NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Junho
12/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Belo Monte se ampara em decisão judicial para não paralisar operações

A hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, vai se amparar em uma decisão judicial favorável à usina para não paralisar as operações em atendimento a uma ordem judicial mais recente proferida contra o empreendimento, disse a Norte Energia. A Corte Especial do TRF da 1ª Região havia decidido no início de abril suspender a licença ambiental de operação da usina. A Norte Energia disse que foi intimada sobre essa decisão, mas ressaltou que "o empreendimento segue em operação por força de outra decisão judicial", proferida pelo presidente do TRF-1. A empresa não detalhou imediatamente a decisão. A decisão da Corte Especial do TRF-1, por nove votos a favor e cinco contra, havia entendido que a Norte Energia ainda precisava cumprir uma das condicionantes que teria sido estabelecida para a emissão da licença ambiental de operação, referente a obras de saneamento básico em Altamira. A ação que pediu a suspensão da licença que permite a operação de Belo Monte foi movida pelo Ministério Público Federal do Pará, que tem se oposto fortemente ao emprendimento desde antes de sua licitação. (Reuters – 10.06.2017) 

2 Professor do MIT: debate sobre as transformações no setor elétrico mundial na EPE

O professor do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT, na sigla em inglês), Carlos Battle, esteve no Brasil para apresentar os resultados do estudo “Utility of the Future”, publicado pelo MIT em dezembro de 2016. A apresentação foi realizada no Rio de Janeiro, em 31 de maio, e contou com a participação das entidades responsáveis pela política energética, comercialização, operação e regulação do setor elétrico brasileiro. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com o objetivo de disseminar as informações e provocar discussão, divulgou um resumo com as principais conclusões do estudo baseada na apresentação feita na EPE. O estudo elaborado pelo MIT buscou avaliar, através uma abordagem técnica, as tecnologias, as políticas, e os modelos de negócio que estão moldando a evolução e transformação da indústria de eletricidade e seus impactos na regulação, planejamento, mercado e empresas. O estudo conclui que a adoção de tecnologias como geração distribuída, baterias, redes inteligentes, carros elétricos, entre outras, ocorrerão não apenas devido aos ganhos financeiros diretos para o consumidor, mas também pela preferência da população que extrapolam a racionalidade econômica clássica. Nesse contexto, a principal função do planejamento será criar condições isonômicas que permitam a competição entre as tecnologias, para que se desenvolvam naturalmente, de forma que prevaleçam as opções que se mostrarem mais competitivas e que tragam maior valor ao sistema. Para ler o estudo do MIT na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

3 CCEE, EPE e ONS: encontro com agentes e associações do setor elétrico

Na próxima terça-feira, 13 de junho, acontecerá em São Paulo um evento inédito que vai possibilitar a interação entre três instituições do setor elétrico e os agentes do mercado. A CCEE, a EPE e o ONS estarão com seus representantes reunidos junto às associações do setor elétrico para debater assuntos pertinentes a área. O encontro contará com a presença do presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, dos conselheiros da instituição, do presidente da EPE, Luiz Barroso, e do diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata Ferreira. “Este encontro entre os associados da CCEE e as três instituições do setor ocorre em um momento muito especial do setor elétrico, em que temas bastante relevantes estão em pauta, como a volatilidade do PLD e a solução para o risco hidrológico”, ressalta Rui Altieri. O evento será realizada no hotel Matsubara, na Rua Coronel Oscar Porto, 836, em São Paulo, a partir das 14h30. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

4 Brasil: energia de Acaray será, no mínimo, US$ 80/MWh 

Caso o Brasil contrate a energia da central hidroelétrica de Acaray, do Paraguai, para o Estado do Paraná, por intermédio da empresa Copel, o preço mínimo será por volta de US$ 80/MWh, segundo estimam especialistas. Para o engenheiro Hugo Lesme, ex-assesor da ANDE, observou que, além de adaptar a parte técnica para atender aos requisitos do sistema elétrico brasileiro, a maior dificuldade será no aspecto comercial, porque a ANDE utiliza 100% da potencia e energia de Acaray, com a ajuda de diminuit seus custos de compras da geração das binacionais. (ABC Color – Paraguai – 10.06.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: Ações judiciais exigem R$ 14 bi

Oito anos após ser derrotada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a Eletrobras ainda acompanha a tramitação de cerca de 3,9 mil ações judiciais sobre correção monetária de empréstimos compulsórios criados nos anos 60 que podem lhe custar R$ 14 bilhões. Em 2009, os ministros decidiram que é devida a atualização de créditos da contribuição sobre o consumo de energia elétrica. Desde então, a companhia tenta adiar os pagamentos e cobrar os valores da União. A disputa judicial impede a venda de ativos da companhia, oferecidos como garantia nos processos referentes aos compulsórios. (Valor Econômico – 12.06.2017) 

 

2 Eletrobras: auditoria mostra serviços ruins e finanças degradadas em distribuidoras

Auditorias do TCU apontam que má qualidade dos serviços prestados e saúde financeira debilitada elevaram os riscos de prejuízo à Eletrobras e ao erário. Essa foi a conclusão a que o TCU chegou após fiscalizações realizadas nas companhias Eletrobras Distribuição Amazonas, Eletrobras Distribuição Acre, Eletrobras Distribuição Piauí, Eletrobras Distribuição Roraima e Eletrobras Distribuição Rondônia. O TCU apresentou no último dia 31 de maio, o resultado consolidado de cinco fiscalizações realizadas em distribuidoras federais de energia. As empresas foram auditadas e o trabalho teve como objetivos verificar a situação financeira, a qualidade dos serviços prestados e avaliar a gestão e o controle da Eletrobras sobre as distribuidoras. De acordo com o relator do processo, ministro José Múcio Monteiro, os indicadores financeiros apontam que a situação das companhias é bastante degradada. Ao comparar os dados com os referenciais estabelecidos pela Aneel, o TCU verificou que, entre 2011 e 2015, das cinco sociedades avaliadas, apenas a Eletrobras-AC atingiu os parâmetros regulatórios, mesmo assim, apenas uma vez, em 2014. Conforme aponta Monteiro em seu voto, a deteriorada qualidade do serviço e a debilitada saúde financeira das companhias elevaram os riscos de prejuízos acentuados à Eletrobras e ao erário. Principalmente, devido à necessidade de aporte de bilhões de reais para pagamento de dívidas e para realização de investimentos. O consolidado das auditorias vai ser encaminhado à Eletrobras, ao MME, à Aneel, ao BNDES, à Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados, à Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados e à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

3 Cemig: estatal contrata bancos para assessorar em venda de ativos

O programa de desinvestimentos da Cemig está movimentando os principais bancos do País. O Bradesco BBI comandará a venda da Cemig Telecom, que deve ser leiloada em novembro. Já o BTG Pactual está à frente da venda da Light Energia e das usinas hidrelétricas de Cachoeirão, Pipoca e Paracambi, prevista para este ano, já que há tratativas em andamento para vender os ativos para a Aliança Geração de Energia, joint venture da própria Cemig com a Vale. A estatal mineira também está contratando um assessor para estruturar a venda de sua participação na Norte Energia, responsável pela usina Belo Monte. Embora a estatal admita que o desinvestimento deve demorar para acontecer, a avaliação da companhia é de que é necessário já ter um assessor colaborando na busca de alternativas para superar as dificuldades enfrentadas pela concessionária. Procurados, os bancos e a Cemig não quiseram comentar./Com Luciana Collet (O Estado de São Paulo – 11.06.2017) 

 

4 Light: com intensificação de inspeções, companhia consegue reduzir perdas 

A Light (RJ) já realizou somente nos três primeiros meses de 2017, 96 mil inspeções contra furto de energia, sendo detectadas 67 mil irregularidades, que apontam que a cada 100 clientes, 70 furtavam energia. Todas as ocorrências foram normalizadas. A distribuidora intensificou as operações contra os “gatos”, aumentando em 30% o efetivo em campo. Como resultado da nova estratégia, as perdas de energia seguem em trajetória de queda e terminaram o 1º trimestre de 2017 no patamar de 21,87% sobre a carga-fio, que é a energia total que passa pela rede da Light, representando diminuição de 0,67 pontos percentuais, quando comparado ao encerramento do quarto trimestre de 2016. Esta semana, as equipes estiveram em Santa Cruz, Recreio, Seropédica e Madureira. Ao todo, foram encontradas 3.867 irregularidades e mais de 5.600 locais foram inspecionados, entre residências e estabelecimentos comerciais. As ligações clandestinas de energia sobrecarregam a rede de distribuição da Light e provocam interrupções no fornecimento de energia. A prova é o registro do maior número de ocorrências por falta de luz nas regiões onde se furta mais energia. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

5 Light: um mapa das irregularidades no Rio

Segundo a Light, locais com maiores irregularidades, tais como roubo de energia, tendem a apresentar maiores registros de ausência de eletricidade. A Baixada Fluminense e a Zona Oeste do Rio, que registram índices de 40% e 30% de furto, respectivamente, são as campeãs de chamados por falta de energia. Na Zona Oeste, por exemplo, onde as ligações clandestinas correspondem a 30% do que é distribuído para a região. A cada 100 kWh distribuídos para a região, 30K kWh são desviados, foram feitos 3,9 mil atendimentos por causa de interrupções no fornecimento, ou seja, 22% do total de 17,7 mil ocorrências. Na Zona Norte, onde o furto também chega a 30%, o número de ocorrências atendidas pela Light chegou a 3,5 mil ou 20% do total de serviços. Situação semelhante é registrada na Baixada Fluminense: foram 5 mil restabelecimentos no fornecimento, 28% do total de atendimentos, com índice de furto que ultrapassa os 40%. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

6 CPFL Renováveis: Fitch atribui grau de investimento a proposta de debêntures

A Fitch atribuiu, na última quinta-feira, 8 de junho, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA(bra)’ à proposta de sétima emissão de debêntures da CPFL Energias Renováveis S.A, da espécie quirografária, no montante de até R$ 250 mi. A emissão proposta será realizada em duas séries, sendo a primeira com vencimento final em 2022 e a segunda, em 2024, e contará com cláusulas de cross default entre a emissora e a CPFL Energia. Os recursos levantados serão utilizados no desenvolvimento de projetos de investimento da distribuidora. Os ratings das empresas do grupo CPFL refletem sua forte posição de mercado, sendo que sua relevante base de ativos de distribuição e geração de energia elétrica contribui para a maior diversificação da adequada geração de caixa operacional e para a diluição de riscos operacionais, mais presentes no segmento de distribuição. A avaliação também incorpora a expectativa de que o grupo conseguirá gerenciar um esperado fluxo de caixa livre (FCF) negativo nos próximos dois anos, tendo em vista sua robusta posição de liquidez e a satisfatória flexibilidade financeira demonstradas em condições adversas de mercado. A Fitch crê em uma gradual redução da alavancagem financeira líquida, que se encontra moderadamente elevada para o rating atribuído. Os ratings consideram também um risco regulatório moderado do setor elétrico brasileiro. A expectativa da agência é de que a empresa apresente alavancagem, medida por dívida líquida ajustada/EBITDA, de 3,6 vezes em 2017, com redução para 3,3 vezes em 2018. Estas expectativas assumem EBITDA de R$4,5 bi e de R$4,9 bi, nos respectivos períodos. A ideia é que a margem média de EBITDA seja de 64% no segmento de geração, de 2017 a 2019. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

7 CPFL Renováveis: Fitch avalia positivamente plano de expansão da companhia

A Fitch considera positiva a expansão das atividades da CPFL no segmento de geração de energia, que representou 44% do EBITDA consolidado no primeiro trimestre de 2017. A CPFL Energia se beneficia da relevante capacidade instalada de 3.258 MW, proporcional à sua participação, proveniente de suas várias usinas de geração convencional (2.198 MW) e renováveis (1.060 MW). Mesmo com a expectativa de crescimento do consumo de energia nos próximos anos, o grupo terá que administrar seu volume de contratação de energia em suas distribuidoras na faixa de 100% a 105% da demanda prevista nos próximos anos, utilizando-se dos mecanismos disponibilizados pelo regulador, de forma a evitar impactos negativos no fluxo de caixa. A Fitch também continuará monitorando possíveis pressões sobre os níveis de perda e de inadimplência no segmento de distribuição, tendo em vista o atual cenário macroeconômico ainda desafiador. A maioria das distribuidoras do grupo CPFL tem apresentado perdas acima dos limites regulatórios reconhecidos em suas tarifas. Em bases isoladas, a agência entende que a distribuidora apresenta perfil de negócios mais arriscado do que o refletido no rating. Seu portfólio de ativos operacionais, com capacidade total contratada de 2.129 MW, apresenta recente histórico de desempenho. Positivamente, a companhia possui baixa exposição a projetos em construção, com aproximadamente 96% de sua capacidade instalada projetada já em operação. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

8 RGE: trabalho para restabelecer rede elétrica e eliminar situações de risco continua

A RGE (RS) montou uma força-tarefa como objetivo de reconstruir a rede de energia elétrica, severamente danificada pelo temporal da madrugada da última quinta-feira, 8 de junho. Após a sequência de 15 dias chuvosos que atingiram a área de concessão desde o final de maio, a empresa continua atuando ininterruptamente no atendimento aos clientes afetados pelas adversidades climáticas. Neste momento, 57 mil consumidores estão sem energia. No pico do último temporal 236 mil do 1,45 milhão de clientes da distribuidora presente em 255 municípios gaúchos ficaram sem energia. Hoje as equipes da RGE estão concentradas ao atendimento de eventos que reúnem o maior número de consumidores para conseguir restabelecer a energia a mais unidades consumidoras no menor tempo possível. Ainda é premissa da concessionária eliminar situações de risco e realizar obras em situações que não coloquem em risco seus colaboradores e não impactem em novos desligamentos da rede. Em algumas oportunidades, partes de bairros ou ruas podem ficar sem energia mesmo após a passagem dos técnicos da empresa. Hoje, pelo menos 73 cidades gaúchas estão com o decreto de situação de emergência por conta dos estragos da chuva e graves danos em estradas que estão interrompidas e comprometem, inclusive o abastecimento de itens básicos, como comida e material de socorro. A RGE segue trabalhando em parceria com as prefeituras e com a Defesa Civil para manter a melhor estratégia de enfrentamento a esse tipo de desastre natural. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

9 Coelba: empresa coloca em operação nova subestação em Camamu

O município de Camamu acaba de ganhar uma nova subestação de energia elétrica, a 330km da capital Salvador. Com investimento de R$ 2,9 mi, a nova instalação da Coelba vai beneficiar aproximadamente 40 mil moradores e comerciantes locais, ajudando assim a impulsionar o crescente potencial turístico do município com mais oferta de energia para os milhares de turistas que todos os anos visitam a região da Costa do Dendê. Com operação de tensão de 34,5/13,8 kV e com potência total instalada de 6,25MVA, a subestação Camamu dispõe de equipamentos automatizados, que oferecem maior agilidade na normalização do fornecimento em casos de interrupção, pois viabiliza a realização de transferências de cargas de forma remota. Associadas ao empreendimento, estão em execução obras de ampliação e renovação das redes de distribuição, com previsão de conclusão até outubro de 2017 e investimento de R$ 5,5 mi. No total, serão R$ 8,4 mi com o objetivo de ampliar e melhorar ainda mais a distribuição de energia elétrica para o município em constante expansão. Como parte do plano de investimentos e ações 2017 da Coelba, este ano, a concessionária já energizou outras duas subestações no interior do estado: Tanquinho Cotovelo (no município de Paratinga) e Boa Vista do Tapera (em Encruzilhada). Também ampliou a SE Paramirim e a SE Rio do Antônio, nestes municípios. A previsão é de que, até o final de 2017, sejam construídas mais 8 novas subestações e ampliadas outras 18, além da construção de novas linhas de Alta Tensão. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

10 Cosern: subestação no sertão potiguar é inaugurada

A Cosern inaugurou recentemente uma nova subestação, que promete melhorar a qualidade do fornecimento de energia para mais de 90 mil pessoas na região do Seridó, no sertão potiguar. A Subestação Currais Novos I teve investimentos de R$ 6,8 milhões e atuará beneficiando diretamente os municípios de Currais Novos, Lagoa Nova, Cerro Corá, Bodó, São Vicente e Florânia, ampliando a oferta de energia na região, que tem na mineração, agropecuária e turismo suas principais atividades econômicas. No evento de inauguração da subestação, o diretor-presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini, destacou os principais benefícios do novo equipamento para o Seridó, região onde a Cosern tem 150 mil clientes e que passa a contar agora com sete subestações. “Esse novo equipamento, construído com o que há de mais moderno em tecnologia, aumenta a confiabilidade no fornecimento de energia e amplia a disponibilidade de energia, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região”. A próximo empreendimento a ser inaugurado até o final de 2017 na região será uma outra subestação em Jardim do Seridó. As subestações de Acari e de Caicó serão reformadas e ampliadas ainda este ano. Os recursos planejados pela Cosern para o Seridó em 2017 são da ordem de R$ 30 milhões, dentro do total de R$ 280 milhões previstos para todo estado, um novo recorde na história de 55 anos da Cosern. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

11 Copel confirma que avalia oferta de ações

A Copel confirmou que avalia uma eventual oferta subsequente de ações, como parte de um estudo abrangente de otimização de caixa. O objetivo é de dar suporte ao plano estratégico de crescimento sustentável da empresa, afirmou a empresa em comunicado na quinta-feira (8/6). Os esclarecimentos da companhia vieram após notícias veiculadas, de acordo com a própria Copel, no jornal Valor Econômico sobre a operação que poderia gerar R$ 4 bilhões. (Brasil Energia – 09.06.2017)

 

 

Leilões

1 Governo admite leilão de reserva em outubro

Processo de cadastramento dos empreendimentos será simplificado. Casa dos Ventos diz que vai entrar "de maneira agressiva" no certame, mas acredita que disputa ocorrerá no último bimestre. O governo federal atualizou a perspectiva de realização do leilão de energia de reserva no segundo semestre deste ano. Antes confirmado pelo MME para setembro, o certame – o primeiro para contratação de novos projetos de geração desde 2015 – já tem outubro como data mais provável para acontecer, de acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo. “Não podendo ser em setembro, o deslocamento de prazo será de algumas semanas, para outubro”, disse, após participar nesta sexta-feira, 9 de junho, da cerimônia de inauguração do complexo eólico Ventos do Araripe III, em Araripina (PE). (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

2 LR: Casa dos Ventos considera o mês de dezembro como ideal para leilão

Segundo o secretário, o processo de cadastramento e habilitação de empreendimentos junto à EPE será bastante simplificado se comparado aos outros leilões. As regras serão divulgadas em portaria do MME nos próximos dias, com os detalhamentos e os prazos para os proponentes empreendedores de projetos das fontes eólica, solar e biomassa – as três únicas que participarão da licitação. Mesmo com governo trabalhando com o mês de outubro, a data é considerada muito apertada pelos agentes envolvidos no negócio, entre investidores e fornecedores de equipamentos. Na avaliação de Mário Araripe, presidente da Casa dos Ventos, a data considerada pelo governo é de difícil operacionalização, dada às necessidades de disponibilização do edital para consulta pública e de inscrição de projetos de interesse. Ele considera o último bimestre do ano, especialmente o mês de dezembro, como um cenário mais factível para a realização do leilão. O executivo, no entanto, não acredita na possibilidade de o processo licitatório deixar de ocorrer em 2017, em razão da decisão já tomada pelo governo de fazer este ano e também pela grande expectativa do mercado quanto à retomada do ciclo de leilões. Os planos da empresa, aliás, são ambiciosos para a negociação. “Nós certamente estaremos participando como desenvolvedores e muito provavelmente estaremos como investidores diretos. Vamos entrar nesse leilão de uma maneira muito agressiva”, garantiu o executivo. No caso do modelo de desenvolvedor, a ideia é oferecer projetos da empresa para que outros investidores façam os bids. Em caso de sucesso, esses parceiros fariam os investimentos na construção das usinas. Dos cerca de 6.000 MW viabilizados pela empresa em parques eólicos, 4.500 MW seguiram esse modelo e os 1.500 MW restantes foram tocados diretamente pela companhia. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 08/06, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste apresentaram diminuição de 0,2%. Os reservatórios se apresentam com 43,2% da capacidade. A energia armazenada é de 87.955 MWmês e a ENA é de 43.824 MWm, que equivale a 97% da MLT. Furnas registra volume de 41,18%. No Sul aumentou 2,4% e os reservatórios estão com 87,5% da capacidade. A energia armazenada é de 17.584 MWmês e ENA é de 55.557 MWm, que corresponde a 219% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 94,93%. No Norte do país houve decréscimo de 0,1% e os reservatórios operam com volume de 64,8%. A energia armazenada da região é de 9.739 MWmês e a ENA é de 4.261 MWm, que equivale a 64% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,16% de capacidade. Já no Nordeste do país não houve alterações nos níveis e os reservatórios se encontram com 19,4%. A energia armazenada é de 10.043 MWmês e a ENA é 2.018 MWm, que é o mesmo que 35% da MLT. A usina de Sobradinho está com 12,92% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

2 Níveis dos reservatórios ficaram acima da expectativa

Os níveis dos reservatórios do sistema ficaram aproximadamente 560 MWm acima da expectativa. A elevação foi observada, principalmente, nos submercado Sul, com variação positiva de 2.111 MWm e no Nordeste, com aumento de 156 MWm. No SE/CO e no Norte os níveis estão mais baixos, em torno de 1.630 MWm e 80 MWm respectivamente. No caso do CMO, o submercado Sul está com os preços zerados, reflexo das altas afluências registradas na região, por causa das chuvas. Para os demais submercados, a média do CMO para a próxima semana é de R$ 80,38/MWh. Confira os preços e os dados operativos abaixo. (Brasil Energia – 09.06.2017)

3 SE/CO e Sul mostrarão aumento no MLT em junho

A revisão do PMO mostra que a previsão das médias mensais de junho indica a ocorrência de afluências acima da média histórica para os subsistemas Sudeste e Sul, enquanto que nos subsistemas Nordeste e Norte elas ficarão abaixo da média. De acordo com o ONS, a ENA no Sudeste/Centro-Oeste em junho deve chegar a 35.746 MWm ou 113% da MLT. No Sul, ela fica em 34.328 MWm, que equivale a 330% da MLT, mostrando o viés da alta nas duas regiões. Já no Nordeste, a ENA prevista deve ser de 1.626 MWm, que equivale a 34% da MLT, enquanto no Norte, de 3.961 MWm, que corresponde a 64% da MLT. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

4 PLD para a semana operativa vigente

O PLD para a semana operativa de 10/6 a 16/6 caiu 9% nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Norte, enquanto no Nordeste, a queda do preço foi de 3%. No Sul, os preços ficaram no patamar mínimo. Os ESS são esperados em R$ 146 mi para o período, sendo R$ 92 mi referentes à segurança energética. A previsão em todo o sistema é de uma vazão de 143% da MLT. SE/CO e Sul estão com afluências acima da média para a semana operativa, contribuindo para a redução dos preços. A ENA para o SE/CO é de 36.391 MWm, com 115% da MLT. O Sul terá ENA de 32.692 MWm, com 315% da MLT. O Nordeste terá ENA de 1.695 MWm, com 34% da MLT. O Norte terá ENA de 4.062 MWm e 65% da MLT. (Brasil Energia – 09.06.2017) 


Meio Ambiente

1 Comissão analisará regime diferenciado de licenciamento ambiental para hidrelétricas

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) deve votar na terça-feira (13), em reunião marcada para as 9h, o projeto de lei (PLS 603/2015) que cria um regime diferenciado de licenciamento ambiental para o uso de “potenciais hidroenergéticos estratégicos e estruturantes”, como a construção de usinas hidrelétricas. Depois de passar pela CI, a proposta será votada em caráter terminativo pela CMA. O projeto estabelece que todo Plano Plurianual (PPA) do governo federal deverá incluir o Plano de Expansão da Oferta de Energia Elétrica, que priorizará fontes renováveis de energia. Esse plano de expansão deverá conter as possíveis áreas que poderão ter seu potencial hídrico aproveitado para a expansão da oferta de energia. Cada área listada deverá conter a relação benefício-custo, sob a ótica econômica, ambiental e energética e uma avaliação inicial dos impactos socioambientais identificados no inventário da bacia hidrográfica, aprovado pela Aneel, incluindo eventual impacto sobre terras indígenas, quilombolas e demais populações tradicionais. Os potenciais hidroenergéticos ainda não estudados deverão ser inventariados no prazo de dez anos, a contar da data da publicação da futura lei. O licenciamento ambiental prévio dos empreendimentos que tenham por objetivo aproveitar potenciais hidroenergéticos estratégicos ou estruturantes deverá ser feito para a totalidade da área abrangida. Esse licenciamento prévio será conduzido por um colegiado único de licenciamento, que será composto por representantes do órgão ambiental licenciador, da Funai, do Iphan, da Fundação Cultural Palmares (FCP), do ICMBio e do Ministério da Saúde, em favor da EPE ou entidade devidamente autorizada. O licenciamento ambiental desses empreendimentos será prioritário. (Agência Senado – 09.06.2017) 

2 Honda: 66% de todos os veículos que produzidos serão elétricos até 2030

Os próximos 13 anos serão de integração na Honda. E desse estreitamento entre os seis centros de desenvolvimento (R&D) da fabricante no mundo vem a promessa de propagação da célula de combustível e de projetos de carros autônomos. Tal cenário foi descrito pelo presidente e CEO da Honda Motor Co., Takahiro Hachigo, durante encontro com jornalistas em Tochigi (Japão). O executivo destacou as principais estratégias da marca até 2030, quando prevê que 66% de todos os veículos que a montadora produzir serão elétricos. Tal avanço de energias alternativas, assim como investimento em engenharia e tecnologia dos novos carros, se dará pela maior cooperação global dentro da própria fabricante. Se antes cada um dos seis centros de desenvolvimento tinha certa autonomia, a ordem agora é promover a integração. "Temos trabalhado para estabelecer um sistema de produção flexível e mutuamente complementar entre as regiões. Já vemos resultados positivos", garantiu Hachigo. A ideia é flexibilizar a produção de veículos que atendam a diferentes mercados, reduzir custos com maior compartilhamento de tecnologias e plataformas e, assim, ganhar competitividade. A evolução terá foco maior nos veículos com emissões zero ou reduzidas. Em outubro do ano passado, a Honda criou a Divisão de Desenvolvimento de Veículos Elétricos. (Folha de São Paulo – 11.06.2017)

3 Casa inteligente reduz até 30% do gasto em energia

Em busca de conforto, segurança e um estilo de vida mais sustentável, moradores de Alphaville transformam seus imóveis em casas inteligentes, onde sistemas de iluminação, vigilância e até as cortinas e eletrônicos são controlados a distância. É possível, por exemplo, avisar a casa pelo celular que o morador está a caminho. O sistema, integrado ao GPS do veículo, acende as luzes, ajusta a temperatura, abre as cortinas e até prepara o café. O uso mais comum ainda é a segurança: no celular pode-se checar as imagens das câmeras de vigilância e destravar as portas. Projetos mais simples de iluminação, segurança e climatização custam a partir de R$ 2.000, segundo empresas da região. Como dependem apenas da rede de internet sem fio, são instalados em até dois dias. Em uma casa totalmente automatizada, os valores podem facilmente superar os R$ 200 mil. A mudança exige intervenções na infraestrutura do imóvel, com longos cabeamentos, instalação de caixas de som no teto, e motorização para abertura e movimentação de portas e cortinas, segundo a arquiteta Leonice Alves. De acordo com Leonardo Pereira, diretor de vendas da Avantime, que presta serviço na área, uma casa com sistema de automação de iluminação, persianas e ar condicionado chega a ter uma economia de 10% a 30% no gasto de energia."A automação está ligada a economia doméstica. Antes era só sofisticação, mas hoje segurança e sustentabilidade também são os motivadores para a instalação dos sistemas", diz Pereira. (Folha de São Paulo – 11.06.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Porto Primavera: hidrelétrica inicia primeiros testes com geradores de energia eólica no Estado de São Paulo

Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o governo do Estado de São Paulo iniciou nesta sexta-feira (9) a fase de testes dos dois primeiros geradores de energia eólica do Estado instalados na área da usina hidrelétrica de Porto Primavera, localizada no município de Rosana, na região de Presidente Prudente. Cada aerogerador tem capacidade para gerar 100 quilowatts (kW). As torres, que possuem 30 metros de altura e pás de 10 metros de comprimento, fazem parte de um projeto que vem sendo desenvolvido pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com o apoio da Secretaria Estadual de Energia e Mineração. “São Paulo conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e a entrada em operação dessas torres eólicas darão ao governo paulista novos estudos e informações sobre o comportamento dessa energia no Estado, o que possibilitará incentivarmos sua expansão de maneira mais efetiva”, disse o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles. Os geradores eólicos fazem parte de um amplo projeto de P&D dentro do programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel e visam a estudar a complementaridade energética das fontes solar, eólica e hidráulica. (G1 – 09.06.2017) 

2 Porto Primavera: eólica e fotovoltaica juntas apresentam vantagens para o espaço físico

A fase de testes elétricos e mecânicos dos dois primeiros geradores de energia eólica, instalados na área da usina hidrelétrica de Porto Primavera, deve durar aproximadamente 20 dias. Os geradores eólicos produzirão cerca de 620 megawatts-hora (MWh) por ano e essa energia elétrica será utilizada no consumo interno da usina, que fica instalada no Rio Paraná, na divisa entre os estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. “A implantação de centrais fotovoltaicas e eólicas junto a usinas hidrelétricas existentes apresenta vantagens devido ao espaço físico e infraestrutura de transmissão no local, o que pode propiciar uma redução significativa no custo da energia gerada”, explicou o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Júnior. Nesse conjunto, o reservatório da usina hidrelétrica é utilizado para estabilizar a produção das centrais solar e eólica. Ao todo, o projeto de uso complementar das energias solar e eólica à energia hidrelétrica possui 54 meses de duração e sua conclusão está prevista para agosto de 2018 com um custo estimado de R$ 31 milhões, contabilizando o projeto de pesquisa, compra dos equipamentos, instalação e manutenção. Apenas o projeto eólico representa R$ 8,3 milhões do valor total. Além das usinas solares e eólicas, estão em funcionamento uma estação solarimétrica e uma estação anemométrica que completam o projeto de P&D da Aneel, do qual os geradores fazem parte. (G1 – 09.06.2017)

3 FEB: geração solar faz parte dos planos da companhia

A geração solar também está nos planos da FEB. A ideia, inicialmente é que os futuros projetos venham a ser implantados em áreas no Rio Grande do Norte e na Bahia, onde além de possuir parques eólicos, contam com a rede de distribuição da Cosern e Coelba, respectivamente. Na região do complexo Santa Luzia (um complexo eólico na reta final), a geração solar é mais difícil porque a região é mais montanhosa, com características de serra, o que dificulta a instalação de empreendimentos de porte centralizado. O foco da empresa na solar está na complementariedade, pois os ventos tendem a ser mais fracos durante os dias. A companhia estuda ainda a implantação de um centro de operações, nos moldes do que possui em Toledo, na Espanha. Ainda sem definição de local ou investimentos, a empresa quer concentrar as operações à distância num só local, que pode ser em um dos três estados do Nordeste com a geração renovável, ou no Rio de Janeiro, onde está a sede da empresa. Outra iniciativa da companhia é o desenvolvimento de um modelo computacional que auxilie no aprimoramento da gestão da operação dos parques eólicos. Este modelo, conta a diretora da FEB, Laura Porto, tem como objetivo apurar as estimativas de vento, especialmente para estabelecimento de garantia física. A pequena margem de erro na fixação da garantia física desafiou a empresa a aperfeiçoar o cálculo do indicador, que é a peça-chave para fixação da receita de geração. Gerar abaixo da garantia física significa penalidades e custos com reposição da energia. Por outro lado, produzir acima da garantia física representa ganhos financeiros, especialmente num momento em que a situação hidrológica no Nordeste ainda é preocupante e a geração eólica atua praticamente na base. (Brasil Energia – 09.06.2017) 

4 Ebes inaugura usina solar em Minas Gerais

A Ebes lançou nesta sexta-feira (9/6) modelo de comercialização de energia solar, por meio de assinatura, sem qualquer necessidade de investimentos, informou a companhia em comunicado. Segundo a Ebes, o modelo está disponível para qualquer consumidor comercial. O primeiro empreendimento que vai operar nesta modalidade, denominada Fazenda Solar, foi inaugurado na cidade de João Pinheiro (MG), caracterizada pela alta irradiação solar, afirma a empresa. O modelo de assinatura prevê a contratação de lotes de energia, cuja geração será destinada à Cemig, para ser entregue a consumidores contratantes do modelo, descontando da conta de energia. O consumidor terá a possibilidade de escolher entre dois planos. (Brasil Energia – 09.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Abdan irá sugerir ao MME modelos de iniciativa privada em usinas nucleares

A Abdan discutirá com o MME na próxima quarta-feira, os possíveis modelos para a participação da iniciativa privada em usinas nucleares, novas ou em construção, caso da Angra 3. Para o novo presidente da associação, Celso Cunha, essa definição pode destravar a conclusão da obra da usina. “O governo não tem esse dinheiro todo e a iniciativa privada quer colocar. As empresas topam assumir risco, mas risco tem custo. A gente ainda não sabe qual é o modelo que o ministério está pensando”, comenta Cunha. De acordo com Cunha, como muitas empresas globais do setor nuclear têm participações societárias de seus respectivos países, seu engajamento em projetos no Brasil poderia ser viabilizado através de relações bilaterais. Além disso, a necessidade de expansão da capacidade de geração no longo prazo, com opções limitadas de novas usinas hidrelétricas, deve ser atendida por térmicas, que operem na base do sistema. A participação da iniciativa privada no setor, entretanto, depende de uma emenda à Constituição. Para Cunha, o novo programa de incentivo a parcerias público-privadas (PPPs) e a experiência do país com concessões podem contribuir para formação de um modelo que permita a entrada de empresas privadas nos projetos nucleares brasileiros. De olho na definição de futuras usinas, a Abdan está formando um grupo de trabalho em conjunto com a EPE, com objetivo de aprofundar estudos sobre os melhores locais no país para a exploração da fonte. A ideia é aprofundar os estudos já desenvolvidos pela Eletronuclear, que tem apontado potenciais de exploração da fonte em estados do Nordeste. (Brasil Energia – 09.06.2017)

 

2 Usina termelétrica Caaporó recebe autorização ára operação comercial

A usina termelétrica Caarapó, da Bioenergia, recebeu autorização para operação comercial da unidade geradora UG3, de 38 MW de capacidade instalada, a partir de 9 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A usina fica localizada em Caarapó, estado do Mato Grosso do Sul. Já a termelétrica Asja Sabará obteve autorização para operação em teste das unidades UG1 e UG2, de 1.426 kW cada, totalizando 2.852 kW de capacidade instalada. O empreendimento fica no município de Sabará (MG). (Agência CanalEnergia – 12.06.2017) 

 

3 Revisão dos CVU para termelétricas

A Aneel aceitou o pedido feito por Furnas e alterou o CVU da UTE Campos (RJ) para R$ 630,47/MWh. O valor deverá ser adotado a partir da primeira revisão do PMO. Quem também teve o pedido para alteração no CVU aceito foi o complexo termelétrico Jorge Lacerda, da Engie Brasil Energia. O da UTE Jorge Lacerda I vai ficar em R$ 238,56/MWh; o da Jorge Lacerda II em R$ 217,89/ MWh. Já o da UTE Jorge Lacerda II foi redefinido em R$ 209,48/ MWh e o da UTE Jorge Lacerda IV será de 178,91. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Mercado vê inflação mais baixa e expansão menor do PIB em 2017 e 2018

Os analistas do mercado financeiro veem uma inflação ainda menor neste e no próximo ano e também uma retomada mais fraca da economia no período, de acordo com o boletim Focus, do BC. Eles não alteraram, contudo, suas expectativas para a taxa de juros. A mediana das estimativas para a alta do IPCA saiu de 3,90% para 3,71% em 2017 e de 4,40% para 4,37% em 2018. Essas revisões ocorrem após a surpresa com o resultado do IPCA de maio, que subiu 0,31% bem menos que o esperado pelos economistas, e mostrou uma alta de preços menos disseminada. Ainda no Focus, a projeção para o IPCA de junho passou de 0,20% para zero. Os analistas Top 5 de médio prazo também diminuíram suas projeções para o aumento do IPCA em 2017 ¬ de 3,64% para 3,51% ¬ e de 2018 ¬ de 4,20% para 4,19%. A despeito das projeções de inflação para ambos os anos estarem abaixo da meta de 4,50%, nem o mercado nem o Top 5 alteraram suas apostas para os juros, que seguem em 8,50% no fim de 2017 e 2018, no primeiro caso, e em 8,38% e 8% no segundo caso, respectivamente. Permaneceram as mesmas as projeções para o dólar ao fim deste ano (R$ 3,30) e do próximo (R$ 3,40). O mercado também reduziu as expectativas para o desempenho do PIB. A mediana das projeções para 2017 foi de 0,50% para 0,41% crescimento e, para 2018, de 2,40% para 2,30% de avanço. (Valor Econômico – 12.06.2017)

 

2 Juros futuros recuam, com apostas em cortes mais intensos da Selic

Os juros futuros tiveram forte baixa nesta sexta¬feira, refletindo aumento de apostas de corte mais intenso da Selic no Copom de julho e também de uma taxa básica de juros mais baixa até o fim do ano. Nas mesas de operação, os comentários eram de que declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em eventos em São Paulo nesta sexta¬feira “tiraram” do radar redução de 0,50 ponto percentual da Selic em julho, com aumento de chances de declínio de 1 ponto. O ajuste de posições também foi permitido pelo IPCA de maio, que veio bem abaixo do esperado. O número endossou expectativa de que junho pode registrar inclusive deflação, reforçando o cenário benigno para os preços que dá respaldo para o Banco Central seguir afrouxando a política monetária. O índice subiu 0,31% sobre abril. O de difusão ¬ que mede quão ampla foi a variação de preços dos componentes do IPCA ¬ caiu a 51,7%, frente a 60,6% em abril. “Não é preciso dizer que o resultado apenas reforça a perspectiva de continuidade do ciclo de distensão monetária nos próximos meses”, diz o Haitong em nota, não descartando que os participantes de mercado comecem a apostar, “novamente”, em cortes mais intensos dos juros pelo BC. Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,170% (9,310% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 cedia a 9,220% (9,410% no último ajuste). E o DI janeiro/2021 recuava a 10,310% (10,470% no ajuste de ontem). (Valor Econômico – 09.06.2017)

 

3 Em 11 Estados, gastos até abril superam inflação 

Os relatórios fiscais do primeiro quadrimestre mostram que, dos 21 Estados que devem estar submetidos ao teto de gastos a partir do ano que vem, 11 ¬ Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Roraima ¬ encerraram o primeiro quadrimestre com avanço da despesa acima da inflação de 4,08% acumulada pelo IPCA até abril. Foi verificada a variação nominal em relação a iguais meses de 2016. Nesse grupo de 11 Estados, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás foram os que tiveram maior crescimento de gastos, com altas respectivas de 18,7%, 17,5% e 15,2%. Alagoas e Paraná, com taxas de 7,1% e 7,7% foram os que menos avançaram nas despesas, respectivamente. Para alguns analistas, os números mostram que o cumprimento do crescimento das despesas tendo como teto o IPCA a partir do ano que vem exigirá grande esforço fiscal em ano de eleições, principalmente diante da perspectiva de queda da inflação. Outros seis Estados ¬ Bahia, Ceará, Maranhão Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe ¬ também tiveram crescimento de despesas acima do IPCA, mas não estarão obrigados ao teto de despesas nos próximos dois anos. Os dados foram levantados pelo Valor a partir dos relatórios de execução orçamentária dos Estados. Das 27 unidades da federação, a única que ficou de fora foi o Rio de Janeiro, que terá seus dados republicados, segundo informou o governo estadual. Levou¬se em conta a despesa primária corrente liquidada. (Valor Econômico – 12.06.2017) 

 

4 Governo destaca mercado calmo em meio à crise política

A reação relativamente tranquila do mercado à crise política nas últimas semanas tem chamado a atenção da equipe econômica. De acordo com uma fonte do governo, dado o tamanho da confusão política que se instalou após o dia 17 de maio, quando foi noticiada a gravação da conversa do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, os preços de mercado estão relativamente estáveis. A fonte destaca que o pânico inicial foi gerado por investidores domésticos, movimento estabilizado por um forte ingresso de estrangeiros nos dias seguintes. "Os investidores domésticos se assustaram inicialmente, mas também estão bem mais calmos agora", disse. A leitura nos bastidores é que essa relativa estabilidade se deve à convicção de que a política econômica continuará o seu curso. Também é atribuída aos movimentos do Congresso que, apesar da crise, aprovou uma série de medidas, como o regime de recuperação fiscal dos Estados e várias medidas provisórias, e sinaliza que aprovará a reforma trabalhista até o fim do mês. Por isso, mesmo com alguma desvalorização, os principais ativos financeiros brasileiros estão ainda em patamares favoráveis, próximos aos vigentes antes da atual crise e bem melhores do que quando Temer assumiu. (Valor Econômico – 12.06.2017) 

 

5 Ilan: Câmbio flutuante é 1ª linha de defesa contra choques externos

O regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa contra choques externos, sustentou o presidente do BC, Ilan Goldfajn, em evento em São Paulo nesta sexta¬-feira. Ele ponderou, no entanto, que “isso não impede o BC de usar os instrumentos à sua disposição para garantir o bom funcionamento e suavizar choques no mercado de câmbio”. O dirigente da autoridade monetária apontou que o estoque de swaps cambiais foi reduzido de US$ 108 bilhões para cerca de US$ 28 bilhões atualmente, “trazendo mais espaço para atuações do BC”. Além disso, disse, o estoque de reservas internacionais ultrapassa US$ 375 bilhões, aproximadamente 20% do PIB. “Esse colchão funciona como um seguro em momentos turbulentos do mercado.” Segundo Ilan, a situação mais robusta do balanço de pagamentos e o progresso no processo desinflacionário e na ancoragem das expectativas contribuem para a economia brasileira tem hoje maior capacidade de absorver eventual revés externo. O presidente do BC lembrou que o país dispõe de confortável balanço de pagamento, com o Investimento Direto no País (IDP) sendo quatro vezes maior do que o déficit. Acrescentou que o déficit do balanço de transações correntes, de 1,1% do PIB nos últimos 12 meses, financiado por um saldo de investimentos diretos que alcançou 4,5% do PIB no mesmo período, ou seja, superior a quatro vezes o déficit. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

 

6 IBGE: Índice de Construção Civil avança 0,30% em maio

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) aumentou 0,30% em maio, o dobro da taxa apurada um mês antes (0,15%), mostrou o IBGE. Com o resultado, o indicador tem alta acumulada de 1,49% em 2017 e de 4,52% em 12 meses. O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.042,69, dos quais R$ 536,24 foram relativos aos materiais e R$ 506,45 relativos à mão de obra. Em abril, esse custo totalizava R$ 1.039,54. A Região Nordeste, com 0,78%, ficou com a maior variação regional no custo da construção em maio. Nas demais regiões os resultados foram: ¬0,12% (Norte), 0,18% (Sudeste), 0,10% (Sul) e 0,05% (Centro-¬Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram para: R$ 1.051,14 (Norte); R$ 972,25 (Nordeste); R$ 1.088,12 (Sudeste); R$ 1.075,55 (Sul) e R$ 1.042,77 (Centro¬-Oeste). Decorrente de pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo, a Bahia, com 2,31%, foi o Estado com a mais elevada variação mensal, seguido por Sergipe, com 2,03%, também sob impacto de reajuste definido na convenção coletiva. (Valor Econômico – 09.06.2017)

 

7 IBGE: Inflação de serviços de maio é a menor desde julho de 2014 

A inflação de serviços desacelerou de 0,49% em abril para 0,05% um mês depois, influenciada pela forte queda nas passagens aéreas e pela redução da demanda, causada pelo desemprego, destacou a coordenadora de índice de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. Foi o menor resultado desde julho de 2014, quando houve deflação de 0,06% nos serviços. É também a segunda taxa mais baixa de toda a série, iniciada em 2012. Em um mês sem feriados nacionais e férias, lembrou a economista, as passagens aéreas tiveram queda de 11,81%, após avanço 15,48% de abril. Esse item representa 0,39% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e retirou 0,05 ponto percentual da inflação no mês. Em maio, o IPCA subiu 0,31%. Em 12 meses, o IPCA de serviços desacelerou para 5,62% em maio, de 5,96%, em abril, e ficou no menor nível dos últimos cinco anos. Na média, o índice de serviços ainda está com inflação superior ao índice geral de preços, que acumula alta de 3,6% nos últimos 12 meses. Isso acontece, segundo Eulina, porque o indicador é mais resistente que a média geral dos preços livres. (Valor Econômico – 09.06.2017) 


8 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 10h05, o dólar comercial cedia 0,17%, cotado a R$ 3,2889. A divisa segue, assim, dentro do intervalo de R$ 3,25 e R$ 3,30 que tem prevalecido desde o estouro da crise política. Sexta-feira, o dólar dólar comercial subiu 0,92%, para R$ 3,2946. Na semana, a moeda ganhou 1,25%. A apreciação é de 1,80% em junho e de 1,35% em 2017. O real é a moeda de pior desempenho no mês e no ano, considerando uma lista de 33 pares do dólar. (Valor Econômico – 09.06.2017 e 12.06.2017) 

 

 

Internacional

1 Entrevista com Hervé Conan (AFD): “Bolivia debe seguir creciendo con gestión de recursos naturales”

Em uma entrevista para o jornal La Razon, o diretor da Agencia Francesa de Desenvolvimento (AFD) para a América Latina e Caribe, Hervé Conan, destacou que a Bolívia tem um potencial de desenvolvimento da energia solar e eólica. Indicou que para inúmeros especialistas que trabalham sobre a America Latina, a Bolívia é um exemplo de modelo de gestão comunitária dos recursos naturais. Considerou que o desafio do país é fomentar a expansão econômica suficiente para acabar com a pobreza gerindo os recursos naturais. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 12.06.2017)

 

2 Bolívia se destaca em acesso à eletricidade

As políticas de acesso à energia da Bolívia obtiveram uma pontuação 100/100, o uso de energias renováveis 55/100 e a eficiência energética 35/100, de acordo com o informe RISE do Banco Mundial, que mede a capacidade energética de 111 países. Em média, a Bolívia recebeu nota 64, o que coloca o país atrás do Chile, Brasil, Colômbia, Equador e Argentina na América do Sul e na frente da Venezuela e Peru. O RISE tem por finalidade ajudar os governos a determinar se eles têm um quadro regulamentado e política para propiciar progresso em energia sustentável e sinalar em que âmbitos se podem fazer mais para atrair investimento privado. (La Razon – Bolívia – 11.06.2017) 

 

3 Argentina: seis parques solares começam operar em julho

Fontes conhecedoras do avanço dos projetos solares licitados pelo plano público/privado denominado Programa Provincial de Incentivos a Geração de Energia Distribuída, asseguram que todos os parques entrarão em operação entre junho e julho. Por contrato, todos os parques deveriam estar injetando energia limpa na rede antes do fim do mês de junho, mas contratempos ocasionados por fortes chuvas durante abril e maio obrigaram a paralisação de algumas obras. O parque de 400 KW em Inês Indart, construídos por Sustentator, LV Energy e Wadeh e o parque de 500 KW em Arribeños da Aldar entraram em operação nos próximos dias. Estarão em operação 2.3 MW até o mês que vem, com expectativa de 3.790 MWh por ano. (El Inversor Energético – Argentina – 12.06.2017)



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