempenho, segundo comunicado da empresa, acompanha o decréscimo nas receitas de fornecimento de energia elétrica e na prestação de serviços que, em contrapartida, foram ofuscados pelo aumento nas receitas de cotas de energia. Já o custo caiu na comparação anual diante da reversão de provisões para contingências judiciais, redução nos gastos com serviços de terceiros e com recursos hídricos. A Emae apresentou também uma receita financeira de R$ 14,78 milhões nos primeiros três meses do ano, recuo de 40% sobre a receita entregue no mesmo intervalo um ano antes, devido, principalmente, à redução da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), aplicada a um contrato de arrendamento com a Petrobras. (Valor Econômico – 15.05.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados da ONS referente ao dia 11/05. Os reservatórios do Norte aumentaram 0,2%, operando com volume de 66,2%. A energia armazenada da região é de 9.953 MWmês e a ENA é de 7.971 MWm, que equivale a 46% da MLT. A usina de Tucuruí registra volume de 99,85%. No Sul do país os níveis caíram 0,2%, e a capacidade dos níveis ficou em 41,7%. A energia armazenada é de 8.560 MWmês e a ENA é de 3.363 MWm, que é o mesmo que 51% da MLT. A usina de Passo fundo está com 88,79% da capacidade. Na região Sudeste/Centro-Oeste houve alteração negativa de 0,1% e os níveis estão com 41,7% da capacidade. A energia armazenada é de 84.861 MWmês e ENA é de 32.082 MWm, que corresponde a 84% da MLT. A usina de Furnas está com volume de 41,41%. No Nordeste também houve alteração negativo de 0,1% na comparação com o dia anterior e os reservatórios se apresentam com 20,9% da capacidade. A energia armazenada é de 10.847 MWmês e a ENA é de 1.568 MWm, que equivale a 23% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 14,6% de capacidade. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

2 ONS: programa para estimular redução do consumo de energia das indústrias em determinados horários

Na tentativa de reduzir os custos de geração, o ONS vai lançar um programa para estimular as indústrias a reduzirem sua produção em determinados períodos e horários. Os detalhes ainda estão sendo fechados, mas a ideia é oferecer um incentivo (prêmio) para as empresas que aderirem. O objetivo do programa é diminuir a necessidade de colocar em operação as termelétricas, o que pode ser obtido por meio de um uso mais racional da energia pelas indústrias. O custo de geração das termelétricas mais caras varia R$ 644 até R$ 1.075/MWh. O ONS pretende lançar o piloto do programa, chamado de Resposta da Demanda, no segundo semestre deste ano. Segundo o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, todos os consumidores, inclusive os residenciais, serão beneficiados com o menor custo da energia. O projeto vem sendo discutido pelo ONS com as indústrias, a Abrace, a CCEE e a Aneel. A Abrace estima que, se apenas 5% da carga industrial do Brasil participarem do programa, a energia que deixará de ser consumida equivalerá a cerca de 1 GWmed por ano, o suficiente para abastecer todas as residências da Região Norte, por exemplo. O projeto começará ser implantado pelo Nordeste. A Aneel informou que sua área técnica está discutindo os critérios para adotar a regulamentação. Os detalhes ainda estão em fase de elaboração, mas a ideia é que as empresas optem por uma redução de consumo no mesmo dia (intraday) ou para o dia seguinte (day ahead). (O Globo – 14.05.2017)

3 CCEE: queda de 0,5% no consumo e 0,2% na geração

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 9 de maio apontam redução de 0,5% no consumo e 0,2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. Informações do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da CCEE. O consumo de energia no SIN, nos primeiros nove dias de maio, somou 57.563 MWm, montante apenas 0,5% inferior ao registrado no ano passado. Houve queda de 5,2% no Ambiente cativo, número influenciado pela migração de consumidores para o mercado livre. Caso o efeito das migrações fosse desconsiderado, haveria aumento de 1,3% no consumo. No Ambiente de Contratação Livre, o consumo cresceu 13,4%. Ao desconsiderar esse movimento dos consumidores, haveria queda de 4% no consumo. Já entre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio, com alta de 97,7%, serviços, que cresceu 80,4% e telecomunicações, com alta de 74%. Esses números também foram impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre. A geração de energia no Sistema, em maio, somou 60.318 MWm frente aos 60.416 MWm produzidos em 2016, o que representa queda de apenas 0,2%. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

4 Eólicas incremetaram 17,6% na produção de energia

As usinas eólicas incrementaram a produção em 17,6% no período e as térmicas geraram 7,6% a mais do que no ano anterior, impulsionadas pelo aumento na produção das usinas biocombustíveis e a gás. As hidráulicas, incluindo as PCHs apresentaram queda de 3,5% na geração, índice explicado pelo baixo nível de armazenamento dos reservatórios. O InfoMercado Dinâmico apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, em maio, o equivalente a 74,7% de suas garantias físicas, ou 40.292 MWm em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi praticamente o mesmo, ou seja, de 74,6%. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

5 PLD sobe nos submercados

A CCEE informa que o PLD para o período entre 13 e 19 de maio subiu 3% nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste ao passar de R$ 458,12/MWh para R$ 470,11/MWh. No Norte, o PLD saiu do valor mínimo, de R$ 33,68/MWh, para R$ 145,62/MWh. A previsão de afluências para o sistema em maio caiu de 72% para 71% da MLT, abaixo da média em todos os submercados, principal fator para o aumento do PLD, especialmente no Norte. As ENAs são esperadas em 82% no Sudeste, 68% no Sul, 22% no Nordeste e em 63% no Norte. A expectativa é que não haja alteração na carga do sistema para a próxima semana com redução de 100 MWm no Sudeste e aumento de 100 MWm no Norte. Já os níveis dos reservatórios do SIN ficaram aproximadamente 760 MWm abaixo do esperado com redução observada no Sudeste (-610 MWm), Sul (-100 MWm) e no Norte (-50 MWm). Os níveis do Nordeste não se alteraram. O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) esperado para maio é de 75,2% e os ESS são esperados em R$ 1,6 mi para o período, referentes apenas à geração por restrição elétrica. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Energia eólica: audiência discute geração no Brasil

A Comissão de Minas e Energia vai debater nesta quarta-feira (17) a situação do setor de geração de energia eólica no Brasil. A audiência pública, proposta pelo deputado José Rocha (PR-BA), vai discutir os projetos em execução; as perspectivas de expansão e os entraves enfrentados para essa ampliação; a construção das linhas de transmissão entre os parques geradores e o sistema de distribuição. "A energia eólica está sendo desenvolvida em muitos estados e é a fonte necessária para o desenvolvimento do nosso País”, afirma o presidente do colegiado, deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR). “O Brasil tem muito a crescer, mas nossas burocracias terminam dificultando novos investimentos na parte de energia eólica." Foram convidados para discutir o assunto: o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner; o prefeito do município baiano de Caetité (onde fica o maior parque de energia eólica do País), Aldo Ricardo Gondim; a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), ElbiaGannoum; um representante do Ministério de Minas e Energia; e um representante da Companhia Hidrelétrica do São Francisco. Ministério de Minas e Energia, de governos estaduais e municipais, entre outros também estarão presentes. A audiência, proposta pelo deputado José Rocha (PR-BA), será realizada no plenário 14 a partir das 9 horas. (Agência Câmara – 12.05.2017) 

2 Celpe: investimento de R$ 1 milhão em microusinas em cinco instuições de ensino em PE

A Celpe (PE) vai investir R$ 1 milhão para instalar painéis solares fotovoltaicos em quatro escolas do ensino Médio e na Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE). A iniciativa integra o Programa de Eficiência Energética da distribuidora. Os projetos de eficiência das unidades de ensino tem prazo de entrega previsto para o final de julho. O objetivo do projeto é disseminar uma cultura de uso eficiente da energia e fomentar a utilização de fontes renováveis de geração elétrica, atitude imprescindível quando falamos de um futuro sustentável. Somadas, as usinas integradas a todo o projeto vão resultar numa economia de aproximadamente 230 MWh/ano. A redução equivale ao consumo mensal de cerca de 150 residências. Além da UPE, os painéis solares fotovoltaicos serão instalados nas Escolas Assis Chateaubriand, em Brasília Teimosa, no Recife; Alzira da Fonseca Brewel, em Jaboatão dos Guararapes; Gabriela Mistral, em Olinda e Escola Estadual São José, em Paulista. O projeto também prevê a substituição de aparelhos de ar condicionado e lâmpadas fluorescentes por outros itens de desempenho equivalente ou superior, mas de menor consumo. “O esforço da Celpe tem como objetivo assegurar a melhor utilização da energia distribuída, por meio da implantação de medidas que promovam o uso racional da energia elétrica”, ressalta o gestor de Eficiência Energética da Celpe, Daniel Sarmento. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017)

3 Natal recebe simpósio sobre energia solar

Natal vai sediar o I Simpósio de Energia Solar do Nordeste Brasileiro (I SESNEB). O evento será realizado nos dias 17 e 18 deste mês no Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis - CTGAS-ER (Consócio SENAI/Petrobras). O objetivo é reunir entidades interessadas em conhecer as diversas formas de utilização da energia solar, especialmente a energia solar térmica. O I SESNEB é um instrumento e espaço privilegiado que visa propiciar debates e intercâmbio de informações e experiências, de cunho técnico, científico e político, necessários para preparar o mercado brasileiro para a inserção de novas tecnologias solares. Destina-se a estudantes, professores, pesquisadores, empreendedores, representantes governamentais e de instituições privadas e todos os interessados no desenvolvimento da energia solar. Especialistas de diversas universidades brasileiras e da Alemanha estarão presentes como palestrantes, sendo a realização do SENAI/CTGAS-ER. Para mais informações, acesse o site: www.rn.senai.br/sesneb. (G1 – 14.05.2017) 

4 Congresso Internacional Modern Solutions Power Systems acontecerá em junho

Durante os dias 7 a 9 de junho, acontecerá o MSPSC - Modern Solutions Power Systems Conference. O diferencial da conferência, a ser realizada esse ano em Chicago, Estados Unidos, é pensar mais alto e de outras maneiras sobre os principais problemas atuais que afetam os sistemas de energia modernos. Promovido pela ESALQ/USP, o VIII Simpósio Tecnologia de Produção de Cana-de-açúcar irá promover a evolução do setor a partir da difusão de informações e tecnologias, bem como gerar necessidades de pesquisas sobre o assunto. O evento acontecerá nos dias 12 a 14 de junho, em Piracicaba, São Paulo. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Estados tem interesse em vender distribuidoras de gás natural

Depois de avançar no setor de saneamento, a venda de distribuidoras estaduais de gás natural é o novo alvo do programa de desestatização do BNDES. O banco já tem sinalização de sete estados interessados em vender integral ou parcialmente suas participações nas empresas, entre eles o de Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O objetivo é elevar a capacidade de investimentos das companhias, para expandir a malha de dutos e atingir novos clientes, além de levantar recursos para os estados num momento em que atravessam grave crise fiscal. A previsão é fazer os leilões no terceiro trimestre de 2018. Hoje, com exceção de duas distribuidoras no Rio (Ceg e Ceg-Rio) e duas em São Paulo (Comgás e Gas Natural Fenosa), as demais 22 distribuidoras no país têm controle estatal. Na maior parte delas, os governos estaduais detém 51% das ações com direito a voto. O restante ou está nas mãos da Gaspetro ou está dividido entre ela e sócios minoritários privados. Para especialistas, a entrada de novos investidores privados nas distribuidoras pode ajudar a massificar o consumo de gás natural no Brasil, ainda muito reduzido, com vantagens para os consumidores. O gás natural canalizado é realidade em apenas 440 dos 5.570 municípios brasileiros, segundo dados da Abegás. E está presente em apenas 3 milhões de residências, de um universo de 68 milhões de domicílios no país. Aonde ele não chega é preciso recorrer ao GLP (gás de botijão) ou a lenha, por exemplo, para esquentar comida. (O Globo – 15.05.2017)

 

2 Edmar Almeida analisa como vantajosa a venda de distribuidoras de gás

Edmar de Almeida, do Grupo de Economia de Energia da UFRJ, afirma que além de ampliar a capacidade de investimento das empresas, a venda de seu controle à iniciativa privada abre espaço para melhorar a regulação do setor, na opinião de Almeida. Ele avalia que, hoje, há conflito de interesse porque ora o estado regula em nome dos consumidores, ora em causa própria, já que é majoritário nas companhias. Para o economista, a abertura na distribuição também ajuda a atrair competidores para a área de produção. Atualmente, há cerca de 30 produtores de gás no país, mas todos vendem o insumo para a Petrobras porque não conseguem competir com ela no fornecimento às distribuidoras. “O gás natural é mais seguro e mais prático que o GLP. Você não precisa comprar ou se preocupar em armazenar o botijão. Basta ligar o fogão. Além disso, ele é mais uma opção de fonte de energia para a indústria ou para o comércio, menos poluente que o petróleo. Na nossa matriz energética, o gás responde por apenas 10%, contra uma média mundial de 25%” , diz Almeida. (O Globo – 15.05.2017) 

 

3 BDNES irá realizar estudos técnicos para avaliar as distribuidoras de gás natural

O BNDES vai assessorar a contratação de estudos técnicos para avaliar as distribuidoras estaduais e apontar o melhor modelo de participação da iniciativa privada nas empresas, além de auxiliar na formatação dos leilões. Semana passada, os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, estiveram na sede do banco, no Rio, para discutir o assunto. “Somou-se a estratégia do MME à demanda dos governos estaduais, cuja decisão tem dois vetores: o potencial benefício fiscal com a alienação (venda) do ativo e, tão ou mais importante, a possibilidade de promover o desenvolvimento a partir da expansão do acesso ao gás.” Afirmou Rodolfo Torres, responsável pelo programa de desestatização do BNDES. Ele afirma também que já há discussões com potencias interessados nas participações dos estados, um dos grupos é a espanhola Gas Natural Fenosa, que controla a Ceg e a Ceg-Rio. A companhia diz “estar avaliando todas as propostas do mercado de distribuição de gás no Brasil”. Diz ainda acreditar que “a concessão dessas distribuidoras a operadores privados com know how e capacidade de investimento poderá contribuir para a aceleração da universalização do uso do gás”. (O Globo – 15.05.2017) 

 

4 Venda da Copergás ampliará malha de gasodutos

Em Pernambuco, um dos objetivos com a venda da fatia estatal na Copergás é viabilizar o investimento na ampliação da malha de gasodutos, levando o gás encanado ao pólo de gesso de Araripe, no oeste do estado, que responde por 95% da produção de gesso nacional. Outra meta é levar o gás natural às áreas onde a caatinga é usada clandestinamente para fazer lenha. Hoje, a rede da distribuidora atende 28 municípios, concentrados na Zona da Mata. O governo pretende ainda usar a venda de sua participação na companhia para se capitalizar e investir em outros setores. — Temos que captar recursos para fazer frente aos desafios de investimento. Tivemos a maior seca dos últimos tempos e precisamos ampliar adutoras. Isso acontece num momento em que houve frustração de receita, com a paralisação de obras na Refinaria de Abreu e Lima. O projeto da refinaria previa duas linhas de produção mas apenas uma foi concluída, reduzindo nossa expectativa de arrecadação — disse o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Márcio Stefanni, adiantando que o governo pretende vender integralmente sua fatia na Copergás. (O Globo – 15.05.2017) 

 

5 FVG: Seis Estados ainda não possuem rede de distribuição de gás

A constituição de 1988 assegurou aos estados a competência de explorar, diretamente ou mediante concessão, a distribuição de gás natural. Como cabe aos governos estaduais definir o modelo e as metas de atendimento, salienta Joísa Dutra, diretora do Centro de Regulação e Infraestrutura da FGV, muitos estados não traçam objetivos agressivos. O resultado é que seis deles — GO, MA, MT, PA, PI e AP —, além do Distrito Federal, não têm um quilômetro sequer de malha para distribuir o gás. “Estamos diante de uma oportunidade única para abrir o setor e superar essas dificuldades. O cenário é propício, com o reposicionamento da Petrobras, a estratégia em âmbito federal de atrair capital privado para o segmento e o BNDES disposto a fazer a modelagem”, frisou Joísa. (O Globo – 15.05.2017)

 

6 É aprovado o Projeto de Lei que concede desconto de energia para baixa renda e locais com usinas nucelares

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou proposta que concede desconto de 50% nas tarifas de energia elétrica a consumidores que possuam renda familiar igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 4.685) e que residam em municípios onde haja usina nuclear. Foi aprovado o Projeto de Lei 976/11, do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ). Pela proposta, os recursos necessários para financiar os descontos nas tarifas serão rateados entre os demais consumidores de energia elétrica do País. Atualmente, os habitantes de Angra dos Reis, onde se encontram as usinas nucleares de Angra 1 e 2 e as obras de Angra 3, não recebem nenhuma compensação pelos riscos a que se submetem. Relator no colegiado, o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) defendeu a aprovação da proposta. Ele destacou que a perda de arrecadação em razão do desconto na tarifa não representará custo extra às distribuidoras de energia. O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 12.05.2017)

 

7 UTE São Sebastião da Boa Vista é liberada para operação em teste

A usina UTE São Sebastião da Boa Vista - CEPA recebeu autorização para operação em teste das unidades geradoras UG8 a UG11, de 356 kW cada uma, totalizando 1.424 kW de capacidade instalada, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última quinta-feira, 11. A usina fica localizada no município de São Sebastião da Boa Vista, Estado do Pará. (Agência CanalEnergia – 12.05.2017)

 

 

Grandes Consumidores

1 Braskem obtém lucro de R$ 1,8 bilhão no 1º trimestre

A Braskem apresentou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores da empresa de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre deste ano, mais do que o dobro (125%) do que o ganho líquido entregue no mesmo período de 2016. Os dados da petroquímica do trimestre não foram revisados pelos auditores independentes, conforme já havia anunciado a empresa, mas foram divulgados “para manter o mercado informado” sobre o desempenho operacional e financeiro. A companhia destaca que está empregando “os melhores esforços” para finalizar os trabalhos com os auditores “com a maior brevidade possível” e que não espera alterações relevantes em relação às informações anunciadas hoje. A receita líquida de vendas da Braskem foi de R$ 12,6 bilhões de janeiro a março, aumento de 5,7% ante igual intervalo de 2016. O custo dos produtos vendidos subiu 3% na mesma base de comparação, para R$ 8,9 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia foi de R$ 3,6 bilhões, uma alta anual de 15,9%. Os ajustes no indicador, de acordo com a empresa, foram feitos em função da provisão para perdas de ativos de longa duração, no resultado com operações descontinuadas e de participações societárias, além de outros ajustes realizados no ano por não gerar impacto na geração operacional de caixa, no entendimento da empresa. (Valor Econômico – 15.05.2017)

 

Economia Brasileira

1 Meirelles: Reforma da previdência é crucial para teto ser sustentável

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência, em discussão no Congresso Nacional, é controversa, mas se trata de uma medida necessária para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro. Segundo o ministro, a oposição de muitas pessoas à reforma previdenciária, mostrada por pesquisas, é sustentada pela visão imediata de perda de direitos. Mas segundo o ministro da fazenda se trata de uma reforma que será feita de forma suave. “Hoje, o déficit da Previdência é de R$ 150 bilhões”, disse Meirelles. De acordo com o ministro, a reforma da Previdência é fundamental para que o teto de gastos seja sustentável. Ele disse que há vários estudos sendo feitos sobre a Previdência e disse que um trabalho de auditoria das previdência esta sendo feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ministro acrescentou que a reforma da Previdência demanda um debate intenso em qualquer país do mundo, mesmo em nações muito austeras. “Esperamos que a reforma seja votada na Câmara ainda no mês de maio e que em seguida seja votada no Senado”, disse. Caso isso leve alguns meses, do ponto de vista da Previdência o impacto não será grande, mas para a recuperação do nível de atividade, “quanto mais cedo, melhor”, disse. (Valor Econômico – 12.05.2017)

 

2 Juros futuros fecham em baixa, com apostas em Copom mais agressivo

As taxas de juros afundaram mais uma vez nesta sexta-feira, o que garante ao mercado de renda fixa a melhor semana em três meses e meio, após dias marcados pelo fortalecimento de apostas num Copom mais agressivo na próxima reunião. O DI julho de 2017 - que reflete apostas para o Copom de maio - foi novamente o mais negociado, com 350.795 contratos. Isso evidencia os ajustes de posições do mercado de olho na política monetária. Algumas taxas de DI, com as de vencimento em janeiro de 2018 e janeiro de 2019, bateram mínimas recordes. O DI janeiro de 2019 perdeu o nível de 9% ao ano, tocando 8,93%. O movimento é sequência dos últimos dias e reflete investidores reforçando posições vendidas em taxa diante das chances de o Banco Central acelerar novamente o ritmo de alívio monetário. Há grande expectativa, porém, se o presidente do BC, Ilan Goldfajn, vai respaldar esses ajustes do mercado. Ilan fala no fim desta tarde em encerramento do seminário de metas de inflação, que ocorre no Rio de Janeiro. As últimas falas de Ilan se concentraram numa avaliação mais cautelosa para o interregno benigno, mas também numa surpresa com as leituras mais baixas de inflação e na importância da aprovação das reformas fiscais. (Valor Econômico – 12.05.2017)

 

3 IGPs podem atingir nível mais baixo desde 2009 

O processo de desinflação em curso não é restrito ao varejo. Influenciados principalmente pelas safras agrícolas recordes, os Índices Gerais de Preços (IGPs) devem encerrar 2017 com alta de cerca de 2,6%, segundo o consenso de mercado contido no boletim Focus. Se confirmadas as previsões, será o menor patamar dos indicadores calculados pela FGV desde 2009, quando o IGP-M e o IGP-DI recuaram 1,72% e 1,43%, respectivamente. De janeiro a abril, o IGP-M acumulou redução de 0,36%. Em igual período do ano passado, o índice que serve como referência para o reajuste de alugueis já havia subido 3,3%. Divulgado nesta semana pela FGV, o IGP-DI teve deflação de 1,24% no mês, menor taxa desde janeiro de 1998. No primeiro quadrimestre, caiu 1,35%. Segundo economistas, as quedas mensais acentuadas não devem continuar nos próximos meses, mas também não há nenhuma perspectiva de pressão forte no curto prazo, o que deve manter os IGPs em nível moderado. Essa tendência é favorável também aos preços ao consumidor, que são afetados principalmente pela menor pressão de custos vinda do atacado e, em um segundo momento e em menor intensidade, por índices que indexam contratos mais reduzidos. (Valor Econômico – 15.05.2017) 

 

4 Mercado espera inflação de 3,93% em 2017 e expansão de 0,50% para PIB

Pela décima semana consecutiva, o mercado reduziu a projeção de inflação medida pelo IPCA para o fim de 2017. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo BC, a mediana de projeções para o avanço do indicador saiu de 4,01% para 3,93%, aproximando-se da estimativa do grupo Top 5 - que mais acerta as previsões - de 3,89% para o ano. Para 2018, a expectativa dos analistas para o IPCA também recuou, de 4,39% para 4,36% de aumento. No caso da inflação medida nos próximos 12 meses, a projeção foi cortada de 4,72% para 4,70%. As projeções para a alta do IPCA em maio foram ajustadas de 0,51% para 0,50% pelo conjunto dos economistas, enquanto o grupo Top 5 cortou de 0,50% para 0,49%. Para a inflação em 2018, o Top 5 elevou as estimativas de 4,25% para 4,30%. (Valor Econômico – 15.05.2017) 

 

5 BC: Economia brasileira avança 1,12% no primeiro trimestre

Depois de oito trimestres consecutivo de retração, a economia brasileira dá sinais de saída da recessão. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC fechou o primeiro trimestre de 2017 com alta de 1,12% em relação aos três meses anteriores. Em comparação com o primeiro trimestre de 2016, a atividade registrou alta de 0,29%. Os dados reforçam o discurso oficial de que a economia já deixou o pior para trás e também estão alinhados à avaliação do próprio BC de que o cenário é de retomada gradual ao longo de 2017. Em março, o IBC-Br teve baixa de 0,44%, após variação positiva de 1,37% em fevereiro (dado revisado de alta de 1,31%). Nos 12 meses encerrados em março, houve retração de 2,63% na série sem ajuste (baixa de 2,78% no dado ajustado). Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio PIB. Em comparação com março de 2016, a alta foi de 1,05% na série sem ajuste (0,68% com ajuste). Os resultados vieram melhores do esperado pelos agentes de mercado. A média das projeções feitas por 18 instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data sugeria baixa de 0,99% no mês. As estimativas variavam entre queda de 0,7% a recuo de 1,87%. O comportamento do indicador no mês de março foi influenciado pela queda de 1,9% do varejo, da retração de 2,3% do volume de serviços e por uma baixa de 1,8% da produção industrial. (Valor Econômico – 15.05.2017) 

 

6 Investidores indicam otimismo em infraestrutura

Os segmentos de rodovias, geração e transmissão de energia estão entre os preferidos dos investidores de infraestrutura da América Latina, mostrou uma pesquisa feita com 127 empresários, executivos e investidores de infraestrutura que atuam ou têm interesse de atuar na região. A pesquisa, que mostrou que há grande otimismo com a região, foi elaborada pelo clube global de investimentos GRI e será divulgada hoje durante o Infra Latin America GRI, que acontece em Nova York. Dos entrevistados, 74,8% se mostraram otimistas sobre o setor de infraestrutura da América Latina considerando os próximos 12 a 36 meses, e 8,7% estão fortemente otimistas. A parcela que se disse neutra representou 15,7%, enquanto os pessimistas chegaram somente a 0,8% do total. O México é o mercado preferido dos entrevistados. Dos investidores, 47,2% se disseram otimistas quanto ao país. A Colômbia aparece em seguida, com o otimismo de 46,5% dos consultados. O Brasil é o terceiro preferido, considerado prioritário para 44,9% dos empresários. Outros mercados que se destacam são Peru, Argentina e Chile. Na outra ponta, o Equador é motivo de otimismo para apenas 0,8% dos entrevistados. Em relação aos setores prioritários para investimentos, rodovias aparece em primeiro lugar (visto com otimismo por 65,1% dos consultados), seguido por geração de energia (62,7%), transmissão de energia (50,8%), aeroportos (48,4%), distribuição de energia (38,1%), portos (37,3%), saneamento (37,3%) e infraestrutura social (32,5%). (Valor Econômico – 15.05.2017)

 

7 Dólar ontem e hoje 

Hoje, às 9h34, o dólar comercial operava em baixa de 0,62%, cotado a R$ 3,1035. Na mínima, a divisa caiu até R$ 3,1030, menor nível desde o dia 18 de abril, quando tocou R$ 3,0877. Sexta-feira, o dólar interbancário caiu 0,75% para R$ 3,1228. Na mínima, a cotação bateu R$ 3,1164, deixando para trás a média móvel de 50 dias. Na semana, o dólar recuou 1,64%, queda mais intensa desde a semana finda em 23 de dezembro do ano passado (-3,53%). (Valor Econômico – 12.05.2017 e 15.05.2017) 


Internacional

1 Cepal: América Latina precisa de interconexões elétricas

A América Latina tem um dos maiores potenciais no desenvolvimento de energia renováveis, mas necessita de 106 novas interconexões elétricas entre os países, é o dobro do que se tem atualmente, segundo estudo da Cepal. O Manlio Coviello, chefe da Unidade de Recursos Naturais e Energia da Cepal, explicou que existem 107 interconexões elétricas na América Latina e que deveria duplicar para “aumentar a penetração das renováveis”. Os pontos chave para fazer as interconexões são Argentina-Paraguai-Brasil; Argentina-Bolívia; Peru-Chile; Peru-Bolívia; Bolívia-Brasil; Peru-Brasil; e o Arco Norte com Peru e Equador. Um dos maiores desafios para a transição é fazer uma economia de baixo carbono e substituir o petróleo, que representa 46% da oferta de energia. Em relação à matriz energética da região, Coviello indicou que 53% correspondem à hidroelétrica, 23% gás, 10% petróleo, 6% carvão e o resto a outras fontes. (ABC Color – Paraguai – 14.05.2017)



Rua Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302 - Botafogo - Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368

A ASEF
A ASEF E VOCÊ

HISTÓRIA

GALERIA DE FOTOS
ASSOCIE-SE
COMO CHEGAR

BOLETINS
JORNAIS
CONVÊNIOS

FALE CONOSCO
LINKS ÚTEIS
ATA DE FUNDAÇÃO