NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Junho
13/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Artigo GESEL: “O Setor Elétrico Brasileiro e as Crises Política e Econômica”

Nivalde de Castro e Roberto Brandão – coordenador geral e coordenador da área de regulação do GESEL, respectivamente –, elaboraram artigo onde buscam examinar os impactos da crise política-econômica que o Brasil enfrenta sobre o Setor Elétrico Brasileiro (SEB). Os autores defendem que, por conta de quatro fatores, o SEB está relativamente blindado em relação à crise. No entanto, afirmam, é necessário ter prudência e atenção, seja em relação aos interesses do Ministério da Fazenda em capturar receitas extraordinárias via leilões de outorga e "descotização", seja em relação a proposições de reestruturações mais estruturais do modelo sem a devida e necessária análise de seus impactos com os agentes e suas associações. Para ler o artigo, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 13.06.2017) 

2 GSF: Potencial acordo sobre risco hidrológico envolve cálculo retroativo a 2013

Um potencial acordo para, finalmente, encerrar a judicialização referente ao déficit de geração hídrica e destravar o mercado livre de energia deve envolver também um cálculo retroativo a 2013 sobre a geração fora de ordem de mérito (GFOM). Foi apurado que a ideia com maior chance de resultar em um acordo envolve a monetização da geração fora da ordem de mérito entre 2013 e 2017. Depois de excluído o GFOM, será calculado o GSF de 2015 e 2016, excluindo uma taxa de 5%, que é a exposição considerada "risco do negócio". Tudo isso será precificado e transformado em energia a ser comercializada no fim das concessões, que serão estendidas proporcionalmente à exposição ao GSF. O principal receio dos geradores é relacionado ao fato de que a extensão da concessão depende de um ato do poder executivo. A pressa na solução do problema tem a intenção de evitar que o MCP de energia trave novamente, como aconteceu nos últimos anos. As decisões judiciais, que vêm sendo usadas pelas usinas desde 2015, limitam o risco hidrológico a zero ou 5% da garantia física contratada pelos agentes. (Valor Econômico – 13.06.2017) 

 

3 Parcelas de empréstimos da RGR para distribuidoras da Eletrobras são homologadas

A Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira da Aneel homologou os valores para os próximos três meses dos empréstimos da RGR, destinados às distribuidoras que estão em regime de operação temporária pela Eletrobras e pelo governo do Amapá. O total a ser repassado às empresas em junho soma R$ 293,1 milhões; em julho, R$ 209 milhões e, em agosto, também R$ 209 milhões. Pode haver, no entanto, uma eventual redução proporcional nas parcelas, caso a CCEE, atual gestora dos fundos setoriais, não tenha disponibilidade de recursos em caixa. Os maiores valores serão repassados à Eletrobras Distribuição Amazonas (cerca de R$ 244 milhões), seguida da Eletrobras Piauí (R$ 181,6 milhões), Eletrobras Alagoas (R$ 90,9 milhões), Companhia Energética do Amapá (R$ 71,8 milhões), Eletrobras Rondônia (R$ 86,4 milhões), Eletrobras Roraima (R$ 41,8 milhões) e Eletrobras Acre (R$ 32,4 milhões). As sete distribuidoras estão sem contrato de concessão e deverão ser privatizadas até o fim do ano. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

4 Data de audiência para revisão da norma sobre o MRE é alterada 

Foi alterada a data da reunião presencial da Audiência Pública nº 24/2017 sobre proposta de revisão da Resolução Normativa nº 409/2010 que estabelece critérios e procedimentos para participação de empreendimento hidrelétrico não despachado centralizadamente no MRE. O evento, anteriormente marcado para o dia 14 de junho, será realizado em 26 de junho, às 14h, na sede da Aneel em Brasília (DF). A revisão da norma visa regulamentar emenda à Medida Provisória nº 735, convertida na Lei nº 13.360/2016, segundo a qual as usinas hidrelétricas não despachadas centralizadamente que optarem por participar do MRE somente poderão ser excluídas do referido mecanismo por solicitação própria ou em caso de perda de outorga. A proposta adota um Mecanismo de Redução de Energia Assegurada (MRA), tal como ocorre para as hidrelétricas despachadas centralizadamente. Nesse caso, o Fator de Disponibilidade (FID) seria calculado com base na relação entre a geração média e a garantia física. (Aneel – 12.06.2017) 

 

Empresas

1 Cemig: investimentos de R$ 16 milhões em Juiz de Fora para melhorias no fornecimento

A Cemig (MG) nos últimos dois anos já investiu mais de R$ 16 milhões em ligações e obras de melhoria e expansão da rede de distribuição de Juiz de Fora. No período, foram construídos 23 quilômetros de rede elétrica no município. Além disso, em fevereiro passado, ela finalizou a ampliação da SE Juiz de Fora 8, que teve aportes de R$ 1,4 milhão para melhorar a qualidade de fornecimento de energia na cidade. No Programa de Eletrificação Rural, que tem o objetivo de levar eletricidade para toda a zona rural da área de concessão da Cemig, foram investidos na cidade da zona da mata cerca de R$ 500 mil. Até o final do ano que vem, o investimento no município deve chegar a cerca de R$ 2 milhões. Para o presidente da Cemig, Bernardo Alvarenga, esses investimentos vão fazer com que ela possa atender mais consumidores e criar oportunidades de crescimento para a região, além de aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e aumentar a demanda de carga para os clientes. Em 2017, a Cemig está beneficiando mais quatro instituições filantrópicas da cidade por meio de investimentos no Programa Energia Inteligente, com mais de R$ 450 mil em aportes para o Hospital São Vicente de Paulo, a Casa de Repouso Madre Maria São Miguel, a Fundação Espírita João de Freitas e o Lar dos Idosos Santa Luiza Marillac. Foi assinado ainda um contrato de Chamada Pública de Eficiência Energética, com a Fundação de Apoio aos Portadores de Neoplasias Infantis Ricardo Moysés Jr., que auxilia crianças portadoras de câncer, no valor de cerca de R$ 70 mil. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

2 Engie: oportunidades de negócios no setor de serviços de energia

A instabilidade da política nacional "não ajuda", mas existem "coisas interessantes" acontecendo hoje, no país, em termos de oportunidade de negócios em infraestrutura. Presidente do grupo fraco-belga Engie, no Brasil, Maurício Bähr, conta que a empresa, que possui forte presença no setor de geração de energia, avalia entrar também em outros segmentos no mercado brasileiro, como distribuição e transporte de gás natural e transmissão de energia. No leilão de transmissão de abril, a Engie chegou a apresentar ofertas, mas não levou nenhum dos lotes. A companhia, no entanto, mantém o interesse no setor e se prepara para a licitação prevista para o segundo semestre. Bähr comentou ainda sobre as oportunidades de negócios no setor de serviços de energia, área concentrada principalmente em iniciativas de eficiência energética. Ele reiterou a meta da Engie de multiplicar por dez o faturamento da empresa no segmento em três anos, para algo em torno de R$ 1 bilhão. O executivo disse que espera fechar até o final do ano a aquisição de uma companhia no setor. Ele destacou, ainda, que o setor de serviços é uma das áreas onde a companhia tem mais investido em inovação. Ao todo, a Engie investe em pesquisa e desenvolvimento, anualmente, R$ 16 milhões e tem a intenção de aumentar em R$ 5 milhões a cada ano. (Valor Econômico – 12.06.2017)

 

3 Engie: empresa vai "estudar profundamente" ativos oferecidos e mira no setor de gás natural

O presidente da Engie, Maurício Bähr destacou que a empresa vai "estudar profundamente" os ativos oferecidos e que a Engie está atenta também às oportunidades no setor de gás natural, sobretudo os desinvestimentos da Petrobras em gasodutos e o programa de privatizações das distribuidoras estaduais de gás canalizado, que está sendo estruturado pelo BNDES. O diretor de Gás da Engie, Emmanuel Delfosse, por sua vez, afirma que vê com "bons olhos" as discussões em torno da revisão do marco regulatório do setor, no âmbito do programa Gás para Crescer, e que a empresa está otimista com a abertura do mercado de gás, diante do movimento de desinvestimento da Petrobras. Ele conta que as principais prioridades, na discussão regulatória, são hoje as questões envolvendo a complexidade de tributação, a criação ou não de um operador para gestão independente da malha e a harmonização das legislações estaduais sobre mercado livre. Questionado especificamente sobre o interesse da companhia pelo campo de gás de Azulão, na Bacia do Amazonas, colocado à venda pela Petrobras e que tem potencial para projeto gas-to-wire (geração de energia na cabeça do poço), Maurício Bähr disse que o grupo não tem mais interesse de investir em exploração e produção de gás. Ele sinalizou, contudo, que a empresa tem interesse em, no futuro, fornecer serviços para o transporte do gás local. (Valor Econômico – 12.06.2017) 

 

4 Renova Eólica: rating para emissão de R$ 146 mi da Renova Eólica é mantido pela Fitch 

A Fitch Ratings manteve, na última sexta-feira, 9 de junho, em observação negativa os Ratings Nacionais de Longo Prazo das primeiras e segunda séries da primeira emissão de debêntures da Renova Eólica Participações S.A. A primeira emissão de debêntures, no montante de R$ 146 mi, em duas séries, tem vencimento em dezembro de 2025. A 1ª e 2ª séries de debêntures têm pagamentos semestrais de principal e juros, já iniciados em junho de 2016 e dezembro de 2015, respectivamente. A manutenção dos ratings em Observação Negativa reflete a geração operacional de caixa da Renova Eólica em linha com o esperado pela Fitch, desconsiderando a restrição de escoamento na geração líquida. De acordo com os cenários da Fitch, os Índices de Cobertura do Serviço da Dívida da companhia serão apertados até 2020. Para este ano, espera-se uma compensação quadrienal pesada e DSCR de 0,73 vez, suportado pelas contas reservas disponíveis no projeto. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017)

 

5 Renova Eólica: Fitch vê potencial para novos rebaixamentos

A observação negativa da Fitch Ratings para os Ratings Nacionais de Longo Prazo das primeiras e segunda séries da primeira emissão de debêntures da Renova Eólica reflete, ainda, o potencial para novos rebaixamentos caso o projeto não consiga apresentar liquidez adicional na conta reserva especial de R$ 60 mi, e compensar as perdas não esperadas de geração devido aos problemas de restrição de capacidade da conexão, que levaria a compensações anuais e quadrienais maiores do que a esperadas pela Fitch. O projeto vem apresentando perfil de custos e despesas acima do esperado pela Fitch, em função de despesas recorrentes e não recorrentes não contempladas nos cenários analisados. Isto traz maior incerteza sobre a geração operacional de caixa do projeto. Dentre os principais custos, o projeto se beneficia de um contrato de Operação e Manutenção (O&M) de dez anos com a GE Brasil, fornecedora das turbinas de geração. O contrato prevê um custo fixo por aerogerador, que é crescente ao longo da vida do contrato, e disponibilidade mínima e curva de potência garantida de 97,0%. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

6 Renova Eólica: Ficth analisa que parques da companhia continuam com problemas

A Fitch avaliou que os parques do LEN 2011 da Renova Eólica ainda continuam apresentando problema de restrição de capacidade do ponto de conexão atual do projeto, subestação Igaporã II, que não permite o total escoamento da energia produzida. Essa restrição vem afetando não só os parques da companhia, mas também outros parques eólicos na região, e seu efeito deve ser provisório, e solucionado no momento da conclusão da subestação Igaporã III. Considerando o período de 12 meses encerrado em abril de 2017, em base consolidada, os parques geraram energia em volume equivalente a 88% do volume certificado a P-90. Ao expurgar do cálculo as perdas decorrentes de restrição na linha de transmissão, o volume gerado equivale ao volume certificado a P-90. Em 2016, o projeto gerou R$ 232,2 mi de receita líquida, e apresentou EBITDA ajustado de R$ 122,4 mi, e DSCR de 1,23 vez. Com base em dezembro de 2016, o projeto apresentou saldo de caixa total de BRL76,9 milhões, e dívida líquida de R$ 1,7 bi, com relação Dívida Líquida / EBITDA de 8,7 vezes no período acumulado de 12 meses. A análise da Fitch considera apenas o perfil em base isolada do projeto, sem nenhum benefício da fiança constituída pela Renova na primeira emissão. A fiança é liberada com o cumprimento do completion financeiro do projeto, e os cenários da Fitch não apresentam necessidade de suporte até que este completion seja atingido. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

7 Santo Antônio: usina conta com solução do GSF para aliviar pressão sobre o caixa

O novo presidente da Santo Antônio Energia, Roberto Junqueira Filho, terá pela frente o desafio de trazer para o campo positivo as finanças da quarta maior geradora de energia hidrelétrica do Brasil. Com uma dívida líquida de R$ 15,1 bi, o executivo precisará encontrar meios para entregar resultados positivos aos acionistas, enquanto convive com a sombra de disputas judiciais e regulatórias. A hidrológica desfavorável também é outro importante desafio, pois tem contribuído para consumir o caixa da companhia. Junqueira disse que sua função será liderar a Santo Antônio nessa nova fase operacional, equacionando o endividamento da companhia e tornando-a “saudável daqui para frente”. Em sua breve fala, lembrou que as empresas do setor elétrico passam por grandes dificuldades financeiras em função da crise hidrológica. “O que a gente tem que fazer é – junto às outras empresas e órgãos reguladores – tentar equacionar [o GSF] de uma maneira definitiva.” A Santo Antônio aderiu a repactuação do risco hidrológico ofertada pelo governo apenas nos contratos do ambiente regulado, optando por um produto com nível de proteção a valores de GSF menores que 93% para montante de energia. Assim como a SAE, outras geradoras tomaram a mesma decisão de não repactuar os contratos do mercado livre. A disputa judicial entorno do GSF impede atualmente a liquidação de R$ 1,7 bi no mercado de curto prazo. Para Junqueira, uma solução para o GSF traria um alivio para o setor, principalmente para empresas que têm compromissos em função de financiamento de construção. “Essa situação conjuntural impacta muito o caixa das empresas. Resolvendo isso, alivia de maneira geral o setor”, disse, elogiando o empenho da equipe do MME. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

8 RGE Sul: investimentos de R$ 68 mi na modernização das redes durante 1º trimestre

Com um investimento de R$ 68,5 mi, a RGE Sul (RS) executou obras de expansão, manutenção e modernização da rede em todos os municípios de sua área de concessão. Sem exceção, os 118 municípios abastecidos pela concessionária receberam alguma ação nos primeiros três meses de 2017. Um crescimento de 45% comparado ao mesmo período de 2016. A série de ações faz parte do Planejamento Estratégico da distribuidora do Grupo CPFL e contemplou a troca de postes e obras de subtransmissão. De janeiro a março, a empresa investiu R$ 21 mi na troca de 11.180 postes de madeira por postes de concreto, que são mais resistentes às intempéries e se adaptam melhor ao padrão climático do estado. A meta para este ano é substituir 40 mil postes em toda área de concessão. Outra ação foi a destinação de R$ 4,1 mi para a instalação de 32 novos religadores e 413 novos pontos de seccionamento, o que aumenta a qualidade do fornecimento do sistema elétrico das cidades. Dentro do total de recursos destinados à melhoria dos serviços prestados entre janeiro e março deste ano estão R$ 33,3 mi utilizados na adequação de redes de distribuição, que incluem troca de transformadores, reforma de rede, confiabilidades e o recondutoramento de quilômetros de linhas já existentes. Neste período, a RGE Sul investiu R$ 3 mi em novas ligações na zona urbana e rural e dispendeu R$ 1,3 mi para pagamento de serviços de poda. De acordo com o presidente da distribuidora, José Carlos Saciloto Tadiello, todas as obras e ações, seguem um cronograma elaborado com estratégia para beneficiar o conjunto dos municípios da área de concessão. Até o final deste ano serão investidos R$ 276 mi em uma série de obras que impactarão de modo positivo na qualidade no fornecimento de energia. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017)

 

9 Copel Energia: operação de subestação com cabos subterrâneos tem início

A Copel iniciou operação da subestação São Valentim, localizada no município de Dois Vizinhos, na região Sudoeste do estado do Paraná. O empreendimento opera nas tensões de 34,5 kV e 13,8 kV, e vai suprir a carga agroindustrial de quase 700 unidades consumidoras rurais das localidades de São Valentim, Santa Lúcia e São Roque. Com investimento de R$ 4,1 milhões, a subestação integra o programa Mais Clic Rural, desenvolvido em parceria com o governo estadual para modernizar o sistema elétrico que atende aos principais polos agroindustriais paranaense. O Mais Clic Rural prevê investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o superintendente de Engenharia de Expansão da Copel Distribuição, Francis de Alencar Prado, a nova subestação segue um padrão construtivo “compacto”, inédito na empresa, e que permite reduzir a área de terreno ocupada pela construção. Ao contrário dos tradicionais barramentos aéreos das subestações convencionais, São Valentim conta com cabos subterrâneos que, através de terminais desconectáveis, interligam todos os equipamentos da planta entre si. Um dos objetivos desse novo modelo é diminuir significativamente os desligamentos ocasionados por pássaros e outros animais nos barramentos da subestação. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017)

 

10 Copel Energia: mais etapas de venda de energia

A Copel Energia, comercializadora do Grupo Copel, vai realizar mais três etapas da chamada pública 03/2017 para venda de energia elétrica convencional de longo prazo. Já foram realizadas duas etapas da chamada pública. O leilão é voltado para empresas do setor de energia – comercializadoras e geradoras. Mais informações sobre o certame estão neste link. As chamadas públicas vão receber as propostas nos dias 14, 21 e 28 de junho. Cada uma delas têm produtos diferentes. A 3ª etapa, que acontece dia 14, oferece até 40 megawatts médios para 2018, até 20 megawatts médios para 2019 e até 20 megawatts médios para o período 2018 a 2019. Já a 4ª etapa, que receberá propostas no dia 21, oferece 40 megawatts médios para o período de 2018 a 2020 e até 30 megawatts para o período de 2019 a 2021. A quantidade que será vendida na 5ª etapa, que acontecerá no dia 28, ainda não está definida. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

11 Elektro: a distribuidora com maior geração de valor para stakeholders

A 4ª edição do ranking Mais Valor Produzido – Utilidades e Concessões, produzido pela consultoria DOM Strategy Partners, elegeu a Elektro (SP) como a distribuidora de energia que mais gera e entrega valor tangível e intangível aos seus grupos de stakeholders, formado por clientes, consumidores, colaboradores e acionistas. A empresa conquistou a nota 8,21, sendo avaliada de 0 a 10 pelos seus dos stakeholders, principalmente por seus colaboradores que relataram positivamente à DOM as práticas de gestão da Elektro. Além da Elektro, o ranking segue com a EDP (SP) em segundo lugar, com a nota 8,02. Logo atrás, na terceira colocação, vem a AES Eletropaulo (SP) com 8,07. A CCR ficou em quarto lugar com 7,91 e a CPFL (SP) fecha o top 5 da pesquisa com 7,88. Realizada com as principais empresas do segmento de utilities, de concessão de infraestrutura, transportes e serviços, a pesquisa avaliou as instituições a partir de 62 critérios, como Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, dentre outros. De acordo com Daniel Domeneghetti, autor do ranking MVP Brasil e CEO da DOM Strategy Partners, cada empresa teve o seu ponto forte destacado por cada grupo de stakeholder. Segundo ele, a Elektro foi muito bem avaliada pelos colaborares por causa dos investimentos contínuos em cultura corporativa, focados na evolução do funcionário. Já a EDP e a Eletropaulo tiveram destaque no campo da inovação por seus projetos ligados à energia renovável e nuclear, assim como a CPFL que olha para o ecossistema de energia solar. Para Domeneghetti, a CRR foi lembrada por suas ações de conscientização no trânsito, item que remete ao ativo qualidade no relacionamento com os clientes. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017)

 

12 GTD: Exportação de bens cai 22,9% em abril

As exportações de produtos eletroeletrônicos totalizaram US$ 421,9 milhões em abril, queda de 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2016, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). De acordo com a entidade, as vendas externas de bens de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica apontaram a maior taxa de retração. O setor exportou US$ 33,3 milhões em abril, queda de 22,9% na comparação com o mesmo período de 2016. Em relação ao mês imediatamente anterior, as exportações produtos eletroeletrônicos recuaram 38,3%, com queda em todas as áreas do setor. O segmento de GTD apresentou queda de 35,2%. Abinee lembra que, neste ano, o mês de abril teve 18 dias úteis enquanto março teve 23, influenciando este resultado. As importações de produtos do setor eletroeletrônico, no mês de abril de 2017, somaram US$ 2,25 bilhões, 22,6% acima das ocorridas em abril do ano passado (US$ 1,84 bilhão). Porém, o setor de GTD registrou queda nas importações de 21,1%. No acumulado de janeiro-abril de 2017, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 1,86 bilhão, 1,4% inferiores às registradas no mesmo período de 2016 (US$ 1,89 bilhão). As vendas externas de bens de GTD totalizaram US$ 182,2 milhões, ficando 2,4% acima na comparação anual. As importações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 9,23 bilhões, no acumulado de janeiro a abril de 2017, 22,9% acima das ocorridas em igual período de 2016 (US$ 7,51 bilhões). As importações de GTD totalizaram US$ 254,5 milhões, alta de 21,9% na comparação anual. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Energia: demanda pode crescer entre 1,5% e 2,5% em 2017

A demanda de energia pode crescer entre 1,5% e 2,5% em 2017. Só até março, o consumo de eletricidade, excluindo o autoprodutor cativo, cresceu 2,1%. O consumo residencial apresentou a maior alta no período, de 3,2%, enquanto o industrial cresceu 1,2% e o comercial, 0,5%. Os dados são do Boletim Mensal de Energia, do MME. Ainda de acordo com o documento, a energia eólica deve registrar o maior crescimento da matriz de oferta elétrica de 2017, passando de 5,4% em 2016 para 6,6% da matriz neste ano. Já as hidrelétricas devem responder por 66% do total da oferta. A proporção de fontes renováveis deve permanecer acima de 80% em 2017. Além disso, a produção industrial e o uso da energia sinalizaram pequena recuperação da economia em março. A tarifa média nacional de eletricidade residencial recuou 6,1% até março, a tarifa comercial recuou 6,5% no mesmo período e a industrial registrou queda de 7,2%. (Brasil Energia – 12.06.2017) 


Meio Ambiente

1 Mobilidade elétrica: Mais de 1.400 viagens em projeto

O projeto de compartilhamento de carros elétricos da cidade de Fortaleza, o Veículos Alternativos para a Mobilidade (VAMO), realizou 1.442 viagens desde que passou a operar com a frota total de 20 veículos em dezembro do ano passado, até maio deste ano. O VAMO foi implementado pela Serttel, que venceu licitação da prefeitura da capital cearense e agora quer replicar o projeto em outras cidades. “Porém, para cada projeto ser viabilizado se faz necessário firmar parceria com grandes empresas que queiram associar suas marcas a esse tipo de projeto”, diz o presidente da companhia, Ângelo Leite, mencionando também a necessidade de engajamento das prefeituras. Com investimento total de R$ 3 mi, o projeto de Fortaleza recebeu recursos de P&D da distribuidora local, Enel Distribuição Ceará, e patrocínio da Hapvida, de seguros de saúde, contando atualmente com 2.532 usuários cadastrados. Do valor investido no projeto cearense, R$ 1 mi foi destinado para infraestrutura de recarga dos veículos, incluindo obras, rede elétrica e sinalização e estações de recarga. O restante foi investido na aquisição dos veículos, que incluem um modelo para o transporte de até quatro pessoas, fabricado pela chinesa BYD, e outro para até duas pessoas, da também chinesas Xindayang. Para Leite, o desempenho do projeto vem atendendo as expectativas de atrair atenção para a mobilidade elétrica. “Embora a quantidade de veículos disponíveis ainda seja pequena para a necessidade, o projeto proporciona uma grande discussão sobre a mobilidade elétrica e compartilhada em Fortaleza. Nesse contexto, proporciona uma ótima oportunidade para que grandes cidades tenham contato e discutam o tema da mobilidade sustentável”, defende o executivo. (Brasil Energia – 12.06.2017) 

 

Energias Renováveis

1 MME: eólicas devem responder por 6,6% da matriz de oferta elétrica em 2017

A energia eólica deve responder por 6,6% da matriz de oferta elétrica de 2017. No ano passado, a força gerada por ventos representou 5,4% da matriz. Os dados são do Boletim Mensal de Energia, do Ministério de Minas e Energia. Ainda de acordo com o documento, a demanda total de energia pode crescer entre 1,5 e 2,5% em 2017. Além disso, a produção industrial e o uso da energia, sinalizaram pequena recuperação da economia em março. O boletim também mostra que as indústrias do petróleo, aço e biodiesel estão em alta. A produção de petróleo acumula alta de 14,4% até março, se comparado ao mesmo período de 2016. A produção de aço também acumula expressiva alta de 12,1%. Já a produção de biodiesel cresceu 3,5% em março. (Agência CanalEnergia – 13.06.2017) 

2 Eólica Ventos de São Virgílio: liberada para operação em teste

A usina eólica Ventos de São Virgílio, da Bioenergia, recebeu autorização para operação em teste das unidades geradoras UG1 a UG5, de 2,2 MW de capacidade cada, totalizando 11 MW de capacidade total instalada, a partir de 10 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, 12. A usina fica localizada no município de Curral Novo do Piauí, estado do Piauí. A termelétrica NG Bioenergia I também obteve autorização para operação em teste da unidade geradora UG3, de 23 MW de capacidade instalada. O empreendimento fica no município de Paraúna, estado de Goiás. (Agência CanalEnergia – 13.06.2017)

3 Tocantins: irá produzir atlas solarimétrico

Na busca por mapear seu potencial e consolidar mais informações sobre a fonte, o estado do Tocantins deu a largada para a produção do seu atlas solarimétrico. Na última semana, a ordem de serviço foi assinada pela Secretária do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Meire Carreira. Com investimentos de R$ 870 mil, o mapeamento será realizado pelo consórcio ganhador da licitação, formado pelas empresas internacionais Nixus, IrSOLaV e STA. De acordo com a secretária, o atlas vem no intuito de fornecer uma base de dados sólida para impulsionar investimentos no estado. “O atlas vem com o objetivo de dar uma condição técnica, até mais estratégica para o estado de atrair grandes empresas de geração de energia solar”, explica. A secretária do Tocantins conta que o mapeamento vem na esteira de um programa estadual de incentivo à geração e ao uso de energia solar, o Prosolar. A lei que criou o programa trouxe incentivos, como o que concede isenção de impostos na compra de equipamentos para empresas que vão se instalar no estado e o que isenta de ICMS a operação de compensação de energia da geração distribuída. O Prosolar também determina que o estado tenha a responsabilidade de agir como indutor na aplicação de energias renováveis. Essa indução poderia vir na instalação de sistemas nos equipamentos públicos, como escolas e hospitais. Os recursos para o atlas virão de convênio firmado com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, além de financiamento do Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável do Tocantins. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

4 Tocantins: secretaria do Meio Ambiente comenta sobre potencial solar do estado

O retrato atual da fonte solar no Tocantins ainda é muito embrionário. Dados da Aneel mostram que o estado possui apenas 62 conexões de geração distribuída solar, com 68 unidades recebendo créditos. A potência no estado é de 370,11 kW. Mas é na geração centralizada que estão as apostas para os maiores investimentos. Segundo a Secretária do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Meire Carreira, em 2015, dois projetos chegaram a ser inscritos em leilões, mas não foram viabilizados. Levantamento prévio cogita que o estado teria um alto potencial solar, o que só será confirmado quando o atlas solarimétrico do estado estiver pronto, daqui a 240 dias. Ela aposta que o fato do Tocantins não sofrer problemas de restrição na transmissão de energia, pode torná-lo mais competitivo nos próximos certames. “Essas informações é que vão impulsionar o mercado estadual de energia solar”, avisa. A escolha dos vencedores [da licitação que para confecção do atlas solarimétrico] se deu pela experiência em projetos específicos envolvendo tecnologias, mapeamento e atlas solares; pesquisas e estudos de mercado na área solar; além de experiência em medições e suprimento e auditoria em plantas solares. A secretária avisa que as empresas que vão produzir o mapa do estado vão buscar o intercâmbio com os outros produzidos para a consolidação de informações. A execução do atlas começa no próximo mês, quando o Plano de Trabalho será apresentado. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

5 GD: Sistemas solares residenciais no Brasil já têm custo equiparado aos dos EUA

O custo de sistemas solares residenciais no Brasil já se encontra, em média, na mesma faixa que em mercados como Estados Unidos e Chile. É o que aponta o estudo “O Mercado Brasileiro de Geração Distribuída Fotovoltaica”, produzido pelo Instituto de Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina e pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro. O preço médio no país de R$ 7.500 para sistemas de 5 kWp está mil reais inferior ao custo verificado no mesmo trabalho realizado ano passado. O relatório mostra uma queda acentuada nos valores de sistema solares em geral, e preços especialmente baixos para modelos de grande porte, acima de 100 kWp, cujo custo médio verificado atualmente é de R$ 5.570 o kWp. De acordo com o trabalho, o custo total de instalação de um sistema de energia solar para uma residência de classe média com quatro moradores varia de R$ 16 mil a R$ 23 mil, dependendo do estado em que está localizada a unidade consumidora e das dimensões do sistema. Lançado na semana passada, o estudo ouviu 350 empresas de energia solar que atuam no Brasil para traçar o cenário do mercado nacional. De acordo com o diretor-adjunto da AHK-RJ, Philipp Hahn, a queda nos preços tem sido uma constante nos últimos anos e deve continuar por mais algum tempo, na medida em que as empresas brasileiras tiverem mais experiência e ganhos de escala. Grande parte dos consumidores ainda acha o custo impeditivo, quando na verdade é mais baixo que a ideia geral que se tem da tecnologia. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 ANP e Cegás se reuniram para discutir sobre biogás

A ANP se reuniu na semana passada com a Cegás para discutir o andamento das obras da planta para captação, tratamento e distribuição do biogás produzido pela Gás Natural Renovável Fortaleza, no Ceará. O encontro também discutiu a regulamentação para a comercialização do energético. A reunião contou com a participação do diretor da ANP, Aurélio Amaral, o presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Inácio Arruda. Também estiveram presentes o diretor Administrativo e Financeiro da Cegás, Fábio Norcio, o presidente da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará , Francisco Magalhães, além de técnicos da Cegás, Nutec e ANP. A planta deve ser inaugurada no segundo semestre de 2017. De acordo com a Cegás, já foram concluídas as obras de 16,5 km do total de 23 km do gasoduto previsto no empreendimento. A unidade será a segunda maior do país, com capacidade para a produção inicial de 100 mil m³ por dia de biometano, de acordo com a Ecometano. (Brasil Energia – 12.06.2017)

 

2 Cade solicita à Petrobras mais informações para analisar venda da Liquigás

O Cade pediu à Petrobras que envie informações adicionais para analisar a venda da subsidiária Liguigás ao grupo Ultrapar. Entre os dados solicitados estão preços e volumes de GLP, vendas por filial e custos desde janeiro de 2012. O Cade também solicitou informações semelhantes à outras companhias, como a Servgas, Fogas, SOS Gás, Vida Gas, Usegas e Amazongás. O novo pedido do Cade ocorreu após uma primeira consulta do órgão a 13 companhias do mercado para analisar a possibilidade de sobreposição nos mercados de distribuição de GLP envasado e a granel. Várias das empresas consultadas confirmaram que a transação geraria impactos negativos à concorrência, como a Nacional Gás, a Copagaz, a Nacional Gás Butano e a Supergasbras. Paralelamente, a Associação de Engenheiros da Petrobras (AEPET) tenta participar do processo de venda no Cade como parte interessada, mas teve seu pedido negado pelo órgão e aguarda reconsideração – Petrobras e Ultrapar também foram contra a entrada da AEPET. A AEPET, em diferentes ocasiões, se posicionou contrária ao programa de desinvestimento da petroleira. Uma ação contra a transação também corre na Justiça Federal, conduzida pela advogada Raquel de Oliveira Sousa, ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No final de maio, a Justiça Federal negou novamente um pedido de liminar que tinha como objetivo suspender a venda. (Brasil Energia – 12.06.2017) 

 

3 Âmbar Energia pretende fazer contrato de gás natural com a Bolívia

A Âmbar Energia, do grupo J&F, ainda aposta em um contrato de gás de longo prazo com a Bolívia para negociar a geração da termelétrica de Cuiabá no mercado regulado de energia. Na semana passada, a Petrobras rescindiu o contrato de suprimento de curto prazo que mantinha com a usina, que, desde sua inauguração já passou por diferentes controladores, esteve no centro de fraudes contábeis e, mais recentemente, em denúncias de corrupção que envolvem o presidente Michel Temer. Comprada em 2015 pela Âmbar, a térmica de 480 megawatts é uma das poucas do país a ainda operar no sistema de "merchant". Na prática, a usina só entra em operação quando os preços da energia no mercado de curto prazo justificam. Neste mês, como o preço de liquidação das diferenças caiu para a faixa de R$ 100 por MWh no Sudeste e R$ 33/MWh no Sul, a usina ainda não operou. A térmica tem seu próprio gasoduto ligado diretamente à Bolívia. Por isso, o plano é negociar um contrato separado de fornecimento de gás com o país vizinho a partir de 2019, quando vence o contrato atual da estatal boliviana YPFB com a Petrobras. Ao contrário de anos passados, a Bolívia está mais aberta a negociar novos contratos de exportação com outras companhias brasileiras que não a Petrobras. Porém, a Âmbar dependeria de algumas mudanças regulatórias para fechar um contrato de energia de longo prazo. Hoje, as usinas existentes não estão autorizadas a participar de leilões de energia nova, que garantem contratos de prazo maior. (Valor Econômico – 13.06.2017) 

 

 

Grandes Consumidores

1 Musa vai retomar produção de 2 unidades de tratamento de minério em MG

A Usiminas informou no dia 12 de junho que sua controlada Mineração Usiminas (Musa) vai retomar a produção em duas unidades de tratamento de minério em Itatiaiuçu (MG). Segundo a Usiminas, a medida elevará a produção atual da Musa em 800 mil toneladas de concentrado de minério de ferro em 2017, destinada ao mercado externo, com volume de embarques em 2018 da ordem de 3,5 milhões de toneladas. "Com isso, a Musa espera contratar 350 novos empregados, priorizando ex-empregados, que foram desligados em razão do cenário econômico ruim para o setor ao longo de 2015 e 2016", diz trecho do comunicado. (Reuters – 12.06.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Ipea: Demanda interna por bens industriais cresce 0,5% em abril

O consumo aparente da indústria brasileira cresceu 0,5% em abril, após queda de 2,3% em março, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com abril de 2016, houve queda de 4,7%, interrompendo sequência de quatro meses positivos. O consumo aparente é a produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações. No ano, o consumo subiu 0,2% ante o mesmo período em 2016. Com o resultado de abril, o acumulado em 12 meses desacelerou de queda de 4,6% para recuo de 4,2%. Como a produção doméstica medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), do IBGE, caiu 3,6% nos mesmos 12 meses, o indicador de consumo aparente da indústria revela um escoamento líquido para o setor externo, embora em magnitude menor que nos períodos anteriores. Enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 0,3%, as exportações acumularam alta de 2,2% nos 12 meses terminados em abril de 2017. No consumo aparente de abril, os destaques positivos foram os bens de capital (+0,7%) e bens intermediários (+0,2%). O setor de bens de consumo duráveis diminuiu 0,1% e o de semi e não duráveis registrou baixa de 2,6%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada, com destaque negativo para a produção de bens de consumo, que cedeu 10% ante abril de 2016. Bens duráveis declinaram 5,4% e semi e não duráveis tiveram recuo de 11,4%. (Valor Econômico – 12.06.2017)

 

2 Meirelles: Agora é a hora de garantir as condições para o investimento

Em teleconferência com investidores internacionais, organizada pelo Bank of America Merrill Lynch nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez uma análise positiva das perspectivas para a economia brasileira. "Mostramos que medidas adotadas no último ano garantiram fim da recessão, queda da inflação e juros - o que preserva a renda dos brasileiros", escreveu Meirelles em sua conta no Twitter. O ministro afirmou ainda que agora é a hora de "garantir as condições para o investimento, que trará emprego e oportunidades para todos". "É com isso que estou comprometido", escreveu. Segundo Meirelles, a perspectiva é de aumento do emprego durante o ano, retomada dos investimentos e manutenção dos gastos sociais do governo. (Valor Econômico – 12.06.2017)

 

3 Meirelles: Taxa de desemprego deve cair a partir de agosto 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou o seu perfil no Twitter na manhã desta terça-feira para afirmar que, a partir de agosto, a taxa de desemprego deve começar a cair no Brasil. Ele lembrou que, em abril, a taxa de desocupação no país parou de subir e que o Brasil está saindo da maior recessão da história. O ministro não esclareceu por que considera agosto o momento de virada no mercado de trabalho. "Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego", escreveu Meirelles. "Os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite", disse. No mês passado, o Ministério do Trabalho informou que, em abril, foram criadas 59,8 mil vagas de trabalho formais no país. Os dados não são novos. Meirelles tem usado seu perfil no microblog para trabalhar uma agenda positiva, tratando de assuntos como a queda no desemprego e as reuniões para atrair investimentos ao país. Hoje, durante o dia, Meirelles participa de duas teleconferências com investidores. À noite, de jantar com o presidente Michel Temer e com governadores no Palácio do Alvorada. (Valor Econômico – 13.06.2017) 

 

4 Ilan diz que 'passou o dia ouvindo' que BC deveria baixar mais a Selic

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse ontem à noite em São Paulo que "passou o dia ouvindo" de economistas que o BC deveria baixar mais os juros. A afirmação foi feita na Unibes Cultural, entidade que promove ações de assistência social e ligada à comunidade judaica, onde participou de evento. Mais cedo, ele teve uma série de reuniões com profissionais do mercado financeiro. Paralelamente, diretores do BC estiveram reunidos com economistas para colher impressões acerca da situação macroeconômica. Os comentários dos analistas servem de subsídio para o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), cuja próxima edição será divulgada até o fim do mês. Perguntado sobre como é presidir o BC, Ilan falou da responsabilidade de assumir tal função. "Estou satisfeito", respondeu. (Valor Econômico – 13.06.2017)

 

5 Investidores vendem taxas e juro futuro fecha em queda nesta segunda

As taxas de DI fecharam esta segunda-feira longe das mínimas do dia, mas ainda mostraram comportamento mais “leve” que o câmbio, por exemplo. Segundo operadores, o fortalecimento do dólar no decorrer da tarde ditou maior demanda compradora. Prevalecem as dúvidas sobre como o governo conseguirá levar adiante a agenda de reformas tendo que gastar energia para se manter de pé. A moeda americana subia 0,56%, a R$ 3,3129, por volta das 16h10. As apostas do investidores indicam uma Selic entre 8,50% e 8,75% ao fim deste ano. O juro básico está hoje em 10,25% ao ano. Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,145% (9,165% no ajuste anterior). Este DI oscilou entre 9,165% e 9,130%. O DI janeiro/2019 cedia a 9,180% (9,210% no último ajuste), depois de variar entre 9,230% e 9,120%. O DI janeiro/2021 recuava a 10,280% (10,300% no ajuste anterior). A taxa oscilou entre 10,350% e 10,220%. Alguns profissionais têm chamado a atenção para o movimento divergente no DI e no dólar. Hoje, enquanto o juro futuro com vencimento em janeiro de 2021 marcou 10,220%, mínima em quase quatro semanas, a moeda americana bateu R$ 3,3270 no mercado interbancário, máxima em três semanas. Operadores comentam que o descolamento pode ocorrer porque o mercado não quer deixar de vender juros, diante da possibilidade de um BC mais “dovish” (voltado para o afrouxamento monetário). Por outro lado, com persistentes riscos políticos, os agentes buscam “hedge” no mercado de câmbio. (Valor Econômico – 12.06.2017) 

 

6 Analistas cortam projeções para PIB e IPCA em 2017 e 2018

Os analistas do mercado financeiro veem uma inflação ainda menor neste e no próximo ano e também uma retomada mais fraca da economia no período, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Eles não alteraram, contudo, suas expectativas para a taxa de juros. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 3,90% para 3,71% em 2017, e de 4,40% para 4,37% em 2018. Essas revisões ocorrem após a surpresa com o IPCA de maio, que subiu 0,31%, bem menos que o esperado pelos economistas, e mostrou uma alta de preços menos disseminada. Após a divulgação do dado na sexta-feira pelo IBGE, várias casas revisaram para baixo as estimativas. O mercado também reduziu as expectativas para o PIB. A mediana das projeções para 2017 cedeu de 0,50% para 0,41% e para 2018, de 2,40% para 2,30%. As projeções para o superávit da balança comercial e para o investimento direto no país (IDP) mostram que ao menos os dados do setor externo devem continuar benignos em meio à crise política. A mediana das estimativas para o saldo da balança comercial deste ano subiu pela 12ª semana consecutiva, de superávit de US$ 56,40 bilhões para US$ 57,80 bilhões. Para 2018, a previsão de superávit se manteve em US$ 43,06 bilhões. Para o IDP, a estimativa subiu de US$ 78 bilhões para US$ 80 bilhões em 2017 e de US$ 78,75 bilhões para US$ 80 bilhões em 2018. (Valor Econômico – 13.06.2017)

 

7 IBGE: Volume de vendas no varejo sobe 1% em abril 

O volume de vendas no varejo subiu 1% entre março e abril, já descontados os efeitos sazonais, mostrou o IBGE. Foi o melhor resultado para abril desde 2006, quando houve alta de 1,1%. Em abril de 2008, o varejo também tinha registrado elevação de 1%. O dado de março foi revisado de queda de 1,9% para recuo de 1,2%. Também houve alteração o resultado de fevereiro, de queda de 1,6% para baixa de 0,4%. Em janeiro, por sua vez, a alta nas vendas varejistas foi menor - em vez de 6%, ficou em 5,5% após nova revisão. Perante abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%, o que interrompeu 24 meses de quedas seguidas nesse tipo de comparativo. No acumulado do ano, o setor apresentou queda de 1,6%. Nos 12 meses encerrados em abril, houve decréscimo de 4,6%. A principal influência positiva partiu do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6% de queda acumulada nos dois meses anteriores. Também tiveram taxas positivas Tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%). Por sua vez, no campo negativo, apareceram Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 0,8%, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com queda de 0,4%; Livros, jornais e papelaria, com declínio de 4,1%; e Móveis e eletrodomésticos, com baixa de 2,8%. (Valor Econômico – 13.06.2017) 


8 Dólar ontem e hoje

Hoje, por volta das 11 horas, a moeda americana estava a R$ 3,3303, avanço de 0,57%. Ontem, o dólar comercial subiu 0,51%, a R$ 3,3115, maior patamar desde 18 de maio (R$ 3,3836). (Valor Econômico – 12.06.2017 e 13.06.2017) 

 

 

Internacional

1 Bolívia: Siemens testa armazenamento de energia eólica com o uso de rochas naturais

Um dos grandes problemas apresentados pelas fontes renováveis é a dificuldade de armazenamento da energia excedente. Por conta disso, essa energia é desperdiçada, em forma de MW, dado a impossibilidade de ser reutilizada. Hoje, a Siemens está desenvolvendo, em colaboração com a Universidade de Tecnologia de Hamburgo (Alemanha) e a Hamburg Energie, companhia energética local, um novo sistema de armazenamento de energia denominado Future Energy Solution (FES), capaz de armazenar, durante horas ou até mesmo um dia, o excesso de energia gerada nos parques eólicos. Essa nova tecnologia já está sendo testada em uma fábrica de pequena escala na cidade de Hamburgo. O sistema converte o excesso de energia em calor, que é soprada para um compartimento isolado com rochas. As rochas são aquecidas a uma temperatura acima de 600 graus Celsius. Uma vez armazenada em calor, se houver um aumento na demanda de energia, as rochas alimentam um fluxo de ar aquecido para gerar eletricidade nova. Este design simples usa pedras naturais, é rentável e pode ser potencialmente utilizado como um suplemento para armazenamento de sistemas já existentes. (Página SIETE – Bolívia – 11.06.2017) 

 

2 Uruguai: novo parque eólico entra em operação

O parque eólico Palomas, localizado no Km 526 da rota três, em Salto, Uruguai, começou a gerar energia elétrica para a rede estatal UTE. Segundo informações publicadas ontem, no site da Presidência, o novo empreendimento eólico entregará 70 MW, produzidos por 35 aerogeradores, de 2 MW cada um. O investimento nessa central eólica passou de US$ 298 milhões. O local do empreendimento é de propriedade do Instituto Nacional de Colonização, na cidade de Saucedo, que aluga terreno para que o parque eólico funcione. As obras de conexão na rede, segundo o site da Presidência, demandaram um investimento em torno de US$ 3,7 milhões. (El País – Uruguai – 10.06.2017) 

 

3 Colômbia: Empresas aderem voluntariamente à questão ambiental

Durante os próximos cinco anos, 24 empresas do Valle de Aburrá, na Colômbia, vão iniciar um processo para que suas atividades sejam mais respeitosas com o meio ambiente. Esse projeto, de caráter voluntário, visa coordenar atividades, conhecimentos e habilidades em torno da gestão ambiental, respondendo aos desafios da sustentabilidade, "além de gerar sinergias empresariais e intercâmbio de boas práticas e técnicas amigáveis ao meio ambiente", disse que as empresas voluntárias (El Colombiano – Colômbia – 09.06.2017)

 

4 ONU vai apoiar projetos sustentáveis relacionados ao setor energético 

Sob o tema “Energia sustentável para erradicar a pobreza e promover a prosperidade em um mundo em mudança”, o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA) está com processo seletivo de apoio a projetos energéticos para o desenvolvimento sustentável – o “2017 Grant on Energy for Sustainable Development”. O subsídio ofertado esse ano ao projeto contemplado é de US$ 1 milhão e o intuito é procurar avançar no desenvolvimento sustentável incentivando as inovações científicas e tecnológicas e promovendo iniciativas de liderança e ações inovadoras que melhorem a energia sustentável para erradicar a pobreza e promover a prosperidade, ao mesmo tempo em que aborda a sustentabilidade econômica, social e ambiental. (Agência CanalEnergia – 12.06.2017)

 

5 Companhias áreas fazem acordo de crescimento neutro de carbono

A preocupação com a pegada ecológica das empresas, muitas vezes, leva as mesmas a se organizarem e apresentarem propostas de sustentabilidade setoriais. Foi o caso das companhias aéreas. Em acordo global proposto pela International Air Transport Association (IATA) em 2010, o setor assumiu o compromisso de atingir um crescimento neutro de carbono até 2020 – ou seja, qualquer emissão do gás deverá ser compensada. Já em longo prazo, até 2050, a ideia é cortar pela metade as emissões, em comparação aos níveis de 2005. Para se ter uma ideia dos impactos negativos em relação aos gases produzidos pelo setor e que contribuem para o aquecimento global só em 2015, voos comerciais produziram cerca de 781 mi de toneladas de gás carbônico, segundo dados da Air Transport Action Group (ATAG) – montante que representa 12% do total de emissões dos meios de transporte. (O Estado de São Paulo – 12.06.2017) 

 


6 Finlândia exporta biocombustível

A UPM-Kymmene Corporation é uma empresa finlandesa dedicada a fabricação de papel, em 2008 a exportação de papel era 80% dos seus negócios, mas hoje representa 45%, por transformações na empresa. A companhia tem seis áreas de atuação, e uma das de maior futuro é o ramo energético, ou seja, a produção de biocombustíveis a partir da massa florestal provinda dos rejeitos da produção do papel. O biodiesel representa, já em 2016, 20% das suas vendas. Segundo o vice-presidente do ramo de biocombustível da UPM, Marko Janhunen “o biocombustível que produzimos é de segunda geração e emite 80% menos emissões de CO2 do que os combustíveis convencionais" (El País – Espanha – 12.06.2017) 

7 Cingapura: painéis flutuantes para adotar energia solar

Buscando uma alternativa para a escassez de terras para a adoção da energia solar, Cingapura está desenvolvendo um projeto para a instalação de painéis solares flutuantes. A energia gerada pelo equipamento será conectada à rede elétrica de Cingapura, fornecendo eletricidade para até 250 residências. O país conta com 719 km quadrados de área total e uma população de 5,6 milhões de habitantes. A irradiação solar anual é de aproximadamente 1.500kWh/m², o que faz da energia solar uma fonte atraente de energia renovável. A plataforma de testes flutuante de 1 MW mede um hectare, o equivalente a 1,5 campos de futebol, e está localizada no reservatório Tengeh, na região oeste de Cingapura. Para este projeto, a ABB forneceu 100 kW dos inversores solares à Phoenix Solar, um dos diversos integradores de sistemas do projeto. Os painéis flutuantes podem ser 11% mais eficientes que os painéis solares posicionados sobre o continente, segundo a companhia. As plataformas solares flutuantes serão resfriadas pela água ao redor, o que aumenta significativamente a eficiência da coleta de energia. Um estudo constatou que a refrigeração da água faz com que as células solares se tornem mais eficientes que os painéis solares instalados em terra. (Brasil Energia – 12.06.2017)



Rua Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302 - Botafogo - Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368

A ASEF
A ASEF E VOCÊ

HISTÓRIA

GALERIA DE FOTOS
ASSOCIE-SE
COMO CHEGAR

BOLETINS
JORNAIS
CONVÊNIOS

FALE CONOSCO
LINKS ÚTEIS
ATA DE FUNDAÇÃO