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Notícias Abril
06/04/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL ministra curso na ANEEL e CPFL sobre Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ) organizará o curso “Análise da Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras de Energia”, a ser ministrado pela equipe do Projeto de P&D da Aneel “Índice de Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras de Energia Elétrica”, desenvolvido pelo GESEL em parceria com a CPFL Energia. O curso, que tem a duração de dois dias, acontecerá na CPFL (dias 6 e 7 de abril) e Aneel (11 e 12 de abril) e terá aulas dos professores Roberto Brandão, Luiz Ozório, Marcelo Alvaro Macedo, Adriano Rodrigues, Rodrigo Scalzer e Arthur Felipe Tavares. (GESEL-IE-UFRJ – 06.04.2017) 

2 GESEL: palestra na sede da EDP sobre Impactos da Geração Distribuída na Rede de Distribuição

No próximo dia 11 de abril, terça-feira, o professor Djalma Falcão, pesquisador associado do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), ministrará palestra com o tema “Impactos da Geração Distribuída na Rede de Distribuição: resultados de estudo de caso focado no Grupo Energisa” no Auditório da Sede da EDP Energias do Brasil, em São Paulo. A palestra, que acontece no âmbito do projeto de P&D “Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”, realizado pelo GESEL em parceria com o Grupo Energisa, vinculado ao Programa de P&D da Aneel, apresentará os resultados preliminares do P&D, tratando dos principais impactos potenciais da geração distribuída na rede de distribuição identificados nas simulações realizadas. (GESEL-IE-UFRJ – 06.04.2017) 

3 Custo de energia deve aumentar devido à necessidade de ligar mais térmicas

Em sua primeira reunião mensal sob a bandeira tarifária vermelha - que prevê cobrança de taxa extra nas contas de luz para custear o acionamento de térmicas, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) indicou que, embora o risco de desabastecimento continua desprezível, o custo de energia tende a aumentar, devido à necessidade de ligar mais termelétricas. No encontro, realizado em Brasília, o colegiado indicou que o risco de qualquer déficit de energia em 2017 é de 0,8% e 0,1%, para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente. Na última reunião, em março, esses índices foram de 0,3% e zero. "Apesar de assegurado o abastecimento de energia para 2017, as condições hidrológicas desfavoráveis deverão levar a despachos térmicos mais volumosos, significando um aumento no custo da operação do sistema", informou o CMSE, em nota. O comitê criou um grupo de trabalho para aprofundar as análises sobre a condição de fornecimento de energia e definir formas de intensificar a divulgação desse processo a sociedade. O ONS informou que prevê que os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste alcancem 40,5% de armazenamento no fim de abril, quando termina o período chuvoso, contra 57,6% registrados em igual período de 2016. O ONS prevê 41,7%, para o Sul, 21,1% para o Nordeste e 65,2% para o Norte. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

4 Consulta pública que reavalia incentivos regulatórios às distribuidoras será lançada pela Aneel 

A Aneel vai iniciar consulta pública a fim de reavaliar os incentivos regulatórios que hoje são concedidos às distribuidoras. O foco da agência é a modernização das redes, num momento em que cresce a adoção de ferramentas digitais ao mesmo tempo que a pressão tarifária ainda se mantém elevada para consumidores de energia. A consulta pública deve ser lançada ao longo do segundo semestre. A ideia é verificar se os incentivos hoje concedidos às empresas são suficientes para a realização dos investimentos ou, no caso de se verificar necessidade de mudanças, proceder com os ajustes que permitam a remuneração das distribuidoras, segundo André Patrus, assessor da Diretoria da Aneel. A agência quer avaliar se a aplicação da lógica de mercado é suficiente ou se é preciso tomar medidas adicionais. Segundo ele, a lógica é a de que os investimentos devem ser prudentes, ou seja, as distribuidoras avaliem a relação custo-benefício do investimento de redes. (Brasil Energia – 05.04.2017) 

5 Através de reavaliação de regulações, Aneel pretende viabilizar avanços tecnológicos

A Aneel já vem editando normas regulatórias para viabilizar avanços tecnológicos, como padrões técnicos de equipamentos de medição eletrônica, para desenvolvimento em escala pelos fabricantes, conta Patrus. Mas a consulta pode trazer, por exemplo, a conclusão de que será necessário apostar em políticas públicas. Como exemplo, o presidente do Cigré-Brasil, Josias Matos de Araújo, citou no evento 6° UTCAL Summit, realizado no dia 5 de abril, a existência de um parque de medidores da ordem de 67 milhões de unidades. Caso seja estabelecida a troca desses equipamentos, haveria a necessidade de se estabelecer uma política para a medida ser implementada, até mesmo diante da obsolescência tecnológica frente ao prazo que venha a ser fixado para a substituição. Patrus recorda ainda que a Aneel possui neutralidade tecnológica, pois o foco é a qualidade, mas reconhece que as instalações de fato devem ser modernas, já que um princípio básico das distribuidoras é a prestação do serviço público adequado e a atualidade tecnológica se torna relevante. (Brasil Energia – 05.04.2017) 

6 Agenda legislativa da Apine já possui propostas em tramitação na Câmara ou no Senado

Em um ano marcado pela discussão no Congresso Nacional de propostas polêmicas do governo, a agenda legislativa dos produtores independentes de energia elétrica para 2017 estará concentrada em seis temas prioritários, a maior parte deles já em tramitação na Câmara ou no Senado. Os assuntos vão desde fontes renováveis e mercado livre a licença prévia para empreendimentos de transmissão e gás natural. Um documento da Apine com os temas de interesse dos geradores foi lançado na Câmara dos Deputados no dia 5 de abril. Na proposta da Apine estão projetos de incentivo e de desoneração da carga tributária para empreendimentos de geração distribuída; em propostas que contribuam para a ampliação do acesso ao ambiente de livre comercialização de energia; na obrigatoriedade de licença prévia para empreendimentos incluídos em leilões de transmissão e no projeto que facilita a aquisição e o arrendamento de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por estrangeiros. Há interesse específico da associação nos projetos que tratam de geração de pequeno porte (micro e minisistemas) de fontes solar fotovoltaica, hidrelétrica, biomassa e cogeração a gás natural em unidades consumidoras residenciais, comerciais e industriais. Os produtores independentes também defendem a redução das barreiras para a migração de consumidores livres (carga acima de 3 MW) e especiais (até 500 kW). Ainda não há projeto específico em tramitação no Congresso a respeito de Gás Natural, mas um grupo de trabalho com a participação de agentes do mercado estuda vários tipos de medidas para a cadeia do gás, o que inclui propostas a serem enviadas ao Legislativo. Essas ações abrangem temas como transporte, processamento de Gás Natural Liquefeito, distribuição, comercialização, estrutura tributária, gás da União e integração com o setor de energia elétrica. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

7 PSR alega que encargo por confiabilidade levaria à expansão mais eficiente da oferta

Na edição no.123, de março de 2017 da publicação mensal Energy Report, a PSR aponta que o pagamento de um encargo de confiabilidade a todos os empreendimentos viabilizaria uma receita estável tanto para os geradores de energia existente quanto para os novos, um fator que atribuiria maior equilíbrio à questão da competitividade de cada um desses segmentos. De acordo com a consultoria, no atual modelo setorial há mais incentivos para a energia nova em detrimento da existente. Esse fator foi potencializado ainda mais em 2016, quando o decreto no. 8.828 trouxe uma modificação que afetou os empreendimentos de energia existente com a eliminação do limite inferior de contratação nos casos em que as distribuidoras tenham sobras contratuais. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017)

8 Aneel determina desconto para UHE Três Irmãos 

A Aneel determinou à CCEE que efetue, a partir da próxima liquidação financeira da contratação de cotas de garantia física e de potência da UHE Três Irmãos (SP-807,5 MW), o desconto do valor de R$ 1,28 milhões, referente aos rendimentos do prêmio do seguro, objeto da Apólice de Riscos Nomeados e Operacionais nº 17.96.0001661.28. O despacho foi emitido pela SRG e publicada na edição do dia 5 de abril do DOU. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017)


9 Artigo de Claudio Sales e Richard Hochstetler: “Furto de energia - um problema moral”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Claudio Sales e Richard Hochstetler, do Acende Brasil, tratam de furtos e fraudes de energia. Segundo os autores, “apesar dos esforços e dos milhões de reais investidos pelas distribuidoras no combate dessas práticas nos últimos anos, o problema permanece”. Eles concluem que “a regulamentação setorial, as barreiras burocráticas de órgãos metrológicos, o ativismo de órgãos de defesa do consumidor e o viés do Poder Judiciário, entre outros, frequentemente favorecem o consumidor infrator ou inadimplente e, às vezes, acabam por criar barreiras intransponíveis para uma ação mais eficaz de coibição dos furtos de energia”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 06.04.2017)

 

Empresas

1 Estatais federais somaram investimentos de R$ 53,5 bi em 2016

O investimento total das empresas estatais federais no ano passado retrocedeu a níveis de 2008, de acordo com a mais recente edição do Boletim das Empresas Estatais produzido pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Divulgado na última terça-feira (4) pelo ministro Dyogo Oliveira, o documento mostra que, em 2017, foram executados R$ 56,5 bi em investimentos pelas 154 empresas analisadas, o que representa 74% do orçamento total aprovado para o período, de R$ 76,2 bi. É o menor patamar de execução de investimentos desde 2008, quando as estatais investiram R$ 53,5 bi. O maior nível foi alcançado em 2013, com R$ 113,5 bi. Dos R$ 56,5 bi de fato investidos pelas estatais federais no ano passado, 85% do valor foram aplicados pelo Grupo Petrobras, incluindo a holding e suas subsidiárias nas áreas de dowstream, distribuição de combustíveis, transporte de gás natural e geração de eletricidade. O Grupo Eletrobras respondeu com uma fatia de 7% dos investimentos das estatais em 2016, também considerando a matriz e as empresas subsidiárias. Estão incluídas aí as grandes geradoras de energia como Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, CGTEE e Eletronuclear, e ainda as distribuidoras estaduais, caso de Ceron, CER, Cepisa, Eletroacre, Ceal e Amazonas Energia. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

 

2 Segundo Planejamento, endividamento de estatais impressiona

O Boletim das Empresas Estatais produzido pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão revelou a evolução do endividamento no conjunto de empresas, cuja escala crescente impressiona. De acordo com o estudo, as estatais saíram de dívidas totais (incluindo empréstimos e financiamentos) da ordem de R$ 142 bi em 2009 para R$ 544 bi no ano passado, dos quais cerca de R$ 500 bi vinculados apenas ao Grupo Petrobras. O quadro de pessoal efetivo no conjunto de empresas caiu em 2016 na comparação com 2015, passando de 552.989 pessoas para 530.922 pessoas no ano passado. O setor de energia responde com o maior número de empresas estatais federais, totalizando 87, entre controladoras e controladas. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017)

 

3 Eletrobras: estatal concentrará processos de controladas em centro compartilhado

A Eletrobras prevê centralizar até o início de 2018 todos os seus serviços transacionais e de suas controladas em um centro de serviços compartilhado localizado no Rio de Janeiro, na sede da subsidiária Furnas. A intenção é aumentar a produtividade nessas operações. O plano faz parte da reestruturação da companhia, que instituiu internamente o Desafio 21, em busca de excelência sustentável e operacional na empresa até 2021. Fazem parte do processo de otimização, também, o plano de desinvestimento da companhia, que inclui as distribuidoras e determinados ativos de geração e transmissão cujo valor e modelagem estão sendo avaliados, além do plano de demissão voluntária da companhia. De acordo com o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., seriam elegíveis cerca de 2,5 mil empregados para os programas de aposentadoria especial e de incentivo à demissão, que ainda serão oficializados. (Brasil Energia – 05.04.2017) 

 

4 Eletrobras busca gestão eficiente 

A ideia [de concentrar processos de controladas em centro compartilhado] da Eletrobras é buscar um modelo de gestão mais eficiente, disse o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr que participou na terça-feira (4/4) de evento de comemoração dos 60 anos de Furnas. O tom foi o mesmo usado pelo ministro Fernando Bezerra Coelho Filho, que também esteve presente na solenidade. “Não é porque a empresa é pública que tem que ser ineficiente”, disse o ministro. De acordo com o presidente de Furnas, Ricardo Medeiros, a gestão deve buscar incentivar a criatividade e aproximar os núcleos de decisão da companhia dos núcleos de execução. “Desejamos uma empresa que responda mais rapidamente às mudanças”, afirmou. (Brasil Energia – 05.04.2017)

 

5 CPFL Paulista aumenta capital em R$ 17,5 mi sem emissão de novas ações

A CPFL Paulista, distribuidora de energia elétrica do grupo CPFL Energia, aumentou seu capital social em R$ 17,5 mi, para R$ 923,4 mi, sem a emissão de novas ações. A operação foi possível porque a empresa utilizou recursos provenientes da "reserva de capital" relativo ao exercício de 2016. O Conselho de Administração da companhia aprovou o aumento em assembleia extraordinária realizada na última terça-feira, 4 de abril. Da mesma forma, Conselho de Administração também aprovou o aumento de capital para a CPFL Piratininga, no montante de R$ 4,58 mi, para R$ 240,1 mi. Em 2016, a concessionária reportou lucro líquido de R$ 68,1 mi. A informação consta publicada no site da CVM. Às 11h05, as ações da CPFL Energia (CPFE3) apresentavam baixa de 0,02% na BM&FBovespa, negociadas a R$ 25,79. Em 2016, a companhia reportou lucro líquido de R$ 255,3 mi. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

 

6 AES Tietê contrata E&Y para auditoria

O Conselho de Administração da AES Tietê aprovou em reunião realizada na última terça-feira, 5 de março, a escolha da Ernst & Young Auditores Independentes para auditar as demonstrações financeiras da companhia relativas ao exercício social de 2017, no valor de R$ 90,38 mil. O Conselho reconheceu a independência da E&Y para a prestação dos serviços. A informação consta publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

 

7 Alupar: captação chega a R$ 833,5 mi após excesso de demanda

A menos de 20 dias do próximo leilão de transmissão, marcado para 24 de abril, a Alupar se prepara para fazer um aumento de capital maior do que foi orginalmente previsto. A empresa previa captar R$ 716,7 mi, porém a oferta inicial foi ampliada em 15% para atender o excesso de demanda verificada durante o procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores (Bookbuilding). Com isso, a empresa deverá captar R$ 833,5 mi por meio da emissão primária de 45.520.639 ações ordinárias e 82.704.360 ações preferenciais. Ações serão negociadas na próxima quinta-feira, 6 de abril, na BM&FBovespa, agora B3. O preço da Unit foi fixado em R$ 19,50 ante a R$ 19,28 inicialmente previsto, segundo fato relevante publicado na CVM. A controladora Guarupart, que detém 61% de participação na Alupar, informou que não vai participar do aumento de capital. A oferta pública terá esforços restritos para colocação de ações no Brasil e no exterior. O banco Santander está coordenando a operação. A captação de recursos por meio de oferta pública primária de ações em bolsa de valores ganhou fôlego neste ano, após ficar praticamente parada desde 2014. A Alupar informou que os recursos provenientes do aumento de capital serão utilizados para investimentos nos segmentos de linhas de transmissão e geração de energia elétrica, seja por meio da obtenção de novas concessões, seja por meio de aquisição de participação em empreendimentos nos quais empresa já possuí, seja por meio da aquisição de novos empreendimentos (M&A) disponíveis no mercado. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

 

8 Autossuficiência das indústrias nacionais é garantida por microturbinas a vapor

A curitibana Solidda Energia desenvolveu em 2015 uma linha de microturbinas a vapor para geração de energia que rapidamente passou a ser adotada por indústrias de médio porte, a maior parte delas com disponibilidade de biomassa e interessadas na autossuficiência energética. Em menos de um ano, cinco empresas já instalaram a solução. A primeira a aderir foi a Ótima Portas, de União da Vitória (PR), que investiu R$ 3 mi por microturbina de potência de 500 kW, que gera energia a partir de vapor resultante da queima em caldeira de 25 t/dia de resíduos de madeira da produção de portas da empresa. Nesse valor também está incluída compra de caldeira de biomassa. A estimativa é de que o retorno sobre o invesimento se dê em dois anos. Conectada à rede da Copel, a Ótima durante o dia complementa sua demanda em mais 200 kW, excedente que durante a noite é devolvido. Isso zera a conta da empresa, que antes do projeto pagava por volta de R$ 100 mil por mês. Hoje sua despesa com a Copel se limita ao pagamento pela demanda contratada, algo em torno de R$ 10 mil. (Brasil Energia – 05.04.2017)

 

9 Solidda Energia: novas regras para geração distribuída tornam projetos no setor mais viáveis

“As novas regras para a geração distribuída viabilizaram os projetos, com o sistema de compensação e de conexão à rede, porque projetamos o sistema para a média de consumo e não para a demanda-pico”, explica o sócio-gerente da Solidda Energia [empresa desenvolvimento e a comercialização de equipamentos e sistemas de produção de energia], Rodrigo Duarte. Caso esse projeto [de uma linha de microturbinas a vapor para geração de energia] fosse de geração desconectada da rede, precisaria ser de potência de 1 MW, com valor mínimo de R$ 5 mi, para atender o pico da demanda. Segundo Duarte, a nova linha é um aperfeiçoamento de sistemas fornecidos desde a fundação da Solidda em 2008. A novidade dos produtos, diz, é a engenharia compacta da microturbina, construída com todos os seus equipamentos e acessórios em um único skid. Esse desenho compacto, além de facilitar a instalação e a conexão à rede, tornou o projeto muito mais barato. Na plataforma transportável em carretas, a fábrica da Solidda acopla turbina, gerador, condensador, redutor, parte elétrica e de automação, o que dispensa investimentos em obra civil. (Brasil Energia – 05.04.2017)

 

10 Comercializadora da Enel busca expansão de vendas em 50% em 2017

Com objetivo de aumentar em até 50% o seu volume de vendas em 2017, a Enel Comercializadora não quer apenas aumentar esse montante, mas também quer buscar contratos com prazos maiores de atendimento e de relacionamento com o cliente. De acordo com é Matteo De Zan, responsável de Comercialização de Energia da Enel no Brasil, a empresa aposta na solidez do grupo para conquistar mais clientes. "Saber que a companhia tem, além de capacidade técnica e robustez financeira, um desejo de ser sustentável que vai desde o técnico que o atende até o acionista da empresa faz diferença na escolha do cliente", afirma o executivo. Ainda de acordo com De Zan, a estratégia da comercializadora vai ser a de tanto buscar consumidores especiais migrantes ou que já estejam no ambiente de contratação livre quanto os consumidores livres que já estão no mercado e buscam novos contratos para uma próxima etapa de operação. Segundo o executivo, o preço ainda é o primeiro item que o consumidor vai atrás quando procura a comercializadora, mas outros fatores acabam se mostrando relevantes na decisão. "Produtos diferentes têm preços diferentes. Aspectos como flexibilidades de exercício de volumes do contrato e tipos de garantias financeiras a serem apresentados acabam tendo um destaque nesta procura do cliente", avisa. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

 

11 Inscrições para prêmio de inovação da Engie estão abertas

A Engie abriu nesta segunda-feira (03/04) as inscrições para o Prêmio Engie Brasil de Inovação, voltada para temas como geração descentralizada, mobilidade sustentável, eficiência energética, smart grids e iluminação pública. Startups e empreendedores que apresentem soluções para essas questões podem participar da edição deste ano, cujo tema é Cidades do Amanhã. O objetivo é que o projeto vencedor possa fazer uma parceria com a Engie para ser desenvolvido no país. A Engie, que é tradicional geradora de energia no Brasil, tem buscado diversificar os negócios, com foco crescente em serviços e soluções para cidades, como monitoramento por câmeras, controle de tráfego por semáforos inteligentes, geração solar descentralizada, eficiência energética, entre outras. (Brasil Energia – 05.04.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Números dos reservatórios pelo Brasil

Os níveis na região Sul recuaram 0,6% e estão operando com volume de 42,2%. De acordo com informações do ONS, a energia armazenada é de 8.414 MW mês e a energia natural armazenada é de 3.188 MWm, que equivale a 42% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Barra Grande está com 26,31% da capacidade. No submercado Sudeste/Centro-Oeste, os níveis diminuíram 0,2% e chegaram em 41,4%. A energia armazenada é de 84.270 MW mês e a ENA é de 39.951 MW mês, que equivale a 68% da MLT. A usina de Furnas está com volume de 44,54% e a de Jurumirim, com 68%. O Nordeste apresentou nova queda de 0,1% nos níveis e está com volume de 22%. A energia armazenada é de 11.381 MW mês e a ENA é de 2.915 MW med, que corresponde a 23% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho está operando com 15,61%. A região Norte continuou com o volume de 64,7%, igual ao do dia anterior. A energia armazenada é de 9.734 MW mês e a ENA é de 14.480 MW med, o mesmo que 35% da MLT. A usina de Tucuruí está com volume de 99,54%. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

2 ONS estuda as expectativas de armazenamento em Sobradinho e decide baixar a vazão para 600m³/s

Baseado nos resultados de simulações sobre a expectativa de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas Três Marias, Sobradinho e Itaparica durante o período seco, o ONS defendeu a redução da vazão de Sobradinho para 600 m³/s, para garantir maior segurança hídrica à bacia do rio São Francisco. O estudo do ONS utilizou os piores cenários de afluências verificados no histórico. No mês passado, o ONS já havia sugerido a adoção de um nível de defluência inferior a 700 m³/s a partir da hidrelétrica. O operador informou que o abastecimento de energia elétrica à região Nordeste está garantido mesmo com a redução da geração eólica, que é compensada pela geração térmica e pela flexibilização do limite de intercâmbio de energia do SIN. Em nota, o CMSE lembrou o papel fundamental dos reservatórios das usinas para reduzir os riscos de indisponibilidade e de baixa qualidade da água para os usuários do rio. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017)

3 O risco de faltar energia no Sudeste e Centro-Oeste, historicamente, é de 0%

O risco de déficit de energia em 2017 aumentou de 0,3% em março para 0,8% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e de 0% para 0,1% na região Nordeste, segundo o CMSE. Quando se consideram as séries históricas, o risco de faltar energia continua em 0% nessas regiões. Em nota o CMSE reafirmou que apesar de o abastecimento de energia estar garantido, “as condições hidrológicas desfavoráveis deverão levar a despachos térmicos mais volumosos, significando um aumento no custo da operação do sistema.”. Em razão da situação atual dos reservatórios e das perspectivas de intensificação da geração termelétrica, a Aneel já prevê a manutenção da bandeira tarifária vermelha até novembro, quando termina o período seco. Os níveis de armazenamento equivalente dos reservatórios estimados pelo ONS para o final de abril são 40,5% no Sudeste/Centro-Oeste, de 41,7% no Sul, de 21,1% no Nordeste e 65,2% no Norte. No fim do mês passado, a Energia Armazenada atingiu de 41,5% no SE/CO, 43,5% no Sul, 21,7% no Nordeste e 63,8% no Norte do país. Em março, as afluências ficaram abaixo da média em todas as regiões, e a ENA bruta, atingiu 68% no Sudeste/Centro-Oeste, 85% no Sul, 23% no Nordeste e 84% no Norte. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

4 A capacidade do parque gerador do país cresceu

A capacidade instalada do parque gerador do país atingiu 152 mil MW em fevereiro deste ano, 9,7 mil MW a mais na comparação com o mesmo mês de 2016. De acordo com dados do Boletim Mensal de Monitoramento produzido pelo MME, nos 12 meses findos em fevereiro foram acrescidos 5.891 MW de fonte hidráulica, 2.221 MW de eólica, 1.651 MW de térmicas e 1 MW de solar. O levantamento compila ainda um montante de 98 MW de geração distribuída adicionados a partir de janeiro deste ano, dos quais 66 MW referem-se à fonte solar, 15 MW à fonte térmica, 10 MW à fonte eólica e 7 MW à CGH. A fonte hidráulica lidera também a produção total de energia elétrica para atendimento ao Brasil, chegando a 80,8% do total gerado em janeiro de 2017 – 2,6% superior ao verificado no mês anterior. Já o consumo no primeiro mês do ano atingiu 51.031 GWh, incluindo autoprodução e acrescido das perdas. O valor é 4,4% superior ao verificado em dezembro de 2016. O número de unidades consumidoras residenciais cresceu 2,1% em 12 meses. Apenas em fevereiro entraram em operação comercial 174,5 MW de capacidade instalada de geração, 12 km de linhas de transmissão e 1.422 MVA de transformação na rede básica. (Agência CanalEnergia – 05.04.2017) 

5 PLD sobre 200% devido ao período fraco de chuvas

Os preços de contratos de energia de longo prazo no mercado livre seguem em trajetória de alta, com crescimento acumulado de quase 20% no ano, apontou a consultoria Dcide nesta quarta-feira. A alta tem sido influenciada por uma disparada no preço da energia para negociações de curto prazo que subiu mais de 200% no ano devido a precipitações abaixo da média no período de chuvas do Brasil, que vai de novembro a março, que falharam em recuperar o nível dos reservatórios das hidrelétricas. De acordo com boletim semanal da Dcide, contratos de energia convencional para o período entre 2018 e 2021 têm sido negociados a R$ 169,87/MWh, valor quase 20% superior aos R$ 142 vistos na primeira semana de 2017. Na comparação com os preços no início de abril de 2016, as cotações desta semana acumulam alta de 40,5%, de acordo com a Dcide. Os boletins da consultoria apontaram altas nos preços da energia em todas as semanas do ano até o momento. Já os contratos de longo prazo para energia incentivada, de fontes renováveis, foram cotados pela Dcide em R$ 210,75/MWh na semana até 5 de abril, ante R$ 182,13 na primeira semana do ano. (Reuters – 05.04.2017) 

6 BBCE amplia meta de giro de R$ 500 milhões este ano

O crescimento do número de negócios no início do ano e o aumento previsto do preço da energia nos próximos meses devem fazer com que a BBCE ultrapasse a meta de movimentação financeira para este ano, de R$ 500 mi. Apenas no primeiro trimestre, o sistema já movimentou R$ 422 mi em negócios, montante 75,8% superior ao registrado em todo o ano passado, de R$ 240 mi. Em março, a BBCE registrou recorde de comercialização de energia, com um total de 1.851 MWm, o que resultou em uma movimentação de R$ 312 mi, a partir de 639 contratos. A marca anterior era de 772 MWm e volume financeiro de R$ 80,5 mi, a partir de 237 contratos, obtida em fevereiro deste ano. Nos primeiros três meses de 2017, foram negociados 1.004 contratos. Segundo o presidente da BBCE, Victor Kodja, este ano tende a ser o melhor da história da plataforma, que entrou em operação em 2012. “A média mensal cresceu, de 350 MWm, nos últimos anos, para 600 MWm, este ano." Kodja também destacou o aumento de participação de empresas na plataforma, tanto comercializadoras que não integram o grupo de acionistas da BBCE como geradoras que tem buscado a plataforma também como um mecanismo de compliance (conformidades e transparência). (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

Energias Renováveis

1 O preço médio dos módulos fotovoltaicos caiu devido ao excesso de oferta

A sobrecapacidade no mercado global de módulos fotovoltaicos deve atingir o volume de 10 GW em 2017, segundo a consultoria internacional Make. O cenário de oferta acima da demanda já levou a uma redução de 37% no preço médio de venda dos equipamentos em 2016. Para a Make, com a continuidade da sobrecapacidade na indústria, o preço médio de venda dos módulos pode chegar a US$ 0,30/W. A necessidade de investimentos em usinas centralizadas também deve cair, com a queda nos custos dos módulos, em até 20% neste ano. No ano passado, o capex médio em usinas centralizadas caiu 17%. Também há sobrecapacidade de produção do silício policristalino, o semicondutor mais comumente utilizado na fabricação de painéis solares. O volume “extra” de insumos no mercado deve alcançar 45 mil ton em 2017. A demanda pelo insumo purificado será alta, de acordo com a análise, enquanto o silício policristalino com baixa pureza deve ficar encalhado. Segundo a consultoria, alguns produtores do insumo conseguiram negociar inclusive pré-pagamentos pelo produto altamente purificado. A busca pelo silício mais processado reflete no aumento da capacidade de geração e eficiência dos painéis. Ao mesmo tempo em que está produzindo além da demanda a cadeia de fornecimento da indústria solar fotovoltaica permanece com dificuldades financeiras, bastante alavancadas. Por isso, a consultoria aponta para a tendência de consolidação no setor nos próximos três a cinco anos. (Brasil Energia – 05.04.2017) 

2 Banco do Brasil abre linha de crédito para solar em Goiás

O Banco do Brasil está abrindo uma linha de crédito para o Programa Goiás Solar, para a qual o governo do estado, através da Celg GT, destinará R$ 50 milhões. O banco também disponibilizou R$ 2,8 bilhões para financiamentos ao agronegócio em Goiás, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que também podem apoiar projetos de energia no setor. O governo do estado lançou em fevereiro o programa Goiás Solar,que prevê uma série de incentivos, fiscais e financeiros, à geração distribuída no estado. (Brasil Energia – 05.04.2017)

3 Sucroalcooleira Tonon tem plano aprovado por credores

Os credores da Tonon Bioenergia aprovaram ontem em assembleia geral o plano de recuperação judicial da companhia com poucas alterações com relação ao proposto pela companhia, em um processo que se estendia desde o fim de 2015. A aprovação ocorreu em todas as classes de credores. O plano prevê a venda de duas usinas - a unidade Vista Alegre, em Bocaina (SP), e a Paraíso, em Brotas (SP) - por meio da constituição de uma unidade produtiva isolada (UPI) para quitar parte da dívida de R$ 2,5 bi. Não foi estabelecido um lance mínimo. Segundo fonte envolvida no processo de recuperação, há três empresas interessadas em adquirir as duas unidades, entre as quais a Raízen Energia. As propostas serão avaliadas pelos credores. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

4 Tonon pretende quitar dívidas com venda de ativos

Os recursos levantados [pela venda das usinas Vista Alegre e Paraíso da Tonon Bioenergia] serão utilizados para quitar parte da dívida da empresa. O valor do deságio que cada classe pode sofrer em seus créditos dependerá do valor da proposta que for aceita. Em relação à oferta apresentada, houve uma alocação maior da dívida na Usina Vista Alegre, em Maracaju (MS), que não será colocada à venda. Caso a venda das unidades não prospere, a opção é a transformação dos credores em acionistas da Tonon. Para os que não aceitarem a conversão, deverão aceitar um deságio médio de 80%. Os atuais sócios - as famílias Tonon e Pinheiro - continuariam com uma parcela marginal de participação. Na assembleia de ontem, foi incluída uma terceira alternativa, caso a conversão não ocorra, que é a convocação de uma nova assembleia de credores para discutir um novo plano de recuperação. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Fiscalização de gás canalizado é reforçada pela IPT em São Paulo

Equipes especializadas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) estão desde janeiro último visitando instalações e redes da Comgás, GasNatural Fenosa e Gás Brasiliano, para fiscalizar itens de qualidade do serviço de fornecimento de gás natural canalizado prestado pelas companhias que atuam em São Paulo. Esse trabalho de apoio foi contratado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para verificar regularmente a concentração de odorant, (COG), características físico-químicas (CFQ), bem como a medição do volume de produto fornecido, focando, neste último caso, medidores e conversores de volume. As três empresas que atuam em São Paulo operam um total 13.520 km de rede canalizada em 150 municípios, que somam 1,475 milhão de clientes, dos quais, mais de 90% na área da Comgás, a maior e mais antiga de todas.(Agência Brasil – 05.04.2017)

 

2 PBGás tem novo diretor

A PBGás escolheu Giovane Rosa como novo diretor Administrativo Financeiro. O executivo substituirá David Mouta, que deixa o cargo para trabalhar no escritório sede da Mitsui Gás, no Rio de Janeiro. Rosa atua há 15 ano no segmento de gás e já passou pela SCGÁS e BAHIAGÁS, além da Mitsui. Ele também é membro do Conselho Fiscal da Companhia de Gás do Ceará desde abril 2016 e já foi membro dos conselhos fiscais das Companhias de Gás da Paraíba (2013), Santa Catarina (2014) e Pernambuco (2015). A Diretoria executiva da PBGÁS passa a ser formada pelo diretor presidente, George Ventura Morais, pelo diretor Técnico Comercial, Carlos Augusto Vasconcelos e pelo Diretor Administrativo Financeiro, Giovane Rosa. (Brasil Energia – 05.04.2017) 

 

Grandes Consumidores

1 Votorantim: empresa investe R$ 1 bi em eólica

O grupo Votorantim, que vai completar 100 anos de fundação em 2018, vai destinar um terço de seus investimentos programados para este ano em seu mais novo negócio - a geração de energia eólica. Cerca de R$ 1 bi está orçado no plano do conglomerado, disse João Miranda, presidente da Votorantim S.A. No todo, a companhia prevê repetir o mesmo valor de desembolso do ano passado - R$ 3 bi - nas suas operações no Brasil e no exterior. Esse valor ficou pouco abaixo dos R$ 3,2 bi de 2015. Até agora, o negócio de cimento vinha abocanhando a maior fatia de recursos em expansão e novos projetos. "Apesar da crise vivenciada pelo Brasil nos últimos dois anos, decidimos não reverter nenhum investimento em curso", afirmou Miranda. Daqui para frente, ele disse esperar contenção da retração econômica e o começo da inflexão, principalmente a partir das reformas encaminhadas pelo governo federal. A perspectiva é que a maior confiança, decorrente dessas mudanças estruturais e do controle da inflação, se traduza em recuperação até o fim de 2017. O projeto de energia eólica- Ventos do Piauí , está previsto para entrar em operação no primeiro trimestre do próximo ano. Foi lançado em outubro de 2015 e calcula desembolso total de R$ 1,2 bi na primeira fase - sete parques eólicos no Estado do Piauí. Nessa etapa, a previsão é alcançar potência instalada de geração der 206 MW. Cerca de 90% da energia a ser gerada já esta com sua venda garantida no mercado regulado (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

2 Votorantim mira em expansão no setor eólico

Na mesma região [Piauí], dois outros parques eólicos de porte similar estão na mira da Votorantim Energia, dentro da estratégia de ser um player de peso nesse negócio e já estuda projetos de solar. Com expertise de décadas na geração hídrica, basicamente para consumo cativo, com a nova frente de negócio, disse João Miranda, presidente da companhia, a Votorantim fica atrativa para potenciais sócios. Segundo ele, a estrutura já está montada para um investidor privado e até para abertura do capital da VE. "A família [Ermírio de Moraes] convive bem com sócios. Vide a Fibria (celulose), Citrosuco (suco de laranja) e banco", destacou o diretor financeiro, Sérgio Malacrida. "Temos um portfólio de negócios bastante resiliente, mas que não passa incólume [pela crise"], declarou. "De 2015 para 2016, o cenário recessivo brasileiro continuou e derrubou nossa receita. Prevemos que deve se recuperar mais fortemente em 2018", disse. O executivo trabalha com Selic (taxa de juro) de 8,5% no fim do ano e crescimento de PIB de 0,5% (Focus). Ele vê peso maior da exportação, principalmente commodities agrícolas, serviços e retomada de alguns setores da indústria neste ano. "A retomada da economia será mais lenta que a esperada, porém com maior grau de certeza", disse. Aponta programas de concessões, leilões na área de energia e maior solidez do programa de investimento da Petrobras. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

3 Siderúrgicas brasileiras conseguem conter a deterioração da situação financeira durante o último trimestre de 2016

A situação financeira das siderúrgicas melhoram no quarto trimestre, mas ainda enfrentaram dificuldades no resultado operacional. As principais razões são o encolhimento do mercado interno, exportações muitas vezes com margens extremamente reduzidas e mais baixas contábeis por conta da irrecuperabilidade do valor dos ativos. O Valor compilou os balanços de Gerdau e Usiminas, as duas empresas com capital aberto que publicaram as demonstrações financeiras. No caso da CSN, os números são apenas os não auditados, e ainda não há data para a divulgação do balanço revisado. A receita líquida das três atingiu R$ 15,26 bilhões entre outubro e dezembro de 2016, com queda de 7,7% na comparação anual e 1,1% na trimestral. Ao mesmo tempo, porém, o que se enxerga é uma melhor rentabilidade. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização já ajustado para desconsiderar as baixas contábeis, somou R$ 1,02 bilhão no intervalo, crescimento de 63,3% sobre o mesmo período de 2015, apesar de representar queda de 16,4% ante o quarto trimestre. Considerando só Gerdau e Usiminas, os chamados "impairments" elevaram as perdas. O prejuízo de ambas foi de R$ 3,27 bilhões. No quarto trimestre de 2015, as perdas foram de R$ 2,63 bilhões e, entre julho e setembro de 2016, de R$ 119 milhões. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Mansueto avalia a situação fiscal brasileira como bastante grave

A situação fiscal é bastante grave porque o país está em um período de baixo crescimento, afirmou Mansueto Almeida, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Ele lembrou que nem durante a década perdida o PIB brasileiro recuou por dois anos seguidos como em 2015 e 2016. Segundo o secretário, a crise fiscal está “saindo de forma gradual”, com a aprovação de regras mais rígidas, como a PEC do teto de gastos públicos, que sinaliza uma queda de 0,4 a 0,5 ponto ao ano da despesa pública sobre o PIB num período de dez anos. Passado esse prazo, a regra atual pode ser alterada, lembrou. O governo espera recuperar parte da arrecadação perdida, mas agora é necessário que se concentre em reduzir despesa, disse. A reforma previdenciária também precisa ser aprovada porque, sem alterações nas regras de aposentadoria, as despesas com Previdência vão superar 20% do PIB brasileiro em 2060, reiterou Mansueto. Ainda segundo ele, a arrecadação federal, descontando receitas com repatriação, caiu 1,9 ponto do PIB entre 2011 e 2016. Quando a economia crescer, a expectativa é que parte dessa perda seja recuperada, mas, agora, é preciso focar do lado do corte de despesas, comentou. (Valor Econômico – 05.04.2017)

 

2 Queda dos juros cria espaço para destravar o crédito

As condições de crédito dificilmente terão crescimento real no ano, depois de um brutal aperto em 2016. A queda dos juros, que poderá ser mais acentuada do que o previsto, pode criar um incentivo importante para a retomada do crédito. Por outro lado, o alto endividamento de pessoas físicas e empresas, que vem caindo, mas é alto, fará os bancos adotarem conduta ainda mais conservadora do que já é nas concessões. O endividamento líquido das empresas diminuiu 6,6% no ano passado, pelos dados compilados pelo Valor Data, excluindo-se deles a Petrobras, a Vale e a Eletrobras. Sua alavancagem financeira caiu de 64,8% para 61% (Valor, 5 de abril). A valorização do real suavizou o peso das dívidas em dólar e a redução dos juros, cujo ritmo vai se intensificar, começou a ter o mesmo efeito. Ao analisar empresas de capital aberto com passivos financeiros maiores que ativos financeiros, o BC constatou que 42% dos ativos e 22% dos passivos deles estão indexados ao CDI. Um exercício mostrou que a redução da estrutura a termo dos juros pós-fixados ocorrida entre setembro de 2016 e janeiro deste ano trouxe um pequeno alívio líquido de -0,66% nos juros da dívida. Os setores petroquímico e de energia teriam sido os mais beneficiados. Sem que as amarras do crédito sejam desatadas, a expansão da economia será retardada e lenta. Os juros em queda criarão um importante espaço para isso. (Valor Econômico – 06.04.2017)

 

3 Juros futuros curtos cedem com expectativa de mais cortes da Selic 

Os juros futuros mais associados à política monetária recuaram nesta quarta-feira, em meio ao entendimento de que o Banco Central se mantém a caminho de intensificar o ciclo de distensão monetária, a despeito de ruídos recentes de ordem política. Analistas citaram ao longo do dia declarações dadas ontem pelo diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana. Em evento em São Paulo, ele destacou que uma eventual redução da meta de inflação para 2019 de 4,50% para 4,25% faria as expectativas convergirem imediatamente para esse ponto. Viana disse também que as condições para o debate sobre mudança da meta estão dadas, como a ancoragem das expectativas para os preços. O diretor reiterou que a desinflação tem se mostrado mais disseminada e que as condições permitem flexibilização das condições monetárias. No geral, analistas entenderam que as palavras de Viana serviram de apoio a apostas não só de aceleração da queda dos juros como também de que o BC não enxerga empecilhos para dar sequência ao ciclo de alívio monetário. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

4 Governo prepara a LDO e estuda elevar previsão de déficit para 2018

Faltando oito dias para o envio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), o governo discute a possibilidade de trabalhar com uma meta de déficit primário para 2018 maior dos que os R$ 79 bilhões indicados na LDO deste ano. Um interlocutor do presidente Michel Temer disse ao Valor que está sendo discutida uma meta mais realista e menos ambiciosa para o ano que vem, de acordo com esta fonte, pelo corte de R$ 42 bilhões nos gastos de 2017. Outro aspecto é que o corte de gastos deste ano empurra parte das despesas para o ano que vem, pressionando ainda mais o quadro. Uma fonte do governo pondera que este fator tem que ser visto de um outro prisma. Por causas da pressão feita pelo TCU para que só fossem incluídas na projeção de receitas de 2017 aquelas que fossem comprovadamente certas, deixaram de ser incorporados nas contas uma série de recursos que o governo considera certos, como a recuperação de precatórios e leilão do pré-sal. Por conta disso, a percepção da área econômica é que o contingenciamento deste ano deve cair significativamente ao longo de 2017 e que a meta de déficit de R$ 139 bilhões é bem mais factível do que apontariam algumas análises de especialistas. Por isso, a fonte descarta qualquer alteração na meta fiscal de 2017. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

5 Governo cede para votar recuperação fiscal dos Estados

O governo ofereceu ontem quatro anos de carência e seis anos de reparcelamento das dívidas dos Estados com o BNDES em troca de apoio de parlamentares de outras regiões que não são alvo do projeto que cria o Regime de Recuperação Fiscal, mas mesmo assim estava com dificuldade de aprovar a proposta ontem. Para obterem esse benefício, terão que se comprometer com duras contrapartidas, como privatização de estatais, proibição de dar aumentos salariais para os servidores e também deverão elevar a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo. A Fazenda ficou irredutível a mudar as contrapartidas e o relator do projeto, deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), teve pouca margem para mudanças. Uma das poucas foi reduzir de 20% para 10% ao ano a obrigação de diminuição dos incentivos fiscais e tributários. O parecer também flexibiliza a proibição de renovar convênios, desde que sejam para assistência social e organizações sociais que promovam economia de recursos, e permite o refinanciamento de programas de caráter continuado. Prevê ainda ampliar o escopo de estatais privatizadas - que, no texto original, estavam limitadas aos setores de energia, saneamento e financeiro. (Valor Econômico – 06.04.2017) 

 

6 Planejamento vê fim da fase de redução de estoques na indústria

O secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento, Marcos Ferrari, disse que o processo de redução de estoques industriais no Brasil se encerrou e que este é um elemento que corrobora o cenário mais favorável para a economia neste ano. Para ele, o crescimento das importações de bens intermediários é outro fator que mostra que a indústria entrou na fase de produção e encerrou o ciclo de redução de estoques. De janeiro a março, as compras de bens intermediários, que Ferrari considera insumo para produção de bens industriais, cresceu 16,2%, ante igual período de 2016. Ferrari destaca também que o cenário de volta dos investimentos está ficando mais claro e será outro vetor importante para a retomada da economia. Nesse sentido, ele destacou a alta de 6,5% na produção de bens de capital da indústria em fevereiro, ante janeiro. O secretário apontou ainda que a queda da Selic, viabilizada pelo IPCA abaixo da meta, e a queda da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) também fortalecem as condições para o investimento. Ferrari destaca que a queda da TJLP não é "episódica" e está dentro do contexto de queda da inflação e do ciclo de afrouxamento monetário. (Valor Econômico – 06.04.2017)

 

7 IGP-DI cai 0,38% em março, menor taxa para o mês desde 2009 

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,38% em março, após ter subido 0,06% em fevereiro, influenciado pela queda expressiva nos produtos agropecuários no atacado e também pelo recuo dos preços industriais, informa a FGV. É a menor taxa para o mês desde 2009, quando houve queda de 0,84%. No primeiro trimestre, o IGP-DI acumula alta de apenas 0,12%. Em 12 meses, o indicador subiu 4,41%. No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,78% em março, após recuar 0,12% em fevereiro. Os produtos agropecuários aprofundaram a queda, de 0,67% para 2,09%, enquanto os produtos industriais saíram de alta de 0,08% para recuo de 0,30%. (Valor Econômico – 06.04.2017) 


8 Dólar ontem e hoje

Hoje, às 9h51, a moeda americana estava cotada a R$ 3,1141, elevação de 0,03%. No fechamento, o dólar comercial subiu 0,50%, a R$ 3,1132, depois de chegar a cair a R$ 3,0830, mínima em duas semanas. (Valor Econômico – 05.04.2017 e 06.04.2017) 

 

 

Internacional

1 Eletrobrás consumiu 86% da energia gerada por Itaipu no trimestre

De acordo com dados fornecidos pelo Diretor Técnico da Itaipu, a produção total em março foi de 8.586.527 MWh; dos quais 7,347,208 MWh foram fornecidos a Eletrobras e 1.239.319 MWh a ANDE. Também foi relatado que no primeiro trimestre de 2017, a hidrelétrica teve a maior produção média diária de todos os tempos, com um valor de 284.498 MWh, superando até mesmo a média de 2016, com 281.664 MWh, quando fevereiro teve um dia a mais, sendo um ano bissexto, e onde foi registrado o recorde mundial de geração anual, com mais de 103 mi de MWh. Esse desempenho permitiu a usina binacioanl a fornecer a ANDE valores superiores a 80% da demanda do SIN e até mesmo chegou a 87% em 28 de março, às 19:00 hs., Com 2.190 MW. No entanto, este valor está abaixo do recorde alcançado em oferta até agora este ano foi gravado em 21 de fevereiro, às 14:20, quando o sistema paraguaio atingiu um pico de demanda, com uma potência média de 3.026 MW . Nessa ocasião, 80% de potência que foi coberta por Itaipu, com 2428 MW. A capacidade instalada é de 14.000 MW de Itaipu, dos quais 7.000 MW pertencem ao Paraguai. Segundo informações, o fornecimento de Itaipu ao sistema paraguaio foi responsável por 35% da quota do país, de acordo com o registro. O relatório oficial também observa que, desde 1985, quando começou a operar, até 2013, a empresa pagou cerca de US$ 10.000 mi em royalties para o Paraguai e Brasil. Em 31 anos de geração o Brasil aproveitou quase 95% da produção. (ABC Color – Paraguai – 06.04.2017) 

 

2 Governo argentino oferece seis áreas de gás e petróleo de Vaca Muerta para Canadá e Estados Unidos

O governador de Neuquen, Omar Gutiérrez, liderará na próxima semana uma missão para o Canadá e os Estados Unidos para oferecer seis áreas para explorar petróleo e gás na região de Vaca Muerta, que estão em da estatal Gás e Petróleo (G&P). Durante a apresentação, ele afirmou que o papel do G&P afirmando que "queremos que se converta em uma pequena YPF em Neuquen" e disse que "G&P não será vendido” diante do interesse demonstrado por alguns operadores do setor em adquiri-lo. "G&P com suas 56 áreas agora chega ao mercado com avidez, ativo, o que está gerando novos anúncios de novos investimentos para formar parte dessa nova etapa do desenvolvimento de Vaca Muerta, na província de Neuquen", disse ele. O ministro da Energia da província, Alejandro Nicola disse: "Nós estamos oferecendo seis áreas nesta quinta rodada e receberemos ofertas imediatamente e outros 50 são chamados de "Plano de exploratorio de Neuquén ", que hoje são áreas com infra-estrutura menos desenvolvidas, menos estudadas e menos trabalhos de exploração e justamente o que se busca são novos investidores para explorar essas áreas ". Os blocos que serão oferecidos no Canadá e nos Estados Unidos são Aguada de Castro Oeste I e II, Cerro Arena Sur, Bajo del Toro Este, La tropilla I, Las Tacanas Norte e Parva Negra Oeste. (El Inversos Energético – Argentina – 06.04.2017)

 



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