NOTICIAS SETOR ELÉTRICO

Notícias Junho
02/06/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Novo Modelo do SE: “A dificuldade é montar um modelo que seja o mais harmônico possível”, diz secretário do MME

As bases da reforma do modelo do setor elétrico poderão ser diferentes das que já foram vazadas pelo mercado, mas não muda a determinação de buscar ajustes para questões críticas que os agentes enfrentam todo dia, seja para aplicação no curto prazo, mesmo em meio à crise politica, seja para implementação em um novo governo. Esse é o impulso principal que move hoje a equipe do MME, segundo o secretário de Planejamento Energético, Eduardo Azevedo. Segundo ele, tudo está sendo avaliado, principalmente questões que podem ter impacto em cálculo de preço do MCP, e irá constar de medida provisória que será encaminhada ao Congresso. “O problema é que quando você puxa de um lado, atrapalha outro. A dificuldade é montar um modelo que seja o mais harmônico possível e que mexa negativamente o menos possível”, disse em conversa com jornalistas, após participar da abertura de encontro de negócios promovido em São Paulo, pela Abeeólica. (Brasil Energia – 02.06.2017) 

2 Novo Modelo do SE: Problema do GSF não deve ser solucionado até implementação

Eduardo Azevedo deu a entender que a situação envolvendo as discussões em torno de GSF, não deverá ser solucionada enquanto as novas regras não forem aprovadas, principalmente a contrapartida que envolve extensão dos contratos de concessão das hidrelétricas. “Vai ter repactuação baseada em fatos reais. Não vai fazer pensando que a gente vai mudar a regulamentação no futuro”, ressaltou. Também presente ao evento da Abeeólica, o diretor da Aneel Tiago de Barros manifestou certa preocupação em relação aos rumos que o trabalho do MME está apontando. Na opinião dele, levando em conta o perfil dos legisladores brasileiros, assim que a medida provisória do setor elétrico chegar ao Congresso pode haver uma tendência de querer detalhar demais as medidas, correndo o risco assim de estender a tramitação muito mais do que o necessário. Barros é mais favorável a uma lei com princípios gerais, para que o detalhamento aconteça por meio de decretos, instrumento que é domínio do executivo. (Brasil Energia – 02.06.2017) 

3 BNDES busca soluções para financiar projetos de geração para ACL

O BNDES está tentando encontrar soluções para viabilizar financiamento de longo prazo para projetos de geração de energia voltados para o mercado livre, disse, no dia 1º de junho, Carla Primavera, superintendente da área de energia do banco, durante encontro de negócios promovido pela Abeeólica. O BNDES abriu uma agenda com a Abraceel para discutir como pode apoiar o mercado livre, e estão discutindo outras alternativas, segundo Carla. "Será que conseguimos fazer um financiamento de longo prazo com amortizações móveis, de acordo com a variação do preço de energia? O mercado livre pode ser melhor estruturado e ter melhor previsibilidade?", questionou ela. Outro ponto que pode ser discutido é sobre o pacote de garantias oferecido e sobre como estruturar isso. Segundo Carla, o BNDES tem discutido com bancos comerciais como tornar as finanças mais claras. Carla defendeu ainda a necessidade de que os projetos de geração de energia cheguem mais maduros ao banco, para que possam ter maior previsibilidade no planejamento de quanto tempo levará para os desembolsos. (Valor Econômico – 02.06.2017) 

4 BNDES: Encontro também discute alternativas de financiamento em fontes renováveis 

Já contando com o endurecimento das regras do BNDES para conceder crédito, o evento também discutiu alternativas de financiamento para projetos de energia renovável, tanto no ACR quanto no ACL. Segundo Marcelo Girão, chefe da área de project finance do Itaú BBA, o desenvolvimento de novas fontes de financiamento depende de uma maior previsibilidade nos mecanismos de formação dos preços de energia. Ele contou que é muito difícil explicar para um investidor como funciona a formação do PLD, qual o risco que ele vai tomar. Isso porque, enquanto o ACR oferece contratos de longo prazo com uma tarifa estável, o ACL tem contratos de prazo muito menor, e os preços variam de acordo com a demanda e fatores externos, como a hidrologia e o PLD. "É um risco impensável", disse Girão, completando que é impossível se prever os cenários de chuva e de preço. Para ele, o ideal seria que o país tivesse um mecanismo de formação de preços mais previsível, para que os investidores pudessem ter uma noção maior do risco assumido. De acordo com Sérgio Brandão, chefe de energia da gestora britânica Actis no Brasil, é necessário expandir o mercado secundário de debêntures e bônus voltados para o financiamento de projetos de infraestrutura. "Hoje, o que se financia do capex em debêntures fica em torno de 10% a 15% do total, precisamos do BNDES, não tem outro jeito", disse. Segundo ele, se uma pequena parcela dos ativos sob gestão dos fundos de pensão, por exemplo, pudesse migrar para os bônus e ajudar a criar um mercado secundário, "o mercado de capitais poderia ser vistoso e sem as complicações atuais. (Valor Econômico – 02.06.2017) 

5 Resultado da campanha ESCALADA de fiscalização da geração de energia é publicado

A Aneel publicou o relatório “ESCALADA Edição | Jan 2017”, ação que monitorou e apurou os dados de 684 usinas de energia elétrica entre setembro e dezembro de 2016. A metodologia atribui conceitos para classificar as geradoras e verificar o atendimento das exigências da fiscalização, além de comparar com os indicadores da edição anterior, de setembro/2016. (Aneel – 01.06.2017) 

6 Comissão de Defesa do Consumidor aprova ampliação de acesso ao ACL

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2987/15, do Senado, que amplia o acesso ao Mercado Livre de Energia, no qual os consumidores podem escolher os fornecedores de energia elétrica e pactuar os preços a serem pagos. O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado César Halum (PRB-TO), que engloba mais seis projetos que tramitavam apensados ao original. O deputado optou por reduzir para 750 kW a carga mínima de energia que habilita o consumidor a comprar diretamente de geradores ou comercializadores. A versão original previa o piso em 1.000 kW. “O limite mínimo estabelecido na versão original é elevado, o que afasta a aplicação da medida aos consumidores residenciais”, justifica o relator. Hoje, apenas consumidores com carga de 3.000 kW estão habilitados a comprar de fornecedores independentes; os demais compram energia das concessionárias de distribuição. César Halum também sugeriu a adoção do sistema biômio de tarifação para cobrar de forma distinta consumidores comuns e empresas que demandam maior carga energética. Com isso, uma empresa, por exemplo, que necessite de mais carga que uma residência terá um custo adicional pela instalação necessária ao atendimento. A proposta tramita em regime de prioridade e será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 01.06.2017) 

7 Senador cobra explicação e medidas preventivas contra apagão elétrico no Acre

O senador Jorge Viana (PT-AC), em pronunciamento no dia 1º de junho, cobrou do MME uma explicação para um apagão elétrico de seis horas ocorrido no último dia 27 de maio, no município de Cruzeiro do Sul, no Acre, e providências para que o fato não se repita. Jorge Viana também manifestou a sua preocupação com a conservação da BR-364 em seu estado. O senador disse que começam a ser liberados recursos para a reconstrução de trechos da rodovia que estão muito danificados, mas salientou que, se ficar mais dois anos sem manutenção, a estrada fecha. “Trago aqui pelo menos um alento”, disse o senador, informando que o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), Valter Casimiro Silveira, comunicou que será feito um desembolso em torno de R$ 15 milhões por mês para a obra, que deve ter início no dia 9. O senador também criticou a possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a saída do país do acordo de Paris, em que tinha se comprometido a reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2025. Para Viana, se Trump tomar essa decisão será irresponsável e pode afetar outros países e ecossistemas. (Agência Senado – 01.06.2017)

8 AGU: Aneel é isenta de dívida trabalhista 

Em mais um processo na Justiça Trabalhista, a Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que a Aneel não pode ser responsabilizada pelo pagamento de diretos em atraso a funcionários terceirizados. A atuação ocorreu após entidade sindical ajuizar ação contra a empresa empregadora e a agência. A Justiça foi acionada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros Urbanos, Interestaduais, Especiais, Escolares, Turismo e de Transportes de Carga do Distrito Federal. A entidade representou no processo funcionários da empresa Utopia Consultoria e Assessoria Ltda., que prestava serviços à Aneel. O sindicato alegou haver a necessidade de se garantir pagamento da multa constante do artigo 477, parágrafo 8º da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), em razão de suposto pagamento em atraso das verbas rescisórias dos funcionários já demitidos. Pela inadimplência, requereu a condenação da empresa e da Aneel para acararem conjuntamente com o débito. Contudo, a Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região e a Procuradoria Federal junto à agência contestaram o pedido. Os procuradores federais afirmaram que, em momento algum o sindicato demonstra suposta falta de fiscalização por parte da Aneel das obrigações contratuais da empresa com os funcionários. Visto isso, não seria possível responsabilizar a administração pública. As procuradorias sustentaram, ainda, que a multa prevista na CLT decorre da falta de pagamento das verbas rescisórias no prazo legal, incumbência que compete exclusivamente ao empregador, neste caso, a empresa Utopia. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)


 

Empresas

1 Cemig: previsão é de corte de R$ 180 mi em custos com PDV

A Cemig quer gerar economia de R$ 180 milhões entre 2017 e 2018 através do programa de demissão voluntária iniciado em maio. A afirmação é da diretora de recursos humanos da estatal, Maura Gallupo, que participa do 22º encontro anual com mercado de capitais da Cemig, que reúne analistas, investidores e acionistas em Belo Horizonte. Segundo ela, o programa já conta com 750 adesões em cerca de um mês. Segundo a executiva, a estatal também realizará concursos externos para atrair novos funcionários, o que ajudará a reduzir a folha de pagamento. Além do custo em folha, a Cemig também trabalha para reduzir custos operacionais com automação e melhoria de processos, informa o diretor de distribuição, Luis Fernando Paroli. “No ano passado, vários fatores levaram a uma piora do mercado, aumento do desemprego e uma elevação na inadimplência”, disse ele, ressaltando que a situação foi controlada este ano. O diretor de gestão empresarial, José Lins, afirmou que a redução de 15% na frota de veículos da companhia, adotada no ano passado, permitiu uma economia de R$ 30 milhões por ano. Segundo Lins, a expectativa da empresa é vender cerca de R$ 60 milhões em imóveis. A estatal tem dívidas de R$ 4,7 milhões vencendo em 2017 e R$ 3,9 bilhões a vencer em 2018. No encontro, a direção da estatal mineira de energia elétrica deve apresentar suas prioridades e estratégias para os próximos anos. (Valor Econômico – 01.06.2017) 

 

2 Cemig: lista de 10 ativos no plano de venda, com valor total de R$ 6,56 bi

A Cemig lançou nesta quinta-feira um plano de desinvestimentos, no qual listou dez ativos colocados à venda, no qual apenas a Santo Antônio Energia tem proposta vinculante no momento, segundo comunicado da estatal. O valor patrimonial total dos ativos é de R$ 6,56 bi, dos quais R$ 5,3 bi equivalem a quatro empreendimentos: Taesa, Santo Antônio Energia, Gasmig e Norte Energia. A companhia destacou, porém, que os montantes não representam garantia ou expectativa do real valor de venda e que os valores patrimoniais se referem aos registrados na sua contabilidade, com exceção da Taesa, da Transmineira e da Light Energia. Segundo a Cemig, o programa de venda de ativos tem como objetivo restabelecer o equilíbrio financeiro da estatal elétrica mineira por meio da redução do endividamento líquido. A implantação do plano fará a alavancagem líquida retornar ao patamar de 2,5 vezes “em um horizonte mais próximo do que o previsto”, informou. De acordo com a companhia, os critérios levados em conta para a priorização de ativos foram os que apresentavam maior liquidez, os que não trazem retorno de curto prazo e ativos não estratégicos ou com participações pouco relevantes para a Cemig. Como os processos de venda dos ativos estão sujeitos a restrições legais, societárias e regulatórias, a companhia afirma que selecionou um portfólio que atenda a suas necessidades de desalavancagem, considerando uma expectativa de sucesso de, no mínimo, 50% até o primeiro semestre de 2018. “Esperamos monetizar de R$ 3 bi a R$ 3,5 bi até o primeiro semestre de 2018”, disse César Vaz, diretor de desenvolvimento de negócios da estatal. (Valor Econômico – 01.06.2017)

 

3 Cemig: acordo inicial com 2 investidores para leilão de 4 usinas é negociado

A Cemig negocia com dois investidores estrangeiros uma sociedade para disputar o leilão de quatro hidrelétricas que estão sob gestão da empresa e que a União pretende relicitar no fim do ano. Segundo o diretor financeiro da empresa, Adézio Lima, esses dois grupos investidores não são do setor de energia e manifestaram interesse em entrar nos leilões apenas em uma parceria com a Cemig. Ele não revelou os nomes ou as nacionalidades dos grupos. A disputa no leilão ainda é considerada pela estatal como plano C. A prioridade é fazer valer o que a companhia considera o direito contratual de obter uma renovação da concessão de três das quatro usinas em questão: Jaguara, Miranda e São Simão. Se confirmado que o caminho for disputar o leilão, a Cemig espera receber da União R$ 3,5 bi a título de indenizações por investimentos não amortizados que fez nas usinas. Não há, no entanto, definição por parte do governo sobre qual valor a empresa tem direito. A União já definiu que o bônus de outorga do leilão das usinas é de R$ 11,6 bi — montante que teria de ser pago por quem vencer a disputa. A jornalistas, Lima afirmou que a ideia é que a Cemig e um futuro sócio reúnam cerca de R$ 5 bi em recursos e busquem no mercado o restante. Ele disse que considera que não haverá outro grupo interessado no futuro leilão dos ativos. Isso porque a empresa disputa na Justiça o direito sobre as três usinas e, portanto, nenhum investidor estaria disposto a entrar num negócio desse porte envolvendo uma questão judicializada. (Valor Econômico – 01.06.2017) 

 

4 Cemig: companhia mantém ação na Justiça 

A Cemig vai continuar insistindo em manter as três usinas que afirma ter direito de prorrogar o contrato de concessão, as UHEs Jaguara, Miranda e São Simão, mesmo tendo perdido a liminar na Justiça e estas estarem em vias de serem leiloadas pelo governo federal. Esse é o plano A da companhia mineira, mas não descarta ainda participar do leilão que será realizado em parceria com um sócio. Contudo este é um plano colocado como C ou D pela administração da estatal. De acordo com a assessora jurídica da empresa, Beatriz Pierri, a empresa insiste na tese levantada logo quando foi editada a MP 579 sobre o direito à prorrogação da concessão desses contratos que datam de 1997. Além disso, a empresa utilizou do dispositivo implementado pela lei 13.360 que abriu a possibilidade de extensão da outorga com troca de controle de SPE até julho de 2018. Essa petição, comentou, ainda não foi analisada pelo governo federal. E ressaltou que a empresa deverá entrar na disputa mesmo com as ações ainda correndo em paralelo na Justiça. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

 

5 Cemig: concessionária ainda pretende participar de leilão de UHEs

A Cemig afirmou estar preparada para entrar no leilão [das usinas Jaguara, Miranda e São Simão] em consórcio mas deixando claro para o parceiro que as ações [sobre o direito de prorrogação da concessão das UHEs] continuam na Justiça e que a qualquer momento pode ser revertida a decisão. E ressaltou que a empresa deverá entrar na disputa mesmo com as ações ainda correndo em paralelo na Justiça. “Estamos trabalhando para viabilizar um meio de entrar nos leilões sem prejuízo das ações judiciais, ainda está em estudo e estamos fazendo as prospecções, há intenção de entrar nos leilões mas é nosso plano C ou D o A é assegurar o direito na Justiça”, comentou a assessora jurídica da empresa, Beatriz Pierri, em evento promovido pela empresa em Belo Horizonte. Segundo o diretor de desenvolvimento de negócios, Cesar Vaz, a companhia ainda poderia ter a aplicação do equity de sua participação no consórcio como o resultado da indenização a ser recebida pelas usinas no caso de uma eventual participação no certame e ainda com a hipótese de sair vencedora nessa disputa. A participação inicial nessa SPE é prevista em 49%, mas dependendo do valor a aportar, pode ficar em patamar menor para reduzir a necessidade inicial de investimentos e posteriormente aumentada. A estimativa da Cemig é de que a indenização possa ficar na casa de R$ 3 bilhões. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

 

6 Cemig: revisão do perfil da dívida

A Cemig pretende rever o perfil de sua dívida, que concentra mais de R$ 10 bilhões em vencimentos até 2019. O diretor financeiro da companhia, Adézio Lima, disse que a ideia é captar entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão com a emissão de eurobonds e utilizar os recursos para pagar parte dos compromissos em 2017, 2018 e 2019. Além disso, a Cemig quer negociar com os bancos com os quais tem débitos para obter três anos de carência e cinco anos de prazo para os pagamentos. Com isso, a empresa jogaria boa parte dos vencimentos para depois de 2020, com grande concentração das dívidas em 2024. (O Globo – 02.06.2017) 

 

7 Cemig: estatal projeta resultado operacional crescente até 2021

A Cemig apresentou em seu evento anual com investidores e analistas o guidance dos principais indicadores operacionais para o período 2017 a 2021 da holding da Cemig-GT e Cemig-D. A holding tem como perspectiva faixas de Ebitda crescentes no período que começam entre R$ 4 bi a R$ 4,5 bi em 2017 a algo entre R$ 5,2 bi e R$ 5,8 bi em 2021. Já a alavancagem projetada é de passar de 4,99x de 2016 para menos que 3,5 em 2017 até chegar a 2021 a menos que duas vezes essa relação. Para a distribuidora do grupo a projeção com a qual a estatal trabalha é de um crescimento do mercado na casa de 2,2% ao ano. No horizonte avaliado a maior projeção de expansão é de 2018 com uma elevação de 2,48% do mercado total. Os investimentos previstos para o período somam R$ 5,9 bi, sendo que para 2017 a previsão é de R$ 1,3 bi e os demais anos devem ficar na casa de R$ 1,1 bi. Em termos financeiros é esperado que a distribuidora apresente um resultado Ebitda na faixa de R$ 1,2 bi a R$ 1,4 bi esse ano e de R$ 1,4 a R$ 1,7 bi em 2018. A razão entre a divida líquida da concessionária está projetado para chegar a 2021 a um patamar abaixo de 3 vezes ante o índice de 12,7 de 2016 e a perspectiva de fica abaixo de 5 vezes esse ano. Já para a GT, as premissas tomam como base a manutenção do mercado livre existente a UHEs que estão em disputa pela empresa como cotas até o final deste ano, o não recebimento de indenização dessas usinas, bem como as 14 UHEs do lote D que foram arrematadas no leilão de relicitação em 2015 e sem a alienação de ativos. Os investimentos na Cemig-GT deverão ficar na casa de R$ 2 bi nesse período. O resultado Ebitda esperado para este ano é de R$ 1,9 a R$ 2,8 bi e em 2018 está na faixa de R$ 2 a R$ 2,3 bi. O endividamento está projetado para abaixo de 2 vezes essa relação. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

 

8 Engie Brasil: empresa projeta concluir venda de térmicas a carvão apenas em 2018

A Engie Brasil Energia não deverá concluir este ano a operação de venda dos seus ativos termelétricos movidos a carvão mineral. A empresa já enviou os memorandos de informação do negócio a potenciais compradores e aguarda para meados de julho o início do recebimento das primeiras propostas formais de investidores interessados na aquisição das três unidades do Complexo Jorge Lacerda e do projeto ainda em construção de Pampa Sul, previsto para entrar em operação a partir de janeiro de 2019. “São propostas não vinculantes e com base nelas vamos tomar a decisão se seguimos à diante com o processo (de venda). Acho bem ousado falar na conclusão de tudo isso para este ano ainda, mas eu não posso descartar nada, porque pode ser que o andamento das conversas acabe sendo mais rápido do que a gente pensa”, explica o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini. Segundo ele, pontos como a agilidade da geradora em definir quem são os players envolvidos nas tratativas de venda e o ritmo em responder às perguntas do data room são cruciais para fechar ou não a operação este ano. O executivo afirma que caso as propostas recebidas pelas usinas termelétricas não sejam consideradas interessantes pela Engie Brasil Energia, o funcionamento das três plantas do Complexo Jorge Lacerda deverá ser mantido até o final da vida útil das unidades, previsto em 2028 – quando termina o subsídio vinculado à Conta de Desenvolvimento Energético. Da mesma forma, a empresa considera concluir a construção da usina Pampa Sul e colocá-la em operação caso as negociações não avancem a um termo em uma primeira ocasião. “Podemos retomar o processo de venda num outro momento”, observa Sattamini. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

 

9 Engie Brasil: companhia mira em usinas da Cemig

O CEO da Engie, Eduardo Sattamini, afirma que não operar com fonte de energia de origem fóssil é, hoje e daqui para frente, uma questão estratégica para o grupo de matriz francesa, que definiu claramente em seus planos de negócio de médio e longo prazo a intenção de diminuir de maneira considerável seu nível de emissões de gases efeito estufa. Ele explica que, nesse sentido, a holding tem como objetivo fazer essa redução integral em um prazo estipulado até o final da próxima década. O Brasil segue a orientação por esse caminho, e a ideia é quanto antes sair, melhor, promovendo a substituição desses ativos por energia renovável. A avaliação é reforçada por Maurício Bähr, CEO da Engie Brasil – controladora da Engie Brasil Energia no país. Ele cita projetos de geração eólica e solar no pipeline brasileiro, bem como a transferência do controle da hidrelétrica de Jirau para a subsidiária, como exemplos dos negócios que hoje fazem parte do foco do grupo em termos de expansão dos seus investimentos. No caso da operação envolvendo a usina de 3.750 MW de capacidade, situada em Rondônia, Bähr revela que deram início ontem à discussão com o mercado, incluindo analistas financeiros e acionistas minoritários. O banco Itaú foi contratado para assessorar o negócio. O executivo reforça o interesse da Engie na entrada no segmento de transmissão, visando participação no leilão planejado para o segundo semestre deste ano. Além disso, outra possibilidade de investimentos é o leilão de concessão das quatro usinas hidrelétricas da Cemig que o governo federal promoverá em setembro. “Como os contratos de concessão das primeiras hidrelétricas adquiridas em 1998 vão vencer em 2028, a gente precisa criar longevidade para a empresa, substituindo-os por projetos cujas concessões irão vencer no mais longo prazo”, diz Bähr. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

 

10 Engie Brasil: sistema de armazenamento para usina de P&D

A Engie prepara uma expansão do projeto de pesquisa e desenvolvimento da usina Cidade Azul (3 MW), que integra geração eólica e solar: a companhia está trazendo dos EUA baterias para adicionar o armazenamento como fonte de energia para a planta. De acordo com gerente de Inovação e Novos Negócios da companhia, Carlos Gothe, o sistema terá capacidade de armazenar 4 MWh e incluí um tipo novo de bateria, de zinco-ar. O executivo comanda uma área relativamente nova na Engie Brasil, que tem uma previsão de investimentos de R$ 16 milhões para este ano. A maior parte dos recursos deve ser absorvida pelo projeto de armazenamento na usina Cidade Azul, localizada no município de Tubarão (SC). A intenção é desenvolver um software que otimize o despacho da usina, gerenciando as três tecnologias. “Não teremos um contrato de compra e venda de energia. Vamos liquidar no spot para não ter compromisso de geração e poder parar e entrar quando quisermos. Um contrato acabaria engessando”, comenta Gothe. Apesar disso, o executivo enxerga oportunidade de aproveitamento comercial da tecnologia. “No Brasil há uma série de comunidades isoladas, na região Norte, onde o abastecimento é feito com geração a diesel. Uma planta dessas (solar, eólica e armazenamento) é candidata ideal para atender essas localidades”, aponta. (Brasil Energia – 01.06.2017) 

 

11 Engie Brasil: Innovation Day

Nesta quinta-feira, a Engie Brasil promoveu evento sobre inovação no Rio de Janerio (RJ) e concedeu prêmio para a SmartGreen, que oferece produtos e sistemas integrados de gestão, bem como equipamentos e soluções, para o mercado de Cidades Inteligentes, Internet das Coisas (IoT), automação de iluminação pública, sistemas de medição de consumo de energia e água. O SmartGreen usa rede "Mesh", "softwares" embarcados, sistemas de comunicação sem fio, sistemas de gestão de informações por meio da web e outros aplicativos móveis. A empresa já atua no mercado de distribuição e inclusive forneceu equipamento para projeto de automação e digitalização da EDP. Agora, a companhia participará em Paris da etapa global da competição promovida pela Engie para reconhecer empresas inovadoras. (Brasil Energia – 01.06.2017)

 

12 Engie Brasil: de olho na compra de empresa de eficiência energética

O CEO da companhia, Maurício Bärh, fala sobre o interesse da Engie Brasil em participar de novos leilões de geração e transmissão. A companhia está olhando a aquisição de uma empresa de serviços na área de eficiência energética. No ano passado, a companhia entrou no mercado de geração solar distribuída com a compra de 50% do grupo Araxás, que virou a Engie Solar. Os negócios fazem parte de uma virada na estratégia da empresa de origem francesa, que no ano passado abandonou o antigo nome GDF Suez e unificou a marca. “Queremos continuar a operar no país a longo prazo, não só como gerador centralizado, mas também participando da transição energética, indo para geração descentralizada, eficiência energética, iluminação pública. Queremos participar da digitalização, da inteligência de redes, a melhoria da vida nas cidades. Deixamos de ser simplesmente uma empresa de geração de grandes usinas, para ser uma empresa mais permeável”, comenta Bähr. (Brasil Energia – 01.06.2017) 

 

13 GE: diversifica áreas de atuação do Centro de Pesquisa do Rio

O Centro de Pesquisas Global da GE, no Rio passa por uma fase de transformação. Instalado em prédio moderno na Ilha do Fundão, zona norte da cidade, o centro nasceu com o intuito de concentrar seus projetos na área de óleo e gás. As dificuldades da indústria de petróleo, inclusive no Brasil, levaram a uma mudança na estratégia do centro, que até 2020 terá recebido investimentos de mais de R$ 1 bi. Hoje o centro aposta na diversificação de atividades de acordo com a demanda da GE e do mercado e quer focar mais em pesquisa aplicada, de curto prazo, do que em projetos de longa maturação, de 10 a 15 anos, que, embora em menor escala, também serão mantidos. A decisão do centro de priorizar a pesquisa aplicada se insere em uma estratégia da GE de usar os investimentos em P&D para alavancar os negócios do grupo e de seus clientes não só no Brasil, mas também na América Latina, disse Rafael Aymone, líder do Centro de Pesquisas Global da GE no Rio. "Nos primeiros anos foi importante para o centro se firmar no Brasil, mas está no nosso plano agora entender quais são as demandas da América Latina", disse Aymone, um engenheiro mecânico formado pela UFRJ que tem carreira na GE, e assumiu em janeiro a chefia do centro de pesquisas do grupo americano no país. (Valor Econômico – 02.06.2017) 

 

14 Enel Brasil: reorganização na gestão de distribuidoras

A Enel Brasil informou que reorganizou a gestão das três distribuidoras do grupo, Celg Distribuição, Enel Distribuição Rio e Enel Distribuição Ceará. Cada unidade terá um presidente integralmente dedicado às suas atividades em cada estado. A mudança é fruto de um processo de avaliação de otimização da área de Infraestrutura e Redes da Enel no país, como aponta Carlo Zorzoli, presidente da Enel no país. “A mudança na gestão das distribuidoras se deve as peculiaridades e ao momento de cada empresa. Precisamos focar no processo de integração da Celg, na eficiência operacional e na contínua melhoria de qualidade no Rio, além da introdução de novas tecnologias e conexão de novos clientes no Ceará. A companhia selecionou os executivos mais experientes para cada posição”. Com a recente aquisição da Celg, a Enel passou a contar com cerca de 10 milhões de clientes no Brasil, tornando-se o terceiro maior grupo em número de consumidores no setor elétrico nacional. A presidência da Celg Distribuição passou a ser ocupada pelo então responsável de Infraestrutura e Redes do grupo no país, Abel Rochinha. A Enel Distribuição Rio passa a ter como presidente o engenheiro Ramón Castañeda, que já integrava a Enel no Brasil. Na Enel Distribuição Ceará, a presidência será ocupada pelo engenheiro Roberto Zanchi, profissional que também já atuava nas operações do grupo no país. Enquanto são regularizados todos os trâmites necessários para a eleição e posse de Roberto Zanchi no cargo de presidente da Enel Distribuição Ceará, Abel acumulará as duas funções. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

 

15 Bragantina: projetos são enquadrados pelo MME como prioritários

Onze projetos de distribuição de energia elétrica de titularidade da Empresa Elétrica Bragantina foram enquadradas como projetos prioritários pelo Ministério de Minas e Energia. Com a aprovação, será possível a emissão de debêntures de infraestrutura. Os empreendimentos se localizam nos estados de São Paulo e Minas Gerais e o começo das operações está previsto para acontecer ao longo de 2017. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

 

16 Aneel eleva indenização à elétrica Cteep

A Aneel decidiu rever os cálculos de uma indenização devida pela União à transmissora de energia elétrica Cteep, elevando o valor a 4,09 bilhões de reais, ante 3,89 bilhões de reais anteriormente. A decisão, que consta de despacho no DOU do dia 02 de junho, foi tomada após recurso da Cteep, embora não tenha atendido integralmente o pleito da empresa, que havia pedido 5,14 bilhões de reais. O valor é referente a investimentos feitos pela elétrica e que ainda não estavam totalmente amortizados quando a empresa aceitou uma renovação antecipada de parte de seus contratos de concessão, em 2013. A Reuters publicou em 10 de fevereiro que a área técnica da Aneel havia sugerido elevar o valor da indenização devida à Cteep, após uma detalhada análise de informações enviadas pela companhia. (Reuters – 02.06.2017) 

 

 

Leilões

1 Lote L do leilão 05/2015 é enquadrado ao Reidi

O MME autorizou no dia 1º de junho, o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura do Lote L do Leilão nº 05/2015-ANEEL, composto por linhas transmissão de energia elétrica que perpassam os municípios goianos de Firminópolis, Nazário, Palmeiras de Goiás, Santa Bárbara de Goiás, Trindade e Turvânia. A implantação tem período de execução de 7 de abril de 2016 a 4 de março de 2019 e vai demandar investimentos de R$ 45,1 milhões sem a incidência de impostos. (Agência CanalEnergia – 02.06.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Segundo os dados do ONS referentes ao dis 31/05, os reservatórios do Sul do país apresentaram elevação de 3,7%. Os reservatórios se apresentam com 71,7% da capacidade. A energia armazenada é de 14.409 MWmês e a ENA é de 59.850 MWm, que equivale a 120% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 96,92%. No Norte houve aumento nos níveis de 0,2% que deixou os reservatórios com 65,8% da capacidade. A energia armazenada é de 9.890 MWmês e ENA é de 4.925 MWm, que corresponde a 43% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 99,38% de capacidade. No Nordeste não houve mudanças e os reservatórios operam com volume de 19,8%. A energia armazenada da região é de 10.239 MWmês e a ENA é de 1.503 MWm, que equivale a 21% da MLT. A usina de Sobradinho está com 13,18% da capacidade. Por fim, na região Sudeste/Centro-Oeste também não houve alterações e os níveis estão com 43,3%. A energia armazenada é de 88.112 MWmês e a ENA é de 38.744 MWm, que é o mesmo que 92% da MLT. Furnas registra volume de 41,46%. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

2 Aneel autoriza republicação do PLD em maio

A Aneel publicou na edição desta quinta-feira, 1º de junho, autorização para a CCEE republicar o PLD referente à 2ª, 3ª e 4ª semana operativa do mês de maio de 2017. Só não foram alterados os valores de PLD para o Norte da segunda e terceira semanas. Os valores para a semana de 6 de maio a 12 de maio nos submercados SE/CO, Sul e Nordeste: de R$ 468,39/MWh (pesada e média) e R$ 440,11/MWh (leve) para R$ 474,08/MWh (pesada e média) e R$ 445,46/MWh (leve); na semana de 13 de maio a 19 de maio os submercados SE/CO Oeste, Sul e Nordeste: de R$ 480,67/MWh (pesada e média) e R$ 451,60/MWh (leve) para R$ 488,22/MWh (pesada e média) e R$ 458,70/MWh (leve); na semana de 20 de maio a 26 de maio os submercados SE/CO, Sul e Nordeste: de R$ 478,11/MWh (pesada e média) e R$ 458,98/MWh (leve) para R$ 486,24/MWh (pesada e média) e R$ 463,56/MWh (leve). No submercado Norte: de R$ 478,11/MWh (pesada e média) e R$ 458,98/MWh (leve) para R$ 484,28/MWh (pesada) R$ 482,87/MWh (média) e R$ 463,56/MWh (leve). (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

3 Todas as regiões do país assinalaram retração na demanda de eletricidade em abril

O consumo de energia elétrica na rede totalizou 39.167 GWh em abril, retração de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2016. Os dados constam da publicação Resenha Mensal da EPE. Todas as regiões do país assinalaram retração na demanda de eletricidade em abril, sendo os maiores recuos observados no Sudeste com queda de 3,4%, Nordeste ficou 1,5% negativo e Centro-Oeste em 3,1%. Enquanto o mercado cativo das distribuidoras apresentou redução de 10,2% em abril e de 4,8% em 12 meses, o consumo livre aumentou 21,8% no mês e 15,6% em 12 meses. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

4 Setor industrial teve crescimento de 0,7% no consumo de energia em abril

Separados por classe de consumo, no mês de abril, a industrial apresentou crescimento de 0,7%, a residencial recuou 4,9%, comercial recuou pouco menos com 4,7% e as outras categorias apresentaram retração de 1%. Já no acumulado de 2017 esses sinais mudam com queda apenas no segmento comercial com 0,9%, residencial apresentou alta de 1,1%, industrial de 1,4% e a categorial outros aumentou o consumo em 1,5%. Os dados de consumo industrial, o maior em termos de consumo no país, são mais positivos esse ano em comparação a 2016 em decorrência de existir 2 dias úteis a menos do que em 2016 e a greve geral convocada para o dia 28 daquele mês. Apesar do avanço, a EPE aponta que os dados de consumo industrial ainda estão bem abaixo do maior patamar de consumo, reportados em 2013. Entre os dados que confirmam que a demanda ainda está enfraquecida estão o índice de uso da capacidade instalada e a demanda por crédito. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

5 Segmento residencial teve queda de 4,9% no consumo de energia

Já o segmento residencial apresentou a primeira queda no ano com 4,9% menos consumo. Segundo a EPE, os fatores mais importantes que contribuíram para o resultado foram as temperaturas mais baixas e ciclo menor de faturamento de 2017, além disso, diferentemente do que se observou em 2016, o efeito do feriado de Páscoa, ocorrido entre os dias de 14 e 16 de abril, pode não ter sido integralmente captado no resultado do mês naquelas unidades cuja leitura do consumo foi realizada nos primeiros dias de abril. E ainda, “é importante salientar a base elevada de comparação, pois, em abril de 2016, devido principalmente a temperaturas elevadas, o consumo teve crescimento de 8,4%, a maior taxa verificada no ano e a segunda no histórico para o mês de abril”. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

6 Queda no consumo de energia no setor comercial

A queda no consumo comercial de 0,9%, segundo estudo da EPE, e é atrelado às baixas temperaturas verificadas esse ano e menor número de dias úteis. Já na série sazonal ajustada conforme o número de dias faturados a variação situou-se por volta de 3% negativos. E ainda tem o efeito da situação econômica do país que também contribuiu para o resultado. Em relação ao número de unidades consumidoras de energia elétrica no País, o avanço foi de 2,0% em abril em relação ao mesmo mês de 2016. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 


Meio Ambiente

1 Amapá: Ribeirinhos protocolam o pedido de suspensão de hidrelétrica em Porto Grande, no AP

Representantes de comunidades ribeirinhas da cidade de Porto Grande, a 102 quilômetros de Macapá, protocolaram nesta quinta-feira (1º) no MPF, na capital, um documento pedindo a suspensão do funcionamento da hidrelétrica Cachoeira Caldeirão por não cumprir, segundo eles, com o projeto básico ambiental que deveria levar benefícios da comunidade. Os moradores apontam que desde que a hidrelétrica passou a funcionar no Rio Araguari, diversos impactos ambientais ocorreram e isso causou prejuízos econômicos para a comunidade, a partir da liberação da água represada na barragem. Os problemas foram informados em maio para a Rede Amazônica no Amapá, que foi até o local. O representante do Movimento dos Atingidos por Barragem do Amapá, Moroni Pascali, informou que famílias que perderam plantações, animais, móveis e tiveram a estrutura das casas comprometidas pela água. “Pedimos que os órgãos de fiscalização tomem providências, pois a empresa responsável pela hidrelétrica informou que um estudo de impacto foi feito na região, mas estamos suspeitando que isso não foi feito de forma correta. E essa possível falha formou um lago artificial que está prejudicando mais de 80 famílias”, ressaltou Pascali. A hidrelétrica informou que está avaliando a situação e vai se pronunciar sobre o assunto na sexta-feira (2). (G1 – 01.06.2017) 

 

Energias Renováveis

1 CPFL Energia: instalação de placas solares em Campinas é finalizada

A CPFL Energia concluiu a instalação de placas solares em 231 residências e comércios no bairro de Barão Geraldo, em Campinas (SP), finalizando a segunda etapa do projeto de P&D Telhados Solares. Com isso, o grupo deu início à fase dos estudos técnicos da iniciativa, que tem por objetivo avaliar o impacto da microgeração na qualidade do serviço das distribuidoras e preparar a companhia para a expansão da GD solar no Brasil. Com o aporte de R$ 14,8 mi e com previsão de conclusão para março de 2018, a iniciativa possibilitará que a companhia monitore indicadores importantes para a qualidade do fornecimento de energia, como tensão, corrente e potência. Também possibilita que o Grupo tenha mais informações sobre a produtividade das placas solares e o nível de eficiência dos diversos tipos de inversores vendidos no mercado — esse equipamento, além de efetuar a conexão com a rede elétrica, tem como finalidade atuar como um sistema de proteção às placas solares e ao próprio sistema elétrico. Para a execução do projeto, a Diretoria de Estratégia e Inovação da CPFL Energia selecionou um trecho da rede em Barão Geraldo, que atende a aproximadamente 5 mil clientes. Por conta das suas características técnicas, a região foi considerada ideal para a realização dos testes de inserção de um número expressivo de usinas de geração distribuída na rede. As placas solares terão capacidade instalada total de 850 kWp, volume suficiente para gerar 20% do consumo de energia dos 5 mil consumidores ligados no ramal. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017) 

2 Eólica Delta 3 VII: liberada para operação em teste

A EOL Delta 3 VII recebeu autorização para operação em teste das unidades UG1 a UG6 de 2,3 MW cada, totalizando 13,8 MW de capacidade instalada, a partir de 1º de junho, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta quinta-feira, 1º. A usina fica localizada no município de Paulino Neves, Estado do Maranhão. (Agência CanalEnergia – 01.06.2017)

3 Hospital das Clínicas: sistema de cogeração renovável será implantado

O Hospital das Clínicas de São Paulo assinou nesta quinta-feira (1/6) documento de entendimentos com a AES Eletropaulo, a AES Tietê, a Comgás e a Ecogen para realizar um estudo de viabilidade de um projeto de eficiência energética que contempla cogeração a gás natural, de energia fotovoltaica, e ações de eficiência energética. As ações envolvem a troca do sistema de iluminação e a modernização da infraestrutura de ar condicionado. A intenção, segundo o governo do estado, é atender o Hospital da Clínicas e os institutos localizados no complexo. Com a instalação do sistema de cogeração, previsto para 2018, a estimativa é que o complexo reduza em 10% o consumo atual de energia, o que corresponde a uma economia anual de mais de R$ 1 mi. O investimento previsto de R$ 38 mi será realizado pelas empresas privadas. Além do Hospital das Clínicas, deverão ser beneficiados outros Institutos com o da Criança, do Coração e do Câncer, por exemplo. Segundo levantamento realizado pela Secretaria de Energia e Mineração, o Complexo das Clínicas deverá contar com três unidades de cogeração, com um total de 5 MW de potência, além de gerar a energia elétrica necessária para abastecer uma região que atende diariamente cerca de 42 mil pessoas. A cogeração produzirá toda a água gelada do complexo, usada principalmente no resfriamento do ar condicionado. O sistema contará também com placas solares fotovoltaicas espalhadas pelos telhados dos prédios, que deverão gerar mais de 600 MWh/ano de energia limpa e renovável. Na parte interna do Complexo, está prevista a troca de mais de quatro mil lâmpadas por LED, que serão instaladas na mesma luminária existente, o que representa uma economia de mais de 600 MWh/ano. (Brasil Energia – 01.06.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 Eletrobrás pede “ajuda” da ANP para assegurar fornecimento de gás natural à térmica Mauá 3

A Eletrobras quer uma mediação da ANP para garantir junto à Petrobras um suprimento de gás que viabilize a operação comercial da termelétrica Mauá 3, em Manaus, que iniciou geração em fase de testes nesta quinta-feira. A unidade da Eletrobras no Amazonas, responsável pela usina, não conseguiu até o momento assegurar disponibilidade de gás devido a dívidas bilionárias do grupo estatal junto à Petrobras. O combustível para os testes da térmica só foi assegurado após a companhia obter uma liminar que obriga a Petrobras a fornecer o insumo. Segundo a autarquia, a Eletrobras solicitou "intervenção da agência para viabilizar o fornecimento de gás natural para a UTE Mauá 3 pela Petrobras." Orçada em 1,7 bilhão de reais, a termelétrica Mauá 3 é importante para substituir a geração de usinas mais caras e poluentes da região, como térmicas a óleo e diesel. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse na quarta-feira que uma solução para as dívidas da Eletrobras com a petroleira é "fundamental". Ele afirmou ainda que esse é um problema que "compete ao governo resolver". A Petrobras registrou em seu balanço do primeiro trimestre um total de 9,8 bilhões de reais em contas a receber junto a empresas do Grupo Eletrobras, dos quais 8,2 bilhões referentes à Eletrobras Amazonas. Procurada, a Eletrobras Amazonas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Petrobras também não comentou de imediato. (Reuters – 01.06.2017)

 

2 Produção de petróleo e de gás natural no Brasil crescem em abril

A produção de petróleo no Brasil atingiu em abril 2,5 milhões de barris por dia, o que significa um crescimento de 10,9% em relação a abril de 2016. Em relação a março deste ano, houve recuo de 0,4%. Os dados foram divulgados pela ANP. A agência anunciou, também, a produção de gás natural, que atingiu em abril 103 milhões de m³/d, resultado 7,1% superior ao do mesmo mês de 2016 e 1,2% superior ao de março deste ano. Assim, a produção total de petróleo e gás natural nos campos do país foi de 3,184 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural) por dia. Já a produção de petróleo e gás natural dos campos do pré-sal caiu 0,2%, na comparação com março, Embora já responda atualmente por 47,5% da produção nacional total de petróleo equivalente. Segundo a ANP, foram produzidos em abril na região do pré-sal 1,496 milhão de barris de óleo equivalente por dia. Oriunda de 75 poços, a produção de petróleo foi de aproximadamente 1,207 milhão de barris de petróleo por dia e 45,9 milhões de m³/d de gás natural. Os dados da ANP indicam, ainda, que o país já aproveita 96,5% do gás natural produzido no país. A queima do produto atingiu 3,5 milhões de m³/d, um aumento de 2,5% se comparada a março, em contrapartida, uma queda de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2016. (Agência Brasil – 01.06.2017) 

 

3 ANP: Campo de Lula ainda é maior produtor de petróleo e gás

Segundo dados da ANP, o campo de Lula, na Bacia de Santos, continua como o maior produtor de petróleo e gás natural com uma extração de, em média, 651,7 mil barris diários de petróleo e de 27,6 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Os dados indicam, ainda, que os campos marítimos produziram 95% do total do petróleo e 83% do de gás natural. A produção ocorreu em 8.339 poços, sendo 746 marítimos e 7.593 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,5% do petróleo e gás natural. Já a plataforma de maior aproveitamento foi a FPSO Cidade de Itaguaí, no Campo de Lula, que, através de seis poços a ela interligados, extraiu 192,2 mil barris de óleo equivalente. (Agência Brasil – 01.06.2017) 

 

4 ANP quer que o governo estimule o uso de biometano

A ANP irá propor ao Ministério das Cidades a ampliação da discussão sobre o aproveitamento do biometano proveniente de aterros sanitários e de estações de tratamento de esgoto. “A ideia é construir uma agenda para um programa de governo específico, que possa estimular o desenvolvimento desse tipo de atividade”, disse o diretor da agência, Aurélio Amaral. Nesta quinta-feira, a agência realizou a audiência pública sobre a resolução que estabelece as regras de controle da qualidade e especificação deste tipo de biometano, proveniente de resíduos urbanos para uso veicular e em instalações residenciais e comerciais. Durante a audiência, Amaral destacou que, além de desenvolver uma nova atividade econômica e introduzir novos agentes ao mercado, a resolução será um marco importante do ponto de vista ambiental. O estudo do tema na ANP, para construção da minuta de resolução, levou em conta a análise de riscos, principalmente em relação à saúde humana e o meio ambiente. A nova resolução irá ao encontro do RenovaBio, programa que possui entre seus eixos expandir a produção e o consumo de biocombustíveis. Ao longo da consulta pública, que ficou disponível por 30 dias, entre 10/4 e 9/5, foram recebidas 63 sugestões de dez instituições e pessoas físicas. Essas contribuições, junto com os comentários realizados na audiência, serão analisadas pela área técnica da ANP e, em seguida, a minuta passará pela Procuradoria Geral da ANP e pela diretoria colegiada antes da publicação da resolução. (Brasil Energia – 01.06.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 IBGE: Apesar de crescer, economia ainda está no mesmo nível de 2010

Apesar do aumento de 1% no PIB do primeiro trimestre de 2017, ante os três meses anteriores, a economia brasileira continua em patamar semelhante ao observado no ano de 2010. A informação é da coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. A expansão apurada entre janeiro e março foi a primeira após oito recuos consecutivos. Nos outros confrontos, contudo, os resultados são negativos. Foi o caso do recuo de 0,4% ante o mesmo período do ano passado e da queda de 2,3% em 12 meses. “Podemos ver que, desde o terceiro trimestre de 2016, as taxas do PIB estão menos negativas”, observou ela, notando que os recuos na atividade mostravam quedas mais intensas no início do ano passado. “Mas ainda assim são taxas negativas”, disse. Ela observou, ainda, que o aumento de 1% após oito taxas negativas consecutivas se dá em cima de uma base muito deprimida, de comparação baixa. “Com o aumento, a economia está no mesmo patamar do final de 2010. Antes estávamos em patamar mais para o início de 2010, mas ainda assim não conseguimos sair do nível de 2010”, afirmou. (Valor Econômico – 01.06.2017)



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