NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Maio
11/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: reuniões em Brasília

O GESEL estará representado em Brasília nesta sexta-feira, dia 12 de maio, em uma série de reuniões na Aneel e no IBAMA. O coordenador do Grupo, Nivalde de Castro, e os pesquisadores Roberto Brandão e Mauricio Moszkowicz terão encontros com: o superintendente de Regulação dos Serviços de Transmissão da Aneel, José Moisés Machado da Silva; com a diretora de licenciamento do IBAMA, Larissa Carolina Amorim dos Santos; com José Moisés Machado da Silva, superintendente de regulação dos Serviços de Transmissão da Aneel; e ainda com Hálisson Rodrigues Ferreira Costa e André Ruelli, da gerencia executiva e da Superintendência de Mediação Administrativa da agência reguladora, respectivamente. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2017) 

2 Universidade de Coimbra recebe candidaturas para programas de doutorado

O Programa MIT Portugal, uma parceria internacional colaborativa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), entre Universidades, centros de investigação Portugueses, empresas e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), anuncia a abertura da segunda chamada para candidaturas aos Programas de Doutorado MIT Portugal, a decorrer em Portugal e no MIT, no âmbito dos seguintes Programas de Doutoramento Internacionais: 1- Sistemas de Bioengenharia; 2- Líderes para as Indústrias Tecnológicas; 3- Sistemas Sustentáveis de Energia; 4- Sistemas de Transportes. A 2ª fase de candidaturas aos programas vão até 4 de junho. Mais informações no site https://www.mitportugal.org/education/apply/applying-to-the-program (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2017) 

3 Novo modelo: Governo vai modificar espinha dorsal do plano adotado por Dilma Rousseff

O governo Michel Temer prepara uma reforma do setor elétrico que muda critérios de habilitação dos consumidores livres, altera a forma de venda da energia produzida pela usina binacional de Itaipu e desmonta a espinha dorsal do plano adotado pela ex-presidente Dilma Rousseff para reduzir as contas de luz. As modificações fazem parte de uma medida provisória que deve ser levada para Temer até o fim de junho. O plano tem sido discutido pelos ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Planejamento e Casa Civil. Temendo impacto relevante nas tarifas e um vaivém nas regras do setor, a Aneel vê esse pacote de mudanças com desconforto e se queixa de ter sido excluída da tomada de decisões. O novo plano tem três pilares: Cotas; Mercado Livre; Itaipu. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

4 Novo modelo: Governo pretende executar processo de “descotização” 

Na MP 579, assinada por Dilma em 2012, os donos de usinas hidrelétricas puderam renovar suas concessões por 30 anos. Para isso, trocaram tarifas acima de R$ 100 por MWh por um preço ao redor de R$ 30, que bancava apenas os custos de operação e manutenção. A essência era dar aos consumidores o benefício de ativos que já estavam plenamente amortizados. Toda a energia dessas hidrelétricas foi transformada em "cotas" para as distribuidoras do ACR. Agora, haverá um processo de "descotização". As geradoras ficarão liberadas para vender essa energia ¬ parcial ou integralmente ¬ para outros compradores, como comercializadoras ou grandes consumidores industriais, por um preço mais elevado e por um período determinado. A diferença de tarifas será apropriada pela União na forma de "bônus". O uso dos recursos ainda não está definido. Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, trata-se de fazer leilões de comercialização de hidrelétricas "virtuais". Elas continuam nas mãos das atuais operadoras, não há quebra de contratos, mas sua energia poderá ser comprada por terceiros. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

5 Novo modelo: Mercado livre terá menor barreira de entrada

Hoje a barreira de entrada para empresas no ACL é de pelo menos 3 MW de demanda. Esse piso está congelado desde o início década passada. Dilma, desde que era ministra de Minas e Energia, mostrava-se contrária à ampliação do segmento. A única flexibilização ocorreu para os "consumidores especiais", referente a empresas com demanda de 0,5 MW a 3 MW. Elas podem comprar energia de fontes renováveis com 50% de desconto na tarifa. O governo Temer avalia que não faz mais sentido dar subsídios para usinas eólicas e movidas a biomassa, que hoje têm condições de oferecer energia a preços competitivos. Por isso, a ideia é eliminar a figura dos consumidores especiais e simplesmente diminuir a barreira de entrada no mercado livre para 0,5 MW. Essas empresas poderão escolher seus fornecedores. A decisão tem amparo nas respostas colhidas pelo ministério, em consulta pública feita recentemente. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

6 Novo modelo: Energia de Itaipu será comercializada livremente por Eletrobras

Metade da energia produzida pela usina binacional de Itaipu fica com o Brasil e é alocada em "cotas" para as distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O tratado que regula as questões da hidrelétrica tem vigência até 2023. A intenção do governo é acabar com esse sistema tão logo o tratado bilateral expire. Caberá à Eletrobras comercializar a energia de Itaipu do lado brasileiro. Ela poderia vender não apenas no ACR, mas também no ACL e pelo preço que achar conveniente. Parece uma discussão antecipada, mas as mudanças precisam ser pensadas agora porque há leilões de fornecimento A-5 (com entrega cinco anos depois do certame). Com isso, pode-se planejar já um leilão no ano que vem para distribuir essa energia a partir de 2023. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

7 Novo Modelo: Novo sistema pode diminuir problema de sobras de energia e aumentar tarifas do setor

Ao eliminar pelo menos parcialmente o sistema de cotas, as distribuidoras ficarão livres da exigência de absorver toda essa eletricidade. Isso pode ajuda-las a diminuir o problema das sobras de energia causadas pela recessão econômica. Um dos riscos associados à mudança de regras é o aumento das tarifas de energia "na casa dos dois dígitos", conforme uma autoridade que faz críticas à minuta da MP. A Aneel considera diferir (adiar) essas altas na conta de luz para não haver impacto de uma vez só. Por outro lado, há uma vantagem aos consumidores. Hoje cabe a eles pagar pelo risco hidrológico das usinas que tiveram concessões renovadas por Dilma em 2012. Ou seja: quando os reservatórios estão baixos, e as geradoras não conseguem entregar a quantidade de energia fixada em seus contratos, é preciso repor esse montante recorrendo ao mercado de curto prazo, onde o MWh é mais caro. Os consumidores assumem esse custo atualmente. Com a MP, o risco hidrológico ficará com quem adquirir energia das geradoras nesses leilões de comercialização. (Valor Econômico – 11.05.2017)

8 Novo Modelo: “A essência do nosso movimento é dizer que os preços precisam corresponder à realidade”, diz secretário do MME 

O secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, preferiu não fazer comentários específicos sobre a MP em elaboração. Ele aceitou, porém, falar conceitualmente sobre o tema. Para o secretário, o modelo de cotas acabou por trazer aos consumidores uma série de riscos típicos dos geradores. "O ideal é que a energia tenha um sinal econômico correto de preço. Se é para praticar modicidade tarifária, que seja com redução de encargos ou outros custos do setor", disse Pedrosa. "O intervencionismo no setor elétrico é o pai e mãe dos problemas que vivemos hoje. A essência do nosso movimento é dizer que os preços precisam corresponder à realidade", acrescentou. O discurso de modicidade tarifária, que justificou a adoção do regime de cotas, é visto por Pedrosa como um dos motivo dos problemas de hoje. Segundo ele, a "verdadeira modicidade" é aquela obtida com a redução de risco e promoção da competição no setor. "O mercado reage ao sinal econômico correto", disse. O foco do governo é a recuperação do setor elétrico, "para que se possa oferecer energia com segurança, qualidade e preço da forma que a sociedade precisa." (Valor Econômico – 11.05.2017)


9 MME quer negociar indenização a elétricas

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse ontem que o governo poderá partir para a negociação sobre o pagamento da indenização bilionária em favor das transmissoras. No mês passado, a discussão em torno do assunto foi levada à Justiça. "Estamos tentando uma grande negociação para tirar isso da esfera judicial, porque é algo que nos preocupa muito", disse o ministro em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara. Com critério definido no ano passado pelo ministério, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu o pagamento de R$ 62 bilhões às transmissoras que aceitaram prorrogar os contratos de concessão em 2013. Boa parte desse valor está relacionada correções com base na remuneração que essas concessionárias deixaram de ter nos últimos três anos por não contarem com a revisão em sua base de ativos regulatórios. A indenização seria bancado pelos consumidores, por oito anos, a partir deste ano. Mas uma liminar expedida pela Justiça no mês passado livrou os consumidores desse custo, por enquanto. A ação judicial foi movida pela Abrace, entidade que representa os grandes consumidores de energia. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

10 UHEs: Ideia do governo de licitar energia de antigas hidrelétricas pode gerar arrecadação bilionária 

Uma ideia em estudo no governo de licitar a energia de hidrelétricas antigas, atualmente negociada a preços abaixo de mercado com as distribuidoras, pode atrair forte interesse de comercializadores e geradores e possibilitar uma arrecadação bilionária, disseram especialistas. O secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, disse que a proposta consta de um pacote de medidas em estudo na pasta para rever a regulamentação do setor elétrico. Essas hidrelétricas, a maioria delas da estatal Eletrobras, operam desde 2013 no chamado "regime de cotas”. O sócio da comercializadora de energia Compass, Marcelo Parodi, disse que a negociação dessa energia a preços de mercado poderia gerar um excedente financeiro de R$ 11,8 bilhões por ano apenas entre 2018 e 2019. No cálculo, ele considerou a venda de 9 GW médios em energia a R$ 200,00 por MWh, contra os cerca de R$ 50,00 que essas usinas recebem atualmente. A venda a preço de custo, aliás, é um dos fatores por trás dos fortes prejuízos da Eletrobras entre o final de 2012 e 2016. A arrecadação poderia acontecer de uma única vez, com a cobrança de um bônus de outorga pelo governo na licitação. Em troca, os vencedores teriam liberdade para negociar a energia a preços mais altos no mercado. Outra opção seria o governo criar algum mecanismo para colocar essa energia no mercado e arrecadar os recursos gradualmente, de acordo com a realização das vendas. Ao comentar a possibilidade da licitação, o secretário-executivo do MME não disse qual seria o modelo, mas adiantou que o objetivo da pasta com a medida seria gerar recursos para abater custos dos consumidores com subsídios e outros passivos do setor elétrico. (Reuters – 10.05.2017)

11 UHEs: Renegociações de contratos poderiam reduzir o problema de sobras de energia

O presidente da Copel Energia, Franklin Kelly Miguel, acredita que haveria grande interesse de geradores ou de comercializadoras por essa energia, principalmente em um momento de preços da eletricidade em alta devido a chuvas fracas neste ano, que não recuperaram o nível dos reservatórios das hidrelétricas. Os especialistas disseram que a renegociação desses contratos também poderia ajudar a reduzir ou mesmo acabar com as sobras de energia atualmente detidas pelas distribuidoras, que viram a demanda de seus clientes cair fortemente desde o início da recessão brasileira, em meados de 2014. "Ao colocar essa energia no mercado, de uma certa forma o que você está fazendo é resolver o problema da sobrecontratação e aumentar a liquidez no mercado", apontou Vlavianos, da Comerc. O regime de cotas foi criado em 2013, na gestão da então presidente Dilma Rousseff, que defendia que hidrelétricas antigas já tiveram os investimentos remunerados e poderiam vender a energia a preço de custo para o consumidor. Apesar da energia barata, no entanto, os novos contratos em regime de cotas jogaram o risco hidrológico das usinas para os consumidores, o que gerou enormes custos nos últimos anos, diante de chuvas fracas. A avaliação do governo é que a retirada do risco hídrico e a arrecadação com a eventual licitação da usina poderiam compensar os consumidores pela perda da energia barata dessas usinas. (Reuters – 10.05.2017)

12 LT Manaus- Boa Vista: Governo vai usar CCC para financiar interligação de Roraima ao SIN

O governo decidiu usar recursos da CCC para financiar a implantação da LT Manaus-Boa Vista e fazer a integração energética de Roraima, único estado que permanece fora do SIN. A obra será executada pela Eletronorte, e a expectativa do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, é de que o empreendimento seja iniciado ainda este ano. O novo orçamento do linhão está entre R$1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão, investimento que se pagaria em 12 meses, pelos cálculos do ministro, considerando que o custo anual de geração térmica nos sistemas isolados de Roraima é de R$ 1,5 bilhão. Um decreto que permite o repasse de recursos da CCC à estatal foi assinado pelo presidente Michel Temer e deverá ser publicado nos próximos dias. A Eletronorte vai assumir integralmente o projeto de interligação, que seria feito inicialmente em parceria com a Alupar. “Na verdade o decreto facilita a Eletronorte acessar recursos da conta CCC para poder construir a obra. E por que usar os recursos da CCC? Justamente pela economicidade que a linha traz”, justificou Coelho, após participar de audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara. A leitura do governo é que, pelo histórico da obra, muito dificilmente haveria interessados em uma eventual oferta do projeto à iniciativa privada. Por isso, a decisão de delegar a obra a uma empresa do grupo Eletrobras. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

13 LT Manaus- Boa Vista: Segundo ministro do MME, a linha “é o caso mais simbólico de custo Brasil”

O projeto da interligação Manaus-Boa Vista está emperrado há anos, e só poderá ter as obras iniciadas após a emissão da Licença de Instalação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Para o ministro do MME, Coelho Filho, “a linha Manaus-Boavista é o caso mais simbólico de custo Brasil.” Cobrado por parlamentares da comissão, ele lembrou que o atendimento a Roraima por meio da importação de energia da Venezuela tem se tornado cada vez mais desafiador, em razão da crise política e econômica do país vizinho. O contrato de importação prevê o suprimento de 200 MWmédios, por meio da LT de Guri, mas o fornecimento tem ficado em 120 MWmédios. Preocupado com o abastecimento, o ministério tem conversado com a empresa venezuelana Corpoelec sobre importância da manutenção da LT. Parte da energia que abastece Roraima é gerada por termelétricas com custo elevado, que têm o combustível subsidiado por todos os consumidores brasileiros, por meio da CCC. Segundo o ministro, as térmicas ainda vão ser importantes para garantir o suprimento, porque até a conclusão da linha haverá a necessidade de manter os contratos com produtores independentes de energia. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

14 Expo Eficiência Energética e o 8º Seminário Energia + Limpa acontecerá em junho

Durante os dias 7 a 9 de junho, será realizado na Argentina a Expo Eficiência Energética. O evento vai reunir empresas, instituições, organizações públicas e privadas, que mostraram os últimos avanços tecnológicos, sobre a utilização racional da energia e tudo relacionado com o desenvolvimento sustentável na Argentina. Promovido pelo FIESC, o 8º Seminário Energia + Limpa acontecerá entre os dias 7 e 9 junho, em Florianópolis e terá como tema principal a mobilidade elétrica. (Agência CanalEnergia – 11.05.2017)

15 Artigo de Fátima Giovanna Coviello Ferreira, da (Abiquim): “Energia renovável e o futuro da matriz energética do Brasil”

Em artigo publicado no site Valor Econômico, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, da Abiquim, fala sobre a inserção da energia renovável na matriz energética do Brasil. Segundo a autora “a curva de aprendizado que teremos de percorrer até que tenhamos uma energia renovável realmente atrativa ainda é imprevisível, mas com tendência de aceleração pelas próprias forças naturais de mercado”. Ela afirma ainda que “queremos a mudança, a diversificação da matriz energética, uma energia mais nobre, mais limpa, mas temos que aproveitar a oportunidade para fazer essa mudança com propostas que não onerem a indústria e que não retirem ainda mais a competitividade do setor industrial”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2017)

16 Artigo de Edvaldo Santana (Abrace): "A insensatez do modelo"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Edvaldo Santana, da Abrace, trata das incongruências e erros do modelo regulatório atual do setor elétrico. Segundo o autor, o “design” do modelo atual “é irracional e pressupõe a irracionalidade dos usuários, que não saberiam contar nem escolher, precisando de um ser superior (um Midas) para decidir por eles, para calcular e alocar seus riscos e custos.”. Ele conclui que “as coisas já dão sinais de que podem mudar. Há indicativos de que as autoridades do setor elétrico já perceberam a incoerência, que os custos não precisam subir tanto”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2017)

 

Empresas

1 Eletrobras: estatal deve sair ganhando com as novas regras do setor

A Eletrobras deve ser a principal beneficiada pela nova Medida Provisória (MP) voltada para o setor elétrico, que está sendo elaborada pelo governo. Além de ganhar com a venda da energia de Itaipu a partir do fim do contrato atual, em 2023, a estatal terá a chance de se livrar das perdas apuradas com as usinas hidrelétricas operadas no regime de cotas de garantia física e potência. A elétrica foi muito criticada pelo governo ao aderir às regras de renovação antecipada das concessões que venceram em 2012, nos termos da MP 579, convertida depois na Lei 12.783/2013. Isso porque abriu mão de receber tarifas acima dos R$ 100 por MWh para uma nova tarifa das cotas que, naquela época, girava em torno de R$ 30/MWh. O valor da tarifa, porém, é insuficiente para cobrir os custos reais que a estatal tem com operação e manutenção desses ativos. Desde 2012, a estatal tem provisionado montantes referentes às suas estimativas de perdas com esses contratos, classificados como "onerosos" pela companhia. (Valor Econômico – 11.05.2017) 

 

2 Eletrobras: “descotização” de energia abre espaço para o mercado secundário

No balanço de 2016, a Eletrobras tinha R$ 952,7 mi provisionados para essas perdas. Com a nova MP [que prevê a chance da estatal se livrar das perdas apuradas com as usinas hidrelétricas operadas no regime de cotas de garantia física e potência], as subsidiárias da Eletrobras que renovaram as concessões no regime de cotas poderão decidir pela "descotização" dessa energia, que poderá ser vendida em uma espécie de "mercado secundário" a preços determinados pelo mercado. Será uma oportunidade para que a estatal cobre uma tarifa mais elevada e deixe de apurar prejuízos consecutivos. Ainda não há uma definição para o destino dos recursos que poderão ser obtidos com a venda da energia no mercado secundário, mas, mesmo se a Eletrobras não ganhar nada, vai deixar de registrar perdas, com efeito positivo nos seus resultados. A companhia também vai sair ganhando com a venda da energia de Itaipu. A MP em elaboração acaba com o sistema de "cotas" da parcela da energia de Itaipu correspondente ao Brasil. A ideia é que a Eletrobras comercialize essa energia por meio de leilões ou no mercado livre. Isso significa que a estatal terá 7 mil MW de potência a sua disposição para vender ao preço que achar conveniente a partir de 2023, quando termina o contrato atual de concessão. Atualmente, a energia de Itaipu é repassada às distribuidoras por meio de cotas, e a tarifa é fixa e determinada pelo governo. Em 2017, o preço aprovado foi de US$ 28,73 por quilovatt/mês (KW). (Valor Econômico – 11.05.2017)

 

3 CPFL Renováveis: prejuízo é reduzido em quase 50% no primeiro trimestre

A CPFL Renováveis registrou um prejuízo líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, reduzindo em 47,7% as perdas de R$ 107,8 milhões de igual período de 2016. Conforme a empresa, a variação entre os trimestres foi influenciada principalmente pelo aumento na receita líquida resultante de novas capacidades eólicas e de pequenas centrais hidrelétricas (PCH), pelo maior volume de ventos e também pela estratégia de sazonalização da garantia física do portfólio. A receita líquida somou R$ 370,9 milhões de janeiro a março, com crescimento de 33,1% na comparação anual. O Ebitda avançou 41%, a R$ 236,5 milhões. A companhia gerou 1.289,6 GWh de energia no primeiro trimestre, crescimento de 11,2% na base anual. Os investimentos também subiram 30,1% para R$ 284,793 milhões no período. O número de usinas aumento de 81 para 91 entre 2016 e 2017 e a capacidade instalada chegou a 2.054 MW. "Esse forte desempenho operacional teve reflexos positivos nos nossos principais indicadores financeiros: aumento de receita e de Ebitda e redução do prejuízo e da alavancagem", afirmou Gustavo Sousa, presidente da CPFL Renováveis, na mensagem publicado no balanço do primeiro trimestre. (Valor Econômico – 10.05.2017 e Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

4 Cosan: lucro cai 16,9% no primeiro trimestre, para R$ 205,3 mi 

A Cosan terminou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 205,3 mi, queda de 16,9% na comparação anual. O resultado ajustado excluindo efeitos “pontuais”, como uma provisão para perda de investimentos em logística na Raízen Energia, representou lucro de R$ 246,2 mi, mais de quatro vezes o lucro ajustado dos primeiros três meses de 2016, de R$ 51,9 mi. A receita líquida da companhia caiu 1,8% no trimestre, para R$ 11,6 mi. Entre as unidades da companhia, houve baixa nas receitas da Moove e da Raízen Energia. Já a Raízen Combustíveis apurou alta na receita no trimestre, e a Comgás teve melhora operacional. Segundo a companhia, o resultado da Raízen Energia foi afetado pelo câmbio, sem efeito caixa. Incluindo o efeito de hedge cambial, a Cosan teria apurado um Ebitda de R$ 1,2 bi, alta de 8% O Ebitda caiu 35,8% no trimestre, para R$ 973,8 mi. O Ebitda ajustado, por sua vez, recuou 4,1%, para R$ 1,096 bi. No resultado, a Cosan destacou que o ano de 2017 começou com “pequenos sinais de reação na economia”, mas ainda não há dados que evidenciem uma “melhora estrutural”. O resultado da Raízen Combustíveis refletiu efeitos pontuais da provisão para uso de créditos fiscais e da eliminação entre a Raízen Combustíveis e a Raízen Energia, além de despesas de reestruturação interna. Já a Raízen Energia registrou efeitos não recorrentes da provisão para perdas de investimentos em logística e a reversão do resultado não realizado entre a Raízen Energia e a Raízen Combustíveis. (Valor Econômico – 10.05.2017)

 

5 Cemig: R$ 185 milhões renegociados em dívidas de consumidores

Clientes da Cemig que possuem contas atrasadas têm até está sexta-feira, 12 de maio, para negociar suas inadimplências com condições diferenciadas. A negociação poderá ser feita tanto pelo titular da fatura quanto proprietários ou inquilinos não titulares da unidade consumidora. Depois de três meses de vigência, a Campanha de Negociação de Débitos vai ser encerrada. Foram cerca de 250 mil clientes que procuraram a empresa nesse período, com a recuperação de R$ 185 milhões em receita. O objetivo foi conceder uma oportunidade aos consumidores para que regularizem suas pendências financeiras. Entre as condições especiais disponibilizadas, está a isenção de encargos (multa e juros) nos pagamentos à vista e parcelamento em até 24 meses, dependendo do número de faturas vencidas. O superintendente de Gestão da Receita da Distribuição da Cemig, Helton Diniz explica o intuito da negociação: “A intenção da Cemig não é suspender o fornecimento de energia para os clientes. Por isso, estamos tentando facilitar ao máximo as condições de negociação”. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

6 Cteep: 100% do controle acionário da Ienne é comprado

A Cteep fechou acordo para a compra das ações da Interligação Elétrica Norte e Nordeste (Ienne). Com a negociação, a Cteep obteve 100% do controle acionário da subsidiária. As ações, que representam 75% do capital do empreendimento, serão adquiridas pelo valor total de R$ 97 milhões. A conclusão da operação, porém, depende das aprovações dos órgãos competentes. A Ienne é a empresa resultante da participação da Cteep no leilão de transmissão da Aneel em 2007 e compõe 710 quilômetros de linhas de transmissão em 500kV conectando as subestações Colinas, Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí, nos estados de Tocantins, Maranhão e Piauí. A concessão da Ienne é para a construção, operação e manutenção por 30 anos, até 2038, e a Receita Anual Permitida (RAP) é de R$ 44 milhões. A linha de transmissão já havia pertencido integralmente à Cteep, mas havia vendido o controle da SPE às espanholas Cymi e Isolux. Com isso, a Cteep volta a ter o controle integral da linha. A companhia já havia anunciado recentemente a compra de 40% de participação na Taesa e arrematou linhas de transmissão nos dois últimos leilões, em outubro e abril. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

 

7 Equatorial: lucro líquido de R$ 74 mi no primeiro trimestre

A Equatorial Energia apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 74 mi no primeiro trimestre de 2017, uma queda de 38,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado Ebitda desse período também recuou, 11,8%, para R$ 263 mi, influenciado pela alteração referente a atualização do ativo financeiro (VNR) que passou a ser contabilizado na receita operacional da companhia e não mais no resultado financeiro. Sem essa mudança, o Ebitda ajustado teria sido de R$ 239 mi. A receita operacional liquida da companhia somou R$ 1,7 bi no acumulado dos três primeiros meses do ano, um aumento de 0,8% ante o reportado em 2016. Os investimentos somaram R$ 350 mi, aumento de 29,9% e a dívida líquida aumentou 37,2%, encerrando março em R$ 2,7 bi. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

8 Equatorial: resultado das distribuidoras

Dentre as distribuidoras controladas pela Equatorial, o consumo de energia no mercado cativo e livre da Cemar apresentou recuo de 4,2%, alcançando 1.400 GWh. A classe residencial apresentou queda de 3,1%, já o segmento industrial caiu 8,1% na soma do ACR e ACL, sendo que no primeiro a retração foi de 28% ainda mais com a migração para o mercado livre. No comercial a soma de ambos ambientes de contratação apresentou retração de 5,7% no consumo. O mercado cativo recuou 6,5% e o livre aumentou 117,1%. Por sua vez, na Celpa o consumo permaneceu estável com 1.959 GWh. A demanda residencial ficou 0,5% abaixo do mesmo período do ano passado, essa classe representa 42% de toda a energia vendida pela concessionária. As vendas à indústria aumentaram 0,9% na soma entre o livre que cresceu 112% e o cativo onde a queda foi de 81%. No comercial a queda no cativo ficou em 9,2% mas na soma dos dois ambientes não houve variação significativa. O ACR apresentou queda de 8% e o livre disparou 132% no período em relação a 2016. As perdas da Cemar encerraram março com índice de 18,2% ante uma meta regulatória de 19,7%. As perdas não técnicas no mercado de baixa tensão somaram 12,9% ante meta de 15,1%. Na Celpa esses índices ainda estão acima do limite estabelecido pela Aneel. As perdas totais ficaram em 27,5% ante meta de 26,8%, enquanto isso, na baixa tensão as perdas não técnicas somaram 35,7% diante de uma meta de 34%. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

 

9 Equatorial: previsão é de melhora no 2º semestre

A Equatorial Energia prevê uma melhora do desempenho do mercado de energia nas regiões atendidas pelas duas concessionárias no segundo semestre. A melhora, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Eduardo Haiama, deverá ser motivada pela retomada da economia no país. "Há alguns sinais de recuperação econômica [no país]. Temos uma visão positiva de crescimento no segundo semestre. Mas preferimos ver como o mercado vai evoluir antes de dar algum guidance. A tendência é positiva para o segundo semestre", afirmou o executivo, em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados do grupo no primeiro trimestre de 2017. Segundo ele, além do desempenho econômico, outro fator importante para determinar o comportamento do mercado das distribuidoras do grupo é a temperatura. A queda da temperatura foi um dos motivos para a redução do consumo de energia no Pará e Maranhão, no primeiro trimestre, ante igual período do ano passado. Com relação ao setor de transmissão de energia, Haiama afirmou que a companhia continua perseguindo oportunidades de aquisições no mercado, além da participação nos leilões. A empresa tem a intenção de antecipar em 12 meses o início de operação das linhas de transmissão, em relação aos prazos contratuais dos empreendimentos. "Todo o cronograma necessário tem vindo em linha ou melhor que o cronograma inicial. Ainda é cedo para dar previsões, a gente tem feito de tudo antecipadamente e estamos olhando todos os pontos críticos para que não haja impacto nos cronogramas", completou o executivo. (Valor Econômico – 11.05.2017)

 

10 Copel: aplicativo para mercado livre

Agora as empresas que desejarem simular compra de energia no mercado livre poderão fazê-lo através de um aplicativo para celular conectado à internet. Essa é a mais nova ideia da Copel Energia, comercializadora do Grupo Copel. O sistema é gratuito e já está disponível na loja Google Play para usuários do sistema operacional Android. Para usuários IOS, a previsão é de que esteja disponível na loja virtual Apple Store até o fim do mês. O aplicativo permite a futuros clientes livres simularem descontos potenciais ao migrarem para o mercado livre. O diretor-presidente da Copel Energia, Franklin Miguel, destaca o possível pioneirismo do projeto. “Acreditamos que seja o primeiro aplicativo do mercado a fornecer essa possibilidade. Qualquer consumidor, de qualquer distribuidora do país, pode simular sua potencial economia ao migrar para o ambiente de contratação livre”. Para fazer a simulação, basta o usuário inserir dados da sua conta de energia na aba “Simulador” do menu do aplicativo. “É necessário escolher a distribuidora de energia, tensão, modalidade tarifária, além de informar consumo e demanda”, detalha o diretor. As demais funcionalidades do sistema incluem indicadores do mercado de energia, notícias do setor, avisos de leilões, informações sobre serviços prestados pela Copel e dados institucionais da empresa. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

11 Matrix: comercializadora obtém investment grade da Fitch Ratings

A Fitch Ratings atribuiu pela primeira vez uma nota à Matrix Comercializadora. O rating é ‘BBB(bra)” em escala nacional de longo prazo com perspectiva estável. A empresa comemorou essa nota e destacou que com esse selo poderá acessar mercado de capitais com custos menores do que os praticados atualmente. Inclusive, nos planos da empresa está a preparação de uma emissão de R$ 75 mi que deverá ser lançada entre 10 a 15 dias, cuja a demanda é de cerca de 2 a 3 vezes a oferta. “O nosso rating só não foi melhor porque a nota do setor elétrico é menor ainda e isso puxa a avaliação para baixo. Segundo a própria Fitch, nossa nota poderia ter alcançado 'A-(bra)', mas em função de atuarmos em um setor de nota mais baixa não foi possível alcançar um nível mais elevado na escala e que estaria mais relacionado com a capacidade financeira da empresa”, comentou o diretor presidente da Matrix, Cláudio Monteiro. A perspectiva é de que essa emissão também tenha a nota igual ou superior ao que a companhia obteve. Na avaliação do executivo, a nota obtida reflete o trabalho que a companhia vem desenvolvendo e entregando ao mercado e acionistas. “Para esse ano a nossa expectativa é de obter um faturamento de R$ 1,5 bi com lucro líquido de R$ 70 mi e negociação de 900 MW médios ao mês, sendo 300 MW médios de energia incentivada”, apontou Monteiro em entrevista à Agência CanalEnergia. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

 

12 Matrix: Fitch avalia aspectos positivos apesar da volatilidade do setor

Em seu relatório, a Fitch destaca que apesar da Matrix estar em um segmento de mercado que possui risco acima da média, seu risco acaba sendo atenuado pela expectativa de que a empresa mantenha adequado perfil financeiro, mesmo com uma planejada contratação de dívida e moderada posição de liquidez. Outro ponto destacado no relatório aponta que "a volatilidade inerente ao setor de comercialização de energia, que pode ser observada pela forte variação dos preços médios de venda e de compra de energia praticados no mercado nos últimos anos, limita a classificação da Matrix. Esta volatilidade traz como desafio manter uma estratégia comercial eficiente, de modo a preservar a rentabilidade de suas operações ao longo do tempo, sem que isto gere significativa exposição a risco. No caso da Matrix, a Fitch considera positivo o fato de a empresa buscar reduzir sua exposição a esta volatilidade por meio da aplicação de cenários de estresse nos preços de energia em relação aos seus contratos de compra ou de venda de energia descobertos, de forma que potenciais perdas não representem mais do que 50% de seu menor caixa projetado para o período em análise." (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

13 Matrix: Fitch analisa fluxo de caixa da companhia

O cenário base da Fitch considera que a Matrix apresentará fluxo de caixa das operações (CFFO) e fluxo de caixa livre (FCF) negativos este ano. Esse fator poderá ser registrado por conta de desembolsos com a antecipação de pagamentos na compra de energia como forma de buscar preços mais atrativos na aquisição e maiores spreads na comercialização desta energia. Federico Marsano, diretor Financeiro da Matrix explicou que a meta é a de buscar maior rentabilidade futura com esses pagamentos antecipados. "Esse ano estimamos entrega novamente um retorno entre 100% a 120% aos nossos acionistas, assim como em 2016, mas com uma base de patrimônio líquido maior do que no ano passado", destacou. Aliás, Monteiro, lembrou que mesmo a emissão que a empresa planeja tem como meta aproveitar novas oportunidades de pré-pagamento de energia e reforçou que o mercado tradicional apresenta um custo elevado para esse tipo de operação. Ainda segundo a agência, a estrutura de capital da Matrix se beneficia da reduzida necessidade de investimento em ativos fixos em seu segmento de negócio, o que contribui para que não haja demanda por financiamentos. Com esse aspecto, a empresa não possuía dívidas ao final de 2016. Para a Fitch, o risco de uma captação para capital de giro seria a ausência de contrapartes ofertando energia de longo prazo com pagamento antecipado a preços atraentes ou uma utilização pouco rentável dos recursos, insuficiente para suportar o custo financeiro da dívida assumida. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 09/05. Os reservatórios da região Sul diminuíram 0,1%, o subsistema opera com volume de 42,9%. A energia armazenada da região é de 8.631 MWmês e a ENA é de 4.167 MWm, que equivale a 54% da MLT armazenável no mês até o dia. A usina de Passo fundo está com 88,08% da capacidade. No Nordeste os níveis também caíram 0,1%, e a capacidade dos níveis ficou em 21.1%. A energia armazenada é de 10.931 MWmês e a ENA é de 1.601 MWm, que é o mesmo que 24% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 14,82% de capacidade. Também houve alteração negativa de 0,1% no Norte do país e os níveis estão com 66% da capacidade. A energia armazenada é de 9.929 MWmês e ENA é de 8.479 MWm, que corresponde a 44% da MLT. A usina de Tucuruí registra volume de 99,69%. Já na região Sudeste/Centro-Oeste não houve alterações na comparação com o dia anterior e os reservatórios se apresentam com 41,9% da capacidade. A energia armazenada é de 85.119 MWmês e a ENA é de 34.531 MWm, que equivale a 86% da MLT. A usina de Furnas está com volume de 41,52%. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

2 Equatorial Energia aponta forte chuvas como fator para retração no consumo

A perspectiva de demanda nas áreas de concessão da Cemar e da Celpa deverão se manter em menor escala até meados de maio. Essa é a estimativa da Equatorial Energia, controladora das duas concessionárias que apontou o alto volume de chuvas e como consequência temperaturas mais amenas como os principais fatores para a retração do consumo nesses dois estados, ao lado da situação econômica ainda deprimida. No balanço do primeiro trimestre a Equatorial registrou queda no volume de energia faturada nas duas concessionárias que controla, a Cemar e a Celpa. Na primeira o indicador foi de 4,2% e na segunda 0,1%, com 1.400 GWh e 1.959 GWh, respectivamente. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

3 O preço de referência teve queda de 17,72% em relação ao mês passado

O preço de referência para contratos de energia elétrica, referente ao trimestre de junho a agosto de 2017, registrou queda de 1,81% na semana para R$ 314,04/MWh, na comparação com a semana anterior, segundo o Boletim Semanal da Curva Foward, elaborado pela consultoria Dcide. Quando comparado ao mês anterior, a queda foi de 17,72%. Já comparação anual, houve aumento de 259,52%. O preço da energia convencional de longo prazo, referente ao período de 2018 a 2021, apresentou variação positiva de 0,14% na semana para R$ 175,68/MWh. Nas outras bases de comparação também foi observado crescimento. A alta foi de 3,42% no mês e 40,47% no ano. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

4 Moradores de Roraima ficam sem água por instabilidade de energia

Moradores de Cantá, Roraima ficam quatro dias sem água devido à energia instável porque depende de bomba para o fornecimento da água. Em nota, a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caerr) informou que os técnicos já solicitaram da Eletrobras agilidade no restabelecimento da energia. A Caerr disse que ainda é economicamente inviável a aquisição de geradores de energia para todo estado, tendo em vista que o orçamento é destinado à captação, tratamento e distribuição de água, além de ampliação de rede, atividade fim da empresa. Em nota, a Eletrobras Distribuição Roraima informou que "devido às fortes chuvas que interditaram a BR-432, e consequentemente o impedimento das equipes na solução do problema do cabo rompido, será necessário a realização de serviços de adequação na rede de distribuição daquela localidade, para o restabelecimento da energia até o final desta quarta (10)". (G1 – 10.05.2017) 


Meio Ambiente

1 Brasil: 423 edifícios verdes com selo LEED

O Brasil possui 423 edifícios verdes com a certificação LEED, segundo dados acessados pela reportagem da Brasil Energia nesta quarta-feira (10/5) no site do GBC Brasil, entidade responsável pela certificação de prédios sustentáveis. Só neste ano, a entidade já certificou 30 empreendimentos. No ano passado, o total de prédios verdes com o selo LEED chegou a 80. O ano de 2015 foi o que teve mais prédios certificados: 95. Além disso, a entidade possui 1.230 registros acumulados este ano, mas ainda não concedeu novos registros em 2017. Os números garantem ao Brasil a quarta colocação no ranking mundial de países com maior número de registros e certificados. O estado com maior número de registros é São Paulo, com 648 unidades, ou 52,6% do total. Edifícios comerciais respondem pela maioria dos registros no GBC Brasil, com 504 unidades, ou 40,9% do total. O LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é um selo que atesta a adoção de práticas de construção sustentável, dividido em nove categorias e considera, entre outros recursos, a eficiência no consumo de energia, a adoção de soluções renováveis e a qualidade ambiental. Um edifício pode ser classificado em quatro níveis: certified, quando alcança entre 40 e 49 pontos; Silver, quando marca entre 50 e 59 pontos; Gold (60 a 79 pontos); e Platinum (acima de 80 pontos, até o limite de 110). (Brasil Energia – 10.05.2017) 

 

Energias Renováveis

1 GD: mesmo com escassez de crédito, país atinge marca de 10 mil instalações fotovoltaicas

O mercado de micro e minigeração distribuída no Brasil já conta com 10 mil instalações fotovoltaicas, de acordo com mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica a partir de dados disponibilizados pela Aneel A maior parte dos equipamentos de geração solar própria estão nas residências, representando 78,2% do total, seguidos de comércios (16,7%), indústrias (2,0%), consumidores rurais (1,7%) e demais consumidores, como poder público (1,1%), serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,1%). Atualmente a micro e a minigeração distribuída apresenta uma capacidade instalada de 111 MW em 11.063 unidades consumidoras pelo país. Desses, 77,6 MW são provenientes da fonte solar fotovoltaica, capaz de gerar energia elétrica suficiente para abastecer mais de 45 mil residências. A projeção da Absolar é que a micro e a minigeração distribuída especificamente de origem solar fotovoltaica deverá ultrapassar a marca de 100 MW ainda em 2017. Os investimentos privados na instalação dos equipamentos são da ordem de R$ 620 mi. O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, comemora a marca atingida e lembra que, em 2012, o mercado era inexistente no Brasil. A perspectiva para a GD solar é positiva nos próximos anos. Estimativas da Aneel apontam para 1,2 milhão de brasileiros gerando sua própria energia em 2024. Presidente da Engie Solar, um dos principais players do segmento no país, Rodolfo Pinto acredita que o Brasil pode poderá ocupar posição de destaque no cenário mundial – algo que ainda não acontece. "O que temos hoje é uma quantidade pequena de sistemas, se comparado aos milhões de instalações que existem em países como Alemanha, Austrália e Estados Unidos", afirma. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017) 

2 GD: Gargalos impedem o setor de crescer

Apesar dos avanços obtidos nos últimos anos, o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, aponta gargalos que, segundo ele, impedem o crescimento ainda maior da solar fotovoltaica no segmento de geração distribuída. O principal deles é a oferta de linhas de financiamento, considerada restrita especialmente aos consumidores residenciais. A ausência de crédito em condições competitivas é vista hoje pela entidade como o maior entrave. Uma das ações desenvolvidas pela Absolar para dirimir o entrave da escassez de crédito para a expansão da solar fotovoltaica distribuída é a inclusão de projetos de geração própria nas linhas de financiamento constitucionais regionais, o que já ocorreu no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e poderá ocorrer, ainda este ano, nos Fundos Constitucionais de Financiamento das regiões Norte e do Centro-Oeste. Além do acesso a crédito, o aspecto tributário é apontado como outro ponto de atenção no crescente mercado de geração distribuída. Na avaliação da associação, o crescimento da solar fotovoltaica nos últimos dois anos ficou aquém do esperado em função da demora dos governos estaduais em aderir ao Convênio ICMS 16/2015, do Conselho Nacional de Política Fazendária. A norma incentiva ações de energias renováveis em geração distribuída. Os primeiros estados que aderiram à norma, em abril de 2015, foram São Paulo, Goiás e Pernambuco. Após dois anos, já são 23 unidades da federação incluídas no convênio, restando apenas Santa Catarina, Paraná, Espírito Santos e Amazonas. (Agência CanalEnergia – 10.05.2017)

3 Energia solar irá abastecer escolas públicas

A Celpe vai investir R$ 1 milhão em um projeto de eficiência energética, onde cinco instituições de ensino da grande Recife passarão a produzir parte da própria energia que consomem por meio de usinas solares fotovoltaicas implantadas. O projeto será implantado em quatro escolas do ensino médio e na Escola Politécnica, da Universidade de Pernambuco (UPE). O prazo de entrega está previsto para o final de julho. O projeto também prevê a substituição de aparelhos de ar condicionado e lâmpadas fluorescentes por outros itens de desempenho equivalente ou superior, mas de menor consumo. Somadas, as usinas integradas a todo o projeto vão resultar numa economia de aproximadamente 230 MWh/ano. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

4 GD: capacidade pode chegar a 3 GW em 2024

A geração de energia solar distribuída deve apresentar um alto crescimento nos próximos anos devido à irradiação solar do país e, principalmente, aos incentivos econômicos para usuários adotarem essa solução. É o que afirma um estudo do Boston Consulting Group (BCG), a partir de três cenários de crescimento, considerando possíveis combinações de regulamentações e políticas de apoio ao mercado. Segundo a análise, denominada “Geração de Energia Solar Descentralizada - Cenários e implicações para o setor no Brasil", os incentivos fiscais são vistos como fundamentais para o futuro da energia solar distribuída no Brasil. Esses estímulos, segundo o BCG, são equivalentes a um desconto de 20% no custo nivelado de eletricidade a partir da fonte solar. Com isso é esperado um crescimento anual médio que pode alcançar entre 40% e 50% de geração solar distribuída. “No cenário moderado, o nosso estudo sugere que a geração solar distribuída poderá crescer mais rápido do que o previsto pelas autoridades do setor e representará quase 5% da nova capacidade instalada no Brasil até 2024, atingindo cerca de 3 GW de capacidade instalada e cobrindo cerca de aproximadamente 2% do pico de demanda”, afirma Jean Le Corre, sócio sênior e diretor executivo do BCG em São Paulo, em comunicado. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

5 GD: Estudo do BCG analisa entraves no setor

Um estudo publicado pelo Boston Consulting Group (BCG) cita a revisão de regras do sistema de compensação de energia elétrica, realizada pela Aneel em 2015, para afirmar que as fontes de energia alternativa passaram a ter custo inferior, ou igual ao preço de compra diretamente de uma distribuidora. Com isso, as instalações de energia solar saíram de 1.150 para 10 mil unidades até os primeiros dias de maio. Mas existem fatores que podem atrasar o crescimento do mercado brasileiro, como tarifas e custos de importação no Brasil; a atual crise econômica e as altas taxas de juros, que impactam a confiança de investidores; incerteza sobre os preços futuros de eletricidade; limitação do uso máximo da energia solar e a revenda direta não permitida”, salienta o executivo. O estudo ressalta ainda que as empresas começaram a questionar posicionamento no setor, antecipando-se às mudanças do mercado, em temas como o status da empresa na cadeia de valor e a preparação da rede de operações, entre outros pontos. Para a empresa de consultoria, uma das opções para as distribuidoras é o foco em ativos, como instalações em telhados ou consórcios solares. Há ainda a possibilidade de oferta de serviços denominados "por trás do medidor", como sistemas avançados de medição ou armazenamento de energia, entre outras saídas. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

6 GD: BCG comenta sobre a atuação das distribuidoras

Na visão do BCG, que publicou o estudo “Geração de Energia Solar Descentralizada - Cenários e implicações para o setor no Brasil", as distribuidoras de energia que atuam com o uso da fonte solar, podem apostar em quatro pontos na preparação pela disrupção em curso. Um deles prevê a busca de excelência operacional para obter ganhos de eficiência, com redução de custos e maximização de receitas. Além disso, as companhias deveriam pressionar por uma estrutura tarifária mais justa, que ajude a recuperar os custos de rede e reduzir subsídios cruzados. Outro ponto é a identificação de potenciais ativos de geração em risco de ficarem “encalhados” na próxima década ante à redução da demanda líquida por eletricidade. "Antecipamos que as usinas termelétricas a gás natural, relativamente mais caras, possuem maior risco de perder posição no mercado", avalia a BCG. Além disso, a BCG sugere que as empresas revisem planos de investimentos em redes para incorporar o novo perfil na carga líquida. (Brasil Energia – 10.05.2017) 

7 Roberto Muniz: crescimento da energia eólica no país

Em pronunciamento nesta quarta-feira (10), o senador Roberto Muniz (PP-BA) disse que o Brasil alcançou, nesta semana, a marca de 11 gigawatts de capacidade eólica instalada, em 443 parques e com mais de 5 mil aerogeradores. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Eólica, que congrega as indústrias do setor da energia eólica, disse o senador, que aproveitou para defender a retomada dos leilões para contratação de usinas eólicas no Nordeste. Roberto Muniz lembrou que a produção de energia eólica é responsável por 7,1% da matriz elétrica nacional e disse que a capacidade instalada hoje equivale à prevista pela usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Sem a energia eólica, acrescentou o senador, a região Nordeste estaria sem água e sem luz hoje, o que mostra a importância dessa fonte alternativa para o país. — Para se ter uma idéia do que estamos falando, o nosso país tem o potencial de gerar 500 gigawatts com as eólicas, ou seja, nós temos a capacidade de, no futuro, produzir, com os ventos do nosso país, três vezes mais energia do que estamos consumindo hoje — ressaltou. (Brasil Energia – 10.05.2017)

 

Gás e Termelétricas

1 MME vê com otimismo os próximos leilões de óleo e gás

O ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, participou nesta quarta-feira (10) de audiência pública na Câmara dos Deputados, a convite dos integrantes da Comissão de Minas e Energia. “Eu me coloquei à disposição para responder aos questionamentos dos deputados e apresentar os resultados nos setores elétrico, de óleo, gás e biocombustíveis e de mineração”, disse Coelho Filho.“Para 2017, estamos muito focados nos leilões de óleo e gás, são três previstos para o segundo semestre”, afirmou. A previsão é arrecadar R$ 9 bilhões com o setor neste ano. Também no segundo semestre ocorrerá um leilão de linhas de transmissão. “Estou muito animado com esses programas, que destravam o investimento no Brasil e contribuem para a geração de empregos”, disse o ministro. (Agência Câmara – 10.05.2017)



Rua Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302 - Botafogo - Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368

A ASEF
A ASEF E VOCÊ

HISTÓRIA

GALERIA DE FOTOS
ASSOCIE-SE
COMO CHEGAR

BOLETINS
JORNAIS
CONVÊNIOS

FALE CONOSCO
LINKS ÚTEIS
ATA DE FUNDAÇÃO