NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Junho
09/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Prazo para indenização de R$ 62 bi às elétricas pode ser maior

O governo, empresas que detêm linhas de transmissão e grandes consumidores industriais de energia discutem formas de aliviar o impacto nas contas de luz provocado pelas indenizações multibilionárias devidas ao setor elétrico. A ideia com mais possibilidade de vingar é o alongamento do prazo de oito anos para pagar R$ 62,2 bi às transmissoras com ativos construídos antes de maio de 2000 e ainda não amortizados. Uma liminar obtida pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace)- impede judicialmente a cobrança de R$ 9 bi do montante total de indenizações. Na tentativa de evitar um prolongamento do conflito nos tribunais, o governo busca outra outras saídas. A alternativa considerada mais viável é uma diluição do prazo de pagamento - possivelmente com parcelas até o fim das concessões, que foram renovadas por 30 anos em 2012. "Há ânimo dos dois lados para brigar", reconhece uma autoridade do setor elétrico. "A ideia é não revisitar todo o problema. Se voltarmos à estaca zero, isso traz uma insegurança muito grande", diz a fonte, lembrando que algumas transmissoras já colocaram uma previsão de pagamento das indenizações em seus balanços. A autoridade ouvida pelo Valor se refere à ofensiva da Abrace para rever o custo das reparações. O presidente-executivo da entidade, Edvaldo Alves de Santana, enviou ofício à Aneel com severos questionamentos sobre os valores calculados. No ofício, relata a conclusão de auditoria própria contratada pela Abrace: os valores de indenização para uma das transmissoras - Furnas - estão inflados indevidamente em R$ 2,2 bi, segundo a associação. "É apenas uma amostra das distorções", afirma Santana. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

2 Abrate: afiliadas não se opõem ao debate de um prazo maior para pagamento de indenizações

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Mário Miranda, diz que suas afiliadas não se opõem a discutir um prazo maior de pagamento das indenizações. No entanto, ele ressalta que essa diluição só deveria atingir a parte "judicializada" das compensações,- ou seja, aquela correspondente à indústria, sem incluir os consumidores do mercado cativo (distribuidoras). Outra questão de honra para as transmissoras é manter o índice de correção do pagamento. "Não podemos abrir mão de deveres, nem de direitos", pontua Miranda. O executivo descarta a reabertura de negociações em torno de valores e avisa que, se isso acontecer, as concessionárias estão dispostas a pleitear, inclusive, indenizações maiores. Embora as concessões das empresas de transmissão tenham sido renovadas há mais de quatro anos, o pagamento dos ativos pré-2000 só vai começar no mês que vem. Miranda lembra que, no meio tempo, as companhias recorreram a empréstimos bancários com taxas elevadas para honrar seus compromissos operacionais. No ano passado, por exemplo, elas investiram R$ 3,1 bi em obras de reforços e melhorias no sistema. "Isso gerou desequilíbrios no nosso segmento", completa o presidente da Abrate, notando que, enquanto não houve definição em torno dos pagamentos, os leilões de novas linhas de transmissão ficaram sem a presença das atuais concessionárias. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

3 Aneel não pretende alterar valor das indenizações

A Aneel tem defendido com força seus cálculos para as indenizações [devidas às transmissoras de energia elétrica]. O MME não pretende contrariar a agência. Só estuda mudar o indexador dos pagamentos. Quase 60% do montante total de R$ 62 bi devido às transmissoras têm origem no custo financeiro. Para uma fonte graduada do governo, houve uma "lambança" da ex-presidente Dilma ao lidar com o assunto. Para renovar seus contratos, as concessionárias tiveram que abrir mão de mais de 70% de suas receitas. O objetivo era reduzir as tarifas para os consumidores. Só que a Reserva Global de Reversão (RGR), fundo específico para o pagamento de indenizações no setor elétrico, foi esvaziada muito antes de quitar a fatura. Aí veio a ironia da história: depois de uma redução de 20% nas contas de luz, tão celebrada por Dilma, foi preciso criar um adicional tarifário justamente para pagar essa "bondade". (Valor Econômico – 09.06.2017) 

4 Michel Temer sanciona lei que destina 164,7 milhões à estatal Chesf 

O presidente Michel Temer sancionou nesta quinta-feira (8) uma lei que destina à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Recife, R$ 164,6 milhões do crédito suplementar do orçamento da União para 2017. Os recursos irão custear a implementação de sistemas de tecnologia da informação na empresa e melhorias na infraestrutura da unidade. No ano passado, a sede da hidrelétrica foi atingida por um incêndio de grandes proporções. A Chesf é uma empresa do governo federal ligada à Eletrobras. A unidade produz, transmite e comercializa energia elétrica para a região Nordeste brasileira. (G1 – 08.06.2017) 

5 CNPE: Aneel e ANP vão regulamentar penalidades por falta de combustível

O CNPE aprovou resolução que prevê a regulamentação pelas agências de energia elétrica e de petróleo, gás natural e biocombustíveis das penalidades por falta de combustível, tanto para os agentes de geração de energia elétrica, no caso da Aneel, quanto para os supridores de combustível, no caso da ANP. As normas, segundo a resolução do conselho, terão de ser compatíveis com as características de cada fonte energética. Na reunião realizada nesta quinta-feira, 8 de junho, no MME, os integrantes do CNPE aprovaram as diretrizes gerais da política de exploração de petróleo e gás. Elas têm como objetivo a atração e a manutenção de investimentos no setor, com um número variado de participantes nas licitações. Além disso, a foi aprovado a autorização a Petrobras atuar como operador, com direito a participação mínima de 30% nos consórcios formados para a exploração de áreas da Segunda e Terceira Rodadas de Licitação sob regime de partilha de produção. Foram aprovadas ainda as diretrizes do programa Renovabio, voltado para o segmento de biocombustíveis. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

6 Luz para Todos: Portaria organiza transição de gestão de contratos da Eletrobras para CCEE

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 8 de junho, a portaria 218/2017, que estabelece diretrizes para a transição da transferência para a CCEE da gestão da Conta de Desenvolvimento Energético no âmbito do Programa Luz Para Todos. Contratos de Subvenção Econômica com Recursos da CDE celebrados entre a Eletrobras e os Agentes Executores do PLPT, que ainda não tenham sido encerrados em 30 de abril de 2017 deverão obedecer às regras previstas na portaria. O MME também publicou portaria dando a Secretaria de Energia o poder para estabelecer as diretrizes do PLPT. A portaria diz que para esses contratos, caberá à Eletrobras, após a finalização do cadastramento das obras pelos executores, realizar procedimentos internos para encerramento do crédito, realizando a inspeção física final, a supervisão financeira final e a apuração final do crédito para posterior envio de relatório à CCEE, a fim de habilitar o agente a receber ou a restituir os recursos financeiros da CDE, sem a necessidade de aditamento contratual, inclusive para a extensão de prazo de encerramento do crédito. Os contratos em operação, que não tenham sido concluídos até 30 de abril e que tenham prazo de encerramento de crédito após 1º de maio de 2017 ou cuja prorrogação já tenha sido autorizada pelo MME antes de maio de 2017, serão substituídos por contratos específicos que serão celebrados entre a Eletrobras e os executores, valendo a partir de 1º de maio de 2017, com o objetivo de estabelecer as condições operacionais para a execução das obras já aprovadas. A Eletrobras vai fornecer para a CCEE, em relação aos contratos específicos de operacionalização, independentemente da formalização de Termos de Compromissos específicos, informações para subsidiar as liberações, ou eventuais pedidos de restituição, de Recursos Financeiros da CDE. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

7 Luz para Todos: Secretaria de Energia Elétrica do MME passa a estabelecer diretrizes no LpT

O secretário de Energia Elétrica do MME passa a ser a responsável pelo estabelecimento de diretrizes específicas no âmbito do Luz para Todos, não previstas no Manual de Operacionalização e no Manual para Atendimento às Regiões Remotas dos Sistemas Isolados do programa de universalização. De acordo com Portaria assinada por Coelho Filho e publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União, o secretário-Adjunto de Energia Elétrica poderá exercer a função nos casos de afastamentos ou impedimentos regulamentares do titular da Secretaria. A portaria estabelece ainda que a Consultoria Jurídica do MME deverá prestar o apoio necessário à Secretaria de Energia Elétrica(SEE), bem como suporte jurídico, para subsidiar o exercício da competência delegada. Em casos de inconformidade por parte de agentes interessados em relação aos atos decorrentes das diretrizes estabelecidas pela SEE, deverá ser solicitada, primeiramente, a reconsideração fundamentada do ato à autoridade que o praticou, ficando o ministro de Minas e Energia como última instância recursal. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017)

 

Empresas

1 Entrevista com Bernardo Alvarenga (Cemig): “Venda de ativo não é opção, é necessidade”

Com um alto endividamento e muitos compromissos a vencer entre 2017 e 2018, a Cemig enfrenta o desafio de obter recursos para pagar suas dívidas ou renegociá-las junto a seus credores. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o presidente da companhia, Bernardo Alvarenga, ressaltou a importância de vender ativos para garantir a redução da alavancagem e indicou que alguns dos negócios podem ocorrer no curto prazo, com avanços importantes ainda este mês, como a venda da participação na Santo Antonio Energia e a entrada de um sócio estratégico na Renova. O plano da Cemig, anunciado no dia 1.º, é vender até meados de 2018 entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões em ativos, de uma lista com valor patrimonial ou de mercado que soma R$ 6,56 bilhões. Além disso, planeja realizar uma emissão de eurobônus e renegocia com bancos comerciais algumas de suas dívidas, buscando novos prazos de carência e amortização. Embora a mensagem tenha sido bem recebida pelo mercado, por causa da maior clareza na divulgação da estratégia traçada, investidores e analistas ainda veem com ceticismo o plano, em função de tentativas em anos anteriores que não tiveram sucesso. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 09.06.2017)

 

2 BNDES: processo de privatização da Celg é finalizado

O BNDES publicou nesta quinta-feira, 8 de junho, no Diário Oficial da União anúncio de conclusão do processo de desestatização da distribuidora de energia elétrica Celg (GO), que foi adquirida pelo grupo italiano Enel Brasil S.A. em leilão realizado em novembro do ano passado. A oferta de ações de emissão da empresa foi realizada em duas etapas. Primeiro foi realizado o leilão para alienação do controle da concessionária, com a oferta de lote único de 142.933.812 ações ordinárias, correspondente a 69.085.140 ações da Eletrobras e 73.848.672 ações da Celgpar, devidamente integralizadas, representativas de aproximadamente 94,8393% do capital social com direito a voto e total da Celg. Paralelamente ao leilão, foram ofertadas aos empregados e aposentados da empresa 7.676.127 ações ordinárias de emissão da distribuidora, representativas de 10% do capital social total e votante da Celg de titularidade da Eletrobras na data do certame. A Enel arrematou a Celg-D com um lance vencedor no valor de R$ 2,187 bi para a aquisição da integralidade do objeto do certame, que representou um ágio de aproximadamente 28% sobre o valor mínimo de avaliação da empresa. A oferta aos empregados e aposentados foi concluída em maio de 2017, com a aquisição de 86.088 ações ordinárias da distribuidora. As sobras, de 7.590.039 ações ordinárias, foram adquiridas pela Enel Brasil pelo valor total de R$ 81.697.403,73 no último 4 de maio deste ano. O relatório e o parecer de auditoria, assinado pela empresa UHY Moreira – Auditores atestou que o processo de desestatização da Celg foi realizado de acordo com as regras constantes do edital do leilão. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017)

 

3 Cesp: Espera-se que participação acionária paulista seja leiloada em setembro

O leilão que o governo do Estado de São Paulo prepara para vender sua participação na elétrica Cesp, na qual é controlador, está previsto para acontecer em setembro deste ano, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto. O governo paulista possui 40,5% do capital da Cesp, com 95% das ações ordinárias, com direito a voto. A companhia opera três hidrelétricas em São Paulo que somam 1,65 gigawatts em capacidade instalada. Se vender toda sua participação, o governo paulista poderia levantar algo próximo de R$ 2 bilhões, considerando os valores atuais das ações ordinárias e preferenciais. Segundo uma das fontes, que falou sob anonimato porque as discussões não são públicas, estão sendo fechados os últimos detalhes para a venda do controle da companhia, e a data de setembro tem sido considerada “possível e conveniente” pelas partes envolvidas. Após a devolução dos ativos à União, o governo paulista voltou a avaliar em meados do ano passado a privatização da Cesp com as concessões que ela ainda detém. Depois de a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo admitir em julho de 2016 que levaria adiante o processo para a privatização, as ações da Cesp dispararam. No dia da fala sobre a venda, os papéis da companhia saltaram quase 15%. A Cesp preferiu não comentar sobre o processo de venda do acionário. (O Estado de São Paulo – 08.06.2017) 

 

4 Cemar: audiência para tratar da revisão tarifária periódica 

A Aneel vai realizar, em 14 de junho, em São Luís, uma audiência para tratar da revisão tarifária periódica da Cemar. Rubens Pereira Júnior, do PCdoB, considera abusiva a proposta de reajuste em 19,05 por cento na tarifa elétrica residencial, a partir de 28 de agosto. Ele argumenta que a empresa privada teve um lucro, em 2016, de 319 milhões de reais, para uma receita de 3 bilhões de reais. Rubens Pereira Júnior salienta que nada justifica o estado ter a tarifa mais alta do País e defende que medidas legais sejam tomadas para conter o aumento abusivo. (Agência Câmara – 08.06.2017)

 

5 Itaipu Binacional: Hélio Gilberto Amaral é nomeado diretor de Coordenação

O novo diretor de Coordenação de Itaipu, Hélio Gilberto Amaral, teve o decreto de nomeação assinado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 8 de junho. No mesmo dia da sua nomeação, o novo diretor já participou da 1001ª Reunião de Diretoria Executiva, no 6º piso do Edifício da Produção. Amaral disse que a agenda de visitas será definida após uma série de reuniões com o corpo técnico de Itaipu, para se inteirar dos programas em desenvolvimento na região. Ele pretende fazer um giro por todos os 29 municípios da Bacia do Paraná 3 para conhecer de perto as ações e parcerias desenvolvidas pela binacional na região. A ideia é avaliar os programas, os resultados e os pontos que necessitem ser reajustados, sempre na perspectiva de melhorar e estreitar as parcerias. O novo diretor observou que as ações de Itaipu na área de meio ambiente são reconhecidas dentro e fora do Brasil e que “é uma honra colaborar com um trabalho que já vem sendo executado de maneira tão boa e que é elogiado nacional e internacionalmente”. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

 

6 RGE: empresa atua para reduzir estragos de temporal

A força-tarefa montada pela RGE (RS) para reconstruir a rede devastada pelo temporal da madrugada desta quinta-feira, 8 de junho, será mantida até o restabelecimento total do sistema elétrico. Até às 17 horas, 98 mil clientes da área de concessão da distribuidora seguem momentaneamente sem energia elétrica. No auge do temporal, no final da madrugada, 236 mil clientes ficaram sem luz. No meio da manhã de hoje eram 150 mil unidades consumidoras afetadas. O maior empecilho para os eletricistas está na dificuldade de acesso aos pontos que necessitam de manutenção devido à cheia dos rios e dificuldade de acesso por causa das estradas. As cidades mais afetadas e que ainda têm o abastecimento parcialmente prejudicado são Caxias do Sul, Gramado, Canela, Bento Gonçalves e Veranópolis. Juntas, elas representam 40% do total de unidades consumidoras ainda desligadas. A distribuidora está trabalhando com todas suas equipes próprias e com todas as empreiteiras disponíveis, ininterruptamente. Porém, os danos na rede causados pelos ventos com velocidade superior a 100 Km/h, a incidência de granizo, concentração de descargas atmosféricas destruíram muitos pontos de alimentação da rede de distribuição e quedas de barreira em estradas, enchentes e vias de acessos comprometem a ação dos eletricistas. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

 

 

Leilões

1 Leilão de expansão pode contratar térmicas a gás para NE e SE

O governo avalia a necessidade de contratação de termelétricas a gás em leilão no segundo semestre de 2017, para garantir a segurança do abastecimento nas regiões Nordeste e Sudeste. O assunto chegou a ser discutido na reunião semestral do CNPE, que aconteceu no MME nesta quinta-feira, 8 de junho. O grosso da pauta foi petróleo e combustíveis, mas autoridades e técnicos presentes também discutiram o agravamento da situação hídrica do Nordeste. A intenção de realizar um leilão de reserva e de um A-5 já havia sido anunciada pelo ministério. A eventual promoção de um certame regionalizado para a contratação de energia de base passou a ser cogitada, segundo apurou a Agência CanalEnergia, a partir da leitura de que se houver a retomada do crescimento econômico o Sudeste não vai poder suprir a energia que abastece hoje o Nordeste. O MME tem acompanhado a situação hidrológica na região, e a avaliação é de que será necessário ter uma alternativa de geração firme, já que os reservatórios das usinas do rio São Francisco não estão em condições de suportar tanto a intermitência das fontes renováveis quanto a necessidade de carga. Estudos ainda estão em andamento, mas a percepção é de que melhor escolha seriam térmicas a gás, mais limpas e mais baratas que outras fontes de energia fóssil. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

 

2 Estudos ainda vão definir a relação do programa Gás para Crescer e o leilão de térmicas

Para que a decisão do leilão de contratação de térmicas para as regiões do NE e SE seja tomada, algumas soluções terão de ser desenhadas previamente. Já existe uma térmica licitada em Sergipe, para a qual se estuda a questão do abastecimento de combustível, e o terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito no porto de Pecém, no Ceará. Os estudos ainda vão definir de que forma as ações do programa Gás para Crescer entram na equação, que pode incluir a necessidade até mesmo de um outro terminal para importação e processamento de GNL. Há também a definição da localização das usinas. Outra questão que ainda será decidida é se haverá a contratação de energia de fontes renováveis apenas em leilão de reserva. Não se descarta que essas fontes entrem na expansão, por causa da descontratação de parte dos excedentes das distribuidoras. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 07/07, os reservatórios do Sul aumentaram 1,2%. Os reservatórios se apresentam com 85,1% da capacidade. A energia armazenada é de 17.122 MWmês e a ENA é de 51.924 MWm, que equivale a 219% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 94,83%. Na região Sudeste/Centro-Oeste não houve alterações e os reservatórios contam com 43,4% da capacidade. A energia armazenada é de 88.156 MWmês e ENA é de 41.361 MWm, que corresponde a 96% da MLT. Furnas registra volume de 41,41%. No Nordeste houve recuo foi de 0,1% e os reservatórios operam com volume de 19,4%. A energia armazenada da região é de 10.064 MWmês e a ENA é de 1.927 MWm, que equivale a 34% da MLT. A usina de Sobradinho está com 12,92% da capacidade. Já na região Norte o decréscimo foi de 0,1% e os níveis estão com 64,9% em relação ao dia anterior. A energia armazenada é de 9.761 MWmês e a ENA é 4.344 MWm, que é o mesmo que 64% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,39% de capacidade. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

2 CMSE zera risco de déficit no SE/CO para 2017

O CMSE zerou novamente o risco de déficit no submercado Sudeste/Centro-Oeste, e manteve zerado para o Nordeste em 2017, na reunião realizada na última quarta-feira (7/6). Na reunião de maio, o comitê havia previsto um risco de déficit de 0,7% para o SE/CO, e de zero para o Nordeste, mesmo com situação hidrológica ainda desfavorável. De acordo com o MME, o CMSE avalia que as condições hidrológicas favoráveis na região Sul do país contribuíram para melhorar as condições de atendimento ao Sistema SIN. Em maio, as chuvas atingiram 168% da média histórica, segundo o comitê que se reuniu na última quarta-feira (7/6). Os valores esperados de armazenamento de energia ao final de junho apontam armazenamento de 96,3% no Sul, contra 71,7% no fim de maio. Já as projeções para o nível de armazenamento nas demais regiões são de 43,6% no SE/CO, 17,3% no Nordeste e 65,1% no Norte.As defluências mínimas das hidrelétricas de Sobradinho e Xingó foram reduzidas com o objetivo de proporcionar maior segurança hídrica para a bacia do rio São Francisco, diante da condição hidrológica. A operação realizada no final de maio resultou em uma redução para 600 m³/s nas duas usinas. Em maio, entraram em operação comercial 152,9 MW de capacidade instalada de geração, 650,2 km de linhas de transmissão e conexões de usinas na rede básica. (Brasil Energia – 08.06.2017)

3 Consumo de energia cresceu 0,7% em maio

O consumo de energia elétrica cresceu 0,7% em maio, em relação ao mesmo período do ano passado, subindo de 58.334 MWm contabilizados para 58.743 MWm, este ano, segundo CCEE. No mercado cativo, a demanda caiu 4,8% no período, influenciada pela migração de consumidores para o mercado livre, para 41.370 MWm. Desconsiderando o efeito das mudanças contratuais, o consumo teria aumentado 1,8% na comparação anual. No mercado livre, os novos clientes tiveram alta no consumo de 16,7%, para 17.371 MWm – seria uma retração de 1,9% sem a migração. O comércio foi o setor que apresentou o maior aumento no consumo de energia elétrica (+104,3%), seguido de serviços (+85,3%) e telecomunicações (+79,2%). (Brasil Energia – 08.06.2017) 


Meio Ambiente

1 FMASE: principal demanda do setor é agilizar licenciamento ambiental

Os sete conselheiros do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE) participaram de uma reunião de planejamento estratégico, no Edifício da Produção, na Itaipu. Durante a reunião, além de anunciar o fórum de novembro, o conselho avaliou o cenário da legislação ambiental no setor elétrico. De acordo com o presidente do Fórum de Associações do Setor Elétrico (FASE), Mario Menel, a principal demanda do setor é agilizar o licenciamento ambiental para a criação de novos empreendimentos, como hidrelétricas e linhas de transmissão. “A nossa legislação ambiental é muito lenta, um licenciamento pode durar até 12 anos para ser aprovado. Temos que acelerar o licenciamento ambiental, mas sem perder a qualidade deste licenciamento”, afirmou. Para Menel, há um entendimento equivocado de que as empresas de energia sejam prejudiciais ao meio ambiente. “Itaipu é um caso de sucesso: teve um impacto ambiental em sua construção, mas também teve as posteriores compensações. E hoje, as compensações são muito maiores que o impacto”, afirmou, se referindo às ações ambientais da empresa. “Queremos mostrar que, como acontece em Itaipu, é possível fazer uma hidrelétrica de grande porte e ter os resultados sob o ponto de vista socioambiental.” (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

2 Itaipu: Binacional terá fórum de sustentabilidade do setor elétrico em novembro

No final de novembro, a Itaipu Binacional irá receber um fórum sobre a sustentabilidade do setor elétrico, no intuito de apresentar exemplos de boas práticas ambientais na área e defender a viabilidade de novos empreendimentos. O anúncio foi feito pelo diretor-geral brasileiro, Luiz Fernando Vianna, após uma reunião do conselho do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico (FMASE), realizada na usina esta semana. “Vamos unir o FMASE, que congrega as associações do setor elétrico, e a Itaipu Binacional, a maior geradora de energia limpa do planeta, com seus programas ambientais”, resumiu Vianna. “Nossa intenção é mostrar que é possível produzir energia elétrica de forma sustentável, trazendo uma contrapartida positiva ao meio ambiente. Será uma oportunidade de mostrarmos algumas ações que Itaipu vem desenvolvendo ao longo dos anos”. Segundo o presidente do FMASE, Enio Marcus Brandão Fonseca, que vai organizar o fórum em conjunto com a Itaipu, o evento vai facilitar a disseminação das boas práticas ambientais das associações e empresas, entre elas a própria Itaipu, por todo o setor elétrico. “Itaipu é uma referência no setor não só em relação à geração de energia, mas também pelas iniciativas de conservação do meio ambiente, desenvolvimento tecnológico e envolvimento com a sociedade, ações que trazem benefícios sociais enormes à região do entorno”, afirmou. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017)

3 MP vai fixar metas de emissão de gases para distribuidoras de combustíveis

O governo pretende encaminhar uma medida provisória ao Congresso em 15 dias que cria metas para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa a serem cumpridas por distribuidores de combustíveis e um mecanismo de comercialização de "créditos" para garantir o cumprimento dessas metas. O projeto é fruto das discussões do RenovaBio, programa de incentivo à produção e comercialização de biocombustíveis que começou a ser discutido em meados do ano passado, e que pode estimular investimentos de R$ 120 bilhões até 2030, com geração de 500 mil empregos diretos no setor, de acordo com a expectativa do governo. Conforme esboço do texto obtido pelo Valor, a medida provisória prevê que o CNPE será o responsável por elaborar metas anuais de "descarbonização" das emissões para um período de dez anos, e a ANP definirá metas individuais para cada distribuidora, de forma proporcional à participação de cada uma nesse mercado. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

4 MME: distribuidoras terão de comprar “créditos de descarbonização” para cumprir as metas

As metas de redução de emissões deverão ser baseadas na oferta de biocombustíveis do ano anterior. Para garantir o cumprimento das metas, as distribuidoras terão de comprar "créditos de descarbonização" dos produtores, em uma comercialização que ocorrerá em bolsa de valores e em mercado de balcão. O mecanismo proposto é semelhante ao que existe no mercado americano, no qual há certificados negociados entre as distribuidoras dos Estados Unidos para garantir o cumprimento das metas de mistura de biocombustíveis estabelecidas pelo governo americano. A proposta de medida provisória, encaminhada pelo MME à Casa Civil, prevê que os biocombustíveis negociados sob essas regras deverão ser certificados por um organismo privado credenciado pelo MME. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

5 MME: Produtor de bicombustível receberá nota com base na eficiência energética

O projeto de metas de emissões de gases do efeito estufa não obriga todos os produtores a obterem a certificação, mas o produtor que não tiver um certificado não poderá entrar na comercialização dos créditos. Cada produtor receberá uma nota de acordo com a eficiência energética de seu biocombustível. Ou seja, quanto mais energia seu biocombustível proporcionar por uma menor quantidade de gases emitidos, maior a nota recebida pelo produtor. Essa nota será multiplicada pela capacidade de produção do produtor, o que levará a uma quantidade de certificados de redução das emissões (CREs) a que o produtor tem direito de comercializar. Os créditos também poderão ser gerados por empresas que importam biocombustíveis. Porém, os produtores nacionais devem levar vantagem, já que o produto importado terá em sua contabilização de emissões o volume emitido no transporte de navio até os portos. Serão esses créditos que os distribuidores terão de comprar, conforme as obrigações a serem estabelecidas pelo CNPE e pela ANP. Caso o distribuidor tenha em mãos mais CREs do que o obrigatório, ele poderá segura-los para garantir o cumprimento da meta do ano seguinte ou comercializá-los no mercado com outras distribuidoras. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

6 MME: O projeto prevê punições caso metas não sejam atingidas

O projeto de metas para emissão de gases do efeito estufa prevê punições a distribuidores que não atenderem às metas individuais, para produtores de biocombustíveis que comercializarem os créditos em desacordo com a lei e até para certificadoras que cometerem fraude. O texto segue as diretrizes estratégicas aprovadas em reunião do CNPE ocorrida ontem. Pelas regras do conselho, suas resoluções têm até 60 dias para se tornarem projetos de lei, mas o governo pretende antecipar a apresentação do projeto, segundo uma fonte do governo. Segundo Elizabeth Farina, presidente da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), o conjunto das diretrizes aprovadas "é o elemento que pode destravar investimentos em capacidade" no setor, embora ainda exista um caminho para que esse mercado se concretize. "Por meio dessa negociação de certificados, no fundo se torna um mercado de carbono. E quando você cria um mercado, você cria preço que não existia", ressaltou. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

 

Energias Renováveis

1 MME: fonte eólica cresceu 20% nos últimos 12 meses

A capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 152.563 MW no mês de abril, incluindo Geração Distribuída. Dentre as fontes que mais expandiram, o destaque é para geração eólica que cresceu 20% nos últimos doze meses, totalizando 10.404 MW. As informações são do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo MME. Em comparação com o mesmo mês de abril de 2016, sem considerar a GD, houve um acréscimo de 9.542 MW, sendo 6.314 MW de geração de fonte hidráulica, 1.741 MW de fonte eólica, 1.485 MW de fontes térmicas e 2 MW de fonte solar, considerando os Ambientes de Contratação Regulada e Livre. A geração distribuída atingiu 108 MW de capacidade instalada em abril de 2017, sendo composta por 7 MW de CGH, 16 MW de térmica, 10 MW de eólica e 75 MW de solar. Na matriz de produção de energia elétrica, considerando dados do mês de março de 2017, a geração hidráulica correspondeu a 80,3% do total gerado no país. Já a participação da geração por fonte térmica ficou em segundo lugar, com 15,6% da produção e a fonte eólica com 4,1%. O mês de abril também registrou 135.277 km de linhas de transmissão em operação no Brasil com tensão maior ou igual a 230 kV. No mês, entraram em operação comercial 13,5 km de linhas de transmissão. Para ler o Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro na íntegra, clique aqui. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017)

2 Casa dos Ventos: união de eólica e solar no PI

A Casa dos Ventos inaugura hoje o complexo eólico Ventos do Araripe III, com 359 MW de potência instalada, localizado na fronteira entre Pernambuco e Piauí. Segundo Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios do grupo, há a possibilidade de acrescentar outros 120 MW ao complexo, por meio de placas solares que podem ser instaladas aproveitando a estrutura dos inversores das turbinas eólicas, transformando o parque em um complexo híbrido de energia eólica e solar. [Apesar do histórico de vendas da companhia], o plano é manter o ativo na carteira do grupo, ao menos por enquanto. "Não temos nenhuma conversa ou direcionamento para vendê-lo", disse Araripe. Por enquanto, a ideia da companhia é investir para otimizar o ativo já existente. Uma possibilidade é instalar um software da GE que melhora a performance das turbinas dos aerogeradores. "Também pensamos em aproveitar a turbina da GE na instalação dos painéis solares. Dentro da turbina há uma estrutura dos inversores que podemos aproveitar na instalação de painéis solares", disse Araripe. Esses painéis devem gerar aproximadamente um terço da potência instalada do gerador eólico. Assim, se forem instalados em todos os aerogeradores, chegariam aos 120 MW, somando 480 MW em todo o complexo. (Valor Econômico – 09.06.2017)

3 Casa dos Ventos: entrave principal para desenvolvimento de complexo está na regulação

Com o avanço do plano de transformar o parque Ventos do Araripe III em um complexo híbrido de energia eólica e solar, a Casa dos Ventos vai poder aproveitar boa parte do que já foi investido em conexão elétrica, subestações e inversores do complexo eólico. Segundo Lucas Araripe, diretor de Novos Negócios do grupo, o principal obstáculo, neste momento, é o fator regulatório. Não será necessário aumentar a margem de escoamento do parque, uma vez que a energia gerada pelas placas solares vai compensar os momentos em que as turbinas eólicas estiverem com menor capacidade. "Mas ao mesmo tempo, do ponto regulatório, eu precisaria de margem de escoamento para comercializar essa energia em um futuro leilão", explicou Araripe. Outra questão é a sombra do aerogerador na placar solar. "Temos que ver com os nossos engenheiros onde instalar as placas para escapar da sombra dos aerogeradores ao longo do dia", disse. A Casa dos Ventos investiu R$ 1,8 bi no Ventos do Araripe III, composto por 14 parques, sendo nove no Piauí e cinco em Pernambuco. São 156 aerogeradores. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

4 Geração eólica: potencial mapeado no interior da Paraíba chega a 2 GW

A cerca de 700 metros acima do nível do mar, em pleno sertão paraibano há uma mina de ouro quase inexplorada, mas que é encontrada na forma de ventos. Mapeamento feito pela Iberdrola aponta que ali naquela região há um enorme potencial no melhor estilo do polo de João Câmara (RN). Segundo estimativas da companhia são 2 GW que podem ser viabilizados nessa região, mas o investimento nessa área encontra duas barreiras, a primeira é a atual ausência de leilões, uma situação que deverá ser revertida com o tempo, a outra é estrutural, pois não há uma linha de transmissão para o escoamento desse potencial. A primeira e única empresa a aportar na região é a Força Eólica do Brasil (joint venture entre a Iberdrola e a Neoenergia). A companhia constrói três parques na região que juntos possuem 94,5 MW em capacidade instalada. Com esses empreendimentos a única forma de escoamento de energia existente, em duas subestações da distribuidora local, a Energisa, foram totalmente ocupadas. Somente a companhia possui cerca de 500 MW em projetos desenvolvidos na região. Contudo, novos aportes só sairão do papel caso haja a capacidade de transmissão por meio de linhas da Rede Básica. “Temos 94 MW de capacidade, mas fizemos um estudo e temos desenvolvidos 500 MW em projetos que serão analisados para futuros leilões”, comentou a diretora da Força Eólica do Brasil, Laura Porto. “Antes precisamos de capacidade de escoamento, pois o que tinha foi utilizado. A EPE já fez a previsão e o projeto para ter uma linha que passe por aqui está encaminhado”, destacou. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

5 Eólicas Pedra Cheirosa: liberadas para operação em teste

As usinas eólicas Pedra Cheirosa I e II receberam autorização para operação em teste das unidades UG1 a UG12, de 2,1 MW cada, totalizando 25,2 MW de capacidade instalada; e UG1 a UG11, de 2,1 MW cada, totalizando 23,1 MW de capacidade respectivamente. Os testes valem a partir de 8 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta quinta-feira, 8. As usinas ficam localizadas no município de Itarema, no estado do Ceará. (Agência CanalEnergia – 08.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Petrobras rompe fornecimento de gás para empresa do grupo J&F

A Petrobras notificou a Âmbar, empresa de energia da holding J&F, controladora da empresa de alimentos JBS, da extinção antecipada de contrato de fornecimento de gás para uma termelétrica em Cuiabá devido à violação de cláusula contratual que trata de legislação anticorrupção, segundo comunicado da estatal nesta quinta-feira. "A Petrobras também exercerá a prerrogativa de cobrança de indenização pelo descumprimento das cláusulas contratuais da ordem de 70 milhões de reais", disse a companhia, citando "gravações de delações premiadas de executivos do grupo J&F, de que cometeram atos que violam a legislação anticorrupção vigente". (Reuters – 08.06.2017)

 

2 CNPE aprova alterações em rodadas de óleo e gás programadas para 2018

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta quinta-feira promover algumas alterações no planejamento das rodadas de licitações de áreas de exploração de óleo e gás programadas para maio do ano que vem, tanto na rodada de partilha (pré-sal) como na de áreas de concessão, fora do pré-sal. No caso da Quarta Rodada de licitação de blocos do pré-sal, sob o regime de partilha, programada para maio de 2018, o CNPE decidiu ampliar a oferta para o sul do prospecto de Uirapuru, na Bacia de Santos. No caso da 15ª Rodada de licitações sob o regime de concessão, também prevista para maio do ano que vem, foram incluídos os setores SSEAL-AUP1 e SSEAL-AUP2, na Bacia de Sergipe-Alagoas, e o setor SPEPB-AP3, da Bacia de Pernambuco-Paraíba. Também foi antecipada, da 16ª Rodada para a 15ª Rodada de concessões, a oferta do setor SC-AP5, da Bacia de Campos. Por outro lado, foi postergada da 15ª Rodada para a 16ª Rodada, programada para o segundo semestre de 2019, a inclusão do setor SC-AP4 da Bacia de Campos. (Reuters – 08.06.2017) 

 

3 ANP: Brasil terá mais facilidade em ofertar áreas de exploração de óleo e gás

O Brasil vai se tornar mais ágil e dinâmico na oferta de áreas para exploração e produção de petróleo e gás, a partir de uma nova política aprovada nesta quinta-feira pelo governo, fomentando principalmente a atividade de pequenas e médias empresas, disse à Reuters o diretor-geral da ANP, Décio Oddone. Em reunião realizada nesta quinta-feira, o CNPE permitiu que a ANP oferte permanentemente áreas exploratórias que já tenham sido objeto de licitação e não tenham sido arrematadas, ou que tenham sido devolvidas ao governo por empresas. A partir de agora, a ANP precisa aguardar que a decisão seja publicada no Diário Oficial da União (DOU) para dar início à regulamentação das normas para a oferta de áreas. Oddone explicou, no entanto, que o mecanismo deverá ser muito similar ao que hoje é aplicado para as rodadas de áreas marginais. Mas, com o novo aval do CNPE, o processo será mais rápido, já que as áreas para licitação e o próprio leilão não precisarão passar pela aprovação do governo federal, como acontece atualmente. Segundo a decisão do CNPE, não serão incluídas áreas no polígono do pré-sal e as consideradas estratégicas segundo a lei que regula a exploração sob regime de partilha de produção no Brasil. A oferta permanente de áreas exploratórias foi uma das medidas incluídas na nova política de exploração e produção no Brasil, que busca atrair investimentos para o país e cujas diretrizes foram aprovadas pelo CNPE nesta quinta-feira. (Reuters – 08.06.2017) 

 

4 Aneel: CVU da UTE Campo é alterado para R$ 630,47/ MWh

A Aneel aceitou o pedido feito por Furnas e alterou o custo variável unitário da UTE Campos (RJ) para R$ 630,47/MWh.O valor deverá ser adotado a partir da primeira revisão do Programa Mensal de Operação. Quem também teve o pedido para alteração no CVU aceito foi o complexo termelétrico Jorge Lacerda, da Engie Brasil Energia. O da UTE Jorge Lacerda I vai ficar em R$ 238,56/ MWh; o da Jorge Lacerda II em R$ 217,89/ MWh. Já o da UTE Jorge Lacerda III foi redefinido em R$ 209,48/ MWh e o da UTE Jorge Lacerda IV será de 178,91. Os valores deverão ser aplicados da primeira revisão do PMO após a publicação do despacho da Aneel. (Agência CanalEnergia – 09.06.2017) 

 

 

Grandes Consumidores

1 Whirlpool: redução de 36% na intensidade energética de fábricas na América do Sul

A Whirlpool, dona das marcas de eletrodomésticos Brastemp, Consul e Kitchen Aid, reduziu em 36% a intensidade energética de suas quatro unidades produtivas na América do Sul (Rio Claro, Joinville, Manaus e Buenos Aires), entre 2014 e 2016. O indicador se refere ao volume de energia, em gigajoules, consumido a cada R$ 1 mi vendidos pelo grupo que faturou R$ 9,2 bi na América Latina em 2016. Em 2014, a intensidade energética foi de 107,4 GJ/R$ milhão e em 2016, de 68,7 GJ/R$ milhão. O consumo total em 2014 foi de 987 mil GJ e em 2016 de 815 mil GJ. O consumo é distribuído em 70,7% de eletricidade e o restante de energia térmica. Segundo o diretor de sustentabilidade da Whirlpool, Vanderlei Niehues, o resultado foi alcançado por ações de eficiência energética que envolveram troca de motores elétricos, retrofit de iluminação, melhorias no processo produtivo e por intenso trabalho de setorização de redes elétricas nas fábricas. Um passo adiante, revela o diretor, será adotar o conceito da manufatura 4.0, que prevê a adoção de tecnologias inovadoras para automação e troca de dados. Isso fará, segundo ele, que em dez anos o controle de energia seja por máquinas produtivas e não mais apenas por setores produtivos. A preocupação com o consumo, porém, ainda não foi suficiente para convencer o grupo a adotar algum tipo de sistema de autogeração, como cogeração a gás ou biomassa ou uso de energia solar fotovoltaica. Segundo Niehues, em plantas no Estados Unidos já há casos, mas não na América Latina, onde para ele ainda não se mostra viável economicamente. (Brasil Energia – 08.06.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Mercado de juro futuro tem dia morno, com investidores à espera do TSE

O mercado de juros futuros da B3 teve uma sessão bastante morna nesta quinta-feira, com investidores evitando alterar substancialmente posições em pleno julgamento da chapa Dilma-Temer do TSE. Até as 16h15, pouco mais de 837 mil contratos de DI haviam sido negociados, o que coloca a sessão de hoje a caminho de ser a menos movimentada desde 29 de maio. Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 mostrava 9,320% (9,310% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 tinha taxa de 9,410% (9,400% no último ajuste). E o DI janeiro/2021 operava estável, a 10,470%. Entre investidores, a avaliação é que a continuação de Temer na Presidência já está nos preços, o que sugere que a não cassação da chapa teria potencial limitado para mexer nos ativos. “O maior medo do mercado hoje é com eleições indiretas, porque isso aumentaria a chance de um rompimento da agenda reformista”, diz o estrategista de renda fixa da Renascença, Pedro Barbosa. O governo, porém, teria pouco tempo para comemorar um resultado favorável no TSE. Em seguida, o foco do Planalto se voltaria para a Câmara dos Deputados, em meio a perspectiva de que a Procuradoria Geral da República (PGR) ofereça denúncia contra o presidente, já investigado em inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente precisa de um terço dos votos da Câmara para impedir que o processo siga para o STF. (Valor Econômico – 08.06.2017)

 

2 Adesão à OCDE custará ao país € 15 mi por ano

O Brasil terá de pagar anuidade de cerca de € 15 milhões (mais de R$ 55 milhões) quando se tornar membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse o subsecretário de assuntos econômicos e financeiros do Itamaraty, Carlos Cozendey. Hoje, diz, o Brasil está em dívida com várias organizações internacionais, principalmente nas Nações Unidas. Na semana passada, o governo brasileiro apresentou um pedido para se tornar membro da OCDE, que reúne 35 países. Se aceito, o país se tornará então candidato à adesão, processo que pode levar três ou quatro anos e que também é pago. Os 25 comitês da entidade vão analisar a legislação brasileira e apontar o que precisa ser mudado ou implementado. O governo brasileiro ainda não tem a estimativa de quanto custaria esse processo de avaliação até que o país se torne membro. "Mas não é barato. É caro. Tem de pagar um monte de missões e consultores que vão examinar a legislação brasileira", afirma Cozendey. Depois de se tornar membro efetivo, o Brasil passará a pagar anuidade, calculada em função do PIB do país, e que o governo estima em cerca de € 15 milhões. Desse total, € 12 milhões se referem a contribuições obrigatórias e outros € 3 milhões fora do orçamento regular para participar de programas e comitês específicos de interesse do Brasil. (Valor Econômico – 09.06.2017)

 

3 IBGE: Produção industrial cresce em apenas 5 de 14 locais em abril 

A produção industrial brasileira aumentou 0,6% entre março e abril, mas esse crescimento médio foi concentrado em apenas cinco dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Santa Catarina liderou a lista com aumento de 1,2% na produção, que eliminou parte da queda de 4% registrada em março. Região Nordeste (0,6%), Pernambuco (0,6%), Ceará (0,6%) e Minas Gerais (0,5%) completaram o conjunto de locais elevaram a produção em abril. No Espírito Santo, a indústria ficou estável. Amazonas (-1,9%), Rio de Janeiro (-1,9%), Paraná (-1,6%) e Goiás (-1,3%) apontaram os resultados negativos mais acentuados, com o primeiro eliminando parte da expansão de 5,5% verificada em março. O segundo interrompeu três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 4%; o terceiro marcou o segundo mês seguido de queda e acumulando, nesse período, redução de 4,5%; e o último reverteu quatro meses em sequência de taxas positivas, período em que avançou 13,0%. As demais taxas negativas foram registradas no Rio Grande do Sul (-0,8%), Pará (-0,8%), Bahia (-0,7%) e São Paulo (-0,1%). Na comparação com abril de 2016, a queda de 4,5% na produção nacional se espalhou por 12 dos 15 locais pesquisados. O quarto mês deste ano teve dois dias úteis a menos (18) do que em 2016. São Paulo (-8,1%), Bahia (-8,0%) e Pernambuco (-7,2%) assinalaram as perdas mais intensas. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

 

4 IPCA sobe para 0,31% em maio, mas taxa é a menor para o mês desde 2007

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,31% em maio, após se situar em 0,14% um mês antes, informa o IBGE. Apesar da alta, o resultado é o menor para maio desde 2007. Em maio de 2016, o IPCA aumentou 0,78%. Nos últimos 12 meses encerrados em maio, houve avanço de 3,60%. Em abril de 2017, o acumulado em 12 meses do índice estava em 4,08%. É a menor taxa em 12 meses desde maio de 2007, quando foi 3,18%. Nos cinco primeiros meses do ano, o IPCA acumulou alta de 1,42%. O IPCA de maio ficou abaixo do piso das estimativas obtidas pelo Valor Data, de 0,32%. No acumulado em 12 meses, a expectativa era de que a inflação fosse de 3,75%. As contas de luz aumentaram 8,98%, liderando, com 0,29 ponto percentual, o ranking das principais contribuições do mês, após o desconto dado nas tarifas no mês anterior. Responsável pela significativa parcela de 3,3% da despesa das famílias, a energia elétrica ajudou na alta do IPCA de 0,14% para 0,31% entre abril e maio. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

 

5 IGP-M recua 0,51% na primeira prévia de junho

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,51% na primeira prévia de junho, de acordo com a FGV. Um mês antes, porém, a queda foi de 0,89%. Houve um recuo menos intenso nos preços agropecuários no atacado, mas os itens industriais registraram queda um pouco maior. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,07% na primeira prévia de junho, ante baixa de 1,37% na parcial do mês anterior. Os preços dos produtos agropecuários saíram de queda de 1,80% para recuo de 0,61%, enquanto os produtos industriais foram de baixa de 1,22% para declínio de 1,24%. No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta de 0,03% para 0,13%. Das oito classes de despesa avaliadas, sobressaiu Habitação, em que a tarifa de eletricidade residencial saiu de queda de 2,35% para aumento de 3,32%. Mudou de direção o grupo Educação, Leitura e Recreação enquanto Transportes reduziram o ritmo de queda. Com avanços mais expressivos, apareceram Vestuário e Despesas Diversas. Nestas classes de despesa, destacaram-se os itens passagem aérea, gasolina, roupas femininas, e tarifa postal, respectivamente. Na contramão, frearam o ritmo de aumento Saúde e Cuidados Pessoais e Comunicação. Alimentação teve pequena alteração. Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) deixou baixa de 0,06% para incremento de 1,43%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços foi de queda de 0,14% para baixa de 0,01%. O custo da Mão de Obra subiu 2,62%, após ter registrado variação nula. (Valor Econômico – 09.06.2017) 

 

6 IPC-Fipe tem deflação de 0,10% na primeira medição de junho

Influenciado pela queda nas despesas com alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) aprofundou a deflação de 0,05% no fim de maio para 0,10% na primeira medição de junho. As despesas com alimentação saíram de queda de 0,21% para recuo de 0,51% no período e tiraram 0,13 ponto percentual do IPC-Fipe. Habitação também registrou baixa, mas menos acentuada - o recuo saiu de 0,36% para 0,13%, o que tirou mais 0,04 ponto da taxa do índice geral na primeira leitura de junho. Vestuário passou de elevação de 0,12% para decréscimo de 0,01%. (Valor Econômico – 09.06.2017)

 

7 Dólar ontem e hoje 

Hoje, às 9h56, o dólar comercial subia 0,16%, a R$ 3,2699, após marcar R$ 3,2704 na máxima.Ontem, a moeda americana caiu 0,26%, a R$ 3,2647, após chegar a subir para R$ 3,2889 durante a sessão. O dólar para julho cedia também 0,26%, a R$ 3,2785. (Valor Econômico – 08.06.2017 e 09.06.2017) 



Rua Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302 - Botafogo - Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368

A ASEF
A ASEF E VOCÊ

HISTÓRIA

GALERIA DE FOTOS
ASSOCIE-SE
COMO CHEGAR

BOLETINS
JORNAIS
CONVÊNIOS

FALE CONOSCO
LINKS ÚTEIS
ATA DE FUNDAÇÃO