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Notícias Junho
08/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Aneel: Empresas com atrasos em obras de LTs terão barreiras para entrada em leilão

A Aneel estuda ampliar o rigor de uma "cláusula de barreira" que tem sido adotada em leilões de concessão para a construção de novas LTs de eletricidade, com o objetivo de restringir a participação de empresas com muitas obras atrasadas. O diretor José Jurhosa disse no dia 7 de junho que "é bem provável" que a mudança possa valer já para a próxima licitação do setor de transmissão, prevista para dezembro, como meio de reduzir os problemas que a agência tem observado na implementação das linhas. Segundo um relatório do órgão regulador, estão atrasados cerca de 64% dos empreendimentos no setor de transmissão. O mesmo documento aponta que a duração média das obras no segmento saltou de 795 dias em 2011 para um recorde de 1,2 mil dias em 2016. O aprimoramento da chamada "cláusula de barreira" dos leilões foi sugerido pela área de fiscalização da Aneel e deverá ser avaliado pela diretoria do órgão em breve. A proposta dos técnicos da agência é que uma análise prévia do desempenho das transmissoras em operação no país passe a levar em conta também obras autorizadas às empresas sem licitação. Atualmente, é considerado o desempenho das companhias apenas em obras de linhas cujas concessões foram arrematadas em leilões. (Reuters – 07.06.2017) 

2 Aneel: A sugestão de rigidez da cláusula de barreira é causada após análise de obras de transmissoras

A sugestão de tornar mais rígida a cláusula de barreira veio após uma análise detalhada sobre a carteira de obras de Chesf, Furnas e das estatais estaduais CEEE-GT e Celg-GT. "A fiscalização financeira entende que as empresas avaliadas atualmente não apresentam condições seguras de concluir as respectivas carteiras de empreendimentos de maneira sustentável quanto à administração da dívida existente", disseram os técnicos. Eles apontaram Chesf e Celg-GT como "os casos mais críticos". O relatório também sugere "monitoramento contínuo e a limitação de novas outorgas de autorizações para os grupos de concessionárias com baixo desempenho", com a liberação de novos investimentos apenas após o final de projetos em execução. A fiscalização da Aneel também irá sugerir à diretoria do órgão que recomende ao governo federal a decretação de caducidade da concessão para seis empreendimentos da Chesf devido a atrasos, o que na prática significa que a empresa pode perder a autorização para construção e operação das linhas. Os projetos na mira do regulador têm contratos de concessão com data de 2007, 2011 e 2012, mas contam com previsão de serem concluídos pela estatal apenas em 2021. Desses seis empreendimentos de transmissão da Chesf, três apresentam avanço físico zero, enquanto os demais avançaram 5 por cento, 10 por cento e 40 por cento. O investimento previsto total nas linhas é de quase 130 milhões de reais. (Reuters – 07.06.2017) 

3 GSF: Advogado ressalta necessidade de solução para risco hidrológico

O advogado e ex-diretor da Santo Antonio, Rodrigo Leite, conta que em sua avaliação o melhor para o setor elétrico nacional seria uma reforma geral, justamente no caminho que vem se falando nos últimos meses. Mas alertou que ainda há uma abrangente gama de assuntos que ainda trazem insegurança do ponto do vista jurídico que precisam ser solucionados. Em uma eventual reforma do setor elétrico não se pode deixar de fora uma solução para o GSF como o conhecemos atualmente. Essa questão deve ser estudada de forma mais sistêmica uma vez que hoje temos o deslocamento da geração hidrelétrica e mesmo com a repactuação do risco hidrológico adotado no passado esse não é um tema pacificado. Haja vista a retomada das discussões sobre o tema esse ano que pode alcançar R$ 20 bilhões em 2017, segundo os mais recentes números da CCEE. “Pesava-se que com a aprovação do GFOM a questão do deslocamento hídrico estaria solucionada, vemos que não está, o MCP continua travado.”, apontou. “E vemos que não há perspectivas de curto prazo, é liminar em cima de liminar para quem detém crédito ou débito. É necessário que se tenha uma equação que resolva a questão do GSF no ACL, pois em nenhum cenário avaliado pelas geradoras a repactuação do risco não era economicamente viável”, ressaltou. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

4 GSF: Problema de risco hidrológico tem início com MP 579, afirma advogado 

Todos esses problemas, lembra o advogado Rodrigo Leite, tiveram sua gênese com a MP 579. Afetou primeiro com as geradoras e o GSF de 2014, depois as distribuidoras sobrecontratadas e agora o problema volta com as geradoras. Esses dois ambientes do setor tem sido fonte de diversas demandas jurídicas. E até mesmo a transmissão, um segmento classificado como o mais seguro no setor, trazendo demandas por conta da polêmica indenização dos ativos da RBSE que tem sido questionada por consumidores, primeiramente pela Abrace e agora mais recente ela Anace. “Isso se deve pelo fato de que esses valores já foram pagos pelos consumidores por meio da RGR”, destacou. A questão do risco hidrológico, comentou, mostra que o MRE precisa ser repensado. E exemplifica tomando como base o caso da própria Santo Antônio e o caso que a levou à Justiça pela primeira vez. Em sua avaliação um GSF de 20% não pode ser configurado como risco do negócio, o contrato prevê um nível de 5% de risco, um pouco mais pode ser aceitável, mas não o nível que se viu em 2014 e 2015 e o que se prevê para 2017. “A paralisação do mercado de curto prazo indica que o setor precisa de reestruturação, uma ampla reforma, algo mais complexo que envolve, inclusive, questões técnicas de como calcular, por exemplo, a garantia física de usinas e o próprio PLD”, comentou. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

5 Liquidação do MCP de abril movimentou R$ 1,73 bi

A CCEE finalizou nesta quarta-feira, 7 de junho, a liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo referente a abril de 2017, que movimentou R$ 1,73 bi dos R$ 3,71 bi contabilizados. Do valor não pago, R$ 1,64 bi está relacionado com liminares de GSF no mercado livre e R$ 340 mi representam outros valores em aberto da liquidação. É importante mencionar que os agentes amparados por decisões que determinam a incidência regular das normas vigentes perceberam uma adimplência de 38%; e os agentes que possuem decisões judiciais vigentes para não participar do rateio da inadimplência oriunda de liminares do GSF perceberam uma adimplência próxima de 89%. Após a operacionalização dessas decisões judiciais, os demais agentes credores que não possuem liminares relacionadas ao rateio da inadimplência receberam cerca de 4%. A operação, realizada pela CCEE, envolveu 5.893 agentes, sendo 1.181 devedores e 4.712 credores. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

6 Liquidação referente aos Recursos de Bandeia Tarifária movimentou R$ 212 mi

A CCEE fez a liquidação da Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias. A liquidação referente aos recursos de bandeiras tarifárias na contabilização de abril de 2017 movimentou R$ 212.304.856,21. A operação considerou o pagamento de 76 distribuidoras e permissionárias devedoras na Conta no valor de R$ 210.477.785,42, com uma inadimplência no montante de R$ 99.470,59 e o pagamento do prêmio de risco hidrológico no valor de R$ 1.816.489,04 aportados por cinco agentes. Os recursos arrecadados foram repassados pela Conta Bandeiras a 20 distribuidoras credoras, conforme estabelecido no Despacho SGT/ANEEL nº 1.492/2017. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

7 Acre convida investimentos em energia limpa

O governador do Acre, Tião Viana, visitou a planta solar fotovoltaica de Cobija e expressou seu interesse em investimentos na área e no fortalecimento dos laços de integração e confiança entre a Bolívia e o Brasil. “Estamos abertos a receber investimentos que apostem na geração de energia limpas, em sociedade com os empresários do Acre”, enfatizou Viana. (Cambio – Bolívia – 07.06.2017)

8 Acaray: venda de energia para o Brasil começará em julho 

Após a primeira reunião técnica em Curitiba, representante da ANDE e da Copel definiram os termos e a partir do segundo semestre ocorrerá a venda de energia do Paraguai da usina Acaray para o Brasil. Aspectos ténicos, operativos e econômicos ainda tem que ser definidos, mas o fornecimento será em torno de 100 MW, metade da capacidade instalada da hidrelétrica Acaray (220MW), preço ainda será definido devido a diferença técnica das freqüência do sistema elétrico de cada pais, Paraguai (50 Hz) e Brasil (60 Hz). (ABC Color – Paraguai – 08.06.2017)


9 Mercosul Energy interessada na energia de Acaray

A empresa Mercosul Energy do Brasil também está interessas na importação da energia de Acaray, disse o diretor Sergio Paulo Soares. Para isso aguardará a decisão do Ministério de Minas e Energia do Brasil. (ABC Color – Paraguai – 08.06.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: estatal tem duas semanas para reembolsar RGR em R$ 1,4 bi

A Eletrobras tem mais duas semanas para apresentar à Aneel a correção e atualização do valor de R$ 1,4 bilhão que precisa devolver para a conta setorial de Reserva Global de Reversão. O montante é referente à amortização de financiamentos não transferidos à RGR entre 1998 e 2011. A devolução do valor corrigido deverá ser feita em parcelas mensais entre julho deste ano e dezembro de 2026, de acordo com decisão publicada na edição desta quarta-feira (7/6) do Diário Oficial da União. A Eletrobras também deverá devolver ao fundo RGR os recursos obtidos com a alienação de ações da Ceal, Cepisa, Ceron e Eletroacre, no valor limite total de R$ 506 milhões, com prazo de 30 dias após o recebimento dos recursos. (Brasil Energia – 07.06.2017) 

 

2 Copel: empresa prepara oferta de ações de R$ 4 bi

A estatal paranaense Copel colocou na rua um plano para fazer uma oferta de ações na qual pretende captar cerca de R$ 4 bi, apurou o Valor. A operação deve reforçar o caixa da elétrica e pode, no limite, levar a uma diluição da participação do governo do Paraná na empresa. A Copel pediu que bancos e escritórios de advocacia interessados em assessorá-la no processo apresentem suas propostas até sexta-feira -primeira de uma série de medidas práticas antes de protocolar o pedido de oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Por isso, ainda não há prazo para a operação. A expectativa é que a operação seja totalmente primária. Isso significa que vai levantar dinheiro novo para a companhia, que tem R$ 2,7 bi em dívidas vencendo no curto prazo. No entanto, a depender do resultado, a oferta de ações da Copel também pode ter como efeito prático diminuir a fatia do Estado paranaense (atualmente 58,62% dos papéis com direito a voto) na companhia sem a necessidade de vender ações que já tem. Basta que o governo não mantenha sua proporção no aumento de capital - algo não tão simples em termos de imagem, mas possível de fazer. Em setembro, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou uma lei autorizando o Poder Executivo a alienar ações que excedam 51% das ações ordinárias da Copel, desde que o valor seja superior ao patrimonial dos papéis - que era de R$ 56,80 no fim de março deste ano. No mercado, porém, as ações têm sido negociadas a menos da metade desse valor. No pregão de ontem, subiram 0,41%, para R$ 21,99. (Valor Econômico – 08.06.2017)

 

3 Neoenergia: empresa vai incorporar Elektro e Iberdrola será majoritária após operação

O grupo de energia elétrica Neoenergia firmou acordo de acionistas que o permitirá incorporar a Elektro Holding, da espanhola Iberdrola Energia, que passará a ser majoritária no negócio após a associação, informou a companhia em fato relevante nesta quinta-feira. Após a implementação da operação, a Iberdrola terá 52,45% da Neoenergia, contra 39% atualmente. Os demais sócios da elétrica, Previ e BB Banco de Investimentos, ficarão com 38,2% e 9,35%, respectivamente, ante 49% e 12% hoje. A Neoenergia atua em geração, transmissão e comercialização de eletricidade, além de controlar distribuidoras de energia na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Já a Elektro, que pertence 99,9% à Iberdrola, controla operações de distribuição de energia em São Paulo e Mato Grosso do Sul, além de possui ativos de geração renovável."A operação resultará no surgimento de uma companhia líder no setor elétrico na América Latina, com sede e centro de operações no Brasil, e com sócios relevantes... o que assegura o compromisso da companhia combinada em desenvolver o setor elétrico brasileiro", disse a Neoenergia em seu comunicado ao mercado. O negócio está sujeito à aprovação da Aneel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Reuters – 08.06.2017) 

 

4 Light Sesa: Fitch atribui rating à proposta de emissão de debêntures 

A Fitch Ratings atribuiu na última terça-feira, 6 de junho, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘A-(bra)’ (A menos (bra) à proposta de 12ª emissão de debêntures da Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light Sesa), da espécie quirografária, no montante de até R$ 270 mi. As debêntures serão emitidas em até três séries, sendo a primeira com o prazo de 18 meses e as demais com vencimento em até três anos. Os recursos da emissão serão destinados ao reforço de capital de giro da emissora. Os ratings do grupo Light refletem o entendimento da Fitch de que a revisão tarifária da Light Sesa, concluída em março de 2017, foi bastante positiva para a companhia e, consequentemente, para o grupo. Há a possibilidade de um significativo fortalecimento do EBITDA, consolidado e gradual de redução da atual elevada alavancagem líquida ajustada, atingindo patamares inferiores a 4,0 vezes a partir de 2019. Além disso, a Fitch considera que a melhora nas métricas de crédito tornam mais favoráveis as condições para que o grupo Light equacione suas necessidades de rolagem de dívida de curto prazo e fortaleça sua posição de liquidez. No entanto, a agência reconhece que o perfil de crédito mais pressionado de seu principal acionista, a Cemig (Rating Nacional de Longo Prazo ‘BBB’, Perspectiva Negativa), pode limitar seu acesso a crédito. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017)

 

5 Light Sesa: Fitch espera melhora do perfil financeiro da companhia

A avaliação do grupo Light [pela Fitch] reflete a visão consolidada de seu perfil de crédito, tendo em vista a existência de cláusulas de cross-default em algumas dívidas, incluindo na proposta de emissão de debêntures. Também considera a expectativa de melhora do perfil financeiro consolidado e do desempenho operacional individual da Light Sesa, que se beneficia da exclusividade na distribuição de energia em sua área de concessão, que engloba parte da região metropolitana do Rio de janeiro. No entanto, apresenta níveis de eficiência e de rentabilidade insatisfatórios no segmento de distribuição de energia elétrica, em comparação com outras companhias, com elevadas perdas de energia e necessidade de melhorar seus índices de qualidade operacional. O grupo Light se beneficia de uma geração operacional de caixa mais previsível em seu negócio de geração de energia, por meio da Light Energia. O grupo possui investimentos em execução e previstos em diversas usinas, que deverão elevar sua capacidade instalada em 45% até 2019, para 1.515 MW. A energia assegurada de suas hidrelétricas em operação é, em grande parte, comercializada com grandes clientes industriais, negociados no mercado livre, por meio de contratos de longo prazo. Em seu cenário-base, a Fitch considera que esta empresa continuará fazendo parte do grupo e comercializando sua energia assegurada a preços satisfatórios nos próximos anos. A agência entende que uma possível alienação desta subsidiária, conforme consta no plano de desinvestimentos da Cemig, estaria sujeita a diversas aprovações, incluindo acionistas minoritários e credores do grupo Light. Ainda assim, em caso de eventual êxito da Cemig na venda da Light Energia, sem que os recursos da transação permaneçam no próprio grupo Light para pré-pagamento de dívidas ou reforço de caixa, os ratings do grupo Light poderão ser negativamente impactados. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

6 Fitch analisa GSF no Brasil e o caso específico da Light

A análise da Fitch considera que os negócios do setor de energia brasileiro apresentam risco regulatório moderado e que a exposição a risco hidrológico, inerente ao setor, ainda se encontra acima da média. Para 2017, a expectativa de que o Generation Scaling Factor (GSF) deva permanecer, em média, abaixo de 1,0 vez no ano, eleva os danos da exposição da companhia ao risco hidrológico. A Light Energia não aderiu à repactuação desse risco, conforme proposta do governo no início de 2016 e possui mais de 90% de sua energia assegurada já contratada até 2018. Amparada por liminares, a companhia não vem realizando a liquidação das compras de energia realizadas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para cumprir as obrigações contratuais de entrega de energia. Em seu cenário-base, a Fitch considera a regularização do débito, de R$ 134 milhões ao final de março de 2017 até o final deste ano. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

7 Cemig: investimentos de cerca de R$ 80 mi em automação do sistema elétrico

A Cemig já está em processo de instalação de 1.900 religadores trifásicos na rede de distribuição que atende 8,2 milhões de clientes em Minas Gerais. Foram mais de R$ 80 mi investidos na aquisição dos equipamentos, que irão melhorar a qualidade do fornecimento de energia para o estado. Está previsto também a instalação de 950 religadores monofásicos, que impactam na redução do número de interrupções, principalmente nas áreas rurais. Segundo o gerente de Automação e Planejamento da Operação da Distribuição da Cemig, Marcos Arruda, o grande proveito da instalação dos equipamentos é o aumento da flexibilidade operativa, o que proporciona redução do número de clientes atingidos nas interrupções e também redução do tempo médio de duração das interrupções. “Com esses novos equipamentos, esperamos uma melhoria nos indicadores que medem a qualidade do fornecimento de energia, com redução no tempo e na quantidade das interrupções para os clientes da Cemig. Esperamos, ainda, redução no número de interrupções, principalmente em redes rurais extensas e com número elevado de clientes, cujo atendimento tende a ser mais demorado devido à distância percorrida pelas equipes até os locais da manutenção”, afirma Marcos Arruda. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

8 Eletrobras AM: investimentos de R$ 53 mi na renovação da frota de veículos e barcos

A Eletrobras Distribuição Amazonas apresentou esta semana em um evento a nova frota de veículos e lanchas para 43 municípios do interior do Estado, com 85 veículos e 42 lanchas. O investimento é da ordem de aproximadamente R$ 53 mi. Os reforços na frota terrestre e fluvial será utilizado nos serviços emergenciais e comerciais de melhoria na rede elétrica. As novas lanchas irão ajudar no atendimento em comunidades isoladas e de difícil acesso, permitindo maior agilidade e qualidade no atendimento das ocorrências nas localidades do interior do estado. Segundo o Diretor-Presidente da Eletrobras Distribuição Amazonas, Francisco Romário, esta nova frota que estará a serviço dos consumidores amazonenses representa um grande esforço da Direção da Distribuidora. “Esta entrega da nova frota mostra a importância dos cidadãos amazonenses do Interior que, como consumidores, conquistam ainda mais cidadania com melhores condições de atendimento em energia elétrica nas áreas urbanas e rurais, promovendo assim maior desenvolvimento para o Amazonas. Com mais equipes trabalhando, iremos agilizar o atendimento das ocorrências, melhorando a qualidade e a confiabilidade no fornecimento de energia no interior do Estado”, afirmou. Para o Diretor de Operação do Interior, José Rocha, o novo cenário irá permitir a realização da substituição de estruturas em postes, desobstrução da rede elétrica, dentre vários outros serviços. “A população do interior irá perceber gradativamente a melhoria no fornecimento de energia em cada município”, explicou. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017)

 

9 Furnas: Operação cumpre mandados de busca

Policiais civis cumprem nesta quinta-feira (8/6) 33 mandados de busca e apreensão para investigar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Furnas. A operação, chamada de Barão Gatuno, uma fase da Operação Lava-Jato, tem como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Um dos mandados foi direcionado para a sede de Furnas, na zona sul do Rio de Janeiro. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça estadual e estão sendo cumpridos pela Delegacia Fazendária, responsável pela investigação do esquema, com o apoio de 15 delegacias e da Coordenadoria de Combate à Corrupção do Laboratório de Tecnologia e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Rio. Também apoia a operação a Polícia Civil de São Paulo, já que alguns mandados estão sendo cumpridos no estado. Segundo informações veiculadas pela imprensa, a operação investiga a aquisição de participação, pela estatal, na hidrelétrica Serra do Facão. (Brasil Energia – 07.06.2017)

 

10 Abraceel: quatro novas empresas em seu quadro são confirmadas

A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, por meio de seu Conselho de Administração, acaba de incluir quatro novas empresas em seu quadro de associadas. Libra Comercializadora, Stima Energia, Enex Energia e Ribeirão Energia ingressam na entidade, que passa agora a representar um total de 80 empresas que atuam com comercialização de energia elétrica em todo o país. “O crescimento do nosso grupo de associados demonstra a força do mercado livre no Brasil”, explica Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

 

Leilões

1 Leilão de descontratação interrompe processos punitivos por atrasos em cronogramas

Com edital em audiência pública, o leilão de descontratação de energia de reserva já é motivo para interromper processos punitivos por atrasos de cronogramas de usinas na Aneel. Na reunião da diretoria desta semana, a agência suspendeu a execução das garantias de fiel cumprimento de eólicas negociadas no leilão de energia de reserva de 2013 por Furnas em parceria com o FIP Milão, que somam 245 MW. As empresas ainda não conhecem o valor do prêmio mínimo a ser pago para devolver e encerrar contratos assinados em leilões de reserva recentes (só podem participar usinas que ainda não tenham iniciado operação em teste), que só será estabelecido com a publicação do edital. Mas as apostas são de que a devolução nos termos do leilão sejam menos danosas do que a cobrança de multas e execução de penalidades conforme o processo usual na Aneel, que podem incluir o impedimento de participação em novos leilões. Não foram poucos os processos punitivos pelo atraso na entrega das usinas que foram interrompidos com a expectativa da realização do leilão. O entendimento é de que o objeto dos processos seria perdido caso essas usinas consigam a descontratação no mecanismo competitivo. (Brasil Energia – 07.06.2017) 

 

2 Usinas leiloadas em 2011 por descontratação de energia são têm processo de revogação interrompida

Além da execução de garantias envolvendo as eólicas do leilão de reserva de 2013, suspensa nessa semana, Furnas também viu interrompido o processo de revogação da autorização de usinas negociadas no mesmo tipo de leilão em 2011, desta vez em parceria com o BMG, que somam mais 85 MW. Todos os projetos estão localizados no Rio Grande do Norte e Ceará. Também foram suspensos processos punitivos por atraso no cronograma que envolviam usinas solares fotovoltaicas da Rio Energy, da Renova e do Grupo FCR, negociadas em 2014. Encerrados em abril, também até a realização do leilão de descontratação, pediam a revogação da autorização de implantação das usinas fotovoltaicas Solar Caetité 1,2 e 3, da Rio Energy, que somam 90 MW, e das usinas Caetité I, II, III e IV, da Renova, que somam mais 99 MW. O processo envolvendo a usina FCR III Itapuranga, de 10 MW, foi encerrado em maio. (Brasil Energia – 07.06.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dia 06/06, os reservatórios do Norte apresentaram diminuição de 0,4% em comparação com o dia anterior. Os reservatórios se apresentam com 65% da capacidade. A energia armazenada é de 9.780 MWmês e a ENA é de 4.381 MWm, que equivale a 65% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98,54% de capacidade. No Nordeste não houve alterações nos níveis e os reservatórios estão com 19,5% da capacidade. A energia armazenada é de 10.081 MWmês e ENA é de 1.979 MWm, que corresponde a 34% da MLT. A usina de Sobradinho está com 12,92% da capacidade. Na região Sudeste/Centro-Oeste houve aumento de 0,1% e os reservatórios operam com volume de 43,4%. A energia armazenada da região é de 88.143 MWmês e a ENA é de 37.516 MWm, que equivale a 95% da MLT. Furnas registra volume de 41,46%. Já no Sul do país aumentou 1,3% e os níveis estão com 83,9%. A energia armazenada é de 16.862 MWmês e a ENA é 59.439 MWm, que é o mesmo que 219% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 95,45%. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

2 Energia Armazenada em reservatório do NE atinge 17,3% em junho

Com a chegada de um volume de água equivalente a 22% da MLT em maio, a Energia Armazenada nos reservatórios do Nordeste vai cair de 19,5% no mês passado para 17,3% neste mês. A avaliação do CMSE, no entanto, é de que as chuvas abundantes da região Sul contribuíram para a melhoria das condições de atendimento do SIN em junho. O CMSE aponta risco zero de déficit de energia em 2017 para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, considerando tanto as séries do histórico de vazões quanto simulações do programa Newave, com base em séries sintéticas. No Sudeste/Centro-Oeste, onde as afluências ficaram dentro da média histórica no mês anterior, a energia armazenada nos reservatórios teve leve oscilação de 43,3% para 43,6%; enquanto no Sul, onde elas atingiram 168% da MLT, os valores passaram de 71,7% para 96,3%, de acordo com o PMO de junho. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017)

3 Foram feitas reduções nas defluencias para “maior segurança hídrica”

Em nota divulgada após o término da reunião mensal desta quarta-feira, 7 de junho, o CMSE informa que desde meados de maio foram feitas reduções nas defluências mínimas dos reservatórios das hidrelétricas de Sobradinho e de Xingó, para “proporcionar maior segurança hídrica” à bacia do rio São Francisco. As autorizações para a diminuição do volume de água liberado pelos reservatórios foram dadas pela ANA e IBAMA. A operação em teste com defluência de 650 m³/s foi iniciada a partir de 18 de maio em Sobradinho e a partir do dia 23 de maio em Xingó. Desde 29 de maio, as duas usinas passaram a operar com 600 m³/s. De acordo com a CMSE, o ONS vai continuar acompanhando a evolução das condições da bacia e do armazenamento dos reservatórios de Três Marias e Sobradinho para identificar a eventual necessidade de adoção de medidas adicionais. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 


Meio Ambiente

1 Redução da emissão de poluentes pode trazer competitividade internacional

Representantes do governo federal e do setor ambiental disseram, nesta quarta-feira (7), que os compromissos assumidos pelo Brasil para reduzir as emissões de gases de efeito estufa podem servir para que o País se torne mais competitivo internacionalmente. Uma nação que investe em economia limpa, segundo os especialistas, tem a chance de aumentar seu PIB e reduzir o desemprego. Nas palavras do presidente da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, senador Jorge Viana (PT-AC), a economia de baixo carbono veio para ficar e tem um elemento forte, que são os consumidores que hoje pensam em saúde e em atividades sustentáveis. O coordenador de Mudanças Climáticas da organização ambiental WWF, André Nahur, afirmou por sua vez que o Brasil tem “a grande oportunidade de criar uma economia ambientalmente justa, socialmente responsável e economicamente próspera”. Nahur e Viana participaram de um seminário na Câmara dos Deputados que discutiu a implementação do Acordo de Paris sobre a mudança de clima. (Agência Câmara – 07.06.2017) 

2 Acordo de Paris: Setor de energia é um dos prioritários para que a meta seja atingida

O compromisso do Brasil diante do Acordo de Paris é reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025, com a indicação de chegar a 43% até 2030. São metas ambiciosas, na opinião do subsecretário-geral de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, José Antônio Marcondes de Carvalho. “O Brasil foi um dos poucos países em desenvolvimento que apresentaram uma meta de ambição, não só no sentido de redução das emissões, mas uma meta restritiva que se aplica ao âmbito geral da economia”, destacou. Tirar o plano do papel, segundo Carvalho, vai requerer diálogo e a participação de todos. Mas servirá de desafio para gerar empregos, aumentar a produtividade e melhorar a capacidade econômica. Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, o desafio brasileiro agora passa por uma reorientação da economia para que ela se alinhe com os objetivos do acordo. Três setores são prioritários nesse processo: o de energia, responsável por 37% das emissões no País; o de agropecuária, com 33%; e o de florestas e mudanças no uso do solo, com 18%. “Podemos ajustar qual deles poderá contribuir mais e qual menos, de acordo com as especificidades da economia brasileira”, afirmou Lucero. O secretário também defendeu mais estímulos às energias renováveis e aos biocombustíveis e ainda o combate ao desmatamento. “Temos que restaurar 12 milhões de hectares de cobertura florestal e recuperar 15 milhões de áreas degradadas”, observou. No que diz respeito ao financiamento da transição para a economia de baixo carbono, Lucero apontou para uma mobilização de recursos de fontes diversas. “Precisamos mostrar ao mundo que o Brasil pode captar esses investimentos. Para isso, precisamos ter ambiente regulatório adequado.” (Agência Câmara – 07.06.2017)

3 Ceará atualiza procedimentos para licenciamento ambiental

Três atualizações foram aprovadas pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Ceará para a Resolução Coema nº 10, de 11 de julho de 2015, que dispõe sobre a atualização dos procedimentos, critérios, parâmetros e custos aplicados aos processos de licenciamento e autorização ambiental. As propostas foram apresentadas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente, com o objetivo de adequar as nomenclaturas e portes das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. A primeira mudança foi a criação da tipologia Linha de Distribuição no rol de empreendimentos licenciáveis, onde só constava a linha de transmissão. A segunda mudança foi acrescentar a categoria Subestação Elevadora de Tensão, na lista onde só havia subestação abaixadora de tensão. As duas mudanças se localizam no Anexo I do Artigo 2º da Resolução, que lista as atividades passíveis de licenciamento ambiental. A adequação de nomenclatura foi o argumento apresentado pela Semace. De acordo com o gerente de Controle Ambiental da autarquia, Carlos Alberto Mendes, se licenciava a linha de transmissão com a mesma tipologia de linha de distribuição e são duas coisas diferentes. O licenciamento era feito como subestação e não é. A terceira mudança está no Anexo III do artigo, que estabelece critérios e classes de cobrança de remuneração de análise de licenciamento ou autorização ambiental por atividade produtiva, conforme porte e potencial poluidor/degradador do empreendimento. A categoria Porte Grande passou de 100 para 150 megawatts, passando a constar como Porte Excepcional o empreendimento a partir de 150 megawatts. O motivo da atualização é a constante alteração dos componentes dos aerogeradores, nos últimos 20 anos. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Energia solar: Moradores do interior de SP apostam em fonte para economizar na conta

O número de consumidores brasileiros que produzem a própria energia aumentou mais de 17 vezes nos últimos anos no Brasil, segundo a Aneel. De acordo com a agência, em todo o país, eram 431 casas e empresas em 2014 contra mais de sete mil em dezembro de 2016. A maioria desses consumidores usa a luz do sol como fonte geradora. No interior de São Paulo, com sol forte durante praticamente o ano inteiro, o cenário não é diferente. O empresário Marcelo Von Gal, que trabalha na área, afirma que o investimento vale à pena e se paga no decorrer dos anos. A instalação de um sistema de geração de energia solar fotovoltaica tem vida útil aproximada de 25 anos. “O investimento compensa, porque dá um retorno do dobro da poupança, paga-se o investimento em torno de cinco anos e vale muito a pena. A instalação é fácil, uma casa pronta, por exemplo, não precisa mexer em nada na casa. É muito simples a instalação", afirma. Moradores do noroeste paulista têm conseguido economizar na conta de luz ao investir em equipamentos que aproveitam energia solar. O comerciante João Ferreira Júnior investiu em painéis solares capazes de gerar 400 quilowatts/hora (kWh) por mês. O investimento foi feito logo após ele mudar para uma casa maior. "Sabia que os gastos com a energia elétrica seriam maiores, mas não imaginei que seria tanto. Quando chegou a primeira conta de luz paguei por volta de R$ 500", lembra. Após a instalação de metade dos painéis de energia solar, ele já percebeu o resultado. O comerciante afirma que o valor da conta de luz despencou para R$ 150 por mês. "Faz 14 meses que mudei e, se eu não tivesse instalado os painéis, pagaria mais de R$ 800 de consumo", diz. (G1 – 06.06.2017) 

2 Energia Solar: fonte alcança o comércio do interior de SP

O presidente de uma empresa que vende kits de energia solar em Rio Preto, Marcelo Von Gal, diz que a procura nos últimos dois anos aumentou mais de 20 vezes. "O preço comercializado reduziu muito e o pessoal tem notado que vale a pena, porque o retorno é garantido. Isso porque o imóvel consegue produzir a própria energia com os painéis e a conta de energia pode ser reduzida em até 90%", afirma. E não são apenas residências que apostam na fonte limpa para gerar energia. Um dos primeiros locais a instalar os painéis de energia solar em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, foi um condomínio de escritórios, com mais de 200 salas. O conselheiro do condomínio, Luís Origa de Oliveira, diz que foram investidos R$ 48 mil nos painéis de energia solar, que geram cerca de 12% de toda a energia consumida no local. Com a economia, o condomínio já estuda a instalação de mais 40 placas até o fim do ano. "Ao longo do último ano, acompanhamos a redução nas contas de quase 30%, o que fomentou a ideia de ampliação do sistema", afirma o conselheiro. A empresária e inquilina do condomínio Jamili Esquelino torce para os dias ensolarados prevalecerem. "Trabalhamos com estúdio de fotografia, tem o uso do ar condicionado e foi notável a diferença na conta de energia. Além ser uma fonte melhor para o meio ambiente", diz. (G1 – 06.06.2017)

3 Renováveis: MME busca financiamento mais atrativo

O coordenador geral de fontes alternativas do MME, Livio Teixeira de Andrade Filho, afirmou em audiência pública na Câmara que o MME tem feito tratativas com os bancos de fomento para tornar mais atraentes as taxas de financiamento das energias renováveis não convencionais. Andrade Filho destacou que as fontes renováveis formam mais de 80% da matriz elétrica atual e devem continuar como prioridade no planejamento de longo prazo. “O ministério já está em fase final de edição do Plano Decenal de Energia 2026, que deve ser lançado em breve. A gente considera que ele é muito importante para dar aos investidores uma referência do setor elétrico, uma visão das contratações futuras”, afirmou nesta quarta-feira, 7 de junho, durante reunião na Comissão de Minas e Energia que discutiu incentivos à geração de energias renováveis. Também convidado para a audiência, o superintendente de concessões de geração da Aneeç, Hélvio Neves Guerra, reconheceu que entre as fontes alternativas, a solar fotovoltaica é a que ainda engatinha no Brasil. Guerra citou entre os desafios para o desenvolvimento das renováveis não convencionais a adoção de políticas públicas e de outras ações que dependem da participação do Legislativo. Ele mencionou também a produção de equipamentos fotovoltaicos no Brasil; a importação de componentes; a garantia de fontes de financiamento; a isenção do ICMS sobre a energia compensada nos sistemas de microgeração; soluções para a complexidade de operação da rede; o custo de implantação dos sistemas, que ainda é alto; e a discussão sobre a redução da receita das distribuidoras com o crescimento da geração distribuída. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

4 O futuro do crédito para as renováveis, segundo o BNDES

[Em audiência pública na Câmara], Alexandre Esposito, representante do BNDES, admitiu que houve redução da oferta de crédito do banco em 2015 e 2016, por conta da dinâmica da economia, mas disse que em 2017 já foi aprovado financiamento de R$ 520 mi para um complexo solar em Minas Gerais. “Existe uma tendência de crescimento da energia solar na carteira de empréstimos do BNDES”, afirmou o técnico. Segundo Esposito, desde 2015 as energias renováveis alternativas passaram a ter maior participação no desembolsos da instituição que as hidrelétricas, com destaque para os projetos eólicos. No segundo semestre do ano passado, o banco “fez um reordenamento de prioridades”, quando as ações de eficiência energética e a energia solar, em particular, ganharam destaque. “A gente tem uma participação de ate 80% [no financiamento] em eficiência energética e solar e de 70% nas demais fontes. Para as fontes convencionais, térmica e hidrelétrica, ficou em 50%.” (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

5 Absolar comenta sobre as fontes renováveis

O diretor da Associação Brasileira de Energia Solar, Rodrigo Sauaia, destacou [durante audiência pública na Câmara] a sugestão da Absolar para que o governo trabalhe com uma meta de contratação de energia fotovoltaica de 2 GW por ano em leilões, com uma meta de médio prazo de cerca de 15 GW até 2026 e de pelo menos 30 GW até 2030. As sugestões incluem novas ações na área de financiamento e tributação e uma politica industrial de incentivo à fabricação de equipamentos no país. O representante da Absolar destacou previsões da Empresa de Pesquisa Energética de que até 2030 a fonte deve atingir uma capacidade instalada 25 GW no país e sair dos atuais 0,02% para 10% da matriz elétrica. Para que isso vire realidade, no entanto, será preciso um processo regulatório e ações de incentivo que permitam esse crescimento. Sauaia disse também que a Aneel revisou recentemente a previsão de crescimento dos sistemas fotovoltaicos de 1,2 milhão para 800 mil instalações até 2024. “Nós estamos avançando aquém da expectativa desse setor”, concluiu. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

6 Abeeólica fala sobre as incertezas do setor

Francisco Silva, representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, apontou [durante audiência pública na Câmara] a existência de incertezas no setor. Silva afirmou que a associação discute atualmente o incentivo atualmente não do ponto de vista financeiro, mas como um estímulo, um encorajamento a avançar. “Esse encorajamento desde 2009 até hoje, que fez com que a fonte eólica crescesse de praticamente 1 GW para 11 GW, foi dado por meio de previsibilidade, por meio de leiloes que ocorriam regularmente.” Silva falou da surpresa dos empreendedores eólicos com o cancelamento no ano passado do único leilão de contratação de energia eólica e solar previsto para 2016. Os empreendimentos contratados nos últimos anos pelo segmento, segundo o executivo, vão gerar R$ 50 bilhões em investimentos até 2020, mas a fonte tem um potencial de crescimento que pode ser muito maior que o projetado há mais de 15 anos. “Temos capacidade de instalar 143 GW de potência. Esse número foi estabelecido em 2001, quando as torres que levaram a essas medições eram de 50 metros. Hoje temos torres de 120 metros, e já se fala no meio acadêmico em um potencial instalado no Brasil de 500 GW. Isso apenas em terra”, disse. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 MME apresentará evolução dos trabalhos do Programa Gás para Crescer para CNPE

O Brasil está mais perto de ter regulamentado o livre acesso a gasodutos, terminais e UPGNs. A iniciativa integra uma das principais premissas acertadas no trabalho elaborado pelos nove subcomitês do Programa Gás para Crescer, que será apresentado nesta quinta-feira ao CNPE. A proposta de adoção do livre acesso em caso de ociosidade foi ponto de consenso no subcomitê de Escoamento, mas não foi batido o martelo se a sua operacionalidade será regulada ou feita via negociação entre as partes. Ao contrário do previsto originalmente nos planos do MME, o trabalho dos subcomitês não foi totalmente finalizado e, por isso, na reunião de hoje do CNPE, será feita apenas uma apresentação do atual estágio do programa, das conclusões já tomadas e das próximas ações. O plano do ministério é prosseguir com os trabalhos e formatar propostas até julho para elaboração de projetos de lei que serão encaminhados ao Congresso, logo apos o fim do período de recesso. Com esse novo cronograma, o ministério terá não só dois meses para finalizar suas propostas, como ganha tempo apostando em um cenário político mais favorável para aprovação das medidas necessárias à discussão do novo marco regulatório do gás. De acordo com fontes que participaram dos estudos, muitos pontos do trabalho não tiveram consenso e alguns subcomitês não chegaram a apresentar propostas fechadas, conforme previsto pelo MME. Alguns grupos levaram propostas diferentes para um mesmo tema, deixando a decisão a cargo do ministério. (Brasil Energia – 07.06.2017)

 

2 Proposta de transporte de gás é levada à reunião do CNPE

Um ponto importante proposto pelos subcomitês diz respeito à criação de um agente de transporte para o gás. A proposta atual do subcomitê de Transporte é criar uma entidade que vem sendo chamada de Gestor Independente do Sistema de Transporte (GIST), ainda sem estruturação definida. Entre as alternativas em estudo está a criação de um comitê entre as carregadores e produtores de gás, como já ocorre em várias partes do mundo. Entre os temas mais polêmicos discutidos está venda direta de gás, combatida pela Abegás. O programa Gás para Crescer foi criado em 2016 pelo MME. A reunião do CNPE está marcada para às 9 horas e a previsão de duração é de cerca de três horas. Além da apresentação do Programa Gás para Crescer, a pauta inclui aprovação das regras de Dowstream (Refino e Biocombustíveis) e de E&P e outros temas do segmento de upstream, como inclusão de novas áreas nas rodadas de licitação de 2018. (Brasil Energia – 07.06.2017) 

 

3 Termelétrica São José recebe autorização para operação comercial

A usina termelétrica São José recebeu autorização para operação comercial das unidades UG1 a UG160, totalizando 50 MW de capacidade instalada, a partir desta quarta-feira, 7 de junho, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica de hoje (7). A usina, da Amazonas GT, fica localizada em Manaus, Amazonas. Outra que recebeu autorização é a Eólica Ventos de Santo Estevão II, tendo as unidades UG3 e UG5, de 2,3 MW cada, totalizando 4,6 MW de capacidade instalada liberadas para operar comercialmente. O empreendimento fica em Araripina, Estado de Pernambuco. (Agência CanalEnergia – 07.06.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Meirelles: Brasil deve crescer acima do previsto pela OCDE em 2018

A economia brasileira deverá crescer acima de 1,6% em 2018, indicou em Paris o ministro brasileiro da Fazenda, Henrique Meirelles, que participa de reuniões na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Meirelles ressaltou que o governo ainda não fez projeções sobre a evolução do PIB brasileiro no próximo ano. A OCDE prevê, em relatório sobre perspectivas para a economia global divulgado nesta quarta-feira, que o PIB do Brasil deverá crescer 1,6% em 2018. “É provável que o crescimento seja acima de 1,6%, que é a previsão da OCDE”, destacou o ministro ao comentar as estimativas da organização. Meirelles voltou a dizer que a economia do país deve começar o ano de 2018 em um ritmo de crescimento na faixa de 3%. Isso não significa que essa média se manteria ao longo do ano. “Existem previsões mais conservadoras, as que chamaria de realistas e outras mais otimistas. Os órgãos multilaterais, como OCDE, FMI ou Banco Mundial ou OCDE tendem a ser mais conservadores em suas previsões. Isso é normal”, diz Meirelles. No entanto, a previsão da OCDE em relação ao crescimento do PIB brasileiro em 2017, de 0,7%, é mais otimista do que a do próprio governo brasileiro, que prevê expansão de 0,5% da economia neste ano. (Valor Econômico – 07.06.2017)

 

2 Serasa: Movimento do comércio cresce 0,6% em maio sobre abril

O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país cresceu 0,6% em maio, sobre abril, já feitos os ajustes sazonais. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 0,1%. No acumulado do ano, há queda de 1,8% sobre o mesmo período do ano passado. De acordo com os economistas da Serasa Experian, o Dia das Mães, o recuo da inflação e dos juros contribuíram para o desempenho positivo da atividade varejista no mês passado. Dois seis segmentos pesquisados registraram alta em maio: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (+2,2%) e móveis, eletroeletrônicos e informática (+0,5%). Os demais setores recuaram: combustíveis e lubrificantes (-4,7%), veículos, motos e peças (-2,7%), tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-2,2%) e material de construção (-0,7%). Na comparação com os primeiros cinco meses de 2016, todos os segmentos varejistas recuaram: supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-2,7%); móveis, eletroeletrônicos e informática (-12,1%); combustíveis e lubrificantes (-5,0%); veículos, motos e peças (-9,9%); tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-11,6%); e material de construção (-13,6%). (Valor Econômico – 07.06.2017)

 

3 Índice de commodities do BC muda de direção e sobe 2,93% em maio 

As matérias-primas que têm influência sobre a inflação brasileira marcaram o primeiro mês de alta em 2017. Em maio, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), apurado pelo -BC, subiu 2,93%, após variação negativa de 1,03% um mês antes. No ano, a perda é de 3,95% e, nos 12 meses encerrados em maio, a queda foi de 4,64%, menor do que o recuo de 5,99% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em 2016, o indicador acumulou baixa de 5,31%, maior queda desde 2001. Em 2015, esses preços tinham avançado 21,43%. O indicador é construído partindo dos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertido para reais. Seu equivalente internacional, o “Commodity Research Bureau” (CRB), mostrou variação positiva de 3,86% em maio. Em 12 meses, o CRB cedeu 5,62% e acumulou baixa de 2,88% no ano, por ora. Em 2016, o CRB caiu 3,05%, após ter avançado 24,57% um ano antes. Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) mostrou alta de 3,89% em maio, após recuar 1,22% em abril. No ano, a baixa ficou em 3,48%; em 12 meses, os preços recuaram 8,61%. (Valor Econômico – 07.06.2017) 

 

4 Em 12 meses, IGP-DI deve apontar deflação em julho

As recentes deflações do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) podem terminar em junho, mas devem ajudar o índice a ficar no terreno negativo no acumulado em 12 meses no mês que vem. "Há grande chance de o IGP acumulado em 12 meses ficar abaixo de zero no mês que vem", afirma Salomão Quadros, superintendente-adjunto de inflação do Ibre-FGV. O IGP-DI encerrou maio com inflação acumulada de 1,07% no período de 12 meses e registrou, no mês passado, deflação de 0,51%, depois de queda de 1,24% em abril. Quadros explica que a tendência para junho é um número mais próximo de zero, que pode ser ainda negativo ou um positivo. Desta maneira, ressalta, haveria a troca, no acumulado em 12 meses, de um índice que subiu 1,63% em junho do ano passado por um com patamar próximo de zero, levando o IGP-DI para o terreno negativo. "O IGP vai descontar mais de um ponto na taxa de 12 meses, já que pressupomos um junho muito baixo", diz Quadros, lembrando que no acumulado do ano até maio o IGP-DI já apresenta deflação de 1,63%. Para julho, o economista da FGV acredita que alguns fatores que levaram às últimas deflações mensais estarão mais brandos. No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no IGP-DI e recuou 1,10% em abril depois de recuar 1,96% em maio, o fim dos efeitos da supersafra deste ano já começam a arrefecer. (Valor Econômico – 08.06.2017) 

 

5 Meta fiscal será mantida, diz secretária do Tesouro

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou ontem que a equipe econômica mantém a meta fiscal para o ano de 2017, de déficit primário de R$ 139 bilhões para o governo central, e que o governo mantém monitoramento rigoroso sobre todas as ações que afetam as estimativas de receitas e despesas para o ano. "Não haverá qualquer mudança na meta fiscal", disse a secretária, depois de reunião na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. "A meta fiscal foi estabelecida e o governo mantém monitoramento rigoroso sobre todas as ações que impactam as estimativas de receitas e despesas para o ano" A secretária afirmou também que o programa de concessões está sendo monitorado "muito de perto" e considerou que os investidores estão observando melhorias regulatórias e de governança empreendidas no Brasil. "Temos um cronograma. É um trabalho bastante rigoroso e o que percebemos é que são investimentos de longo prazo", afirmou. "Então, temos os investidores observando as melhorias regulatórias que estamos empreendendo, as melhorias de governança, todas já aplicadas." Segundo ela, essas melhorias são "elementos que ajudam a ditar essa percepção de atratividade de longo prazo dos negócios". (Valor Econômico – 08.06.2017) 

 

6 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 9h41, o dólar comercial tinha valorização de 0,39%, a R$ 3,2859. Na máxima, por ora, marcou R$ 3,2874. Ontem, o dólar comercial caiu 0,12%, a R$ 3,2732, após oscilar entre R$ 3,2864 e R$ 3,2648. (Valor Econômico – 07.06.2017 e 08.06.2017)



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