HISTÓRIA

Uma história que se mistura com a história do Brasil.

O ano era 1981. Os militares ainda dominavam a política nacional e o general João Batista de Figueiredo havia sido escolhido por seus pares para preparar a devolução do Estado à democracia e ao povo. Mas o movimento sindical continuava atrelado, reprimido, vigiado e sob leis draconianas que impediam a livre organização dos trabalhadores.

Desde o final da década de 1970 algumas greves já aconteciam no país e a greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, foi um marco para todos os que acreditavam na retomada das lutas e reivindicações de trabalhadores.

No dia 25 de fevereiro de 1981 o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, e outros membros da diretoria eram presos e condenados a três anos de prisão por incitamento à desordem coletiva, condenação que foi mais tarde revisada.

Mas a direita, os poderosos e uma parte dos militares descontentes com a redemocratização do país ainda pensavam em fazer a roda da história andar para trás e não mediam consequências. No dia 30 de abril de 1981, duas bombas explodem em um carro no Pavilhão Riocentro, no Rio de Janeiro, durante um show comemorativo do Dia do Trabalhador. Hoje, confissões e documentos de pessoas da época já comprovam que tudo havia sido montado para amedrontar a população e retardar a volta do país à Democracia.

Entre os funcionários públicos ainda era proibida a sindicalização e a formação de associações profissionais. O mesmo acontecia na maior parte das empresas estatais, quase todas tendo em suas direções militares de altas patentes nomeados pelo governo para reprimir, impedir a organização dos trabalhadores e fazer das empresas braços operacionais dos projetos econômicos do governo.

E é nesse clima nacional, com esse cenário montado e conduzido para calar o povo e impedir o avanço da Democracia que, no dia 24 de junho de 1981, reuniram-se alguns engenheiros de nossa empresa com o objetivo de criar uma Associação dos Engenheiros de FURNAS.

Na abertura, falando sobre a importância da criação da entidade, os seus organizadores informaram sobre uma pesquisa que foi distribuída entre os engenheiros da empresa e que mostrou, pelos seus resultados, que, das seiscentas pesquisas distribuídas, quinhentos e noventa e quatro profissionais se manifestaram pela necessidade da criação da entidade representativa.

Estava assim fundada a Associação dos Engenheiros de Furnas.

Mas isto ainda era pouco para os companheiros que lutavam pelos direitos dos trabalhadores e pela Democracia no país. Pouco depois de criada, a Associação dos Engenheiros de Furnas expande-se e passa a representar todos os trabalhadores de nível superior da empresa. Dois anos mais tarde, em 1983, uma grande conquista de todos os trabalhadores de Furnas: nossa entidade abre suas portas para todos os companheiros e passamos a ser conhecidos como ASEF – Associação dos Empregados de Furnas.

Uma luta de 33 anos que acompanha a redemocratização do país e a recuperação dos direitos dos trabalhadores. Uma luta de 33 anos que esperamos ainda se desdobrar em muitos outros!

A ASEF somos nós, trabalhadores!

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