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Notícias Junho
06/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Brasil e Paraguai estudam a renovação da venda de energia de Itaipu

Brasil e Paraguai já estão estudando como será feita a renovação do tratado de Itaipu, que pode resultar na revisão do anexo que trata das condições comerciais do acordo bilateral a partir de 2023. Uma possibilidade que não é descartada pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Viana, é a venda dos excedentes, que vão integralmente para o mercado cativo das distribuidoras, ao mercado livre. Viana observa, porém que essas sobras podem deixar de existir em um cenário de dez anos, se considerado um cenário mais alto de consumo de energia no Paraguai. A parte comercial do tratado inclui o valor de compra pelo Brasil do excedente de energia da usina que pertence ao país vizinho. Hoje a tarifa de Itaipu é calculada pelo custo, possibilidade que pode ser mantida tanto no caso de revisão quanto de manutenção do acordo atual. O que estará em discussão, segundo Vianna, é o que pode ser considerado custo da usina, que investe projetos que vão além da geração de energia, como o programa de desenvolvimento do veículo elétrico. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

2 Aneel: Audiência pública que debate republicação de PLD está aberta até 3 de julho

A Aneel, por meio do Despacho nº 1.519, de 31 de maio de 2017, autorizou a CCEE a republicar o PLD das segunda, terceira e quarta semanas operativas de maio de 2017. A republicação do PLD observou as condições e prazos estabelecidos na Resolução Normativa nº 568/2013 e encontra-se em audiência pública, aberta pela Aneel para que o tema possa ser debatido com transparência e efetividade e recebe contribuições da sociedade entre 18 de maio e 3 de julho. Até a aprovação de nova metodologia, aplica-se a regra vigente que prevê a republicação do valor do PLD pela CCEE na hipótese de ocorrer a identificação de erros na inserção de dados, no código fonte em qualquer programa da cadeia de modelos, ou na representação de qualquer componente do sistema. Para o Programa Mensal de Operação (PMO) de maio de 2017, foi identificado erro na inserção de dados dos CVU de usinas termelétricas participantes de Leilões de Energia Nova – o que leva à republicação do PLD, uma vez que a diferença entre o PLD original e o recalculado foi superior a 10% do PLD mínimo vigente. Conforme informado pela CCEE, a publicação do aporte das garantias financeiras para o mês de maio de 2017 ainda não foi realizada, de modo que a republicação do PLD deverá gerar efeitos sobre a segunda, terceira e quarta semanas operativas de maio de 2017. (Aneel – 06.06.2017) 

3 MME: Comissão promove debate sobre incentivos à geração de energias renováveis

A Comissão de Minas e Energia debate nesta quarta-feira (7) políticas de incentivos à geração de energias renováveis. O deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES), que propôs o debate, explica que a adoção de energias alternativas tem sido amplamente buscada desde a década de 1970, quando as crises do petróleo levaram diversos países a procurar a segurança no fornecimento de energia e a redução da dependência da importação de combustíveis. “Recentemente, as preocupações ambientais se tornaram o maior motor para a busca de alternativas mais limpas de produção de energia. Entre essas alternativas, a energia eólica, solar e biomassa são umas das que despertaram interesse nas últimas décadas”, destaca o parlamentar. Vidigal destaca, no entanto, que o potencial dessas fontes é imenso e pouco aproveitado. "Havendo políticas públicas para o setor, o governo brasileiro tem como promover as ações para atender a uma significativa parte das demandas de eletricidade do país a partir de fontes limpas e de baixo impacto ambiental", afirma. (Agência Câmara – 05.06.2017) 

4 Estímulo ao mercado de carros elétricos pode vir através de redução tributária 

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, descartou a adoção de qualquer política de subsídio para estimular a criação de um mercado de carros elétricos no país. A solução para reduzir o custo elevado desses veículos, na avaliação de Coelho, pode vir com medidas como a redução de tributos. É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados, cuja alíquota para o carro elétrico é 25%, contra 7,5% do carro flex. “A gente quer pelo menos igualar ao carro flex, enquanto alguns defendem que [a alíquota] fosse menos que 7,5%. No primeiro momento, se a gente conseguir essa redução vai tornar a solução [de usar energia elétrica, em vez de combustível líquido] mais competitiva. Tem muito dever de casa para fazer ainda”, afirmou Coelho, após receber de Itaipu um sedan elétrico e dois eletropostos nesta no dia 5 de junho. O veículo elétrico será o primeiro a ser usado como carro oficial por um representante do governo em Brasília. “Não podemos ter mais um subsidio cruzado no setor elétrico”, alertou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. Coelho Filho disse que concorda com a posição do dirigente da Aneel em relação aos subsídios. “A indústria [automobilística], quando sentir que tem um ambiente propicio para isso, não tenho duvida que vai investir. Nós estamos aqui só fazendo o papel de poder ser o indutor, o estimulador da política”, finalizou o ministro. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: distribuidoras devem ser vendidas até 30 de novembro

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, disse que espera vender o controle societário das distribuidoras do Norte e do Nordeste que estão sem contrato de concessão até 30 de novembro, repetindo o que foi feito com a Celg no ano passado. “Temos que preparar o data room [das empresas]. Temos agosto, setembro, outubro e novembro. Eu estou trabalhando com uma certa ‘quase gordura’”, afirmou o executivo, após participar de cerimônia no MME nesta segunda-feira, 5 de junho. Ferreira Júnior lembrou que as empresas responsáveis pela avaliação e modelagem de venda das distribuidoras foram contratadas pelo BNDES no fim do ano passado. O trabalho começou em 14 de fevereiro desse ano e deve ser concluído até julho. Há um trabalho paralelo da Eletrobras de cálculo da base de remuneração de ativos das empresas, que estão em regime de operação temporária pela estatal. “Não tenho hoje nenhuma razão para desconfiar que a gente não seja capaz de concluir o processo [de avaliação e modelagem] até o final de julho. Tem dois meses ainda. Os trabalhos estão transcorrendo com normalidade”, avalia o executivo. Ferreira Junior lembra que o desfecho da privatização da Celg ocorreu rapidamente após a alteração do preço da companhia em setembro de 2016. O leilão da concessão foi feito em novembro, quando a distribuidora foi comprada pela Enel. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

 

2 Incerteza política pode interferir no preço da venda de distribuidoras de energia

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, afirmou nesta segunda-feira que a incerteza política pode interferir nos preços de venda das seis distribuidoras de energia elétrica da estatal, que serão privatizadas neste ano. Ele ponderou, no entanto, que o ambiente regulatório é favorável que pode ajudar na precificação das companhias. Ainda não há avaliação do valor das distribuidoras. O BNDES trabalha junto com a estatal para fazer uma avaliação financeira das empresas e definir o modelo em que elas deverão ser privatizadas. “Evidentemente que a incerteza nunca é uma coisa boa para efeito de preço principalmente. Mas os ativos são muito bons, são estaduais, são grandes, têm possibilidade de melhora operacional. São coisas que interessam aos investidores. Nós tivemos uma melhora importante de cenário macroeconômico no último ano. Na partida, se a venda fosse ano passado, o preço seria menor. Para frente... Nenhum de nós acredita que o país vá ficar nessa situação o tempo todo” disse Ferreira. (O Globo – 05.06.2017)

 

3 Eletrosul: empresa fecha acordo com subsidiária da Shanghai Electric

A Eletrobras informou que sua subsidiária Eletrosul e a Shanghai Electric Power Transmission and Distribution Engineering, pertencente à empresa chinesa Shanghai Electric, assinaram acordo preliminar para a transferência de projetos de transmissão de energia no Rio Grande do Sul. Os empreendimentos compõem o Lote A, arrematado pela Eletrosul no leilão 04/2014, promovido pela Aneel. O investimento total nos projetos foi orçado em R$ 3,27 bilhões, para viabilizar a construção de 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão, sete novas subestações e a ampliação de 16 substações existentes. Segundo a Eletrobras, a próxima etapa das negociações estabelecerá as condições detalhadas do negócio, por meio de um acordo vinculativo, incluindo questões relacionadas ao cronograma de implementação e operação dos projetos. A Shanghai Electric deve constituir uma sociedade de propósito específico (SPE) para construção, operação e manutenção dos futuros empreendimentos. O acordo prevê a possibilidade de a Eletrosul deter até 25% de participação nesta SPE. O acordo com a Shanghai Electric é resultado de chamada pública lançada pela Eletrosul em 2015 para a seleção de empresas interessadas em uma parceria para a implementação dos empreendimentos do Lote A do leilão Aneel de novembro de 2014. (Valor Econômico – 05.06.2017) 

 

4 Itaipu: Binacional deve apresentar em 90 dias planejamento para modernização das turbinas 

Até o fim de agosto, Itaipu Binacional deve apresentar o planejamento da atualização tecnológica das unidades geradoras da hidrelétrica. De acordo com o diretor geral de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, na ocasião será feito um workshop para os potenciais interessados na licitação, explicando as etapas da disputa, que será internacional. Essa atualização deve ter início em 2018. A licitação deve movimentar US$ 500 mi e os recursos serão da própria usina de Itaipu. O diretor de Itaipu explica que não haverá troca de turbinas e sim uma modernização dos seus componentes que são passíveis de troca. “Essa será a primeira vez revisão tecnológica das máquinas. Tem algumas com 33 anos de operação”, lembra Vianna. A atualização dos componentes é necessária para que não haja queda na produção de energia e o nível de digitalização da usina vai aumentar. “[A atualização tecnológica] É para conseguir manter esses altos níveis de produção de energia que temos tudo com segurança”, aponta. No ano passado, a usina bateu recordes de geração de energia. Ainda de acordo com o diretor de Itaipu, o planejamento será feito de forma que não haja recuo na produção de energia de Itaipu, o que poderia impactar nos royalties repassados aos municípios da região. “Vamos parar uma máquina de cada vez, até parar duas, mas traçamos cenários para evitar uma queda na produção de energia”, avisa ele. O processo deve durar cerca de dez anos. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017)

 

5 Itaipu: usina busca atenuar volume do rio Paraná e alerta para risco de enchentes

Itaipu está em alerta com a situação do volume do Rio Paraná, que está cheio e ainda sofre a incidência de muitas chuvas na região. A expectativa é de receber uma vazão acima de 19 mil metros cúbicos de água por segundo. Com o reservatório já cheio, a usina não tem como usar toda a água que chega e a solução é verter o excedente. No último domingo, 4 de junho, Itaipu chegou a soltar pelo vertedouro o equivalente ao volume médio de quatros Cataratas do Iguaçu, localizada no Rio Iguaçu. Pelo local passavam à tarde quase 5 mil metros cúbicos de água por segundo. Com essa conjuntura a usina trabalha para minimizar os possíveis riscos de uma cheia provocada pelo aumento do volume de água no reservatório. Não chove apenas na região da fronteira do Brasil com o Paraguai, mas em toda a bacia do Rio Paraná, que já está com um bom volume de água. Com isso, é necessário trabalhar para reduzir o risco de inundações no bairro San Rafael, em Ciudad del Este, no Paraguai. Em cenários como esse, com possibilidade de aumento do volume de água no reservatório, quando ele já está cheio, a hidrelétrica leva em consideração sempre quatros pontos imprescindíveis do ponto de vista operacional e diplomático: a segurança da barragem, a gestão do Acordo Tripartite-Corpus, o melhor aproveitamento da matéria-prima para a geração de energia e ações para reduzir os impactos causados pelo excesso de chuva. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

 

6 Chesf: Aneel confirma execução de garantia de empreendimento da Chesf

A diretoria da Aneel manteve a decisão de executar a Garantia de Fiel Cumprimento do contrato de concessão de projetos arrematados pela Chesf em leilão de transmissão de 2011. A execução da apólice no valor de R$ 7,4 milhões ficará suspensa enquanto estiver em vigor liminar obtida pela empresa em janeiro desse ano. A penalidade foi aplicada pela Aneel em razão do atraso na entrada em operação comercial de instalações de transmissão localizadas nos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. As instalações deveriam ter entrado em operação em maio de 2014, mas a Chesf não apresentou o Termo de Liberação Definitivo – TLD ou o Termo de Liberação Provisório – TLP, que comprovariam a conclusão do empreendimento. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referente ao dia 04/06, os reservatórios do Sul apresentaram elevação de 2,4%. Os reservatórios se apresentam com 81,4% da capacidade. A energia armazenada é de 16.356 MWmês e a ENA é de 41.763 MWm, que equivale a 252% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 97,45%. No Norte houve diminuição de 0,1% nos níveis e deixou os reservatórios com 65,7% da capacidade. A energia armazenada é de 9.886 MWmês e ENA é de 4.722 MWm, que corresponde a 68% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 99,61% de capacidade. No Sudeste/Centro-Oeste não houve mudanças e os reservatórios operam com volume de 43,2%. A energia armazenada da região é de 87.935 MWmês e a ENA é de 32.757 MWm, que equivale a 94% da MLT. Furnas registra volume de 41,46%. Por fim, na região Nordeste também não houve alterações e os níveis estão com 19,6%. A energia armazenada é de 10.132 MWmês e a ENA é 1.863 MWm, que é o mesmo que 32% da MLT. A usina de Sobradinho está com 12,97% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

2 Previsão de chuvas abaixo da média no Nordeste

Especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações acreditam que deve chover abaixo da média histórica em toda a região Nordeste nos próximos meses. Segundo o grupo, chuvas intensas no leste da região Nordeste marcaram o início do período chuvoso na região, mas não devem se repetir com a mesma força entre junho e agosto. Um dos fatores decisivos para a previsão é o aumento da temperatura do Oceano Pacífico acima de 3°C. Aliado a isso, o lado norte do Oceano Atlântico está mais quente que a parte sul. Já na região Norte, por outro lado, a previsão é que a cheia dos rios não atinja os níveis recordes esperados. Isso porque as cotas dos principais rios amazônicos, como o Amazonas, o Negro e o Tapajós, já superaram o limite de transbordamento em algumas estações de medição. Com a chegada da estação seca no próximo trimestre, o chamado "inverno amazônico", os níveis dos rios vão cair, acreditam os especialistas. (Brasil Energia – 05.06.2017)

3 Setor de Material de Construção tem queda de consumo de energia de 13,58%

Os segmentos de Materiais de Construção, com recuo de 13,58% e Comércio e Varejo, com queda de 12,35% influenciaram fortemente a queda do Índice Comerc Energia de abril, cujo consolidado de doze categorias registrou um decréscimo de 3,83% em comparação com abril de 2016. O setor de Material de Construção, com uma redução de 18,45% liderou a queda de 6,75% no índice consolidado de abril, quando o período é comparado com março de 2017. Nas duas comparações, a queda na demanda do insumo foi generalizada, abrangendo, respectivamente, nove e dez categorias monitoradas pelo Índice Comerc Energia. O Índice leva em conta o consumo das cerca de 1.300 unidades na carteira da comercializadora, pertencentes a mais de 700 grupos industriais e comerciais que compram energia elétrica no mercado livre. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

4 Queda de temperatura altera o consumo de energia dos setores econômicos

De acordo com o presidente da Comerc Energia, Cristopher Vlavianos, nem sempre a variação do consumo de energia tem a ver com o dinamismo da economia. Segundo ele, apesar de o Índice de Atividade Econômica do Banco Central ter registrado no primeiro trimestre um aumento de 1,12% sobre o último trimestre de 2016, nesse momento, o consumo tem muito a ver com a temperatura no país, principalmente no Sudeste. O executivo explica que, em parte, a retração na demanda por eletricidade pode ser explicada pela queda da temperatura média no País, dos 25,5º em março, para os 22,5° em abril. Em relação a 2016, abril também esteve mais frio, em média, 2,5º C, segundo os dados da NOAA (departamento norte-americano de climatologia). Para ele, o clima impacta diretamente no consumo de energia de segmentos como Comércio e Varejo, pois não se requer tanto uso do ar condicionado nas lojas. O setor de Alimentos também consome menos eletricidade. Na comparação com o ano passado, apenas três categorias tiveram alta no consumo de energia em abril. Higiene e Limpeza consumiu 5,68% a mais, o setor de Siderurgia e Metalúrgica 3,92%, e Embalagens 0,26%. A tendência é parecida na comparação de abril com março de 2017, que revela aumento no consumo de apenas dois setores. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 


Meio Ambiente

1 IEA: poucos segmentos do setor de energia estão crescendo adequadamente

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), lançou na última semana estudo, “Tracking Clean Energy Progress”, em que atualiza o avanço de diversas tecnologias e segmentos do setor de energia rumo ao objetivo de limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. Entre os 26 segmentos e tecnologias analisados, apenas três estão “no caminho certo” de desenvolvimento: veículos elétricos, armazenamento de energia e tecnologias de geração solar fotovoltaica e eólica em terra. Por outro lado, 15 estão progredindo mais lentamente que o necessário, embora dez deles tenham mostrado melhorias ao longo do último ano. Outros oito, como bioenergia, biocombustíveis, edificações e aquecimento renovável, estão se desenvolvendo a um ritmo muito abaixo do necessário e precisam de novas políticas para seu se adequar às metas. O estudo tem como base o cenário de cumprimento do Acordo de Paris nas projeções da agência de crescimento do setor de energia até 2025, chamado de 2DS. Para ler o estudo da IEA na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia – 05.06.2017)

2 Energia limpa: veículos elétricos, solar e eólica e armazenamento não são suficientes

O relatório Tracking Clean Energy Progress, da Agência Internacional de Energia, aponta que se as tecnologias e setores que não estão progredindo conforme o necessário [tais como bioenergia, biocombustíveis, edificações e aquecimento renovável] não tiverem um desenvolvimento mais acelerado neste ano, aquelas que estão avançando adequadamente - VE’s, armazenamento de energia e solar e eólica – precisarão evoluir de forma ainda mais ambiciosa para compensar as demais áreas e garantir a transição. Mas, no caso dos veículos elétricos, por exemplo, o ritmo de crescimento desacelerou no último ano. O mercado de VEs cresceu 40% em 2016, contra uma taxa de crescimento de 70% em 2015. Ao todo, foram vendidos 750 mil novos veículos elétricos no ano passado, o que elevou a frota global para dois milhões de veículos. Embora ainda esteja dentro da curva de crescimento necessária até 2025 para cumprir a meta do 2DS, há risco de que a tecnologia não alcance o cenário intermediário para 2020. Já a tecnologia de armazenamento está passando por um rápido ganho de escala, chegando a quase 1 GW de capacidade em 2016. Embora dentro do projetado, a tecnologia precisará de mais políticas específicas para atingir os 21 GW instalados até 2025 previstos no cenário 2DS. As fontes de geração eólica e solar tem boas perspectivas para os próximos anos, principalmente com a diversificação de mercados, assinatura de contratos de longo prazo e queda nos preços. Mas as renováveis em geral – que também englobam bioenergia e pequenas centrais elétricas, energia maremotriz e geotérmica – apesar de terem crescido 6% em 2016. Para ler o estudo da IEA na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia – 05.06.2017)

3 Energia limpa: consolidar P&D no setor é mais que necessário, avalia IEA

De acordo com o estudo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), “Tracking Clean Energy Progress”, é necessário robustecer a escalada de investimento público e privado em pesquisa e desenvolvimento no setor para assegurar uma transição sustentável, acessível e segura. Foram investidos US$ 27 bilhões em 2015 em P&D ligados a energia limpa. O financiamento público foi responsável pela maior parte desse montante: foram US$ 19 bilhões de fonte governamentais, incluindo empresas com participação estatal. Já a iniciativa privada aportou US$ 5,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e modelos de energia limpa. Para ler o estudo da IEA na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia – 05.06.2017)

 

Energias Renováveis

1 Enel: operação de parque solar Lapa, na Bahia é iniciada

A italiana Enel iniciou nesta segunda-feira a operação do parque solar Lapa, localizado em Bom Jesus da Lapa, na Bahia, com dois meses de antecipação em relação ao prazo estabelecido pela Aneel. Segundo a companhia, o empreendimento, que soma 158 MW de potência, já é o maior em operação no país. O parque é formado por duas usinas, a Bom Jesus da Lapa, com 80 MW, e a Lapa, com 78 MW. A Enel investiu aproximadamente US$ 175 milhões na construção do parque, que tem contrato de fornecimento de energia por 20 anos. Segundo a empresa, uma nova estratégia de comissionamento foi implementada, baseada na sinergia com as empresas de construção em campo e em suporte remoto. Isso permitiu uma redução de 70% no tempo necessário para colocar a planta em operação. A companhia ganhou os projetos no leilão de energia de reserva (LER) de 2015, quando também contratou os projetos Horizonte (103 MW) e Nova Olinda (292 MW), atualmente em construção. Na Bahia, a Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), controlada pela Enel, opera 264 MW em energia eólica e está construindo os parques solares Ituverava (254 MW) e Horizonte (103 MW), assim como os projetos eólicos Morro de Chapéu (172 MW), Delfina (180 MW), e Cristalândia (90 MW). A empresa tem um total de 442 MW em energia eólica e 649 MW em solar em construção no Brasil atualmente. (Valor Econômico – 05.06.2017) 

2 MRV: construtora planeja instalar placas de geração solar em 30% dos lançamentos este ano

Placas de energia solar farão parte do projeto de novos edifícios da MRV Engenharia. A empresa, uma das líderes do Minha Casa, Minha Vida pretende incluir os equipamentos em 30% de seus lançamentos este ano. E em cinco anos, em todos os lançamentos. Até 2022, o investimento previsto é de cerca de R$ 800 mi. A construtora não divulga quantos lançamentos fará este ano. No ano passado, foram 82. Rubens Menin, fundador e presidente do conselho de administração da companhia, dá uma dimensão do alcance do projeto. Diz que, ao todo, este ano, 17 mil apartamentos estarão em empreendimentos com placas fotovoltaicas. Numa parcela desses empreendimentos, a tecnologia gerará energia apenas para as áreas comuns. Em outra parcela, também para os apartamentos. A ideia é que nos próximos anos, todos os apartamentos lançados contenham com geração própria. Segundo Menin, a MRV está em vias de escolher o fornecedor das placas. A empresa está na fase final de definição, entre três companhias, todas nacionais. Menin diz acreditar que por sua relevância nacional, a MRV terá um papel de liderar o setor na adoção de energia fotovoltaica. A MRV cita que com o uso da energia solar, o consumo mensal de um condomínio pode cair em até 97%. "O Brasil vai ter um projeto vencedor. Estamos muito otimistas e colocamos esse projeto como número um da nossa agenda de sustentabilidade", disse o empresário. (Valor Econômico – 06.06.2017)

3 Alsol: previsão é de instalação de 4 MW de solar distribuída em Minas Gerais

De acordo com a Alsol, já em 2017, serão instaladas quatro plantas fotovoltaicas de 1 MW cada no estado de Minas Gerais. Os projetos atenderão a demanda aberta pela parceria firmada entre a Alsol e o Tribanco, instituição financeira do Sistema Integrado Martins (SIM). O acordo prevê a locação do sistema fotovoltaico por um período de 10 anos. A companhia encerrou, no final de março, a instalação de 72 placas fotovoltaicas no telhado de um estabelecimento em Uberlândia (MG), parte dessa parceria. Após 30 dias de operação, houve uma redução de 23% do consumo de energia elétrica da distribuidora local. Dos usuais 10 MWh consumidos, 7,7 MWh foram extraídos da rede da concessionária do município. A instalação de placas fotovoltaicas foi feita, também, em uma loja de materiais de construção, na cidade de Araguari (MG). Nesse estabelecimento, o sistema instalado conta com 24 placas fotovoltaicas, responsáveis por 19% de redução do consumo da loja em abril. (Brasil Energia – 05.06.2017) 

4 SEBRAE: rodada de negócios para solar e eólica é organizada

O Sebrae, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), realizará, nos dias 12/6 e 13/6, em São Paulo, uma rodada internacional de negócios voltada segmento de energia renovável (energia solar e eólica). A atividade será destinada a empresas âncoras, pequenos negócios e representantes de instituições setoriais. O objetivo é impulsionar os negócios do setor no país. A rodada de negócios é gratuita e está aberta para a participação de todas as micros ou pequenas empresas dos setores de energia eólica ou solar fotovoltaica. O formulário de inscrição está disponível emhttps://pt.research.net/r/FichaFornecedoras_Renovaveis (Brasil Energia - 05.06.2017) 

5 Etanol: Produção caiu 6,7% em 2016

A produção de etanol no Brasil em 2016 caiu 6,7%, na comparação com o ano anterior, somando 28 bilhões de litros, dos quais 17,1 bilhões de etanol hidratado e 11,2 bilhões de anidro. De acordo com relatório publicado na semana passada pela EPE, há dois principais motivadores para a queda: a forte elevação do preço médio do açúcar no mercado internacional e a menor competitividade do preço do etanol em comparação com a gasolina. As usinas deram preferência para o açúcar no ano passado, elevando a produção da commodity em 14%, com recorde de 39 milhões de toneladas, das quais 29 milhões de toneladas foram exportados. Com isso, o percentual de açúcar total refinado (ATR) destinado à produção do etanol recuou para 54% na safra 2016/2017, de 60% na safra anterior. A oferta menor impactou na competitividade do combustível em relação à gasolina. Com uma produção menor, os preços aumentaram e a relação preço do etanol/preço da gasolina média do Brasil foi de 0,71 em 2016, contra 0,66 em 2015. Para ler o texto da EPE na íntegra, clique aqui. (Brasil Energia – 05.06.2017)

6 Itaipu inaugura unidade de biogás e biometano

A Itaipu inaugurou, na última sexta-feira, em parceria com o CIBiogás, uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano, localizada dentro da hidrelétrica. A planta é a primeira do Brasil a utilizar como matéria-prima uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama para a produção de biocombustível. O custo total de implantação do projeto foi de pouco mais de R$ 2 milhões. O modelo passará por 20 meses de teste e poderá ser replicado em todo o país. Mensalmente, a unidade pode tratar 10 toneladas de resíduos alimentares, gerados nos quatro restaurantes da área interna de Itaipu; 30 toneladas de poda de grama, provenientes dos 400 hectares de área verde da empresa; e 300 mil litros de esgoto, oriundos dos prédios administrativos. A produção atual é de 4 mil m³ de biometano por mês, que pode abastecer 80 veículos da frota da usina, considerando um uso médio de 800 km por veículo ao mês, economizando 5.650 litros de etanol. Com isso, a economia chega a R$ 15 mil todo mês. Como subproduto, são produzidos 300 mil litros de biofertilizante, que serão utilizados como adubo para canteiros e gramados da empresa. Mensalmente é evitada a emissão de 4 toneladas de gases causadores do efeito estufa. De acordo com a empresa, o modelo pode ser levado a indústrias, cooperativas, hotéis, além de servir como política pública para as prefeituras resolverem o problema do lixo urbano e atenderem às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos de eliminar os lixões entre 2018 e 2021. (Brasil Energia – 05.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Petrobrás: mudaça na regulamentação de gás afetará valor da venda de termelétricas

Uma nova regulamentação para o uso de gás natural no setor elétrico poderá valorizar o parque de termelétricas operado pela Petrobras no Brasil, e por isso a estatal aguarda o avanço das discussões sobre essas mudanças antes de seguir com um eventual processo para vender suas usinas, disse nesta segunda-feira um diretor da companhia. A Petrobras opera cerca de 6 GW em termelétricas no país, e há expectativa de que todas ou parte das usinas possam entrar no programa de desinvestimentos e parcerias da estatal, que pretende levantar 21 bilhões de dólares até o final de 2018. "Esses aspectos regulatórios têm um impacto relevante sobre o fluxo de caixa dos ativos, sobre o valor dos ativos", disse o diretor de Refino e Gás Natural da petroleira, Jorge Celestino, ao ser questionado sobre uma possível venda das térmicas. O executivo, que participou de evento da Petrobras com investidores na sede da B3, em São Paulo, disse que a companhia tem participado das discussões do programa "Gás para Crescer", do Ministério de Minas e Energia. O programa analisa possíveis mudanças regulatórias para ampliar o uso de gás na produção de energia, como a inclusão de termelétricas na base de geração do sistema elétrico. "Estamos olhando esses ativos de forma conjunta, e olhando também a nova regulamentação do setor, principalmente no que tange a aspectos do Gás para Crescer... estamos participando dos grupos que vão dar um novo contorno regulatório (ao gás natural)", explicou Celestino. (Reuters – 05.06.2017)

 

2 Governos do RS e do Japão estudam construção de térmica a carvão mineral

Os governos do Rio Grande do Sul e do Japão estudam a construção de uma usina de alta eficiência movida a carvão mineral. Há interesse e um estudo de viabilidade já foi concluído. O governador José Ivo Sartori está em visita ao país asiático, onde participou de uma série de reuniões sobre a exploração sustentável do carvão e o aproveitamento da tecnologia japonesa. A usina, que teria investimentos de US$ 2 bilhões, tem apoio do governo japonês. Os próximos passos dependem de liberação ambiental e posterior realização de leilão, pelo governo federal brasileiro. De acordo com o governador gaúcho, o estado é estratégico porque possui 90% das reservas de carvão do Brasil e pela sua localização. Sartori quer o estado seja referência no uso da tecnologia no Brasil, para uma exploração viável nos modos econômico, social e ambiental. Em todas as agendas Sartori e o secretário de Minas e Energia, Artur Lemos, têm reforçado que apostam na recuperação do carvão gaúcho e o exemplo mundial dos japoneses na exploração de forma sustentável deve ser seguido. Para o governador, não se faz qualquer projeção sobre o carvão sem rigoroso cuidado ambiental. O diretor de Novos Negócios da Copelmi Mineração, Roberto de Faria, explicou que foram feitos testes com 400 quilos de carvão gaúcho de diferentes minas. A conclusão é que o material do Baixo Jacuí tem condições de suportar a tecnologia Super Ultra Crítica, que prevê aplicação de altas temperaturas e pressão para aumentar a eficiência e diminuir a emissão de gás carbônico de térmicas a carvão. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017) 

 

3 Bolognesi está negociando venda de termelétrica à Prumo

O grupo gaúcho Bolognesi está em negociações avançadas com a Prumo para a venda do projeto da termelétrica Novo Tempo (PE), de 1,2 GW de potência, e do terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) que faz parte do projeto. O Valor apurou que o negócio pode envolver a termelétrica Rio Grande (RS), que também tem 1,2 GW, e prevê a construção de outro terminal de GNL. Procurada pelo Valor, a Bolognesi confirmou as negociações com a Prumo. Esta, por sua vez, não respondeu os pedidos de entrevista da reportagem. Os projetos das duas termelétricas foram vendidos em um leilão no fim de 2014, para entrega em janeiro de 2019 e dezembro de 2020, ao preço de R$ 206,50 por MWh. Na época, se estimava investimentos da ordem de R$ 3 bilhões para viabilizar cada um dos projetos. Depois disso, porém, a disparada do câmbio e a piora das condições de financiamento no país inviabilizaram o negócio, e as usinas não chegaram a sair do papel. Com isso, a Aneel deu a empresa o prazo final de até 31 de agosto para apresentar a comprovação da estruturação financeira do negócio, e a Bolognesi acelerou as negociações para encontrar compradores e sair definitivamente das duas usinas. Segundo duas fontes próxima da situação, a Bolognesi já chegou a levar representantes da Prumo para uma reunião com a diretoria da Aneel, a fim de mostrar que as negociações estão realmente avançadas. (Valor Econômico – 06.06.2017) 

 

4 Novo presidente da Cegás faz promessas de infraestrutua e planejamento

O novo presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo, assumiu o cargo nesta segunda-feira. Além de defender a participação da distribuidora em projetos estruturantes, como o Porto do Pecém, o executivo prometeu ampliar a rede no Ceará para os segmentos industrial, comercial e residencial. Figueirêdo defendeu o redimensionamento da planta de gaseificação no entorno do porto e a busca de uma solução para a transferência do parque de tancagem de combustíveis do porto do Mucuripe para o de Pecém. “Além disso, queremos contribuir ativamente com as discussões do programa Gás para Crescer”, afirmou. Ex-secretário de planejamento do Ceará, Figueirêdo é professor da Universidade Federal do Ceará, doutor em Economia de Negócios pela Wageningen University (Holanda), mestre em Administração de Empresas pelo Rensselaer Polytechnic Institute (EUA) e graduado em Engenharia de Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Até então, a presidência da Cegás era ocupada pelo diretor administrativo e financeiro da companhia, Fabio Norcio. (Brasil Energia – 05.06.2017) 

 

5 Abdan sugere criação de agência reguladora e fiscalizadora para segmento nuclear

O dirigente da Abdan, Celso Cunha pretende discutir a segregação das atividades de regulação, fiscalização e planejamento na área nuclear, hoje concentradas na Comissão Nacional de Energia Nuclear. A associação defende a criação de uma agência reguladora e fiscalizadora especificamente para o segmento nuclear, nos moldes da Aneel para o setor elétrico e da ANP para o mercado de petróleo e gás, e que pudesse atuar além do campo energético. Áreas diversas como medicina e agricultura, que também utilizam tecnologia nuclear, seriam beneficiadas. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, os 1.990 MW de capacidade das usinas de Angra 1 e 2 representam hoje 1,31% da potência instalada total do parque gerador brasileiro. A ausência de alternativas para geração de base no Sistema além da hidreletricidade é um trunfo para a expansão nuclear no país, na visão de Cunha. “Não há dúvidas de que não existe alternativa melhor que a nuclear para garantir a geração de base da qual o país precisa, até por se tratar de uma fonte limpa. A expansão de fontes intermitentes, como eólica e solar, exige essa discussão”, avalia ele. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017)

 

6 Angra 3: Governo avalia que terá de vender pequena parte para concluir as obras

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, disse ontem que a estatal discute com o governo a venda de participação minoritária na usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ). O objetivo é levantar recursos para concluir o empreendimento. O executivo disse que proposta está sendo tratada no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Para ele, a operação da usina precisa permanecer integralmente com a Eletronuclear para não contrariar a legislação do país que trata de atividade nuclear. Segundo o presidente da Eletrobras, a venda de participação passaria pela escolha de um "investidor financeiro" que não se envolveria na gestão ou decisões operacionais. (Valor Econômico – 06.06.2017)

 

7 Angra 3: Abdan defende a entrada da iniciativa privada

A nova gestão da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares pretende estabelecer interlocução com o governo em torno da viabilidade de Angra 3, cujo término da construção segue a espera de definições. Questões como a possibilidade de uma alteração constitucional que permita a entrada de players estrangeiros na atividade de geração nuclear no país estão na pauta que o presidente da Abdan, Celso Cunha, pretende levar aos órgãos responsáveis pelo tema, em especial ao Ministério de Minas e Energia. “A discussão é toda bem complexa. Cerca de 60% da obra já está pronta e praticamente todos os equipamentos estão comprados há bastante tempo. Isto, por si só, já dificulta a atratividade de empresas estrangeiras, na medida em que elas não poderão vender equipamentos se entrarem no negócio”, explica Cunha, que não acredita em uma transferência pura e simples do projeto para a iniciativa privada como cenário factível para Angra 3. Para ele, a costura de acordos bilaterais com países interessados em explorar potencial nuclear brasileiro, como França e Rússia, seria o caminho mais real. (Agência CanalEnergia – 05.06.2017)

 

 

Economia Brasileira

1 Caixa: Poupança tem captação líquida de R$ 1,1 bi entre abril e maio

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta segunda-feira que obteve entre os meses de abril e maio captação líquida positiva de R$ 1,1 bilhão nas suas contas de poupança. Na avaliação da instituição, o resultado está alinhado ao movimento de queda da taxa básica de juros, a Selic. Entre os mais de 69 milhões de poupadores da Caixa, as classes C, D e E têm sido as responsáveis pelo aumento na captação líquida mensal. Em nota, o vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa, Fábio Lenza, apontou que, com a tendência de queda da Selic, a poupança se projeta como um investimento ainda mais atrativo. “Os números demonstram o direcionamento dos investimentos da população para a poupança”, disse. A instituição detém cerca de 38% do saldo total da poupança. Nesta terça-feira, o Banco Central (BC) atualiza o relatório de poupança com os dados totais para maio. No mês até o dia 30, os saques superavam as captações em R$ 2,888 bilhões. O patrimônio da poupança fechou abril em R$ 661,912 bilhões. (Valor Econômico – 05.06.2017)

 

2 Juros futuros sobem à espera de definição política e ata do Copom

Os juros futuros começaram a semana em alta, na véspera de uma terça-feira de importantes eventos no cenário político-econômico, que podem definir o futuro do governo Temer e, por tabela, das reformas. Começa amanhã o julgamento no TSE que pode cassar a chapa Dilma/Temer. Após o estouro da crise política, o mercado passou a discutir que uma resolução do TSE contrária a Temer poderia ser a forma mais rápida e menos conturbada de o presidente deixar o posto. À época, isso era visto como um meio de reabrir o caminho para aprovação da reforma da Previdência, sobretudo. Mas a resistência de Temer nas semanas seguintes e um aparente andamento dos projetos no Congresso alimentaram avaliações de que o governo ainda poderia obter a aprovação das medidas. De toda forma, o que mais incomoda o mercado hoje é a sensação de que o imbróglio político pode persistir, atrasando mais as reformas. O embate pode se arrastar caso ministros do TSE peçam vistas do processo, o que obrigaria a remarcação do julgamento. O mercado operou também na expectativa pela divulgação amanhã da ata do Copom. De forma geral, espera-se que o colegiado do Banco Central detalhe a discussão sobre o juro estrutural. No comunicado que acompanhou a decisão de política monetária da semana passada, o Copom disse que o aumento das incertezas em torno da “evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta” queda mais rápida das projeções da taxa de juros estrutural, tornando-as mais incertezas. (Valor Econômico – 05.06.2017)

 

3 Fazenda prevê perda de quase R$ 9 bi em 3 anos após o Refis 

As concessões feitas pelo governo no novo Refis, com desconto de até 90% nos encargos legais de quem aderir, levarão a aumento da arrecadação esperada em 2017, mas à perda de R$ 8,77 bilhões nos três anos seguintes, estima o Ministério da Fazenda na exposição de motivos da MP 783. A mera migração de dívidas já parceladas em outros programas, mas que serão transferidas para o novo Refis de olho em benefícios mais atraentes, frustrará a receita em R$ 2,71 bilhões em 2019. O documento não detalha os motivos, mas reforça que não há expectativa de receita com o Refis em 2019 por causa dessas migrações. Com exceção de 2017, a arrecadação extra será pouco expressiva: R$ 950,6 milhões em 2018 e R$ 370 milhões em 2020. Haverá, contudo, renúncia de R$ 2,91 bilhões em 2018, R$ 2,03 bilhões em 2019 e de R$ 1,12 bilhão em 2020 pelos descontos. O grosso dos pagamentos estará concentrado este ano e ajudará a atual equipe econômica a fechar a conta do déficit fiscal, um rombo de R$ 139 bilhões, sem recorrer a novos contingenciamentos. Com as mudanças, que devem atrair mais empresas para o Refis, aumentou a expectativa de arrecadação este ano, de R$ 8 bilhões para R$ 13,3 bilhões. Isso porque a equipe econômica conseguiu preservar nas negociações que a entrada seja quitada antes da concessão dos descontos e que o pagamento "à vista" será de pelo menos 20% da dívida consolidada, com exceção dos débitos menores de R$ 15 milhões, que pagarão 7,5%. (Valor Econômico – 06.06.2017) 

 

4 Cenário fiscal nebuloso ameaça tirar R$ 32 bi de obras federais até 2018

Do orçamento do governo federal para obras previsto entre 2015 e 2018, de R$ 164 bilhões, 20%, equivalente a R$ 32 bilhões, não serão aplicados caso o cenário fiscal do país continue deteriorado, segundo Manoel Renato Machado Filho, diretor do Departamento de Infraestrutura Social e Urbana do Ministério do Planejamento. Machado Filho participou ontem da abertura de seminário sobre investimento em obras públicas organizado pela FGV, no Rio. Em uma apresentação de 15 minutos, o técnico do Planejamento mostrou que em 2016 foram pagos R$ 42 bilhões, o que levou o governo federal a concluir 10 mil empreendimentos e alcançar 50% da meta do período. Segundo Machado Filho, há em curso um planejamento para priorizar obras que podem ser concluídas até 2018. É o caso do Programa Avançar, substituto do PAC, que, segundo ele, "nada mais é do que o conjunto de empreendimentos que têm condições de serem terminados até 2018. É um esforço adicional de focalização de gasto. Não se trata de um novo programa", afirmou. Diante da escassez de recursos, o Ministério do Planejamento vem trabalhando com restrição a novas obras, o que atingiu cerca de 6 mil obras e quase R$ 40 bilhões, além da repactuação de cronogramas. O objetivo, disse o diretor do ministério, é dar fôlego aos projetos já iniciados e que o governo vê como prioritários. (Valor Econômico – 06.06.2017) 

 

5 Brasil está menos vulnerável a choques

A menor vulnerabilidade a choques externos e internos é um trunfo do Brasil num momento em que uma nova crise voltou a nublar o cenário político. Aliado a isso, o ambiente externo tranquilo, com juros internacionais em níveis baixos, ajuda a entender o comportamento não muito volátil dos preços dos ativos brasileiros nas últimas semanas, mesmo com a divulgação da gravação de uma conversa comprometedora entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS. Relatório do Itaú Unibanco destaca que os indicadores de solvência externa e a elevada disponibilidade de recursos na Conta Única do Tesouro mostram uma situação mais confortável para o país absorver eventuais solavancos, embora ressalte as dificuldades do quadro fiscal, evidenciadas pela dinâmica desfavorável da dívida pública. Elaborado pelos economistas Julia Gottlieb e Pedro Schneider, o relatório do Itaú Unibanco enumera alguns dos amortecedores que reduziram a vulnerabilidade da economia brasileira a choques externos nos últimos anos. O primeiro é o elevado nível de reservas internacionais, superior a US$ 370 bilhões, enquanto o segundo é a redução significativa do déficit em conta corrente, que recuou no acumulado em 12 meses de 4,44% do PIB em abril de 2015 para 1,06% do PIB em abril deste ano. Além disso, esse rombo passou a ser integralmente coberto pelo investimento estrangeiro direto no país. (Valor Econômico – 06.06.2017) 

 

6 CNI: Pequenas indústrias são as mais afetadas pela crise

Responsáveis pela metade dos empregos na indústria, as pequenas empresas têm sido as mais afetadas pela crise, indica levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo mostra que as indústrias de pequeno porte têm obtido indicadores piores que as de grande porte desde o início de 2015, pouco depois de o país entrar em recessão. Os números foram obtidos com base na Sondagem Industrial (SI), pesquisa mensal divulgada pela CNI que revela as expectativas e as decisões dos empresários da indústria. Medida de zero a 100 pontos, a Sondagem Industrial tem uma linha de corte de 50 pontos, que indica estabilidade. A pesquisa indica cenário negativo abaixo desse valor e perspectivas favoráveis acima desse nível. Com a intensificação da crise econômica, toda a indústria passou a registrar indicadores abaixo de 50 pontos, mas as pequenas empresas sempre ficaram atrás das grandes. Entre 2015 e 2017, os indicadores de produção e de número de empregados têm oscilado em torno de 40 pontos, contra 45 pontos das grandes indústrias. Em relação à expectativa de demanda, as pequenas empresas oscilaram em torno de 46 pontos. As indústrias de maior porte registraram 49 pontos. Os números foram obtidos retirando-se a mediana da SI. As disparidades são maiores nos indicadores que refletem as finanças das empresas. Nos últimos dois anos e meio, o indicador de situação financeira tem variado em torno de 34 pontos para as pequenas indústrias, contra 43 para as grandes companhias. No acesso ao crédito, a pontuação tem oscilado em torno de 27,5 pontos para as menores empresas e 33,5 para as maiores. (Valor Econômico – 06.06.2017)

 

7 Inflação para famílias de baixa renda vai a 0,67% em maio 

Influenciada pelo aumento nas contas de luz, o Índice de Preços ao Consumidor -Classe 1 (IPC-C1) acelerou de 0,11% em abril para 0,67% em maio, segundo a FGV. O indicador mede a inflação para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos. O indicador acumula alta de 1,98% no ano e de 3,47% nos últimos 12 meses. A inflação para as famílias de menor renda ficou acima da inflação geral, medida pelo IPC-BR, de 0,52%. Em 12 meses, contudo, o IPC-BR acumula elevação de 4,05%, nível acima do registrado pelo IPC-C1. Das oito classes de despesa avaliadas, o destaque ficou com Habitação (-1,00% para 2,19%), em que a tarifa de eletricidade residencial saiu de queda de 7,83% para alta de 12,53%. (Valor Econômico – 06.06.2017) 


8 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 10h48, o dólar comercial cedia 0,36%, a R$ 3,2760, tendo oscilado entre a máxima de R$ 3,3020 e a mínima de R$ 3,2745. Ontem, o dólar comercial avançou 1,03%, a R$ 3,2874. É a alta mais forte desde o salto de 8,06% do dia 18 - a mais intensa desde 1999. (Valor Econômico – 05.06.2017 e 06.06.2017) 

 

 

Internacional

1 Entrevista com Diego Abente Brun: ‘Paraguay sostuvo un alineamiento automático al Brasil hasta el 2003’”

Diego Abente Brun, junto com Fernando Masi e Carlos Gómez Florentín, são autores do livro ‘Política Exterior Brasileira: Oportunidades e Obstáculos para o Paraguai’. O livro trata do resultado de uma pesquisa com o objetivo de preencher um vazio porque dizem que a política externa da relação Paraguai e Brasil é baseada em conhecimento limitado, fragmentados e orais. E em entrevistas publicado no jornal Ultima Hora, Susana Oviedo entrevistou Diego Abente Brun para saber mais sobre o conteúdo do livro. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 06.06.2017)

 

2 Uruguai: 61% da energia elétrica produzida em 2016 vieram de fontes renováveis

61% do total do abastecimento de energia no ano passado vieram de fontes renováveis: 5% de eólicas, 12% de hidráulica e 44% de biomassa no Uruguai. O fornecimento restante é composto de 37% de petróleo e derivados e, ainda, 1% de gás natural. Esses dados foram anunciados pelo Balanço Energético Preliminar de 2016, divulgado pelo Ministério da Indústria, Minas e Energia (MIEM, em espanhol). O total da eletricidade abastecida em 2016 representa mais de 63.800 GWh. Os números de abastecimento incluem a demanda interna e a exportação feita pelo Administrador Nacional de Usinas e Transmissores (UTE, em espanhol) para a Argentina. Segundo o presidente dessa estatal, Gonzalo Casaravilla, mais de 99% da energia distribuída no Uruguai em 2016 são de fontes geradoras renováveis. Em comparação com os dados de abastecimento por fonte dos últimos anos, isso marca um forte crescimento, principalmente de energias de fonte eólica, existentes há mais de 10 anos, e biomassa, que duplicou seu fornecimento em apenas uma década, enquanto que o petróleo e a energia hidráulica se mantiveram relativamente estáveis. (El País – Uruguai – 03.06.2017)



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