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Notícias Agosto
01/08/2017

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL apresenta dois artigos no Citenel

O GESEL apresentará dois artigos no Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (Citenel) que acontece de 2 a 4 de agosto de 2017, no Centro de Convenção de João Pessoa/Paraíba. Um dos trabalhos é intitulado “Análise de Sustentabilidade Econômica e Financeira das Distribuidoras de Energia Elétrica no Brasil no período de 2009-2015”, escrito no âmbito do projeto de P&D “Índice de Sustentabilidade Econômico-Financeira das Distribuidoras de Energia Elétrica”, desenvolvido pelo GESEL com o apoio do Grupo CPFL Energia e realizado no âmbito do Programa de P&D da Aneel. O outro artigo é “Proposição e Avaliação de Políticas públicas para Redes Inteligentes no Brasil”, feito no âmbito do projeto de P&D “Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”, que é vinculado ao Programa de P&D da Aneel e executado pelo Grupo em parceria com a Energisa. (GESEL-IE-UFRJ – 01.08.2017) 

2 EPE quer se tornar autarquia do governo, mas independente do MME

A EPE quer se tornar uma autarquia do governo, mas independente do MME. Em sucinta contribuição à Consulta Pública 33 do ministério, sobre o novo marco legal do setor elétrico, a EPE defende que atualmente, por estar subordinada à orientações da pasta, é uma empresa de governo, mas não necessariamente de Estado. “Uma mudança importante para garantir a visão de Estado no longo prazo e, consequentemente, a sustentabilidade da visão do setor energético (tanto em termos de confiabilidade da oferta quanto de cumprimento de metas ambientais), seria a alteração do “status” da EPE para uma autarquia, que poderia produzir estudos independentes de eventuais mudanças de governo”, diz o documento. O ministério começa agora a divulgar as primeiras contribuições à consulta, que já está aberta desde o último dia 5/7. A pasta publicou na edição desta segunda-feira (31/7) do DOU a prorrogação de 12 dias no prazo para envio de sugestões dos agentes, que agora vai até 17/8. (Brasil Energia – 31.07.2017) 

3 Descotização é bem-vinda para UHEs, avalia consultor

A descotização da energia de hidrelétricas antigas prevista no novo marco legal do setor elétrico, atualmente sob consulta pública, é bem-vinda, segundo Silvio Areco, consultor da Andrade & Canellas. Isto porque as operadoras destas usinas atualmente precisam enfrentar custos crescentes e também a realidade de, mais cedo ou mais tarde, ter que investir em retrofit e automação para que se tornem mais eficientes, sob o risco de levar ônus ao sistema. Para o consultor, a falta de reconhecimento destes custos levaria a uma inversão dos objetivos originais da MP 579, que considerou apenas a amortização das usinas, quando criou o atual sistema de cotas, hoje reservado ao abastecimento exclusivo dos consumidores cativos. Além de pagar um valor baixo aos geradores, o sistema de cotas oferece um risco às distribuidoras, avalia a diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini. As mudanças propostas pelo ministério, segundo ela, serão favoráveis para o segmento da geração, principalmente se vingar a adoção da tarifa horária. Dessa forma, diz Thais, os empreendimentos que puderem ter um desempenho melhor em determinados momentos do dia poderão suprir picos de demanda, sendo assim melhor remunerados por esse diferencial de qualidade operacional. “Vai ser interessante também para solar e eólica que funcionam de dia, ou seja, nos períodos de maior consumo”, indica. (Brasil Energia – 31.07.2017) 

4 Câmara: Aprovada proposta que incentiva pesquisa sobre veículos elétricos e a gás 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta que permite às empresas deduzir do imposto de renda 150% do valor investido em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de veículos híbridos movidos a gás e energia elétrica. O incentivo valerá para empresas tributadas pelo lucro real até 2020, e a dedução deverá observar o limite de 60% do total das despesas dedutíveis e não poderá exceder a 4% do imposto de renda devido. O reconhecimento do incentivo fiscal dependerá de prévia habilitação de projeto junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e do atendimento das condições fixadas pela Receita Federal. O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), apresentado ao Projeto de Lei 4763/16, do deputado Aureo (SD-RJ). Para o relator, “merecem estímulos específicos os veículos híbridos que usem gás natural em concomitância com energia elétrica”. Segundo ele, “a inovação tecnológica associada à utilização dessas fontes energéticas é importante para o desenvolvimento do setor automotivo nacional”. Ainda segundo o substitutivo, a produção de veículos híbridos movidos a gás natural em concomitância com energia elétrica ficará isenta ainda das alíquotas relativas aos PIS/Pasep e Cofins. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 31.07.2017) 

5 Analista aconselha consumidor a analisar perfil antes de optar por tarifa branca de energia

A partir de 1º de janeiro de 2018, os consumidores poderão solicitar a adesão à tarifa branca de energia elétrica, que é a adoção de preço diferente de acordo com o horário de consumo. Com a tarifa branca, a energia consumida fora do horário de pico será mais barata, segundo a Aneel. Entretanto, é importante que cada consumidor conheça o seu perfil de consumo na hora de optar entre a tarifa branca e a convencional. O analista de mercado da Proteste, Rafael Bomfim, alerta que a tarifa branca pode ser muito boa ou muito ruim, dependendo do perfil de consumo. Para ele, quem optar por essa tarifa tem que ser capaz de aproveitar os horários fora de ponta. "Conheça bastante as regras e verifique a possibilidade de se adaptar aos melhores horários da tarifa", disse. "Se é um consumidor que tem a rotina rígida, não é aconselhável". "Nós alertamos para o consumidor não migrar por impulso para a tarifa branca, para não ter surpresa ruim na conta", disse Bomfim, explicando que será possível retornar para a cobrança convencional, caso o consumidor não se adapte. (Agência Brasil – 31.07.2017) 

6 Tarifa branca pode adiar investimentos, avalia consultor

O consultor de energia do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Clauber Leite, explica que o sistema de energia é projetado para atender à máxima demanda, mas que, na maior parte do dia, fica ocioso. “A tarifa branca é uma política adequada, ela é boa porque acaba barateando e dando mais eficiência ao sistema como um todo”, disse. Para Leite, em longo prazo, a medida pode ajudar a adiar os investimentos. “Anualmente, o número de consumidores cresce. Então, para atender à demanda está sendo prevista uma carga máxima do sistema. Se consegue deslocar esse pico, o investimento pode ser postergado e isso pode gerar benefícios na tarifa”, explicou. (Agência Brasil – 31.07.2017) 

7 Thymos Energia prevê que descontratação pode chegar a 2,2 GW

O governo deve descontratar 2,2 GW de capacidade no mecanismo de descontratação de energia, marcado para o dia 28/8, segundo estimativa da Thymos Energia, o equivalente a 700 MW médios, considerando a demanda que será definida pela EPE e não necessariamente o interesse das empresas em participar da concorrência. A oferta para o leilão pode chegar a 4.518 MW de capacidade, ou 1.600 MW médios, de acordo com lista de projetos elegíveis a participação no leilão, divulgada na semana passada pela Aneel. Com essa demanda estimada para o leilão, a Thymos espera que o governo arrecade entre R$ 150 milhões e R$ 400 milhões com bônus pagos pelos empreendedores para cancelar os projetos e suas obrigações contratuais. Para a diretora-executiva da Thymos, Thais Prandini, o processo pode até mesmo facilitar o desenvolvimento de novos projetos. “Dependendo do tamanho da multa cobrada pelo governo nesse leilão, é possível que consigamos trocar projetos de papel por projetos reais”, destaca ela, em comunicado. Os empreendedores que conseguirem negociar a devolução e cancelamento dos projetos ficarão impedidos de participar dos dois próximos leilões de reserva, mas não há restrição prevista para concorrer em leilões de energia nova, com contratos com as distribuidoras. (Brasil Energia – 31.07.2017)

8 Ações do Procel em 2016 proporcionaram economia de mais de 15 bilhões de kWh 

As ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) proporcionaram economia de 15,1 bilhões de kWh em 2016, o que equivale a 3,3% do consumo total de eletricidade do Brasil no período, segundo relatório divulgado pela Eletrobras na semana passada. Essa economia evitou a emissão de 1,238 milhão de toneladas de CO2 equivalentes, o que correspondente à quantidade liberada por 425 mil veículos durante um ano. As ações também contribuíram para redução de demanda de ponta de 8,4 milhões de kW. A energia elétrica economizada no ano passado com as ações do Procel equivale a produção anual de uma hidrelétrica de 3.634 MW de capacidade instalada, potência semelhante a da usina de Jirau (RO-3.750 MW). A usina equivalente foi obtida a partir da energia economizada, considerando um fator de capacidade médio típico de 56% para hidrelétricas e incluindo 15% de perdas médias na transmissão e na distribuição. O custo anual evitado, por conta dos resultados energéticos proporcionados pelas ações do Procel no ano, foi estimado em R$ 2,92 bilhões, considerando como base para o cálculo o Custo Marginal de Expansão de R$ 193/MWh, fixado pela EPE. Por sua vez, os recursos financeiros aplicados no programa em 2016 totalizaram R$ 14,9 milhões, contra R$ 18,1 milhões em 2015, uma redução de 17,68%. Contudo, a economia de energia em 2016 foi 29,74% superior ao resultado do ano anterior. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017)


9 Procel: aplicação de R$ 107 mi no programa em 2017

Após a publicação da lei 13.280/2016, o Procel passou a contar com uma fonte de financiamento: uma parcela dos recursos arrecadados pela Aneel com os programas de P&D das distribuidoras será destinada ao programa. Com isso, está previsto a aplicação de R$ 107 milhões em 2017 em ações para os segmentos educacional, industrial, de edificações e de iluminação pública, na gestão energética municipal e no saneamento ambiental, além de prever a realização de ações de marketing, divulgação de informações, desenvolvimento do Selo Procel de Economia de Energia e ações de caráter estruturante. “O ano de 2016 representa um marco histórico para o programa, com a publicação da Lei nº 13.280/2016, por meio da qual uma parcela significativa de recursos foi destinada ao Procel. Esses recursos permitem que seja implementada uma gama de projetos de eficiência energética, alavancando este mercado, e ao mesmo tempo promovem a política de baixo carbono”, escreveu a Eletrobras. A lei prevê a criação do Plano de Aplicação de Recursos (PAR). Esse plano é sempre elaborado e aprovado, após processo de consulta pública, por representantes do governo e agentes do setor energético nacional, o que dá transparência e credibilidade aos investimentos que serão realizados. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

10 Aneel autoriza EOL Delta 3 IV para operação comercial 

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou a usina eólica Delta 3 IV para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG3, totalizando 6,9 MW de capacidade instalada, a partir de 29 de julho de 2017, segundo despacho publicado pela Aneel na última segunda-feira, 31. A usina fica no município de Barreirinhas (MA). A Aneel também autorizou para regime de testes a eólica Ventos de Santo Estevão IV, com as unidades geradoras UG1 a UG3, totalizando 6,9 MW de capacidade. A usina está localizada no município de Araripina (PE). (Agência CanalEnergia – 01.08.2017)

 

Empresas

1 Aneel aprova incorporação da Elektro pela Neoenergia

A diretoria colegiada da Aneel aprovou nesta segunda-feira a incorporação da Elektro pela Neoenergia, que passará a ter como acionista majoritário o grupo espanhol Iberdrola, uma operação anunciada pelas duas elétricas no início de junho. A transação foi aprovada por unanimidade entre os diretores da agência, que estabeleceram prazo de 120 dias para a implementação efetiva da incorporação. A área técnica do órgão regulador já havia dado aval ao negócio entre as empresas, que aguardava apenas deliberação pela diretoria colegiada. Em meados de julho, foi informado que a Neoenergia, que será a maior companhia elétrica integrada do Brasil após a incorporação da Elektro, está trabalhando em uma dupla oferta pública inicial de ações em São Paulo e Nova York, que poderá atribuir valor de pelo menos 35 bilhões de reais à empresa, segundo fontes com conhecimento direto do assunto. (Reuters – 31.07.2017) 

 

2 Abengoa: TPG oferece R$ 1,8 bi por ativos

A espanhola Abengoa, que está em recuperação judicial no Brasil desde janeiro do ano passado, conseguiu assegurar uma oferta firme do fundo americano TPG (Texas Pacific Group) pelas sua sete linhas de transmissão em operação, que avalia os ativos em quase R$ 1,8 bilhão, incluindo dívidas. Além de fortalecer a empresa para o leilão judicial, a oferta tem o potencial de reduzir o problema da transmissora de forma significativa. Pelas linhas de transmissão, que somam 3.500 quilômetros, o TPG aceitou pagar R$ 465 milhões, sendo R$ 400 milhões na partida e outros R$ 65 milhões posteriormente, além de assumir R$ 1,3 bilhão em dívida. Com isso, restará na recuperação judicial R$ 1,8 bilhão em dívidas - sendo uma parcela grande de contratos referentes às linhas ainda em construção com fornecedores. O Valor apurou com fontes próximas da situação que a ideia é utilizar a oferta do TPG para balizar outras que sejam apresentadas no leilão judicial da companhia. A proposta do fundo vai funcionar como um "stalking horse", expressão usada para descrever o investidor que faz a primeira oferta e tem o direito de cobrir eventuais novas propostas no leilão, se assim o desejar. Com a proposta firme em mãos, os advogados da Abengoa devem ajuizar ainda nesta semana uma versão atualizada do plano de recuperação judicial da companhia. A assembleia de credores foi suspensa em 13 de junho e será retomada em agosto. Isso foi feito justamente para que a companhia tivesse tempo de avançar nas negociações dos ativos operacionais e pudesse apresentar um plano com uma oferta. (Valor Econômico – 01.08.2017)

 

3 Abengoa: companhia ajuíza recurso em contraponto ao TRJR

A Abengoa ajuizou no domingo um recurso questionando a decisão do TJRJ [de retomada do processo de caducidade dos ativos da companhia pela Aneel], alegando que este tribunal foi "induzido a erro" pelo regulador, pois as decisões anteriores haviam sido embasadas ainda por pareceres contundentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério Público Federal, além de estarem em "sintonia" com um parecer proferido pela Advocacia-Geral da União (AGU). A ideia da Abengoa é relicitar os ativos dentro da recuperação judicial, em um leilão seguindo os moldes dos leilões organizados pela própria Aneel. Assim, seriam mantidos contratos com fornecedores e credores atuais dos ativos. Além disso, os investimentos já feitos nos linhões, de cerca de R$ 1,5 bilhão, serão aproveitados. Na quinta-feira da semana passada, a diretoria colegiada da Aneel recomendou, em reunião extraordinária, que governo retome o processo de cassação das linhas da Abengoa não operacionais. A agência reguladora ratificou essa decisão ontem. "A Aneel fez todo o esforço para que houvesse uma solução de mercado, com a transferência de controle e a continuidade dos contratos de concessão", disse Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel. Segundo ele, a recomendação de caducidade da concessão é o caminho natural para os casos de "claro e persistente" descumprimento dos contratos. (Valor Econômico – 01.08.2017) 

 

4 Aneel ratifica pedido para caducidade de LTs em construção da Abengoa 

A Aneel ratificou em reunião realizada nesta segunda-feira, 31 de julho, a decisão de pedir ao MME a caducidade das concessões da Abengoa que estão em construção. A decisão abrange as Sociedades de Propósito Específico ATE XVI a XXIV, que inclui uma das LTs que vai escoar energia da UHE Belo Monte (PA – 11.233 MW). Como na reunião da última quinta-feira, 27 de julho, o representante da Abengoa, Giovanni Menicucci, insistiu na tese que a Aneel não deveria prosseguir com o processo, uma vez que a decisão judicial que deu continuidade ao processo poderia ser revista. De acordo com ele, a Aneel estava levando a discussão para o lado político. “A decisão precária é passível de recurso e não analisa o mérito. O agravo está para ser julgado”, avisou. A advertência do representante da transmissora espanhola não comoveu o Procurador-Geral Substituto, Marcelo Escalante, que ao atestar a continuidade do processo, lembrou que em momento algum Menicucci havia se posicionado quanto a condição financeira da Abengoa em manter as outorgas, que era o objetivo de todo o processo. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, ressaltou que a agência vinha buscando uma solução de mercado para que os contratos continuassem, o que não aconteceu. “A revogação da outorga não era a melhor alternativa”, afirmou. Porém, não havia outra alternativa, já que a agência vinha sendo intransigente com casos semelhantes e a urgência estava caracterizada. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017)

 

5 Cemig: pedidos do TCU terão pouco impacto em leilão de hidrelétricas, diz fonte

Exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) que adiaram a publicação do edital de um leilão que oferecerá a investidores a concessão de hidrelétricas da Cemig devem ter impacto "residual" na licitação, disse uma autoridade do setor elétrico à Reuters nesta segunda-feira. A Aneel pretendia aprovar o edital e agendar o leilão para setembro nesta segunda-feira, mas adiou a decisão após as determinações do TCU. Os pleitos do tribunal incluem uma análise sobre os parâmetros utilizados para definir os bônus de outorga que serão cobrados no leilão e uma avaliação sobre a conveniência de se exigir o pagamento dos valores à vista, como previsto inicialmente. "Já se tem todos os argumentos necessários para superar essa questão do TCU... Não afeta o leilão e o valor. O impacto é residual", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato. A fonte disse que os questionamentos do TCU são "técnicos" e "superáveis" e que não há intenção de rever a licitação, principalmente em um momento em que o governo busca formas de aumentar a arrecadação para cumprir a meta fiscal deste ano. Procurada, a Cemig disse em nota que as determinações do TCU reforçam os argumentos da empresa de que as regras definidas para o leilão gerarão impactos negativos para os consumidores, com aumento de tarifas. A companhia também disse que "confia na Justiça brasileira e acredita no sucesso das ações judiciais que já ingressaram e naquelas que ainda podem ser manejadas contra o leilão". (Reuters – 31.07.2017) 

 

6 Celg: Fitch indica rating da 1ª e 2ª Série de cotas seniores

A Fitch Ratings afirmou na última sexta-feira (28), o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA-sf(bra)’ (AA menos sf(bra)) da primeira e da segunda séries de cotas seniores da Celg Distribuição Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Celg D FIDC). A perspectiva de ambos ratings é estável. A primeira série tem rendimento equivalente à Taxa Média dos Depósitos Interfinanceiros (DI), mais um spread fixo anual de 3%. A segunda é corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com spread de 9,7% ao ano. O prazo total das duas séries seniores é de 96 meses, e os pagamentos de juros ocorrem mensalmente, sem carência. As amortizações de principal também acontecerão todo mês, após carência de 24 meses. O fundo poderá realizar novas emissões de cotas seniores, desde que sejam previamente aprovadas pelo administrador. O rating reflete a capacidade de pagamento do principal investido, além da taxa benchmark de rendimento para a primeira e a segunda séries de cotas seniores do Celg D FIDC, até o vencimento final legal, em 96 meses, contados a partir da primeira integralização das cotas, que ocorreu em 22 de julho de 2015. A Eletrobras presta garantia em benefício do fundo, por meio de compromisso de subscrição de cotas subordinadas. A garantia visa manter caixa suficiente para cobrir o equivalente a três meses de despesas da operação, além dos próximos dois serviços de dívida da classe sênior. Em caso de liquidação antecipada, a subscrição de cotas subordinadas deverá ser igual ao valor da classe sênior em circulação. Caso a Celg Distribuição S.A. – Celg D (Celg D) não subscreva o montante de cotas solicitado pelo administrador cinco dias úteis após a data de solicitação, a Eletrobras será notificada e terá cinco dias úteis para subscrever o montante solicitado. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

 

7 Celg: Ficth explica situação do índice de cobertura do serviço da dívida da empresa

Após análise da situação de risco de crédito da Celg pela Ficth, concluiu-se que o índice de cobertura do serviço da dívida (DSCR) mínimo estabelecido para a operação é de 2,5 vezes e, caso não seja mantido, o fundo deverá reter 2,0 vezes o serviço da dívida para amortizar antecipadamente o saldo das cotas. No período de 12 meses encerrado em junho de 2017, o DSCR médio era de 9,4 vezes. Esta cobertura reflete apenas o pagamento de juros, uma vez que o FIDC ainda estava em período de carência de amortização. No final de junho de 2017, o saldo devedor da primeira série de cotas seniores era de R$ 331,8 milhões, e o da segunda série, de R$180,5 milhões. As amortizações começaram em julho de 2017. Também no fim de junho, o caixa representava 8,5% do Patrimônio Líquido (PL) do fundo. O percentual deve refletir as reservas necessárias para despesas da operação e reserva de amortização. O fundo deve apresentar, no mínimo, 2,9% do PL em caixa, de acordo com os documentos da operação. O risco de crédito da classe sênior está atrelado primeiramente ao risco de crédito da Eletrobras, em função da garantia prestada por um compromisso de subscrição de cotas subordinadas. Assim, qualquer mudança em relação ao rating da Eletrobras será refletida nos ratings da classe sênior do FIDC. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

 

8 Eletrobras: novo presidente do conselho é eleito

A Eletrobras elegeu o economista José Guimarães Monforte como novo presidente do Conselho de Administração da companhia. Ele assume o lugar deixado por Elena Landau que renunciou ao posto por motivos de ordem pessoal. O conselho reiterou seu compromisso com a implementação do Plano Diretor de Negócio e Gestão 2017-2021 que se encontra em andamento e com a melhoria do processo de governança da companhia. Entre outras experiências, Monforte tem passagens pelos conselhos da Petrobras, BR Distribuidora, Rossi Residencial, Promon, Droga Raia, Sabesp, Claro, Banco Nossa Caixa, Banco Tribanco, Canbrás, Pini Editora, Caramuru Alimentos, Klicknet, JHSF e Agrenco. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017)

 

9 AES Eletropaulo: investimentos de R$ 2 mi em reforço de subestação

Com mais de R$ 2 milhões em investimentos, a AES Eletropaulo irá fornecer novos equipamentos a subestação Utinga, o que ampliará sua capacidade de distribuição de energia nos municípios de Santo André e São Caetano do Sul. Até o momento, foram realizadas a mobilização do canteiro de obras e o início das atividades civis. A conclusão está prevista para outubro deste ano. Atualmente, a ETD Utinga fornece energia para 57 mil clientes nos bairros: Altos De Vila Prudente, Barcelona, Campestre, Conj. Res. Planeta, Conj. Res. Sítio Oratório, Fazenda Da Juta, Jardim, Jardim Adutora, Jardim Alzira Franco, Jardim Do Carmo, Jardim Elba, Jardim Maravilhas, Jardim Monte Líbano, Jardim Nice e Jardim Santo Antônio dos municípios de Santo André e São Caetano do Sul. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017)

 

10 Aneel: aval para incorporação da Elektro pela Neoenergia é concedido

A Agência Nacional de Energia Elétrica deu a anuência para a transferência do controle societário na incorporação direta da Elektro Holding pela Neoenergia. Na operação, a Iberdrola Energia passará a ter a maioria do capital social da Neoenergia. Com isso, ela ficará como controladora indireta das subsidiárias da Neoenergia. Assim, a Elektro Holding vai ser extinta e a Neoenergia passa a deter as participações que eram da Elektro. No quadro societário atual da Neoenergia, a Previ possui 49%, o BB Investimentos, 12% e a Iberdrola, 39%. Na nova composição, a Previ fica com 38,21%, o BB Investimentos, com 9,35% e a Iberdrola passa a ser a majoritária, com 52,45%. A incorporação vai envolver ativos de distribuição como a Elektro (SP), Celpe (PE) e Cosern (RN), além de geradoras como a Companhia Hidrelétrica Teles Pires e a Itapebi Geração de Energia e a transmissora Afluente Transmissão de Energia Elétrica. De acordo com a agência, a incorporação direta não se dá no nível de agentes setoriais, mas dos seus controladores que não detêm outorga para a exploração de serviços e instalações de energia, não se caracterizando uma reestruturação societária. A operação terá duas fases e o prazo para implementação será de 120 dias. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

 

11 Multa para IE Madeira por descumprimento de cronograma é mantida

A Aneel não aceitou o agravo interposto pela Interligação Elétrica do Madeira e manteve multa de R$ 170.717,10 aplicada por descumprimento no cronograma de implantação de obras. A IE Madeira, Sociedade de Propósito Específico composta por Cteep e Furnas, é a responsável pela linha de transmissão Porto Velho-Araraquara II, além de estação retificadora em Rondônia e uma inversora em São Paulo. O projeto tem 2.375 quilômetros de extensão. O argumento da IE Madeira era que a Norte Brasil Transmissora de Energia, da Abengoa, fez o licenciamento em conjunto com a IE Madeira, por ter um projeto similar e nas mesmas localidades. Ela também teve atraso no licenciamento, mas não foi punida pela agência. De acordo com a Aneel, o despacho com a punição do IE Madeira foi publicado no dia 18 de agosto de 2016 e a empresa tinha até o dia 29 de agosto para apresentar recurso, o que ela só fez no dia 20 de setembro de 2016. Deste modo, a Aneel não tinha como conhecer o agravo. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017)

 

12 Consumidores da Celpa (PA) terão novas tarifas a partir de 7/8

A Diretoria da ANEEL aprovou nesta segunda-feira (31/7), em reunião pública, reajuste da tarifa das Centrais Elétricas do Pará S.A (Celpa). A empresa atende 2,4 milhões em 144 municípios do estado do Pará. As tarifas entram em vigor a partir do dia 7/8/17. O consumidor residencial terá um impacto de 6,87% na tarifa. Confira o reajusta para a classe de consumidores cativos: Baixa tensão em média – (5,86%); Alta tensão em média – (11,22%); Efeito Médio – (7,19%). (Aneel – 31.07.2017) 

 

13 Consumidores da EDP ES terão novas tarifas a partir de 7/8

Os consumidores atendidos pela concessionária EDP ES – Espírito Santo Distribuição de Energia S/A (antiga Escelsa) terão as tarifas reajustadas a partir de 7/8/17. Para o consumidor residencial (B1), o efeito será de 8,16%. A empresa atende 1,5 milhão de unidades consumidoras em 70 municípios do estado do Espírito Santo. A medida foi aprovada nessa segunda-feira (31/7) durante reunião pública da Diretoria da ANEEL. Confira o reajusta para a classe de consumidores cativos: Baixa tensão em média – (8,53%); Alta tensão em média – (10,9%); Efeito Médio – (9,34%). (Aneel – 31.07.2017) 

 

14 EDP: Objetos jogados na rede elétrica deixa mais de 100 mil pessoas sem energia em cinco meses no ES

Mais de 100 mil usuários da rede elétrica do Espírito Santo foram prejudicados por causa de objetos que foram jogados na fiação, no estado, de janeiro a maio deste ano. Segundo a concessionária de energia elétrica EDP, foram 450 registros do tipo neste período. Numa rua no bairro Santo Antônio, em Vitória, dezenas de sacolas plásticas foram arremessadas na rede elétrica. E, com as chuvas, elas ficam cheias d’água. No bairro Maria Ortiz, também na capital, são as pipas presas aos cabos de energia que levam transtorno para a população. “Pode ver que tem um monte de pipa jogada no fio e as pessoas têm que ter consciência disso, porque o prejuízo é muito grande para a população e para o comércio em geral”, disse o taxista Manoel Rodrigues. O engenheiro eletricista Eduardo Altoé explicou que a prática de jogar objetos na rede elétrica afeta a segurança de moradores e do responsável. “Isso é uma prática irresponsável, tanto para o sistema elétrico, quanto para a própria segurança de quem pratica esses atos. Qualquer material pode se tornar um condutor de eletricidade, dependendo da distância que se está da rede elétrica, da tensão elétrica dessa rede. Isso pode causar um desarme no sistema e a comunidade vai acabar sofrendo com a falta de energia”, afirmou. (G1 – 31.07.2017)

 

15 Copel: Pipas causam 3.300 desligamentos no primeiro semestre no Paraná

Um dos passatempos preferidos das crianças está resultando em acidentes graves. As brincadeiras com pipas são perigosas na medida em que objetos podem ser lançados à rede elétrica e provocar diversas situações indesejáveis. É por isso que a Copel volta a enfatizar o alerta aos pais e responsáveis dos mais jovens: soltar pipa, só longe da rede elétrica. Além do risco de acidentes, as pipas e outros objetos lançados à rede provocam falta de luz – só no primeiro semestre deste ano, foram 3.300 desligamentos causados por essas ocorrências em todo o Paraná, um aumento de 50% na comparação com o mesmo período, em 2016. De acordo com o diretor da Copel Distribuição, Maximiliano Orfali, a preocupação maior é com o risco de acidentes com as crianças. “Temos um trabalho constante junto às escolas, informando os alunos sobre o uso seguro da energia elétrica. Mas precisamos da ajuda dos pais e responsáveis para garantir que essas orientações sejam colocadas em prática”, enfatiza. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

 

 

Leilões

1 Governo pode arrecadar até R$ 400 mi com leilão de descontratação de energia

O governo deve arrecadar de R$ 150 milhões a R$ 400 milhões de empreendedores de energia solar, eólica e de pequenas centrais hidrelétricas participantes do leilão de descontratação de energia, agendado para o dia 28 de agosto. A estimativa é da Thymos Energia e considera o volume de projetos contratados nos últimos anos e cujo desenvolvimento não se deu no ritmo adequado. A estimativa é de que somadas as penalidades no processo normal de não cumprimento das obrigações dos geradores poderia alcançar R$ 500 milhões. A perspectiva da consultoria é que o leilão movimente 2,2 GW ou cerca de 700 MW médios em projetos de geradores que firmaram compromisso para entregar energia nos próximos anos e que não vão conseguir terminar as obras a tempo. Esse volume de capacidade instalada representa pouco menos de 50% das usinas que estão aptas a entrar no processo de descontratação e somam 4,6 GW. Se acordo com a diretora da consultoria, Thaís Prandini, o processo pode até mesmo facilitar o desenvolvimento de novos projetos. “Dependendo do tamanho da multa cobrada pelo governo nesse leilão, é possível que consigamos trocar projetos de papel por projetos reais, pois a ideia é inverter a situação atual de sobreoferta e abrir espaço para a realização de novos leilões de contratação de energia”, comentou. O valor, acrescentou, deve ser menor do que se cobraria para servir de atrativo aos investidores, senão poderiam considerar que não valeria a pena entrar na disputa. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 ONS: Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Nordeste sofreram alteração negativa de 0,1% nos níveis em comparação com o dia anterior e se encontram com 15,3% da capacidade, segundo dados do ONS referentes ao último dia 30 de julho. A ENA na região é de 7.941 MW mês e a energia natural afluente é de 1.128 MW med, que equivale a 26% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Sobradinho está com 10,2% da capacidade. No Sul os reservatórios operam com 71,1% da capacidade após recuo de 0,1% nos níveis. A energia armazenada é de 14.284 MW mês e ENA é de 2.793 MW med, que corresponde a 37% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 98,3%. No Norte do país a diminuição foi de 0,2% e os reservatórios estão com 59,4% da capacidade. A energia armazenada na região é de 8.938 MW mês e a ENA é 1.880 MW med, que é o mesmo que 55% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 93,21% de capacidade. No Sudeste/Centro-Oeste a diminuição nos níveis foi de 0,1% e os reservatórios estão com 38,4% da capacidade. A energia armazenada na região é de 78.044 MW mês e a ENA é de 16.647 MW med, que equivale a 78% da MLT. Furnas registra 37,78% da capacidade. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

2 CCEE: Previsão de carga para 2017 cai 758 MW médios mas é esperado crescimento de 1,6%

A carga de energia do sistema deve crescer 1,6% em 2017, quando comparada a 2016, segundo dados da segunda revisão quadrimestral da carga para o planejamento anual da operação energética 2017-2021, realizada pela CCEE, EPE e ONS. Apesar do crescimento, o número esperado é 758 MW médios menor que o valor previsto na primeira revisão quadrimestral, realizada neste ano. Para o período 2017-2021, a expectativa de crescimento médio anual da carga é de 3,7% ao ano, significando uma expansão média anual de 2.231 MW médios. A carga do sistema deve atingir 75.769 MW médios em 2021 (633 MW médios menor que a previsão do planejamento anual da operação energética 2017- 2021). A estimativa é de que o consumo industrial nesse período cresça, em média, 3,4% ao ano, influenciado em especial pela retomada gradual de alguns setores intensivos em energia, em especial, do setor produtor de alumínio primário. As classes residencial e comercial devem registrar crescimentos médios de aproximadamente 3,8% e 3,9%, respectivamente. Com isso, a projeção do consumo na rede para o horizonte em questão fica 3,4 TWh abaixo do previsto na primeira revisão. Considerando os valores verificados da carga de energia até maio, complementados com valor preliminar para junho e as previsões do PMO de julho para a carga dos meses de julho e agosto, a carga no sistema nacional registra crescimento de 1,4% no período de janeiro a agosto sobre igual período de 2016. (Brasil Energia – 31.07.2017)

3 CCEE: Sem chuvas, reservatórios de hidrelétricas por todo o país baixam em julho

Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas baixaram consideravelmente em todo o país por causa da falta de chuvas em julho. O deplecionamento só não foi maior porque a carga elétrica esperada para o mês se realizou 3,06% abaixo do esperado em função das baixas temperaturas verificadas no período. A informação é da CCEE, que apresentou nesta segunda-feira, 31 de julho, um balanço do comportamento do sistema no mês. A ENA se comportou de maneira bastante adversa, diferente da expectativa que estava sendo indicada pelos modelos de previsão de chuvas, disse Rodrigo Sacchi, gerente de preços da CCEE. Enquanto os modelos apontavam para ENAs de 86% (SE/CO), 80% (Sul), 34% (NE) e 64% (Norte), o realizado foi de 79% (SE/CO), 39% (Sul), 31% (NE) e 60% (Norte). “A gente observa que em julho tivemos uma hidrologia bastante desfavorável”, disse Sacchi, destacando que o mês foi bastante atípico, especialmente na região Sul. A energia armazenada no reservatório do Sudeste/Centro-Oeste deplecionou 3,7% em julho, para 34,7%. Lembrando que o Sudeste é responsável por 70% do abastecimento elétrico do país. O reservatório equivalente do Sul fechou o mês com 71,1% de capacidade, deplecionamento de 21,2%. Os reservatórios do Norte e Nordeste encerraram o período com armazenamento de 59,4% e 15,3%, respectivamente, com deplecionametno de 4,5% e 2,4%. “Dado essa adversidade do mês de julho, é natural que houvesse um deplecionado no armazenamento de todos os submercados”, explicou. “Essa adversidade é muito em função de uma massa de alta pressão que se estabeleceu entre a região Sul e Sudeste do país, o que impediu o avanço de frente fria. Naturalmente nessa época do ano era de se esperar precipitações mais elevadas na região Sul.” (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

4 CCEE: CMO subiu em julho mas deve ser decrescente até o final do ano

Para agosto, está previsto ENAs de 78% (SE/CO), 59% (Sul), 34% (NE) e 63% (Norte), todas abaixo da média história. “Quando a gente observa a tendência hidrologia para os próximos meses, é provável que a ENA volte à média história, tanto para região SE/CO quanto para a região Norte. Entretanto, para a região Sul a expectativa é que fique abaixo da MLT e para o Nordeste a tendência é que fique bem abaixo da média história”, disse Rodrigo Sacchi, gerente de preços da CCEE. O reflexo da falta de chuvas se materializou no comportamento do PLD, que passou de R$ 280,81/MWh em julho para R$ 514,66/MWh na primeira semana de agosto. Segundo Sacchi, a tendência é que o PLD reduza gradualmente até o final do ano, ficando abaixo de R$ 400/ MWh entre setembro e outubro, e em torno de R$ 300/MWh entre novembro de dezembro. Essa redução ocorrerá tanto em função da redução de carga prevista para ano, conforme a 2ª Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga ciclo 2017/2021, quanto a tendência de recuperação da hidrologia com a proximidade do período úmido. O preço médio anual do PLD do SE/CO está estimado em R$ 289/MWh, acima dos R$ 189/MWh anunciados em junho. O fator de ajuste do MRE previsto para julho é de 64,2%, enquanto a previsão para agosto é de 62,5%. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 

5 CCEE: GSF deve custar R$ 31,1 bi

O déficit hídrico, GSF, deve custar R$ 31,1 bilhões ao setor elétrico neste ano, sendo R$ 21 bilhões nos contratos do mercado regulado e R$ 10,1 bilhões nos contratos do ambiente de contratação livre, de acordo com projeções da CCEE informadas ontem. O PLD, preço referência do mercado de curto prazo de energia) médio projetado para o restante do ano no submercado Sudeste/Centro-Oeste é de R$ 289 por MWh, já considerando com a redução na projeção de carga deste ano em 300 MW médios para o período de setembro a dezembro. Na semana passada, a CCEE fixou o PLD em todo o país em R$ 514,66 por MWh. Segundo a CCEE, os preços devem sofrer reduções graduais até o fim do ano, ficando abaixo de R$ 400/MWh em setembro e outubro e em torno de R$ 300 por MWh em novembro e dezembro. (Valor Econômico – 01.08.2017) 

6 EPE: Consumo nacional de energia elétrica sobe 1,1% em junho

O consumo nacional de energia elétrica na rede totalizou 37.816 GWh em junho, volume 1,1% acima do nível registrado nesse mês em 2016, informou a EPE em relatório divulgado nesta segunda-feira, 31 de julho. Conforme as regiões do país, apenas no Nordeste houve queda em junho, de -1,6% , no Centro-Oeste a alta foi de 4,2%, no Norte de 2,3%, no Sul de 1,6% e Sudeste de 1,1%. No acumulado em 12 meses, o consumo nacional de energia permaneceu estável em junho. O mercado cativo das distribuidoras exibiu redução de 5,2% em junho e de 5,9% em 12 meses. Já o consumo livre aumentou 18,0% no mês e 17,7% em 12 meses. Em relação ao número de unidades consumidoras de energia elétrica no país, a expansão foi de 2,1% em junho frente ao mesmo mês de 2016. O consumo nacional de eletricidade nas industrias foi de 13.770 GWh em junho, estável em relação ao mesmo mês do ano anterior. A classe residencial registrou crescimento de 2,2% no consumo de junho (10.846 GWh) em relação a 2016. Com uma alta de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2016, o consumo da classe comercial totalizou 6.948 GWh em junho de 2017. (Agência CanalEnergia – 31.07.2017) 


Meio Ambiente

1 Projetos com retorno sócio-ambiental são alvos de banco de brasileiros

Um grupo de investidores brasileiros e portugueses anuncia nesta terça (1º) o lançamento de um banco de investimentos global dedicado exclusivamente a projetos com retorno não só financeiro como social e ambiental. Sediado em Londres, o Granito&Capital nasce com um mandato para captar US$ 2 bilhões para projetos nas áreas de energia renovável, saúde, desenvolvimento urbano, infraestrutura e finanças. No mundo, já somam US$ 28 trilhões os recursos geridos dentro de estratégia de investimento responsável –que levam em consideração o impacto ambiental, social e de governança justa. Para Daniela Soares, presidente do Granito&Capital, o investimento responsável pode garantir retornos maiores, subvertendo a lógica de que mais risco leva a maiores retornos. "Quando você tira o fator de risco ambiental, social e de governança, de certa forma você reduz o risco do negócio, mas, como você aumenta a qualidade do ativos, o retorno é maior”. "Eu estava havia muitos anos do lado "sem fins lucrativos", tentando mover a agulha do impacto social, mas usando metodologias de negócios", diz. "Agora é o outro lado: o lado comercial, mas com a visão de que é possível fazer bem e fazer o bem ao mesmo tempo. Todos os agentes econômicos podem e devem ter impacto positivo em todas as esferas de atuação”. (Folha de São Paulo – 01.08.2017) 

 

Energias Renováveis

1 RenovaBio: governo de SP, Fiesp e usinas reforçam apoio ao programa

O governador Geraldo Alckmin se reuniu hoje com empresários do agronegócio, em evento do Conselho do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e assinou um documento em conjunto com 18 entidades do setor pedindo a implementação do programa RenovaBio, que está sendo elaborado pelo governo federal em conjunto com o setor de biocombustíveis para estimular fontes renováveis de energia. O documento também foi assinado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. No documento, o governo paulista declara “apoio à urgente implementação de medidas que levem à rápida priorização para o setor de biocombustíveis pelo programa RenovaBio”. O manifesto defende que a priorização do segmento de biocombustíveis atende a “objetivos de politica econômica, social e ambiental” e permite o cumprimento das metas estabelecidas pelo Brasil no Acordo de Paris. No documento, as entidades e o governo paulista também afirmam que os biocombustíveis são reconhecidos como “mais eficientes do ponto de vista ambiental” do que a eletrificação e atestam que as emissões dos biocombustíveis são menores do que as metas estabelecidas na Europa para carros elétricos para 2030 e 2040. (Valor Econômico – 31.07.2017) 

2 Geração eólica: recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica. (O Estado de São Paulo – 01.08.2017)

3 Comissão aprova programa de geração elétrica renovável nas universidades

A Comissão de Minas e Energia aprovou projeto de lei do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) que cria o Programa de Geração Distribuída nas Universidades (PGDU), voltado para a instalação de sistemas de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis nas universidades brasileiras e entidades a elas vinculadas. O projeto (PL 1812/15) recebeu parecer favorável do deputado Edio Lopes (PR-RR). O objetivo da proposta, segundo o autor, é promover o desenvolvimento tecnológico e a capacitação profissional na área de energia renovável. O texto visa ainda a autonomia energética das universidades e o fortalecimento do mercado para equipamentos elétricos. Lopes considerou o projeto meritório, “tendo em vista o momento que vive o setor elétrico nacional, de preços elevados e baixa disponibilidade de energia elétrica”. O deputado apresentou uma emenda apenas para determinar que os projetos implantados pelo PGDU deverão passar por estudos prévios que garantam a viabilidade técnica, econômica e ambiental do empreendimento. O PL 1812/15 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora nas comissões de Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. (Agência Câmara – 31.07.2017) 

 

Gás e Termelétricas

1 ANP: cresce produção de petróleo e gás natural no Brasil em junho

A produção de petróleo no Brasil cresceu 0,8 % em junho ante maio para 2,675 milhões de barris por dia (bpd), impulsionada pelo desenvolvimento de áreas do pré-sal, cuja extração ultrapassou o pós-sal pela primeira vez. A produção de gás natural no Brasil em junho, por sua vez, somou 111 milhões de m³/d, alta de 6,1 % se comparada ao mês anterior e avanço de 7,4 % ante o mesmo mês de 2016. Os campos operados pela Petrobras produziram 94 % do petróleo e gás natural em junho. A petroleira estatal informou anteriormente que o aumento de sua produção em junho foi devido, principalmente, ao retorno à produção da plataforma P-43, nos campos de Barracuda e Caratinga, na Bacia de Campos, e do FPSO Cidade de Mangaratiba, no campo de Lula, na Bacia de Santos. Já produção total de petróleo e gás natural no país em junho foi de 3,37 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Do montante total, o pré-sal foi responsável por 49,6 % em junho, com a produção de 1,353 milhão de bpd e 53 milhões de m³/d, totalizando 1,686 milhão de boe/d, alta de 6,4 % em relação ao mês anterior. A Petrobras produziu em junho, segundo os cálculos da ANP, 2,074 milhões de bpd, alta de 0,3 % em relação a maio. Já a anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil, produziu em junho 315,048 mil bpd, alta de 6 % ante o mês anterior, segundo os dados da ANP. (Reuters – 31.07.2017)

 

2 GasBrasiliano irá ampliar rede local de GNC para incluir Bebedouro

A GasBrasiliano ampliará sua rede de atendimento para incluir o município de Bebedouro, no oeste paulista. Os investimentos de R$ 4,5 milhões foram aprovados pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) e são previstos, inicialmente, para a ligação de uma empresa do segmento de bebidas. A companhia já possui contrato com a distribuidora e representa 90% do volume de Bebedouro. A ligação será realizada até o final deste ano e o fornecimento será feito por meio de gás natural comprimido (GNC). Em seguida será iniciada a construção da rede de distribuição com mais de 12 km, que também será abastecida com GNC e possibilitará o atendimento a outras indústrias, além de um posto de GNV. Embora o planejamento inicial seja o desenvolvimento de uma rede local de gás, a empresa já planeja interligar Bebedouro à rede principal, partindo de Matão, possibilitando que outros municípios como Guariba e Jaboticabal também sejam abastecidos com o gás natural canalizado, segundo o presidente da empresa, Walter Piazza Junior. (Brasil Energia – 31.07.2017) 

 

 

Economia Brasileira

1 Governo ‘está analisando’ meta fiscal, afirma Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo está “analisando” o assunto da meta fiscal no Brasil e disse que o anunciado será “seguido”. A afirmação representa uma sutil mudança no discurso do governo, que, até o momento, não havia falado em "análise" da meta fiscal fixada para 2017. “Estamos monitorando todos os fatores da economia, a evolução da arrecadação”, disse o ministro em resposta à questão sobre a possibilidade de alteração da meta fiscal estabelecida para este ano, de déficit primário de R$ 139 bilhões para o governo central. O ministro afirmou acreditar numa “recuperação grande da arrecadação”. “Mas, de novo, temos que fazer o que for melhor para a transparência e o aumento da confiança na economia brasileira, na situação e solidez fiscal do Brasil, para o Brasil continuar a crescer”, disse, após reunião com o ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond. (Valor Econômico – 31.07.2017)

 

2 Déficit comercial da indústria no semestre é o menor desde 2008

Influenciado principalmente pelas exportações de veículos, o déficit da balança comercial na indústria de transformação caiu pela metade entre o primeiro semestre de 2016 e igual período deste ano, para US$ 1,249 bilhão. É o menor saldo negativo do setor desde 2008, destaca o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que fez os cálculos a partir dos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). O levantamento foi divulgado com exclusividade ao Valor. Na mesma comparação, observa Júlio Gomes de Almeida, diretor do Iedi, a balança comercial total registrou superávit de US$ 36,216 bilhões, resultado recorde da série histórica, com início em 1989. "Temos um boom de commodities que foi responsável pela alta total da balança, ao mesmo tempo que a indústria de transformação está praticamente sem déficit. Essa combinação é rara", disse. O recuo do déficit comercial industrial ocorreu com alta tanto das exportações quanto das importações, dinâmica também considerada favorável pelo Iedi. De janeiro a junho, o valor importado pelo setor de transformação avançou 7,6% sobre igual período de 2016, para US$ 64,43 bilhões. Ao mesmo tempo, os embarques de produtos manufaturados aumentaram de US$ 57,12 bilhões para US$ 63,18 bilhões, expansão de 10,6%. (Valor Econômico – 01.08.2017)

 

3 Despesas de custeio do governo têm queda real de 7,2% no 1º semestre 

O Ministério do Planejamento informou que, no primeiro semestre de 2017, as despesas de custeio administrativo do governo federal somaram R$ 9,966 bilhões. O valor representa uma queda real de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em valores nominais, as despesas tiveram queda de 3,6% em relação aos seis primeiros meses de 2016. Os dados constam do Boletim de Custeio Administrativo. “A redução do custeio administrativo é fruto do esforço do governo federal na busca da otimização do gasto público, direcionando o espaço fiscal disponível para as despesas finalísticas. É meta dessa secretaria continuar contribuindo para a tarefa de reduzir o custo da máquina pública”, disse, em nota, o secretário de Orçamento Federal, George Soares. Segundo o Planejamento, na comparação semestral, houve quedas reais mais acentuadas nos grupos de material de consumo (-17,3%) e de energia e água (-17,3%, igualmente). Também houve reduções reais de despesas nos itens de serviços de apoio (-5,2%), comunicação e processamento de dados (-8%), locação e conservação de bens imóveis (-4,8%), locação e conservação de bens móveis (-13,8%). Por outro lado, os grupos de diárias e passagens (2,1%) e de outros serviços (13%) registraram aumento no semestre. O Planejamento ressaltou, porém, que, no acumulado dos últimos 12 meses, houve redução real de 13,94% nos gastos com passagens na comparação com o mesmo período de 2016. (Valor Econômico – 31.07.2017)



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