NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Outubro
03/10/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Temer quer renovar contratos de usinas hidrelétricas

Dentro do processo de privatização da Eletrobrás, o governo estuda antecipar o fim dos contratos de todas as usinas da estatal para engordar o caixa do Tesouro. Essa possibilidade iria proporcionar novos contratos para todas as hidrelétricas da companhia, e não apenas para as usinas mais antigas, cujas concessões foram renovadas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre as usinas que poderiam ter direito a novos contratos estão Tucuruí, Serra da Mesa, Itumbiara, Sobradinho e Balbina, entre outros ativos 100% estatais e controlados por subsidiárias da Eletrobrás. Seria uma estratégia diferente da usada para as usinas da Cemig. Nesse caso, a União esperou o fim do contrato das quatro hidrelétricas, além da conclusão das discussões judiciais em torno delas, para leiloá-las para o investidor que oferecesse mais. Ganha força no governo, porém, a possibilidade de antecipar o fim do contrato das usinas da Eletrobrás para 2018. Em troca da energia dessas hidrelétricas e da possibilidade de comercializá-la livremente, a Eletrobrás teria de fazer um pagamento bilionário ao governo, que seria captado como benefício econômico e, portanto, iria para o caixa do Tesouro. O assunto está em estudo e não há estimativa sobre valores envolvidos. Juntas, as 13 usinas mais antigas da Eletrobrás, que somam 8 mil MW de garantia física, devem render R$ 7,7 bilhões para a União – um terço do valor integral, que também será dividido igualmente com Eletrobrás e consumidores, via descontos na conta de luz. (O Estado de São Paulo – 03.10.2017) 

2 Audiência debate atualização de parâmetros dos custos operacionais das distribuidoras

Aberta audiência pública para receber contribuições à atualização dos parâmetros associados ao cálculo da eficiência dos custos operacionais das concessionárias de distribuição de energia elétrica, conforme previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária – PRORET. A atualização considera os custos mais recentes de operação das distribuidoras, que são utilizados para definição dos custos operacionais regulatórios nos processos de revisão tarifária a partir de 2018. As contribuições podem ser encaminhadas para o e-mail ap052_2017@aneel.gov.br ou para o endereço ANEEL até o dia 13/11/2017. (Aneel – 03.10.2017) 

3 Abrage: Geradores propõem sistema de faixa ao governo para tentar equacionar GSF e MRE

Os geradores enxergam na adoção de um sistema de faixa de geração de energia elétrica, com limites acima e abaixo da garantia física dos empreendimentos hídricos, uma saída para o imbróglio do risco hidrológico (GSF). A proposta de solução para o problema bilionário, que vem impactando o setor nos últimos anos em função das ações na Justiça, foi levada ao governo no final da semana passada pela Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica, a partir de um estudo contratado junto à consultoria Thymos. A proposta passa pela determinação de uma “faixa implícita de GSF”, com a fixação de um limite superior de 8% na ocorrência de energia secundária. Ou seja, quando as usinas gerarem acima da garantia física, além desse teto, os ganhos seriam repassados ao consumidor como forma de bônus. Por outro lado, haveria um limite inferior de 5% quando da ocorrência de GSF, dentro do qual os geradores hidrelétricos assumiriam os ônus decorrentes da operação do SIN sempre que a geração ficar entre a garantia física e o piso. De acordo com o presidente da Abrage, Flavio Neiva, a proposta está amparada em um trabalho técnico fundamentado, que mapeou e quantificou, a partir de 2 mil séries hidrológicas, a falta de sincronia do sistema planejado com o sistema que está sendo operado, além de desvios na operação em tempo real em razão de um aumento sequencial do despacho de fontes intermitentes e de usinas termelétricas. Esses fatores, segundo ele, afetam o princípio da “otimalidade contínua” do sistema, que foi a base da definição da garantia física de todos os empreendimentos. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

4 Abrage: A proposta iria desjudicializar o GSF e reequilibrar a alocação de riscos no setor 

“Entendemos que a implementação dessa solução teria como consequências imediatas a desjudicialização do GSF; o reequilíbrio da alocação de riscos no setor elétrico; a redução da percepção de riscos para empreendimentos existentes e novos, e consequentemente menores preços de energia; e a blindagem comercial das decisões de planejamento e operação”, cita Flavio Neiva. A proposta da adoção de uma faixa implícita de GSF parte do pressuposto que “a garantia física dos empreendimentos é definida a partir de simulações que consideram o sistema em condições de equilíbrio, e não sujeito a políticas e decisões diversas que, no intuito de agregação máxima de segurança no atendimento à carga de energia, são adotadas ao longo do tempo, em prejuízo do regular funcionamento do MRE”, defende a Abrage. Para a entidade, os percentuais para cima e para baixo representariam limites equilibrados de risco a serem assumidos por geradores e consumidores. A solução proposta apresentada pela Abrage considera ainda que a adesão dos agentes à nova modelagem deve ser livre, embora pré-condicionada a pontos como desistência das ações judiciais sobre risco hidrológico em curso, renúncia a novas ações judiciais sobre risco hidrológico e desistência do acordo de repactuação do risco hidrológico (relativamente à parcela repactuada da garantia física). (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

5 8ª Senop começa nesta quarta-feira em Foz do Iguaçu

A oitava edição do Seminário Nacional de Operadores de Sistemas e de Instalações Elétricas (Senop) começa nesta quarta-feira, 4 de outubro, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento das equipes e uma maior integração das empresas de geração e transmissão de energia elétrica. O evento ocorrerá em Foz do Iguaçu (PR) com uma ampla programação voltada para as equipes de operação em tempo real do Sistema Interligado Nacional. Promovido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e organizado por Itaipu Binacional, o seminário tem apoio institucional do Bracier – o Comitê Brasileiro da Comissão de Integração Energética Regional (Cier). Neste ano, cerca de 200 profissionais de todo o Brasil se inscreveram. A sessão de abertura contará com as presenças do diretor de Operação do ONS, Ronaldo Schuck; do secretário executivo do Bracier, João Barros; e dos diretores-gerais de Itaipu, James Spalding e Luiz Fernando Leone Vianna, além de outros dirigentes de empresas e autoridades do setor elétrico nacional. Em seguida, Luiz Fernando Vianna fará a palestra magna do Senop, falando sobre a “Usina Hidrelétrica de Itaipu: produção com alta performance”. A programação segue até a próxima sexta-feira com 29 apresentações técnicas (ATs), dois painéis técnicos e um painel estratégico sobre “Atualização tecnológica como base para a inovação nos processos de operação em tempo real” – que terá representantes de Itaipu, ONS, Aneel e Secretaria de Energia Elétrica (SEE) do MME. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

 

Empresas

1 Eletrobras: Governo manterá poder de veto

Prometida desde o anúncio da privatização da Eletrobras, a golden share que a União manterá na estatal deve prever que a empresa não poderá se desfazer de suas subsidiárias sem aval do governo. Independentemente do percentual acionário com o qual o governo federal ficará após o processo de desestatização, essa ação de classe especial garantirá poder de veto em questões estratégicas. Apesar de ainda não ter batido o martelo sobre o modelo da operação, está claro para o governo que será preciso impedir a venda de empresas como Furnas, Chesf e Eletronorte após a privatização da holding. A intenção é diminuir as reclamações de políticos contrários à ideia. Além disso, a golden share deve proibir que apenas um acionista assuma o controle da Eletrobras, tirando o caráter de corporação pretendido pelo governo. Outro ponto a ser definido é como será gerida a parte brasileira de Itaipu. Com gestão compartilhada com o Paraguai, a hidrelétrica não entrará no processo. A avaliação é de que não será preciso alterar o tratado de Itaipu e, por isso, não será preciso negociar a cisão com os paraguaios. A ideia com mais força até agora é criar uma entidade vinculada ao MME responsável pela gestão de Itaipu, hoje sob o comando da Eletrobras. Seria preciso, ainda, compensar a estatal pelos investimentos feitos na usina e que ainda não foram amortizados — o valor não está calculado. Outra alternativa, mais remota, seria contratar a própria Eletrobras para prestar serviços ao governo na usina após a venda. Pelas regras da privatização em discussão, a União oferecerá usinas que poderão ser “compradas” pela Eletrobras. Sem recursos, a empresa precisaria recorrer a um aumento de capital, em que novas ações não serão subscritas pelo governo, diluindo sua participação. Nas últimas reuniões sobre o assunto, surgiu a possibilidade de incluir a usina de Tucuruí (Pará) nesse pacote. (O Globo – 03.10.2017) 

 

2 Eletrobras: Empresa deve ter modelagem divulgada até final do ano

Os planos do governo federal de privatizar a Eletrobras estão ainda em seus primeiros passos, e a divulgação da modelagem para o negócio deverá ocorrer até o final do ano, disse nesta segunda-feira o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., que defendeu a medida como forma de blindar a elétrica contra futuras interferências políticas. “Entendo que esse processo está muito no começo...até o final do ano devemos ter o compartilhamento de qual a modelagem e de qual maneira faremos isso”, disse Ferreira, ao participar de debate em evento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, em São Paulo. A Eletrobras também deve manter uma participação minoritária em suas seis distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste e que serão privatizadas, disse a jornalistas nesta segunda-feira o presidente da elétrica estatal, Wilson Ferreira Jr. O executivo disse que dívidas dessas distribuidoras junto à holding Eletrobras poderiam ser convertidas em uma participação minoritária nas empresas sob novos donos. “A Eletrobras é a maior credora dessas empresas, é uma forma de ela inclusive ter uma perspectiva desse recebimento...isso não está definido, mas é um valor menor, algo em torno de 30 por cento, até o limite de 30 por cento”, disse ele, após participar de evento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) em São Paulo. (Reuters – 02.10.2017)

 

3 Distribuidoras privatizadas vão exigir aportes com valor simbólico

As distribuidoras da Eletrobras serão vendidas a um "valor simbólico" no processo de privatização, mas os compradores terão uma obrigação de investimento para melhoria da qualidade do serviço. A informação é de Wilson Ferreira Junior, presidente da companhia, em conversa com jornalistas. Segundo Ferreira, será um valor simbólico, mas não R$ 1,00, como informado pela imprensa na semana passada. "Será um valor ligeiramente maior", afirmou, sem dar mais detalhes. Além disso, será definida uma nova tarifa para cada uma das distribuidoras nos seus novos contratos de concessão, considerando os esforços para reequilíbrio das empresas. Considerando um novo plano de negócios das empresas, resultante do processo de licitação, as tarifas dessas companhias poderão ser reduzidas no futuro, fazendo com que não dependam mais da RGR. "Mas, claro, contamos com a agressividade do novo operador, que vai melhorar a eficiência e os indicadores [de qualidade] das empresas e vai, principalmente, aportar recursos. Será algo importante nas novas companhias", disse, se referindo às distribuidoras. Não foi estabelecido ainda qual será esse montante mínimo de investimento que cada distribuidora deverá receber, mas o leilão vai estabelecer "referências" para esses aportes dos novos concessionários. A ideia é garantir que haverá melhora na qualidade do serviço prestado. Edital do leilão vai estabelecer referências para investimentos obrigatórios em melhorias do serviço "Entendemos que a sistemática utilizada buscando equilíbrio econômico financeiro da concessão e tendo bid [lance] com base na potencial redução de tarifa, e o compromisso de investimento do novo dono, é muito boa", disse Ferreira. O leilão, que deverá acontecer no primeiro trimestre do ano que vem, envolverá as distribuidoras Cepisa (PI), Ceal (AL), Eletroacre (AC), Ceron (RO), Boa Vista Energia (RR) e Amazonas Energia (AM). (Valor Econômico – 03.10.2017) 

 

4 Eletrobras: Alquéres defende forma alternativa de desestatização 

Ex-presidente do conselho de administração da Eletrobras durante o governo Temer, José Luiz Alquéres critica a modelagem de privatização do controle da estatal elétrica em estudo pelo governo atualmente. Para ele, o processo não pode ser feito de forma imediatista para levantar recursos ao Tesouro, e sim pensado de maneira estratégica, olhando para o futuro da companhia e para um sistema elétrico moderno e mais sustentável no longo prazo. "A privatização não pode ser feita para arrumar trocados para o Tesouro, e sim para montar um sistema elétrico adequado para o século XXI, para uma economia de baixo carbono. Só vemos, em alguns momentos, um mar de ignorantes e lobistas, sem contar especuladores, dando as cartas, fazendo proposições", disse o executivo ao Valor, sem citar nomes. Defensor de uma outra forma de privatização da Eletrobras, Alquéres entende ser necessário desestatizar a empresa, não para contribuir para o resultado fiscal, mas porque "as estatais hoje são a principal moeda de troca na alimentação dos profundos interesses patrimonialistas e fisiológicos dos políticos". Com relação à modelagem de venda do controle da companhia, Alquéres acredita que a Eletrobras ainda não é suficientemente eficiente para ter seu controle pulverizado, como quer o governo. Em sua opinião, a estatal deveria ser dividida em duas empresas: uma que continuaria pública, administrando a hidrelétrica binacional de Itaipu, a Eletronuclear e programas setoriais, como o Luz Para Todos e o Procel, de eficiência energética; e outra que seria detentora de participações a serem vendidas. Essas participações, explicou, seriam vendidas em bloco para outros controladores privados, que teriam a obrigação de pulverizar a empresa em cerca de dez anos. (Valor Econômico – 03.10.2017)

 

5 Eletrobras Rondônia: Equipamentos de telemedição são instalados para combate a fraudes

A Eletrobras Distribuição Rondônia está implantando um sistema de telemedição em aproximadamente oito mil residências da região central e da Zona Leste de Porto Velho. O projeto de Infraestrutura de Medição Avançada (AMI em inglês) possibilita a realização da leitura de consumo à distância. Além de melhorias nos processos internos, a nova tecnologia proporcionará maior comodidade, mais eficiência e segurança ao consumidor, uma vez que a leitura será realizada remotamente, sem a presença de técnicos da empresa. A substituição dos medidores está sendo realizada pela Telemont Engenharia de Telecomunicações S.A., a serviço da Eletrobras. A modernização das redes e equipamentos pretende melhorar a qualidade de energia que é levada até a população e blindar o equipamento em caso de fraudes, reduzindo as perdas são repassadas para a tarifa de energia. A companhia ainda informou que o novo medidor não terá nenhum custo adicional ao cliente. A empresa reitera o pedido de colaboração e compreensão por parte da população no momento da troca do medidor, que é realizada por técnicos especializados, devidamente uniformizados e identificados. O gerente do projeto, Ricelly Santiago, garante que o sistema alerta para manipulações no medidor, além de reduzir os gastos com leitura e evitar os faturamentos por média de consumo, o que ocorria, em alguns casos, devido ao difícil acesso para efetuar a leitura presencial. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

 

6 Eletrobras: Estatal vai incorporar CGTEE à Eletrosul

A Eletrobras vai realizar reestruturação societária entre as subsidiárias CGTEE e Eletrosul, informou a estatal na última sexta-feira (29/9). A operação tem como objetivo a "obtenção de sinergia operacional, tributária, econômico-financeira e societária". Em outras palavras, a Eletrosul vai incorporar os ativos da CGTEE. A medida obedece a diretrizes do plano diretor da estatal, que passa por amplo processo de reestruturação, a fim de reduzir o endividamento e melhorar a governança. "A conclusão da referida reestruturação societária dependerá da observância das exigências legais e contratuais aplicáveis e aprovações pelos órgãos regulatórios e governamentais", disse a Eletrobras em comunicado. A CGTEE opera o complexo termelétrico Presidente Médici - Candiota, que totaliza 796 MW, composto por três usinas – uma delas está fora de operação por por embargo do Ibama. Nos últimos anos, a empresa vem apresentando prejuízos. (Brasil Energia 02.10.2017) 

 

7 Cemig: Estatal estende até 30 de outubro prazo de acesso ao "data room" sobre Light

A Cemig estendeu o prazo para investidores acessarem a Sala de Informações (“data room”) com dados sobre o Grupo Light até 30 de outubro deste ano, informou nesta segunda-feira a estatal mineira em fato relevante. Em 28 de agosto, a companhia anunciou a abertura do data room por um prazo estimado de 30 dias, a fim de subsidiar os potenciais investidores na preparação de propostas não vinculantes por sua controlada Light. (Reuters – 02.10.2017) 

 

8 Grupo EDP Brasil: S&P reafirma ratings das distribuidoras

A S&P Global reafirmou em relatório as notas das distribuidoras da EDP Brasil. No caso da concessionária do Espírito Santo as notas para crédito corporativo estão em ‘BB’ na escala global e ‘brAA-’ na escala nacional Brasil. A perspectiva é negativa e o perfil de crédito individual ‘bb+’permanece inalterado. Já para a distribuidora EDP São Paulo o rating de crédito corporativo continua em ‘brAA-’ na escala nacional Brasil e perspectiva negativa. Segundo o documento, a agência analisou as distribuidoras com base nos números consolidados da EDP Brasil. A empresa tem apresentado um desempenho alinhado à expectativa da S&P que espera a manutenção do índice de dívida sobre Ebitda abaixo do índice de 3 vezes. E ainda, a relação entre a geração interna de caixa sobre dívida acima de 20% nos próximos anos, apesar do que classificou como um “considerável programa de investimentos (capex), o qual será direcionado para suas distribuidoras de energia e na entrada do grupo no segmento de transmissão”. A S&P explicou que a reafirmação dos ratings também se baseia no fato de que a nota do país limitam os da EDP Espírito Santo e da EDP São Paulo. “Há uma probabilidade apreciável de as distribuidoras de energia acompanharem o Brasil em um cenário de default. Nesse cenário, a EDP Espírito Santo e a EDP São Paulo poderiam estar sujeitas a controles tarifários, e acreditamos que a arrecadação de receitas e a disponibilidade de crédito poderiam ser comprometidas”, argumentou. No relatório a agência destaca que as empresas de distribuição do grupo têm aumentado seus investimentos com o objetivo de melhorar a eficiência operacional, o que as ajudou a cumprir com as metas regulatórias e a atingir a meta dos indicadores de DEC e FEC, enquanto as perdas de energia ainda são mais altas do que aquelas consideradas nas tarifas. Ao mesmo tempo há uma projeção de redução na geração de fluxo de caixa desse segmento de negócio em 2017, porque as empresas estão retornando os passivos regulatórios de 2016. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017)

 

9 Grupo EDP Brasil: Geração de fluxo de caixa não deve ser impactada por GSF

Dentre as premissas da análise feita pela S&P do grupo EDP Brasil estão incluídos: uma geração de fluxo de caixa do grupo sem impacto mesmo com o GSF por conta da estratégia de hedge; crescimento do consumo de energia combinado de aproximadamente 1,5% em 2017 e em torno de 1% em 2018 e investimentos consolidados de cerca de R$ 700 milhões em 2017 e de quase R$ 800 milhões em 2018, principalmente no segmento de distribuição. As concessionárias têm cláusulas contratuais restritivas (covenants) em suas obrigações de dívida, calculadas no nível das subsidiárias. Em 30 de junho de 2017, as distribuidoras estavam cumprindo essas obrigações e a expectativa é de que essa situação permaneça nos próximos anos, visto que as subsidiárias apresentam métricas de alavancagem relativamente baixas. A S&P ressalta que a perspectiva negativa dos ratings reflete aquela atribuída aos ratings do Brasil, porque são limitados aos ratings do nível da nota soberana do Brasil. Com isso, se houver o rebaixamento dessa nota de risco soberano nos próximos 12 meses, a ação será similar nos ratings atribuídos às empresas. Contudo, relata que não está projetado um cenário, no curto prazo, que possa nos levar a rebaixar os ratings de ambas as empresas com base em seus próprios fundamentos. Mas, ressalta ainda que pode haver essa ação caso a EDP Portugal demonstrasse menos incentivo para oferecer suporte às operações brasileiras e se as métricas de crédito da EDP Brasil se deteriorassem significativamente. Entre essa deterioração está relação entre dívida sobre emitida acima de 5 vezes, o que poderia ser resultado de uma grande aquisição financiada por dívida. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017)

 

10 Grupo EDP Brasil: Rating da S&P está atrelado à rating brasileiro

Segundo a S&P Global, a elevação de perspectiva para estável nos próximos 12 meses do Grupo EDP Brasil depende de uma ação positiva no rating soberano brasileiro. Ou “se acreditássemos que a EDP Portugal demonstrasse disposição maior para dar suporte explícito a suas operações brasileiras, poderemos elevar os ratings da EDP Espírito Santo e da EDP São Paulo”, apontou a agência. Dentre os destaques da controladora das duas distribuidoras, apontou a agência, estão a entrega de projetos de geração dentro do orçamento e no prazo, o que, nas palavras da S&P “destaca a capacidade provada do grupo para planejar e executar investimentos em expansão da capacidade”. Ao mesmo tempo, continuou, acredita que a EDP Brasil possua reservas de energia suficientes para cobrir a exposição ao déficit hídrico de, pelo menos, 92% nos contratos no mercado regulado. Lembrou ainda do que o presidente da empresa, Miguel Setas, vem falando, que ao passo que a conclusão dos projetos de geração aproxima-se, a empresa concentrará seus investimentos no segmento de transmissão, após ter vencido cinco lotes nos dois últimos leilões do governo, o que deve requerer investimentos aproximados de R$ 3,1 bilhões. E, a perspectiva é de a companhia poder se beneficiar da experiência em construir UHEs para mitigar os riscos que poderão surgir na construção das linhas de transmissão e, assim como em geração, entregar os lotes no prazo e dentro do orçamento. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

 

11 Enel: Italiana mira negócios em energia no Brasil e quer ser consolidadora

O grupo italiano Enel quer ampliar os negócios em energia no Brasil e avalia diversas oportunidades de investimento, tanto em geração renovável quanto nos setores de transmissão e distribuição de eletricidade, com o objetivo de se fixar como uma das grandes empresas que dominarão o mercado brasileiro no futuro. O diretor da Enel para o Brasil, Carlo Zorzoli, disse à Reuters que a companhia quer se estabelecer entre os líderes em um momento em que o setor elétrico do país passa por mudanças, com gradual aumento da participação de grandes empresas internacionais em meio à venda de ativos principalmente por estatais ou grupos locais. "Estamos ativos no mercado, mirando boas oportunidades. Escolhemos aquelas que se encaixam melhor em nossa estratégia e vamos para elas", disse Zorzoli na tarde da última sexta-feira (29), após ter fechado na semana passada um negócio bilionário em geração hidrelétrica. "Distribuição é um setor que está vivendo um momento de consolidação. O número de operadores é grande no Brasil. Acreditamos que ainda tem oportunidades de crescimento... e quem pouco consolida, é consolidado", completou. O executivo da Enel também elogiou a proposta do governo federal de apresentar um novo modelo para a venda das distribuidoras da Eletrobras. Zorzoli também não quis dar muitas pistas sobre uma possível compra da Light, colocada no mercado em meio a um plano de venda de ativos para redução de dívidas de sua controladora, a mineira Cemig. Em geração eólica e solar, a companhia avalia disputar leilões agendados pelo governo para o final do ano, que contratarão novas usinas para operação a partir de 2021 e 2023. Ele afirmou que a Enel também avalia disputar os próximos leilões em que o governo oferecerá a concessão para a construção de novas linhas de transmissão de eletricidade. (G1 – 02.10.2017)

 

12 AES Eletropaulo: Empresa quer reduzir tempo de interrupções em quase 50%

A Aneel encaminhou à AES Eletropaulo a análise do Plano de Resultados da distribuidora paulista. A agência avaliou questões como os indicadores de continuidade de prestação de serviços, além do plando de segurança apresentado pela empresas. Na visão da Aneel, “apesar de não ter apresentado um diagnóstico identificando as principais causas de interrupções em seu sistema, a empresa apresentou 28 ações a serem empreendidas com o objetivo de atingir os limites regulatórios globais de DEC e FEC em agosto de 2019”. A agência entendeu que as ações propostas são pertinentes para o alcance dos objetivos pretendidos com o Plano de Resultados. A AES Eletropaulo apresentou a estimativa de redução global do DEC e FEC em que ambos apresentam trajetórias decrescentes. Para o DEC é estimada uma redução de 13,33 horas em setembro de 2017 para 7,42 horas em agosto de 2019. Para o FEC é estimada uma redução de 6,61 interrupções em setembro de 2017 para 5,15 interrupções em agosto de 2019. (Brasil Energia 02.10.2017) 

 

13 Boa Vista Energia S.A: Audiência Pública discutirá redefinição da Parcela B

Interessados podem enviar contribuições para a Audiência Pública cujo objetivo é obter informações adicionais para o reconhecimento de ajuste no valor de R$ 22.018 milhões na Parcela B a ser considerada no próximo processo tarifário da Boa Vista S.A, com vigência a partir de 1°/11/2017. Em 03/08/2016, a empresa foi designada para prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica no interior do Estado de Roraima. O acréscimo representa um impacto estimado de 8,5% nas tarifas da Boa Vista ao se ter como referência a receita verificada entre novembro de 2015 a outubro de 2016 em toda a área de atuação (capital e interior). De acordo com a proposta da Agência, as tarifas atualmente praticadas estão bastante defasadas, tendo em vista que somente a diferença obtida já é superior a cobertura de custos atualmente auferida. As sugestões podem ser encaminhadas no período de 27/9 a 16/10/17 para o e-mail: ap051_2017@aneel.gov.br ou para para o endereço ANEEL – SGAN Quadra 603 – Módulo I Térreo/Protocolo Geral, CEP 70.830-110, Brasília–DF. (Aneel – 03.10.2017) 

 

14 Energia: Especialistas veem boa perspectiva para ações do setor

O Índice de Energia Elétrica (IEE) acumula alta de 14,4% no ano, desempenho inferior aos 23,4% do índice de referência Ibovespa. Analistas lembram que essa disparidade está atrelada às mudanças regulatórias e à crise hídrica enfrentadas pelo setor desde o fim de 2012. O resultado foi que as ações afundaram nos meses seguintes. Por outro lado, os especialistas também indicam que, por terem caído muito, esses papéis têm boas chances de ganhos com a estabilização das regras. “Alguns setores sofreram mais na recessão. Agora, tendem a se valorizar mais também. Alguns papéis de energia estão com preços muito abaixo da média”, avalia Marco Saravalle, analista da XP Investimentos. O setor de energia sempre foi considerado um bom pagador de dividendos. Por essa razão, estava na carteira dos investidores que queriam ter exposição ao mercado de ações, mas não desejavam uma variação muito forte em suas aplicações. Saravalle lembra que alguns investidores ainda têm trauma das perdas ocorridas nesse período, por isso ainda não retornaram a esses papéis. Mas ele acredita que as mudanças no setor não passarão despercebidas. As transmissoras são vistas como as mais estáveis neste momento. Isso porque, independentemente de recessão econômica ou crescimento, as receitas variam pouco, o que as deixa na categoria de papéis defensivos. (O Globo – 02.10.2017) 

 

 

Leilões

1 Aneel impede Isolux de participar dos leilões de transmissão

A Aneel decidiu que a Isolux Corsán está temporariamente suspensa de participação em leilões de transmissão promovidos pelo órgão regulador. A penalidade vale por dois anos. A transmissora de origem espanhola entrou em dificuldades financeiras e não implantou linhas de transmissão na região Norte do país. A decisão, que foi aplicada à Isolux Ingeniería S.A., ao Grupo Isolux Corsán S.A., à Corsan-Corviám Construcción S.A, a Linhas de Rondônia Transmissora de Energia Ltda. e à Linhas de Santarém Transmissora de Energia Ltda, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 2 de outubro. A Aneel acenava com a possibilidade de punir a Isolux desde que esta entrou em dificuldades e paralisou suas atividades. A empresa ainda tentava impedir a punição e ainda chegou a acenar com uma possível venda dos ativos para o também espanhol Grupo Ferrovial, que acabou não se concretizando. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste diminuíram em 0,2% os níveis em relação ao dia anterior e se encontram com 24% da capacidade, segundo dados do ONS relativos ao último domingo, 2 de outubro. A energia armazenada está em 48.788 MW mês e a energia afluente em 50% da MLT. A usina de Furnas trabalha com 18,6% da capacidade e São Simão, com 23,43%. No submercado Sul, os reservatórios aumentaram 0,1% para 36,3 % da capacidade. A energia armazenada no dia ficou em 7.299 MW mês e a energia afluente está em 24% da MLT. A usina de Passo Fundo opera com 82,36% da capacidade. Na região Nordeste houve diminuição de 0,1% e os reservatórios operam com 9,2% da capacidade. A energia armazenada chegou a 4.753MW mês e a ENA ficou em 21% da MLT. A hidrelétrica Sobradinho opera com 4,96% da capacidade. Já no Norte do país os níveis recuaram em 0,3%, deixando os reservatórios com 32,3% da capacidade. A energia armazenada ficou em 4.863 MW mês no dia e a energia afluente está em 56% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. A hidrelétrica Tucuruí está com 51,04% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

2 ONS: Balanço do mês de setembro para os reservatórios ao longo do Brasil

Os reservatórios da região Nordeste terminaram o mês de setembro com volume de 9,3%, de acordo com dados do ONS. No ano passado, em que a hidrologia já estava ruim, o volume era de 14,8%. Em 2015, a hidrologia foi pior ainda, com volume de 13,6%. O nível evidencia a difícil situação que a região se encontra, com a hidrelétrica de Sobradinho operando ao fim do mês com 5,05% da sua capacidade. Em 2016, o reservatório da usina tinha 11%. Já no submercado Sudeste/ Centro-Oeste, os níveis encerraram setembro com volume de 36,2%, abaixo dos 40,13% registrados em 2016, porém acima dos 32,31% de 2015. A usina de Furnas, uma das principais do subsistema, que encerrou o mês com volume de 19%, tinha 58% no mesmo período de 2016. Na região Norte, os reservatórios terminaram em setembro com a marca de 32,6%, também um volume menor que os 39,78% do ano anterior. Em 2015, o volume era de 36,8%. A usina de Tucuruí, embora tenha registrado queda assim como os principais reservatórios do Norte e do Sudeste, teve 51,41% da sua capacidade. No fim de setembro do ano passado, ela tinha 66%. Na região Sul do país, o nível dos reservatórios ficou em 36,2%. O valor é bastante inferior ao que foi registrado no mesmo período de 2016, quando tinha 79,91% e do alcançado em 2015, de 77,39%. O nível de operação da usina de Passo Real ficou em 71,47%, enquanto em 2016, era de 78%. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017)

3 CCEE: PLD deve ficar no teto até o final de novembro

A CCEE apresentou nesta segunda-feira, 2 de outubro, durante o InfoPLD, análise do comportamento do PLD de setembro e início de outubro. A piora no cenário hidrológico, ao longo de setembro, levou o PLD a R$ 533,82/MWh, valor máximo estabelecido pela Aneel para 2017, teto este que deverá permanecer pelos próximos dois meses. De acordo com o gerente de preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, quando se avaliam as afluências em setembro, vê-se uma adversidade considerável em alguns submercados, embora a análise para outubro indique recuperação. Para o executivo, a consequência cenário crítico dos níveis dos reservatórios e afluências é a elevação do PLD ao longo de setembro, atingindo o valor máximo nas últimas três semanas do mês, comportamento que permanece para a primeira semana de outubro. A perspectiva é de que o preço permaneça em R$ 533,82/MWh ao longo de outubro e novembro, caindo gradualmente a partir de dezembro, tendência mantida para o início de 2018. Assim, Sacchi projeta que o PLD médio para 2017 deva ficar em R$ 355/MWh. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

4 Secretaria de Energia: Região metropolitana de São Paulo consome 39,4% do total demandado no estado

As cidades de Santos, São Vicente e Cubatão (SP) foram responsáveis pelo consumo de 3,5% de todos os tipos de energia utilizados no Estado em 2016. As três cidades consomem quase 70% da energia da Baixada Santista. Os dados são referentes a 2016 e foram divulgados, nesta sexta-feira (29), no Anuário de Energéticos por Município no Estado de São Paulo, da Secretaria de Energia e Mineração. A região metropolitana de São Paulo foi a que mais utilizou energia em 2016, consumindo 39,4% do total do Estado. Santos (3,5%) ficou em 6º lugar no ranking e Registro (0,9%) em 13º lugar. A Baixada Santista registrou a maior queda no consumo de energia do Estado, com baixa de 23,7% em relação ao ano anterior. A previsão é que, em 2017, a redução no consumo seja menor. Segundo os dados, Cubatão lidera o ranking de consumo de energia na região, respondendo por 36,2% do total, seguida por Santos com 22,2%. A novidade deste ano é São Vicente, que com 11,1% dos energéticos utilizados passou Guarujá, que registrou 10,8%. Os insumos mais usados foram os derivados de petróleo, energia elétrica e gás natural. O consumo de energia elétrica na região atingiu o valor de 6,1 TWh, distribuído para indústrias, residências e para o setor comercial. No total, a região consumiu 4,8% de toda a eletricidade utilizada no Estado. Outro destaque foi o consumo de gás natural na região, que atingiu no período 231,5 milhões de m³. Os combustíveis automotivos mais consumidos na região em 2016 foram o óleo diesel (3% de todo Estado), a gasolina (3,3% do Estado) e o etanol (2% do Estado). (G1 – 29.09.2017) 

5 CCEE: Projeção do MRE e ESS

O fator de ajuste do MRE esperado para o ano foi revisto e deve ficar em 78,8%, considerando o perfil de sazonalização de garantia física (GSF) declarado pelos agentes desse mecanismo, com índices em 61,5% em setembro e 61,2% em outubro. A projeção do MRE relacionada à repactuação do risco hidrológico, que leva em conta a sazonalização considerada “flat” da garantia física, deve ficar em 67,3% em setembro e em 67,2% para outubro. Já o impacto financeiro, em um cenário hipotético de 100% de contratação do MRE está estimado em R$ 44 bilhões para 2017, sendo R$ 30 bilhões referentes ao mercado regulado e R$ 14 bilhões ao mercado livre. Os encargos de serviços do sistema, em setembro, devem fechar em R$ 31 milhões e a previsão para outubro é nula. O custo decorrente do descolamento entre o custo marginal de operação e o PLD, dado que o primeiro assumiu valores superiores ao PLD máximo, devem atingir R$ 16 milhões em setembro e R$ 54 mi em outubro. (Brasil Energia – 02.10.2017) 

6 Moradores de oito cidades do Sul de Minas ficam sem energia elétrica no fim de semana

Moradores de pelo menos oito cidades do Sul de Minas reclamaram da interrupção de energia elétrica em bairros das zonas urbanas e rurais. O primeiro registro de interrupção foi na última sexta-feira (29) e seguiu por todo o final de semana. Desde sexta-feira, moradores do bairro dos Lemes, na zona rural de Cabo Verde (MG) ficaram sem luz.. Outro caso de queda do serviço na sexta-feira foi na zona rural de Serrania, onde pelo menos cinco propriedades ficaram sem luz. Também teve problemas em Passa Quatro, no bairro Pinheirinhos, onde uma árvore também caiu sobre a rede. A energia foi cortada às 14h de sábado e não voltou até o início da noite de domingo. Em Perdões, moradores de pelo menos três bairros ficaram mais de 24 horas sem energia. Em Guaranésia, moradores seguem sem energia desde sábado. Moradores de Boa Esperança também estão no escuro desde sábado. A falta de energia atingiu sete propriedades rurais na Comunidade dos Moreiras. Em Cristina, o problema foi no Centro da cidade. A queda foi registrada na manhã de sábado e durou até o final da tarde de domingo. Em Dom Viçoso, a interrupção chegou a 48 horas. Por meio de nota, a Cemig afirmou que a chuva intensa que atingiu o Sul de Minas na noite de sexta-feira foi responsável pelas quedas de energia. A empresa também disse que a maior parte das ocorrências foi causada por descargas elétricas e objetos que atingiram a rede elétrica, como estruturas metálicas e árvores. A Cemig afirmou que as equipes de plantão trabalharam para resolver as denúncias que chegaram ao longo do final de semana. Ainda segundo a companhia de energia, cerca de 90% das interrupções registradas já foram solucionadas. (G1 – 01.10.2017) 

7 Temporal com ventos de até 120 km/h deixa mais de 320 mil casas sem energia elétrica

Um temporal com rajadas de vento entre 100 km/h e 120 km/h atingiu ao menos 22 cidades do Rio Grande do Sul, entre a tarde deste domingo e a madrugada desta segunda-feira, 2. Há registros de construções danificadas, rodovias bloqueadas e uma morte provocada pelos ventos, conforme a Defesa Civil do Estado. Mais de 320 mil casas ou comércios estão sem energia elétrica no Estado. O número chegou a mais de 600 mil na noite de domingo. Porto Alegre amanheceu com várias avenidas bloqueadas por quedas de árvores, galhos e entulhos. O volume acumulado de chuva, em apenas 35 minutos de temporal, chegou a 25 milímetros na cidade. O balanço mais recente da Defesa Civil aponta que quase 900 construções tiveram telhados parcial ou totalmente destruídos em 22 cidades. A região metropolitana de Porto Alegre e o noroeste do Estado, na fronteira com a Argentina, tiveram maior número de estragos contabilizados até o momento. Equipes distribuem lonas e fazem levantamento das áreas atingidas desde a noite de domingo. (O Estado de São Paulo – 02.10.2017) 

 

Energias Renováveis

1 Cesp: em operação primeiros geradores eólicos de São Paulo com investimento de R$ 8,3 mi

Após dois meses em testes, os primeiros aerogeradores do Estado de São Paulo entraram oficialmente em operação, na área da usina Porto Primavera. Com investimento de R$ 8,3 mi, as unidades têm capacidade de gerar por ano até 620 MWh fazem parte de um projeto de pesquisa da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) que visa estudar a complementaridade energética das fontes solar, eólica e hidráulica. O projeto possui 54 meses de duração e sua conclusão está prevista para agosto de 2018 com um custo total de R$ 31 mi, contabilizando o projeto de pesquisa, a compra dos equipamentos, a instalação e a manutenção. Além das usinas solares e eólicas, estão em funcionamento uma estação solarimétrica e uma estação anemométrica, que completam o projeto de P&D. De acordo com levantamento da secretaria de Energia do Estado, São Paulo tem um potencial de aproximadamente 13 mil GWh, com um fator de capacidade médio de 31,3%. Os valores foram calculados a uma altura de 100 metros, considerando restrições pertinentes e velocidades de vento acima de 6,5 metros por segundo, ocupando uma área de 1.134 km². Se forem consideradas todas as áreas com velocidades acima de 6 metros por segundo, esse potencial de geração subiria para cerca de 72 mil GWh, com fator de capacidade médio de 26,6%. (O Estado de São Paulo – 02.10.2017) 

2 Comissão aprova exigência de uso de energia renovável em irrigação pública

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o Projeto de Lei 5106/16, do deputado Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), que obriga projetos de irrigação pública a utilizar percentuais mínimos de energia oriunda de fontes renováveis. A proposta deixa para regulamentação posterior a definição desses percentuais; dos critérios de enquadramento dos projetos na obrigatoriedade; e das multas pelo descumprimento da medida. Antes dessas definições, será realizada audiência pública com entidades representativas dos setores energético e agrícola para discutir os critérios técnicos e os percentuais. O texto fixa prazo de cinco anos para que os projetos já instalados sejam adaptados aos patamares fixados, e prevê que o licenciamento ambiental de novos projetos de irrigação pública exija o atendimento da medida. Já aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o projeto segue para análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 02.10.2017)

3 Aneel: usina eólica Canoas liberada para operação comercial

A Aneel liberou a usina de geração eólica Canoas para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG15, totalizando 31.500 kW, segundo despacho publicado pela Aneel na última segunda-feira, 2 de outubro. O empreendimento está localizado no município de São José do Sabugi (PB) e a data de liberação da operação é 30 de setembro. Outra contemplada pela liberação do órgão regulador foi a EOL Lagoa 2, que poderá operar comercialmente as unidades UG1 a UG15, totalizando 31.500 kW de capacidade. A usina fica também em São José do Sabugi (PB). (Agência CanalEnergia – 03.10.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Abraget: Associação reúne associados para contratar GNL

A Abraget terá um condomínio de contratação de gás natural liquefeito (GNL) voltado para o abastecimento de projetos térmicos, por meio da negociação em bloco do insumo e dos terminais de armazenamento e regaseificiação (FSRU, na sigla em inglês). O objetivo é aproveitar preços competitivos do gás liquefeito no mercado internacional e permitir que os agentes participem dos leilões de energia superando o obstáculo de demonstrar disponibilidade do combustível. A chamada privada para participação será lançada até o fim do mês. O presidente da associação, Xisto Vieira Filho, explicou à Brasil Energia que os condôminos ratearão os custos de contratação do GNL em dois locais: Porto do Açu (RJ), que já está concluído, e no Porto Central (ES), que inicia as operações no ano que vem. O GNL vem sendo vendido a preços considerados competitivos, mas o investimento na infraestrutura é considerado alto para um único agente. Surgiu então a ideia do condomínio, que reunirá diversos sócios, que ratearão os investimentos de forma a reduzir a alocação de recursos para cada um. Cada condomínio terá quatro ou cinco participantes e o GNL, bem como o FSRU, serão contratados em bloco. Vieira ressaltou que os eventuais condôminos já poderão participar do próximo leilão A-6, em dezembro, e que os sócios no projeto ficarão responsáveis pelos investimentos nos terminais de gás liquefeito. “Já temos associados interessados em participar”, adiantou. Segundo o presidente da Abraget, há dificuldades na obtenção de gás natural onshore, que depende de diversos fatores para se tornar viável, como a própria campanha exploratória e a certificação dos campos antes do escoamento do gás. (Brasil Energia – 02.10.2017)

 

2 RCGI: Centro de pesquisa voltado para área de gás investe em estudos de CCS

O Fapesp-Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), centro de pesquisa voltado para inovações em gás, anunciou na última sexta-feira, 29 de setembro, a criação de um novo programa com 16 projetos envolvendo captura e armazenamento de carbono (CCS, na sigla em inglês). Os trabalhos desse novo programa irão se somar a 29 projetos já existentes no portfólio da instituição. Segundo o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini, o tema de redução de emissões terá cada vez mais relevância nas próximas décadas. “O petróleo, o gás natural e o carvão perfazem, respectivamente, 31,1%, 21,4% e 28,9% da matriz energética mundial. Mesmo que quintuplicássemos o uso de biocombustíveis, isso não seria suficiente para cumprir as metas climáticas acordadas em Paris na última Conferência do Clima. Por isso, as tecnologias de CCS são tão importantes”, definiu Meneghini. Camila Brandão, representante da Shell no quadro do Comitê Executivo do RCGI, afirma confiar no investimento feito no Centro. “Temos uma grande expectativa na parceria com o RCGI. Nossa ambição é desenvolver tanto expertise interna como parcerias que habilitem o centro a participar de todas as etapas da cadeia tecnológica do petróleo e do gás: o desenvolvimento de um novo produto e sua disponibilização comercial no mercado”. Entre as novas pesquisas do centro de pesquisa, destacam-se diversos temas, incluindo estudos sobre construção de cavernas de sal para estocagem e separação de CO2 e CH4 na região do pré-sal; sobre avaliação dos impactos ambientais de atividades de captura e estocagem de carbono no Brasil; e sobre as perspectivas do armazenamento de carbono em reservatórios de petróleo não convencionais “onshore” e em bacias sedimentares “offshore” do Sudeste do Brasil. (Agência CanalEnergia – 02.10.2017) 

 

 

Grandes Consumidores

1 Condor Santa Quitéria: Rede de supermercados inaugura usina solar fotovoltaica de R$ 2 milhões, a maior da região Sul

Com um investimento de R$ 40 milhões, o Condor Santa Quitéria, conta agora com a maior usina de energia solar do Sul do Brasil. Um total de 1422 painéis instalados na cobertura da loja será responsável pela geração de mais de 50 mil kWh, equivalente ao consumo de mais de 200 famílias. O empreendimento, que gerou 250 novos postos de trabalho, é uma das novidades da organização inteligente dos produtos, que foi estudada pelo departamento de Gerenciamento de Categoria da rede para oferecer uma experiência de compra mais prática, já que organiza a loja de acordo com as necessidades do cliente. Segundo o presidente do Condor Super Center, Pedro Joanir Zonta, o projeto de uma nova loja sempre é um desafio para a rede. “Nós estamos inovando a cada loja que construímos, sempre estamos buscando modernização e, quando pensamos em uma nova loja, procuramos superar os resultados da última. Isso nos desafia a buscar sempre o que há de mais moderno e sustentável para atender os nossos clientes e preservar o meio ambiente”. Foi com esse ideal que a rede investiu R$ 2 milhões em uma tecnologia de geração própria de energia elétrica. Os painéis fotovoltaicos possuem células de silício que captam a irradiação solar. Com essa tecnologia, o Condor vai contribuir com a redução da emissão de 29 toneladas de CO² por ano. Além dos painéis solares, o novo Condor Santa Quitéria conta com outras tecnologias que contribuem para a preservação ambiental, como a instalação de lâmpadas LED em 100% do estabelecimento, que além de serem mais econômicas, duram três vezes mais, reduzem em 50% o consumo de energia elétrica e o descarte no meio ambiente. (Ambiente Energia – 03.10.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 IBGE: Produção industrial cai 0,8% em agosto após quatro meses de alta

A produção da indústria brasileira recuou 0,8% na passagem de julho para agosto, na série com ajustes sazonais, informou o IBGE. O resultado ocorre após quatro meses consecutivos de crescimento do setor. O desempenho veio abaixo da média das estimativas de 25 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que previam alta de 0,1% em agosto. Na comparação com agosto de 2016, a produção industrial cresceu 4%, após avançar 2,9% em julho, perante um ano antes. De janeiro a agosto, a indústria acumula expansão de 1,5%. Em 12 meses, houve recuo de apenas 0,1%, "prosseguindo com o ritmo de redução de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%)", aponta o IBGE em nota. Das quatro grandes categorias econômicas acompanhadas pelo instituto, duas registraram queda na passagem de julho para agosto: bens intermediários (-1%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,6%). A primeira categoria interrompeu quatro meses seguidos de expansão, período em que acumulou expansão de 3,6%; a segunda voltou a recuar após alta de 3,2% entre os meses de maio a julho. O levantamento trouxe ainda que o segmento de bens de consumo duráveis assinalou a expansão mais acentuada em agosto, com alta de 4,1% na comparação a julho, quando tinha registrado expansão de 2,9% perante o mês antecedente. Já o setor produtor de bens de capital (0,5%) também registrou resultado positivo em agosto e apontou o quinto mês seguido de crescimento na produção, com ganho acumulado de 10,2%. (Valor Econômico – 03.10.2017)

 

2 Tesouro: compra e recompra de títulos no exterior em dólares

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira que concedeu mandato para a emissão e recompra de bônus da República denominados em dólares. Segundo nota, o título a ser emitido terá vencimento em 13 de janeiro de 2028. De acordo com o IFR, um serviço da Thomson Reuters, a faixa inicial de preço para emissão do bônus foi estabelecida em 250 pontos básicos acima dos Treasuries. Segundo a nota divulgada pelo Tesouro, os títulos a serem recomprados têm vencimento entre janeiro de 2019 e março de 2030. O estoque total a ser recomprado é de US$ 11,786 bi e o maior volume é o do título com vencimento em janeiro de 2021, que tem cupom de 4,875 por cento e total de US$ 2,816 bi. O menor volume é de US$ 85,557 mi, do papel Global 2024, que tem cupom de 8,875 por cento. O Tesouro explicou ainda que o objetivo com a operação é melhorar a eficiência da curva denominada em dólares. A operação será liderada pelos bancos Deutsche Bank, Itaú BBA e Santander. O título será emitido no mercado global e o resultado será divulgado ao final desta terça-feira. (Reuters – 03.10.2017)

 

3 Dyogo de Oliveira: IPCA deve ficar abaixo dos 3% 

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse ontem, durante evento no Rio, que o IPCA deverá fechar o ano abaixo de 3%. Isso significa que a inflação vai ficar abaixo do piso da meta do governo - o centro da meta é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. "A inflação deve fechar abaixo de 3% este ano. O próprio Focus hoje está com 2,95%. Então, deve ser o nível de inflação mais baixo desde o início do Plano Real. E as projeções para 2018 estão caindo, se aproximando de 4%. Isso deixa espaço para o processo de política monetária mais benigno", disse o ministro. A projeção do ministro é inferior à prevista pelo Relatório Trimestral de Inflação do BC, de 3,2% para este ano. Também está abaixo, curiosamente, da previsão do último relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado pelo próprio Ministério do Planejamento em setembro, de 3,5% para o fim deste ano. Se estourar a meta, o presidente do Banco Central precisará divulgar carta aberta ao ministro da Fazenda apresentando as justificativas para o ocorrido. Isto já aconteceu três vezes tratando-se do teto da meta de inflação (2001-2003 e 2015), mas jamais ocorreu em relação ao piso da meta do governo. O ministro, que disse desconhecer qual será a taxa básica de juros ao fim do ano, afirmou que a economia passa por um processo de recuperação em "bases reais", ou seja, sem estímulos do governo. Como pontos positivos, ele mencionou o desempenho da indústria, o aumento do rendimento médio real da população e da massa salarial. (Valor Econômico – 03.10.2017) 

 

4 BNDES e FAPESP: incentivo para start ups e inovação estratégica em pequenas empresas

BNDES e Fapesp assinam hoje acordo de cooperação técnica que amplia o apoio a start ups e pequenas empresas que buscam inovar em áreas estratégicas da economia, como manufatura avançada (indústria 4.0) e internet das coisas. Juntas, as duas entidades governamentais vão unir fomento à pesquisa e oferta de crédito ou capital para pequenos empreendimentos irem além do desenvolvimento básico de inovação e se lançarem no mercado, produzir em escala. No caso do BNDES, trata-se de uma nova parceria para se aproximar de potenciais clientes em áreas consideradas estratégicas. Além de Fapesp, o banco mantém acordos similares com Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), ambas federais. A diretora de indústria e serviços do BDNES, Claudia Prates, conta que as parcerias permitem ao banco agilizar seus processos de oferta de crédito e participação em capital de empresas inovadoras por meio da BNDES Participações (BNDESPar). "Achamos positivo olhar essa carteira, unir esforços em busca de um maior resultado na inovação do país. O banco tem uma série de produtos de crédito e mais de R$ 500 milhões de fundos de investimento investidos em empresas inovadoras para dar escala à pesquisa básica. É preciso ter capital para começar sua produção, escalar. Sucesso na inovação é quando vira produção", diz Claudia, acrescentando que nos próximos dois anos serão mais R$ 250 milhões da BNDESPar para start ups. (Valor Econômico – 03.10.2017) 

 

5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial abriu o pregão do dia 02 sendo negociado a R$3,1714 e fechou o dia a R$3,1545 — variação de -0,53%. Hoje, começou sendo negociado a R$3,1607 — variação de 0,2% em relação ao fechamento do dia útil anterior — e mantém a tendência de queda, sendo negociado às 11h40 no valor de R$3,1505, variando -0,32% em relação ao início do dia. (UOL – 02.10.2017 e 03.10.2017) 

 



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