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Notícias Abril
11/04/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: palestra na Aneel sobre Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição

O GESEL realizará palestra na sede da Aneel na próxima quarta-feira, dia 12/04. O evento, que acontece no âmbito do projeto de P&D “Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”, vinculado ao Programa de P&D da Aneel e executado pelo Grupo em parceria com a Energisa, visa apresentar os resultados da etapa de análise de experiências internacionais do projeto, com ênfase nas conclusões obtidas a partir de reuniões nos EUA com diversos órgãos: centros de estudo, empresas distribuidoras, órgãos reguladores e operadores de sistema. Neste sentido, a apresentação irá buscar caracterizar o problema, não apenas em termos dos impactos para as distribuidoras, mas, sobretudo, no que se refere à correta alocação dos custos da rede entre os consumidores, mostrar como estas questões estão ocorrendo em nível internacional e quais os ajustes regulatórios que estão sendo adotados com vistas a mitigar estes impactos. Por fim, será apresentado um conjunto de conclusões das experiências internacionais que podem ser usadas como lições para as políticas e diretrizes regulatórias brasileiras no âmbito da micro e da mini geração solar fotovoltaica. (GESEL-IE-UFRJ – 11.04.2017)

2 GESEL: Reunião com a Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel

O GESEL fará reunião com a Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel na manhã do próximo dia 12/04, quarta-feira. O objetivo do encontro é estabelecer as informações do Banco de Dados de Projetos e Programas de P&D regulado pela ANEEL que serão transferidas para o GESEL no sentido de servir de insumo para o projeto de P&D “Avaliação do Programa de P&D da Aneel de 2008-2015: Formulação de Propostas de Aprimoramento”. Estas informações serão utilizadas em conjunto com outras bases de dados, por exemplo do MCTI, para ajustar o diagnóstico e propostas de inovações regulatórias nas políticas setoriais de desenvolvimento. (GESEL-IE-UFRJ – 11.04.2017) 

3 Governo estuda medidas para incentivar o consumo consciente de energia

O governo avalia a possibilidade de realizar uma campanha de conscientização para estimular o consumidor a utilizar menos energia, para reduzir o custo de operação do sistema, devido à perspectiva de um aumento maior de geração termelétrica, mais cara, nos próximos meses. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a ideia foi levantada na última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na última semana. Sobre a renegociação da cessão onerosa, o ministro disse que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá apresentar em maio os cálculos que vão balizar o processo de negociação entre o governo e a Petrobras. Ele admitiu que a petroleira tende a ser credora no processo. Com relação à reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para hoje, o ministro disse que os principais itens são a definição das áreas que serão ofertadas no terceiro leilão do pré-sal, em novembro, e a ratificação das regras de conteúdo local para as próximas licitações do setor. (Valor Econômico – 11.04.2017) 

4 Grandes consumidores de energia conseguem decisão limiar que pode cortar indenizações às transmissoras 

A Abrace obteve na Justiça, no dia 10 de abril, uma liminar que suspende, em termos parciais, o pagamento da parte da tarifa de uso do sistema de transmissão relativa às indenizações às transmissoras. O pedido garante a suspensão imediata do pagamento até o julgamento final da ação. A remuneração, prevista pela Portaria 120/2016 do MME, representa no total de R$ 62,2 bilhões mais de R$ 35 bilhões. “A decisão judicial não pacifica ainda a questão, embora confirme o entendimento de que pelo menos a remuneração não é de responsabilidade dos consumidores”, avalia o presidente da Abrace, Edvaldo Santana. As indústrias representadas na ação questionam também a transferência das indenizações do poder concedente aos consumidores. Decisão da Aneel divulgada em fevereiro de 2017 aumentou, em média, 200% as TUST para os consumidores industriais. Do total de indenizações às transmissoras a serem pagos em 8 anos, cerca de R$ 9 bilhões são referentes aos grandes consumidores de energia. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

5 MME planeja agilizar processo de mudança no marco setorial

O MME pretende discutir mudanças no marco setorial, mantendo os maiores esforços em temas que não dependam de uma mudança na legislação. A ideia do governo é apresentar propostas de mudanças que sejam implementadas no menor tempo possível e sem depender do Congresso Nacional, sinalizou o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho. O debate sobre a mudança no marco legal ganhou força no ministério com o fim do programa de P&D Estratégico da Aneel, que pretendia reunir o mercado em busca de propostas de aperfeiçoamento nas regras do setor. "Evidentemente, tudo isso vai ser fruto da discussão, do debate. A gente sabe que diante do ambiente delicado, pelo timing de já ser um ano pré-eleitoral, o tempo que tudo isso demanda", disse Coelho a jornalistas. (Brasil Energia – 10.04.2017) 

6 Coelho Filho busca derrubar limiar que revoga outorgas da Abengoa

Para relicitar as linhas da Abengoa que tiveram as obras paralisadas por causa da debacle do grupo espanhol, MME vai deve “enfrentar” a companhia. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, não há plano B para o recurso judicial obtido pela Abengoa que impede a caducidade das linhas. Entre os ativos está o chamado linhão pré-Belo Monte, que conectaria a usina de 11,2 GW no Pará ao Nordeste do país, região que enfrenta o quinto ano com chuvas abaixo da média e níveis críticos de reservatórios. O ministro disse respeitar a decisão judicial, mas tem convicção de que o bem pode ser revertido para a União para relicitação. Ele contou que pediu ajuda da AGU a fim de derrubar a liminar que impede a revogação das outorgas da Abengoa. Na avaliação do ministro, a situação hidrológica adversa e os custos adicionais da geração térmica que virão no rastro da falta de chuvas são sinais ainda mais evidentes do ônus da não entrada em operação da linha de transmissão de 1,8 mil km de extensão. (Brasil Energia – 10.04.2017) 

7 Artigo de Abel Holtz: “Temos que começar já!”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Abel Holtz trata das alternativas e desafios para incrementos da oferta de energia assim como o relacionamento com o parceiro de cotas em Itaipu, o Paraguai. Segundo o autor, “Para as novas projeções de incremento da oferta vamos aguardar a publicação do novo PDEE nos meses vindouros”. Ele conclui que “temos que começar a estudar o tema e iniciar negociações para que tenhamos definido antes do termino dos atuais mandatos presidenciais a estrutura que permitirá a continuidade da cota parte do Paraguai a suprir nossa demanda em condições aceitas pelas Partes.”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.04.2017)

 

Empresas

1 Eletrobras: Associações obtêm liminar em processo de transmissão

A Eletrobras informou em comunicado nesta terça-feira (11) que a liminar parcial concedida ontem pela Justiça do Distrito Federal em relação às indenizações pelos ativos de transmissão ainda não amortizados se estende para os membros das Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Associação Brasileira dos Produtores de Ferroligas e Silício Metálico (Abrafe) e Abrace. A decisão suspende, sobre a tarifa das associadas, os efeitos do pagamento das indenizações das transmissoras de energia referentes a ativos antigos ainda não amortizados. A estatal destaca que a decisão da Justiça não suspende o pagamento integral da Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão (Tust), mas apenas a tarifa relacionada à parcela de “remuneração” dos ativos de transmissão. A ação da Abrace questiona a origem dos recursos que vão pagar as indenizações, que somam R$ 62 bi, e se referem aos ativos antigos de transmissão não amortizados que tiveram as concessões renovadas antecipadamente nos termos da MP 579, convertida na Lei 12.783/2013. Segundo a Eletrobras, no fim de 2016, a estatal tinha a receber R$ 36,5 bi a título de ressarcimento pela chamada Rede Básica Sistemas Existentes (RBSE). “A companhia está avaliando os efeitos da referida decisão e manterá o mercado informado a respeito do assunto”, informou a empresa no comunicado. (Valor Econômico – 11.04.2017) 

 

2 Eletrobras: repasse de R$ 21,6 mi da CDE para Eletroacre quitar dívidas

A Eletrobras irá repassar R$ 21,6 mi, em recursos provenientes da Conta de Desenvolvimento Energético, para a subsidiária Eletroacre quitar dívidas adquiridas com compra de energia elétrica e junto a fornecedores. A autorização para o repasse foi dado nesta segunda-feira (10) pela Agência Nacional de Energia Elétrica, que orienta a holding a depositar os valores das dívidas na conta de cada credor, pela ordem de antiguidade do débito – do mais antigo para o mais novo. O repasse segue determinação da Resolução Normativa 748/2016 da Aneel, aplicável para todas as distribuidoras federais. A Eletrobras é gestora dos recursos da CDE. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017)

 

3 UHE de Jirau vai reduzir contratos em 2017 e prepara manobra para evitar riscos de perdas financeiras

A hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, prepara uma manobra para revender a preços maiores parte de sua energia antes negociada junto a distribuidoras e para assegurar uma proteção contra riscos de perdas financeiras com a hidrologia desfavorável em 2017, disse o presidente da ESBR, Victor Paranhos. O executivo da companhia responsável por Jirau disse que a ESBR vai reduzir contratos com as distribuidoras de eletricidade para o segundo semestre de 2017, aproveitando que essas empresas hoje sofrem com excesso de energia devido à redução da demanda. Paranhos ainda disse estimar que o PLD seguirá em alta e poderá atingir em junho o valor máximo permitido pela regulação, de R$533 por MWh. (Reuters – 10.04.2017) 

 

4 Furnas: projeto de P&D será voltado para embarcações elétricas 

Furnas está participando de um projeto de P&D que vai construir embarcações elétricas que poderão ser usadas no lago da hidrelétrica que leva o nome da empresa em Minas Gerais. De acordo com Jacinto Pimentel, que atua na área de P&D da estatal e coordenou o projeto de ônibus elétrico, os testes devem começar até o fim do ano. A montagem do casco e dos equipamentos devem começar até o meio do ano. O projeto vai ter ainda uma embarcação no Rio de Janeiro (RJ), para navegar na Baía de Guanabara. As cidades que vão ser contempladas com as embarcações ainda não foram definidas. Uma das maiores usinas do país, balsas já operam no lago para fazer a travessia entre máquinas, passageiros e veículos. Essas balsas utilizam diesel como combustível. "Essa embarcação visa fazer um equipamento bem mais moderno, com um modelo de embarcação mais evoluído, além de utilizar o etanol e energia elétrica", explica Pimentel. Furnas apresentou os resultados do ônibus híbrido elétrico-hidrogênio nesta semana, no Rio de Janeiro (RJ). Devido à localização das cidades e possíveis dificuldades de abastecimento, a embarcação não vai contemplar o uso do hidrogênio. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017)

 

5 Taesa: Marco Antônio Faria vai acumular o cargo de diretor de desenvolvimento de negócios

O diretor Técnico da transmissora de energia elétrica Taesa, Marco Antônio Resende Faria, ocupará, interinamente, os cargos de diretor presidente e diretor de Desenvolvimento de Negócios, por decisão do Conselho de Administração da companhia, conforme comunicado enviado ao mercado na última sexta-feira, 7 de abril. O executivo é graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG e possui MBA em Gestão de Projetos e Pessoas pela FGV. Possui mais de 30 anos de experiência no setor elétrico. Dentre das diversas funções exercidas, atuou como Gerente de Operação e Manutenção no setor de transmissão da Cemig entre 1995 e 2009. Exerce o cargo de Diretor Técnico na Taesa desde 2010. É membro do Conselho de Administração do ONS e do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate). (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

 

6 RGE: prazo do projeto para troca de motores é prorrogado

A Rio Grande Energia ampliou o prazo de inscrição do programa de troca de motores elétricos, para que todos os clientes de sua área de concessão, cadastrados nos segmentos industrial, comercial, serviço público, poder público, residencial (condomínios) e rural, possam participar. O projeto faz parte do programa da Aneel de incentivo a eficientização do consumo. Os interessados têm até o dia 30 de maio de para encaminhar os projetos à concessionária e concorrer ao bônus para a troca de motores elétricos antigos por modelos novos e mais eficientes. A empresa disponibilizará R$ 2,4 milhões em bônus para a compra dos novos motores. A liberação dos recursos em todas as fases só ocorrerá após a comprovação de adimplência dos beneficiados com a empresa. No projeto Desconto Eficiente – Motores Elétricos, os equipamentos contemplados são os motores monofásicos acima de 1 CV e os trifásicos entre 1 CV e 250 CV das classes IR2 e IR3. O edital e mais informações são encontrados no site da companhia. (Brasil Energia – 10.04.2017) 

 

7 Celpe: P&D de armazenamento de energia em Fernando de Noronha

A Celpe anunciou, dentro do workshop Energias Renováveis e Inovações Interconectadas: Mercados Sustentáveis para o Século XXI, realizado em Recife (PE), o investimento de R$ 22,3 mi, do seu programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico regulado pela Aneel. O valor será investido para o armazenamento de energia elétrica em Fernando de Noronha. A iniciativa faz parte do programa Noronha Carbono Zero, do Governo de Pernambuco, que pretende transformar a Ilha no primeiro espaço do mundo livre de emissões de CO2. A expectativa é de que no fim de 2018 o sistema armazene aproximadamente 20% do consumo diário da ilha. Atualmente, a demanda média de Fernando de Noronha chega a 2,6 MW por dia e é atendida pelas usinas termelétrica movida a diesel e fotovoltaica. O projeto foi aprovado recentemente pela agência reguladora e passará por testes nos próximos meses. De acordo com o presidente da Celpe, Antônio Carlos Sanches. O objetivo do projeto é de evitar a geração de energia poluente e de potencializar as fontes renováveis, armazenando a energia gerada por lá. Para ele, por se tratar de um projeto P&D, várias empresas trabalharão de forma integrada. No início, dois tipos de baterias, de Íon-Lítio e Fluxo de Vanádio serão testadas. Nesse processo, serão avaliados o desempenho, a vida útil e a capacidade de armazenamento. As baterias serão desenvolvidas por fornecedores com tecnologias americana e espanhola. Gerente de projeto P&D da Celpe, Carlos Eduardo Soares, lembrou que muitos serão os ganhos, uma vez que haverá menor emissão de gás carbônico e pouco transporte de diesel através de barcos, além da possibilidade de substituir os geradores. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

 

8 Baterias de lítio: Pernambuco pode ter nova fábrica focada em armazenamento de energia

A empresa pernambucana Baterias Moura anunciou que será a pioneira na produção de baterias de lítio na América Latina. O novo empreendimento ainda não tem endereço, mas deve começar a ser definido nos próximos meses. No local, haverá fabricação de baterias de lítio para a indústria automobilística e para o armazenamento de energia limpa, como a eólica e a solar. O anunciou foi feito em evento realizado no estado pernambucano nesta semana. O valor do investimento não foi revelado. “Acreditamos nos mercados de carros elétricos e de energia limpa. Por isso, decidimos apostar nisso. Mas não é uma aposta de curto prazo. Nosso objetivo é, em 10 anos, quando surgir uma demanda maior no país, estarmos à frente”, detalha Spartacus Pedrosa. O diretor explica que para atender o mercado do futuro é preciso desenvolver tecnologia agora. “Queremos, por exemplo, buscar um modelo de bateria que tenha a mesma vida útil do carro. Hoje, um carro elétrico custa R$ 100 mil e só a bateria é R$ 12 mil. Aí você gasta os R$ 100 e a bateria acaba. Você vai desembolsar R$ 12 mil em outra. Queremos mudar isso e, talvez, oferecer uma durabilidade inédita”, completa. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017)

 

9 Silver Spring: plano pede atenção ao modelo de negócio de redes inteligentes

O desafio tecnológico que a modernização das redes de distribuição e implantação das redes inteligentes traz para o Brasil faz com que seja necessário o debate sobre os riscos e a segurança dos investimentos. A Silver Spring, que atua na Europa, Ásia e Estados Unidos, está atenta aos movimentos do mercado. De acordo com Helder Bufarah, diretor de Tecnologia da empresa, preocupação é descobrir um modelo de negócio consistente de modo que garanta a aplicação desses avanços. "A preocupação do mercado é que haja um business case consistente para que isso seja implantado da melhor forma possível", avisa Bufarah, que na última semana participou, em Salvador (BA), da Utilities Technology Council, de painel sobre o tema. O diretor da Silver Spring vem sentindo uma retomada nas intenções das distribuidoras em aplicar tecnologia para as redes. Segundo ele, com a renovação das concessões das distribuidoras, as metas para os indicadores de qualidade ficaram mais rigorosas, o que vai demandar mais investimentos. "Dificilmente elas serão atingidas sem investimento em tecnologia", avisa. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017)

 

10 Silver Spring: tarifa horária é atrativo de investimentos

De acordo com Helder Bufarah, diretor de Tecnologia da Silver Spring, a tarifa horária também é um outro aspecto que ele vê como atrativo de investimentos. Ele sente que hoje há mais empenho e sensibilidade do órgão regulador para o reconhecimento dos investimentos executados em redes inteligentes. A empresa já tem um contrato no Brasil com as distribuidoras do grupo CPFL para que todos os consumidores da alta tensão estejam em redes inteligentes. Na automação, há um contrato em andamento com mil chaves instaladas e com promessa de ter mais 400 instaladas até o fim do ano. Embora ainda incipientes, a geração distribuída e o armazenamento de energia também estão no radar do executivo, assim como a adoção de padrões abertos. "Esse cenário novo antes não existia e agora começa a existir para a distribuidora", observa. Mesmo com o país sem estar no mesmo patamar em que outros em que a Silver Spring já atua, ele acredita na aceleração do mercado local. Com as suas soluções já maduras pelo prazo de implantação, ela se considera pronta para atuar no mercado brasileiro, com desenvolvimento e produção local. Para que isso aconteça, ele pede um break even no mercado. "Queremos colocar o Brasil no mapa da evolução da nossa plataforma, com desenvolvimento e produção local. Estamos otimistas com o mercado evoluindo", conclui. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

 

 

Leilões

1 EPE: mudança em prazos de contratos em leilões de energia é estudada

A estatal EPE tem conduzido estudos sobre a possibilidade de alterar o prazo de duração dos contratos de venda de energia oferecidos a investidores em leilões públicos para viabilizar novas usinas de geração no Brasil, disse à Reuters um representante da instituição. Nos últimos certames, realizados no ano passado, foram fechados contratos de 30 anos para a compra da produção futura de hidrelétricas e 20 anos para outras fontes, como parques eólicos e termelétricas. O assessor da presidência da EPE, Rafael Ferreira, disse que não existe atualmente "nenhuma iniciativa de mudança imediata", mas ressaltou que o órgão busca avaliar quais seriam os "prazos ótimos" para os contratos nos próximos certames- "nem longos nem curtos demais". "A EPE conduz estudos contínuos sobre possíveis aprimoramentos aos leilões de energia, e entre os tópicos estudados estão os prazos dos contratos", resumiu. Segundo Ferreira, a EPE avalia que contratos muito longos podem se tornar caros para o consumidor à medida que surgem novas tecnologias ou devido à indexação dos preços à inflação, atualmente prevista nos acordos. (Reuters – 10.04.2017) 

 

2 EPE: contratos de leilões muito curtos não têm impacto positivo

Segundo o assessor da presidência da EPE, Rafael Ferreira, contratos [em leilões de energia] muito curtos não são positivos, uma vez que tendem a elevar o custo da energia, conforme o gerador precisa recuperar seu investimento em menor período de tempo. "Os prazos de contratos prevalentes em diversos outros mercados são inferiores àqueles praticados nos leilões no Brasil. Mas a maior parte destes países tem características distintas... Sendo assim, não é imediato transferir a sua experiência para o Brasil", ressaltou. Segundo Ferreira, as análises sobre o tema têm sido conduzidas não de modo isolado, mas dentro de "um contexto mais amplo de análise de alternativas" para a evolução da regulação do setor elétrico. "Soluções integradas neste sentido requereriam também a adoção de medidas para incrementar a credibilidade dos preços de curto prazo e valorar adequadamente os produtos e serviços entregues por geradores ao mercado, o que poderá abrir espaço para ajustar os prazos de contratos", disse. Avanços na metodologia de cálculo dos preços da energia no mercado de curto prazo, ou PLD, já estão em andamento. O governo deve implementar a partir de maio novos parâmetros para o PLD, que deverá ainda sofrer novos aperfeiçoamentos em 2018 ou 2019. (Reuters – 10.04.2017)

 

3 Transição difícil: mudança em prazos de contratos em leilões de energia

O professor do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEE-UFRJ), Edmar de Almeida, avalia que a mudança em estudo na EPE para os contratos de energia tem méritos, mas é complexa e precisa ser conduzida com cuidado para não secar o financiamento aos projetos. "Tem vantagens em se fazer contratos menores, porque esses contratos de 20, 30 anos podem parecer competitivos, mas depois de 10 anos o preço da energia reajustado pela inflação pode ficar mais caro que novas fontes", ponderou. Por outro lado, ele ressalta que prazos menores nos contratos exigiriam maior aporte de capital dos investidores nas usinas, o que pode limitar a concorrência em um momento em que o Brasil passa por uma enorme recessão que torna o crédito caro e escasso. "Talvez o setor tenha amadurecido e isso tenha maior viabilidade agora, mas é uma coisa a ser estudada com cuidado, para você não estancar o investimento... acho que não é um momento muito favorável para fazer isso, apesar do mérito da medida. Estudar não faz mal, mas entendemos que a situação de financiamento não é tão fácil assim". (Reuters – 10.04.2017) 

 

4 EPE: posição sobre mudanças em curso nas políticas do BNDES

Conforme cita o assessor da presidência da EPE, Rafael Ferreira, os novos prazos em estudo para contratos de energia levam em conta mudanças em curso nas políticas do BNDES, que anunciou no final de março que a TLP substituirá a TJLP nos financiamentos contratados a partir de 2018. A TLP deverá convergir gradualmente para um valor equivalente à variação da inflação (medida pelo IPCA) e mais uma taxa de juros real prefixada de acordo com o rendimento real das notas do Tesouro Nacional-Série B (NTN-B). Na prática, isso significa que os empréstimos do BNDES ficarão mais caros, reduzindo os subsídios destinados pelo governo federal aos empréstimos do banco. As análises da instituição sobre os prazos dos contratos de energia não foram desencadeadas pelos anúncios do BNDES sobre a mudança nos financiamentos, "ainda que os levem em conta", disse Ferreira, da EPE. (Reuters – 10.04.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Números dos reservatórios pelo Brasil

O submercado Sudeste/ Centro-Oeste subiu 0,1% e está operando com volume de 41,5%. De acordo com dados do ONS referentes ao último dia 9 de abril, a energia armazenada é de 84.454 MWmês e ENA é de 40.720 MWm, que equivale a 67% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Furnas está com 43,89% e a de Emborcação, com 35,87%. Na região Nordeste, os níveis estão em 22,1%, o mesmo do dia anterior. A energia armazenada é de 11.468 MWmês e a ENA é de 3.518 MWm, que corresponde a 27% da MLT. Na região Sul, os níveis estão em 42%, crescendo 0,4% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada chegou a 8.373 MWmês e a ENA registra 5.693 MWm, que é o mesmo que 66% da MLT. Na região Norte, a subida de 0,3% deixou os níveis em 65%. A energia armazenada é de 9.773 MWmês e a ENA é de 15.081 MWm, que equivale a 36% a MLT. A usina de Tucuruí está com 99,69% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

2 Mercado livre aumentou 22,2% o consumo de energia

O consumo de energia elétrica registrou aumento de 1,5% em março em relação ao ano passado. O total consumido foi de 63.732 MWm. A CCEE aponta, também, que houve queda de 4,9% no consumo do mercado cativo, índice diretamente impactado pela migração de consumidores para o mercado livre, que registrou um aumento de 22,2% no consumo. Os maiores índices de aumento no consumo de energia no período foram nos segmentos de comércio (122,9%), serviços (89,9%) e telecomunicações (80,6%), números impactados pela migração dos consumidores para o mercado livre. (Brasil Energia – 10.04.2017)

3 Geração de energia elétrica no SIN cresceu 1,7%

A geração de energia elétrica das usinas do SIN somou, em fevereiro, 66.234 MWm, registrando um aumento de 1,7% em relação ao observado no mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 65.122 MWm. O índice tem grande impacto do desempenho das usinas hidráulicas de grande porte, que geraram 51.901 MWm, crescimento de 8,1% frente aos 48.023 MWm de 2016, compensando a menor geração térmica. Já o montante entregue pelas usinas térmicas foi de 27% menor, na mesma comparação. A queda é explicada pelo menor uso de usinas mais caras e poluentes movidas a óleo diesel (-57,2%) e bicombustíveis (-39%). Na análise da representatividade, a fonte hidráulica, incluindo as pequenas centrais hidrelétricas, foi responsável por 83% da geração em fevereiro. A geração térmica correspondeu a 12%, enquanto as usinas eólicas produziram 5% de toda energia do sistema. (Brasil Energia – 10.04.2017) 

4 Hidrologia ruim faz MME acenar com campanha de consumo consciente

O MME não descarta a adoção de campanhas para incremento da eficiência energética e consumo consciente devido ao regime hidrológico ruim que no segundo semestre deverá se acentuar. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, lembrou que embora não exista chance de falta de oferta de energia pela hidrologia ruim, haverá um custo adicional pelo acionamento de térmicas. De acordo com ele, ainda não há nada definido, mas o tema está em pauta. A criação de grupo de trabalho foi sugerida pelo diretor geral do ONS "A ideia era que se pudesse iniciar campanhas de conscientização para poder diminuir o impacto da bandeira na conta do consumidor", explicou Coelho Filho. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Celesc: sistema de geração fotovoltaica em universidade de SC é inaugurado

A Celesc inaugurou no campus da Unisul, em Palhoça (SC), o primeiro sistema de geração de energia solar fotovoltaica com recursos do Programa de Eficiência Energética. O projeto da universidade foi escolhido em chamada pública lançada pela distribuidora em 2015 e teve investimento total de R$ 528 mil, dos quais R$ 490 mil foram custeados pelo programa da Celesc. O sistema composto por 120 módulos fotovoltaicos com capacidade de 37,2kWp entrou em operação em janeiro desse ano. A previsão de geração é de 4.584,83 kWh/mês e 55,02 MWh/ano. Em fevereiro, foram produzidos 4.409,23 kWh. O projeto também incluiu a substituição de lâmpadas fluorescentes tubulares de 40W por 1.625 lâmpadas tuboLED de 18W nos Blocos F, G e H da Unisul. A estimativa do chefe da Divisão de Eficiência Energética da Celesc, Marco Aurelio Gianesini, é de que haverá redução de 142,76MWh/ano na necessidade de compra de energia pela universidade, com participação de 39% da fonte solar fotovoltaica nessa economia. Há também redução prevista na demanda na ponta de 41,51kW. Entre fevereiro deste ano e janeiro de 2018 será feito o monitoramento da energia gerada pelas instalações, para que as informações colhidas possam subsidiar os cálculos da eficiência do sistema durante os 25 anos do período de vida útil. Além da Unisul, outros cinco projetos aprovados na chamada pública da Celesc deverão ser concluídos nos próximos meses. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017) 

2 Aneel: Eólica da Voltalia já pode operar em teste

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou nesta segunda-feira, 10 de abril, o começo da operação em teste das unidades geradoras UG9 a UG13, da EOL Vila Acre I, de propriedade da Voltalia. Cada unidade tem 2,1 MW, que somam 10,5 MW. A eólica fica em Serra do Mel, no Rio Grande do Norte. A Aneel também liberou o começo da operação em teste das CGHs Itapocuzinho e Itapocuzinho II. Na primeira usina, o aval foi para unidade UG 1, com 0,99 MW. Na Itapocuzinho II, a liberação foi para a unidade UG, com 0,48 MW. As usinas ficam em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. (Agência CanalEnergia – 10.04.2017)

3 Entrevista com Jan Gladki: “O biocarvão tenta imitar o solo amazônico”

Em entrevista feita por Kátia Gonçalves e publicada no jornal O Globo, Jan Gladki, engenheiro ambiental polonês e dono da Fluid S.A., fala sobre a criação do biocarvão e energia renováveis. Segundo o autor, “O biocarvão nada mais é que uma tentativa de imitar as propriedades desse solo amazônico” e que “Não é possível continuar com essa dependência tão grande de fontes que são finitas [petróleo]. O mundo precisa olhar a natureza em busca de alternativas”. Concluindo com as vantagens do uso do biocavão em relação às outras fontes de energia. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.04.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Para reduzir custo de geração de energia, governo quer usar termelétrica o ano todo

Com o objetivo de reduzir os custos de geração de energia elétrica e aproveitar o aumento da produção de gás, o governo começa a estudar a possibilidade de construir termelétricas a gás natural que seriam usadas em operação contínua, como ocorre hoje com as hidrelétricas, afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, após participar de seminário sobre concessões na FGV. No modelo atual, as usinas termelétricas operam apenas quando é necessário preservar o nível dos reservatórios, e, por isso, sua energia tem custo mais alto. Conforme revelou reportagem do GLOBO no domingo, nos últimos dois anos, a sobretaxa na conta de luz, com o uso de bandeiras tarifárias, somou R$ 18 bilhões, quase o mesmo montante aplicado na construção da usina de Jirau, uma das maiores hidrelétricas do país. Diante do quadro de falta de chuvas, o governo estuda medidas para incentivar o consumo racional de energia, informação confirmada ontem pelo ministro. (O Globo – 11.04.2017)

 

2 Brasil poderá se tornar autossuficiente em gás natural a partir de 2021

Segundo Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, o aumento significativo da produção de gás natural nos campos do pré-sal permitirá que o país se torne autossuficiente e até exportador do produto a partir de 2021. Com a perspectiva de aumento da produção, o Brasil deve também reduzir as importações de gás da Bolívia. O contrato com o país vizinho vence em 2019 e prevê a importação de 30 milhões de metros cúbicos por dia. “A gente está começando o processo de renegociação com a Bolívia. Possivelmente, deverá ser um volume menor do que a gente importa hoje porque vamos ter, a partir de 2021, 2022 e 2023, a entrada de muito gás. Só o Campo de Pão de Açúcar, no pré-sal, terá uma produção diária de 15 milhões de metros cúbicos por dia, metade do que importamos da Bolívia.” Afirma o ministro. (O Globo – 11.04.2017) 

 

3 Rosneft: exploração e construção de termelétrica em Carauari

O início de perfuração do Buriti 1, primeiro poço da petroleira Rosneft na Amazônia, renovou a esperança dos moradores de Carauari, município às margens do Rio Juruá de que os investimentos russos deem finalmente um impulso na economia local. No início dos anos 1980, a Petrobras realizou pesquisas de petróleo e gás no município, mas bateu em retirada para Coari, a 650km da capital, onde centralizou os trabalhos da Província Petrolífera de Urucu, hoje a maior reserva terrestre de gás do país. Agora, com a chegada dos russos à região, Carauari aguarda ansiosa a promessa de instalação de uma nova termelétrica no município. O projeto, que inclui uma linha de transmissão de 790 quilômetros até Manaus, onde a usina seria interligada ao SIN, foi apresentado pela Rosneft ao governo do Amazonas em junho do ano passado. A expectativa da região em torno do petróleo é alta. Neste fim de semana, pela primeira vez, o governador e sua equipe visitam, a convite da Rosneft, a área de perfuração no município de Tefé, de 8,47 hectares. A pedido da companhia, não é permitida a presença da imprensa. (O Globo – 09.04.2017) 

 

4 Rosneft: passivo ambiental como herança

No total, a petroleira russa detém os direitos de exploração de 16 blocos na Bacia do Solimões desde 2015. A empresa não atendeu solicitação do GLOBO para informações ou entrevista sobre sua estreia na região. O pré-sal e a Operação Lava-Jato levaram a Petrobras a concentrar ainda mais seus esforços na exploração marítima. Até que novos blocos sejam leiloados, a Rosneft é a única empresa a buscar gás e petróleo na Amazônia. Todos os testes feitos indicaram que há petróleo na área, mas só saberemos de fato quando jorrar. No Amazonas, tudo tem prazo de maturação — avalia, cauteloso, o governador José Melo (PROS). Quinta maior petroleira do mundo, a gigante russa terá de vencer também as dificuldades ambientais. A empresa inicia a perfuração na floresta já com passivo ambiental. Na última quarta-feira, a empresa assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e assumiu os passivos da antecessora HRT, que chegou a desmatar e furar alguns poços sem ter reflorestado as áreas por onde passou, como determina o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam). A companhia russa terá de recuperar as áreas degradadas em três anos. A licença prévia para operação foi obtida no Ipaam em janeiro passado. O Ibama, que é federal, licencia apenas operações offshore. Em terra, a incumbência é dos estados. Ainda não há detalhes dos compromissos assumidos pela Rosneft com o Ipaam. A Rosneft anunciou que os trabalhos de perfuração começaram em fevereiro. O compromisso seria perfurar pelo menos sete novos poços até 2019. A Petrobras já provou que, se tiver todos os cuidados, é possível extrair petróleo e gás sem ferir a floresta. O maior desafio é tornar a operação rentável — afirma o governador. (O Globo – 09.04.2017) 

 

5 Rosneft: impactos socioeconômicos em Carauari

Muita gente [em Carauari] está com o currículo pronto para entregar na Rosneft. A expectativa é que a empresa ocupe a Base Gavião, a mesma que a Petrobras deixou há mais de 30 anos — diz um funcionário da Prefeitura de Carauari, que não quis se identificar porque o prefeito, que concorreu mesmo sem ter o registro de candidatura aprovado, havia viajado a Manaus para tentar garantir a permanência no cargo na Justiça eleitoral. Com a recessão no país, a Prefeitura virou a principal empregadora. A baixa circulação de dinheiro na cidade levou o Banco do Amazonas a anunciar o fechamento da agência no município. Açaí e peixe são a base da alimentação local. Com a chegada da Coca-Cola, porém, o litro do açaí vendido na cidade saltou de R$ 1 para R$ 6 — valor considerado alto para os padrões locais. A ansiedade é grande. Aqui a gente sofre de escassez de emprego. Se não conseguir na Prefeitura, tem de trabalhar na pesca ou no extrativismo. A outra saída é ir para Manaus, tentar a vida lá — diz Henrique Melo da Silva, de 25 anos, que nasceu em Carauari e estuda biologia na unidade local da Universidade Estadual do Amazonas. (O Globo – 09.04.2017)

 

6 Rosneft: Amazonas ainda tem grande potencial

Segundo o governador do Amazonas, na área da Rosneft as reservas estão em profundidade maior que as da Petrobras. A Prefeitura de Carauari acredita que a Rosneft usará tecnologia ultramoderna, com chance real de tornar a extração viável. Em apresentações a especialistas do setor, no fim de março, a companhia falou sobre sua experiência em áreas adversas e de sua tecnologia, que inclui perfuração multidirecional. O potencial de gás é realidade no Amazonas, que detém 10,8% das reservas provadas do país. O estado ocupa o terceiro lugar na produção nacional, atrás do Rio e de São Paulo, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Petrobras tem hoje 60 poços que produzem petróleo, condensado e gás natural na Amazônia, numa área de 350 km² nos municípios de Coari e Tefé. A empresa ainda mantém um bloco de exploração de xisto no Acre, com estudos suspensos. (O Globo – 09.04.2017)

 

7 Carauari é abastecida por termelétrica a diesel, apesar de possuir reservas de gás

Com gigantescas reservas de gás sob a terra, os municípios de Carauari, Tefé e Coari, onde fica o Polo Petrolífero de Urucu, são abastecidos por usinas termelétricas movidas a diesel (fonte de energia “mais suja” e que só chega de barco à região). O professor José Alberto da Costa Machado, especialista em desenvolvimento socioambiental e integrante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia afirma afirma que o desafio logístico é imenso, pois é uma área fluvial, de rios que enchem em julho e chegam a outubro secos. A Amazônia é uma região muito sensível e os russos jamais se aventurariam nela se não tivessem evidências concretas de petróleo. No ano passado, o Ministério Público do Amazonas foi obrigado a intervir para garantir regularidade no abastecimento de energia elétrica em Tefé, condenando também o derramamento de óleo em igarapés. (O Globo – 09.04.2017)

 

8 Possibilidade de mudar a matriz energética no Amazonas

O gás natural é a grande chance de mudar a matriz energética do estado. O professor José Alberto da Costa Machado Machado que participou da produção do Estudo de Impacto Ambiental do gasoduto Urucu-Manaus, observa, contudo, que transformar o petróleo e o gás em fontes reais de riqueza e desenvolvimento local ainda é um desafio. “Pode ser até mais fácil cobrar de uma multinacional. Uma estatal é sempre vista com condescendência.” Diz ele. A expectativa era que o gasoduto Urucu-Manaus levasse fibra óptica às comunidades ao longo do traçado. Isso nunca foi feito. Agora, quem está conectando a Amazônia é o Exército. A Petrobras informou que a fibra óptica foi instalada nos dutos para monitoramento remoto das válvulas, mas que a conectividade dos municípios não é responsabilidade da empresa e não foi condicionante no Estudo de Impacto Ambiental aprovado pelas autoridades. O gasoduto da Petrobras passa por sete municípios, de Coari a Manaus. O óleo é levado em navios. (O Globo – 09.04.2017)

 

9 São Paulo tem retração de 11% do consumo de gás natural

O consumo de gás natural no primeiro bimestre caiu 11,25% no estado de São Paulo, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o boletim energético da secretaria de energia e mineração do estado, em janeiro e fevereiro, o consumo foi de 756 milhões de m³ cúbicos contra 851 milhões de m³ registrados em 2016. A maior queda no consumo do combustível no estado foi registrado no setor de termogeração, que passou de 112 milhões de m³ no primeiro bimestre de 2016, para 3 milhões de m³, representando uma queda de 97,3%. Por outro lado a cogeração de energia elétrica apresentou um crescimento de 11,6%, passando de 44 milhões de m³ no primeiro bimestre de 2016 para 49 milhões de m³ em 2017. Já a indústria, setor que mais consome gás natural no estado, permaneceu praticamente estável, com um aumento de 0,4%, totalizando 610 milhões de m³ consumidos. As residências apresentaram no período um aumento de 9,4%, com quase 36 milhões de m³ consumidos, o setor comercial teve elevação de 8,3%, com 23 milhões de m³ e o setor automotivo um acréscimo de 3%, com 34 milhões de m³ de gás natural. (Brasil Energia – 10.04.2017)

 

 

Economia Brasileira

1 Com percepção sobre atividade econômica e inflação, juros futuros caem

O noticiário de inflação, a percepção de que a atividade segue fraca e a trégua no ambiente político empurraram os juros futuros para baixo nesta segunda-feira, com investidores fortalecendo apostas de mais corte da Selic na antevéspera da decisão de política monetária do Copom. Numa indicação de que o “game” do Copom predominou no mercado de juros hoje, o DI julho de 2017 foi o mais negociado do dia, com 301.815 ativos transacionados até as 16h20, 27% de todo o giro do mercado, de 1,1 milhão. Operadores chamaram a atenção para o fato de a inflação projetada pelo mercado na pesquisa Focus ter vindo abaixo de 4,5%. O documento divulgado nesta segunda-feira mostrou taxa estimada de 4,46%, ante 4,50% da semana anterior. “Além de mostrar o rompimento de uma barreira psicológica, a queda é importante porque serve de ‘input’ para o Banco Central, que tem dado mais importância às projeções de mercado para calcular a inflação”, diz um operador. A inflação corrente também deu argumentos para o mercado cogitar chances de um BC ainda mais agressivo que o imaginado. (Valor Econômico – 10.04.2017)

 

2 Produção industrial cresceu 0,1% entre janeiro e fevereiro

A produção industrial cresceu em nove dos 14 locais pesquisados entre janeiro e fevereiro, na série com ajuste sazonal, de acordo com a pesquisa do IBGE. Na comparação com o segundo mês de 2016, houve queda em 9 de 15 locais avaliados. Na passagem de janeiro para fevereiro, na média, a indústria brasileira cresceu 0,1%. Perante fevereiro do ano passado, porém, a produção nacional teve recuo de 0,8%. A alta da produção em Santa Catarina, de 2,8% no confronto com janeiro foi a maior do mês. Além disso, o Estado registrou o quarto mês consecutivo de expansão. A Bahia também apresentou crescimento de 2,8% na produção no período e reverteu parte da perda de 4,2% observada em janeiro. Rio Grande do Sul (2,2%), Rio de Janeiro (2,2%), Goiás (2,1%), Minas Gerais (2,0%), Paraná (1,9%), Região Nordeste (1,1%) e São Paulo (0,2%) completaram o conjunto de locais com aumento da produção em fevereiro. No lado oposto, percentualmente, o maior tombo foi registrado em Pernambuco, de queda de 7,8% na produção industrial. Pará (-4,1%) e Espírito Santo (-3,9%) apontaram os outros resultados negativos mais acentuados em fevereiro de 2017. Amazonas (-1,1%) e Ceará (-1,0%) também ficaram no campo negativo. (Valor Econômico – 11.04.2017)

 

3 Focus estuda “indecisão” do governo em relação à meta de inflação 

As expectativas de inflação coletadas no boletim Focus já embutem boas chances de uma redução da meta de inflação de 2018, refletindo a ambiguidade do governo sobre o tema. Na última semana, a expectativa mediana dos analistas econômicos consultados pelo BC na pesquisa Focus caiu de 4,5% para 4,46%. É possível que continuem a cair nas próximas semanas, já que a média das projeções já se encontra em 4,37%. Os Top 5 de curto e de médio prazo baixaram as suas projeções de inflação para 2018. Essas projeções têm como data-base a última sexta-feira, portanto antes da entrevista do presidente Michel Temer à "Folha de S. Paulo" em que ele diz que o governo poderia reduzir a meta do ano que vem. Ontem, a Secretária de Comunicação do Palácio do Planalto fez declarações desencontradas sobre o tema. Primeiro, disse que, de fato, estava sob análise baixar a meta; em seguida, corrigiu-se, afirmando que a meta de 2018 não será mudada e que as discussões serão sobre 2019. À tarde, saiu nota à imprensa tirando mudanças da meta de 2018 da mesa. O desmentido desta vez foi mais forte, mas resta saber se o suficiente para matar as especulações no mercado. (Valor Econômico – 11.04.2017) 

 

4 IPCA em queda traz ganho real a servidores em reajuste salarial

Com a queda na inflação, o pacote de reajustes salariais aprovado pelo Congresso com apoio do governo Temer garantirá aumentos reais para milhares de servidores públicos neste e nos próximos dois anos. Em alguns casos no Executivo, o acréscimo acima da inflação alcançará mais de dois pontos percentuais. Na iniciativa privada, por outro lado, apenas 19% dos acordos de 2016 tiveram ganho real, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico. Mais de 37% deles não mantiveram o poder de compra. Além de dificultar o ajuste fiscal e pressionar o governo a cortar em outros setores, já que a emenda constitucional do teto de gastos limita o crescimento das despesas totais da União à inflação do ano anterior, o aumento real para o funcionalismo também vai contra a defesa que o Ministério da Fazenda faz para enquadrar as contas estaduais. Na renegociação das dívidas dos Estados com a União, e agora no Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, o governo federal quer impedir que os governos locais concedam aumentos reais para o funcionalismo. Na renegociação, o governo saiu vencido pela base aliada e ficou apenas uma meta geral, de não elevar os gastos gerais acima da inflação. Já o regime de recuperação ainda está no Congresso. (Valor Econômico – 11.04.2017) 

 

5 Na primeira medição de abril IPC-Fipe acelera 0,31%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) acelerou para 0,31% na primeira medição de abril, depois de marcar 0,14% no encerramento de março. Esse movimento foi influenciado especialmente pelo grupo Alimentação, que saiu de elevação de 0,34% para alta de 0,84%. Sozinha, essa despesa acrescentou 0,20 ponto percentual ao indicador no período. Outras acelerações foram registradas em Habitação (de 0,19% para 0,32%), Despesas pessoais (de 0,17% para 0,23%), Saúde (de 0,72% para 0,87%) e Vestuário (de -0,04% para 0,05%). O grupo Educação repetiu a taxa positiva de 0,06%. Transportes, por sua vez, foram de queda de 0,49% para recuo de 0,61%. O IPC-Fipe mede a inflação para famílias com renda até dez salários mínimos que vivem na cidade de São Paulo. (Valor Econômico – 11.04.2017) 

 

6 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 10h57, o dólar comercial subia 0,13%, cotado a R$ 3,1423, com máxima em R$ 3,1433. Mais cedo, a moeda chegou a cair até R$ 3,1248, num movimento semelhante a do exterior. Ontem, a moeda americana caiu 0,38%, a R$ 3,1378. O dólar para maio cedia 0,35%, a R$ 3,1515. (Valor Econômico – 10.04.2017 e 11.04.2017)

 

 

Internacional

1 Colômbia: Petroleiras investem nos negócios de gás diante da queda dos preços do petróleo

Como a produção de xisto dos EUA e EU são mais baratas que a produção colombiana e o preço dos barris tendem a ficar cada vez mais baixos, as companhias veem o gás como uma porta a se abrir. Max Torres, vice-presidente de Exploração da Ecopetrol diz que há um potencial gasifero comprovado no offshore, e indica que o verdadeiro negócio no mercado está na demanda local e regional, com preços competitivos. No onshore, empresas como Canacol apostam na crescente demanda por gás na Colombia. O Charle Gamba, CEO da Canacol Energia, explicou que em 2012 a produção de gás chegou a 10%, e agora 85%. (Portafolio – Colômbia – 10.04.2017)

 



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