NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Maio
04/05/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL: workshops em Portugal

O GESEL irá a Portugal neste mês de maio para dois importantes workshops. O primeiro será realizado no dia 26 de maio, na ERSE, agência portuguesa de regulação de energia elétrica Será discutido o tema Tarifas Dinâmicas, com o objetivo de aprofundar a discussão com especialistas da EDP e de professores e pesquisadores das Universidades de Coimbra e Porto. Já no dia 29 do mesmo mês, haverá encontro na EDP sobre Desenhos de Mercado Atacadista com o objetivo de examinar as experiências europeias e estudo em desenvolvimento do GESEL sobre o Setor Elétrico Brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 04.05.2017) 

2 Novas regras de concessão de contratos para distribuidoras são aprovadas

A Aneel aprovou em reunião pública do dia 2 de maio a minuta de contrato de concessão para o serviço de distribuição referente às concessões que serão relicitadas, conforme disposto no §1°A do art. 8º da Lei nº 12.783/2013. O documento segue as diretrizes do Ofício n° 242/2016 do MME. Os contratos preveem maior autonomia para a gestão econômico financeira das empresas nos primeiros sete anos de concessão. O novo controlador deve alcançar os parâmetros regulatórios de continuidade até o 8º ano civil após a assinatura do contrato, sem transgressões por três anos consecutivos dos indicadores globais de continuidade. Eles também deverão quitar a dívida da distribuidora referente ao empréstimo existente junto ao Fundo da RGR realizado no período de designação. Foi aplicado ainda um regime tarifário diferenciado para aumentar a competitividade do processo licitatório. Deste modo, o contrato indica a realização de duas revisões tarifárias excepcionalmente nos primeiros cinco anos do contrato, desde que a primeira revisão seja realizada até o terceiro processo tarifário após a assinatura do contrato. Os processos de fiscalização nos primeiros dois anos de vigência dos novos contratos serão orientativas, sem aplicação de penalidades. Entretanto, as compensações pecuniárias deverão ser revertidas em investimentos em prol da qualidade do serviço, conforme estabelecido pela Agência. A minuta do contrato de concessão será encaminhada ao MME para avaliação do Poder Concedente. (Aneel – 03.05.2017) 

3 CITENEL-SEENEL 2017: Evento acontecerá em agosto e tratará de temas como P&D e Eficiência Energética

A edição de 2017 do CITENEL e SEENEL ocorrerá de 2 a 4 de agosto em João Pessoa, na Paraíba, com o tema central “Inovação e Integração: Respostas Locais a Barreiras Globais”. Nos eventos serão debatidos assuntos relevantes para o aprimoramento das políticas públicas de P&D e Eficiência Energética (EE) no âmbito dos Programas regulados pela Aneel, em 4 painéis de debate. Nos painéis relacionados ao P&D serão tratados temas que visam discutir a promoção de inovação tecnológica no contexto de um setor elétrico em transformação, e a prospecção tecnológica e estudos do futuro do setor. Em eficiência energética, serão apresentadas soluções locais para barreiras globais relacionadas aos Contratos de Desempenho no Setor Público e experiências internacionais bem-sucedidas na implementação de políticas públicas em eficiência energética. O CITENEL e SEENEL 2017 também contará com a divulgação dos artigos e informes técnicos relacionados a projetos de P&D e EE regulados pela ANEEL, e uma mostra que apresentará produtos e resultados dos projetos de P&D e EE. (Aneel – 03.05.2017) 

4 Entrevista com Carlos Brandão (Abaque): “Precisamos abrir o mercado para novas tecnologias” 

Para a Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade de Energia (Abaque), são inúmeras as contribuições que as tecnologias de armazenamento de energia podem oferecer para o setor elétrico brasileiro. Contudo, o atual modelo setorial estabelece “amarras” que dificultam a penetração de novas soluções em energia. “Os conceitos tradicionais devem ser revisitados para dar oportunidade aos novos entrantes e dar vez ao consumidor, que cada dia se torna mais pressionado em termos de custos de energia e mais preso às amarras que o modelo impinge”, criticou Carlos Augusto Brandão, presidente da entidade. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.05.2017)

 

Empresas

1 EDP: Custo de encargo hídrico do CE pode ser repassado para a tarifa

A EDP ainda pretende repassar para a tarifa da energia os custos com o Encargo Hídrico Emergencial cobrado pelo Governo do Ceará à Termelétrica de Pecem I (720 MW) desde que a crise hídrica se acentuou no estado. Em conferência com analistas de mercado nesta quarta-feira, 3 de maio, o CEO da empresa, Miguel Setas, revelou que a usina hoje paga R$3,8 mi mensais por conta do EHE e que há uma ação na justiça em Brasília sobre o caso. Ele alega que a empresa de origem portuguesa buscou o diálogo com o governo cearense e com a Aneel, mas não obteve sucesso. A Aneel negou o pedido da EDP. "Não desistimos da possibilidade de repassar o encargo para a tarifa. Está na justiça, a história ainda não acabou", afirmou o executivo. O encargo já caiu três vezes sobre o que inicialmente era cobrado. Ainda segundo o executivo, a empresa abriu mão de uma ação na justiça do Ceará para negociar com o governo local, mas ainda está em curso uma no âmbito federal. Setas disse ainda que a EDP São Paulo, antiga Bandeirante deve ficar em torno de 115% a 120% sobrecontratatada. Já a EDP Espírito Santo deve manter o patamar de 105%, sem variações. "O cenário é mais benigno que o de um ano atrás", comenta. Quanto a energia distribuída na área de concessão, as previsões devem se manter sem grandes variações, exceto no caso de uma eventual volta da operação da Samarco, que elevaria o aumento do consumo na EDP Espírito Santo. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

 

2 Furnas: Melhoria no desempenho em linha de transmissão em Minas Gerais

Um mutirão de aproximadamente 50 profissionais das mais variadas regiões do pais, instalará, entre 25 de abril e 2 de maio, 91 pararraios de óxido de zinco na Linha de Transmissão LT 345 kV Barro Branco- Ouro Preto, em estruturas localizadas nas cidades de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. A LT Barro Branco - Ouro Preto é fruto do seccionamento da LT Vitória - Ouro Preto, e compreende 127 torres em um trecho de 59 km. As linhas resultantes daquele seccionamento, Barro Branco - Ouro Preto, Padre Fialho - Barro Branco e Vitória - Padre Fialho, contribuem com o abastecimento de Vitória (ES) e da região Norte Fluminense (RJ). A ação foi decidida após estudos sobre a elevada incidência de descargas atmosféricas na região. O terreno rochoso, que acarreta altas resistências de aterramento, também influi no desempenho da linha. De acordo com o projeto, logo após a energização, os técnicos identificaram que a LT apresentava uma performance aquém do esperado. Em 2011 e 2012, a companhia já havia instalado outros 44 pararraios na linha em questão, o que melhorou parcialmente o seu desempenho. Essa ação faz parte do Plano de Melhorias de FURNAS, em parceria com a ANEEL. A conclusão do serviço na última terça-feira, 2 de maio, antecipa em quatro meses o prazo estabelecido junto à agência, que é setembro de 2017. O investimento total é da ordem de R$ 2 milhões. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017)

 

3 CPFL Santa Cruz: Investimento em manutenção e expansão da rede elétrica

A CPFL Santa Cruz investiu R$ 36,3 mi no ano passado em melhorias na distribuição de energia dos 24 municípios de sua área de concessão, no Estado de São Paulo e três cidades no norte do Paraná. Os recursos foram aplicados na expansão, modernização e conservação da rede elétrica, que trouxe benefícios para os 210.123 clientes atendidos pela concessionária. Do montante total, R$ 14,1 mi foram investidos na manutenção e atualização do sistema de distribuição. Em linhas gerais, os investimentos preparam o sistema elétrico das cidades para o aumento futuro, tanto da demanda por energia do parque industrial, quanto do consumo das classes comercial e residencial, além de tornar a rede mais resistente aos fatores climáticos. As ações de combate às perdas comerciais e outros projetos consumiram R$ 1 mi. Outros R$ 14,5 mi destinaram-se aos projetos voltados ao atendimento do cliente e suporte ao crescimento do mercado, com a ampliação das redes elétricas visando a ligação de novos clientes. Em 2016, foram conectados 3.786 novos consumidores à rede de distribuição de energia da companhia. Segundo o presidente da distribuidora, Marco Antônio Villela, “apesar do cenário desafiador da economia do país, a CPFL Santa Cruz foi capaz de manter os seus investimentos, para melhorar a qualidade do serviço prestado aos seus consumidores e acompanhar o ritmo do consumo em sua área de concessão”. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

 

4 Suape: Novo prédio empresarial espera 20% de eficiência energética 

Um edifício empresarial de Suape recebeu o selo Leed Gold, que atesta ações de eficiência energética. Inaugurado em 2015 no litoral sul de Pernambuco, o centro se tornou o único edifício da região Norte/Nordeste com esta certificação. Localizado em Ipojuca, o prédio abriga o centro administrativo do porto. O edifício tem a expectativa de alcançar 20% de eficiência energética, após adotar novos conversores de frequência VLT HVAC, os soft starters MCD 201 e as válvulas de balanceamento AB-QM da multinacional dinamarquesa Danfoss. De acordo com Francisco Mota, gerente do centro Empresarial Porto de Suape, o sistema HVAC instalado atende a diversos conceitos para o selo Leed, entre eles a economia de energia. "O sistema é inteligente, podendo desativar um ou dois compressores caso a temperatura de 21° C tenha sido atingida. O custo operacional do HVAC, pela sua eficiência, é mais econômico do que se instalássemos os sistemas comuns" explica. O sistema de climatização foi instalado pela Arclima. (Brasil Energia – 03.05.2017)

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

O nível dos reservatórios da região Norte está em 66%, registrando aumento de 0,1% na comparação com o dia anterior. De acordo com dados ONS referentes ao último dia 2 de maio, a energia armazenada na região é de 9.922 MW mês e a energia natural afluente é de 10.011 MW med, que equivale a 38% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Tucuruí opera com 99,77% da capacidade. No Sudeste/ Centro-Oeste, os níveis seguiram com 41,8%, mesmo volume do dia anterior. A energia armazenada é de 85.082 MW mês e ENA é de 37.159 MW med, que equivale a 85% da MLT. A usina de Furnas está com volume de 41,97% e a de Nova Ponte segue com 30,38%. No Sul, houve recuo de 0,1% em relação ao dia anterior e os reservatórios estão com 8.618 MW mês. A ENA é de 5.532 MW med, o correspondente a 63% da MLT. A hidrelétrica de Passo Fundo registra volume de 84,41%. No Nordeste, a hidrologia ruim persiste, com recuo de 0,1% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 11.184 MW mês e a ENA é de 1.855 MW med, o mesmo que 26% da MLT. A usina de Sobradinho opera com 15,38% da sua capacidade. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

2 CMSE: Risco de déficit de energia no Sudeste/Centro-oeste em 2017

O risco de déficit de energia (desabastecimento) no país em 2017 é de 0,7% para os subsistema Sudeste/Centro- -Oeste e igual a zero para Nordeste, segundo o CMSE. Embora tenha assegurado que o suprimento de energia está garantido, o CMSE alerta sobre a expectativa de aumento do custo. "As condições hidrológicas desfavoráveis deverão levar a despachos térmicos mais volumosos, significando um aumento no custo da operação do sistema", afirmou em comunicado. (Valor Econômico – 04.05.2017)


Meio Ambiente

1 Brasil e França se unem em rede de pesquisa em energia e meio ambiente

A instalação do Laboratoire International Associé Franco Brésilien – Energie & Environnement foi oficializada nesta quarta-feira (3/5) durante uma cerimônia na USP. O laboratório é uma rede virtual de pesquisa focada em energia e meio ambiente. O local de pesquisa foi criado pelo governo francês para estruturar colaborações entre equipes de pesquisa e laboratórios da França com parceiros de outros países com quem já realizam algum tipo de trabalho conjunto. Além da Poli-USP, a Unicamp também já integrava o grupo de parceiros. A rede vai atuar por quatro anos, prorrogáveis por mais quatro, em pesquisas de fontes de energia renováveis, observando questões como a produção, o consumo, os impactos ambientais, a integração e interação com outras formas de energia, e as redes de distribuição. (Brasil Energia – 03.05.2017) 

2 Principais linhas de pesquisa da união Brasil-França

As principais linhas de pesquisa são: transformação da energia (focando em pesquisas sobre combustão, formação de poluentes, eficiência energética, por exemplo); redes de distribuição (integração, estocagem geração distribuída, proteção e qualidade dos serviços e outros); e meio ambiente (redução das emissões, fontes renováveis, otimização da rede de energia, gerenciamento de recursos hídricos e lixo). (Brasil Energia – 03.05.2017)

 

Energias Renováveis

1 Envo: CPFL lança empresa voltada à geração de energia solar para residências

A CPFL Energia anunciou nesta quarta-feira (3) a criação da Envo, uma empresa voltada à atuação no mercado de geração distribuída solar para residências e clientes comerciais e industriais de pequeno porte. Segundo comunicado, a Envo vai ampliar o portfólio de produtos e serviços energéticos oferecidos aos consumidores do grupo CPFL e consolida “a estratégia de crescimento focada em negócios sustentáveis e energia renovável”. A nova empresa vai atuar desde a concepção técnica do projeto, avaliando o consumo de energia, condições estruturais do imóvel e níveis de irradiação solar, até a revenda e instalação da solução, além da homologação do consumidor com a distribuidora. A Envo vai, ainda, intermediar o processo de instalação do medidor digital. Nesse momento, os esforços de venda e a atuação da nova companhia estarão focados nas cidades de Campinas, Sorocaba, Jundiaí e arredores, com serviço disponível para o interior paulista. A empresa, porém, tem planos para crescer em outras localidades do Estado. “A geração distribuída solar é um dos mercados mais promissores do setor elétrico brasileiro e a aposta neste segmento está em linha com os esforços do grupo CPFL em desenvolver novos negócios voltados para a economia de baixo carbono, como investimentos em energia renovável, eficiência energética e a digitalização da rede elétrica, além das pesquisas na área de mobilidade elétrica e armazenamento”, disse a CPFL, no comunicado. (Valor Econômico – 03.05.2017) 

2 Envo: Planos da CPFL são ousados

Embora sem revelar metas ou estratégias, os planos do grupo para a Envo [empresa voltada à geração de energia solar para residências] parecem ser ousados. "É uma empresa que vai ter a sua linha própria, sua carteira própria. A expectativa é de um ramp up acelerado. Temos um plano bem ambicioso para a empresa", avisa André Dorf, presidente da CPFL Renováveis. A Envo vai atuar em todas as etapas para a instalação de um sistema de GD. A revenda (que também vai ser feita por ela), além de aceitar como opções de pagamento o boleto bancário e cartão de crédito, também firmou parceria com o banco Santander para uma linha de financiamento, com juros conforme o perfil do consumidor. A aposta é que a capacidade de atendimento que o grupo já tem com a CPFL Serviços seja capaz de atender o fluxo de demanda. "Nossa proposta é aportar os 105 anos de experiência com sistemas da CPFL para fazer essa gestão do cliente, que passa ser um consumidor de energia", explica Dorf. No site da empresa vai ser possível fazer simulações de projetos. De acordo com Karin Luchesi, diretora da CPFL, a empresa está firmando parcerias com os principais fabricantes para oferecer as melhores soluções que se ajustem aos clientes. A empresa conversa com fornecedores de sistemas fotovoltaicos locais e importados. A promessa é a de busca da melhor solução tecnológica e de preço para o cliente. Dorf não descarta que a controladora da CPFL, a chinesa State Grid, possa ter algum tipo de participação em negociação com possíveis fornecedores do mesmo país. No futuro, caso haja interesse dos clientes e uma tendência de mercado, a Envo poderá alugar os sistemas em vez de apenas vendê-los. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017)

3 Energia Solar: Fábrica da Chint no Brasil

A chinesa Chint vai investir R$ 120 milhões para instalar uma fábrica de placas fotovoltaicas para geração de energia solar em Extremoz (RN). O governador Robinson Faria (PSD) tinha firmado protocolo de intenções com a companhia durante missão empresarial em janeiro na China. A Chint é líder chinesa no setor de transmissão e distribuição de energia e no mercado de baixa tensão elétrica no seu país. Fundada em 1984, o grupo tem filiais em mais de 20 países e mais de 30 mil funcionários no mundo. A fábrica em Extremoz será a primeira unidade da Chint na América Latina e atenderá o mercado brasileiro e americano. (Valor Econômico – 04.05.2017) 

4 Cogen: Proposta de garantia física temporária à biomassa será apresentada

A Cogen apresentará um pedido ao MME para que as usinas a biomassa possam utilizar um mecanismo de garantia física temporária aumentada em períodos de bandeira vermelha ou até mesmo amarela e aproveitar sua capacidade nominal de geração de energia. A ideia é a de proporcionar a venda dessa produção adicional no mercado livre para aproveitar o valor mais elevado do PLD, o que estimularia usinas a injetar cerca de 15% a mais de energia na rede próximo ao centro de carga. De acordo com a entidade, essa estimativa de capacidade de geração tem como base os volumes já apresentados pelo setor no biênio 2014 e 2015, quando o PLD estava a R$ 822/MWh. Naquele período as usinas buscaram combustível em diversas fontes para poder queimar e aproveitar o preço elevado para liquidar no mercado de curto prazo. Hoje, comentou a Cogen essa situação está inviabilizável em função da paralisia do fluxo de pagamento na liquidação financeira do MCP. A ideia, explicou Leonardo Caio, diretor de Tecnologia e Regulação da Cogen, é permitir àquelas usinas que possuem uma garantia física limitada a um valor, e que poderiam estar com um volume mais elevado, a ter uma elevação desse montante no que se chamaria de garantia física temporária em épocas de bandeira vermelha ou até mesmo amarela para poder vender esse adicional ao mercado livre. Hoje, a única opção é liquidar ao PLD e que está com um alto nível de judicialização e com prioridades de recebimento de valores por um número determinado de agentes. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

5 Cogen: Geração de capacidade adicional de usinas é possível, mas depende de outros fatores

Para as usinas [de biomassa] que possuem uma garantia física limitada a um valor, e que poderiam estar com um volume mais elevado, não há o incentivo a gerar a mais do que a garantia física determinada, apesar de haver espaço para essa produção adicional. “As usinas podem até gerar a capacidade adicional que possuem, mas não sabem como e quando deverão receber esses recursos já que ninguém paga o MCP”, ressalta o presidente executivo da Cogen, Newton Duarte. Ele defende ainda que a fonte tem características de geração distribuída, pois está próxima à carga, evitando assim custos de transmissão, e ajuda a segurar água nos reservatórios. Duarte lembra que somente no ano passado a biomassa ajudou a poupar cerca de 15 pontos porcentuais em termos de armazenamento nos reservatórios. Segundo essa estatística, o submercado Sudeste/Centro-Oeste estaria com um nível de armazenamento em algo próximo a 26% do total armazenado. Se aprovada a ideia, que será apresentada ao secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo, em reunião nesta quinta-feira, 4 de maio, o volume poderia ser mais elevado por conta de um incentivo a essas usinas, que podem aproveitar o momento que é positivo para a geração a biomassa que tem essa capacidade adicional e ao mesmo tempo evitar o acionamento das térmicas que são mais caras e poluidoras. “Na guerra, ok, paciência, precisa de energia e vale gerar a combustível fóssil, mas aqui no Brasil, não faz muito sentido acionar essas usinas quando temos essa disponibilidade”, finaliza. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

6 UL DEWI: Serviço para aumentar a vida útil de aerogeradores

A consultoria internacional especializada em energia eólica UL DEWI está trazendo para o mercado brasileiro um novo pacote de serviços que pode contribuir para aumentar a vida útil dos aerogeradores no Brasil. Segundo estudo feito pela empresa, enquanto ações voltadas para otimizar o desempenho das turbinas e de manutenção podem melhorar o resultado financeiro dos projetos entre 2% e 5%, a ampliação do período de atividade dos parques pode proporcionar ganhos de rentabilidade superior a 10%. De acordo com Alexandre Pereira, diretor da UL DEWI do Brasil, devido ao estado de maturidade do mercado brasileiro de energia eólica, com mais de 10,7 GW instalados, há uma demanda crescente por estudos de desempenho dos projetos. Porém, uma outra forma de aumentar a rentabilidade dos projetos é justamente prolongar a vida útil dos componentes. Hoje os projetos no Brasil estão dimensionados para operarem por pelo menos 20 anos. Contudo, as máquinas instaladas ainda não estão totalmente adaptadas para o clima e os ventos brasileiros, o que pode no futuro comprometer o desempenho e o tempo de atividade dos parques. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

7 UL DEWI: Serviço visa aumentar duração de cada componente de aerogeradores

O serviço oferecido pela UL DEWI [para aumentar a vida útil de aerogeradores] compreende em uma análise detalhada dos componentes de cada turbina, incluindo as torres, antes mesmo da implantação do projeto. A partir de dados coletados analiticamente e empiricamente, é gerado um modelo em computador que simula a operação do equipamento e determina a probabilidade de duração de cada componente. A avaliação final inclui o prazo para operação segura do parque eólico e estimativas de custo de manutenções e melhorias que possam aumentar a vida útil do ativo. Alexandre Pereira, diretor da UL DEWI do Brasil, destaca que esse serviço pode beneficiar todos os stakeholders envolvidos no mercado de energia eólica. "Além dos proprietários do parque, este tipo de análise beneficia toda a cadeia de valor da energia eólica. Este é um serviço que visa aumentar a rentabilidade e reduzir o risco de ocorrências imprevistas [ao antecipar desgastes], produzindo benefícios também para o planejamento do setor elétrico [ao deslocar a contratação de nova capacidade instalada], para os agentes financeiros e seguradoras [ao reduzir o risco financeiro] e fabricantes de equipamentos [ao certificar os aerogeradores]." (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

8 Rio Grande do Norte receberá fábrica de placas solares de empresário chineses

A fábrica de placas fotovoltaicas para energia solar do grupo chinês Chint Eletrics será instalada numa área de 25 hectares no município de Extremoz, na Grande Natal. A confirmação do investimento, estimado em R$ 112 milhões e que deve ofertar 1.300 empregos diretos e indiretos no Rio Grande do Norte, foi feita nesta quarta-feira (3) pelo governador Robinson Faria. Em seu gabinete, ele recebeu diretores da companhia chinesa. Um protocolo de intenções com a empresa já havia sido assinado em fevereiro, durante uma visita comercial do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, a China. O objetivo foi manter contatos com os investidores e consolidar a atração da indústria. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções com a empresa. “Foi uma visita muito produtiva porque fizemos contatos importantes e apresentamos as potencialidades do Rio Grande do Norte, não só na área de energia, mas também em relação às exportações de frutas, peixes, camarão”, afirmou o governador. Quando instalada, a unidade chinesa no Rio Grande do Norte será a primeira na América Latina. Segundo o governo, a Chint é a segunda maior fabricante de placas fotovoltaicas do mundo e a segunda empresa chinesa no país no setor - a BYD também pretende montar painéis solares no Brasil. (G1 – 03.05.2017 e Brasil Energia – 03.05.2017) 

9 Microgeração ultrapassa 10 mil conexões

A microgeração distribuída encerrou abril com mais de 10 mil sistemas conectados à rede. De acordo com informações disponíveis no site da Aneel, (consultadas nesta quarta-feira), o Brasil conta atualmente com 10.012 pequenas usinas (com até 5 MW) instaladas pelos próprios consumidores, somando uma capacidade 110 MW. Essas instalações geram energia para 11.190 unidades consumidoras, ao todo – os créditos de geração podem ser descontados em mais de uma unidade. O segmento teve um crescimento de 206% nos últimos 12 meses. Até abril do ano passado, havia 3.269 sistemas de micro ou minigeração distribuída conectados ao sistema, somando 33 MW. O ritmo das instalações também acelerou neste ano. Só em 2017, foram adicionados 2.242 sistemas, que representam instalação de 560 sistemas por mês. Em igual período do ano passado, entre janeiro e abril, foram conectadas 1.503 usinas, ou 375 usinas por mês. (Brasil Energia – 03.05.2017) 

10 Usina Cevasa: Suspensão de pagamentos de empréstimos

A usina de cana Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa), no interior de São Paulo, na qual a Cargill tem uma fatia majoritária, suspendeu pagamentos de juros e do principal de um empréstimo de R$ 700 mi, em meio a um racha entre acionistas sobre uma injeção de capital, disseram cinco pessoas com conhecimento do assunto. A Cevasa enfrenta problemas de liquidez devido à alta nos custos e margens ruins no setor de etanol, disseram as fontes. Com uma fatia de 63% na usina, a Cargill pediu que os sócios minoritários se unissem a ela para injetar recursos na Cevasa, ou que aceitassem diluição de suas participações, disseram três das fontes. A gestão da Cevasa é dividida de maneira igual entre a Cargill e um grupo de produtores de cana reunidos sob uma companhia chamada Canagril. O impasse entre Cargill e Canagril levou a Cevasa a interromper pagamentos de empréstimos a algumas das maiores instituições de crédito do país, até que um plano de reestruturação seja formulado, disseram duas fontes. Três das fontes disseram que os credores da Cevasa incluem Bradesco, Santander Brasil e Itaú Unibanco. Outra fonte disse que o Banco do Brasil está no grupo de credores. A Cargill disse em comunicado que não iria comentar "sobre assuntos relacionados a companhias individuais que não são controladas pela Cargill". Cevasa, Canagril e os bancos não estavam disponíveis para comentar. As fontes pediram anonimato devido à sensibilidade do tema. (Reuters – 03.04.2017) 

11 Usina Cevasa: Mudanças de controle

A situação da Cevasa reforça a crescente tensão entre acionistas de empresas brasileiras endividadas que enfrentam a maturação de suas dívidas em um momento de recessão econômica. Em outros episódios similares recentes, bancos pediram que seus devedores se colocassem à venda como condição para reduzir o saldo de suas dívidas ou para oferecer algum alívio nos pagamentos exigidos. Bancos dizem que a mudança no controle dessas empresas poderia ajudá-los a reduzir as provisões para créditos de liquidação duvidosa, que pressionaram os lucros do setor no ano passado pela primeira vez desde 2009. Na semana passada, executivos do Bradesco e do Santander Brasil disseram que as provisões podem cair lentamente neste ano à medida que os tomadores de crédito corporativos ainda enfrentam fortes dificuldades. Em março, a Cargill propôs aos credores uma injeção de R$ 300 mi na Cevasa, mas prometeu reter os recursos até que a Canagril concordasse em capitalizar a Cevasa, disseram duas pessoas. Com sede em Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, a Cevasa tem capacidade anual de processar 2,5 milhões de toneladas de cana. Muitas usinas brasileiras continuam em situação financeira difícil, pressionadas por grandes dívidas acumuladas na última década. A alta dos preços do açúcar em anos recentes não foi capaz de impulsionar os resultados e melhorar a situação de caixa, disseram recentemente líderes do setor. (Reuters – 03.04.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 ANP: produção de gás natural no Brasil cresceu em março

A produção de gás natural no Brasil em março de 2017 foi de 101,3 milhões de m³ por dia, superando em 12,2% a produção do mesmo mês em 2016. Houve queda de 5% em relação ao mês anterior. O aproveitamento de gás natural no mês alcançou 96,6%. A queima de gás em março foi de 3,5 milhões de m³ por dia, uma redução de 12,4% se comparada ao mês anterior e de 25,3% em relação ao mesmo mês em 2016. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o campo de Lula, na bacia de Santos foi o maior produtor de gás, produzindo e 27,7 milhões de m³/d do insumo. Já as bacias maduras terrestres produziram 4,3 milhões de m³/d de gás natural. A produção total de petróleo e gás natural no País foi de aproximadamente 3,187 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Já a produção de petróleo no Brasil totalizou 2,550 milhões de barris por dia. O volume representa um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo mês em 2016 e uma queda de 4,7% na comparação com o mês anterior. Na camada pré-sal, a produção em março totalizou aproximadamente 1,499 milhão de barris de óleo equivalente por dia. A produção, oriunda de 69 poços, foi de aproximadamente 1,208 milhão de barris de petróleo por dia e 46,25 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, uma redução de 2,4% em relação ao mês anterior. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017)

 

2 Câmara realizará debate sobre o licenciamento de termelétrica na Baixada Santista

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados vai realizar um debate nesta quinta-feira (4/5) sobre o licenciamento ambiental para o projeto de uma termelétrica e um terminal offshore para recebimento de GNL em Peruíbe, na Baixada Santista (SP). O projeto da Gastrading prevê uma térmica de 1,7 GW, que deve entrar no leilão previsto para 2018. Já o terminal de GNL offshore terá capacidade para receber até 20 milhões de m³/dia, instalado a cerca de 10 km da costa, e será ligado à térmica por meio de um duto. O empreendimento demandará R$ 5,7 bilhões em investimentos. O assunto está na pauta da audiência pública ordinária da Comissão e prevê exposições de Ricardo Zoghbi, coordenador geral de Infraestrutura Elétrica do Ibama, e Plínio Melo, presidente da ONG Mongue Proteção ao Sistema Costeiro. Apesar do projeto passar por uma área de influência indígena, a companhia acredita que isso não prejudicará a liberação ambiental. A expectativa da empresa é conseguir o licenciamento até o final de 2017 e, caso a companhia consiga ganhar o leilão no próximo ano, a operação começará em 2023. (Brasil Energia – 03.05.2017) 

 

3 Aneel libera unidades de termelétricas no Pará para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou uma série de unidades de geradoras de usinas termelétricas e centrais hidrelétricas para operação comercial desde o último dia 28 de abril. As unidades térmicas, todas situadas no estado do Pará, somam potência instalada de 20,7 MW, pertencentes a Guascor e Soenergy. Além delas, quatro turbinas de três centrais geradoras hidrelétricas, com capacidade total de 2,9 MW, situadas em Santa Catarina e em Minas Gerais, também foram liberadas para funcionamento. Também foram autorizadas pela Aneel, só que para operação em testes, outras unidades geradoras de termelétricas no Pará, somando pouco mais de 9,6 MW, pertencentes a Guascor e Soenergy, além de unidades eólicas no Rio Grande do Norte, com potência de 6,3 MW (EOL Vila Acre I); e da PCH Figueira, em Rondônia, cuja unidade tem capacidade de 1,4 MW. As liberações para operação comercial e em testes dessas unidades constam em despachos publicados na edição da última terça-feira, 2 de maio, do Diário Oficial da União. (Agência CanalEnergia – 03.05.2017) 

 

 

Grandes Consumidores

1 Gerdau obtém lucro no primeiro trimestre

A Gerdau obteve um reforço em seu balanço do primeiro trimestre após reverter contingências passadas relacionadas a tributos e registrou R$ 823,5 milhões de lucro líquido no período. Nos mesmos meses de 2016, o resultado havia sido positivo em R$ 14,2 milhões. Foram, no total, R$ 1,3 bilhão contabilizados após reversão de passivos contingentes relacionados ao PIS/Cofins, depois que o STF decidiu que o uso do ICMS para o cálculo da contribuição é inconstitucional. Não fosse esse efeito, e o pagamento de R$ 441,8 milhões em imposto sobre esse ganho, a Gerdau teria apresentado prejuízo de R$ 34,1 milhões no trimestre. Ao mesmo tempo, entretanto, a receita líquida da siderúrgica gaúcha encolheu 16,1% e atingiu R$ 8,46 bilhões. Os custos com vendas foram reduzidos em ritmo semelhante, de 15,8%, e ficaram em R$ 7,8 bilhões. A companhia ainda informou que cortou em 35,4% as despesas com vendas, para R$ 138,4 milhões, e em 30% as gerais e administrativas, para R$ 301 milhões. O resultado de empresas consolidadas por equivalência patrimonial também pesou menos, com prejuízo de R$ 810 mil ante R$ 7,6 milhões um ano antes. Com a tentativa de enxugar os gastos e o reforço da reversão de contingências, o lucro operacional da empresa foi a R$ 1,21 bilhão entre janeiro e março. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização subiu 96,7%, para R$ 1,74 bilhão, mas o índice ajustado recuou 8,3%, para R$ 853 milhões. (Valor Econômico – 04.05.2017) 

 

Economia Brasileira

1 Investimento do governo federal de janeiro a março é o menor em 10 anos

O forte corte de investimentos no primeiro trimestre deste ano levou esse gasto do governo federal ao nível mais baixo em dez anos, de acordo com dados do Tesouro Nacional levantados pelo Valor. Os R$ 5,76 bilhões aplicados pelo governo em obras e outros investimentos feitos de janeiro a março deste ano perderam até para o verificado no primeiro ano da série histórica disponível, em 2007, quando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) acabara de ser lançado e ainda engatinhava como catalisador desse tipo de despesa. Em valores atualizados pelo IPCA, naquele ano foram aplicados R$ 5,89 bilhões. O montante também foi menos da metade da média para o trimestre nos últimos dez anos. Enquanto os investimentos sofrem um verdadeiro choque neste início de ano, os gastos com pessoal vão na contramão e atingem o maior nível desde 2007, também considerando valores atualizados. Eles totalizaram R$ 67,6 bilhões. A expansão de 7,1% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado foi mais intensa até do que a da Previdência, que teve alta de 5,2%. (Valor Econômico – 04.05.2017)

 

2 Recessão fica para trás, mas retomada é modesta

A economia brasileira deixou a recessão para trás no primeiro trimestre, mas o ritmo de recuperação é modesto e vários indicadores ainda mostram um comportamento bastante volátil. A agropecuária é o grande destaque, num ano em que a safra de grãos deve crescer 25%, enquanto os serviços e a indústria estão em situação menos favorável, num cenário marcado por desemprego elevado e grande ociosidade nas empresas. A queda dos juros e os estoques mais ajustados indicam que a atividade deve ganhar fôlego ao longo do ano, mas os dados ainda retratam uma retomada um tanto errática e um comportamento heterogêneo entre os diversos setores. Dentro da própria indústria, por exemplo, a produção da extrativa mineral e a fabricação de veículos, reboques e carrocerias vão bem no acumulado em janeiro e março, com alta de 8,2% e 11,5% sobre igual período de 2016, enquanto a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 9,6% a de farmoquímicos e farmacêuticos, 15,4%. As projeções de vários economistas apontam para um crescimento forte no primeiro trimestre, que se deve em boa parte à expectativa favorável para o setor agropecuário, como diz o economista Mauro Schneider, da MCM Consultores. A consultoria espera uma expansão do PIB de 1,6% em relação ao trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, e "cerca de metade" do avanço virá desse segmento, afirma ele. (Valor Econômico – 04.05.2017)

 

3 CNI: Faturamento real da indústria sobe em março, mas cai no trimestre 

Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que em março, ante fevereiro, indicadores como faturamento e renda melhoraram no setor, mas os números do primeiro trimestre seguiram bem ruins. De acordo com a pesquisa “Indicadores Industriais”, o faturamento real da indústria aumentou 2,4% em março frente a fevereiro, na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com março do ano passado, contudo, houve queda de 2,5%. Quando se compara os primeiros trimestres de 2017 e 2016, o faturamento recua 6,7%. Em março, o emprego na indústria recuou 0,2%, na comparação com fevereiro, na série dessazonalizada. Esse foi o terceiro mês de queda consecutiva do indicador. Ante março do ano passado houve queda de 4,1%. No primeiro trimestre, o emprego acumula recuo de 4,4%. Segundo a CNI, as horas trabalhadas na produção, que caíram 0,7% em março na série livre de efeitos sazonais, também caíram pelo terceiro mês seguido e acumularam queda de 3,3% no acumulado do primeiro trimestre. Ante março do ano passado, o recuo também é de 3,3%. (Valor Econômico – 03.05.2017) 

 

4 Índice de commodities do BC registra nova baixa

As matérias-primas que têm influência sobre a inflação brasileira marcaram o quarto mês consecutivo de queda na métrica do BC. Em abril, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) teve baixa de 1,03%, após variação negativa de 2,32% um mês antes. No ano, a perda é de 6,69%. Nos 12 meses encerrados em abril, o recuo foi de 5,99%, após queda de 7,95% nos 12 meses imediatamente anteriores. O indicador é construído partindo dos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertido para reais. Seu equivalente internacional, o “Commodity Research Bureau” (CRB), mostrou variação negativa de 1,83% em abril. Em 12 meses, o CRB recuou 9,07% e acumula baixa de 6,49% em 2017 por ora. Em 2016, o CRB caiu 3,05%, após ter avançado 24,57% em 2015. Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias mostrou baixa de 1,22% no mês, após recuar 2,89% em março. No ano, a baixa é de 7,09%. Em 12 meses, os preços recuam 10,53%. O preço das commodities metálicas cederam 2,87% em abril, vindo de valorização de 0,83% um mês antes. No ano, a baixa acumulada é de 6,17%. Em 12 meses, porém, esses preços sobem 9,15%. As commodities energéticas mostraram alta de 3,85% no mês passado, após baixa de 4,15% em março. A queda no ano é de 5,41%. Em 12 meses os preços ainda sobem 3,05%. Observando o comportamento da média móvel trimestral, o IC-Br aponta decréscimo de 1,92%, após queda de 1,16% em março e baixa de 1,75% em fevereiro. (Valor Econômico – 03.05.2017) 

 

5 Meirelles: Posição clara do governo ajuda na retomada da confiança

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira que o governo, desde seu início, tem tido uma postura transparente, o que contribui, a seu ver, para a recuperação da confiança. Ele fez a declaração durante o encerramento do 9º Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, na sede da OAB-DF. Falando sobre o tema do evento, o ministro afirmou que há uma clara correlação entre o desenvolvimento e o bem-estar em um país e a liberdade de imprensa. “O nível de imprensa avança e aumenta com o desenvolvimento econômico e social de um país”, afirmou Meirelles. O ministro destacou que o Brasil registrou ritmo de crescimento anualizado de cerca de 3% no primeiro trimestre do ano e que a melhora na atividade econômica leva a um aumento no poder de compra da população – por meio de uma combinação na queda da inflação e manutenção do salário dos trabalhadores. Na avaliação de Meirelles, a falta de transparência nas contas públicas levou os brasileiros a adotar um comportamento defensivo, com alta de preços, inclusive por parte de profissionais liberais. A seu ver, ao assumir o governo, a nova gestão divulgou informações precisas sobre a projeção de déficit primário para 2016, de cerca de R$ 170 bilhões, e conseguiu entregar um resultado abaixo dessa meta. “Após divulgação correta do déficit, a confiança subiu por causa da transparência”, disse. (Valor Econômico – 03.05.2017) 

 

6 FMI conclui que gastos com Previdência no país ficarão acima da média mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) qualificou a reforma da Previdência como indispensável para ajustar a situação fiscal do Brasil. Em relatório sobre as contas fiscais do país, a instituição concluiu que, no longo prazo, as obrigações com o sistema de Previdência no Brasil vão resultar em gastos superiores aos de países emergentes e de economias avançadas. A estimativa do Fundo é a de que os gastos com pensões cheguem a 10,2% do PIB, na média, até 2050. Nos emergentes, essa mediana deverá chegar a 3%. Nos países avançados, ela será de 1%. "As comparações internacionais mostram que o Brasil tem um desafio bem maior do que o de outros países", advertiu o FMI. Na visão do Fundo, o Brasil deveria divulgar metas e desafios fiscais no médio e no longo prazo, o que ajudaria o país a compreender os passivos e a evolução das despesas em setores importantes, como a Previdência e a saúde. "A publicação de um relatório sobre a sustentabilidade fiscal no longo prazo ajudaria a formar um consenso em torno de reformas indispensáveis, como a da Previdência", ressaltou. (Valor Econômico – 04.05.2017)

 

7 Produção industrial recua 1,8% em março 

A esperada trajetória de reação da atividade sofreu mais um revés em março, quando a produção industrial recuou 1,8% sobre fevereiro, feitos os ajustes sazonais. Divulgada ontem pelo IBGE, a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) mostrou redução disseminada e mais forte do que o previsto pelo mercado. A frustração pode levar a revisões para baixo em projeções mais otimistas para o desempenho do PIB no primeiro trimestre, que em alguns casos contam com crescimento acima de 1%. De janeiro a março, a produção cresceu 0,7% ante os três meses anteriores, na comparação dessazonalizada, quando a expectativa era de avanço de cerca de 1% na passagem trimestral. Além de tirar fôlego do primeiro trimestre, o dado de março deixa uma herança estatística ruim para os três meses seguintes. Nos cálculos de Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para América Latina do Goldman Sachs, se o indicador ficar estável de abril a junho, terá encerrado o período com queda de 1,2% frente o trimestre anterior. (Valor Econômico – 04.05.2017) 


8 IPC-Fipe aumenta 0,61% em abril

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) acelerou para 0,61% o fim de abril, puxada pelos alimentos. Na terceira quadrissemana de abril, o índice de preços subiu 0,56% e, no fechamento de março, 0,14%. No acumulado do ano, o IPC-Fipe registra aumento de 0,99% e, em 12 meses, de 3,71%. Da terceira prévia para a leitura final de abril, cinco das sete classes de despesas do IPC-Fipe registraram taxas mais altas. (Valor Econômico – 04.05.2017) 

 

9 Dólar ontem e hoje

Hoje, por volta das 9h40, o dólar comercial subia 0,57%, a R$ R$ 3,1774, após avançar até a máxima de R$ 3,1894. Ontem, o dólar comercial subiu 0,21%, a R$ 3,1593, longe da mínima de R$ 3,1410. (Valor Econômico – 03.05.2017 e 04.05.2017) 

 

 

Internacional

1 Argentina autoriza empresas privadas de geração de energia solar entrar na rede

O governo argentino autorizou três empresas donas de parques solares a ingressarem no mercado de provedores de energia elétrica para melhorar o abastecimento da rede. A primeira empresa a ingressar será a Kutek AS com 20,28 MW, a segunda será a Walta Energía AS com 25 MW e a terceira será a Fieldfare Argentina II SRL com 100 MW. (El Inversor Energético – Argentina – 04.05.2017) 

 

2 Bolívia implantará geotérmica de 100 MW

O Senado boliviano aprovou um projeto de lei que aprovará um crédito entre Bolívia e a Agencia Japonesa de Cooperação Internacional de US$ 542,9 mi para a execução da segunda etapa de construção da planta geotérmica de Laguna Colorada, em Potosí. A planta poderá gerar até 100 MW. (Cambio – Bolívia – 03.05.2017) 

 

3 Uruguai: BID emprestou US$ 120 mi para parque eólico

A Corporação Interamericana de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) emprestou um total de US$ 120 mi para a empresa Areaflin para a construção do parque eólica Valentines no Uruguai. Uma parte do empréstimo vence em 16 anos e a outra em 18 anos. O projeto proporcionará 70 MW, reduzindo anualmente 187.726 toneladas de dióxido de carbono emitido. (Ultima Hora – Paraguai – 03.05.2017)

 

4 Portugal produziu com eólica 79% do consumo de energia no domingo 

A produção de eletricidade de origem eólica atingiu os 85 GWh em Portugal no passado domingo, o que representou 79% do consumo nacional e o melhor desempenho entre os países europeus. De acordo os dados da Associação Europeia de Energia Eólica, a eletricidade de origem eólica representou 79% do consumo nacional, no passado domingo, 30 de abril, ultrapassando assim Irlanda (em que representou 51% do consumo) e a Dinamarca (48% do consumo). De acordo com o 'ranking', a Alemanha, apesar de liderar a produção de energia eólica, com 389 GWh, surge em quinto lugar, uma vez que a produção de energia a partir do vento representou 36% do consumo de eletricidade germânico. (Correio da Manhã – Portugal – 02.05.2017)

 

5 EDP tem baixa de 18% no primeiro trimestre de 2017

A Energias de Portugal (EDP) registrou um resultado líquido de € 215 mi entre janeiro e março, uma queda de 18% face ao lucro de € 263 mi obtido em igual período de 2016, informou hoje a empresa. Segundo a EDP, o lucro ajustado dos efeitos não recorrentes "manteve-se quase estável" em € 285 mi no primeiro trimestre (-1% em termos homólogos). Já os interesses não controláveis ficaram estáveis em € 100 mi no primeiro trimestre, porque "o acréscimo decorrente da venda de posições minoritárias em parques eólicos durante o ano de 2016 compensou o impacto não recorrente registrado no primeiro trimestre de 2016, com a venda de Pantanal", que gerou um ganho extraordinário de € 61 mi, informou a empresa. (Correio da Manhã – Portugal – 03.05.2017) 

 


6 O EBITDA da EDP caiu 11%

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) regrediu 11% para € 1.011 mi, com os custos operacionais líquidos a crescerem 23% para € 512 mi. A EDP realçou que o EBITDA ajustado do ganho não recorrente registrado na venda de Pantanal (no primeiro trimestre do ano passado) caiu 5% face ao período homólogo de 2016, "uma vez que os efeitos de expansão de capacidade (+6%), apreciação do real brasileiro e do dólar americano face ao euro (+44 mi de euros) e o apertado controlo de custos, foram mais que compensados pelo efeito de um contexto operacional muito mais severo". De acordo com a energética, os primeiros três meses deste ano foram marcados por "uma baixa produção hídrica e preços 'spot' muito elevados, em particular quando comparado com um primeiro trimestre de 2016 muito chuvoso e com preços muito baixos". No mercado ibérico, o EBITDA caiu 17% em termos homólogos para € 473 mi. Já a contribuição da EDP Renováveis para o EBITDA baixou 2% face ao primeiro trimestre do ano passado, enquanto o contributo da EDP Brasil para o EBITDA ajustado subiu 37% em termos homólogos. A capacidade instalada do Grupo EDP subiu 6% para 25,9 GW "impulsionada pela adição de nova capacidade hídrica em Portugal (+756 MW) e eólica (+700 MW), essencialmente nos Estados Unidos e México", sublinhou a empresa. Já o portfólio de clientes na Península Ibérica cresceu 2% para 11,3 mi no final de março. E a dívida líquida subiu 0,8% para € 16 bi no período em questão. (Correio da Manhã – Portugal – 03.05.2017)



Rua Real Grandeza - 219 - Anexo - Sala 302 - Botafogo - Tels.: (21) 2579-3956 / 2286-2368

A ASEF
A ASEF E VOCÊ

HISTÓRIA

GALERIA DE FOTOS
ASSOCIE-SE
COMO CHEGAR

BOLETINS
JORNAIS
CONVÊNIOS

FALE CONOSCO
LINKS ÚTEIS
ATA DE FUNDAÇÃO